sábado, 21 de maio de 2016

Oneshot: Enchanted - Out Of The Woods (What If - Modern Vampires Of The City) - Parte XVII

Mais uma parte de Enchanted, pessoal!





            Mais tarde, o lobo entrou no castelo, trazendo a galesa. Todos encaravam Felicity, sobretudo Nora e George Smith.



- Sassenach! – Joj abraçou-a. – Ainda bem que veio.

- Sim, Fefe. – Nora tentou se aproximar, mas Fefe deu um passo para trás.

- NÃO CHEGUE PERTO DE MIM! – vociferou, enfurecida. – FICA LONGE DE MIM, BRUXA!

- Sassenach, calma. Eu vou te levar pro quarto. Esqueça a Nora e vamos! – George disse, afastando-se dali com a profetisa.



           Mesmo Louise ficou espantada com a atitude de sua prima. Dali a uma hora, todos que iam lutar estavam reunidos no salão. George Best apareceu, e afirmou:




- Eu vou lutar. Desta vez acabarei com aqueles irmãos Kroos.

- Somos dois. – Mike disse, em apoio.  


           
         Todos estavam perfeitamente cientes dos riscos, e mesmo assim nenhum teve medo. Franz e Bobby encararam seus súditos.




- Aqueles que não quiserem lutar na retomada da Ilha, podem ficar no castelo! – o conde avisou.



           Ninguém se pronunciou ou deixou à mostra algum sinal de recusa.



- Agora quem quiser lutar, venham conosco! – Moore exclamou, e todos ali mostraram que aprovavam.



                Nesse ínterim, Emma e Felicity estavam se beijando num dos quartos.



- Eu vou proteger você. Felicity.

-- Não precisa, Emma. – a morena negou. – Ajude o Micky. E também deve proteger a vampira loira, que é sua amiga.

- Dianna não sabe que eu a amo. E ela agora tem a Louise.

- Mas vai saber. Dianna tem sentimentos por Louise, mas elas não são almas gêmeas. Mas você é. E Louise está sofrendo por causa de Alice.



                Emma sabia bem disso, mas mesmo assim sentia muito ciúme por causa de Louise.




- Vá, Emma! Ajuda o Micky. Eu vou ficar bem!



                    A loira aceitou e foi até o marido e o grupo, preparando-se para a luta. Antes que partissem, Felicity decidiu ajudar Emma. Chamou Dianna em seu quarto e pediu à loba que fosse até lá também. Antes que Emma chegasse, Felicity disse:


- Sei que ama Emma, Dianna. Diga isso a ela. Sei que ela ficará imensamente feliz.

- Está bem, Fefe.

- E mais uma coisa: durante a luta, cuidado com seu ventre.

- Meu... Meu ventre? – Dianna instintivamente levou a mão até ali.

- Sinto que você e Davy terão mais um filho. E será um menino. Tome cuidado.

- Eu tomarei. – Dianna deu um pequeno sorriso diante da possibilidade de estar grávida mais uma vez. - Obrigada, Felicity.

              A galesa sorriu, e naquele momento Emma adentrou o quarto. Dianna foi até ela e disse:



- Emma, se nós morrermos...

- Credo, Dianna! Não diga isso! – Emma repreendeu-a.

- Não importa! Se o pior acontecer, saiba que eu te amo! Você é minha alma gêmea, minha loba loira! – e Dianna beijou Emma com paixão.

- Eu também te amo, minha vampirinha. – Emma sorriu e acariciou o rosto de Dianna. – Agora vamos lutar, e vamos sobreviver!



               As duas saíram do quarto, muito felizes.


- Obrigada, Felicity! – elas agradeceram, e foram se juntar ao grupo que iria lutar.



             Pela janela, a profetisa viu o grupo seguir seu caminho para a Ilha dos Lobisomens. Rezou pedindo que todos voltassem vivos. Fechando os olhos, teve uma visão. Estavam todos encurralados na ilha.


- Meu Deus! – seu coração disparou. – Aquilo é uma armadilha!



             Desceu as escadas rapidamente, sendo detida por Joanna.



- Não pode sair do castelo, frau Neuer! O conde deu ordens para ninguém sair!

- Preciso avisá-los do perigo! Eles estão indo para uma armadilha!

- Mas não pode! – a ruiva arrastou Fefe pelo braço, levando-a para dentro do quarto. – Deve ficar aqui, é mais seguro! – e fechou a porta.




              A profetisa começou a pensar em outro plano. Na floresta, o exército se aproximava discretamente da Ilha dos Lobisomens, fazendo o máximo para evitar chamar a atenção.


- Tem alguma coisa errada. – resmungou Bobby, empoleirado na árvore enquanto observava a mansão.  – Não sinto presença deles. E nem do Benítez.

- Talvez estejam lá dentro. – supôs Louise, sentada no galho logo abaixo, olhando as janelas com auxílio de uma luneta. – Mas parece que não há ninguém.

            Franz estava bastante nervoso. Respirou fundo, e em seguida ordenou que todos corressem para a entrada da ilha. Foi obedecido. Ninguém encontrou nada. Micky adentrou sua casa, vasculhou todos os cômodos e não encontrou pista alguma do paradeiro de Benítez e seus seguidores. Bobby Moore fez o mesmo. Nada. O grupo reunido olhou ao redor da ilha e ninguém parecia se aproximar deles.


- Acho que recuaram. – disse Davy.


            Lulu não concordava com o amigo. Caminhou alguns passos, parando em frente à mansão de Bobby Moore, e então se deu conta de algo. Eram pegadas de lobo, no chão. Farejou um pouco e então exclamou:


- É UMA ARMADILHA!



              Assim que ela deu o alarme, os lobos e vampiros de Benítez surgiram, formando um círculo e cercando o bando do conde Beckenbauer e a alcateia de Bobby, que ficaram sem saída. O bando do conde espanhol ria e encarava os adversários. Então, Marco Verratti apareceu diante deles, assumindo sua forma humana.

- Renée, minha querida alquimista de Prata! Estou tão feliz que esteja aqui. – um sorriso irônico estampava seu rosto. – Mas não imaginava que trouxesse seus amiguinhos.

- Imbecil! Eu confiei em você e tudo que recebo é traição? Deve imaginar que de mim não deve esperar rendição! – ela gritou, lançando um feitiço de paralisia contra Verratti, mas que não surtiu nenhum efeito.

- Nunca jogue magias fracas contra um lobo da linhagem de Fenrir! 


       Ele assumiu aspecto lupino e partiu para o ataque contra Renée, entretanto, foi golpeado por Gerd. Rosnou e voltou a ser um homem.



- MALDITO SEJA VOCÊ, TYR! – gritou contra o vampiro, que não entendeu o chamamento.



         
           Rafael Benítez surgiu diante deles, então.



- Conde Beckenbauer! – estava armadocom um florete. – Finalmente vou confrontá-lo, junto com Bobby Moore.



          Franz e Moore, também armados, revidaram os ataques do conde espanhol. Os outros também combatiam com coragem e determinação. Sepp, ao lado de Nora e Joj Smith, encaravam com dificuldade o vampiro croata Luka Modric. Ele paralisou os irmãos e o vampiro conhecido por ser ágil como um gato.
          Louise ajudava Davy e Dianna a vencer Peter Noone e seus asseclas, os Hermits, contudo foi tirada do caminho de Noone por Nadine Angerer. Ela parecia ainda mais forte e poderosa.

- Ora, ora! Frau Müller. Estava com saudades de você, pequenina! – ela testava a vampirinha.

- Não imaginava que você pudesse voltar. – Louise sorriu com escárnio e se colocou de pé. – Desta vez vou acabar com você.



          Enquanto Louise ameaçava Nadine, Dianna e Davy lutavam contra os capangas de Peter Noone, ela sempre se esquivando de golpes que poderiam atingi-la na barriga. Perceberam que Derek Leckenby não estava ali. De repente, Karl Green deu um chute nas costas de Davy, fazendo-o cair de cara no chão e imobilizando-o. As mãos e os pés do pequeno vampiro foram amarrados.

- Davy! – gritou Dianna, tentando ir até o comparsa de Noone para libertar o marido na base de uns bons tapas. Contudo, alguém a agarrou com mão de ferro. Era o próprio Noone.

- Nem pense nisso, querida Dianna. – o vampiro sorria para ela debochadamente. – Ou você fica bem quietinha... Ou seu amado maridinho morre. E acho que isso você não quer.


                Dianna fez um som parecido com um rosnado, e socou Noone.


- Hoho, você melhorou muito desde a última vez que nos vimos, meu amor.

- NÃO ME CHAME DE MEU AMOR, SEU BOCUDO TAGARELA!  - ela berrou, socando o vampiro no olho direito desta vez.  Preparava-se para desferir um novo golpe nele, quando ele segurou seu pulso, acenou com a outra mão e surgiram algemas nos pulsos de Dianna.

- Uma vampira que conhece magia, chamada Brigitte, me ensinou alguns truques. – Noone deu seu típico sorriso para Dianna. – E graças a eles... Eu vou matar Davy Jones! E você será meu espólio de guerra!

- NUNCA! – Davy gritou, e Noone, com um novo aceno de mão, fez surgirem uma mordaça na boca de Davy e grilhões nos seus pés, além de trocar as amarras dos pulsos por algemas.

- Cale essa boca, Jones. E aliás... Grilhões para você também, Dianna.



                   Mais um aceno de mão e a vampira sentiu os tornozelos serem apertados pelo ferro dos grilhões.
      


- E tem mais... Se você ou seu maridinho não se comportarem, Dianna... Eu irei até o castelo Beckenbauer e matarei aqueles lindos anjinhos, suas filhas, diante de vocês!

- NÃO! – Dianna temeu por suas filhas, e Davy tentou dizer algo, sendo impedido pela mordaça.

- O que foi, Jones? Não consigo te entender! HAHAHAHAHA! – Noone riu maleficamente. – Ah, e quanto a esse lindo bebê que você carrega, Dianna? Eu o criarei como meu filho... Ou o matarei assim que nascer?


                Davy olhou para Dianna interrogativamente.



- Terei um bebê, Davy. – Dianna respondeu, olhando para o marido. Ela viu os olhos dele brilharem de alegria. – E VOCÊ NÃO VAI ENCOSTAR UM DEDO NO MEU FILHO, NOONE! EM NENHUM DELES!



             Noone nada disse, apenas amordaçou Dianna magicamente. O casal Jones, contudo, se recusava a se render. Barry Whitwam e Keith Hopwood lutavam contra Emma e Micky, transformados em lobos. Até que Hopwood se lançou sobre Micky, derrubando e colocando um grilhão em seu pescoço. Micky rosnou e ganiu, tentando morder Hopwood, mas não teve sucesso. Sentia muito ódio daquele vampiro. Ele havia tentado lhe roubar Sue no passado. Barry também conseguiu imobilizar e agrilhoar Emma. Os Dolenz voltaram a ser humanos, e estavam cheios de machucados por todo o corpo.

             Peter lutava lado a lado com Johan contra Casillas.  O espanhol tentava desferir golpes contra eles, contudo Johan usava as habilidades adquiridas quando se tornou vampiro para revidar os golpes ou se desvencilhar, e Peter lutava usando sua mágica. Na maior parte da luta, ficou em forma de lince, mordendo, arranhando e dando patadas no oponente.

            Casillas derrubou Johan, e Peter voltou a ser humano para ajudá-lo. O inimigo aproveitou para se jogar com força contra ele, derrubando-o. O impacto havia tornado se levantar algo dificultoso para Peter e Johan.


- Peguei vocês, pederastas. – Casillas sorria maléfico. – Covardes! Que vergonha de você, Tork! Mal consegue se defender, que dirá defender a esposa e os filhos do seu amante... Ou suas próprias esposa e filha!



                Peter temeu por Felicity, Erin e as crianças. E rezou para seu plano funcionar. Subitamente, ele viu os pés da falsa Felicity, produto das suas magias. O simulacro disse, imitando perfeitamente a voz da profetisa:



- Liberte todos, Casillas. Abandonem a ilha. Eu me entrego ao conde Benítez! Farei tudo que ele quiser.

- E será minha, bela profetisa? – o espanhol ria.

- É claro. – o simulacro respondeu.



                 Contudo, Casillas agarrou a moça de névoa mágica, e ela se desfez, deixando pólvora no rosto do vampiro.


- ACHOU QUE IA ME ENGANAR, TORK? -  Casillas berrou. – MAGO DE ARAQUE!



          Peter estava pronto para usar sua magia élfica no vampiro, no entanto, ele desferiu um soco, e o mago foi ao chão. Casillas conseguiu prender Peter e Johan, e foi levá-los para Benítez.

           Do outro lado da ilha, Best e Mike estavam à mercê dos irmãos Kroos, e Felix estava pronto para matar Mike estrangulando-o, quando, surgida ninguém sabe de onde, uma pequena loba caiu sobre Felix, arranhando-o, mordendo e dando patadas. Mike conhecia a loba. Era Alana.


- ALLIE! – exclamou ele. – VOCÊ VOLTOU!


           Sem sequer voltar à forma humana, ela se afastou, não sem antes morder o traseiro de Felix, que se afastou de Mike. Toni prendeu Mike e Best e ele e o irmão levaram o lobo e o vampiro.
            Nadine e Cristiano tinham conseguido acorrentar os Müllers e levá-los ao centro da ilha, onde se encontravam todos os lobos da alcateia de Bobby Moore, rendidos, e também os vampiros e aliados do conde Beckenbauer, derrotados. Este estava em péssimo estado, com as roupas rasgadas, coberto de hematomas, assim como Moore e seus lobos. Davy e Dianna, além de machucados, estavam agrilhoados nos pés, pescoço e pulsos.


- Dianna! – Louise berrou ao vê-la. – Dianna!

- Louise! – Dianna fez uma tentativa de correr ao auxílio da amadinha, contudo, entretanto, Karl puxou-a de volta.

- Nunca mais irá ficar com sua vampirinha. – Karl falou, com maldade. – E nem com a loba amiga!

      Ele então mostrou o casal Dolenz, agrilhoados no pescoço tal qual cães.  Hopwood chutava Micky enquanto Barry socava Emma. Mike e Best também haviam sido rendidos e amarrados pelos Kroos.



- Estão todos aqui? – Perguntou Benítez.

- Falta o Casillas. – disse Galdino, vampiro louco, colocando uma corda no pescoço de Sepp a pedido de Modric.


        Ele chegou, com ao rosto sujo de pólvora, trazendo algemados seus oponentes, Peter e Johan. Peter estava furioso por seu plano ter fracassado.



- Por onde vamos começar? Ah sim, eu lembrei. Caíram na minha armadilha! – Benítez exclamou.


          As risadas dos aliados de Benítez soavam como um bando de hienas. Verratti se aproximou com Renée que, como Holly Grey, era contida por uma armadura animada. Mesmo Paul Breitner, que nos últimos momentos decidiu ajudar na reconquista da ilha, havia sido rendido por um dos vampiros e ferido.


- Eu li sua mente, conde Franz. E vou lhe responder sua pergunta. Estávamos a par de tudo que vocês planejaram. Vigiamos cada passo seu e ação. – revelou o conde espanhol.



               O conde alemão chocou-se. Seu inimigo não deixou passar sequer um detalhe.



- Sabia que você mandaria seu espião para nos observar e depois reportar tudo a nosso respeito. Mas não é culpa de Oliver não. Ele fez seu trabalho, obedecendo a seu mestre. Apenas não fizemos nada e permitimos tudo. E depois armamos esta cilada.  E agora... – O tirou então a espada da bainha, encostando na cabeça de Franz. – Chegou seu fim. Mas antes, me responda. Onde está Felicity?

- Eu não sei. – Franz mentiu, sangrando. – E mesmo se soubesse não diria nada.

- Que pena! Então é um adeus!



        Benítez ergueu a espada para o alto, prestes a golpear Franz, quando um grito feminino se fez ouvir.


- NÃO!

       

          Assombrados, todos olharam na direção de que veio o clamor. Cavani, o qual segurava Holly por um feitiço, divisou duas sombras se aproximando. Uma pertencia a uma mulher alta, que usava uma capa com capuz, preta. Parada atrás de uma árvore, oculta pelas sombras, havia uma mulher um pouco menor, vestida com uma capa branca como gelo. Seu rosto também estava coberto por capuz. Ninguém pareceu notá-la... Somente Peter.



- QUEM É VOCÊ? – o líder do bando inimigo exigiu saber, bradando para a mulher mais próxima. Ele nem notou a mulher de capa branca escondida entre as árvores.


          A mulher alta abaixou o capuz, revelando se tratar de Felicity. Os amigos dela ficaram chocados. Benítez e seus aliados sorriram triunfantes. Todos continuavam a ignorar a mulher de capa branca. Contudo... Peter julgava saber muito bem quem era.



- Felicity. Desta vez a verdadeira. – o conde se aproximou dela, beijando a mão e recebendo um tapa na cara como retribuição. – E muito determinada.

- Eu me rendo a você, conde Benítez! – ela declarou, se ajoelhando diante do vampiro. – Entrego meu dom, contanto que liberte meus amigos.



         O bando de Benítez riu do pedido dela. Contudo, o vampiro leu a mente da jovem profetisa e viu que ela falava a verdade.



- QUIETOS! – ordenou. – Madame, embora esteja se entregando de livre e espontânea vontade, ainda não confio totalmente em você. Preciso de uma prova cabal sua. E eu sei como fazer.



         Thiago agarrou Fefe, rasgando o vestido dela nas costas. Benítez tirou do bolso um tição com as iniciais R e B. Colocou o tição na fogueira e depois se aproximou da mulher, encostando o tição na pele sensível das costas dela, marcando-a com suas iniciais. Felicity gemeu com a dor, mas conseguiu se controlar para não gritar ou chorar.


- Pode chorar, minha criança! – puxou a jovem pelos cabelos e encarou-a no fundo de seus olhos. – Eu quero te ouvir gritar também.


        Felicity jamais se renderia, e aguentou a dor. Nora chorou diante  do sofrimento infligido a sua amiga e amada. E se culpava por ter sido ela a causa de estarem separadas, por um maldito erro seu.



- Gareth, traga a Caixa de Pandora. – ordenou Benítez.


        O galês trouxe uma pequena caixa com uma fechadura em forma de caveira. A Caixa de Pandora, que tiraria o poder de Felicity completamente, no mesmo momento em que fosse aberta, segundo Benítez disse.


- Mas antes que possa abrir... – ele abriu ainda mais o vestido da profetisa, deixando à mostra seu pescoço. – Casillas irá sugar seu sangue.


      O vampiro, já com os olhos vermelhos, olhou para ela, estudando-a minuciosamente, e suas presas despontaram. A mulher de capa branca continuava escondida. Parecia aguardar para agir. Peter estava de olho nela.


- Quando tudo isso acabar... –  Felicity falou, com os olhos marejados. – Vai cumprir a promessa?



          Os inimigos trocaram um sorriso cruel.


- É claro que vou cumprir. – garantiu Benítez, disfarçando bem suas reais intenções.  – Sou um conde de palavra.



            Louise leu a mente dele e avisou à prima:



- ELE MENTE, FELICITY! BENÍTEZ NÃO VAI CUMPRIR NADA! ELE VAI RETIRAR SEU DOM E DEPOIS NOS MATAR! NÃO ACREDITE NELE!



           Nadine amordaçou a pequena vampira, e para garantir que não ouviria Gerd, fez o mesmo com ele. O ex-marido de Louise grunhia de raiva e olhava para ela, preocupado. Ambos estavam enfurecidos, loucos para se libertarem e acabar com seus inimigos, sobretudo com Nadine e Cristiano.
           Peter, ainda de olho na figura feminina encapuzada escondida nas sombras, quis gritar, entretanto,  seu medo impediu. Micky queria fazer algo, todavia, à medida que Casillas se aproximava da profetisa, se sentia mais impotente. E o sentimento de culpa por não poder fazer nada fazia seu coração pesar.


- Felicity... – Nora mal conseguia falar, e chorava. – Me perdoa, meu amor. Eu não tive intenção de magoá-la. Sou a culpada por traí-la. Minha alma gêmea.



         A vida de Felicity estava por um fio. Casillas agarrou-a pelo abraço, e olhava com atenção para a jugular dela.


- Não se preocupe, señorita. A dor é inicial. Na verdade, vai até gostar.



         Os caninos dele estavam a ponto de tocar o pescoço da mulher quando, subitamente, aconteceu. Benítez ouviu um gemido de Casillas e ao olhar em sua direção, percebeu,  tarde demais o sangue jorrando do corpo dele, principalmente da boca aberta, e sobretudo o punhal de prata cravado no coração.
         A moça havia se desvencilhado de Thiago e aplicou o golpe fatal no vampiro, atingindo em cheio seu coração.


- Isto é pelo Manuel! – bradou Felicity, ensandecida de fúria. – Meu marido! E neste momento seu corpo vai inflar de ar como um saco e explodir. Que suas vísceras se espalhem contra seus aliados e virem ácido atingindo suas peles.


         Casillas vomitou sangue e suplicou por ajuda, sem ser acudido por ninguém. Pelo contrário. Todos os aliados de Benítez recuaram, temerosos, e assistiram com horror enquanto o corpo de Casillas assumia forma esférica.


- Casillas! – berrou Benítez.

- Señor....Eu...



           Não pôde terminar de falar, pois seu corpo explodiu em mil pedaços, que atingiram apenas o bando de Benítez. Nora tinha se livrado de seu algoz e ficou parada na frente de Felicity, protegendo com  magia a amiga, os lobos e vampiros de Bobby e Franz.



- Nora... – Fefe notou tarde que a feiticeira estava fraca, porém resistia bravamente.


         
            Enquanto os aliados sofriam com acidez em seus corpos, libertando assim os reféns, Benítez se recuperava.



- PAGARÁ MUITO CARO POR ISSO, PROFETISA!

- Não! – Fefe exclamou, segurando Nora em seus braços. – É você quem vai pagar pelo seu erro!



            Ouviu-se então um grande uivo e surgiram na ilha mais lobos. Um deles, um lobo enorme de olhos azuis, ficou diante das duas garotas, como um cão de guarda.



- É com você, Gianluigi! – exclamou Felicity.



         A batalha iria recomeçar, com os lados reequilibrados. A mulher que até então estava escondida no bosque saiu dali correndo, juntamente com os lobos. E ela também retirou seu capuz branco, revelando ser exatamente quem Peter imaginava que fosse.



- ERIN! – exclamou ele, ao ver a esposa.

- Olá, querido. – Erin sorriu para seu marido. – Que tal uma ajuda... Mágica?

- Mágica?

- Digamos que Fefe... Viu meus poderes. – Erin livrou-se das longas mangas de sua capa, soltando faíscas azuis com suas mãos. Ela virou-se em direção ao bando de Benítez, lançando tais faíscas na direção deles. Eles foram congelados.


- GERDA! – exclamou Verratti. – A GIGANTA DO GELO! A ESPOSA DE FREY!