Assim, sem aviso nem nada? Pois é. Hoje temos uma nova fic, prometida desde o ano passado. Espero que vocês gostem!
Mary Anne McCartney se preparava para ir a uma festa na casa de seu irmão Paul naquela noite. Apesar de ser uma modelo em ascensão, Mary Anne ainda não estava acostumada à fama como seu irmão. Ou mesmo como Davy Jones, dos Monkees, seu namorado.
Ela estava intrigada com a demora dele para ficar pronto. Bateu à porta do quarto, onde ele estava se arrumando.
- Davy? Tá tudo bem?
- Bem... Mais ou menos. - respondeu ele, sua voz abafada pela porta fechada.
Mary ficou intrigada. Ela conhecia bem Davy e ele não parecia estar no seu humor habitual.
- Posso entrar?
- Pode.
Ao entrar, a jovem o viu totalmente vestido, o que a fez estranhar ainda mais a demora de Davy.
- O que tá acontecendo, Davy? - Mary tinha um tom doce e preocupado em sua voz.
- Bem... Estou um pouco nervoso. Vou conhecer seu irmão... E os outros Beatles. Ainda me lembro do Ed Sullivan Show, quando eu os vi tocar, e desejei ser como eles um dia...
- E agora você é. - ela sorriu, beijando Davy. - Eles são legais, você vai gostar deles.
- E espero que o seu irmão goste de mim. Você falou que ele é ciumento.
- Bom... O Paul é mesmo um pouco ciumento. Mas todo mundo gosta de você, Davy.
- Ninguém resiste ao meu charme. - ele riu, já de volta ao seu estado de espírito normal.
- Convencido. Vamos?
- Vamos, Mary.
Enquanto saíam de mãos dadas do prédio onde ficava o apartamento em que Mary vivia, ambos sentiam que algo os aguardava naquela noite. E que esse algo era mais do que simplesmente o momento em que Davy Jones conheceria os Beatles.
***
Em outro apartamento da cidade de Londres, George Harrison dava o nó em sua gravata quando sua namorada,a cantora Dianna Mackenzie, entrou na sala de estar, trajando um belo vestido preto de renda ainda aberto.
- Di, tá pronta?
- Quase, Georgie. - disse ela, virando-se de costas para ele. - Pode me ajudar com o vestido?
Seus lábios estavam pintados de vermelho, e naquele momento exibiam um sorrisinho malicioso.
- Claro. - George retribuiu o sorrisinho.
George foi até Dianna e puxou o zíper do vestido para cima, fechando-o. Para finalizar, beijou a nuca dela.
- George... Não começa. Já estamos atrasados. Paul não vai gostar.
- Vamos ligar para ele dizendo que não vamos... Aconteceu um imprevisto. - George sorriu.
- Depois dizem que você é o Beatle quieto.
- Com você não sou nada quieto. - George se viu obrigado a concordar.
- Bem... Vamos. Mas quando voltarmos...
- Quando voltarmos eu serei toda sua, George. - Dianna afirmou.
No caminho para o apartamento de Paul, apesar da aparência de normalidade, o casal estava com uma sensação de aquela noite não seria uma simples festinha na casa do amigo e colega de banda de George.
***
George e Dianna foram atendidos pelo próprio Paul. Havia poucas pessoas na festa, apesar do tamanho do apartamento e da fama de seu proprietário.
- Achei que vocês não viriam. - Paul deu uma risadinha.
- Culpa da Dianna, que escolheu um vestido difícil de colocar. - George brincou.
- Até parece... - ela retrucou, também bem-humorada.
- O que importa é que vocês chegaram. Vamos, entrem. Só faltavam vocês.
Ao se dirigirem à sala de jantar, o olhar de George encontrou uma jovem que lhe pareceu conhecida. Tinha cabelos negros, presos num coque, e traços delicados. Ela lhe lembrava Audrey Hepburn, mas não era por isso que ela lhe era familiar.
Qual não foi sua surpresa ao perceber que se tratava de Mary Anne, a irmã mais nova de Paul!
- Mary Anne? - ele chamou a atenção dela, um pouco sem jeito.
- Olá, George! - ela sorriu para ele. - Não me reconheceu?
- Confesso que não. Eu não a via desde... 1963, eu acho. Você mudou bastante desde então.
- Espero que para melhor. - ela riu.
- Sem dúvida... - de fato, Mary Anne era agora uma bela garota. Ou talvez ela sempre fora, e apenas agora George se dava conta disso. - Esta é minha namorada, Dianna Mackenzie.
- Você é Dianna Mackenzie? - Mary Anne beijou o rosto de Dianna com alegria. - Gosto muito das suas músicas! Você canta e compõe muito bem.
- Obrigada. - Dianna sorriu com timidez. - Também gosto muito do seu trabalho, Mary Anne. Já vi alguns dos seus ensaios fotográficos e acho que você é muito elegante e talentosa. - ela foi sincera em seu elogio.
- Eu que agradeço! Bem, queria apresentar a vocês o meu namorado, Davy Jones.
- Boa noite, George, Dianna. - um rapaz baixinho com cabelos castanhos escuros cortados no mesmo estilo dos Beatles estendeu a mão para que o casal apertasse.
- Você é dos Monkees, não é? - Dianna perguntou, gentilmente.
- Sim. - respondeu Davy. - Meus colegas e eu admiramos muito os Beatles. Eu já ouvi falar a seu respeito, Dianna,mas infelizmente nunca tive a oportunidade de ouvir suas músicas...
- Isso não vai ser um problema, Davy! - Paul exclamou, se intrometendo na conversa. - Quero que cante para meus convidados essa noite, Dianna.
- Eu? - Dianna ficou surpresa. - Mas, Paul...
- Todo mundo merece ouvir a sua voz de rouxinol, Dianna. - George disse.
- George! - Dianna ficou ainda mais vermelha. - Minha voz não parece nada com a de um rouxinol.
- Tem razão. Porque parece de um anjo.
Quanto mais elogios recebia do namorado, mais tímida Dianna ficava. E Davy Jones ficava mais instigado para ouvi-la cantar. Já Mary Anne não podia deixar de reparar que George estava mais bonito do que ela se lembrava dos seus tempos de adolescente em Liverpool...
Após o jantar, todos os convidados de Paul se dirigiram à grande sala de estar, onde ficava o piano do anfitrião. Ele preparou tudo e anunciou:
- Meus caros convidados, esta noite não irei tocar para vocês.
Antes que os convidados pudessem se queixar,ele disse:
- Porque hoje terão o prazer de ouvir a bela Dianna Mackenzie, futura Sra. George Harrison, que lançou seu primeiro álbum recentemente.
Agora os convidados insistiam para que Dianna cantasse, os próprios Beatles, a irmã de Paul e seu namorado Monkee principalmente.
Vendo que não tinha escolha,Dianna sentou-se diante do piano de Paul. Relaxou e começou a tocar sua canção de maior sucesso até o momento, "Spring Days", escrita para George.
Davy viu que nem Paul McCartney nem o apaixonado George Harrison exageraram. Dianna Mackenzie tinha uma voz linda e encantadora... Como ela própria. Tudo que o Monkee queria agora era convidá-la para gravar uma música com ele.
Enquanto ouvia sua namorada cantar, George se sentia enlevado. Mas ao mesmo tempo se lembrava do tempo em que vivia em Liverpool e olhava para Mary Anne vez ou outra... E ela sempre o pegava olhando, o que o fazia disfarçar, de maneira atrapalhada. Ela ria internamente, em muitos aspectos George continuava o mesmo.
Dianna não podia deixar de perceber o ar fascinado com o qual Davy olhava para ela. Ficaria sem jeito de qualquer maneira, mas estava ainda mais constrangida pela presença de George e Mary Anne. Eles próprios, porém, não pareciam perceber nada. Sabia que não devia se sentir assim, mas a admiração dele lhe era muito agradável.