segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Minhas personagens -> Giles Mackenzie (editado)

Agora conheceremos Giles, irmão mais velho da Dianna, interpretado pelo Tom Felton!









Nome completo: Giles Matthew Mackenzie.

Data e local de nascimento:  26 de outubro de 1942, em Londres, Inglaterra. Criado em Washington, D.C., EUA.

Cidade em que reside: Paris, França.

Idade: 24 (em 1966, "Sunny Girlfriend").

Amigos mais próximos: Michael McGold, George Smith e Christopher Romanov.

Profissão: Diplomata. Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Yale.

Namoradas: Agatha Stewart ( colega de faculdade, 1962 -  março de 1964), Marie Greyhound (abril de 1964), Françoise Hardy (1965 - 1968), Agatha Stewart (1968 em diante).

Características: Giles é um rapaz muito inteligente e seguiu os passos dos pais, tornando-se diplomata. Como sua irmã mais nova, Dianna, é fluente em inglês, francês e alemão e tem um conhecimento profundo de italiano. Faz de tudo para proteger a "irmãzinha" e, a princípio, desconfiava de Davy Jones, até que percebeu que o Monkee devotava um amor verdadeiro a Dianna. Porém, ainda gosta de implicar com o cunhado.  Por amar viver na capital francesa, Giles tornou-se "afrancesado", de acordo com seus amigos e familiares.

 Do que Giles mais gosta: Ler, tocar violino, assistir a filmes franceses.

Do que Giles menos gosta: Ver qualquer membro de sua família ser mal-tratado, sobretudo sua irmã.

Medo: Fracassar em seu trabalho e causar um terrível acidente diplomático.

 

Minhas personagens -> Erin Hudson (editado)

Boa noite, gente! Hoje vamos conhecer dois parentes da Dianna. Vamos começar com sua prima Erin Hudson, que vai ser de grande importância nos próximos capítulos de Sunny Girlfriend. Ela é interpretada por Emma Roberts. 








Nome completo: Erin Rose Hudson.

Data e local de nascimento: 23 de junho de 1945, em Los Angeles, Califórnia, EUA.

Cidade em que reside: Los Angeles, Califórnia, EUA.

Idade: 21 (em 1966, "Sunny Girlfriend").

Amigas mais próximas: Dianna Mackenzie, Emma Carlisle e Alice Stone.

Profissão: Florista (anteriormente) e professora de literatura e inglês. Formada pela UCLA.

Namorados: Joshua Jennings (colega de faculdade, 1964-1965) e Peter Tork (dezembro de 1966 em diante -> casaram-se em 1970 e tiveram três filhos: Sally, Alexander e Thomas).

Características: Erin é muito meiga e delicada, e uma grande amiga e aliada de sua prima Dianna. Tem algumas divergências com a mãe, sra. Lucy Hudson, pois ela é muito autoritária e, às vezes, arrogante. Erin adoraria ter conhecido seu pai, morto na guerra.

Do que Erin mais gosta: Cuidar de flores, caminhar no parque ou na praia, estudar gramática e literatura e tocar piano.

Do que Erin menos gosta: A tendência de sua mãe a ser prepotente.

Medo: Viajar de navio.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 8: "Shades Of Gray"

Boa noite! Temos hoje um capítulo cheio de emoções!







       Dianna estava lendo O Morro dos Ventos Uivantes,  um dos seus livros favoritos, pela terceira vez. Certa noite, teve um sonho com uma casa que era, na verdade, a visão que tinha da casa da propriedade que dá título ao livro.
        Ela era Catherine Earnshaw. Apesar de não lembrar em nada o personagem, Davy era Heathcliff. Edgar LInton era representado por Peter. E havia uma Isabella Linton de rosto vago, que Dianna não identificava como ninguém em especial. A governanta Nelly Dean, estranhamente, era tia Lucy. No sonho, Dianna/Catherine casava-se com Peter/Edgar Linton, e ele proibia que ela visse seu amado Davy/Heathcliff. Seu sonho terminava quando este último fugia com Isabella Linton.
         A moça acordou, assustada. Interpretou o sonho como um sinal do que estava por vir. Passou a desconfiar de cada jovem que aparecia no seriado, pensando que ela exerceria o papel de Isabella.

- Dianna! Eu não vou fugir com nenhuma dessas garotas! Eu só quero uma: você! – Davy tentava tranquilizá-la.
- Davy, Davy, meu Cuddly Toy, meu amor, meu Heathcliff. – ela se agarrava a ele, em desespero.
- Eu não vou te deixar. – ele repetia.

           Certo dia, uma jornalista, chamada Amber Henderson, veio fazer uma entrevista com os Monkees. Ela olhava mais para Davy do que deveria, deixando tanto o rapaz como Dianna extremamente incomodados. Ao fim da entrevista, a jovem professora chamou seu namorado.


- Eu não gostei nem um pouquinho daquela jornalista, especialmente do jeito como ela olhava para você.  – disse ela.
-Eu também não gostei. – concordou ele.
- É ela. Isabella Linton. – o medo começou a tomar conta de Dianna.
- Di, quantas vezes vou ter que repetir?
- Ela não vai te levar embora. Mas vai tentar, tenho certeza.

                  Amber reuniu-se com Peter para dar “o relatório da missão”.

- Jones ficou muito desconfortável com meus olhares. E sua preciosa Dianna mais ainda.
- Ótimo trabalho, Amber.  – disse Peter. Finalmente ele conseguia vislumbrar um futuro ao lado de Dianna.
- Qual é o próximo passo? – perguntou a jornalista inglesa.
- Perseguir o hobbit. É sério, ele é tão pequeno que chega a ser menor do que um anão.

               A moça riu.

- Perseguir de que maneira?
- Sempre dê um jeito de estar nos mesmos lugares que ele. Apareça no estúdio quando houver uma brecha.  E, principalmente, ligue para os dois. Vou passar os números.

              Peter pegou o bloquinho e a caneta de Amber e escreveu numa folha os números de Davy e Dianna.

- Não vou decepcioná-lo, Peter.  Dianna logo cairá em seus braços.
- É o que eu espero.

              Ainda naquela semana, Amber passou a colocar em prática as determinações de Peter. Ele informou-a de que Dianna e Davy iriam jantar em um restaurante muito sofisticado, e lá foi Amber jantar no mesmo lugar.

- Olá, sr. Jones e srta. Mackenzie! Que coincidência encontrá-los!

               Quando o casal sentou-se, Dianna sussurrou para Davy:

- Esta noite tinha tudo para ser perfeita, até essa chata aparecer.
- Ela tem alguma coisa que não me agrada. – disse Davy.

                Dianna deu-lhe um grande beijo.

- Uau, Di, não se empolgue, um beijo desses não se dá em público.  – ele riu.
- É para ver se a sirigaita para de ficar te encarando.  – Dianna cochichou no ouvido de Davy, de forma a parecer estar trocando um segredinho com o namorado.

               Ele era bom ator, e agiu durante toda a noite como se tivesse esquecido que Amber estava no restaurante.  Dianna fez o que pôde para parecer não estar incomodada. “Maldição”, a cúmplice de Peter pensou.

- Se eu fosse você, desistiria. – disse ela a Peter, por telefone, na manhã seguinte.
- Não vou desistir, Amber.
- Você é ingênuo, por acaso? É visível que aqueles dois estão completamente apaixonados. Eles podem irritar-se muito, porém, não é o suficiente para que entrem numa crise.
- Eu já sei o que você vai fazer. – disse Peter.

                  Naquela tarde, Dianna estava na casa de Davy. O telefone tocou. Ela atendeu:

- Aqui é Amber Henderson. Posso falar com Davy Jones, por favor?
- Pode. – Dianna resmungou. Antes de entregar o fone a Davy, ligou o viva-voz.

                  Assim, ela e Davy ouviram a mesma mensagem:

- Eu te amo, Davy Jones!

                   Dianna poderia ter dito poucas e boas, no entanto, Davy impediu-a. E disse:

- Amber, por favor, eu tenho namorada, e é ela quem eu amo.
- Eu vou fazer a vida dos dois um inferno, caso não se separarem!
- Davy, ela é louca. – Dianna sussurrou, em tom quase inaudível.
- E então? – Amber berrava. – Ou se separam, ou não terão paz!
- Estou com medo, Cuddly Toy. – Dianna estava abraçada a ele.
- Está bem, Amber. – disse Davy. -  Mas apenas para que nos deixe em paz.
- Eu juro que os deixarei, queridinho. – disse Amber, atuando impecavelmente.

            Davy colocou o fone no gancho.

- Oh, Davy! -  Dianna derramava lágrimas ininterruptas.
- Calma, Dianna. – ele a abraçou.
- Eu quero um último beijo. – ela disse.
- Eu dou. – o Monkee beijou a professorinha com todo o amor que tinha em si, e suas lágrimas pingavam nas roupas de ambos.
- Por que tem que ser assim? – Dianna limpava as lágrimas.
- O destino tem muitos caprichos... Mas eu tenho medo do que aquela maluca pode fazer, Di.
- Eu também tenho.

               Na manhã seguinte, Dianna contou tudo a Emma.

- Que loucura! – Emma estava atordoada com tudo aquilo.
- Ela me arrancou Davy à força! – Dianna fungava. – Dói como se ela tivesse me arrancado um braço ou uma perna!
- Você vai superar, Di.
- Mas, Emma, Davy e eu nos amamos!
- Sim. Entretanto, vocês estão ameaçados por essa psicopata. E ainda há a sua tia.
- De todos os males, a tia Lucy é o menor.

               Após a aula, Dianna passou em frente ao prédio da emissora que transmitia o seriado dos Monkees. Ela chorou. Naquele momento, Peter passou.

- Dianna, o que houve?
- Oh, Peter, você nem imagina! Parece até um filme ou um livro...

                  Ela relatou tudo a Peter.  Ele disse, quando ela terminou:

- Vou cuidar de você, Dianna.  – e a beijou.  O Monkee baixista nunca havia ficado tão feliz.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Oneshot: Words (Série"What If")

   Quem não ficou com dó da Emma em Sunny Girlfriend quando ela descobriu o noivado do Micky com a Suzy? Bem, nessa What If ela não tem motivos para chorar! 
















                     Emma Carlisle estava desolada. Sua melhor amiga, Dianna Mackenzie, estava feliz com Davy Jones. Já ela estava indo de mal a pior desde que descobrira que sua grande paixão, Micky Dolenz, estava noivo de sua namorada de longa data, Suzan Hardison.
                     Porém, o que Emma não sabia era que Dianna havia conversado com Micky sobre sua situação. E que ele havia ficado tão sensibilizado com o relato da tristeza de Emma que havia começado a cogitar procurá-la para tentar, ao menos, consolá-la. O que ninguém previa era que, no dia do casamento de Micky e Suzy, o ex-namorado dela, Albert King, apareceria no momento do "se alguém for contra este casamento, que fale agora ou cale-se para sempre" e conseguiria fazer Suzy abandonar Micky no altar.
                      O Monkee não podia acreditar naquilo. Como ela tivera coragem de fazer aquilo com ele?


Girl, don't you know everytime I see you smilin'?
Hurts so bad cause when I see you, I start tryin'.
Try everything to stop but there's no denying.
Falling in love with you girl is just like dying.

Ohhh, don't walk away.
Ohh, How can I make you stay, don't turn away
I can still hear you saying those

Words that never were true.
Spoken to help nobody but you.
Words with lies inside,
But small enough to hide
'Til your playin' was through. Ah!

Girl don't you know we can work it out with talkin'?
You won't turn around or slow down your walking.
I've given you everything with kiss to seal it
You had to get your kicks with tryin' to steal it.

Now, I'm standing here.
Strange, strange voices in my ears, I feel the tears
But all I can hear are those

Words that never were true.
Spoken to help nobody but you.
Words with lies inside,
But small enough to hide
'Til your playin' was through. Ah!

Now, I'm standing here.
Strange, strange voices in my ears, I feel the tears
But all I can hear are those-
Words that never were true.
Spoken to help nobody but you.
Words with lies inside,
But small enough to hide
'Til your playin' was through. Ah!



                                  Porém, poucas semanas depois, o baterista já se julgava pronto para outra. E a primeira providência que tomou foi ir  à procura de Emma.


- Emma, nós precisamos conversar. - disse ele, quando ela abriu sua porta e o viu.
- Micky? O que quer dizer?
- Olha... A Dianna me contou sobre o seu sofrimento.
- Ah, ela contou, é? - por um momento, Emma quis esganar a amiga.
- Não fique brava. Ela não teve má intenção.
- Oh, Micky, eu... Eu te amo, Micky, desde que nos conhecemos. Mas preferi esconder quanto percebi que a Suzy estava na parada.
- Mas ela não está mais.
- Como assim?
- Bem, não importa. Mas estou solteiro.

                             Ao ouvir aquilo, Emma não se conteve e beijou Micky. Ele não recusou o gesto da moça, e não demorou a descobrir que ela era ainda mais apaixonante do que Suzy.



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Fanny's Autumn Almanac - Capítulo 13

Revelações!






               Passaram-se alguns dias desde o jantar com Ray, seu irmão e suas primas. Para variar um pouco, naquela tarde eu estava com Bob no estúdio. Naqueles últimos dias ele estava ainda mais sério do que de costume. Eu estava muito preocupada. Mas precisava aguardar o momento certo para falar com ele, ou esperar que ele próprio decidisse me contar o que o atormentava.
              O que eu não imaginava é que não precisaria aguardar por muito tempo. No fim daquele dia de gravações, nós dois caminhávamos de volta para o hotel onde eu estava morando e ele estava hospedado.

- Fanny?
- Sim, Bob?
- Eu preciso muito falar com você sobre algo extremamente importante.
- Sou toda ouvidos.
- Sabe... Faz alguns meses que eu estou apaixonado por uma moça.
- Eu imaginei. E como ela é?
- Ela é muito inteligente, e muito meiga. Além disso, ela é linda. Tem cabelos negros e longos, e olhos azuis brilhantes. Aqueles olhos são minha perdição.
- Ela deve ser mesmo muito linda.
- Basta olhar no espelho, Fanny, e você verá o rosto dela.

            Nesse momento fiquei paralisada. E gaguejei, depois de vários minutos:

- B-bob..... N-não s-sou e-eu, s-sou?
- É. É você.

                Bob parou no meio da calçada, acariciou meu rosto e me beijou. Não sei por quê, mas não consegui resistir. Quando Bob finalmente me soltou, eu estava muito surpresa. E fiquei olhando para ele, sem saber como reagir.

- Fanny, me desculpe, eu sei que não deveria ter feito isso. Mas eu te amo tanto, tanto, eu mal consigo disfarçar!
- Bob... – eu acariciei seu rosto e alisei seus cabelos cacheados. - Se eu soubesse antes o quanto te faço sofrer....
- Sofro muito mais ao te ver triste. Você está feliz agora, e isso é o que importa para mim.
- Mas eu também quero ver você feliz! E você não está! Diga-me o que posso fazer para que você fique feliz, Bob!
- Não há o que você possa fazer, exceto continuar a ser minha amiga.
- Isso eu sempre vou ser. Bob, eu posso não te amar do modo como você gostaria, mas eu te amo como se você fosse o irmão mais velho que eu nunca tive. Sempre pronto para rir comigo e me proteger.
- Eu sempre estarei aqui. Na alegria e na tristeza, Fanny. Nossa amizade será como um casamento. – ele riu.
- Seu bobo. – eu também ri.
          E voltamos ao hotel assim, rindo como dois malucos. Na sexta-feira, Ray me convidou para passar o fim de semana em sua casa. A primeira coisa que perguntei foi:

- Sua prima vai aparecer lá?
- Quem? A Jenna?
- Ela mesma.
- Não. Não a convidei. Convidei apenas Evanna e Pete, seu noivo.
- Ah sim.
- Você não gostou muito da Jenna, não é?
- Nem um pouco, para ser sincera. Ela é estranha, Ray. Ela me olhava como se eu não fosse digna de você.
- O que é uma bobagem enorme. Eu acho que você é a garota certa para ser minha namorada, e isso me basta. – ele me abraçou e, em seguida, me beijou.

         

              Naquele momento, não pude deixar de comparar mentalmente os beijos de Paul, Ray e Bob. Dos três, Paul era o que beijava pior. Seus beijos ou eram excessivamente apaixonados, como nos nossos primeiros dias de namoro, ou eram muito frios, como nos últimos dias.
              Já o único beijo que Bob me deu foi praticamente perfeito: doce e apaixonado, nem muito lento nem muito rápido. Acho que ele passou muito tempo planejando aquele beijo, se é que é possível planejar um beijo. E Ray me beijava sempre da mesma maneira: um beijo gostoso, mas que não era tão apaixonado quanto o de Bob. 
               No dia em que cheguei à casa de Ray, ele me disse:



- Quero mostrar duas músicas que compus para o nosso próximo álbum.... Eu as escrevi pensando em você.
- Oh, Ray, eu fico tão feliz!

                  Uma delas, Little Miss Queen Of Darkness, ainda não estava pronta. Porém, You’re Lookin’ Fine estava.



When I first saw her
She looked alright,
Second time that I saw her
She looked outta sight.
And I said,
You're lookin' fine,
You're lookin' fine,
You're lookin' fine,
And I feel alright,
Yes, I feel alright.

She got all the angles,
So directly applied.
And when I see her,
I have to cry,
You're lookin' fine,
You're lookin' fine,
You're lookin' fine,
And I feel alright,
Yeah, I feel alright.

You're lookin' fine,
You're lookin' fine,
You're lookin' fine,
And I feel alright,
And I feel alright.




          Fiquei muito feliz com essa música. Paul nunca escreveu nenhuma música para mim, não que tenha mostrado, e depois que soube que Bob havia se apaixonado por mim comecei a imaginar que algumas de suas músicas de Blonde On Blonde deveriam ser sobre mim, mas não tinha certeza. Elas poderiam ser sobre outras paixões anteriores dele, como Edie Sedgwick e Marianne Faithfull.
          
           Depois disso, eu me entreguei a Ray. Foi diferente da experiência que eu tivera com Paul, até melhor. Fomos interrompidos pela campainha.

- Eu vou ver quem é. – disse ele, vestindo-se.

               Só de calça, ele abriu a porta de seu apartamento.

- Oh, olá, Evie e Pete! – ele cumprimentou.

                  Enquanto os dois se acomodavam na sala de Ray, eu peguei meu vestido, que estava jogado no chão, coloquei-o e corri para a sala.

- Olá de novo, Evanna! – e então vi seu noivo. – Você é noiva de Pete Townshend? – fiquei embasbacada.
- Pois é. – os dois ficaram vermelhos. Acho que muita gente já havia feito aquela pergunta a eles.

                   Os dois formavam um casal muito bonito. Ficaram de mãos dadas a maior parte do tempo e Evanna  estava com a cabeça apoiada no ombro de Pete.
                    Ray e Pete começaram a tocar juntos, enquanto Evie e eu ficamos conversando.  Bem baixinho, eu disse a ela:

- Não sei o que fazer, Evie.
- Em relação a quê?
- Meu melhor amigo está apaixonado por mim. Ele chegou a me beijar!
- Puxa vida!
- Bem, eu decidi que não vou me afastar dele de maneira alguma. Nem eu nem ele suportaríamos isso. Somos amigos demais para dar um fim à nossa relação.
- Olha, Fanny, se você acha que se continuarem amigos nenhum dos dois vai se magoar, então creio que está fazendo o certo.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fanny's Autumn Almanac - Capítulo 12

 Boa noite! Hoje temos mais um capítulo de Fanny's Autumn Almanac. O capítulo de hoje está cheio de referências às fics Mary Anne With The Shaky Hands e Sunny Girlfriend. Quem as leu vai entender ;)




               Ray e eu nos tornamos namorados. Bob voltou a repetir que se Ray me fizesse mal ele teria seu crânio rachado. Uma das primeiras providências que tomei foi pedir transferência da Universidade de Cambridge para a de Londres, e me mudar definitivamente para o quarto do hotel em que eu estava hospedada. Tudo isso para ficar perto de Ray. Eu não iria permitir que a distância destruísse mais um relacionamento meu.
           Mais ou menos uma semana depois que fixei residência em Londres, os Monkees vieram fazer uma apresentação. Quase enlouqueci, e decidi que precisava ir. Ray tinha um show no mesmo dia e horário. Então enchi o saco de Bob para que me acompanhasse. Ele concordou.
            Depois do show, decidimos procurar os Monkees no camarim. Micky Dolenz estava acompanhado de sua namorada, uma jovem chamada Suzan Hardison. Davy Jones e Peter Tork estavam desacompanhados, e, não sei por quê, tive a impressão de que estavam brigados. E Mike Nesmith estava com sua namorada, Alice Stone. Bob ficou olhando o tempo todo para essa moça, totalmente encantado. Eu nunca o tinha visto tão abobalhado assim, especialmente diante de uma mulher.
             No dia seguinte, depois da aula na faculdade, fiquei vendo Bob escrever novas músicas. Vi que ele apagava e reescrevia tanto que a folha do caderno estava rasgando.

- Sobre o que está escrevendo, Bob?
- Estou assumindo o papel de um cara que vê a garota que ama namorando outro homem. – respondeu ele.
- Você não precisa assumir o papel, Bob.
- Como não? – seus olhos se arregalaram.
- Pensa que sou boba? Notei que você se encantou pela namorada do Mike Nesmith.
- Você está vendo coisas, Frances.
- E você não admite que não tem coração de pedra, Robert. – eu ri.

            Mais tarde, ele perguntou:

- Tem algum compromisso mais tarde?
- Nenhum.
- Não vai sair com Ray?
- Não.
- Bem, então quer ir comigo ao estúdio?
- Você sabe muito bem que adoro acompanhar seus ensaios e gravações, Bob.

              E lá fomos nós ao estúdio. Bob e a English Band, como vínhamos chamando o grupo de músicos de apoio, gravaram cerca de três músicas, quando uma secretária adentrou a sala e disse:

- Sr. Dylan, os Byrds gostariam de vê-lo. Se não for inoportuno.
- Mande-os entrar, srta. Taylor, por favor. – pediu Bob.
- Os Byrds? – Alana olhou para mim, um pouco nervosa.

                  Vi que minha nova amiga suava e tamborilava os dedos em seu baixo. Acho que no lugar dela eu também ficaria extremamente nervosa.
                   A banda entrou. Com eles, estavam duas loiras. Uma delas eu nunca tinha visto na vida. Mas a outra eu tinha o desprazer de conhecer muito bem: Kathy.

- Alana! – Chris Hillman exclamou, surpreso.
- Chris... – ela ficou paralisada.
- Ora, ora, mas quem vejo? – perguntou Kathy, toda irônica. – Bob Dylan, Fanny Fitzwilliam e Alana Watson.
- Kathy, que desgosto vê-la. – rosnei. Bob largou sua guitarra e veio para perto de mim, a fim de evitar que eu fizesse alguma besteira.
- O meu desgosto é ainda maior. – disse Alana, ainda mais brava do que eu. – Você é uma ladra, Giordano! Eu sei que não aprontou só comigo!
- Refere-se a Paul Simon, Alana? Ele foi traído. Não é mesmo, Fanny? – Kathy me deu um sorrisinho.
- Só se foi por você, sua cobra peçonhenta! – exclamei. – Nojenta!

              Bob precisou me segurar com muita força para que eu não avançasse nela. Kathy me ignorou, e continuou se dirigindo a Alana.

- E quanto a seu ex-namorado... Ele me escolheu, não é verdade, Chris? – Kathy afagou-o.
- Eu não aguento mais ouvir você e suas mentiras! Víbora maldita! Lobo em pele de cordeiro! – Alana poderia dar uma surra merecida em Kathy, mas Chris se colocou entre elas.

                     Os outros Byrds, os outros músicos de estúdio de Bob e a outra loira estavam espantadíssimos com aquela cena.

- Deixe-me ir lá e dar um belo soco naquela megera, Bob. – eu disse em tom extremamente baixo.
- Nem pense nisso, Fanny. – ele me disse.

                     A tensão pairava sobre todos nós. Percebiam-se as faíscas saltarem de meus olhos e dos de Alana em direção a Kathy, e os dela faiscarem em nossa direção. Bob e Hillman sabiam que até eles poderiam se dar mal se continuassem no meio do fogo cruzado.
- Meninas, que tal vocês esquecerem isso e fazerem as pazes? – perguntou um Byrd, que reconheci como David Crosby.

                   A outra loira deu-lhe um beliscão.

- Ai! Emma! – ele reclamou.
- David, a situação é complicada demais para resolver assim! Eu acho melhor irmos todos embora.
- Tem toda a razão, Emma. – concordou Chris. – Venha, Kathy.
- Eu vou acertar as contas com você, Alana Watson! – a ítalo-americana mais maléfica de todas exclamou. – E com você também, Fanny Fitzwilliam!
- Isso se não dermos um jeito em você antes! – exclamamos Alana e eu.

                Bob, Edward e Harry ficaram nos olhando, surpresos.

- Jamais imaginei que você poderia se enfurecer daquele jeito, Fanny. – disse Bob.
- Só não meti um tapa na carinha de falsa santa da Kathy porque você não deixou. – respondi.
- Harry e eu também estamos surpresos com você, Alana. Trabalhamos juntos há anos e nunca vimos você assim. – disse Edward.
- Nem mesmo quando perdemos aquele seu single do Elvis. – disse Harry.
- “Aquele single” era nada mais, nada menos que Heartbreak Hotel, Harry! Mas vocês não fizeram aquilo de propósito. Ao contrário daquela vadia.

                Alguns dias depois desse incidente, Ray me chamou para jantar com ele, seu irmão Dave e suas primas Evanna e Jenna. Eu gostei de Dave desde o dia da entrevista com os Kinks, em que ele tinha galanteado Fefe. Evanna, carinhosamente chamada de Evie por Ray e Dave, era uma garota muito fofa, e quando olhei para suas mãos notei que ela usava uma aliança de noivado.
               Porém, tive antipatia por Jenna no ato. Ela tinha um ar muito arrogante.

- O que você faz da vida, Fanny? – ela me perguntou.
- Estou cursando geografia na universidade, aqui em Londres. Na verdade, eu estava em Cambridge, mas me mudei para cá, pelo Ray.
- Entendo. E quantos anos você tem?
- Faço 19 em novembro. – respondi.
- Você ainda é praticamente uma criança. – ela deu um sorrisinho. Ela deve ter percebido que fiquei vermelha de raiva. Odeio quando me tratam como criança.
- Mas eu acho que Fanny é muito madura para sua idade. – Ray interveio.
- Obrigada por achar isso, querido. – eu o agradeci, e ele me deu um beijo rápido.


             Naquele momento tive certeza de que Jenna também não havia gostado de mim. Ela me fuzilou com o olhar. “Não me basta Kathy, agora vem você”, pensei. Depois disso, Jenna começou a soltar alfinetadas sobre o noivo de Evanna, que ela própria, Ray e Dave rebatiam. 
           Quando percebeu que estava perdendo espaço, Jenna calou-se. “Essa mulher é muito esquisita. Parece que não quer a felicidade dos primos”. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 7: " A Little Bit Me, A Little Bit You"

      Eu juro que vou postar outra coisa além dos capítulos de Sunny Girlfriend em breve, gente! Hahahaha. 








          Chegou o mês de setembro, e com ele, o aniversário de Dianna e de seu namoro com Davy. Agora ela oficialmente tinha 21 anos. O Monkee precisava dar-lhe um presente muito bom.
          Então Davy teve a brilhante ideia de presenteá-la com um bichinho de estimação.  Comprou para ela um coelhinho himalaio, raça cujas extremidades do corpo (orelhas, patas, focinho e cauda) são pretas. Correu para levar o animalzinho à namorada. Foi a prima dela, Erin, quem atendeu.

- Olá, Davy. – cumprimentou ela. 
- Olá, Erin. Primeiramente: sua mãe está?
- Não, pode ficar tranquilo.
- Ainda bem. Você sabe que ela me odeia.
- Sei muito bem.  Vou chamar Dianna.  A propósito, o que tem na caixa? – perguntou ela, ao notar que a caixa era cheia de furinhos.  -  Um cachorrinho? Um gato?
- Um coelho. Espero que a sra. Hudson não fique brava.
- Ah, não. Mamãe é muito chata, mas, curiosamente, adora animais.
- Graças a Deus. Não queria trazer mais problemas à Di.

               Erin subiu as escadas até o quarto de Dianna e chamou-a. A jovem historiadora não demorou a descer.

- Oi, Davy. – ela sorria. Poderia beijá-lo ali mesmo, mas estava incomodada com a presença da prima.
- Olá, Di. – ele disse. – Bem, demorei um pouquinho, mas finalmente trouxe seu presente.
- Ora, não precisava se incomodar. – disse ela, enquanto ele colocava a caixa em seu colo. Abriu-a. – Ah, meu Deus, que coelhinho fofo! Obrigada, Davy! – ela deu um beijo no rosto dele.
- Você gostou?
- Adorei! Agora preciso decidir que nome pôr nele. 
- Nome de uma figura histórica. – opinou o namorado da garota.
- Ou de um filósofo. – foi a sugestão da prima dela.
- Já sei! – disse Dianna. – Rousseau. Um filósofo que também é uma importante figura histórica.

           Nesse momento, a tia Lucy chegou.

- Dianna! O que o seu namoradinho sem classe está fazendo aqui? E o que esse coelho está fazendo no seu colo?
- Este é o Rousseau. Acabei de ganhá-lo do Davy como presente de aniversário.
- Eu odeio coelhos! E odeio esse seu namoradinho. Quero os dois fora da minha casa agora!
- Tia Lucy! Qual é o problema?
- Tudo bem, Di. – disse Davy. – Eu saio daqui. 
- E leve esse coelho fedorento com você! – berrou a velha senhora.
- Ah, não, tia Lucy! – reclamou Dianna.
- Mamãe, pensei que a senhora gostasse de animais! – disse Erin.
- De qualquer animal, menos de coelhos!
- O Rousseau fica comigo até sua tia se acalmar, Dianna. – falou Davy, pegando o coelho, colocando-o de volta na caixa e indo embora.

              Ele já estava cansado da tia de Dianna. O que raios ele tinha feito para que aquela mulher o detestasse?

- Pois é, Rousseau, a sra. Hudson nos odeia e não quer nos ver com a Dianna. – Davy suspirou.

             Dianna havia se trancado no quarto. Ela também não aguentava mais ter que ouvir sua tia destratando Davy, como se ele fosse um marginal ou algo do tipo.  E o pior de tudo era o fato de que ela não teria para onde ir caso saísse da casa da tia. O apartamento de Davy mal podia acomodá-lo confortavelmente, como poderia abrigar um casal, e todos os muitos livros de Dianna, além do coelhinho?
               Ela chorava. Estava desesperada.  Não saiu do quarto para mais nada naquele dia, e, à noite, no jantar, tia Lucy disse:

- Erin,  leve a comida àquela ingrata da sua prima.
- Ela não é ingrata, mamãe. – Erin respondeu. Ela também se irritava cada vez mais com sua mãe.

               Novamente, Erin subiu as escadas e bateu à porta da prima.

- Dianna, sou eu.
- Entre, Erin. – disse Dianna, chorosa, enquanto destrancava a porta.
- Coma um pouco, pelo menos. – disse sua prima.
- Oh, Erin, o que vou fazer? Se eu for embora daqui não vou ter onde cair morta.
- Você não pode morar com o Davy?
- Não, o apartamento dele é muito pequeno.
- E com sua amiga Emma?
- Já pensei nisso. O pai dela não vê problema, mas a madrasta, apesar de ser uma boa mulher, é cheia de manias.
- Puxa vida.
- Só vou ter uma escapatória.
- Qual?
- Ir embora para a Alemanha.
- Isso não faz sentido, Dianna. Vai embora para a Alemanha por causa da implicância da mamãe com o Davy, e se for para lá terá que terminar com ele.
- Se não houver mais jeito de ter sossego outra vez, é o que farei.


               Alguns dias depois, Peter estava no bar, bebendo. Sofria demais por Dianna, principalmente por saber que ela não ficaria com ele nem mesmo em seus maiores devaneios. Já levemente embriagado, começou a chorar, atraindo a atenção de uma jovem que estava ali perto.

- Qual o problema, sr. Tork? – perguntou ela.
- Como sabe meu nome?
- Sou jornalista especializada em celebridades. Sou Amber Henderson, de Londres.
- Muito prazer, srta. Henderson.
- O prazer é meu. Diga-me, o que faz o Monkee distraído tão infeliz?
- Eu amo a namorada do Davy. E obviamente ela  não me dá a mínima.
- Eu sinto muito por você. Se tiver algo que eu possa fazer....
- Tem sim! Quero que finja que está interessada naquele nanico maldito. Encha a paciência dele! Minha amada ficará possessa e virá diretamente para meus braços.

           A maioria das pessoas não cairia na conversa de um bêbado. No entanto, Amber havia ficado sensibilizada com o sofrimento de Peter. E de quebra, poderia conseguir um furo, se a briga entre ele e Davy levasse ao fim dos Monkees.
            No dia seguinte, Davy e Dianna haviam se encontrado na gravação do seriado para discutir o problema da tia Lucy. E a moça apresentou a seu namorado sua cartada de mestre.

- Ir embora? Para a Alemanha? E me deixar aqui? Pensei que você me amasse, Dianna!
- Davy, não seja idiota! É claro que eu te amo! Eu quero que você venha comigo!
- Di, você sabe que não posso fazer isso! Bob e Bert vão colocar a minha cabeça a prêmio se eu for embora com você!
- Ah, claro! Você não quer perder seu posto de galã! Agora a verdade vem à tona. Você prefere suas fãzinhas histéricas à sua namorada.
- Dianna! Não diga isso! Você sabe que não é verdade!
- Davy, hora de gravar! – disse alguém.
- Eu já vou!  - e, voltando-se para Dianna: - Meu bem, por favor, não vá embora. Depois conversamos.

             A direção ainda não havia escolhido a música que seria usada no episódio. Davy fez uma proposta certeira.

- O que acham de A Little Bit Me, A Little Bit You?
- Ótima ideia. – disseram os diretores.

               Então os Monkees foram gravar a sequência de música.  Dianna ainda não havia ido embora. Ela gostava de ver os episódios serem gravados, a sequência musical principalmente. Teve uma surpresa naquele dia.

Walk out, girl, don'tcha walk out
We've got things to say
Talk out, let's have it talked out
And things will be okay

Girl, I don't wanna fight
I'm a little bit wrong, and you're a little bit right
I said girl, you know that it's true
It's a little bit me, and it's a little bit you, too

Don't know just what I said wrong
But girl, I apologize
Don't go, here's where you belong
So wipe the tears from your eyes

Girl, I don't wanna fight
I'm a little bit wrong, and you're a little bit right
I said girl, you know that it's true
It's a little bit me, and it's a little bit you, too

Oh girl, I don't wanna fight
I'm a little bit wrong, and you're a little bit right
I said girl, you know that it's true
It's a little bit me, and it's a little bit you, too

It's a little bit me, it's a little bit you
Girl, I'm gone, no no no no no
Girl I'm gone, no no no no no
Hey, girl...

       Quando tudo estava terminado, Dianna chamou Davy.

- Cantar essa música nesse episódio foi ideia sua. – ela deu um sorrisinho para ele.
- Sim. Você precisava me ouvir.  Desculpe-me por ter dito aquelas coisas.
- Eu te desculpo. Eu também falei o que não devia.
- E eu também te desculpo.

          Peter observava tudo de longe, um pouco desapontado. Achava que os dois demorariam a se conciliar.  “Amber precisa mesmo me ajudar”, ele pensou.  Ligou para ela.

- Amber, os dois brigaram hoje cedo. Mas já estão reconciliados. Vamos ter muito trabalho.
- Não se preocupe, Peter, vou grudar em Jones como um chiclete. Quero ver sua amada não se irritar.
- Tomara. Eu quero Dianna, preciso dela.
- Você vai tê-la. É só questão de tempo.
- Faça o melhor que puder.

- Eu farei. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 6: "I Can't Get Her Off My Mind"

 Boa tarde! Hoje temos os Monkees aprontando novamente. Sugiro que leiam o capítulo ouvindo a música Oh, Pretty Woman, do Roy Orbison, tema da paixão não-correspondida de Peter por Dianna. 





-         -    Eu sou um idiota, um completo idiota! – Peter dizia a si mesmo.  – Dianna ama o Davy, ela nunca vai sequer notar que eu existo!

              Peter estava começando a desistir. Até que teve uma ideia:

- Espere...  Se eu falar com ela, quem sabe eu consiga comovê-la! Se eu conseguir comovê-la, quem sabe eu a conquiste e ela deixe o Davy para ficar comigo!

                  Porém, não tinha coragem de procurá-la.  E percebia também que não era certo querer tirar Dianna de Davy. Ela certamente sofreria muito.  Enquanto refletia sobre tudo isso, ele ouvia Oh, Pretty Woman, de Roy Orbison.


Pretty woman, walkin' down the street, pretty woman
The kind I like to meet, pretty woman
I don't believe you, you're not the truth
No one could look as good as you.
Mercy!

Pretty woman, won't you pardon me? Pretty woman,
I couldn't help but see, pretty woman, that you look lovely as can be.
Are you lonely just like me?
Wow!

Pretty woman, stop a while.
Pretty woman, talk a while
Pretty woman, give your smile to me.
Pretty woman, yeah, yeah, yeah
Pretty woman, look my way
Pretty woman, say you'll stay with me

'Cause I need you, I'll treat you right
Come with me baby, be mine tonight
Pretty woman, don't walk on by
Pretty woman, don't make me cry
Pretty woman, don't walk away, hey, O.K.
If that's the way it must be, O.K.
I guess I'll go on home. It's late.
There'll be tomorrow night, but wait!
What do I see? Is she walking back to me?
Yeah, she's walking back to me,
Oh, oh, pretty woman

                   



                    Porém, a música irritou-o, porque conseguia “ouvir” Davy cantando-a. Furioso, desligou a vitrola. Depois de muito pensar, Peter decidiu que deveria ao menos revelar a Dianna seus sentimentos, para que a dor fosse menor.  Contudo, deixaria que ela fosse feliz com Davy, se fosse esse o real desejo dela.
                    Respirou fundo, penteou o cabelo e foi à casa de Dianna.  Naquela tarde, tia Lucy e Erin haviam saído, e Dianna havia se arriscado, chamando Davy para ir até lá.  O casal estava no sofá, trocando beijos e carícias, quando a campainha tocou.  Dianna, preocupada, ergueu-se e foi atender.

- Peter! – ela ficou surpresa. – O que o traz aqui?

- Dianna, por favor, eu preciso que me ouça!

- Veja lá o que vai dizer, Tork! – exclamou Davy, irritado.

- Sinto muito por atrapalhar seu namoro, Jones. – respondeu Peter, irônico.  – Mas eu preciso dizer, ou vou ficar maluco!

- Diga, Peter! – Dianna estava intrigada.

- Eu te amo, Dianna! Eu te amo desde a primeira vez em que nos vimos! E eu poderia ter ganhado seu coração se esse tampinha maldito não tivesse aparecido!

- P-Peter... – Dianna não sabia o que dizer.

- Nós decidimos que o melhor ficaria com ela! – Davy, possesso, levantou-se do sofá. – Eu venci essa guerra! Admita a derrota, Tork!

- Eu deixarei vocês dois em paz... Um dia.  – respondeu Peter.

- E eu vou arrebentar sua cara! – Davy estava com os nervos à flor da pele.

- Davy! Não! – Dianna tentou impedir.

- Eu cuido do que é meu, querida. – ele respondeu.

- Mas não desse jeito! Cuddly Toy!

                Apesar dos protestos de Dianna, nem Davy nem Peter deram-lhe ouvidos. Começaram a se bater, e a moça tapava os olhos, sem conseguir olhar para a cena. Até que não pôde mais aguentar.
- Parem com isso! Se vocês continuarem, nunca mais vou falar com nenhum dos dois!

                Ao ouvir aquilo, os dois Monkees pararam no mesmo instante. Davy correu para a namorada e se ajoelhou diante dela.

- Di, por favor, por favor, faça o que quiser, mas não deixe de falar comigo! Perdão, meu amor, por favor.

- Você deve pedir perdão ao Peter, isso sim. Que absurdo, dois rapazes crescidos brigando como moleques!

- Está bem. – concordou Davy, apertando a mão de Peter.

                  Tanto um como o outro estava arrependido por ter aborrecido Dianna, e jurava a si mesmo que nunca mais agiria daquela maneira.  No entanto, eles não sabiam se poderiam se conter assim tão facilmente. Davy não podia suportar o fato de que Peter estava apaixonado por sua namorada. E Peter não podia suportar ver o colega com sua “pretty woman”.
                   O baixista foi embora. Embora tivesse trocado sopapos com Davy, estava aliviado por ter dito a Dianna o que sentia.  Quando Peter saiu, o vocalista ainda estava tenso. Dianna pousou suas mãos nos ombros dele com carinho, dizendo:

- Davy, por favor, acalme-se.

- Como posso me acalmar? Não quero perder você, Di, não quero. Não me deixe.

- Quem disse que você vai me perder?

- Se depender de Peter...

- Je t’aime. Ich liebe dich. Ti voglio tanto bene.

- O quê?

- Eu te amo.  Primeiro em francês, depois em alemão, e por último em italiano.

- Minha poliglota favorita. – Davy beijou Dianna apaixonadamente, quase se esquecendo de Peter e sua “ameaça”.  O casal empolgou- se tanto que caiu no sofá, trocando beijos num frenesi.

               Nesse ínterim, Emma bebia num pequeno bar. Nunca imaginara que poderia ficar tão deprimida por causa de um rapaz.

- Micky, seu inútil, maldito. – ela resmungava, a cada gole.

- Ei, moça, por que está xingando tanto esse tal de Micky? – perguntou-lhe um rapaz, com barba e cabelos em crescimento.

- Isso não interessa. – ela não estava disposta a conversar.

- Bem, posso ao menos saber seu nome?

- Não. Não quero conversa.

- Bem, você não perguntou, mas meu nome é David.

- Ótimo. Agora posso te mandar embora dizendo “cai fora, David”.

- Está bem, eu vou, senhorita, hã... – ele abriu um dos livros de Emma, que estava sobre o balcão do pub. – Srta. Emma Carlisle.
-
 Agora você sabe meu nome completo.  Satisfeito?

- Não.  Só ficarei satisfeito quando me deixar pagar sua conta.

- Não preciso que um enxerido como você pague a porcaria da minha conta.

- Eu faço questão.

- Vá ver se estou na esquina.

- Como pode estar na esquina, se está aqui falando comigo?

- Meu Deus! Deixe-me em paz!

            Emma estava furiosa. Pagou a conta e levantou-se para ir embora. David tentou interceptá-la.  Ela aplicou-lhe um belo chute no meio das pernas. Com dor, ele se abaixou, deixando cair uma carteira. A carteira abriu-se, deixando à mostra a carta de habilitação. Emma pegou-a e disse:

- Isso é o que acontece com quem tira Emma Carlisle do sério, meu caro David Crosby.


               Colocou a carta de habilitação de volta na carteira de Crosby e saiu.



domingo, 12 de outubro de 2014

Minhas personagens -> Amber Henderson (editado)

Bom dia! Hoje vou postar a ficha de uma personagem que surgiu em Mary Anne With The Shaky Hands, teve uma participação secundária nessa fanfic e agora ressurge em Sunny Girlfriend, onde terá uma participação muito mais importante. Confiram agora a ficha de Amber, que é representada pela Vanessa Hudgens: 














     Nome completo: Amber Suzanne Henderson. 

     Data e local de nascimento: 25 de maio de 1943, em Birmingham, Inglaterra. 
     
     Cidade em que reside: Londres, Inglaterra, em Mary Anne With The Shaky Hands. Em Sunny Girlfriend, trabalha como correspondente do The Mirror em Los Angeles, Califórnia, EUA.  

      Idade: 22 (em 1965, Mary Anne With The Shaky Hands). 

     Amigos mais próximos: Sabe-se que ficou muito próxima de Peter Tork. 
     
      Profissão: Jornalista, formada pela Universidade de Cambridge. 
  
      Namorado: Henry Jackson (colega de faculdade - 1963 em diante). 

       Características: Amber iniciou sua carreira no departamento de celebridades do The Mirror e, apesar de ser uma boa pessoa, é um pouco fútil e fofoqueira. Foi a primeira colega de Mary Anne McCartney a saber do relacionamento dela com Roger Daltrey, e até mesmo tirou fotos do casal. Quando foi morar em Los Angeles, conheceu Peter Tork e ficou tão sensibilizada pelo sofrimento dele por causa de Dianna Mackenzie que resolveu ajudá-lo, fingindo estar apaixonada por Davy Jones e perseguindo o vocalista dos Monkees, até o casal não aguentar mais e se separar para que Amber os deixasse em paz. 

        Do que Amber mais gosta: Cozinhar e descobrir furos de reportagem. 

        Do que Amber menos gosta: Dias chuvosos. 

        Medo: Escorpiões. 

    


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Fanny's Autumn Almanac - Capítulo 11

Demorou, mas saiu!



                  



                     Naquela semana, Bob foi convidado a gravar algumas demos na sede inglesa de sua gravadora. Ele me chamou para ir ao estúdio com ele. Fomos apresentados à baixista Alana Watson, o guitarrista Edward Simons e o baterista Harry Daniels.
                      Eram instrumentistas muito bons, mas era visível que Alana estava cabisbaixa por algum motivo. E isso se prolongou por vários dias.  Quando achei que já tinha intimidade o bastante para perguntar, fui até Alana e abri o jogo:

- Alana, está tudo bem?
- Bem, não, Fanny.
- O que houve? Se achar que pode, me fale.
- Eu... Eu perdi meu namorado e ainda não consegui me conformar. Eu juro que vou ensinar uma lição à maldita que o roubou de mim!

                     Aquela história me era familiar... Não me contive e quis saber:

- E qual o nome dela?
- Kathy Giordano.

                      Eu não conseguia acreditar. Pelo jeito, aquela megera era uma cleptomaníaca especializada em namorados alheios.

- Eu a conheço muito bem. – eu disse.

- É mesmo? – perguntou Alana.

- Sim. Ela roubou meu namorado também.

- Agora a odeio mais ainda, por saber que não fez mal só a mim.

- Sim. Pode perguntar ao Bob. Ele sabe bem como sofri.

- Bem, quem era o seu namorado?

- Paul Simon.
- Eu adoro o trabalho dele! Simon & Garfunkel é uma das minhas grandes influências... Sou cantora também.

- Ah sim. Bem, e quem era o seu namorado?

- Chris Hillman.

- O Byrd?

- Ele mesmo.

- Ele escreveu Have You Seen Her Face para você?

- Não. Para aquela víbora.

- Oh, puxa.

- Sabe, não quero necessariamente me vingar, mas adoraria vê-la acabar sozinha. – disse Alana. Ela parecia ter tanta raiva de Kathy quanto eu, talvez até mais.


- Bem, tenho raiva também, mas já não estou ligando tanto... Estou de olho em outro cara.

- Quem?  - quis saber Alana.

- Ray Davies.

- Ray Davies? O Kink?

- O próprio.

- E ele parece estar interessado?

- Bem, sim, parece. Mas ainda não tenho coragem de falar com ele sobre isso.

- Olha, Fanny... Muitas coisas nesta vida a gente só consegue arriscando. Se eu não tivesse decidido me arriscar a seguir meus sonhos, eu jamais seria cantora, compositora e baixista, como sou hoje.

- Entendo... Mas eu tenho tanto medo... Principalmente de que Ray desconfie de Bob.

- Paul desconfiava?

- Começou a desconfiar por culpa da Kathy.  Ela o fez acreditar que havia algo a mais além de amizade entre Bob e eu.

- Mas dessa vez aquela chata não vai intervir.

- E se aparecer outra?

- Não vai.

- Tomara.

              Mais tarde, Bob e eu voltávamos ao hotel. Eu disse a ele:

- Sabe, Bob, acho que vou procurar o Ray amanhã.

- Quem é Ray? – perguntou ele.

- Ray Davies, dos Kinks. Nós nos conhecemos debaixo de uma marquise num dia de chuva. Eu gostei dele logo naquele dia. E depois nos encontramos quando fui com Fefe e Nora à entrevista com os Kinks. Depois nos encontramos por acaso enquanto fazíamos caminhada e tomamos sorvete, no dia em que você chegou. Acho que ele gosta de mim também.

- Bom, se acha que o momento é oportuno, procure-o. Mas já sabe: se ele partir seu coração eu parto o crânio dele.

- Bob, você é incapaz de machucar uma mosca.

- Quando os sentimentos da garota mais importante do mundo para mim estão em jogo, eu faço qualquer coisa.

- Eu sou assim tão importante?

- É. Você é a minha melhor amiga. É meu dever zelar por você.

- Ah, Bob, se as pessoas pudessem vê-lo como esse cara gentil e fofo que você é, ao invés do cara sério e ríspido!

- Fanny, só você me vê assim.

- Sim, e isso é uma pena.

- Desista. Só você pode conhecer esse meu lado.

- E por quê?

- Porque você merece que eu seja gentil e, hã, fofo. E só você.

- Ok, né...

                Como eu disse a Bob, decidi falar com Ray. Só havia um problema: eu não tinha o telefone dele.

- E agora? O que eu faço?

         Então tive uma vaga lembrança de que havia anotado o número em algum lugar. Comecei a mexer e remexer em minha bolsa, até que encontrei um papelzinho muito amassado, onde se lia “Ray” e um número de telefone.
          Não perdi tempo e liguei.

- Alô? – uma voz masculina atendeu.

- Ray? Sou eu, Fanny.

- Olá, Fanny.

- Sabe, talvez seja muito atrevimento de minha parte fazer isso, mas eu queria saber se podemos sair para dar uma volta qualquer dia...

- Ora, claro que sim! Quando?

- Hum... Amanhã?

- Por mim tudo bem.

- Combinado, então?

- Combinado.

- Até amanhã, Ray.

- Até amanhã.

            Mal cabia em mim de felicidade e ansiedade. A primeira coisa que fiz foi ir ao quarto de Bob contar a novidade.

- Bob, eu vou sair com ele!

- É mesmo? Eu fico feliz por você.

- Vamos dar uma volta amanhã... Deseje-me sorte.

- Boa sorte, Fanny.

- Obrigada.


              Eu só sairia com Ray depois do almoço, mas a expectativa era tão grande que eu acordei muito cedo. Passei a manhã tentando me distrair com meus livros e arrumando as coisas que havia trazido dos EUA para minha irmã e minha prima, mas não conseguia.
           Finalmente deram as catorze horas. Ray ia me esperar na porta do hotel. E lá estava ele.

- Boa tarde, Ray.

- Boa tarde, Fanny. Você está muito bonita.

- Obrigada.


                Fomos ao Hyde Park, que eu ainda não conhecia. Adorei o lugar. Ray e eu conversamos sobre muitas coisas. Ele era muito divertido. E sabia ser sarcástico ao falar da sociedade.  Isso me lembrava de Bob, talvez por isso estivesse gostando tanto da companhia de Ray.  Ele, então, disse:

- Você teve a ousadia de me chamar para sair. E agora eu também serei ousado.


                  E me beijou.