Pouco antes de Gerd fazer tais
provocações e ameaças a Mike, o grupo que tinha ido ao resgate de Louise
chegava a Munique, trazendo Joanna Martin, que partiu algum tempo antes e agora
estava de volta.
Ao se aproximarem do castelo do conde,
viram Alana indo embora, carregando sua mala com uma mão e o pequeno Jason no
braço. Louise tentou detê-la.
-
Alana, o que aconteceu?
- Eu sei que vocês vampiros têm a capacidade de ler os pensamentos dos
outros. Por que não leem a minha mente? Saberá das coisas. – disse ela,
pesarosa. E então lançou um olhar dolorido a Alice. – Você venceu. O Nez é todo
seu, Alice! Adeus!
Mike e Erin vinham no
encalço da loba, chamando-a de volta. Porém, não surtiu efeito nenhum. Louise
leu a mente dela e compreendeu o ocorrido. E olhou raivosa para Alice, no
entanto, não se manifestou.
Os demais também desceram as
escadas e foram pegos de surpresa pela volta de Louise. Odile foi a primeira a
abraçar sua amiga.
-
Deus foi misericordioso e devolveu você para mim! – se abraçaram forte. – Como
senti sua falta, minha amiga vampira!
- Eu
que estou com muitas saudades de você, minha humana! – Louise fez um afago no
rosto de Odile.
Louise cumprimentou Davy e Dianna. Ele a
abraçou, contudo, Dianna demonstrou ainda mais saudade de Louise e roubou dela
um beijo ardente, causando choque em todos e ira em Emma e Alice. Franz também
estava espantado, no entanto, se devia ao fato de Gerd ter conseguido realizar
seu intento.
-
Vejo que conseguiu, Gerd. – disse ele. – Houve algum percalço no caminho de
vocês?
-
Muitos que você não acredita. – Gerd respondeu laconicamente.
- Mas o que essa gente da Ilha dos Lobisomens faz aqui, Franz? – quis saber Sepp,
vendo todos os moradores da ilha ali reunidos.
Franz estava prestes a responder, quando a
porta foi escancarada, revelando Best,
que carregava Rosie em seus braços.
- O
que aconteceu com ela? – o conde inquiriu.
- Um
dos lobos do Benítez nos atacou. – Best
realtou. – Defendi Rosie porque ela está muito fraca.
-
Leve-a para um dos quartos!
Assim fez Best, e permaneceu no quarto
cuidando dela.
- Agora
descansem todos! – Franz ordenou. –
Amanhã faremos as estratégias.
Louise tinha um sorriso estranho
estampado no rosto e subiu até os quartos, o que provocou a curiosidade de
alguns. Nesse ínterim, Nez e Gerd trocavam ofensas e ameaças. Erin recebeu o
consolo de sua prima Dianna e dali a alguns segundos um grito de mulher e o
barulho de madeira quebrando foi ouvido.
- O
que está havendo? – Micky perguntou.
Ao longe ficou clara a voz de Alberta.
- Por
favor, eu imploro. Acredite em mim. Eu nunca faria algo pra destruir o
casamento dele...
A loba disparou para fora do quarto,
o corpo enrolado num lençol. Todavia, Louise agarrou-a pelo cabelo, trazendo-a
de volta para dentro do cômodo e dando prosseguimento ao espancamento.
-
Gostaria de acreditar em você, mas essa de não se lembrar foi a pior mentira
que já ouvi! – Louise bradou, esmurrando-a. – Você e Alice são farinha do mesmo
saco! Vagabundas e adúlteras! Não se contentam em ver o casamento das outras e
querem destruir!
Renée entrou no quarto, pronta a
defender a amiga e amada.
- JÁ
CHEGA, LOUISE!
-
SAIA DAQUI, RENÉE! – Louise ordenou, tomada de fúria. – Essa sua amiga merece
uma boa lição. E quem vai ser o próximo casamento a destruir? Davy e Di? Micky
e Emma? Ou quem sabe do seu líder, Bobby Moore e a humana?
Alberta estava aos prantos nos braços
de Renée, sofrendo terrivelmente com aquela humilhação. Ela sabia que não era
culpada.
-
Sei que está brava, Louise, mas poupe Alberta! – Renée pediu, temerosa do que
podia acontecer a Alberta.
- É
claro que vou poupar a loba. – Louise garantiu, olhando bem fundo nos olhos
verdes de Alberta, ainda mais claros pelas lágrimas. – A partir de hoje, ficará
longe do Ringo! OUVIU, VADIA? FICA LONGE DO RICHARD!
Ela saiu do quarto e as mulheres
olhavam para Renée e Alberta sentindo ao mesmo tempo pena e dúvida. A pena,
inspirada pela humilhação que Louise infligiu a Alberta, dúvida pela alegação
da loba. A explicação não era mesmo convincente. E, sobretudo, as mulheres
tinham medo de perder seus maridos para Alberta, mesmo que não fossem
notadamente ciumentas como Dianna.
No hall, Louise disse ao lobo alfa, Bobby
Moore, que naquele momento estava abraçado à sua amada Marianne:
- Se
eu fosse o senhor, mataria aquela loba. Punição por ter quebrado os laços do
imprinting.
Moore ficou assombrado com a sugestão de
Louise. Contudo, aquele problema teria de ser resolvido mais tarde, bem mais
tarde. A prioridade agora era criar um plano de ataque para a retomada da Ilha
dos Lobisomens.
Louise
subiu para o quarto de Davy e Dianna. Queria conversar com eles. Contou tudo
sobre Roman e Sharon, Hunt e os vampiros do Barão Lauda. O casal ficou
revoltado com a forma como eles se aproveitaram de Louise, ainda que a
tratassem bem. Dianna ficou brincando com o pequeno Freddie em seu colo, e,
vendo aquele adorável bebezinho, pensava em como desejava ter um novo bebê, mesmo
que Davy e ela houvessem determinado que, depois das gêmeas, não teriam mais
filhos.
Davy lia a mente da esposa e desejava o
mesmo. Louise pegou seu bebê no colo outra vez e indagou:
-
Di, depois do que Alberta fez, não está preocupada?
-
Com o quê? Com ela tentar roubar o Davy de mim?
-
Claro!
- Di
não tem motivos para se preocupar. Ela é a única mulher para mim e você sabe
bem disso, Lulu! – Davy respondeu.
-
Sim, mas aquela santinha do pau oco não me engana mais! – Louise disse.
- Eu
ainda tenho minhas dúvidas sobre a parcela de culpa da Alberta nisso. – disse
Dianna. – Mas... Eu tenho um modo muito bom de segurar o Davy. – ela deu um
sorrisinho malicioso. – E se mesmo assim ele resolver escapar das minhas
mãos...
-
Vou ser cruelmente punido. – Davy completou.
-
Vai mesmo. Sem diversão! – Dianna disse, agarrando o marido pelo colarinho e
beijando-o vorazmente, em seguida soltando rápido.
- Me
lembre de não te irritar, leoazinha. – Davy falou.
- É
claro! – Dianna deu uma risadinha.
Louise imaginou como seria aqueles dois
juntos, na cama. Ambos ávidos, desejando-se ardentemente, fazendo de tudo para
agradar o parceiro, mas também deixando claro que querem seus desejos
atendidos.
E se excitou. Desejou-os. Ambos. Sim,
agora ela estava solteira... Por que não?
-
Sabem de uma coisa? – Louise disse, de repente.
- O
quê? – o casal indagou em uníssono.
A vampirinha de olhos azuis ficou em
silêncio por alguns minutos, aumentando o suspense. Por fim, disse:
- Eu
não posso mais esconder! Eu quero vocês dois esta noite!
Davy e Dianna trocaram um olhar, e
em seguida olharam para a amiga. Ela não parecia estar de brincadeira.
-
Lulu... Sei que ama a Di e a deseja... Mas eu... – Davy estava um pouco hesitante.
-
Davy, sei que não tivemos nada além... Daquele beijo inconsequente. Mas só
sendo cega para deixar de notar o quanto você é... Atraente.
Mesmo que aquilo viesse de Louise,
Dianna não deixou de ficar desconfortável com aquela afirmação.
-
Por isso mesmo quero você conosco, Di. – Louise leu a mente de Dianna,
imaginando que ela não gostaria de ouvir aquilo. – Eu não ousaria trair você.
-
Eu... – Dianna não sabia o que dizer. Ela amava Davy e amava Louise, e seu
desejo por ambos era imenso. Contudo, não sabia se estava preparada para ter os
dois de uma vez.
-
Por favor... – Louise implorou. Pensou em aplicar a fascinação no casal. No
entanto, não julgou que seria justo.
Estava um silêncio de tumba no
quarto, cada um com seus pensamentos. Até que Davy decidiu se pronunciar:
-
Di, por favor, não me mate por causa do que eu vou dizer. Mas... Houve momentos
em que eu desejei Louise.
Louise sabia disso. Ela já tinha lido
a mente dele. Porém, para Dianna isso foi um choque. Ela não conseguia nem
falar. Ninguém sabia disso, no entanto, o seu maior medo era perder Davy para
Louise. Era insegura, ainda mais quando se comparava com a amadinha. Ela era
muito mais bonita. Por mais que tentasse, Dianna não conseguia acreditar
totalmente na fidelidade de Davy. Ela hesitava em atender aquele pedido de
Louise.
Ambos liam sua mente.
-
Di, por favor, você nunca acredita no quanto eu te amo. Você acha mesmo que eu
vou te deixar por qualquer uma? – Davy abraçou-a e beijou sua testa.
-
Louise não é qualquer uma. – Dianna deixou cair uma lágrima.
- Eu
garanto a você que eu seria incapaz de te deixar, por qualquer mulher que
fosse, meu amor. – o marido beijou-a docemente.
- É
mais forte do que eu...
-
Dianna. – Louise pegou a mão dela. – Eu só vou te dizer uma coisa: Davy não é
Gerd e eu não sou Alice.
Dianna respirou fundo.
-
Eu... Bom, Davy, se você estiver de acordo eu também estou. – disse ela.
- Se
vocês duas querem... – Davy disse, ainda preocupado por ter magoado Dianna,
mesmo que sem querer.
- Eu
quero. – as duas vampiras disseram em uníssono.
Olharam uma para a outra, olharam para
Davy e em seguida trocaram um novo olhar e um sorriso malicioso. Já tinham
planos para aquela noite.
Louise levou Freddie para o quarto das
crianças, colocando-o num bercinho para dormir, e retornou ao quarto do casal
de vampiros. Encontrou Dianna e Davy se preparando com beijos ardentes,
completamente nus. Louise nunca tinha visto Davy totalmente nu. No máximo sem a
camisa, e havia resistido bravamente todas as vezes à tentação de vê-lo se
banhar no riacho próximo ao castelo Beckenbauer. Não pôde evitar soltar um
suspiro, não muito alto, mas audível o suficiente para chamar a atenção do
casal.
Davy e Dianna interromperam o beijo e
viram Louise parada junto ao umbral. Ela deu uma bela olhada nos dois, e abriu
seu espartilho, deixando seus seios alvos e delicados à mostra. Dianna olhou
para eles com avidez... Assim como Davy. Era mais forte do que ele. A
vampirinha de olhos de safira juntou-se ao par na cama, revelando mais de sua
nudez, seduzindo-os como podia, sem usar a fascinação.
Amou ambos, com desejo e paixão, mas
deixou que o casal se amasse também. Quando tudo terminou, Louise deixou Davy e
Dianna e seguiu para seu quarto. Dormiriam enquanto Bobby Moore e o conde
Beckenbauer não convocavam seus súditos para a reunião em que discutiriam as
estratégias para a reconquista da Ilha dos Lobisomens.
Enquanto isso, Franz havia ordenado
que Oliver Kahn espiasse Benítez e seus aliados, Mike lamentava a partida de
Alana, Alberta tentava fazer Ringo ouvi-la, sem sucesso e Rosie sofria de dor e
febre, se recusando a receber ajuda de Anastacia.
Finalmente, Davy despertou e desceu as
escadas, para saber se já havia começado a reunião. Enquanto ele descia, Peter
estava no hall, chorando baixo. Tinha receio de que o plano que havia bolado
para enganar Iker Casillas fosse por água baixo, e assim não pudesse cumprir a
promessa feita ao seu amado Manuel, de proteger a esposa dele e os filhos do
casal. Naquele momento, o vampiro médico Johan Cruyff saía da biblioteca, e ao
ver Peter naquele estado, se apiedou.
- Peter. – o holandês chamou-o. – O que você tem?
- Medo... – Peter estava com os olhos e o nariz
vermelhos pelas lágrimas. – Medo de que não vou conseguir proteger Felicity e
as crianças. Manuel não vai me perdoar.
Johan
abraçou o mago, e ambos se surpreenderam com tal atitude. Fazia um certo tempo
que o médico sentia que gostava de Peter de uma maneira diferente, e percebeu
isso depois de ter sofrido a transformação em vampiro. Agora procurava
confortá-lo, dar carinho. Johan olhou no fundo dos olhos castanhos e doces de
Peter.
- Sei que está temeroso, mas não pode pensar assim.
Acredite que vai dar certo.
O
vampiro tocou os lábios do mago e trocaram um beijo calmo. Peter estava muito
surpreso com aquilo tudo, mas aceitou a iniciativa de Johan, apesar da saudade
e do amor que sentia por Manuel. Continuaram se beijando até ouvirem um
chamado:
- Peter? – era Davy.
- Opa! – Peter prontamente se separou de Johan. –
Davy?
Davy não parecia nada feliz com aquilo, e Johan percebeu isso. Disse
então:
- Eu vou me retirar!
Assim que o médico saiu
dali, Davy deu um passo a frente em direção a Peter, encarando-o. Os olhos cor
de chocolate de Davy faiscavam. Peter não podia deixar passar despercebido o
desagrado de seu amigo, mas não entendia o porquê daquilo.
- Você não deixa passar um, não é,
Peter? Ainda bem que não é assim com mulheres, ou coitada da Erin!
- Davy! Por que está falando assim
comigo? – Peter indignou-se também.
- Primeiro, o vampiro rastreador,
marido da Felicity. Agora o doutor holandês!
- Qual o problema, Davy? Nunca se
meteu na minha vida amorosa, muito menos no que diz respeito a outros homens!
Por que essa indignação súbita? Está com ciúme?
- Eu? Com ciúme? Nunca! – Davy
exclamou, exaltado.
- Ah, por favor, Davy, você tem a
esposa mais ciumenta de todas. Você sabe muito bem que está com ciúme.
- Ah, está bem, Peter! Eu
confesso! Estou com ciúme sim. Antes de... De virmos para a Alemanha... Você se
lembra? Se lembra daquela noite?
Como Peter poderia se
esquecer?
- É claro que lembro.
- Eu nunca esqueci. Desde então eu
venho esperando por outra noite.
- Davy! Depois de todo esse tempo?
- Sempre. Eu te amo, Peter.
O mago ficou sem chão.
- Davy...
- Mas você já tem a Erin. E o
Cruyff. Não precisa de mim. Já tenho a minha esposa, afinal.
Antes que Davy pudesse se
afastar, Peter pegou-o pelo braço e o beijou. Davy tentou lutar, porém, se
rendeu ao beijo.
- Seu mago maldito. – Davy resmungou.
– Não perde uma chance de arrancar um beijo.
- Amei Manuel, posso vir a amar
Johan. Mas você sempre vai ser minha alma gêmea, Davy. – Peter colocou as mãos
sobre os ombros do homem menor, que ainda o olhava com desconfiança.
- Não dá a mínima para mim durante
anos, e depois vem com essa história. Eu não sou idiota, Peter.
- Eu não estou te fazendo de
idiota, eu juro! Eu amo você também, Davy. – o mago acariciou o rosto do
pequeno vampiro. - Achei que você... Você não gostasse de mim de outra maneira
do que como seu amigo. Por isso deixei para lá e me envolvi com outros. Se eu
soubesse...
Davy ia dizer algo,
quando um brado cortou o ar.
- EU AMO ROSELYN ANNE DONOVAN E NÃO ME IMPORTO COM
ESSA LEI! EU AMO MINHA LOBA E VOU PROTEGER ELA E MEUS FILHOS! – era George
Best, o vampiro.
- Sendo assim eu vou matar os dois! – agora era
Moore, furioso.
Depois resolveriam essa questão. Correram para saber o que estava
havendo. Após muito tumulto, Rosie Donovan deu à luz duas crianças, uma menina
chamada Cecilia e um menino chamado Calum, que foram poupados da morte por
intervenção de Marianne Jones, a esposa do macho alfa da alcateia. Rosie estava
muito debilitada, e recebeu cuidados de seu marido, de sua amiga Marianne, e do
médico Johan Neeskens e sua esposa Annie.
Quando faltavam três horas para a aurora, Oliver regressou ao castelo e
apresentou-se a Franz.
- É muito bem protegida, senhor. – Oliver relatou, parecendo um tanto
assustado. – Eles trouxeram mais gente de fora e também o conde Benítez foi
capaz de trazer os mortos de volta!
O conde Beckenbauer não pôde
evitar tremer, e então encarou seu aliado.
- A estratégia deve mudar. – disse ele,
recebendo um aceno de cabeça de Bobby Moore, indicando que concordava.
- Então vamos!
Os lobos e os vampiros se
reuniram mais uma vez no grande salão de jantar.
- Segundo Oliver, as
mansões estão bem protegidas. Benítez está na casa de Bobby Moore, juntamente
com Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e Luka Modric.
- Essa tal de Modric é
perigoso. – alertou Oliver. – Ele tem capacidade de parar um vampiro com olhar.
É como a Medusa.
- Neste caso eu posso
arrancar a cabeça dele. – Sepp falou com um sorriso.
- Na mansão de Davy
Jones, Cavani, Lavezzi e Verratti estão muito mais fortes. E ainda contaram com
mais reforços. – Oliver continuou seu relatório. – Vieram Galdino e Thiago,
dois lobos ferozes e loucos. E Benítez ressuscitou alguns mortos, como Peter Noone
e seu bando, os vampiros Kroos e... Nadine Angerer.
Davy, Dianna e Mike não gostaram de
saber que seus inimigos haviam retornado dos mortos, e chegaram a tremer.
Louise também, contudo, não permitiu que isso a impedisse de combater. Era uma
mulher valente, e se não via a perspectiva de enfrentar Nadine mais uma vez
como um problema.
Franz
traçou um plano simples. Considerando as habilidades dos inimigos, um dos lobos
ou vampiros enfrentariam cada um deles. Os Jones desejavam vencer Noone. Peter
e Johan lutariam contra Casillas, Louise contra Nadine, Sepp enfrentaria Modric
e Gerd confrontaria Verratti. O restante lutaria contra o bando todo e o conde
e Bobby ficariam cara a cara com o líder, Rafael Benítez.
Oliver
permaneceria no castelo, juntamente com a vampira ruiva Joanna Martin, os caça-vampiros
conhecidos como Pythons, a cientista Anastacia, o namorado dela, Paul Breitner,
e George Best. Também permaneceria ali Erin, esposa de Peter, cuidando das
crianças, e para a própria segurança dela. Era humana, e Peter sabia que ela
seria um alvo fácil nas mãos de Casillas. Temendo pela esposa, pediu que ela
ficasse.
- Sr. conde! – Renée
chamou, e declarou: – Eu mesma vou enfrentar Verratti.
- Não ouviu o que
Oliver disse? – retrucou o conde. – Aquele lobo carcamano está mais poderoso.
- Mas posso vencer e
quero me vingar dele!
- Então terá de unir
forças com Gerd.
- Mas...
- Está decidido!
Renée não gostou da resposta de Franz,
entretanto, resignou-se e não proferiu mais nenhuma palavra. Micky
lembrou-se de algo que para ele era grande motivo de preocupação: Felicity.
- Sr. conde! Podemos
trazer a profetisa pra cá?
Franz havia se esquecido
completamente dela.
- Puxa vida! Me esqueci
dela! – sentia-se culpado. – Pode trazê-la, Micky?
- Sim e prometo ter
cuidado. – Micky disse. Indo até Emma, beijou-a e pediu: – Já volto, amor e
cuida das crianças.
Micky correu até a fazenda de
Manuel Neuer e encontrou Felicity, que rezava com um terço de madeira, presente
da mãe.
- Fefe!
- Micky! – levantando-se, ela abraçou o querido
lobo. – O que faz aqui?
- Vamos para o Castelo Beckenbauer! O conde e o
Bobby Moore planejam retomar a Ilha dos Lobisomens amanhã.
Ao puxar Felicity, Micky viu que ela
resistia.
- Felicity, vamos!
- Eu não quero ir! Vou ficar aqui, nesta fazenda.
- FELICITY, VOCÊ NÃO ENTENDEU? HAVERÁ UMA GUERRA! –
o lobo desesperou-se, e sacudiu a profetisa pelos ombros. – E O ASSASSINO
DO SEU MARIDO... ELE VIRÁ ATRÁS DE VOCÊ E TE MATAR!
- É isso mesmo que quero. – disse ela com uma calma
muito estranha. – Assim ninguém sairá ferido. Sei que meus filhos estão em boas
mãos. Joey está bem protegido pela Ana e você e a Emma cuidam muito bem da minha
Karin. Quem vai sentir minha falta?
- Eu! – Micky chorou, exasperado. – Eu não conto? E
sua amiga escocesa, Nora? Até a Emma vai se entristecer se você morrer.
Fefe também derramou algumas lágrimas, mas não se deixou convencer por
Micky.
- Micky, sempre vou te amar. E a Emma também. Vocês
dois vivem no meu coração... Mas Nora não!
- Por quê? O que ela fez pra você ficar assim?
Ela fechou a cara, sinal claro de que não queria falar sobre isso, e
parou de chorar.
- Apenas digo que não a perdôo. E nem nunca a
perdoarei. Ela destruiu meu coração.
Micky e Fefe permaneceram quietos por alguns instantes, contudo, logo o
lobo californiano tornou a insistir:
- Vamos para o castelo, Fefe. Eu peço pra Emma
ficar de fora nesta luta, unicamente pra te proteger no meu lugar. Mas... EU
NÃO POSSO PERDER VOCÊ! EU AMO VOCÊ, MESMO TENDO IMPRINTING COM MINHA MULHER! EU
TE AMO, FELICITY MCGOLD!
Ele puxou a bela galesa e a beijou com ardor, um beijo desesperado e
cheio de paixão. Enquanto se beijavam, ela teve uma série de visões do passado
do lobo. Micky havia sido marido de uma loba liverpooliana, Suzan Hardison, e
eles tiveram uma lobinha, Jane Roselyn.
Certo dia, estavam em viagem para o Canadá,
e sofreram um ataque de vampiros golem.
Micky fez o que pôde para defender a esposa e a filha pequena, no entanto,
falhou. Suzan e J.Ro morreram quando os monstros as atiraram do alto de um
penhasco, e o lobo poderia também ter encontrado a morte naquele dia se seu
amigo Mike não o houvesse salvado.
Ao terminarem o beijo, Fefe encarou Micky e o abraçou
com ternura.
- Por que não me contou sobre seu passado?
Ele soube que ela havia visto seu passado trágico.
- Não queria que soubessem disso. – Micky
respondeu, agora mais calmo, fazendo um carinho na bochecha de Fefe. – Uso o
humor para não me entristecer e por isso não quero te perder, como eu perdi
minha Sue e minha filhinha.
Felicity não sabia o que dizer, e
ficou sensibilizada com aquela história horrível. Agora entendia por que Micky
vivia preocupado com Emma e seus dois filhos, Christian e Ami. Mesmo com Karin,
a filha de Felicity, ele se mostrava muito protetor.
- Está bem. Eu vou com você para o castelo. –
finalmente ela concordou.
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