terça-feira, 13 de outubro de 2015

Shades Of Grey - Episódio 4 (What If - Minissérie)

Boa noite! Mais um episódio de Shades Of Grey para vocês! Boa leitura!


                   

            A cada dia que passava Davy estava mais irritado e infeliz. Parecia que Amber testava sua paciência. Sempre exigindo mais dos empregados e dele do que seria razoável, sempre tratando todos mal. Abria o coração para seus amigos nas cartas, especialmente para Louise, contudo, nada lhe trazia verdadeiro alívio.
               
              Somente Dianna poderia restituir a sua paz de espírito... Mas como? Ela sumiu após a primeira e única noite de amor do casal. Davy sabia que ela havia fugido por medo de que Amber descobrisse tudo. Poderia ao menos ter dito a ele aonde foi... Ele a seguiria por onde fosse. Abandonaria a vida nobre, se fosse preciso, apenas para ficar com ela. Não via demérito algum em trabalhar para poder viver ao lado da mulher amada.
              
               Certo dia, Amber adentrou o gabinete de trabalho dele. Ela tinha um sorriso enorme no rosto.


- Atrapalho, maridinho?

- Na verdade, sim. O que foi, Amber? – Davy foi ríspido. Não aguentava mais Amber.

- Eu estou grávida, maridinho.

                   

                  Davy ficou atônito diante de tal notícia.


- O quê?

- Foi o que você ouviu, meu querido. Vou ter um filho seu.

                    

                    O jovem conde não sabia como reagir. Achou que a mãe de seu filho merecia um mínimo de cortesia, então beijou a mão dela, dizendo:


- Bom, então vá para seu quarto repousar. Estou ocupado...

- Não vou atrapalhá-lo mais, Davy. – Amber deu mais um daqueles sorrisos que irritavam Davy.

                         

                          Quando ela saiu, Davy soltou um longo suspiro. “Um filho dela? Por que dela, que tanto odeio? Por que não da Di? Se Di me desse um filho eu seria o homem mais feliz do mundo... Quanta saudade dela...”.
                          Ele foi ao estábulo, e pediu a Manuel Neuer, marido da cozinheira Felicity, que selasse seu cavalo favorito. Subiu no lombo do cavalo e se lembrou de quando conheceu a amada.
                          Chegou ao local onde a viu pela primeira vez.


- Foi aqui... – ele murmurou. – Ela estava ali, perto daquela árvore, sentada, esfregando o tornozelo. Depois disso minha vida nunca mais foi a mesma.

                           

                           Ele foi até a parte mais alta do promontório, apeou-se, amarrou o cavalo na árvore, colocou as mãos em concha e gritou:



- DIANNA! ESTEJA ONDE ESTIVER, EU AINDA TE AMO!

                              

                             Lá embaixo, na vila, na casa do advogado Peter Noone...



- Davy? É você? Me chamando?



                              A jovem foi até a janela e olhou na direção do promontório. Avistou o vulto de um homem pequeno, e também o de um cavalo. Ela pensou em responder ao chamado, porém, o homenzinho subiu no cavalo e foi embora.


- Oh, Davy... Que saudade, meu amor. Queria ver você, contar sobre o bebê. – Dianna baixou os olhos para o ventre, que já estava crescendo, e fez ali uma carícia. – Será que você vai se parecer com seu pai, meu filho? Noone vai matar nós dois se for assim...

      
     
                            Três dias após haver tido certeza absoluta de que estava esperando um filho, Dianna correu até Peter Noone, o único pretendente que tinha. Não mencionou sua gravidez, apenas disse a Noone que finalmente aceitava seu pedido de casamento. Como Noone sempre teve um comportamento obsessivo em relação a Dianna, conseguiu que se casassem apenas duas semanas depois.
                           Na noite de núpcias, Dianna não teve escolha senão se entregar a ele. Assim, quando sua gravidez começou a dar amostras, pôde convencer Noone de que era ele o pai da criança. Pareceu-lhe que ele não teve desconfiança alguma.
                            Assim como Davy era infeliz com Amber, Dianna o era com Noone. Ele não queria deixá-la sair e só permitia que ela recebesse a visita de Erin, pois a prima de Dianna era viscondessa, desde que havia se casado com Peter. No entanto, Dianna sempre mandava cartas para Alice e Emma e elas lhe mandavam cartas também.
       
                                                           

                                                                          ***

              

                    No casarão, enquanto isso, Amber já pensava como faria para conseguir uma criança para fingir ser seu filho recém-nascido, findos os nove meses de suposta gravidez. Ela passou próxima ao quarto da cozinheira Felicity e de seu marido, o cavalariço Manuel.


- Manu... Estou esperando um bebê!

- É verdade, fraülein?

- Sim, meu amor, sim!

- Estou tão feliz!

                

                      Amber sorriu maleficamente. Já tinha a criança.

                                                                                

                                                                         ***

                    

                    Em Londres, fazia quatro dias que Micky havia se casado com sua noiva arranjada. O nome dela era Suzan Hardison e havia surpreendido o jovem barão. Sua esposa era bonita, inteligente e gentil. Ele não poderia querer nada melhor... Exceto que sua mulher fosse Emma. “Vou aprender a lidar com isso”, ele pensava.
                    Percebia que, assim como acontecia com ele, a situação de casamento arranjado intimidava a pobre Suzan. Durante a festa, ela se encontrou arredia. Não quis dormir com Micky naquela noite. Ele não a forçou a nada. No entanto, ele desejava conquistar a simpatia de sua baronesa, e quem sabe o amor, mais tarde. Assim, fez o que sabia fazer de melhor: ser engraçado.
                   “Gosto do barão Dolenz”, pensou Suzan. “Gosto de quem me faz rir”. Naquele quarto dia, após o jantar, Suzan se mostrou mais aberta com o marido. Quando iriam se recolher, Micky se preparava para deixá-la no quarto dela e ir para o seu. Beijou a mão da esposa, dizendo:


- Boa noite, senhora. Até amanhã.

- Oh, senhor, eu... Por favor, não me leve a mal, mas... Gostaria de passar a noite em meu quarto?

               
                 Micky se surpreendeu com a atitude da esposa. Porém, longe de se indignar, ficou admirado. Os tempos estavam de fato mudando... Ela o conduziu para dentro do cômodo. Uma vez lá dentro, ela lhe deu um beijo quente.

- Senhora...

- Me chame de Sue, meu marido.

- Então me chame de Micky, minha esposa.


                      Voltaram a se beijar. Sue soltou-se do marido e abriu o robe, revelando uma bela camisola de seda... Que logo ela removeu. Micky estava encantado. Abriu seu robe também, e logo tirou sua camisa e sua calça de dormir. Estavam os dois apenas de roupa íntima. Aproximaram-se, e um ajudou o outro a se livrar das peças.
                       Um não podia acreditar na beleza do corpo do outro. Micky carregou a mulher para a cama dela, onde a deitou suavemente. Deitou-se por cima, passando a mão pelas pernas dela.

- Está preparada, Sue? – quis saber ele, os lábios no pescoço dela.

- Sim...

                 Tiveram início as estocadas. Sue afagava os cabelos do marido, e o tocava em várias regiões.


- Ooooh, Micky...

- Sue... – ele apalpava levemente os seios de sua baronesa.

                    Os gemidos e beijos foram se intensificando até atingirem o orgasmo. Separaram-se, arquejando.


- Está arrependido por me desposar, Micky?

- De modo algum, Sue. Está arrependida por se tornar minha esposa?

- Eu tampouco, Micky.

                        

                                  Trocaram mais um beijo e adormeceram.


                                                                  
                                                                    ***


                             Mike estava com um problema ainda maior do que o de Micky. Alana gostava de Mike como pessoa, entretanto, não estava disposta a gostar dele como marido. Seu único pensamento era seu antigo namorado, o cavalariço Chris Hillman, com quem havia tido que terminar, devido ao casamento.
                             O jovem duque ainda pensava muito em sua amada Alice. Porém, a forma como ela o havia dispensado cortava seu coração. “Oh, Alice... Eu não queria ter magoado você dessa maneira... E agora acho que serei ainda mais infeliz...”.
                             No almoço, certo dia, disse a ela:


- Senhora, gostaria de cavalgar comigo amanhã, após o desjejum?

- Após o desjejum? Não, senhor, me perdoe, porém, tenho outras coisas a fazer.

- Após o almoço, então?

- Será possível que o senhor só pense em comer e cavalgar, duque Nesmith? – Alana falou, mordaz.

- Não, sra. duquesa. – Mike respondeu, percebendo que sua esposa não era fácil.

      

                       Ele foi para seu gabinete de trabalho, de onde não saiu até o chá. Não tinha sequer uma pista do que a esposa ficou fazendo durante todo aquele tempo. E ela também não parecia disposta a lhe dizer.
                             E assim se passaram vários dias, com Mike e Alana se encontrando apenas nas refeições. Seus poucos diálogos eram marcados com tímidas tentativas de aproximação da parte dele, com profunda cortesia, e cortes e respostas dela, permeados de ironia. Ele começava a desistir.
                              Certa vez, todavia, Mike passava próximo ao quarto da esposa quando ouviu um som maravilhoso de violino. “Não sabia que tocava violino, minha esposa...”, pensou ele. Abriu muito cautelosamente a porta, para que ela não ouvisse. Viu Alana em pé no meio do cômodo, de costas para a porta, tocando seu violino. “Como ela fica ainda mais bela ao tocar...”. Suspirou um pouco mais alto do que devia, o que atraiu a atenção da violinista.



- Duque! – ela se virou para a direção do som, e se assustou.

- M-mil perdões, duquesa... Mas sua música era bela demais...

                            

                            Pela primeira vez na vida, Alana não sabia o que dizer em resposta.


- O senhor... O senhor gosta da minha música, duque? – ela inquiriu, olhando para os próprios pés.

- Sim! A senhora toca violino maravilhosamente, duquesa! – disse Mike, com sinceridade.


                             Alana encarou os lindos olhos castanhos do marido.



- Bem... Obrigada. – sorriu, encabulada.

- É a verdade. – ele devolveu o sorriso. – Eu também toco violino... E piano. Amo música.

- Eu também amo música! Se importaria de tocar algumas peças de piano para mim esta noite, duque? Após o jantar?

- Será uma honra... Minha esposa. Mas somente se tocar mais violino para mim. Chame-me de Mike, se quiser.

- Está bem, meu marido. Também ficarei honrada. Chame-me de Alana, Mike.

                               

                            Outro casal arranjado que acabava por se apaixonar.

                                                               

                                                                      ***


                             


                             Passaram-se mais alguns meses. Emma estava vivendo em um vilarejo mais distante, com seus pais. Os pais de Emma entenderam a situação dela, embora não houvessem ficado muito felizes ao saber que a filha se apaixonou e se entregou a um rapaz da nobreza, ainda que o sentimento fosse recíproco.
                                Chegou o dia da ex-ajudante de cozinha dar à luz. Deitada em sua cama, a moça fazia o máximo de esforço possível, auxiliada por sua mãe, Lauren. Após o que lhe pareceu mais de uma hora, Emma pôde ouvir um chorinho.



- É um menino, Emma! Um lindo menino! – disse sua mãe, colocando o bebê nos braços da filha.

- Ele é mesmo lindo, mamãe. – Emma beijou a testa do pequeno. Ele era loiro de olhos azuis como ela, no entanto, em tudo mais seu filho parecia com o pai.
                               


                  A jovem decidiu nomeá-lo Christian. Após amamentar seu bebê, Emma o fez dormir, com a ajuda de sua mãe. Assim que ele caiu no sono, Emma colocou-o no bercinho e sentou-se para comunicar a novidade às suas amigas. Escreveu para Erin, para Alice, e, por fim, para Dianna.



Di,

Finalmente meu filho com Micky nasceu. Ele é lindo, minha amiga! Sempre quis um bebê lindo assim. Só lamento que Micky nunca poderá saber que tem este filho... Certamente terá muitos filhos com a esposa, entretanto, do meu pequeno Christian nunca tomará conhecimento...
E como está você? Logo você também dará à luz seu filho, não é? Está preocupada? Seu marido não desconfia de nada?

                                                                                                                                   Emma


                                       

                               Dianna enviou a seguinte resposta à amiga:




Emma,

Fico muito feliz por você, minha amiga querida! Imagino que seu filho seja mesmo um lindo bebê, pois você também é muito bela! Por que acha que Micky não poderá saber sobre Christian? Erin me disse que a baronesa Dolenz é um doce de pessoa, ela a conheceu. Talvez ela aceite seu bebê... Se ela fosse como Amber,  então haveria motivo para recear...
Eu estou bem. E obviamente estou preocupada, qual mulher que vai ser mãe pela primeira vez não fica preocupada? Ainda mais eu... Tenho medo de que meu bebê se pareça com Davy. Noone não parece desconfiar... Porém, se a criança se parecer com o pai... Não sei o que será de nós dois.


                                                                                                                         Dianna




***



   

             Dianna não fazia ideia disso, no entanto, Noone sabia que o filho que ela esperava não era dele, mas sim do Conde Jones... Marido da grande amiga de Noone, Amber.



- Amber ficará muito satisfeita em saber disso... – ele riu maleficamente.

             

              Foi até o casarão, onde foi recebido por Amber. Ela usava panos enrolados por dentro do espartilho para simular um ventre em crescimento e assim enganar o marido.



- Como vão você e seu bebê, Amber? – ele perguntou, irônico.

- Vamos muito bem. – ela respondeu. – Davy não desconfia de nada.

- Sabia que ele de fato vai ter um filho?

                   

                    Amber ficou chocada.


- O quê? Como sabe disso?

- Minha esposa... A preceptorazinha que você tanto odiava... Ela está grávida e ele é o pai, não eu.

- Eu duvido, Noone!

- Mas está nas cartas que ela manda para as amigas, Amber! Eu li!

- Ela pode ter engravidado de você e está pensando que Davy é o pai!

- Em nenhum momento ela deixa menção de dúvida nas cartas!

- Essa criança vai nascer logo, não vai? Espere que a maldita da Dianna dê à luz e venha me dizer o que concluiu! Se o bebê se parecer com Davy... Você deve me avisar... E eu acabarei com ele!

                                                                        

                                                                         ***






                     Dianna estava no quarto, no meio da madrugada, lendo à luz de vela. Estava começando a sentir dor.


- Você quer vir logo, não é, meu filho? Ai...

                

                       A dor crescia mais e mais.  Até que tornou-se insuportável. Gritou pela criada.


- JESSIE!

                    

                     O quarto da criada ficava ao lado. Ela irrompeu no quarto.


- Sim, senhora?

- Jessie... Me ajude, por favor... Meu bebê... AAAH!

- Calma, senhora, eu já venho! – disse Jessie, indo buscar toalhas para limpar a criança e lençóis limpos para colocar na cama após o parto.

                    

                             Dianna murmurou.


- Oh, Davy, enquanto nosso filho vem ao mundo você mal imagina... Dorme tranquilo...

                              

                               No casarão, Davy sonhava. Sonhava que estava numa casa, nem muito grande nem muito pequena, bem mobiliada e decorada, durante a noite. Ele via algumas criadas correndo para cá e para lá. Viu que elas carregavam toalhas e lençóis. Elas entraram num quarto, e Davy seguiu-as. Ouviu gritos femininos de dor.
                               A mulher que gritava... Era ela. Dianna. E... Ela estava parindo uma criança.  Davy estava atônito. Correu até Dianna e pegou a mão dela.

- Di...

- Davy... Ai... O que faz aqui?

- Ao menos cheguei na hora de ver o nosso filho. – ele sorriu e beijou a testa da amada.

                              


                                Dianna empenhava toda a sua força no trabalho de parto. Até que ouviu-se um choro de bebê.


- Nasceu, sra. Noone! É menina! – exclamou Jessie.



                                  A jovem mãe odiava ser chamada de “sra. Noone”, porém, não tinha o que fazer. A criada colocou a bebê nos braços da mãe.


- Oh... Ela é linda, uma princesinha! – Dianna disse. E chorou de emoção ao olhar nos olhinhos da pequena. Grandes, castanho-escuros, encimados por sobrancelhinhas grossas. “Você tem os olhos do seu pai, meu amor!”.  – Aaaai, por que continua doendo?

- Senhora... Vejo a cabecinha de outro bebê vindo. – disse Jessie.

- Você tem um irmãozinho, minha pequena. – Dianna murmurou para sua filhinha. Voltou a fazer força.

                               Veio mais um choro. Outra menina. Idêntica à irmã. Com os olhos do pai. Enquanto isso, no casarão, Davy despertou. Aquele sonho em que Dianna dava à luz gêmeas só podia ser um reflexo do desejo dele de ter filhos com ela. Pensou em Amber, dormindo no quarto ao lado. Tinha que se contentar que seria dela que teria um filho.







segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Poema: Dreams (Grindhouse Oficial)

Boa tarde! Temos um poema hoje. Mais uma vez, Davy poetiza para Di, porém, sem saber que é para ela... História rápida desse poeminha, escrito em 1965: Davy, desde adolescente, sonha com uma linda jovem. Nesses sonhos, ele sempre veste uma armadura, e a moça, um vestido de princesa, ou ao menos de jovem dama. Também aparece nos sonhos a bff de Davy, Louise McGold, vestida como uma jogral, para levar a moça, vestida de noiva, para um local onde Davy a espera. 
Em 1965, ao gravar seu primeiro álbum, Davy recebe para cantar uma música intitulada Dream Girl, que ele dedica para a moça dos seus sonhos. Mal sabe ele que a encontrará (ou melhor, a reencontrará) mais em breve do que imagina.... Boa leitura! 





                                                                             (By Davy Jones)



Menina, quem é você?
Você, cujo doce olhar
Me hipnotiza...

Quem é essa que quando me vê
Sorri e me faz perder o ar?
Quem é essa que torna a minha alma poetisa?

Lindo anjo, não sei como é possível,
Porém, estou apaixonado.
Creia no que digo...

Etérea, onírica, inatingível...
Procuro tanto que fico cansado,

Entretanto, nunca desistirei de encontrá-la e tê-la comigo!





domingo, 11 de outubro de 2015

Last Train To Penny Lane - Capítulo 4

Olá! Mais um capítulo da self-insertion para vocês! Boa leitura!





- Deixa eu ver se eu entendi... Nas.... Fics de vocês, eu sou o maior canalha da face da Terra e apanho de todos os namorados seguintes das minhas ex? – Mike indagou.

- Sim, Nez, mas você sempre se redime... Com a minha personagem Emma. – eu expliquei. – Ou melhor, nas fics da Grindhouse Oficial.

- Sim, nas What Ifs é com a Alana. – observou Inara.

- Acho que entendi...

- Porém, você sempre terá um lugar para a minha personagem Alice Stone no seu coração. – disse Maris. – Ela foi criada em homenagem à Alice aqui.

- Agora sei por que minha versão nas fics de vocês ama tanto essa Alice. – Nez sorriu para Alice.

- E essa Emma... – começou Micky. – Gosta de mim mas acaba ficando com o Mike?

- Na Grind Oficial sim, Micky. – Inara disse. – Porque você fica com a Sue.

- Já nas What Ifs vocês são um dos otps mais lindos! – exclamei.

- Otps? – os quatro não entenderam.

- Otp de “one true pairing”. – Maris esclareceu. – Os ships, ou melhor, casais que consideramos os mais bonitos.

- Ah sim. – os Monkees assentiram.

- Falando em otp, você e a Di são um otp supremo, Davy! – falei.

- É mesmo? – Davy ficou interessado.

- Sim, vocês são tão lindos, eu amo tanto vocês... Você faz qualquer coisa por ela, e ela qualquer coisa por você. O Peter gosta dela em algumas fics, mas nada realmente capaz de separar vocês dois.

- Mas então eu fico com quem? Você criou alguma namorada para mim, minha Maris? – perguntou Peter.

- Eu não, mas a Maris do Davy sim. – minha amiga disse.

- Sim, a Erin. – eu disse. – Ela é a prima da Di.

- Isso quando você não fica com a Sue, Peter. – lembrou Inara.

- Com a Sue???? Mas ela não era minha namorada? – Micky ficou indignado.

- É, mas nós achamos que a Sue também combina bastante com o Peter. – falei. – Na verdade a coisa é bem complicada...

- Pois é... Você nunca fica com a Alice, Nez, mas ela te ama loucamente, mesmo jogando uma cueca na tua cara em Pictures Of Lily. – Maris disse, e ela, eu, Alice e Inara rimos descontroladas.

- Vocês realmente me adoram... – Nez deu um sorrisinho irônico.

- Nunca duvide do quanto adoramos você, Nez, mas que gostamos de judiar de você nas fics é fato. – Inara falou.

                                


                              Todos riram. Davy disse, então:



- Sabe, essa Dianna parece mesmo ser maravilhosa. Eu gostaria de que ela fosse real.

                                     


                                O quê? Davy gostaria de que a criatura fosse real, quando ele tem a criadora?



- Opa! Alto lá! Você não precisa querer que a Dianna fosse real, Davy! Você tem a mim! Eu te chamo de Cuddly Toy, leãozinho, do que você quiser! – gritei.

- Não fique com ciúme, Maris. – ele sorriu para mim e me puxou para perto dele, em seguida me dando um abraço de urso. – Eu amo você.

- Tá vendo de onde vem o ciúme psicótico da Di, Davy? – Inara e Maris gracejaram.

- Sim. – ele riu. – Eu acho que a leoazinha é outra pessoa.

- Sim mas pode me soltar, Davy, você não é o Gerd pra me dar esses abraços de urso! – eu pedi, já me sentindo sufocada com aquele abraço.

- Opa, desculpe. – Davy  afrouxou o abraço. – Mas quem é esse Gerd?

- Ah, o Gerd! – Inara, Maris e eu suspiramos.

- Mais um pra concorrência. – Micky bufou.

- Gerd Müller, vulgo ursinho, vulgo McDreamy, vulgo Mr. Darcy, é um jogador de futebol alemão. – explicou Maris. – Que infelizmente foi cortado da seleção da Alemanha Ocidental pra Copa desse ano. E é ele que fica com a Alice definitivamente na Grind Oficial.

- Não gostei desse cara... – Mike resmungou.                                    

                       

                        As meninas e eu rimos.



- Não se preocupe, Nez. – Alice afagou o rosto dele. – Essa personagem pode ficar com esse jogador, para mim basta você. – e beijou-o.

- E ele não é o único jogador da Grindhouse. – eu disse. – Tem o Paul Breitner, o Sepp Maier, o Günter Netzer, o Bobby Charlton, o Denis Law...

- E O KING BOBBY MOORE! E O GEORGE BEST! E O KAISER FRANZ BECKENBAUER! – Maris bradou. – Principalmente o Franz, ele é o dono do meu ser!

                      

                         Peter ficou olhando para Maris, chocado.



- Como assim?

- Mil desculpas, Peter, eu amo você, mas a coisa com o mozão é diferente... É uma coisa cósmica, sabe?

- Hum. – ele resmungou.

- Tão ciumento, coitadinho. – Maris abraçou-o. – Vou sentir tanta saudade quando a gente tiver que voltar para o futuro...

- Voltar... Para o futuro? – Peter olhou para Maris como se ela estivesse louca.

- Sim. Nós viemos de 2015. – falou Alice. – Chegamos aqui com uma máquina do tempo.

- Hã... Com licença um minutinho, meninas. – disse Mike, levando os outros Monkees para o canto.

                               

                              Se eles achavam que não iríamos ouvir nada, estavam bem enganados.



- Elas estão mais loucas do que eu! – Micky disse.

- São escritoras, é normal que sejam meio doidinhas. – Peter respondeu.

- A ponto de dizer que vieram do futuro? – Davy duvidou.

- Será que estão chapadas? – Mike inquiriu.

                                 

                                Nessa hora eu tive que me manifestar.



- Chapadas coisa nenhuma! – gritei. – Estamos bem sóbrias! Como é que vocês explicam isso, moços? – praticamente enfiei meu celular na cara deles.


- Só vejo uma foto do Davy sem camisa nessa caixinha esquisita. – disse Micky com uma cara maliciosa.

                             

                                  Foto do Davy sem camisa? Eu deveria ter trocado o wallpaper antes de mostrar.



- Essa “caixinha esquisita” se chama celular. – Inara falou. – Serve como telefone, mas também serve para mandar... Bilhetes, por assim dizer. E muitas outras coisas que vocês não vão conseguir entender agora.

- Ah é? – Nez duvidava.

- Não acreditam? – Maris disse. – Vejam essa máquina! Cadê o filme? – ela abriu sua máquina digital.

- NÃO FAZ ISSO! VAI QUEIMAR O FILME! – Davy falou.

- Essa pode ser aberta, Davy. É uma máquina fotográfica digital, não precisa de filme. – Alice explicou.

- Se ainda duvidam, tenho aqui uma coisa que prova que falamos a verdade! – exclamei, mostrando em meu celular... Uma foto deles em seu show de reunião nos anos 1980.

- MAS O QUE É ISSO? – os quatro exclamaram.

- Vocês daqui a vinte anos. Se quiserem mostro uma foto do Micky e do Peter daqui a 49 anos...

- Pelo amor de Deus, que cabelo ridículo que eu tenho nessa foto... – Davy olhava chocado para seu mullet dos anos 80.

- Que bom que você concorda que é ridículo, amor! – eu disse. – Assim, daqui a uns vinte anos, antes de adotar esse corte, pense em mim, por favor, e lembre-se de que eu odeio mullets.

- Bom, pessoal, vejam só, o dia parece estar ótimo para pegar uma praia! – observou Micky.

                Todos olhamos pela janela e vimos que, de fato, o dia ensolarado lá fora convidava a um passeio pela praia. As meninas e eu corremos para nossos quartos para pegar biquínis, saídas de praia, chinelos, óculos escuros e protetor solar. E logo nos vimos diante daquela visão do paraíso que eram os rapazes apenas de camisa (aberta, é claro) e sunga.
                 Entramos no carro do Mike e rumamos para a praia. Após mais ou menos meia hora, chegamos lá. Quando descemos do carro, peguei o protetor solar da bolsa e passei o creme nos braços, no rosto e nas pernas. Em seguida, pedi:



- Passa o protetor solar nas minhas costas, Davy?

- Claro. – ele sorriu, um pouquinho malicioso.

     

                O toque das mãos dele nas minhas costas me fazia estremecer. Quando terminou, ele deu um leve beijo na minha nuca.


- Vamos... Nos juntar aos outros... – murmurei, me virando para olhá-lo.

- Vamos.

                         
                  Ele pegou minha mão e fomos até onde estavam os outros. Apenas para vê-los... Falando com os Beach Boys! E com eles estava... Vitória, ou Vit, uma das minhas melhores amigas, que eu havia transportado para os anos 60 com minha máquina do tempo algum tempo antes de as outras meninas e eu partirmos.



- VIIIIIT! – eu corri para minha amiga, que largou a mão do namorado, Dennis Wilson, para correr na minha direção.

- MAAAAARI!

- Como você está, miga? – perguntei.

- Bem, e você, mana?

- Com o Davy? Melhor impossível.

- Ah sim, eu imagino. – Vit me deu um sorriso malicioso.


                           

                       Apresentei Davy a ela e depois todos começamos a conversar. 

sábado, 10 de outubro de 2015

I'll Be Back - Capítulo 1 (Grindhouse Mix)

Boa tarde! Vou postar o primeiro capítulo da minha fanfic dentro da série Grindhouse Mix, que mistura elementos do universo oficial da Grindhouse e também do universo What If. Aqui temos um destaque para Dianna Mackenzie e Emma Carlisle e seus amores.... Incluindo o amor entre elas próprias! Boa leitura!












             Dianna despertou com o bipe do celular, indicando que havia chegado uma nova mensagem. Pegou o celular. Na tela, era mostrado o horário: 8h15min. Quem mandaria uma mensagem tão cedo?
               Ela desbloqueou o celular e leu a mensagem:



Bom dia, leoazinha. Perdoe-me por mandar essa mensagem tão cedo, mas eu não podia esperar. Eu quero que você saiba que sinto saudade de você todos os dias, e que ainda te amo. Queria tanto que você estivesse aqui ao meu lado...

                                                                                                                                              D


                    A professora de história respirou fundo.  Ela sentia saudade do remetente da mensagem também.  Contudo, as coisas que haviam acontecido no passado entre eles a faziam hesitar quanto a voltar para ele. Ela deixou o celular no criado-mudo e olhou para quem dormia ao seu lado.
                     Alain era belo, sem a menor sombra de dúvida. Corpo escultural, cabelos pretos, olhos azuis, um rosto perfeito. E era sexy. Muito sexy. No entanto, Dianna já não tinha mais tanta atração por ele. E não sabia como dizer-lhe que queria terminar. Levantou-se da cama e foi para a cozinha.
                      Tomou café sozinha, pensando nele. O leãozinho. Ele, sempre fofo. Sempre pronto para fazê-la rir quando estava triste. Carinhoso. Amante fogoso. Sentia falta dele, isso era inegável. Realmente, nos últimos meses da relação ele andava sem tempo. Mas não havia sido assim antes? E ele não procurou sempre compensar o tempo perdido? Por que haviam perdido as cabeças e tomado aquela decisão de terminar?




- Se eu tivesse um vira-tempo... – Dianna pensou alto.

                            



                              Ela ouviu passos. Virou-se para a porta da cozinha. Alain entrava.



- Bonjour, ma reine.  (Bom dia, minha rainha.) – ele cumprimentou.

- Salut, Alain. (Olá, Alain.)

- Qu’est-ce que se passe? Tu sembles triste et inquiet. (O que está acontecendo? Você parece triste e preocupada.)

- Je suis bien.  (Eu estou bem.)

- Bien sûr, tu n’es pas bien! (É claro que não está bem!)

- Alain, s’il ta plaît... (Alain, por favor...)

- Dianna, je te connais très bien... Dis-moi. (Dianna, eu te conheço muito bem... Conte-me.)

- Je manque une personne. (Eu sinto falta de uma pessoa.)

- Qui? Ce ton ex-copain? Celui que tu as appelé “petit lion”? (Quem? Aquele seu ex-namorado? Aquele que você chamava de “leãozinho”?) – Dianna notou o ciúme de Alain.

- Oui. Lui-même. (Sim. Ele mesmo.)

- Veux-tu revenir à ce midget? (Você quer voltar para aquele anão?)

- Je l’aime, Alain! Je l’aime plus que tout dans ce monde!  (Eu o amo, Alain! Eu o amo mais do que tudo nesse mundo!)

- Alors, pourquoi es-tu avec moi? (Então por que está comigo?)

- Parce que ta compagnie m’a fait de bien. (Porque sua companhia me fazia bem.)

- Ne fait plus? (Não faz mais?)

- Je ne crois pas. Pardon, Alain… C’est fini.  (Creio que não. Perdão, Alain... Acabou.)

- Tu veux que je parte? (Você quer que eu vá embora?)

- Oui. Oui.  (Sim. Sim.) – ela suspirou. - Laisse-moi. Je ne peux rester pas avec toi plus. (Deixe-me. Eu não posso mais ficar com você.)

- Tu vas me manquer. (Sentirei sua falta.)

- Pardonnes-moi. Maintenant, vas, s’il ta plaît. (Me perdoe. Agora, vá, por favor.)

                        


                              Alain foi para o quarto e colocou todas as suas roupas e pertences numa mala e numa mochila. Entregou a Dianna a sua chave da casa.


- Adieu, Dianna.  (Adeus, Dianna.)

- Adieu, Alain. (Adeus, Alain.) – Dianna respondeu.

                              

                                Ele saiu e ela fechou a porta. Dianna recostou-se à porta, suspirando pesadamente. Sentou-se no chão e chorou por um tempo.  Até que o celular tocou.


- Alô? – ela atendeu, um pouco chorosa.

- Di? – ela ouviu uma conhecida voz feminina do outro lado da linha.

- Lulu. – Dianna sorriu ao pronunciar o nome da amada.

- Está tudo bem, amorzinho?

- Não muito...

- Vem aqui ficar comigo... Eu também não estou muito bem.

                                  Dianna não precisou de um segundo convite. Logo estava diante da porta do apartamento de Louise. Apertou a campainha. Viu-se diante da amada. Ela tinha sua altura. Seus cabelos também eram loiros, entretanto, seus olhos eram azuis.


- Dianna.

- Louise...

                              

                             As duas trocaram um beijo ardente, e Louise puxou Dianna para dentro de seu apartamento. Acariciava os cabelos de Dianna, que apertava-lhe um pouco nas nádegas.  Beijavam-se com ardor.


- Não fique mal, amadinha... – Louise sussurrou no ouvido de Dianna.

- Também não quero ver você mal...

                                

                  Dianna foi levada por Louise para o quarto. A loira de olhos azuis fez a de olhos castanhos deitar-se na cama, ergueu a saia dela e abaixou sua peça íntima, enquanto  sua parceira erguia sua blusa e tirava seu sutiã, começando a beijar-lhe os seios. E assim elas se entregaram ao amor durante a tarde toda.


- Mas me conte... – Louise começou, quando Dianna e ela estavam abraçadas, mais tarde, após terminarem o ato. – Por que está triste, Di?

- Eu terminei com o Delon... Não tinha mais sentido continuar com ele.

- Por quê? Não o ama mais?

- Não sei mesmo se algum dia o amei, Lulu. A coisa era sexual demais...

- Ora, e entre nós não é assim? – Louise sorriu maliciosa.

- Não. É diferente, Lulu. Eu amo você. Assim como... Amo o Davy.

- Ah, estava demorando para o meu melhor amigo entrar na história. – Louise sorriu, compreensiva.

- Sou tão previsível assim? – Dianna riu.

- Di, eu te conheço como a palma da minha mão. Sei que Davy é, sempre foi e sempre será o amor da sua vida. Mais até do que eu.

- É... Eu tenho que admitir que sim. Mas eu errei muito, e ele também. Não sei se vamos conseguir nos acertar, mesmo ele mandando mensagens para mim frequentemente, dizendo que sente saudade. Chega de falar de mim. Por que você está triste, Lulu?

- É complicado, Di... Eu amo o B, você sabe disso. Mas sabe também que eu sinto que alguma coisa me falta. E ontem conheci um amigo do B, chamado Gerd Müller. Ele é jogador do Bayern de Munique. Atacante. Tenho impressão de que já o conheço de algum lugar, e que alguma coisa vai mudar na minha vida, relacionada a ele. Só tem um problema... Ele...

- É namorado da Alice.

- Como você sabe?

- Alice é uma das minhas melhores amigas, esqueceu, Lulu?

- É. Tem razão. Não sei se sinto ciúmes dela... Ou dele.

- Realmente muito complicado.

- Nem me diga. Tenho uma ideia que vai animar nós duas!

- Qual?

- Qualquer noite dessas... Vamos ter um convidado de honra!

- Quem?

- Surpresa... – Louise sorriu.

***


                      



                     Na noite anterior, Davy havia dormido com seu amado Peter e a namorada dele, Erin. Davy amava estar na companhia dos dois, porém, naquelas últimas semanas sentia intensamente a falta de Dianna. Ele ainda a amava demais.  Desejava tê-la nos braços outra vez. Beijá-la. Cheirar seus cabelos. Amá-la.
                       Pegou o celular e mandou uma mensagem para ela, mesmo sendo ainda muito cedo. Ela nunca respondia. Contudo, Davy ainda tinha esperanças de que Dianna quebrasse o gelo. Suspirou e colocou o celular no criado-mudo. Seu suspiro despertou Peter, que estava deitado entre ele e Erin.


- Algum problema, Davy? – Peter afastou os cabelos de Davy de sua testa e depositou um beijo ali.

- Vários. – Davy afagou o rosto de Peter e deu-lhe um selinho. – Peter, por favor, não me leve a mal. Adoro você e Erin também é uma ótima parceira, mas... Eu sinto saudade... Dela.

- Ela é Dianna.

- Quem mais seria? – Davy deu um sorriso triste.

- Assim fico até com ciúme... – Peter abraçou o amado.

- Ah, por favor, você sabe que te amo tanto quanto a amo, Peter.

- Não...

- Por que só me apaixono por gente ciumenta? – Davy riu e beijou Peter mais intensamente.

                      


                           Erin acordou alguns minutos depois e viu o namorado e o amado dele ali, tão envolvidos. Ela normalmente não sentia ciúme. Adorava passar a noite com os dois e até mesmo gostava de vê-los se beijando e se amando. Porém, naquele momento sentiu uma pequena fisgada de ciúme.



- Peter, Sunshine... – ela chamou. – Eu quero meu beijo também.

                            

                              Peter soltou-se de Davy e disse, olhando para a namorada:




- É claro, meu amor.
                                 


                                O loiro beijou Erin apaixonadamente. Disse, ao se separarem:


- Amo Davy, mas também amo você profundamente, Sunshine Girl. – e sorriu para ela.

- Estou vendo. – ela afagou os cabelos de Peter.

- Bom, já que estou sobrando... Acho que já vou. – Davy disse.

- Não, nem pense nisso! – Erin falou. – Você só vai depois que eu fizer isso!

- O quê?

                                     

                               Erin puxou Davy para perto de si e roubou um beijo quente.



- Obrigada pela noite de ontem, Davy. Espero que se junte a nós ainda mais vezes.

- Eu também desejo isso, Erin.

- Caham. – Peter pigarreou.

- Peter, você está com ciúme de quem agora? De mim ou da Erin?

- Dos dois.  – Peter deu um risinho nervoso.

- Esses ciumentos me adoram... Mesmo a Lulu. Se bem que de mim ela não tem ciúme...

                                

                              Davy levantou-se, vestiu-se , despediu-se de seus dois amantes e foi embora da casa deles. Ficou o dia todo apenas em casa, lendo e ouvindo música. À noite, recebeu uma mensagem da melhor amiga e por vezes parceira, Louise.



Olá, Davy.



Quero você esta noite. Venha me ver...

                                                                                                                        

                                                                                                          Lulu

                                                  

                               Ele respondeu:





Já vou, Lulu. Talvez só você possa me ajudar a curar um pouco da minha tristeza...


                                       


                                Logo Davy estava no umbral da porta do apartamento de Louise. Ela o recepcionou com um beijo intenso.



- Pensei que queria minha companhia como seu melhor amigo... – Davy falou, malicioso.

- Não se faça de besta. Você sabia muito bem o que eu queria quando te chamei. – ela continuou beijando-o.

                                    

                                  Davy colocou as mãos na cintura de Louise, aos poucos deslizando para a barra da saia dela.



- Temos alguém atacado hoje... – ela lambeu o lóbulo da orelha dele.

- Me dê um desconto... Tive uma bela ménage ontem à noite.

- É mesmo? – ela desceu os lábios para o pescoço dele, beijando e sugando levemente ali.

- É... – ele gemia. – Oh, Lulu...



                                           Louise levou-o para o quarto, o mesmo quarto onde ela teve a amada de Davy algumas horas antes. Ela despiu o melhor amigo, acariciando cada centímetro do corpo dele enquanto fazia isso. Abaixou a cueca dele e tocou o membro já rijo. Davy gemeu de genuíno prazer. Em seguida,  a loira revelou sua nudez  para ele, que perdeu o fôlego diante da bela visão.
                                           Lulu puxou Davy com ela para a cama. Deitou-se e o fez deitar por cima dela. Davy sabia o que fazer. Começou beijando Louise pela testa. Em seguida, beijou-a em cada uma das maçãs do rosto, nos lábios, no pescoço e nos ombros. Foi então para os seios, que além de beijados foram sugados. A esta altura, Louise já gemia muito.
                                       Ele seguiu descendo, deixando uma trilha de beijos... Até chegar à região íntima de Louise.


- Por que parou? – ela reclamou.

- É isso mesmo o que você quer, Louise?

- É! Ande, Davy, não seja tímido bem agora!



                                              Davy passou a mão pelas pernas de Louise, o que já deixou a estudante de artes excitada. Sua região íntima estava úmida, preparada para receber Davy. Ele deu início ao sexo oral em sua amiga.


- Ooooh, Davy, Davy! – ela exclamava.

- Você me deixa louco, Lulu... – disse ele, erguendo a cabeça.

- Ainda não acabou... – ela disse, acariciando os braços dele, provocante.



                                                Ele entendeu no mesmo momento o que ela queria dizer. Penetrou-a, levando o prazer de Louise às alturas.


- Aaaaaah, Davy, eu te amo! – ela gritou.

- Sim, Lulu, sim, eu te amo também! Aaaaah, como você é divina...




                                                   Os dois amigos de infância trocaram um longo beijo para finalizar o ato. Ficaram aconchegados nos braços um do outro. Lulu percebeu que, mesmo com o bom momento, seu querido amigo parecia melancólico.


- Está tudo bem, Davy? Não tenha reservas comigo...

- Ah... Louise, eu realmente não consigo esconder isso. Eu sinto mais saudade da Di a cada dia. Tenho o Peter, a Erin, você. Mas nenhum consegue preencher por completo a falta dela...

- Eu entendo. – Louise acariciou o rosto do amigo mais amado.

- Lulu, sei que vocês duas se tornaram grandes amigas ainda na época em que ela era minha namorada... Ainda conversam bastante?

- Claro... Davy... Na verdade...

- Na verdade...?

- Ela e eu...

- O quê? Fale, Lulu!

- Di e eu nos tornamos amantes, Davy.



                                      Ele tentou processar a informação. Ficou surpreso num primeiro momento... No entanto, uma imagem logo surgiu em sua mente: ele as vendo se amarem, e em seguida amando cada uma delas. A mulher que mais amava no mundo e a sua melhor amiga... Era tudo o que ele mais poderia querer em termos de satisfação sexual.
                                         Louise notou o brilho que surgiu nos olhos de seu melhor amigo.



- Sei o que você está pensando... E sabe, tive uma ideia.

- Qual ideia, Lulu?

- Uma noite dessas... Nós três. Di, você e eu. O que acha?

- Lulu... Eu não posso querer mais nada da vida!