Para alegria da Inara, que há séculos está me pedindo para postar esta fic de novo! A atriz que eu escolhi para "interpretar" Mary Anne McCartney é a Lily Collins.
Estava indo para Londres, finalmente, depois de quatro anos morando sozinha em Oxford, e vendo meu pai, Jim, e meus dois irmãos, Paul e Mike, apenas nos finais de semana. Agora eu estava me mudando para o apartamento que Paul mantinha em Londres.
Meu nome é Mary Anne McCartney. Mary era o nome de minha mãe, que morreu quando meu irmão gêmeo, Mike, e eu tínhamos doze anos. Sim, meu irmão mais velho é "o" Paul McCartney.
É óbvio que eu estava louca para dar um abraço no mano, mas quem eu mais queria ver era outro Beatle: George. Estava apaixonada por ele desde os treze anos, e tinha certeza de que era correspondida. Porém, nunca tivemos uma chance de declarar um ao outro o que sentíamos, uma vez que Paul sempre foi superprotetor e surtaria se um de seus amigos ousasse chegar perto de mim com segundas intenções.
Os rapazes, John, Ringo e George, demoraram um pouco a se aproximar o suficiente de mim para fazer amizade, mas agora somos todos grandes amigos.
Minhas mãos tremiam devido à ansiedade. Essa é uma marca registrada minha: sempre que fico nervosa ou ansiosa minhas mãos ficam horrivelmente trêmulas.
Por fim, cheguei a Londres. Paul estava à minha espera na estação de King's Cross.
- Olá, Mary. - ele me cumprimentou com um beijo no rosto e pegou minhas malas. - Fez uma boa viagem?
- Sim, mano. - respondi, com um sorriso no rosto.
- Achei que ficaria livre de você depois de me tornar Beatle, mas vejo que me enganei. - ele brincou.
- Paul, eu sou sua irmã! Vou infernizar sua vida por toda a eternidade! - eu ri.
- É... E vou ter que ficar de olho em você. O que não falta em Londres são rapazes que ficariam interessados em uma jornalista jovem, inteligente e bonita.
- Pelo amor de Deus, Paul! Eu já estou com 21 anos! Sei me cuidar.
- Você é a minha maninha. Tenho que cuidar de você. Papai pediu.
- Paul...
- Está bem, papai não pediu. Mas, como irmão mais velho, esse é meu dever.
- Paul, eu morei sozinha em Oxford por quatro anos e me virei muito bem. Não se esqueça de que estou indo morar com você provisoriamente. Apenas o tempo de me estabelecer num emprego e poder comprar meu próprio apartamento.
- Sim, claro, Mary Anne. Vamos para casa. Estamos preparando uma festa de boas-vindas para você.
- "Estamos"?
- John, Ringo, George e eu.
* * *
Fui muito bem recepcionada em meu novo lar. John e Ringo foram muito amáveis, e George, mais ainda. Ele disse:
- Que bom que agora você está mais perto de mim.... Quero dizer, não só de mim, de John e Ringo e do seu irmão também. Afinal, nós todos somos grandes amigos há tanto tempo...
George podia usar esse discurso de "Somos apenas bons amigos", mas para mim estava muito claro que, assim como ele era para mim, eu era mais do que uma boa amiga para ele.
domingo, 29 de setembro de 2013
Heartbreaker - Capítulo 4
Fiquei mais duas semanas na casa de Emily. Eu dava um jeito de não estar na casa quando Charles vinha visitar minha prima. E agradecia de joelhos quando era ela quem ia jantar na casa dos Mansfield, e não o contrário.
Estar no interior era delicioso. Eu gostava de caminhar pelos bosques das proximidades logo após o café da manhã. As árvores não eram muito próximas umas das outras, o que garantia muita luminosidade e calor. Depois do almoço, gostava de ler na sala de visitas. Após o chá, Emily e eu nos divertíamos cantando e dançando, ouvindo nossos discos favoritos. Jantávamos, e assim que terminávamos íamos conversar na sala de visitas, até a hora de dormir.
Embora estivesse gostando daquela vidinha bucólica, eu precisava voltar para Londres, para sua agitação... E para os braços de Robert. Eu pedira que ele me ligasse, coisa que ele fazia todos os dias.
- Quando você vai estar de volta, Elinor?
- Não sei, Robert.... Espero que em breve!
- Pelo jeito, a estadia na casa de campo dos seus tios está boa... O que tem aí de tão interessante?
- Oh, Robert! Se você pudesse estar aqui para ver este lugar, entenderia minha fascinação. Posso descrevê-lo nos mínimos detalhes para você por telefone ou mandar-lhe fotos, mas não chegaria nem perto do que é realmente... Esta é uma daquelas localidades cuja beleza só pode ser de fato apreciada quando se está frente a frente com ela.
- Você fala de um modo tão poético, Elinor... Eu gosto disso.
- Bom... Talvez eu leia demais.
- Pode ser.
Eu não aguentava mais. A propriedade de meus tios, com seus ares de confortável casa de campo do século XIX, me parecia o paraíso terrestre, com seu bosque acolhedor e verdejante, seu riacho cristalino, sua mobília antiquada porém elegante, sua bela escada atapetada e sua vasta biblioteca. Contudo, eu precisava voltar para o meu apartamento em Londres, com móveis à moda atual e uma biblioteca reduzida, pois eu não tinha espaço para acomodar tudo o que eu tinha em Epsom.
Meu consolo era o fato de o apartamento estar localizado nos arredores de Kensigton Gardens, onde eu costumava ir passear quando precisava de grama e de um lago. Logicamente, a grama e os lagos de Kensigton não chegam nem perto da relva fresca e do riachinho de águas límpidas da casa de tio Edwin, tia Jacqueline e Emily. Mesmo assim, são um modo de me alegrar.
O que de fato me fazia querer estar em Londres era a falta que eu fazia para Robert. Nós queríamos estar um com o outro. Com certo pesar, anunciei a Emily que eu precisava retornar à capital. Ela tentou me dissuadir da ideia:
- Não, Elinor! Papai e mamãe estão para voltar de Cardiff, onde foram visitar um parente distante da minha avó materna... Aposto que ficarão desolados quando chegarem aqui e descobrirem que você partiu...
Como gostava muito dos meus tios e da minha prima, resolvi adiar a viagem de volta para uma semana depois da volta de tio Edwin e tia Jacqueline.
Chegaram dois dias depois de Emily ter me convencido a ficar por mais alguns dias. E não vieram sozinhos.
- Emily, esta é Georgiana Sparks. Ela é sua prima. - anunciou tia Jacqueline.
- Por parte da senhora, mamãe?
- Sim, querida. Ela é uma das nossas famosas primas de Steele Park.
Georgiana era ruiva e tinha sardas e olhos verdes. Era bonita, apesar do ar petulante com que olhava para Emily e para mim. À noite, Emily me contou:
- Steele Park é uma casa de campo no País de Gales, que pertence aos Sparks, parentes distantes da minha mãe, extremamente ricos. Aparentemente, descendem de um tal General Sparks, que enriqueceu há muitos séculos. De que forma, seus descendentes não sabem dizer. Entretanto, gabam-se disso como se fossem descendentes de um ex-membro da Casa dos Lordes.
- Sua mãe tem simpatia por esses parentes?
- Não sei.... Um pouco, talvez, já que trouxe Georgiana para passar alguns dias aqui... Vamos ver como minha modesta priminha vai se comportar... - Emily disse com um toque de ironia.
Georgiana se comportava como se fosse uma princesa. Exigia que todas as suas vontades fossem atendidas, e sempre o mais imediatamente possível.
Um dia, olhou para minhas roupas muito impressionada, e quis saber:
- Onde você compra suas roupas, Elena?
- É Elinor! E eu compro em lojas, como todo mundo.
- Lojas de onde?
- De Notting Hill e do Soho. - falei.
- LONDRES? - a arrogante prima de Emily estava espantada. - Não é possível. Até um espantalho se veste melhor.
- Eu acho que me visto muito bem para uma jovem escritora, obrigada.
- Então você é escritora? Está explicado porque se veste tão mal... Não tem dinheiro para comprar algo que preste.
Não sacrifiquei meu fôlego para responder aquela impertinente. Ainda tive que suportar Georgiana por mais quatro dias. No penúltimo dia de minha estadia, ela viu uma foto de Robert entre minhas coisas e me perguntou por que eu carregava um recorte de revista comigo. Apenas revirei os olhos, pois meu latim não merecia ser gasto com uma garota tão sem noção.
Dois dias depois, mal pisei na cabine do trem, suspirei fundo. O tempo em que havia estado no interior fora bom, com exceção dos dias em que a convencida Georgiana importunou a mim e a Emily.
Na estação em Londres, Robert estava esperando por mim. Eu o abracei com força. Dei um beijo nele. E entramos em seu carro. Do banco do passageiro, observei os outros carros, os pedestres, os prédios, as lojas, os monumentos... E pensei em como eu era feliz em Londres e não sabia.
- Eu tenho uma surpresa, Elinor.
- É mesmo, Robert?
- Sim. Está no seu apartamento. Acho que você vai gostar.
Robert guardou o carro no estacionamento do prédio. Subimos até meu apartamento. Assim que abri a porta, vi, enrolado no sofá, um bonito gato malhado de branco e marrom.
- Você acertou em cheio, Robert! - exclamei, feliz.
- Sabia que você ficaria feliz. Sempre me disse que queria um bichinho, de preferência um gato.... Que nome vai dar a ele?
- Ainda não sei...
- Posso sugerir um nome de escritor?
- Qual?
- Shakespeare. Sei como você gosta das peças dele.
- É um bom nome. Fica sendo Shakespeare. - sorri.
Comecei a brincar com meu novo bichinho. Minha mãe nunca gostou muito de animais, de modo que nunca pude ter um.
Ainda que fosse um filhote visivelmente brincalhão, Shakespeare era um gato. Depois de quase meia hora, ele abandonou meu colo e se enrodilhou numa caminha que Robert havia comprado para ele e colocado num cantinho da sala, perto da biblioteca.
- Foi muito fofo da sua parte me dar esse presente, Rob. - falei, muito contente.
- E eu fico muito satisfeito por você ter gostado, Lily.
- Lily?
- Sim... Um apelido carinhoso para Elinor.
- Não seria melhor Ellie?
- Eu acho esse apelido um pouco, sei lá.... Comum. Quantas garotas chamadas Elinor são apelidadas de Lily?
- Acho que poucas... Bem criativo, Rob.
Estar no interior era delicioso. Eu gostava de caminhar pelos bosques das proximidades logo após o café da manhã. As árvores não eram muito próximas umas das outras, o que garantia muita luminosidade e calor. Depois do almoço, gostava de ler na sala de visitas. Após o chá, Emily e eu nos divertíamos cantando e dançando, ouvindo nossos discos favoritos. Jantávamos, e assim que terminávamos íamos conversar na sala de visitas, até a hora de dormir.
Embora estivesse gostando daquela vidinha bucólica, eu precisava voltar para Londres, para sua agitação... E para os braços de Robert. Eu pedira que ele me ligasse, coisa que ele fazia todos os dias.
- Quando você vai estar de volta, Elinor?
- Não sei, Robert.... Espero que em breve!
- Pelo jeito, a estadia na casa de campo dos seus tios está boa... O que tem aí de tão interessante?
- Oh, Robert! Se você pudesse estar aqui para ver este lugar, entenderia minha fascinação. Posso descrevê-lo nos mínimos detalhes para você por telefone ou mandar-lhe fotos, mas não chegaria nem perto do que é realmente... Esta é uma daquelas localidades cuja beleza só pode ser de fato apreciada quando se está frente a frente com ela.
- Você fala de um modo tão poético, Elinor... Eu gosto disso.
- Bom... Talvez eu leia demais.
- Pode ser.
Eu não aguentava mais. A propriedade de meus tios, com seus ares de confortável casa de campo do século XIX, me parecia o paraíso terrestre, com seu bosque acolhedor e verdejante, seu riacho cristalino, sua mobília antiquada porém elegante, sua bela escada atapetada e sua vasta biblioteca. Contudo, eu precisava voltar para o meu apartamento em Londres, com móveis à moda atual e uma biblioteca reduzida, pois eu não tinha espaço para acomodar tudo o que eu tinha em Epsom.
Meu consolo era o fato de o apartamento estar localizado nos arredores de Kensigton Gardens, onde eu costumava ir passear quando precisava de grama e de um lago. Logicamente, a grama e os lagos de Kensigton não chegam nem perto da relva fresca e do riachinho de águas límpidas da casa de tio Edwin, tia Jacqueline e Emily. Mesmo assim, são um modo de me alegrar.
O que de fato me fazia querer estar em Londres era a falta que eu fazia para Robert. Nós queríamos estar um com o outro. Com certo pesar, anunciei a Emily que eu precisava retornar à capital. Ela tentou me dissuadir da ideia:
- Não, Elinor! Papai e mamãe estão para voltar de Cardiff, onde foram visitar um parente distante da minha avó materna... Aposto que ficarão desolados quando chegarem aqui e descobrirem que você partiu...
Como gostava muito dos meus tios e da minha prima, resolvi adiar a viagem de volta para uma semana depois da volta de tio Edwin e tia Jacqueline.
Chegaram dois dias depois de Emily ter me convencido a ficar por mais alguns dias. E não vieram sozinhos.
- Emily, esta é Georgiana Sparks. Ela é sua prima. - anunciou tia Jacqueline.
- Por parte da senhora, mamãe?
- Sim, querida. Ela é uma das nossas famosas primas de Steele Park.
Georgiana era ruiva e tinha sardas e olhos verdes. Era bonita, apesar do ar petulante com que olhava para Emily e para mim. À noite, Emily me contou:
- Steele Park é uma casa de campo no País de Gales, que pertence aos Sparks, parentes distantes da minha mãe, extremamente ricos. Aparentemente, descendem de um tal General Sparks, que enriqueceu há muitos séculos. De que forma, seus descendentes não sabem dizer. Entretanto, gabam-se disso como se fossem descendentes de um ex-membro da Casa dos Lordes.
- Sua mãe tem simpatia por esses parentes?
- Não sei.... Um pouco, talvez, já que trouxe Georgiana para passar alguns dias aqui... Vamos ver como minha modesta priminha vai se comportar... - Emily disse com um toque de ironia.
Georgiana se comportava como se fosse uma princesa. Exigia que todas as suas vontades fossem atendidas, e sempre o mais imediatamente possível.
Um dia, olhou para minhas roupas muito impressionada, e quis saber:
- Onde você compra suas roupas, Elena?
- É Elinor! E eu compro em lojas, como todo mundo.
- Lojas de onde?
- De Notting Hill e do Soho. - falei.
- LONDRES? - a arrogante prima de Emily estava espantada. - Não é possível. Até um espantalho se veste melhor.
- Eu acho que me visto muito bem para uma jovem escritora, obrigada.
- Então você é escritora? Está explicado porque se veste tão mal... Não tem dinheiro para comprar algo que preste.
Não sacrifiquei meu fôlego para responder aquela impertinente. Ainda tive que suportar Georgiana por mais quatro dias. No penúltimo dia de minha estadia, ela viu uma foto de Robert entre minhas coisas e me perguntou por que eu carregava um recorte de revista comigo. Apenas revirei os olhos, pois meu latim não merecia ser gasto com uma garota tão sem noção.
Dois dias depois, mal pisei na cabine do trem, suspirei fundo. O tempo em que havia estado no interior fora bom, com exceção dos dias em que a convencida Georgiana importunou a mim e a Emily.
Na estação em Londres, Robert estava esperando por mim. Eu o abracei com força. Dei um beijo nele. E entramos em seu carro. Do banco do passageiro, observei os outros carros, os pedestres, os prédios, as lojas, os monumentos... E pensei em como eu era feliz em Londres e não sabia.
- Eu tenho uma surpresa, Elinor.
- É mesmo, Robert?
- Sim. Está no seu apartamento. Acho que você vai gostar.
Robert guardou o carro no estacionamento do prédio. Subimos até meu apartamento. Assim que abri a porta, vi, enrolado no sofá, um bonito gato malhado de branco e marrom.
- Você acertou em cheio, Robert! - exclamei, feliz.
- Sabia que você ficaria feliz. Sempre me disse que queria um bichinho, de preferência um gato.... Que nome vai dar a ele?
- Ainda não sei...
- Posso sugerir um nome de escritor?
- Qual?
- Shakespeare. Sei como você gosta das peças dele.
- É um bom nome. Fica sendo Shakespeare. - sorri.
Comecei a brincar com meu novo bichinho. Minha mãe nunca gostou muito de animais, de modo que nunca pude ter um.
Ainda que fosse um filhote visivelmente brincalhão, Shakespeare era um gato. Depois de quase meia hora, ele abandonou meu colo e se enrodilhou numa caminha que Robert havia comprado para ele e colocado num cantinho da sala, perto da biblioteca.
- Foi muito fofo da sua parte me dar esse presente, Rob. - falei, muito contente.
- E eu fico muito satisfeito por você ter gostado, Lily.
- Lily?
- Sim... Um apelido carinhoso para Elinor.
- Não seria melhor Ellie?
- Eu acho esse apelido um pouco, sei lá.... Comum. Quantas garotas chamadas Elinor são apelidadas de Lily?
- Acho que poucas... Bem criativo, Rob.
Minhas personagens: Elinor, Lynn, Mary e Mary Anne (parte 2)
Agora vou falar um pouco mais detalhadamente das minhas quatro personagens: suas características psicológicas, seus familiares, seus hobbies...
Elinor
A doce melhor amiga de Jimmy Page tem a literatura como fonte vital. Adora ler e escrever, pois isso acalma a sua mente ansiosa. Antes de conhecer Robert, Lily (apelido que ganhou dele) se considerava uma garota azarada no amor, pois sofreu decepções amorosas duas vezes. A primeira decepção veio de Jimmy, e a segunda veio de Keith Richards. Apesar de ter se desiludido em relação ao guitarrista do Zeppelin, Elinor nunca deixou de ser amiga dele.
Existe uma lenda na família de Elinor que diz que algumas das antepassadas dela inspiraram a escritora Jane Austen, sua favorita, a criar algumas de suas personagens. A jovem não sabe se deve acreditar nisso ou não.
Antes de ir estudar em Cambridge e depois ir residir em Londres, Elinor viveu na cidade de Epsom, com seus pais, Edmund e Helen, que a influenciaram no amor pela leitura, e sua irmã mais nova, Fanny. Na capital, mora em um pequeno apartamento próximo de Kensigton Gardens com seu gatinho Shakespeare, que veremos nos próximos capítulos de "Heartbreaker". Ela é um pouco insegura e muito amorosa.
Lynn
Meiga e tímida, a amada de Pete Townshend e Keith Richards prefere ler a qualquer outra coisa. Ela é uma boa amiga e tem um medo horrível de magoar as pessoas que conhece. Apesar disso, sabe muito bem o que quer. A maior prova disso foi ter aceitado se casar com Pete no mesmo instante em que ele fez o pedido, mesmo tendo apenas 18 anos.
Nascida na capital inglesa, cresceu numa casa abarrotada de livros, nos arredores de Shepherd's Bush.
Filha de Henry e Judith Stephens e irmã de Michael Stephens, é independente e, quando necessário, corajosa.
Sua banda favorita é, evidentemente, o The Who. Porém, ela também gosta muito dos Rolling Stones, fato que fez Keith Richards acreditar que teria chances com ela. Além de escrever e ler, Lynn também gosta de passear em parques nas suas horas livres.
Mary
A guitarrista sofreu nas mãos de Roger Daltrey. Apesar de gostar de Mary, o vocalista não conseguia deixar de traí-la. Embora a infidelidade de Roger fosse quase constante, a moça era paciente e acabava lhe perdoando, pois o amava demais.
O casal vivia aos tapas e beijos, e Mary até mesmo engravidou. Porém, perdeu o bebê. Essa criança poderia ter sido a salvação do namoro de seus pais.
Feminista ao extremo, essa garota de Liverpool faz de tudo para mostrar aos machistas que rock'n'roll também é coisa de mulher. Muito talentosa e romântica, nasceu cercada de música e livros.
Seu pai, Edward, era professor na Universidade de Liverpool e saxofonista. Foi ele quem ensinou a filha, violonista e guitarrista autodidata, a tocar instrumentos de sopro. Já a mãe, Catherine, era uma dona de casa que gostava de ler e tocar piano.
A sra. Barton ficou feliz ao ver o interesse da pequena Mary pelos livros e pelos estudos, mas decepcionou-se com o fato de a menina se mostrar indiferente ao piano, preferindo um velho violão esquecido no canto da sala de música da família.
Quando ficou grávida, Mary precisou trancar a faculdade. Contudo, retornou às aulas logo depois que se recuperou do aborto espontâneo. Assim, perdeu apenas cinco meses de aula. Consequentemente, formou-se aos 22 anos (se não tivesse precisado interromper o curso, teria se formado aos 21).
Mary redescobriu o amor ao conhecer John Entwistle. Eles começaram a namorar em 1967, e se separaram em 1969, pois ela acreditou estar sendo traída outra vez, o que não era verdade. Até reatar com o baixista, dois anos depois, ela se envolveu rapidamente com Roger Daltrey, ainda no ano de 1969.
Nove anos depois de retomar o namoro com John, Mary se casou com ele. Deu à luz uma menina, Deborah, em 1982.
Mary Anne
Muito delicada, a jornalista é a irmã mais nova de Paul McCartney. Superprotegida pelo irmão, que divide o apartamento com ela, Mary Anne vive às voltas com seu coração, dividida entre George Harrison e Roger Daltrey.
Bastante curiosa, gosta de investigar a fundo as notícias que deve divulgar, a fim de redigir o melhor texto possível. Para escrever suas reportagens, usa uma máquina de escrever que ganhou da mãe, Mary, que faleceu quando a garota tinha 12 anos.
Passou sua adolescência sendo a única mulher entre três homens: seu pai, Jim, e seus dois irmãos, Paul e Mike. Além de ler, passa suas horas livres escrevendo poemas, andando de bicicleta e fotografando as pessoas de que mais gosta: seu pai, seus irmãos, sua melhor amiga, Evanna, e... Seus amados.
Elinor
A doce melhor amiga de Jimmy Page tem a literatura como fonte vital. Adora ler e escrever, pois isso acalma a sua mente ansiosa. Antes de conhecer Robert, Lily (apelido que ganhou dele) se considerava uma garota azarada no amor, pois sofreu decepções amorosas duas vezes. A primeira decepção veio de Jimmy, e a segunda veio de Keith Richards. Apesar de ter se desiludido em relação ao guitarrista do Zeppelin, Elinor nunca deixou de ser amiga dele.
Existe uma lenda na família de Elinor que diz que algumas das antepassadas dela inspiraram a escritora Jane Austen, sua favorita, a criar algumas de suas personagens. A jovem não sabe se deve acreditar nisso ou não.
Antes de ir estudar em Cambridge e depois ir residir em Londres, Elinor viveu na cidade de Epsom, com seus pais, Edmund e Helen, que a influenciaram no amor pela leitura, e sua irmã mais nova, Fanny. Na capital, mora em um pequeno apartamento próximo de Kensigton Gardens com seu gatinho Shakespeare, que veremos nos próximos capítulos de "Heartbreaker". Ela é um pouco insegura e muito amorosa.
Lynn
Meiga e tímida, a amada de Pete Townshend e Keith Richards prefere ler a qualquer outra coisa. Ela é uma boa amiga e tem um medo horrível de magoar as pessoas que conhece. Apesar disso, sabe muito bem o que quer. A maior prova disso foi ter aceitado se casar com Pete no mesmo instante em que ele fez o pedido, mesmo tendo apenas 18 anos.
Nascida na capital inglesa, cresceu numa casa abarrotada de livros, nos arredores de Shepherd's Bush.
Filha de Henry e Judith Stephens e irmã de Michael Stephens, é independente e, quando necessário, corajosa.
Sua banda favorita é, evidentemente, o The Who. Porém, ela também gosta muito dos Rolling Stones, fato que fez Keith Richards acreditar que teria chances com ela. Além de escrever e ler, Lynn também gosta de passear em parques nas suas horas livres.
Mary
A guitarrista sofreu nas mãos de Roger Daltrey. Apesar de gostar de Mary, o vocalista não conseguia deixar de traí-la. Embora a infidelidade de Roger fosse quase constante, a moça era paciente e acabava lhe perdoando, pois o amava demais.
O casal vivia aos tapas e beijos, e Mary até mesmo engravidou. Porém, perdeu o bebê. Essa criança poderia ter sido a salvação do namoro de seus pais.
Feminista ao extremo, essa garota de Liverpool faz de tudo para mostrar aos machistas que rock'n'roll também é coisa de mulher. Muito talentosa e romântica, nasceu cercada de música e livros.
Seu pai, Edward, era professor na Universidade de Liverpool e saxofonista. Foi ele quem ensinou a filha, violonista e guitarrista autodidata, a tocar instrumentos de sopro. Já a mãe, Catherine, era uma dona de casa que gostava de ler e tocar piano.
A sra. Barton ficou feliz ao ver o interesse da pequena Mary pelos livros e pelos estudos, mas decepcionou-se com o fato de a menina se mostrar indiferente ao piano, preferindo um velho violão esquecido no canto da sala de música da família.
Quando ficou grávida, Mary precisou trancar a faculdade. Contudo, retornou às aulas logo depois que se recuperou do aborto espontâneo. Assim, perdeu apenas cinco meses de aula. Consequentemente, formou-se aos 22 anos (se não tivesse precisado interromper o curso, teria se formado aos 21).
Mary redescobriu o amor ao conhecer John Entwistle. Eles começaram a namorar em 1967, e se separaram em 1969, pois ela acreditou estar sendo traída outra vez, o que não era verdade. Até reatar com o baixista, dois anos depois, ela se envolveu rapidamente com Roger Daltrey, ainda no ano de 1969.
Nove anos depois de retomar o namoro com John, Mary se casou com ele. Deu à luz uma menina, Deborah, em 1982.
Mary Anne
Muito delicada, a jornalista é a irmã mais nova de Paul McCartney. Superprotegida pelo irmão, que divide o apartamento com ela, Mary Anne vive às voltas com seu coração, dividida entre George Harrison e Roger Daltrey.
Bastante curiosa, gosta de investigar a fundo as notícias que deve divulgar, a fim de redigir o melhor texto possível. Para escrever suas reportagens, usa uma máquina de escrever que ganhou da mãe, Mary, que faleceu quando a garota tinha 12 anos.
Passou sua adolescência sendo a única mulher entre três homens: seu pai, Jim, e seus dois irmãos, Paul e Mike. Além de ler, passa suas horas livres escrevendo poemas, andando de bicicleta e fotografando as pessoas de que mais gosta: seu pai, seus irmãos, sua melhor amiga, Evanna, e... Seus amados.
Marcadores:
Heartbreaker,
Heaven And Hell,
Led Zeppelin,
Mary Anne With The Shaky Hands,
Our Love Was,
See My Way,
The Beatles,
The Hollies,
The Rolling Stones,
The Who,
Whereland
sábado, 28 de setembro de 2013
Minhas personagens -> Mary Anne McCartney
Não sei se vocês se lembram da minha fic crossover de Beatles e The Who, "Mary Anne With The Shaky Hands".... Caso se lembrem, uma boa notícia: esta fic estará de volta em breve! Para deixar um gostinho de "quero mais", uma ficha da personagem principal, Mary Anne McCartney!
Nome completo: Mary Anne McCartney.
Data e local de nascimento: 07/01/1944, em Liverpool, Inglaterra.
Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.
Idade: 21 (em 1965, ano em que se passa "Mary Anne With The Shaky Hands").
Amigos mais próximos: Paul McCartney e Evanna Davies.
Profissão: Jornalista e escritora, sendo seu estilo favorito a poesia. Formada em Jornalismo pela Universidade de Oxford.
Namorados: Roger Daltrey (março a agosto de 1965), George Harrison (agosto a dezembro de 1965).
Marido: George Harrison (1966-2001).
Filhos: George Harrison Jr. (nascido em 1967), Amanda Elizabeth Harrison (nascida em 1969), Corina Louise Harrison (nascida em 1971) e Dhani Harrison (nascido em 1978).
Canções que inspirou: "Mary Anne With The Shaky Hands", "Bargain" - The Who; "I Need You", "Here Comes The Sun", "Something" - The Beatles; "Beautiful Girl", "You", "Can't Stop Thinking About You", "Dark Sweet Lady", "I Got My Mind Set On You" - George Harrison; "Without Your Love" - Roger Daltrey.
Características: A palavra que melhor define Mary Anne é "curiosidade". Ela sempre quer saber mais sobre tudo, e por isso escolheu se tornar jornalista. Além disso, ela ama poder dividir aquilo que sabe com os outros, o que ajuda muito na hora de escrever reportagens.
Seu maior desejo sempre foi trabalhar no The Guardian. Tal desejo se realizou em 1972. Para passar o tempo, ela gosta de ler, escrever, andar de bicicleta e tirar fotos, sobretudo da família e dos amigos.
Mary Anne é extremamente apaixonada por seu marido George, mas sempre procurou manter uma relação cordial com seu ex-namorado, Roger Daltrey, a quem ela sempre considerou um homem bastante atraente. Ela é uma ótima mãe e cuida dos seus quatro filhos, George Jr., Amanda, Corina e Dhani, com todo o amor possível.
Do que Mary Anne mais gosta: Livros e escrever reportagens.
Do que Mary Anne menos gosta: Insensibilidade.
Medo: Brigas na família.
Minhas personagens -> Mary Barton
Agora, a protagonista de "See My Way" e "Heaven And Hell", Mary Barton! Quem a criou foi a Carol, para a fic "Blue, Red and Grey", mas quem se encarregou de desenvolvê-la fui eu.
Nome completo: Mary Catherine Barton.
Data e local de nascimento: 22/02/1944, em Liverpool, Inglaterra.
Cidade em que reside: Oxford (1964-1966); Londres (1967 em diante).
Idade: 20-21 em "See My Way" (1964-1965); 23 em "Blue, Red And Grey" e "Heaven And Hell" (1967).
Amigas mais próximas/colegas de banda e empresária (Whereland): Evelyn Blen, Jayne Greene, Betty Martin e Alice Hicks.
Ex-colegas de banda (The Parkers): Tom Parker, Andy Charlton e Rob Donner.
Amigas da faculdade (com quem dividiu apartamento): Michelle Marston e Sarah Price.
Profissão: Guitarrista dos Parkers de 1964 a 1965 e da Whereland de 1967 em diante. Lançou alguns livros de poemas nas décadas de 1970 e 1980. Formada em Literatura pela Universidade de Oxford.
Namorados: Roger Daltrey (1964-1965) e John Entwistle (1967-1971; 1973-1979).
Casos: Roger Daltrey (1969).
Admiradores: Andy Charlton (1964-1965) e George Harrison (1967).
Marido: John Entwistle (1980-2002).
Filha: Deborah Christine Entwistle, nascida em 1982.
Canções que inspirou: "So Sad About Us", "See My Way", "My Wife" - The Who.
Características: Pode-se dizer que os opostos se atraem, mas Mary Barton com certeza conquistou Roger Daltrey por ser tão pavio curto quanto ele. Apesar disso, ela é tímida e doce.
Mary sempre gostou de estudar e ler, e se dedica com muito afinco ao que faz, seja compor uma nova música, lutar pelos direitos da mulher.... Ou reconquistar o homem que ama.
"Srta. Barton", como é chamada por seu marido John Entwistle, é uma feminista de carteirinha, e fica furiosa quando ouve alguma afirmação machista. Ela passou essa característica para sua filha Debbie.
Do que Mary mais gosta: Compor músicas, ler, tocar guitarra e lutar pelos direitos femininos.
Do que Mary menos gosta: Machismo.
Medo: Ser traída.
Nome completo: Mary Catherine Barton.
Data e local de nascimento: 22/02/1944, em Liverpool, Inglaterra.
Cidade em que reside: Oxford (1964-1966); Londres (1967 em diante).
Idade: 20-21 em "See My Way" (1964-1965); 23 em "Blue, Red And Grey" e "Heaven And Hell" (1967).
Amigas mais próximas/colegas de banda e empresária (Whereland): Evelyn Blen, Jayne Greene, Betty Martin e Alice Hicks.
Ex-colegas de banda (The Parkers): Tom Parker, Andy Charlton e Rob Donner.
Amigas da faculdade (com quem dividiu apartamento): Michelle Marston e Sarah Price.
Profissão: Guitarrista dos Parkers de 1964 a 1965 e da Whereland de 1967 em diante. Lançou alguns livros de poemas nas décadas de 1970 e 1980. Formada em Literatura pela Universidade de Oxford.
Namorados: Roger Daltrey (1964-1965) e John Entwistle (1967-1971; 1973-1979).
Casos: Roger Daltrey (1969).
Admiradores: Andy Charlton (1964-1965) e George Harrison (1967).
Marido: John Entwistle (1980-2002).
Filha: Deborah Christine Entwistle, nascida em 1982.
Canções que inspirou: "So Sad About Us", "See My Way", "My Wife" - The Who.
Características: Pode-se dizer que os opostos se atraem, mas Mary Barton com certeza conquistou Roger Daltrey por ser tão pavio curto quanto ele. Apesar disso, ela é tímida e doce.
Mary sempre gostou de estudar e ler, e se dedica com muito afinco ao que faz, seja compor uma nova música, lutar pelos direitos da mulher.... Ou reconquistar o homem que ama.
"Srta. Barton", como é chamada por seu marido John Entwistle, é uma feminista de carteirinha, e fica furiosa quando ouve alguma afirmação machista. Ela passou essa característica para sua filha Debbie.
Do que Mary mais gosta: Compor músicas, ler, tocar guitarra e lutar pelos direitos femininos.
Do que Mary menos gosta: Machismo.
Medo: Ser traída.
Minhas personagens -> Lynn Stephens
Agora, uma ficha da protagonista de "Our Love Was", Lynn Stephens!
Nome completo: Lynn Josephine Stephens.
Data e local de nascimento: 25/04/1947, em Londres, Inglaterra.
Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.
Idade: 18 (em 1965, ano em que se passa "Our Love Was").
Amigas mais próximas: Alice Harding, Carol Thompson e Belle Armand.
Profissão: Estudante de Letras na Universidade de Londres; trabalha como secretária na mesma empresa que Carol, Alice e Belle para manter seus estudos.
Namorado: Pete Townshend (1965 em diante - casaram-se por volta de 1969).
Admirador: Keith Richards (1965 em diante).
Canções que inspirou: "Pictures Of Lily", "I Can't Explain", "Glittering Girl", "Glow Girl" - The Who; "You Got The Silver", "Happy" - The Rolling Stones.
Características: A meiguice e a timidez de Lynn são suas marcas registradas. Ela adora livros, blues, os Rolling Stones e os filmes da Disney. Lynn é uma amiga e namorada fiel, e sempre tenta agir com delicadeza e elegância.
Usa óculos e prefere ficar com seus cabelos presos, para não passar calor. Sua cor favorita é roxo e ela gosta muito de tomar chá e comer muffins de chocolate.
Do que Lynn mais gosta: Ler e fazer caminhadas.
Do que Lynn menos gosta: Seu nome do meio.
Medo: Magoar as pessoas.
Nome completo: Lynn Josephine Stephens.
Data e local de nascimento: 25/04/1947, em Londres, Inglaterra.
Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.
Idade: 18 (em 1965, ano em que se passa "Our Love Was").
Amigas mais próximas: Alice Harding, Carol Thompson e Belle Armand.
Profissão: Estudante de Letras na Universidade de Londres; trabalha como secretária na mesma empresa que Carol, Alice e Belle para manter seus estudos.
Namorado: Pete Townshend (1965 em diante - casaram-se por volta de 1969).
Admirador: Keith Richards (1965 em diante).
Canções que inspirou: "Pictures Of Lily", "I Can't Explain", "Glittering Girl", "Glow Girl" - The Who; "You Got The Silver", "Happy" - The Rolling Stones.
Características: A meiguice e a timidez de Lynn são suas marcas registradas. Ela adora livros, blues, os Rolling Stones e os filmes da Disney. Lynn é uma amiga e namorada fiel, e sempre tenta agir com delicadeza e elegância.
Usa óculos e prefere ficar com seus cabelos presos, para não passar calor. Sua cor favorita é roxo e ela gosta muito de tomar chá e comer muffins de chocolate.
Do que Lynn mais gosta: Ler e fazer caminhadas.
Do que Lynn menos gosta: Seu nome do meio.
Medo: Magoar as pessoas.
Minhas personagens -> Elinor Fitzwilliam
Hey, pessoinhas! Descobri hoje uma série de postagens da Inara com fichas técnicas das personagens originais das fics dela, gostei da ideia e resolvi copiar, hehehe. Vou começar com a Elinor Fitzwilliam, protagonista de "Heartbreaker", e em seguida farei fichas das minhas outras protagonistas.
Mais tarde, farei também das coadjuvantes, pois, para isso, preciso desenvolvê-las melhor. Aproveitem!
Nome completo: Elinor Stephanie Fitzwilliam.
Data e local de nascimento: 27/01/1944, em Epsom, Inglaterra.
Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.
Idade: 25 (em 1969, ano em que se passa "Heartbreaker").
Amigos mais próximos: Jimmy Page, Vicky Summers, Susie Morris, Angie Smith, Lydia Evans, Fanny Fitzwilliam, Emily Fitzwilliam.
Profissão: Escritora, sendo seu estilo favorito a crônica. Formada em Literatura pela Universidade de Cambridge.
Namorado: Robert Plant (agosto a outubro de 1969; dezembro de 1969 em diante - casaram-se em 1970).
Caso: Graham Nash (outubro a dezembro de 1969).
Antigas paixões: Jimmy Page (1956-1962) e Keith Richards (1967).
Canções que inspirou: "Thank You", "Since I've Been Loving You", "Whole Lotta Love" - Led Zeppelin.
Características: À primeira vista, Elinor parece ser fria. Contudo, quando se a conhece mais a fundo, descobre-se que sua doçura fica encoberta pela timidez. A autora favorita dela é Jane Austen, uma tradição de família, já que existe uma velha lenda familiar ligando os Fitzwilliam à escritora.
Elinor é muito ligada ao lado paterno da sua família, e também detesta ficar muito tempo longe dos pais e da irmã, Fanny. Antes de conhecer Robert, era uma grande azarada no amor.
Seus amigos são, depois de sua família e seus livros, o seu maior tesouro. Lily, como Robert a chama, não consegue ficar um dia sem falar com seus amigos, e aquele com quem passa mais tempo é Jimmy.
Do que Elinor mais gosta: Ler, escrever, conversar com os amigos, ficar com a família e brincar com seus gatinhos, Shakespeare e Leonardo da Vinci.
Do que Elinor menos gosta: Pessoas que desprezam o valor da leitura.
Medo: Aranhas e perder o contato com aqueles que ama.
Mais tarde, farei também das coadjuvantes, pois, para isso, preciso desenvolvê-las melhor. Aproveitem!
Nome completo: Elinor Stephanie Fitzwilliam.
Data e local de nascimento: 27/01/1944, em Epsom, Inglaterra.
Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.
Idade: 25 (em 1969, ano em que se passa "Heartbreaker").
Amigos mais próximos: Jimmy Page, Vicky Summers, Susie Morris, Angie Smith, Lydia Evans, Fanny Fitzwilliam, Emily Fitzwilliam.
Profissão: Escritora, sendo seu estilo favorito a crônica. Formada em Literatura pela Universidade de Cambridge.
Namorado: Robert Plant (agosto a outubro de 1969; dezembro de 1969 em diante - casaram-se em 1970).
Caso: Graham Nash (outubro a dezembro de 1969).
Antigas paixões: Jimmy Page (1956-1962) e Keith Richards (1967).
Canções que inspirou: "Thank You", "Since I've Been Loving You", "Whole Lotta Love" - Led Zeppelin.
Características: À primeira vista, Elinor parece ser fria. Contudo, quando se a conhece mais a fundo, descobre-se que sua doçura fica encoberta pela timidez. A autora favorita dela é Jane Austen, uma tradição de família, já que existe uma velha lenda familiar ligando os Fitzwilliam à escritora.
Elinor é muito ligada ao lado paterno da sua família, e também detesta ficar muito tempo longe dos pais e da irmã, Fanny. Antes de conhecer Robert, era uma grande azarada no amor.
Seus amigos são, depois de sua família e seus livros, o seu maior tesouro. Lily, como Robert a chama, não consegue ficar um dia sem falar com seus amigos, e aquele com quem passa mais tempo é Jimmy.
Do que Elinor mais gosta: Ler, escrever, conversar com os amigos, ficar com a família e brincar com seus gatinhos, Shakespeare e Leonardo da Vinci.
Do que Elinor menos gosta: Pessoas que desprezam o valor da leitura.
Medo: Aranhas e perder o contato com aqueles que ama.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Whole lotta love
Meus pais tiveram um papel importante no meu gosto musical. No entanto, curiosamente, gosto de uma banda de que um tio meu, que raramente vejo, gostou muito um dia: o Led Zeppelin. Meu pai conta histórias engraçadas desse meu tio, de como o Led significava para ele, até mesmo no modo de se vestir e se comportar.
Hoje, a banda também é importante para mim. Algo me atrai muito no som do Zeppelin. Talvez a guitarra de Jimmy? O vocal de Robert? A bateria de Bonzo? Ou o baixo de Jonesy, já que o baixo é meu instrumento favorito?
A porra-louquice? O estilo dos caras? Não sei. Não sei mesmo. Só sei que adoro essa banda.
Mesmo que minha família seja religiosa, e eu própria também, ninguém vê problema algum no meu gosto pelo Led. "Isso é babaquice", diz meu pai. "Não há nada de errado em gostar dessa banda".
Ainda bem. Porque eu gosto muito do Led. Não saberia ficar sem ouvi-la. E lá vamos nós, em rumo à Califórnia, em busca da garota com amor em seus olhos e flores em seus cabelos.... Ou, quem sabe, vamos em direção às montanhas enevoadas!
Hoje, a banda também é importante para mim. Algo me atrai muito no som do Zeppelin. Talvez a guitarra de Jimmy? O vocal de Robert? A bateria de Bonzo? Ou o baixo de Jonesy, já que o baixo é meu instrumento favorito?
A porra-louquice? O estilo dos caras? Não sei. Não sei mesmo. Só sei que adoro essa banda.
Mesmo que minha família seja religiosa, e eu própria também, ninguém vê problema algum no meu gosto pelo Led. "Isso é babaquice", diz meu pai. "Não há nada de errado em gostar dessa banda".
Ainda bem. Porque eu gosto muito do Led. Não saberia ficar sem ouvi-la. E lá vamos nós, em rumo à Califórnia, em busca da garota com amor em seus olhos e flores em seus cabelos.... Ou, quem sabe, vamos em direção às montanhas enevoadas!
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
It's only rock'n'roll, but I like it
Ainda me lembro daquele dia de 2006. Eu tinha nove anos. Não lembro exatamente o que queria ver na TV, mas meus pais não me deixaram assistir, porque o show dos Rolling Stones iria ser transmitido ao vivo, e eles não queriam perdê-lo.
Fiquei muito emburrada. Porém, eles disseram: "Venha ver o show, Mari, você vai gostar". É engraçado como os pais sempre têm razão.... Porque eu gostei muito do show.
Tenho sorte por ter pais com um gosto musical tão bom. Graças a eles eu não ouço essas bandinhas de merda de que a maioria das garotas da minha idade gostam.
Voltando aos Stones... Mesmo sendo hoje minha quarta banda favorita, foi a primeira do meu Top 4 pela qual me interessei. Logo que vi o show deles simpatizei com aqueles quatro "maracujás de gaveta", como diz a minha mãe. E claro, me apaixonei pelas músicas.
Quando me tornei beatlemaníaca, às vezes não sabia qual banda escolher se me faziam a famosa pergunta: "Beatles ou Rolling Stones?". Pergunta muito cruel e injusta, aliás.
É evidente que já vi muita gente usando camisetas com a grande língua vermelha só "porque é legal", e tenho medo de que pensem que sou mais uma poser.
Porém, tenho uma arma para combater quem me chamar injustamente disso: li uma biografia de Mick Jagger este ano, além de ler praticamente tudo sobre Stones que cai nas minhas mãos (como se eu não lesse qualquer coisa que cai nas minhas mãos, até rótulo de shampoo).
Ano passado ganhei alguns dos melhores álbuns de rock de todos os tempos, criados por bandas que eu amo: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Who's Next e.... Exile On Main St. Vocês nem imaginam a felicidade da criança.
Mas já estou viajando. O importante é que os Rolling Stones são muito importantes para esta garota aqui, que mais parece um "tumbling dice" ("dado viciado").
E sempre ficarei feliz em responder que sim quando alguém notar minha bolsa da escola e perguntar: "Gosta de Rolling Stones?".
Fiquei muito emburrada. Porém, eles disseram: "Venha ver o show, Mari, você vai gostar". É engraçado como os pais sempre têm razão.... Porque eu gostei muito do show.
Tenho sorte por ter pais com um gosto musical tão bom. Graças a eles eu não ouço essas bandinhas de merda de que a maioria das garotas da minha idade gostam.
Voltando aos Stones... Mesmo sendo hoje minha quarta banda favorita, foi a primeira do meu Top 4 pela qual me interessei. Logo que vi o show deles simpatizei com aqueles quatro "maracujás de gaveta", como diz a minha mãe. E claro, me apaixonei pelas músicas.
Quando me tornei beatlemaníaca, às vezes não sabia qual banda escolher se me faziam a famosa pergunta: "Beatles ou Rolling Stones?". Pergunta muito cruel e injusta, aliás.
É evidente que já vi muita gente usando camisetas com a grande língua vermelha só "porque é legal", e tenho medo de que pensem que sou mais uma poser.
Porém, tenho uma arma para combater quem me chamar injustamente disso: li uma biografia de Mick Jagger este ano, além de ler praticamente tudo sobre Stones que cai nas minhas mãos (como se eu não lesse qualquer coisa que cai nas minhas mãos, até rótulo de shampoo).
Ano passado ganhei alguns dos melhores álbuns de rock de todos os tempos, criados por bandas que eu amo: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Who's Next e.... Exile On Main St. Vocês nem imaginam a felicidade da criança.
Mas já estou viajando. O importante é que os Rolling Stones são muito importantes para esta garota aqui, que mais parece um "tumbling dice" ("dado viciado").
E sempre ficarei feliz em responder que sim quando alguém notar minha bolsa da escola e perguntar: "Gosta de Rolling Stones?".
All You Need Is.... The Beatles!
O amor pelos Beatles está no sangue. Meus pais sempre amaram os garotos de Liverpool. Segundo meu pai, a beatlemania dele começou quando escutou Get Back tocar no rádio, aos oito anos.
Ele brinca que só conquistou minha mãe porque contou que gostava de Beatles. Talvez, pois naquela época minha mãe estava doida por Paul McCartney e Roger Waters.
Quando eu era bebê, gostava de brincar com as capas de CDs e LPs dos Beatles que pertenciam aos meus pais. E meu pai me fazia dormir cantarolando Love Me Do.
Aos treze anos, decidi escutar alguns daqueles CDs por conta própria, já que papai e mamãe estavam enlouquecidos com a vinda de Paul McCartney ao Brasil.... E entristecidos pelos 30 anos da morte de John Lennon.
Obviamente, eu me apaixonei pelos garotos de Liverpool. Ouvi-los, vê-los na TV ou simplesmente ser interpelada na rua por estranhos por estar vestindo uma camiseta deles (isso aconteceu uma vez na Rua 25 de Março) me deixa muito feliz.
Eles me abriram o caminho para conhecer outras bandas maravilhosas, como o The Who (que hoje é a minha banda preferida). E também me ajudaram a fazer amigos dos quais sempre vou me lembrar, no Letras Terra. De lá, fui para o Twitter, onde conheci muitas outras pessoas, que são muito importantes para mim.
E acreditem se quiser, eu tenho ciúmes deles. Principalmente quando eu mostro uma música deles para um amigo e ele gosta.
Os Beatles são uma benção na vida de quem se torna fã deles. Eles têm músicas para todos os momentos, que sempre vão te deixar muito feliz depois de ouvir.
E no final..... O amor que você recebe é igual ao amor que você faz.
Ele brinca que só conquistou minha mãe porque contou que gostava de Beatles. Talvez, pois naquela época minha mãe estava doida por Paul McCartney e Roger Waters.
Quando eu era bebê, gostava de brincar com as capas de CDs e LPs dos Beatles que pertenciam aos meus pais. E meu pai me fazia dormir cantarolando Love Me Do.
Aos treze anos, decidi escutar alguns daqueles CDs por conta própria, já que papai e mamãe estavam enlouquecidos com a vinda de Paul McCartney ao Brasil.... E entristecidos pelos 30 anos da morte de John Lennon.
Obviamente, eu me apaixonei pelos garotos de Liverpool. Ouvi-los, vê-los na TV ou simplesmente ser interpelada na rua por estranhos por estar vestindo uma camiseta deles (isso aconteceu uma vez na Rua 25 de Março) me deixa muito feliz.
Eles me abriram o caminho para conhecer outras bandas maravilhosas, como o The Who (que hoje é a minha banda preferida). E também me ajudaram a fazer amigos dos quais sempre vou me lembrar, no Letras Terra. De lá, fui para o Twitter, onde conheci muitas outras pessoas, que são muito importantes para mim.
E acreditem se quiser, eu tenho ciúmes deles. Principalmente quando eu mostro uma música deles para um amigo e ele gosta.
Os Beatles são uma benção na vida de quem se torna fã deles. Eles têm músicas para todos os momentos, que sempre vão te deixar muito feliz depois de ouvir.
E no final..... O amor que você recebe é igual ao amor que você faz.
You can't switch off my love
Ah, The Who.... O que posso dizer? Faltam-me palavras. Vocês surgiram na minha vida numa época tão difícil...
Na verdade, conheço a introdução de Baba O'Riley desde bebê, como acabei descobrindo recentemente, e, segundo meus pais, eu gostava daquilo. Muito. E ainda gosto demais.
Lembro-me de quando ouvi My Generation pela primeira vez. Uma letra composta por um jovem de olhar crítico e que morria de medo de se tornar um velho reacionário... Como eu tenho.
Behind Blue Eyes parecia ser meu desabafo, ainda que eu seja uma garota e tenha olhos castanhos. Pete pôs no papel tudo o que eu sentia e não podia dizer, naquele momento tão crítico. A voz de Roger tinha a força e a raiva que tomavam conta de mim. E a bateria de Keith e o baixo de Ox completavam aquele belo quadro.
Mas eles me pegaram de jeito quando eu descobri que tinham uma música com meu nome, Mary Anne With The Shaky Hands.
Quando ouvi os álbuns conceituais, Tommy e Quadrophenia, já estava caidinha de amores, e me identifiquei nas figuras de Tommy e Jimmy, sobretudo na de Tommy. O garoto cego, surdo e mudo quase não tinha consciência de sua existência e da existência daquilo que havia ao seu redor, vivendo num mundo só seu... E até pouco tempo atrás, eu era uma garota solitária e presa num mundo próprio.
Eu também vivia em crise existencial, me sentindo quase uma garota de esquizofrenia dupla. Às vezes, eu me sentia uma garota injustiçada. Outras vezes, incompreendida. Outras, arrogante, e portanto merecedora do meu sofrimento. E ainda havia as vezes em que eu acreditava apenas estar no lugar errado. Meu principal pensamento era de que "nowhere's home".
Contudo, junto com os Beatles, o guitarrista narigudo, o vocalista baixinho, o baixista quieto e o baterista enlouquecido alegraram os dias mais horríveis da minha vida, que, apesar de querer, não consigo esquecer.
Pete, Roger, John e Keith.... Eu os amo de todo o coração. Tanto quanto amo John, Paul, George e Ringo.
A banda dos meus dias de frustração. O consolo dos meus piores instantes. A esperança de poder ser querida outra vez.
Eu era uma peça de quebra-cabeça que, ainda que tivesse o encaixe certo, não fazia parte daquela imagem. E, graças aos meus oito queridos, eu tentei suportar aqueles dias tristes. Sem eles, talvez eu tivesse sucumbido.
Acho que já disse tudo de que precisava. Obrigada, meus meninos. Agora que estou feliz, ouvir vocês me dá ainda mais alegria.
Se antes meus pensamentos eram "Nowhere's home" e "No one knows what is like to be the bad girl, to be the sad girl, behind brown eyes", agora são "Life is very short and there's no time for fuzzying and fighting, my friend" e "I like every minute of the day".
Sim, Paul. E sim, Pete. A vida é muito curta para a passarmos aborrecidos. E devemos gostar de todos os momentos do dia, porque cada dia é um presente maravilhoso do Senhor.
Na verdade, conheço a introdução de Baba O'Riley desde bebê, como acabei descobrindo recentemente, e, segundo meus pais, eu gostava daquilo. Muito. E ainda gosto demais.
Lembro-me de quando ouvi My Generation pela primeira vez. Uma letra composta por um jovem de olhar crítico e que morria de medo de se tornar um velho reacionário... Como eu tenho.
Behind Blue Eyes parecia ser meu desabafo, ainda que eu seja uma garota e tenha olhos castanhos. Pete pôs no papel tudo o que eu sentia e não podia dizer, naquele momento tão crítico. A voz de Roger tinha a força e a raiva que tomavam conta de mim. E a bateria de Keith e o baixo de Ox completavam aquele belo quadro.
Mas eles me pegaram de jeito quando eu descobri que tinham uma música com meu nome, Mary Anne With The Shaky Hands.
Quando ouvi os álbuns conceituais, Tommy e Quadrophenia, já estava caidinha de amores, e me identifiquei nas figuras de Tommy e Jimmy, sobretudo na de Tommy. O garoto cego, surdo e mudo quase não tinha consciência de sua existência e da existência daquilo que havia ao seu redor, vivendo num mundo só seu... E até pouco tempo atrás, eu era uma garota solitária e presa num mundo próprio.
Eu também vivia em crise existencial, me sentindo quase uma garota de esquizofrenia dupla. Às vezes, eu me sentia uma garota injustiçada. Outras vezes, incompreendida. Outras, arrogante, e portanto merecedora do meu sofrimento. E ainda havia as vezes em que eu acreditava apenas estar no lugar errado. Meu principal pensamento era de que "nowhere's home".
Contudo, junto com os Beatles, o guitarrista narigudo, o vocalista baixinho, o baixista quieto e o baterista enlouquecido alegraram os dias mais horríveis da minha vida, que, apesar de querer, não consigo esquecer.
Pete, Roger, John e Keith.... Eu os amo de todo o coração. Tanto quanto amo John, Paul, George e Ringo.
A banda dos meus dias de frustração. O consolo dos meus piores instantes. A esperança de poder ser querida outra vez.
Eu era uma peça de quebra-cabeça que, ainda que tivesse o encaixe certo, não fazia parte daquela imagem. E, graças aos meus oito queridos, eu tentei suportar aqueles dias tristes. Sem eles, talvez eu tivesse sucumbido.
Acho que já disse tudo de que precisava. Obrigada, meus meninos. Agora que estou feliz, ouvir vocês me dá ainda mais alegria.
Se antes meus pensamentos eram "Nowhere's home" e "No one knows what is like to be the bad girl, to be the sad girl, behind brown eyes", agora são "Life is very short and there's no time for fuzzying and fighting, my friend" e "I like every minute of the day".
Sim, Paul. E sim, Pete. A vida é muito curta para a passarmos aborrecidos. E devemos gostar de todos os momentos do dia, porque cada dia é um presente maravilhoso do Senhor.
domingo, 22 de setembro de 2013
Heartbreaker - Capítulo 3
Robert e eu começamos a sair juntos com frequência. Ele não pediu formalmente, mas eu sabia que estávamos namorando. Nunca imaginei que ele podia ser tão atencioso.
Porém, recebi uma ligação de uma prima minha, Emily, que morava no interior, e que eu não via havia algum tempo. Ela me convidou para passar algumas semanas daquele verão com ela.
Emily também está intimamente ligada a uma banda de rock. Ela estudou fotografia em Cambridge, a mesma universidade que eu, e foi lá que conheceu aqueles que mais tarde formariam o Pink Floyd. Ela nunca me disse nada, mas suspeito de que ela tenha se envolvido com o maluco do Syd Barrett, e que isso o tenha inspirado a escrever See Emily Play.
Apesar de não querer ter que me despedir de Robert, não hesitei em aceitar a proposta de Emily. Arrumei minhas malas e fui ver a minha querida prima.
Fui para lá de trem. Emily estava à minha espera. Abracei-a fortemente e disse:
– Estava com muitas saudades, Emily!
– Eu também, Elinor.
– Algum problema? Você parece meio desanimada....
– Em casa eu conto tudo.
Emily preparou um chá para nós, após me ajudar a guardar a bagagem. Sentamo-nos à mesa do salão de chá. A casa de meu tio Edwin e de minha tia Jacqueline, os pais de Emily, era um belo casarão, e poderia se passar perfeitamente por cenário de um romance de Jane Austen.
Eu imaginava qual seria o problema de Emily. Ela era uma garota da família Fitzwilliam, e isso significa ser uma desiludida no amor na maior parte do tempo.
Em minha família, os mais velhos têm o costume de dizer aos mais jovens que algumas de nossas antepassadas foram uma inspiração para Jane Austen criar as irmãs Elinor e Marianne Dashwood, de Razão e Sensibilidade, e Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito. Nosso sobrenome aparece neste segundo livro duas vezes: como primeiro nome de Mr. Darcy e como sobrenome de um primo deste.
Apesar de amar os livros dela, eu não acredito muito nisso, ainda que, de fato, no século XVIII, os Fitzwilliam tenham residido em Steventon, onde Jane Austen nasceu e viveu por muitos anos.
Assim, muitas garotas Fitzwilliam recebem nomes de personagens de Austen, como Elizabeth, Jane, Marianne, Katherine, Caroline, Lucy, Mary, Lydia, Georgiana, Fanny, Anne, Charlotte, Emma... E Elinor.
– O que aconteceu, Emily?
– O Syd.... Ele está muito mal.
– Sério? Então você realmente tem uma ligação amorosa com ele?
– Tinha. Ele pirou geral, Elinor. Namorávamos mais ou menos em segredo, até que ele afundou nas drogas. Eu tentei ficar ao lado dele, mas meu pai e minha mãe começaram a me pressionar para me separar dele... Eu não podia continuar naquela situação, podia?
– Bem... Creio que não.
– Mas eu não consigo me esquecer dele, Elinor, não consigo!
– Olhe pelo lado positivo, Emily.... Ele não é como Willoughby.
– Ainda bem que não é. Mas também não é como Mr. Darcy, Mr. Bingley, Edward Ferrars ou Edmund Bertram.
– Você vai achar alguém, Emily.
– Eu espero. E você, minha nada prudente Elinor? Achou seu Edward?
– Achei... Mas ele tem nome de outro membro da família Ferrars.
– Ele se chama Robert?
– Sim. Robert Plant.
– Dos New Yardbirds?
– Led Zeppelin, agora.
– Sortuda!
– Você namorou um integrante do Pink Floyd, minha cara. Estamos quites.
– Bom, sim.
De repente, a campainha tocou. Emily ergueu-se da mesa, e foi atender a porta. Era um rapaz alto, de cabelos e olhos castanhos.
– Que surpresa, Charles! Elinor, este é Charles, meu amigo de infância.
– Charles Mansfield, ao seu dispor, srta....?
– Fitzwilliam. - completei.
– Oh, outra garota ligada aos livros de Jane Austen por inúmeras gerações? - Charles riu.
– Ah, por favor, Emily, você acredita nisso? - eu também ri.
– Eu não... Mas vovó esteve aqui e contou a história para todo mundo.
Meu avô paterno, Brandon Fitzwilliam, casou-se com Lucy Northanger, uma mulher de muito bom coração, que amava os livros de Jane Austen, e se sentia satisfeita em espalhar aquela velha lenda familiar para todo mundo que conhecia.
Charles apareceu todos os dias na casa de Emily. Eu não estranhei, afinal, os dois eram amigos desde pequenos. No entanto, Emily me disse:
– Charles costuma vir bastante aqui, mas apenas duas vezes por semana, no máximo três, e nunca em dias consecutivos.
– O que está querendo dizer, Emily?
– O que mais eu poderia querer dizer, Elinor? Charles está interessado em você.
– Mas eu namoro o Robert, Emily!
– Então vai ter que dizer isso a ele.
Fui à casa dos Mansfield. A casa tinha ares antigos, como a propriedade de meus tios, e se chamava Mansfield Park, como já era até previsível.
Fiquei pensando porque meus tios não batizaram sua casa no campo de Norland, Barton, Pemberley, Netherfield, Longbourn, Rosings, Everingham, Cleveland, Sotherton, Thornton Lacey ou Combe Magna.
O portão do belo chalé não estava aferrolhado, de modo que entrei. Atravessei um pequeno caminho de cascalhos, e me vi diante do chalé, que tinha uma bonita porta com trinco, ao melhor estilo da Inglaterra do século XIX. "Ainda bem que ainda há lugares assim na Inglaterra", pensei. Eu já estava cansada do céu cinzento e do ar quase constantemente úmido de Londres. Preciso de dias ensolarados, de céu azul e de belas paisagens para ser realmente feliz. Talvez a Londres de 1811 fosse mais alegre que a Londres de 1969.
Bati à porta. Eu não teria ficado surpresa se houvesse aparecido um criado de libré para atender. Porém, quem abriu foi o próprio Charles.
– Srta. Fitzwilliam! Que surpresa agradável!
– Obrigada, Charles, mas não precisa de tantas formalidades.
– A que devo a honra desta visita?
– Preciso falar com você sobre algo.
– Sobre o quê?
– Quais são as suas intenções em relação a mim, Charles?
– Minhas intenções?
– Sim.
– Bom, srta... Quero dizer, Elinor. Eu gostaria de sair com você. De que me desse um pouco do seu carinho.
– Charles... Eu tenho namorado.
– Tem?
– Tenho.
– Ele é de Londres?
– Sim. Chama-se Robert, e eu gosto muito dele.
– Oh... Desculpe, Elinor. Eu não sabia. Não tinha intenção de lhe trazer problemas.
– Está tudo bem, Charles. - dei um pequeno sorriso.
Fui logo embora dali. Eu precisava me afastar de Charles, para que ele parasse de agir como Henry Crawford e de nutrir sentimentos amorosos por mim.
Heartbreaker - Capítulo 2
Conversei com Lydia por mais algum tempo, e depois saí para comer algo numa pequena doceria perto de meu prédio.
Pedi uma xícara de chá e alguns bolinhos recheados. Comecei a tomar meu chá das cinco calmamente... Até que apareceu alguém. Robert. Logo ele veio sentar-se comigo. Tentei não esboçar nenhuma reação.
– Oi... Elinor, certo? Amiga de longa data do Jimmy?
– Sim. Oi, Robert.
– Você parece ser uma pessoa bem legal, sabia?
– Sério? Eu me acho tão pouco amigável...
– Sério, sim. Jimmy sempre falou maravilhas de você, acho que ele está certo.
– Jimmy me conhece há tempo demais...
– Justamente por isso. Ele sabe muito bem quais são as suas qualidades e quais são os seus defeitos.
– Talvez você tenha razão...
– Talvez... Posso pegar um bolinho?
– Sim, claro.
Robert escolheu o bolinho que parecia menos recheado, e me ofereceu um que estava praticamente escorrendo de tanta calda de chocolate.
– Puxa, obrigada, Robert.
– De nada. - ele disse, dando um sorrisinho.
Então começamos a conversar. Ele me contou algumas coisas sobre os tempos em que tocava com Bonzo na Band Of Joy, e eu contei sobre a universidade. A conversa se desenrolou muito bem. Ele era tão gentil... Não parecia ser o conquistador barato sobre o qual Jimmy me advertira. Robert fez questão de pagar a conta e, à porta da doceria, ele me disse:
– Eu preciso ir agora... Mas gostaria de conversar com você mais vezes.
– Oh, bem... Eu passo grande parte do meu tempo na casa de Jimmy... Podemos nos ver lá. - aposto como fiquei vermelha de vergonha.
– Sim, claro. Até mais, Elinor.
– Até mais, Robert.
Fiquei observando-o até que ele sumisse do meu campo de visão. Segui meu caminho de volta para casa. Eu não sabia definir o que estava sentindo naquele momento. Porém, era algo muito parecido com o que eu sentira quando Jimmy beijou meu rosto, para se despedir de mim, pela primeira vez. Nós tínhamos pouco mais de doze anos naquela ocasião.
Para uma garota daquela idade, que estava acostumada a receber aquele gesto de carinho apenas de membros da família e estava experimentando o gostinho do primeiro amor, tal gesto era bastante significativo. Logo, concluí que era isso: eu estava experimentando aquele turbilhão de sensações outra vez.
No dia seguinte, Vicky me ligou.
– Oi, Elinor.
– Oi, Vicky. Tudo bem?
– Tudo sim. Você está ocupada?
– Não... Estou terminando de passar a limpo uma crônica para o jornal, mas preciso de só mais uns cinco minutos.... Por quê?
– Estava a fim de tomar um café, mas o Jimmy está ensaiando com o Robert, o Jonesy e o Bonzo.... Pode me acompanhar?
– Claro.
Fui até o prédio de Jimmy, onde combinara de encontrar Vicky. Ela estava me esperando na portaria, e com ela estavam outras duas garotas.
– Elinor, esta aqui é Susie, namorada do Jonesy, e Angie, namorada do Bonzo.
– Oi. - Susie cumprimentou-me. Ela me parecia um pouco tímida.
– Oi. - respondi, sorrindo.
– Olá, Elinor. - Angie cumprimentou-me também.
– Olá, Angie. - respondi com outro sorriso.
Nós quatro fomos para uma cafeteria ali perto. Susie e Angie tinham visivelmente mais desenvoltura com Vicky, mas também conversaram comigo, e concluí que elas eram bastante agradáveis. Com o tempo, passamos a ser muito amigas.
E as semanas foram se seguindo. Enquanto o New Yardbirds, agora Led Zeppelin, ensaiava, Vicky, Susie e Angie procuravam minha companhia, e nós nos divertíamos muito juntas.
Um dia, Jimmy encontrou-nos conversando animadamente em seu sofá, e perguntou:
– Estão preparadas para a notícia?
– Que notícia, amor? - quis saber Vicky, curiosa. - É boa ou má?
– Boa, muito boa...
– Pare de enrolar, Jimmy, fale logo. - eu também estava ardendo de curiosidade.
– O Led Zeppelin vai gravar um álbum! - ele falou, sorrindo de orelha a orelha.
– Que ótimo! - Vicky levantou-se, abraçou Jimmy e deu-lhe um beijinho. - Estou orgulhosa.
– Eu também estou. - falei, abraçando Jimmy também. - Eu não falei que ia dar certo, James Patrick?
– Você falou sim, Elinor. Agradeço a vocês duas pelo incentivo. - ele beijou meu rosto e depois se voltou para Vicky. Resolvi, então, deixar os dois sozinhos.
Susie havia ido dar os parabéns a Jonesy, e eles também estavam no maior clima. Bonzo, após ter recebido os parabéns de Angie, procurava bebida para brindar a boa nova. Provavelmente, os homens se encheriam de Jack Daniel's até o fígado estourar, principalmente Jimmy. Depois de Vicky e de guitarras, a coisa de que Jimmy mais gosta no mundo é esse uísque.
Eu procurava Robert. Queria felicitá-lo também. Logo o encontrei.
– Bem, parabéns, Robert. Vocês merecem. - falei, um pouquinho sem jeito.
– Obrigado, Elinor. Você é muito gentil. - e ele beijou meu rosto.
– De nada... - eu não podia acreditar.
Passada meia hora, eu disse:
– Preciso ir embora, Jimmy, está ficando meio tarde...
– Mas o que é isso, Elinor? - meu amigo se espantou. - Fique mais um pouco, você é de casa... Se for preciso, eu te levo.
– Tudo bem, então. - dei de ombros.
Sentei-me para conversar com o pessoal. Os homens estavam entupidos de álcool. Vodka, conhaque, uísque. Vicky, Susie, Angie e eu estávamos começando a ficar preocupadas. Cada uma havia tomado apenas meia taça pequena de vinho. Mas eu fiquei tonta...
Robert veio conversar comigo. Nem lembro sobre o que falamos. Só sei que depois de um tempo nos beijamos... E pode-se imaginar o resto.
Quando acordei, o dia já estava claro. Sentia a cabeça pesada, como se alguém houvesse jogado um bloco de chumbo sobre mim, e percebi que estava apenas de roupa íntima. Vi Robert deitado no tapete, também vestindo somente roupa de baixo.
– O quê? - foi tudo que consegui falar, assustadíssima, enquanto terminava de me vestir, pois achei minha blusa e minha calça num canto.
– O que foi, Elinor?
– O que estou fazendo deitada no sofá do Jimmy? Oh, meu Deus... E minha cabeça, como dói...
– Parabéns, esta é a sua primeira ressaca. - disse Robert, fechando sua calça, enquanto eu fechava os olhos. Estava quase morrendo de tanta vergonha.
– RESSACA? Mas eu não tomei nada, só uma tacinha miserável de vinho...
– Pelo jeito você fica bêbada facilmente, moça.
– BÊBADA?
– Não grite. Não tem nada pior do que isso para alguém que está com uma ressaca feia.
– Tudo bem... Agora me diga: do que você se lembra sobre ontem à noite?
– Do beijo... E do pacote completo depois.
– Eu também lembro... Mas pelo menos o pacote completo foi seguro.
– Sim... Estávamos sóbrios o suficiente para tomar todos os cuidados.
– Ainda bem.
– Ainda bem. Mas agora preciso esclarecer umas coisinhas com você.
– Esclarecer?
– Sim. Você pode achar que eu só te beijei porque estava bêbado... Mas naquele momento eu estava razoavelmente sóbrio para os meus padrões.
– Então você gosta de mim, Robert? Sério?
– Sério. A gente podia repetir a dose... - ele se sentou ao meu lado, e começamos a nos beijar.
– Opa, cheguei na hora errada! - Jimmy apareceu, rindo. Fiquei sem reação, morta de vergonha. - Cuide direito dessa garota, Robert... Se não fizer isso, vai ter que ajustar contas comigo.
– Relaxa, Jimmy. Eu gosto muito da sua amiga. - Robert disse, afagando meus cabelos.
Heartbreaker - Capítulo 1
Esta é a minha primeira fic sobre o Led Zeppelin. Eu comecei a postá-la no Nyah, mas vou parar de postar lá, e postar os próximos capítulos apenas aqui no blog. Elinor Fitzwilliam é representada na capa pela atriz Emma Watson.
Às vezes, se apaixonar pelo cara errado pode dar certo. Foi o que aconteceu comigo. Meu nome é Elinor Fitzwilliam. Meu melhor amigo é Jimmy Page. Eu o conheço há muito tempo, desde que éramos pré-adolescentes em Epsom.
Quando ele foi para Londres, para ganhar a vida com seu talento como guitarrista, eu estava estudando em Cambridge. Assim que me formei, corri para lá também. Em Londres, todos os jovens ingleses ligados à arte de alguma forma podem realizar seus sonhos e mostrar seus talentos.
Eu sou escritora. Gosto, sobretudo, de fazer poesia. Jimmy até mesmo já criou melodias para alguns de meus poemas. Quando cheguei à capital, comprei um apartamento próximo ao dele. E logo fiquei amiga de Vicky, sua namorada. Os dois combinam muito.
Um dia, Jimmy disse que a banda em que tocava, os Yardbirds, havia se desfeito, e que ele estava montando uma nova banda, os New Yardbirds.
– Tomara que dê certo. - ele disse, num tom quase desesperançado.
– Claro que vai dar certo, Jimmy! Por que não daria? Você é ótimo, e sei que os caras que você chamou também.
– Você sempre sabe me animar, Elinor.
– Talvez por que eu conheço você desde pré-adolescente?
– Acho que é por isso, sim. - Jimmy deu um de seus pequenos sorrisos.
Ah, Jimmy. Confesso que durante a nossa adolescência considerei seriamente namorá-lo. Contudo, depois que fui para Cambridge, percebi que não seria uma boa ideia. Jimmy sempre gostou de se envolver com muitas garotas. Custou-me acreditar que ele estava envolvido com uma única garota quando fui apresentada a Vicky.
E, na universidade, um garoto que cursava Arquitetura, chamado Tommy, insistiu tanto que eu saí com ele uma única vez. Ele me deu um beijo, o primeiro de minha vida. Em meus desvarios adolescentes, eu esperava que tal beijo viesse de Jimmy.
Depois disso, percebi que a vida não é nenhum conto de fadas. Afinal, eu não recebi meu primeiro beijo de meu "príncipe encantado". Continuei amando Jimmy, porém como irmão. E só superei tudo de fato quando soube que ele estava com Vicky.
Algumas semanas depois, Vicky foi à minha casa dizendo que os rapazes escolhidos por Jimmy para formar com ele os New Yardbirds estavam no apartamento dele, e que ele iria fazer as apresentações.
O primeiro que me foi apresentado foi o baixista John Paul Jones, Jonesy para os íntimos. Seu verdadeiro nome era John Baldwin. Ele tinha um jeito engraçadinho, e era até bonitinho.
O próximo foi John Bonham, ou Bonzo, que tocava bateria. O cara parecia ter meia dúzia de parafusos a menos, mas Jimmy garantiu que ele era um baterista monstruoso.
O melhor ficou para o final. Robert Plant, futuro vocalista dos New Yardbirds. Ele era lindo! Louro, com olhos claros e uma voz incrível. Durante todo o tempo em que os três ficaram na casa de Jimmy, não tirei os olhos de Robert.
Depois que Jonesy, Bonzo e Robert foram embora, Jimmy perguntou:
– Gostou do Robert, Elinor?
– Ah, bem, ele parece simpático.
– Elinor! Você sabe muito bem que não é disso que estou falando.
– Do que mais você poderia estar falando, Jimmy?
– Jimmy quer saber se você achou o Robert bonito, Elinor. - Vicky falou, rindo muito.
– Eu entendi, Vicky, mas acontece que seu namorado está pensando em algo que não tem cabimento.
– Elinor, Elinor, eu te conheço como a palma da minha mão. - disse Jimmy, apoiando seu braço em meus ombros de forma amigável. - Você gostou dele. Eu sei que sim. Mas, minha cara amiga, você tem que ter cuidado. Robert é pior do que eu era antes de conhecer Vicky. - ele apoiou seu outro braço nos ombros da namorada.
– Quem disse que eu quero me envolver com ele, James Patrick? - ri.
– Ninguém disse. Mas eu sei.
– Jimmy...
– Eu vou te ajudar. Mas, se você quebrar a cara, aviso não faltou.
– Valeu pelo incentivo, cara. - falei, irônica. Jimmy apenas riu.
O bom e velho Jimmy nunca erra quando se trata de mim. Era óbvio que eu tinha gostado do Robert. Era óbvio que queria tentar algo com ele.
Talvez Robert tivesse me atraído porque seu jeito de ser me lembrava um pouco Keith Richards, dos Rolling Stones. Eu fui apaixonada por ele durante alguns dos meus primeiros meses em Londres. Entretanto, desisti logo que vi que ele era mulherengo.
Sim, eu só me apaixono pelos caras errados. Primeiro foi Jimmy, que seria o ideal, se não fizesse coleção de conquistas. Em seguida veio Roger, que não era diferente.
E, pelo jeito, Robert era farinha do mesmo saco. Eu parecia destinada a sofrer eternamente com meus amores impossíveis. Minha confidente para estes assuntos do coração era Lydia, uma amiga que fiz em Cambridge.
Certo dia, ela me ligou, radiante:
– Ah, Elinor, estou tão feliz!
– Eu imagino que sim, pelo seu tom de voz... Por quê? Posso saber?
– Não só pode, como deve! Eu estou namorando...
– Que legal! E quem é o sortudo?
– Você vai me matar, amiga...
– Matar você? Não vai me dizer... Keith?
– Ele mesmo. Ah, me desculpe, Elinor, eu gosto tanto dele, ele parece gostar tanto de mim...
– O que é isso, Lydia? Estou tão feliz por vocês dois!
– É mesmo? Mas você estava tão apaixonada por ele...
– Exatamente, estava. Eu percebi que nós dois não daríamos certo juntos...
– E quem é o dono desse coraçãozinho agora? Jimmy outra vez?
– Não, nem mesmo se eu estivesse louca... Jimmy é praticamente meu irmão, e a namorada dele é muito legal. Ficamos bastante próximas...
– Entendo... Mas, e então? Não vai me dizer o nome do seu amado?
– Eu acho que se chama Robert... Robert Plant.
– Como assim, acha?
– Ah, Lydia, eu estou meio de olho nele, mas não sei dizer se estou mesmo apaixonada.
– Entendi... Mas tome cuidado, Elinor. Você sempre se decepciona com os seus amores. Desculpe, mas é a verdade.
– Eu sei, Lydia. Jimmy, Keith... Eu espero que Robert não seja mais um.
– "É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas".
– Saint-Exupéry estava certíssimo. Mas chega de lagartas! Quero borboletas!
– Tenha paciência. O príncipe perfeito não bate à porta da noite para o dia...
– Eu sei! E já estou cansada de esperar por ele!
– Vale a pena esperar. Pelo menos, eu acho que sim.
– Você sabe que paciência não é uma das minhas qualidades...
– Sim, eu sei. E é por isso que você se decepciona. Sempre quer que o cara por quem você se interessa seja o certo. E, muitas vezes, pode não ser ele. Você tem que conhecer os caras com cuidado antes de criar expectativas.
– Então, o que devo fazer?
– Não fique pensando coisas do tipo "O Robert é incrível, maravilhoso, o amor da minha vida".
– Sim, entendo...
Assinar:
Postagens (Atom)




.jpg)
.jpg)
.jpg)


