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| Evelyn Blen |
Quando tinha 22 anos, a guitarrista, acompanhada de Jayne e de outra amiga, Betty Martin, foi para Londres, onde as garotas tentariam conseguir um lugar ao Sol para sua banda. O primeiro álbum da Whereland, homônimo, causou muito estardalhaço na cena musical, tanto por suas músicas de acordes , batidas e vocal rápidos e selvagens, quanto por ser tocado e produzido exclusivamente por mulheres (Alice Hicks, a empresária da banda, era também produtora musical).
Durante a gravação, as garotas conheceram o The Who, que estava gravando seu segundo álbum, A Quick One, no mesmo estúdio. Pete Townshend e Jayne se apaixonaram, e pouco tempo depois aconteceu o mesmo com Roger Daltrey e Betty.
No ano seguinte, depois de uma relação de gato e rato, Evelyn acabou por se render aos encantos de Keith Moon. O namoro foi regado a noites de sexo, loucuras, traições recíprocas (há quem diga que o amante de Evelyn era seu amigo Syd Barrett, do Pink Floyd) e muita bebida, terminando em 1970. Pouco depois do término com Moon, Evelyn lançou um álbum solo, chamado Colours. Blen teve a inspiração para o título enquanto pintava sua casa num estilo psicodélico.
Nos anos 70, ela se reaproximou de sua família, e era frequentemente vista com seu sobrinho Julian, que era como um filho para ela. A líder da Whereland era estéril, o que explica como nunca engravidou de Keith Moon. Também gostava muito de Sue Lee, a filha de Betty Martin e Roger Daltrey.
No ano da morte de Keith, 1978, ela compôs uma canção em homenagem a ele, que apareceu pela primeira vez no álbum lançado pela Whereland naquele ano, Welcome Back To Whereland. Em meados da década de 1980, sofreu intensamente com a morte de sua amiga Jayne, o que levou a Whereland a um longo hiato, durante o qual as integrantes se dedicaram a projetos solo.
O hiato só acabaria nos anos 2000, quando Deborah Entwistle, filha de Mary Barton e John Entwistle, assumiu o baixo. Atualmente, a banda faz shows frequentes, com as três integrantes sobreviventes e ainda com Deborah no baixo.
Evelyn ocupa a décima quinta posição no ranking da revista Rolling Stone dos "100 Maiores Guitarristas De Todos Os Tempos".
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| Jayne Greene |
Desde então, ela precisou fazer intensos tratamentos psicológicos. E extravasava a raiva que sentia do ex em suas canções. Fingia ter superado o fim, mas não enganava nem a si mesma, nem a ninguém. Era uma baixista com adoração por que fazia, e conquistou o reconhecimento por seu talento ainda em vida. Sabe-se que mantinha estreitas relações de amizade com John Paul Jones e John Entwistle, que era provavelmente o único membro do The Who com quem tinha amizade após o término com Townshend.
Também se dedicava à pintura, e até mesmo expôs algumas obras em galerias londrinas. Suas telas tinham forte influência do Expressionismo alemão. Ela dizia que “jogar as tintas na tela e fazê-las ganhar forma é como tentar moldar o que há de mais intrínseco na alma”. Jayne era a única filha do casal Robert e Joanne, um tabelião e uma dona de casa, e sempre foi uma menina introspectiva e de grande sensibilidade artística.
Sua morte, em 29 de abril de 1985, ainda é cercada de mistério. A versão oficial diz que sua causa mortis foi uma overdose acidental de antidepressivos. Mas há quem especule que a verdadeira causa tenha sido uma overdose proposital.
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| Betty Martin |
A baterista Elizabeth Joan Martin, filha de Gilbert e Kathleen Martin, um casal de atores de teatro, nasceu no dia 07 de outubro de 1945, também na cidade de Liverpool. É conhecida pela sua delicadeza no modo de agir e "selvageria" no modo de tocar. Ao lado de Keith Moon e John Bonham, é considerada um dos maiores bateristas da década de 1970.
Seu romance com Roger Daltrey, com quem ainda mantém uma certa animosidade, foi uma grande inspiração para suas canções, as mais românticas da Whereland. Justamente por causa do vocalista do The Who, teve uma rápida rivalidade com a guitarrista Mary Barton, ex-namorada de Daltrey. Em 1968, Betty, apenas alguns meses após terminar com Roger, deu à luz a filha do casal, Susan Lee Martin, conhecida como Sue Lee, que hoje trabalha como médica e lidera a missão do projeto "Médicos Sem Fronteiras" em Serra Leoa.
Durante os anos 1970, e principalmente entre os anos 1980 e 2000, Betty investiu na carreira de atriz. Ao contrário de seu ex-namorado, que atuou em filmes de pouco reconhecimento e cuja atuação é frequentemente questionada, Martin construiu uma sólida carreira cinematográfica e foi premiada com um Oscar e um Globo de Ouro, ambos no ano de 1992.
Nos dias atuais, Betty concilia as turnês da Whereland com algumas participações esporádicas em filmes, e tem a reputação de uma deusa da bateria e de uma diva do cinema. No entanto, sempre diz: "Não entendo porque falam assim de mim. Não sou Keith Moon, tampouco Elizabeth Taylor".
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| Mary Barton |
Mary Catherine Barton, a décima oitava melhor guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Rolling Stone, nasceu em Liverpool, em 22 de fevereiro de 1944. Também tem muito respeito e reconhecimento no meio literário, graças às suas obras poéticas, lançadas nos anos 1970 e 1980.
A guitarrista sofreu nas mãos de Roger Daltrey. Apesar de gostar de Mary, o vocalista não conseguia deixar de traí-la. Embora a infidelidade de Roger fosse quase constante, a moça era paciente e acabava lhe perdoando, pois o amava demais. O casal vivia aos tapas e beijos, e Mary até mesmo engravidou. Porém, perdeu o bebê. Essa criança poderia ter sido a salvação do namoro de seus pais.
Feminista ao extremo, essa garota de Liverpool sempre fez de tudo para mostrar aos machistas que rock'n'roll também é coisa de mulher. Muito talentosa e romântica, nasceu cercada de música e livros. Seu pai, Edward, era professor na Universidade de Liverpool e saxofonista. Foi ele quem ensinou a filha, violonista e guitarrista autodidata, a tocar instrumentos de sopro. Já a mãe, Catherine, era uma dona de casa que gostava de ler e tocar piano. A sra. Barton ficou feliz ao ver o interesse da pequena Mary pelos livros e pelos estudos, mas decepcionou-se com o fato de a menina se mostrar indiferente ao piano, preferindo um velho violão esquecido no canto da sala de música da família.
Quando ficou grávida, Mary precisou trancar a faculdade. Contudo, retornou às aulas logo depois que se recuperou do aborto espontâneo. Assim, perdeu apenas cinco meses de aula. Consequentemente, formou-se aos 22 anos (se não tivesse precisado interromper o curso, teria se formado aos 21).
Mary redescobriu o amor ao conhecer John Entwistle. Eles começaram a namorar em 1967, ano em que entrou para a Whereland, e se separaram em 1969, pois ela acreditou estar sendo traída outra vez, o que não era verdade. Até reatar com o baixista, dois anos depois, ela se envolveu rapidamente com Roger Daltrey, ainda no ano de 1969.
Nove anos depois de retomar o namoro com John, Mary se casou com ele. Deu à luz uma menina, Deborah, em 1982.
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