Olá! Hoje vou postar minha nova What If, estrelando Davy Jones e Dianna Mackenzie. Eu sei, o casal é canon da Grindhouse. Porém, aqui eu os apresento como um filho de Afrodite e uma filha de Atena. Esta é também a primeira What If da sub-série "Semideuses".
Ao ler, ouçam as duas músicas que "enxertei" aqui, ambas dos Monkees. PS: da primeira, Look Out, eu apenas inseri alguns trechos, enquanto da segunda, Sometime In The Morning, eu coloquei a letra na íntegra.
Ano de 1958.
Uma filha de Atena chamada Dianna Mackenzie,
de 13 anos, acordou sobressaltada, no chalé consagrado a sua mãe no
Acampamento Meio-Sangue, um local onde jovens semideuses, como ela, podiam
viver em paz e segurança. Em seu sonho,
ela sofria a ira da deusa Ártemis, de quem ela jurara tornar-se servidora
quando completasse 21 anos. Ela sofria a
ira da deusa por ter se apaixonado por um rapaz e, por esse motivo, desistido
de se juntar às Caçadoras, um grupo de guerreiras virgens e quase imortais, que
acompanhava Ártemis.
O rapaz do
sonho de Dianna, na opinião da garota, era mesmo apaixonante. Ela temeu um dia
conhecer algum rapaz semelhante a aquele, e assim desistir de se consagrar a
Ártemis quando chegasse a hora.
Passaram-se oito anos, ao longo dos quais a
jovem semideusa continuou a sonhar com ele. Faltavam alguns meses para o
vigésimo primeiro aniversário de Dianna, data em que ela se tornaria uma Caçadora
de Ártemis. Numa certa manhã, ela foi apresentada por seu meio-irmão, Mike
Nesmith, a um amigo dele.
- Dianna, quero apresentar a você meu amigo Davy Jones,
filho de Afrodite. Ele não aparecia no Acampamento Meio-Sangue desde antes de
você chegar aqui.
- Como vai, Dianna? – perguntou Davy. - Se eu soubesse que
você tinha uma meia-irmã tão linda, teria voltado ao Acampamento muito antes,
Mike!
- Eu vou bem, Davy. – ela sorriu. Então, assustou-se. Ele
era idêntico ao rapaz do seu sonho. – Hã, com licença, eu preciso treinar.
Entretanto, ela não foi treinar, e sim, falar com Emma Carlisle, sua
meia-irmã e de Mike, que era também sua melhor amiga.
- O que houve com você, Dianna? – perguntou Emma. – Parece
que viu um fantasma!
- Eu... Eu encontrei o rapaz de meus sonhos, Emma!
- Own, que fofo!
- Você não entendeu. Eu literalmente encontrei o rapaz que
sempre aparece nos meus sonhos!
- Eu já desconfiava de que ele existia. Quem é ele?
- Davy Jones. Velho amigo do Mike.
- Davy Jones? O filho de Afrodite?
- Ele mesmo. Um filho
de Afrodite, Emma! Estou perdida!
- Eu acho que preciso concordar com você, Dianna.
A moça sabia que era necessário resistir.
Davy exercia um magnetismo muito forte sobre as garotas do Acampamento
Meio-Sangue. Todas as ninfas eram loucas
por ele, e até mesmo as filhas de Ares baixavam a guarda quando ele estava por
perto.
Desde
que Davy chegara, o sonho de Dianna com ele se repetia todas as noites. Ela se odiava por isso. Como podia desejar se juntar à Caçada, se um
rapaz estava dominando seus pensamentos? E o que era pior: um filho da própria
deusa do amor!
Davy
era muito próximo de Mike e de seus dois amigos inseparáveis: Micky Dolenz,
filho de Hermes e paixão de Emma, e Peter Tork, filho de Apolo. Justamente por
ser tão próximo deles, convivia bastante com Dianna. Ela não conseguia fugir
dele, por mais que tentasse. Certa noite, quando todos os campistas estavam
reunidos ao redor da fogueira, ouvindo Peter e os outros filhos de Apolo
cantando e tocando seus instrumentos, Dianna por acaso estava sentada ao lado
de Davy. Uma ninfa passou e olhou para ele de maneira bastante sugestiva. O
rapaz tentou ignorá-la, e murmurou:
- Droga.
- O que houve? – perguntou Dianna.
- Eu sou filho de Afrodite. Não consigo evitar. As garotas
se apaixonam por mim. E eu fico me sentindo meio que tentado a corresponder
todas. E assim, obviamente, não me apaixono por nenhuma.
- Um dia você encontrará uma garota certa para se apaixonar.
- Eu espero. – ele
parou e olhou atentamente para seu rosto. – Engraçado...
- O que é engraçado?
- Às vezes... Às
vezes parece que eu a conheço há muito tempo. Como se já a tivesse visto em
meus sonhos, ou algo assim.
Dianna corou. Seria possível que ele também sonhasse com ela?
- Deve ser imaginação sua. – Dianna desconversou, e se
levantou.
Seu objetivo era se tornar Caçadora de Ártemis. Uma Caçadora deveria
renunciar aos homens. Por isso, ela não podia se deixar encantar por Davy,
mesmo ele sendo tão meigo e atraente.
- Está se tornando a cada dia mais difícil, Emma. – Dianna
dizia. – Quando acredito que consegui escapar, ele aparece e sorri para mim, ou
ouço sua voz.
- Dianna, pare de fugir! Admita! Você nasceu para gostar
desse cara, e não para ser uma Caçadora!
- Emma, a deusa...
- Ártemis apenas expressou o desejo de que você se tornasse
parte de seu séquito. Isso não quer dizer necessariamente que você deva realizar
esse desejo dela.
- ELA É UMA DEUSA! Como posso me atrever a não realizar um
desejo dela?
- Mesmo os deuses devem se submeter ao destino. Algo me diz
que o seu destino está relacionado a Davy, e não a Ártemis. Pense nisso, amiga-irmã.
Dianna achava que Emma podia ter razão.
Ainda assim, temia a ira de Ártemis. Ademais, Davy não havia dado a Dianna
motivos para que ela pensasse que ele estivesse apaixonado por ela, até então.
Contudo, semanas depois, perto do bosque do acampamento...
- Dianna?
- Sim, Davy?
- Lembra-se de algumas noites atrás, quando você disse que
um dia eu encontraria a garota certa para me apaixonar e eu disse que parecia
ter visto você em meus sonhos?
- Bom, sim, eu me lembro.
- Dianna, eu comecei a ter sonhos com uma certa garota,
repetidamente, desde os treze anos.
Ela gelou. Fora com exatamente aquela idade que ela começara a sonhar
com ele. Ele continuou:
- Eu jurei a mim mesmo que, se um dia me apaixonasse, deveria
ser por uma garota como aquela. E finalmente eu me dei conta: você é aquela
garota! Não tenho a menor dúvida quanto a isso!
- Davy...
O filho de Afrodite beijou a filha de Atena. Ela não ofereceu
resistência alguma. Naquele momento,
nada mais importava para Dianna. Entretanto, ela caiu em si, e se soltou dele.
- Eu te amo, Dianna! – Davy exclamou, um pouco surpreso por
ela ter se soltado dele.
Ela havia desembainhado sua faca de bronze celestial, e apontava a arma
para ele.
- Você não pode amar alguém destinada a se juntar ao séquito
da grande Ártemis!
- Minha mãe é a deusa do amor! Sei do que estou falando! Um
dia nos uniremos!
Desnorteada, Dianna correu para o chalé
de Atena. Novamente, pediu conselhos a Emma.
- Não posso amar Davy! Eu serei uma Caçadora!
Emma respondeu:
- Minha irmã, você ainda não fez os votos! Não precisa
seguir a determinação de Ártemis, se não é isso o que quer! Por sua felicidade!
Por ele!
- Eu... Eu vou ouvir meu coração.
O
dia seguinte era o aniversário de Dianna. Ela estava desesperada. Não podia
negar mais que amava Davy. Todavia, ela não desejava atrair para si a fúria de
uma deusa poderosa como Ártemis.
Look out, here comes tomorrow,
That's when I'll have to choose.
How I wish I could borrow,
Someone else's shoes.
That's when I'll have to choose.
How I wish I could borrow,
Someone else's shoes.
Dianna sabia que precisava escolher o
que ela mais amava: o amor, representado pela figura de Davy, ou a guerra, representada
pela Caçada.
I see all kinds of sorrow,
Wish I only loved one.
Look out, here comes tomorrow,
Oh how I wish tomorrow would never come.
Por
fim, ela tomou uma decisão. E aguardou a vinda da deusa, que não tardou.
Conforme prometera anos antes, Ártemis apareceu para Dianna logo que o sol
nasceu.
- Dianna Mackenzie, filha de Atena, está pronta para
seguir seu destino como minha Caçadora?
- Senhora, temo que meu destino não seja esse.
- Como não? – a deusa espantou-se.
- Eu me apaixonei, senhora.
Ártemis avermelhou-se de raiva.
- Por quem?
- Por um filho de Afrodite.
- Afrodite! Sempre roubando minhas devotas!
Sem
mais uma palavra, a deusa eternamente virgem desapareceu. Dianna ficou com
remorso. No entanto, apenas uma coisa a interessava no momento: encontrar Davy.
Encontrou-o caminhando na praia.
- Davy!
- Dianna?
- Eu... Eu recusei juntar-me às Caçadoras de Ártemis.
- O quê? Por quê?
- Bem... Por você, Davy.
Um sorriu para o outro. E se beijaram.
Sometime in the morning
A simple thought may occur to you
And you'll hold her
And tell her all the things you never told her
A simple thought may occur to you
And you'll hold her
And tell her all the things you never told her
Your love has shown me things
I never thought I could see
I didn't know it could be done so easily
Now I know you're where it is for me
I never thought I could see
I didn't know it could be done so easily
Now I know you're where it is for me
Sometime in the evening
You're sitting there by the fireside
And she'll touch you
And you realize how much you never knew before
How much you couldn't see
You didn't know it could be done so easily
Now you know she's all a girl could be
You're sitting there by the fireside
And she'll touch you
And you realize how much you never knew before
How much you couldn't see
You didn't know it could be done so easily
Now you know she's all a girl could be
Now, in her childlike eyes
You see the beauty there
You know it was always there
And you need no longer wear a disguise
You see the beauty there
You know it was always there
And you need no longer wear a disguise
Sometime in the morning
You'll just reach out, and she will be there
Close as the summer air
Sometime in the morning, she will be there
Sometime in the morning, she will be there
Sometime in the morning, she will be there...
You'll just reach out, and she will be there
Close as the summer air
Sometime in the morning, she will be there
Sometime in the morning, she will be there
Sometime in the morning, she will be there...











