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domingo, 12 de outubro de 2014

Minhas personagens -> Amber Henderson (editado)

Bom dia! Hoje vou postar a ficha de uma personagem que surgiu em Mary Anne With The Shaky Hands, teve uma participação secundária nessa fanfic e agora ressurge em Sunny Girlfriend, onde terá uma participação muito mais importante. Confiram agora a ficha de Amber, que é representada pela Vanessa Hudgens: 














     Nome completo: Amber Suzanne Henderson. 

     Data e local de nascimento: 25 de maio de 1943, em Birmingham, Inglaterra. 
     
     Cidade em que reside: Londres, Inglaterra, em Mary Anne With The Shaky Hands. Em Sunny Girlfriend, trabalha como correspondente do The Mirror em Los Angeles, Califórnia, EUA.  

      Idade: 22 (em 1965, Mary Anne With The Shaky Hands). 

     Amigos mais próximos: Sabe-se que ficou muito próxima de Peter Tork. 
     
      Profissão: Jornalista, formada pela Universidade de Cambridge. 
  
      Namorado: Henry Jackson (colega de faculdade - 1963 em diante). 

       Características: Amber iniciou sua carreira no departamento de celebridades do The Mirror e, apesar de ser uma boa pessoa, é um pouco fútil e fofoqueira. Foi a primeira colega de Mary Anne McCartney a saber do relacionamento dela com Roger Daltrey, e até mesmo tirou fotos do casal. Quando foi morar em Los Angeles, conheceu Peter Tork e ficou tão sensibilizada pelo sofrimento dele por causa de Dianna Mackenzie que resolveu ajudá-lo, fingindo estar apaixonada por Davy Jones e perseguindo o vocalista dos Monkees, até o casal não aguentar mais e se separar para que Amber os deixasse em paz. 

        Do que Amber mais gosta: Cozinhar e descobrir furos de reportagem. 

        Do que Amber menos gosta: Dias chuvosos. 

        Medo: Escorpiões. 

    


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Oneshot: Run, run, run for your life!

Como sabemos,  nunca houve uma "treta épica" entre Roger Daltrey e George Harrison por Mary Anne McCartney. Mas Mary Anne já sonhou com isso, quando ainda estava com Rog. Vamos ver? 














  - Daltrey, seu filho da puta! Desista! Seu nível é baixo demais para uma garota como a Mary Anne!
  - Ah, cale a boca, Harrison! Vá encher seu estômago sem fundo!
  - Rapazes! - eu gritei, horrorizada com aquilo tudo. - Parem!
  - Mary Anne, é agora ou nunca! Escolha: ou eu, ou o pau de virar tripa! - disse Roger.
  - Rog... - eu comecei a chorar. - Não posso. Você sabe que não posso.
  - Não pode por que tem medo de magoar o anão de jardim, não é, Mary? - George alfinetou.
  - Ou será que ela tem medo de magoar você, vara de bambu ambulante? - Roger devolveu na mesma moeda.
   - CHEGA! - ergui minha voz ao máximo. - Parem com esse comportamento infantil! Eu amo vocês dois, e não posso escolher um só.
   - Mary Anne... - George aproximou-se e acariciou meu rosto.
   - Saia de perto dela, magrelo. Eu devo ficar com ela.
   - Por que você não engole seu microfone, seu tampinha?

            Ao dizer isso, George se afastou de mim e avançou em Roger.

   - Joj! Não! - tentei impedi-lo.

             Observei os dois se baterem, impotente. Estava tão chocada que só tinha um desejo: "Se isto for um pesadelo, quero acordar".
               Abri meus olhos. Vi que estava deitada em minha cama. Ao meu lado, no criado-mudo, estava o bilhete que meu namorado, Roger, havia deixado para mim em minha bolsa, quando eu não estava olhando. No bilhete, Roger dizia que me amava mais do que tudo nesse mundo e não iria deixar que me tirassem dele.
                 E ao lado do bilhete de Roger, estava o manuscrito com a letra de I Need You, a música que meu outro amado, George, havia escrito para mim. Eu precisava mesmo escolher.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os pets das minhas personagens

Eu não sei quanto a vocês, mas eu simplesmente adoro animais de estimação! E como não podia deixar de ser, as minhas personagens têm seus próprios bichinhos. Vamos ver?


A Elinor Fitzwilliam tem dois gatinhos muito fofos, o Shakespeare e o Leonardo da Vinci. Ambos foram presente de Robert Plant.

                                                             



                                         





Assim como a irmã, Fanny Fitzwilliam é fascinada por gatos. Seu animal de estimação é um gato persa negro chamado Voltaire.






    Diferentemente de suas primas Elinor e Fanny, Emily Fitzwilliam prefere cachorrinhos. Ela tem um dachshund, que recebeu o nome de Byron.








      Como sabemos muito bem, Evelyn Blen gosta de ser diferente. Por isso mesmo, seu animal de estimação é nada mais, nada menos do que um.... furão! O nome dele é Mr. Furry.









             Parece que a única criatura do mundo que tem o privilégio de ser eternamente bem-tratada por Georgiana Sparks é Polly, sua yorkshire.....










               Como vive ocupada, para que sua filha Sue Lee não fique muito sozinha, Betty Martin deixa sua gata Lady com a menina.




                                             




                    Mary Anne McCartney tem uma família grande, e para deixar tudo com mais cara de "família perfeita e feliz", ela tem um cachorro e um gato. O cachorro se chama Spike, e o gato, Louie. 




                                                                                                                               


                       De qual pet gostaram mais?                                                                                                                                                                       

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 10: "In my life I'll love you more"

        Roger finalmente acordara. Fiquei feliz com isso, é claro. Entretanto, naquele momento, fiquei ainda mais certa de algo de que já suspeitava: meu amor por Roger já não era tão forte quanto antes.
           Por outro lado, meu amor por George, que estivera adormecido, crescia cada vez mais. A sua dedicação e seu esforço em me fazer sorrir foram as provas que faltavam de que ele era o certo para mim. Mas eu não daria essa notícia a Roger naquele momento. Ele ainda estava debilitado. O médico entrou e disse:

- Ora, então acordou, sr. Daltrey! Seus amigos ficarão felizes em saber disso.

           Ox, Moonie e Pete entraram. Roger e Pete brigavam na maior parte do tempo, mas o guitarrista  parecia feliz em ver que Roger estava bem. No fundo, mas bem no fundo mesmo, os dois eram amigos.
           Os quatro companheiros tagarelavam, e George e eu apenas observávamos a cena. De repente, uma moça entrou. Keith, Pete e John entreolharam-se. Pareciam conhecê-la. Roger perguntou, surpreso:

- Lily Campbell? O que veio fazer aqui?
- Olá, querido Roger. -  ela deu um sorriso um tantinho sardônico. Acho que ele não era tão "querido" assim. Não gostei dela. - Fiquei sabendo que estava em coma, e... Quem é ela?
- Essa é Mary Anne... Minha, hã.... Mas, a essa altura do campeonato, acho que não é mais...
- Sua o quê? - perguntou Lily.
- Minha namorada. - Roger disse, por fim.
- Ora, ora, então você se tocou!
- Se tocou de quê? - perguntei.
- De que eu nunca daria a mínima bola para ele.

                Que cínica! Como ela podia dizer isso, e de uma maneira quase rude? Ela não se importava com Roger, que mal tinha acabado de despertar de um coma?

- Lily, Mary Anne é um encanto de moça, diferente de você, com essa sua língua ferina. - disse Pete.
- Eu concordo! - Keith endossou.
- Rapazes, controlem-se, ok? - John pediu. - Sem tumulto, pelo amor de Deus!
- Já percebi que minha presença incomoda algumas pessoas aqui. Vou embora. - e aquela garota de ar esquisito foi embora. Já não era sem tempo.
- Mary Anne, me desculpe... - Roger pediu. - Eu não consigo pensar em um motivo para ela ter vindo aqui, uma vez que ela mesma diz que não liga para mim.
- Você... gostava dela? - perguntei.
- É, eu costumava gostar um pouquinho dela sim. Mas era apenas uma ilusão. E creio que perdi você também.
- Oh, Roger... Perdão. - pedi. - Você foi vencido.
- Vencido? - Keith, Pete e John perguntaram.
- Longa história, longa história. - disse George, que havia ficado quieto durante todo aquele tempo.
- Fui vencido? - Roger perguntou. - Então, só me resta desejar que George a faça feliz, Mary Anne.
- Eu farei. - George disse, me abraçando.
- Ótimo. - Roger disse. - Sei que minha garota de mãos trêmulas ficará bem.

                                                                 * * *

 

                    Roger recebeu alta no dia seguinte. Desejei que ele ficasse bem, em todos os sentidos. Não tenho mágoas em relação a ele.
                   Pete e Evanna iam muito bem, e não fiquei surpresa quando, no dia de meu noivado com George, para o qual convidei o The Who, os Kinks, Evanna, meu irmão, John e Ringo, Pete levou Evie para a sacada de minha casa, ajoelhou-se diante dela e inquiriu:

- Evanna Camille Davies, você quer se casar comigo?


                    Minha amiga pegou as mãos do namorado, chorou um pouco e disse:

- Sim, Pete, eu aceito.


                  Fiquei tão contente por ela! E quanto a mim e a George? Bom, como você já sabe, estamos noivos. E muito felizes. É novembro de 1965, e nosso casamento está marcado para janeiro do ano que vem.
                   Em minha vida, eu amarei mais a George. E ele amará mais a mim.

                     

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Love Songs - Terceira parte

E hoje temos mais Love Songs! \o/



1) Evanna Davies e Pete Townshend







Cazuza - Todo O Amor Que Houver Nesta Vida 







2) Evanna Davies e Art Garfunkel








The Rolling Stones - Sweethearts Together







3) Fanny Fitzwilliam e Paul Simon








Taylor Swift - Dear John 





4) Fanny Fitzwilliam e Ray Davies






The Beatles - Two Of Us 






quinta-feira, 1 de maio de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 9: "Love Reign O'er Me"

(Roger's POV) 


          Eu nunca tinha visto uma garota como aquela. Eu conhecia algumas das meninas mais bonitas de Londres, porém, nenhuma delas era tão perfeita quanto a moça que conheci na casa de John Lennon.
         Fiquei fascinado por aquele rosto maravilhoso, emoldurado por uma cascata de cabelos negros. Perdi-me naqueles olhos castanhos tão escuros e enigmáticos, aos quais as sobrancelhas, um pouquinho grossas, davam muita personalidade.
         Quando ela aceitou sair comigo, fiquei radiante. E fiquei ainda mais radiante alguns dias depois, pois ela aceitou tornar-se minha namorada. Contudo, perdi-a por um erro meu. Enchi a cara e declarei que amava Evanna Davies, o que não era verdade.
          A namorada secreta de Pete e melhor amiga de Mary Anne era realmente bonita, mas eu não sentia nada daquilo por ela. E, além disso, nenhuma garota é mais bonita do que minha Mary, nem mesmo Pattie Boyd.
           Foi expulso da banda (de novo), perdi a amizade de Pete, que já era um tanto frágil, e, pior ainda, Mary rompeu nosso namoro. Mereci tudo isso, preciso reconhecer. Uma semana depois, procurei minha garota de mãos trêmulas, e ela me disse que eu só a teria de volta se vencesse George Harrison. Uma missão quase impossível.
            Era visível o quanto Mary Anne gostava de Harrison. Admiti que estava praticamente derrotado. Fui, então, beber em um pub de Shepherd's Bush. Enquanto bebia, refleti. Cheguei à conclusão de que deveria esquecer Mary e prestar atenção em outras garotas. Novamente, fiquei chapado. E bati o carro.

              Quando acordei, estava num recinto branco. Um quarto de hospital. Ao lado da minha cama, havia uma poltrona, em que Mary Anne estava sentada. E de pé, ao lado da poltrona, estava meu rival.

                                                       * * *


(Mary's POV) 

        
                     Eu achava que Roger já não tinha salvação. Estava dizendo isso a George quando ele falou:

- Mary, olhe.

                      Roger abrira os olhos, depois de um mês e meio! Ele indagou, com a voz ainda fraca:

- Onde estou? Num hospital?
- Sim. - respondi.
- Tudo o que me lembro é de  ter bebido um monte e batido meu carro...
- E você esteve em coma nos últimos 45 dias.
- Coma? Por 45 dias? Perdi todo esse tempo, que poderia ter usado para vencer esse magrelo aí?

                         Evidentemente, George não gostou nem um pouco de ter sido chamado de "magrelo", mas disse:

- Acho sinceramente que não precisamos de competição nenhuma. É óbvio que Mary deve ficar com você, Daltrey.
- Comigo? Mas por quê?
- Se tivesse visto o quanto ela chorou no último mês e meio, concordaria comigo.
- Eu fiz tantas besteiras para ela... Você a merece, Harrison. Só você poderá tratá-la da maneira certa.

                            George pensava que eu deveria ficar com Roger, e vice-versa. É claro que eu sofrera, chorara e rezara para que Roger se recuperasse, mas, durante, aqueles 45 dias, ficou claro quem era o rapaz com quem eu deveria ficar.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Love Songs - Segunda parte

   Hoje temos mais casais e suas respectivas músicas-tema!


1) Evelyn Blen e Keith Moon








Demi Lovato - Trainwreck 






2) Jayne Greene e Pete Townshend







Rita Lee - O Amor em Pedaços

https://www.youtube.com/watch?v=Y-Qc-qipzuk


3) Mary Barton e Roger Daltrey








Taylor Swift - You Belong With Me






4) Mary Anne McCartney e Roger Daltrey



















The Kinks - Love Me Till The Sun Shines





PS: Peço desculpas, mas não consegui carregar o vídeo da Rita Lee. Então deixei o link.

domingo, 20 de abril de 2014

Love Songs - Primeira parte


Como eu sou uma pessoa kibona por natureza, vi a nova seção Soundtrack do Invasão Britânica, curti a ideia e quis copiar (pode me matar se quiser, Inara). Bem, aí vão alguns casais das minhas fics e suas músicas-tema.


1) Robert Plant e Elinor Fitzwilliam







Cazuza - O Nosso Amor A Gente Inventa (Estória Romântica) 






2) George Harrison e Mary Anne McCartney





The Beatles -  I Need You




3) Roger Daltrey e Betty Martin





              











Taylor Swift - Enchanted





4) John Entwistle e Mary Barton

  


Legião Urbana - Antes das Seis 




Quando eu tiver cabeça para pensar nos outros casais eu faço mais um post! Hahaha.

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 8: "Baby's In Black"

(George's POV - Flashback ON) 

        Parece que foi ontem. Eu tinha apenas 14 anos. Meu amigo Paul, que eu conhecera no ônibus escolar, me convidara para ir à sua casa. Ele queria me mostrar as suas habilidades musicais.
         Então a vi. Uma mocinha bonita, que se transformaria em uma linda mulher. Devia ter seus treze anos, e lia uma antologia poética.

- George, essa aqui é Mary Anne, minha irmãzinha. - Paul apresentou-a.
- Paul, eu não sou tão mais nova assim! - ela riu. Aquele sorriso maravilhoso tomou meu coração de assalto.

          No entanto, só percebi que a amava dois anos mais tarde. Ela fora assistir ao nosso show e "dar apoio moral". O tempo passou, e notei que os meus sentimentos eram retribuídos.
          Fui a Hamburgo, alguns meses depois. Quando voltei a Liverpool, ela se mudara para Oxford, para estudar.

(Flashback OFF) 

           
            Agora nós dois morávamos em Londres. Pensei que finalmente teria minha Mary em meus braços. Porém, ele se meteu. Por culpa de um loiro baixinho e briguento, Roger Daltrey, vocalista do The Who, a garota que eu amava fora tirada de mim. E ele a fez sofrer. Daltrey pagaria caro pelo que fez a Mary Anne.

                                                                 * * *


(Mary's POV) 

- Mary? - Keith Moon me ligou à uma e meia da manhã.
- Keith? O que houve?
- É o Roger... Parece que ele bebeu demais e bateu o carro... Ele está no hospital. Sei que vocês estão dando um tempo, mas...
- Isso não interessa agora, Moonie. - eu estava desesperada. - Dê-me o endereço de onde ele está internado, pelo amor de Deus.

             Keith informou o endereço, e Paul me levou até lá o mais rápido que pôde em seu Aston Martin.

- O acidente foi bem sério, srta. McCartney. - disse o médico. - Seu, hã...
- Pode-se dizer que ele é meu namorado, doutor.
- Bem, ele está em coma.
- Coma??? O senhor tem uma previsão de quando ele irá acordar?
- Não, srta. McCartney. É provável que em alguns dias. Ou semanas. No pior dos casos, meses, mas a possibilidade de que leve tanto tempo assim é remota.

              O choque foi grande demais. Por sorte, eu havia acabado de entrar em férias. As semanas passavam, e nenhuma notícia de melhoras de Roger. Pensei que tudo estava perdido. Eu não aguentaria perder outra pessoa amada para a morte.
              Entretanto, uma pessoa esteve ao meu lado o tempo todo: George.

                                                            * * *

(George's POV)

 

                Eu sempre disse a Mary Anne que ela poderia contar comigo em qualquer situação. Daquela vez não foi diferente. Sensibilizada como estava, ela precisava de tanto consolo como quando sua mãe falecera.
                 Certo, qualquer homem se sentiria péssimo vendo a sua amada sofrendo por outro. Ver Mary chorando por Daltrey acabava comigo. Mas eu passava por cima disso e fazia de tudo para melhorar o humor dela. Porque o sorriso de Mary Anne McCartney vale mais do que todas as riquezas do mundo.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 7: "If your heart breaks, don't wait"

         Meus lábios separam-se dos de George.

- Perdão, George. Foi mais forte do que eu.
- Não tem problema... - ele murmurou, incrédulo.
- Você fica uma gracinha quando está sem jeito. - falei.
- Bem, se quiser desabafar, estarei pronto para ouvir.
- Obrigada. Já que terminei com Roger, acho que estou livre.
- Livre... Livre para mim.

           George e eu nos beijamos mais uma vez. E foi um beijo mais intenso do que o anterior.

                                                   * * *


 
- Mary, posso falar com você? - minha amiga telefonou para mim um pouco mais tarde.
- Claro, Evanna.
- Eu estraguei seu namoro. Por favor, perdoe-me. Você sabe que Pete é o único que quero.
- A culpa não é sua, Evie. O culpado é aquele imprestável do Roger.
- Ele e Pete tiveram uma briga horrível.... Parece que até saíram no tapa. Roger foi expulso do The Who... De novo.
- Aquele energúmeno mereceu a surra que levou de Pete. E, por falar em Pete... Como estão as coisas com ele?
- Ele também me considera inocente. Gosto muito dele, Mary Anne.
- "Peter Dennis Blandford Townshend, você aceita Evanna Camille Davies como sua legítima esposa?"
- Calma, Mary. Ele ainda nem me pediu em namoro.
- Tenho certeza de que vai pedir.
- Será?
- Claro. Você é linda, legal e inteligente, e tem dois membros do The Who aos seus pés.
- Mary, não fale assim. George te ama, e acho que Roger ainda ama você também.
- George... Ah, ele é o único homem no mundo que vale a pena.
- Ei, e Pete também. - Evie riu.
- Sim, sim, claro. - também ri. - Se Roger ainda me ama, por que ele disse aquilo?
- Ele estava bêbado, Mary Anne. Quem sabe não foi da boca para fora?
- Bem, só sei que, graças a esse incidente, descobri que não esqueci George.

          Passou-se uma semana. Evanna e Pete começaram a namorar. George me levou para tomar sorvete, um de seus programas favoritos, e rolou um clima entre nós, mas não nos beijamos. Minha conversa ao telefone com Evanna levou-me a pensar que talvez a declaração de Roger a ela fosse apenas uma tolice "dita" pelo álcool.
           Numa tarde de sábado...

- Quem é? - perguntei, antes de abrir a porta.
- Sou eu. - reconheci a voz de Roger.
- Mas é muito cara de pau! Vá embora.
- Mary Anne, deixe-me explicar...
- Explicar o quê? Não há nada para ser explicado, Daltrey.
- "I danced with Linda, I danced with Jean, I danced with Cindy, then I suddenly see Mary Anne with the shaky hands..."
- Se acha que vai amolecer meu coração com essa música, está muito enganado!
- "Mary is so pretty, the prettiest in the land..."
- Está bem, entre. Desde que pense bem nos argumentos que vai usar.

               Abri a porta.

- Mary, eu estava completamente fora de mim. Bebi além da conta. Evanna é muito bonita, mas não se compara a você.
- Sei.
- Nenhuma garota se compara a você em nenhum aspecto. Por favor, Mary. Volte para mim, meu amor.
- Eu volto... Contudo, saiba que terá que me disputar.
- Disputar? Mas você sempre diz que acha absurdo que uma mulher sirva de troféu....
- E acho. Porém, você só ficará comigo se vencer George.
- George Harrison? Seu amigo, colega de banda do seu irmão?
- Ele mesmo.
- Bem, então farei isso. Por você, eu faria tudo e mais um pouco, Mary Anne.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 6: "Crying, Waiting, Hoping"

       Os três meses que se seguiram foram maravilhosos. Roger e eu estávamos tão apaixonados! No meu tempo livre, eu saía muito com ele.  Também ia com frequência ao ensaio do The Who para vê-lo.
      Às vezes, também ia ao ensaio dos Beatles. Minha relação com George continuava tão boa como sempre foi. Não parecia que eu havia rejeitado o pobre coitado. E Roger sequer desconfiava de que eu já havia sido apaixonada por meu amigo.
     Porém, tudo começou a desandar numa festa à qual Pete e Roger foram convidados. Fui acompanhando Roger e Pete levou Evanna, com quem estava saindo.
     Nós dançamos um pouco, e depois os rapazes pediram bebidas. Eu o adverti, mas Roger bebeu demais. De repente, ele disse:

- Tenho algo a revelar. Eu amo uma garota que está sentada nesta mesa.
- Que grande revelação. - debochou Pete. - Todos sabemos que você ama Mary Anne.
- Quem falou em Mary Anne? Eu amo Evanna.
- O quê??? - Evanna, Pete e eu nos espantamos.
- Roger, seu patife! Acabou! Nunca mais me procure! - exclamei, e me levantei da mesa, chorando. Ouvi Roger me chamar, pedindo para se explicar, e Pete xingando-o com quantos nomes horríveis existem na língua inglesa. A pobre Evanna não sabia o que fazer. Fui embora no primeiro táxi que encontrei.

                                                  * * *

   
        Passei a noite chorando. A única vez em que eu derramara tantas lágrimas antes fora quando mamãe morrera. Paul fez o que pôde para me consolar, em vão. Para minha sorte, o dia seguinte era um sábado (eu folgava nos fins de semana). Eu jamais conseguiria ir para o trabalho, com aquele ânimo em frangalhos.
           Fiquei em casa, e Paul foi trabalhar. Na hora do almoço, George apareceu.

- Mary... Paul me contou o que aconteceu. Vim ver se você estava bem.
- Ah, George, que bom que você veio. Obrigada. - dei um abraço muito forte nele e chorei em seu ombro, empapando a camisa que ele estava usando.
- Chore bastante, vai ser bom para você.

             Depois que me cansei de chorar, George e eu olhamos nos olhos um do outro por alguns instantes. Então, fiz algo que não devia: beijei-o.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 5: "Mary Anne, go to him"

    Duas semanas se passaram. Eu lia tranquilamente meu exemplar de A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson, sentada no sofá da sala, quando a campainha tocou. Atendi.

- Roger! Mas que surpresa!
- Bem, olá. Desculpe-me por vir sem avisar...
- Não tem problema. Entre.

       Roger entrou. Tive a impressão de que ele estava escondendo algo nas costas.

- Bem, Mary... Preciso dizer-lhe uma coisa.
- Sim?
- Eu amo você, Mary Anne McCartney. Essas rosas são para você. - ele disse, me entregando um lindo buquê.
- Oh, Roger... Obrigada. Eu... Também estou apaixonada.

           Eu não menti. Eu estava apaixonada. Mas não apenas por Roger. Por George também.

- Quer ser minha namorada, Mary?

            Olhando no fundo dos lindos olhos azuis de Roger, respondi:

- Sim, eu quero.

             Ele me tomou em seus braços e me beijou. Entreguei-me completamente ao beijo. Só quando Roger foi embora me lembrei de George, e passei a me sentir culpada.

                                                               * * *

               Como me sentia na obrigação de ser sincera com o pobre George, contei tudo a ele. Sua reação foi bem diferente do que eu imaginara.

- Foi isso, George. - eu disse. - Eu não pensei muito. Fui levada pelos meus sentimentos. Quando me dei conta, já tinha aceitado o pedido e Roger e eu estávamos nos beijando.
- Ah, Mary... Eu não a culpo. - falou George. - Só quero a sua felicidade. Não se importe comigo.
- Joj...
- Estou falando sério.  - então, ele cantarolou: "You say he loves you more than me, so I'll set you free, go with him".
- Não acho que um me ame mais do que o outro... Mas, se vamos continuar amigos...
- É claro que vamos.
- Bem, então desejo que você encontre uma garota que te ame mais do que eu. Ainda tem o telefone da Nora Smith?
- Eu fui muito apaixonado por Nora.... Mas ela não conseguia me fazer esquecer de você, Mary Anne. Afinal, nunca faltaram pretendentes para você. Por que você iria querer um magrelo que toca guitarra?
- Porque eu amava esse magrelo.... E, no fundo, ainda amo.
- Está dizendo que, se não der certo com Roger, tenho chances?
- Quem sabe? - dei um beijo no rosto de George.

          Pensei que tudo estava resolvido... Como me enganei.

Oneshot: Love Ain't For Keeping

Eu sempre quis fazer uma oneshot! Esta é a primeira em que escrevo uma, me inspirando em algumas ideias aleatórias que eu tive. Esta pequena fic mostra um diálogo entre Roger Daltrey e Mary Anne McCartney, depois que ela se casou com George Harrison. 






     O ano de 1971. Mary Anne e George estavam casados havia cinco anos, e já tinham três filhos: George Jr., Amanda e Corina.  
    Eles estavam organizando um concerto para arrecadar fundos para as vítimas de um furacão que havia assolado Bangladesh, um país vizinho da Índia. Mary havia sugerido ao marido que convidassem o The Who para se apresentar. George disse que não via problema, mas, intimamente, tinha receio de que Roger Daltrey tentasse se insinuar para Mary. 
     A jornalista e escritora não tinha esse temor. Foi ao estúdio onde o The Who estava gravando seu próximo álbum, Who's Next, para conversar com os membros da banda. Não encontrou ninguém lá... Exceto Roger. 


- Mary! - ele ficou surpreso. - Há quanto tempo!
- É mesmo. - ela não soube o que dizer ou como agir. Roger continuava tão atraente quanto era em 1965. Seus cabelos estavam longos como os de George, porém mais volumosos. 
- O que te traz aqui? - ele perguntou.
- Eu gostaria de saber se o The Who pode tocar no concerto que George e eu estamos organizando...
- Concerto? - Roger ficou interessado. Mary explicou a ideia a ele. 
- Eu acho que é uma ótima ideia, Mary Anne, mas preciso conversar com Pete, Keith e John. Avisarei você quando tivermos nos decidido. 
- Tudo bem. Acho que eu já vou....  Até mais, Roger. - Mary disse, se virando para ir embora. 
- Espere, Mary. - Roger segurou o braço dela. 
- O que foi, Roger? Preciso ir, deixei meus filhos na casa de Evanna... 
- Mary Anne... Você sabe que eu nunca a esqueci por completo, não é? 
- Roger, eu tenho marido! Tenho filhos! Engordei depois de três partos! O que tivemos é passado. 
- Você continua tão linda quanto era há seis anos, Mary. E.... Sua personalidade é apaixonante. 
- Roger, por favor...
- Me deixe cantar para você, só um pouquinho...
- Está bem. - Mary cedeu. 

          Ele cantou: 
"The spring is seeping
Lay down my darling me
Love ain't for keeping
Lay down beside me
Love ain't for keepin" .    




-  Isso foi lindo, Roger!
- Muito obrigado, Mary. Escute... Eu tenho a Marie agora. Eu a amo demais.... Mas eu nunca me esqueci de você. Você foi a primeira mulher que eu amei de verdade.
- Você também tem um lugar especial no meu coração, Roger, mesmo que eu ame o George. - ela sorriu, e foi embora.

















































sábado, 15 de fevereiro de 2014

Minhas personagens: Quais os melhores casais?

Inicialmente, meu plano era postar isso ontem, em homenagem ao Valentine's Day. Mas não tive tempo. A ideia é simples. Muitas das minhas personagens tiveram mais de um amor. Eu gostaria de saber quais casais vocês shipam!


                          Quem deveria ser a inspiração dos poemas de Elinor Fitzwilliam?




                                                                   Robert Plant?





                                   
                                                               Ou Graham Nash?




                                               Vocês devem se lembrar de que Lynn Stephens enfrentou um grande dilema....




Ela fez certo ao escolher ficar com seu namorado, Pete Townshend? 


Ou ela deveria ter dado uma chance a Keith Richards? 



Mary Barton teve muita sorte, pois ela namorou não apenas um, mas dois membros do The Who! Com quem ela deveria ter vivido seu conto de fadas? 



O sedutor Roger Daltrey? 



Ou o tímido John Entwistle? 



Mary Anne McCartney também passou muito tempo dividida entre dois grandes amores. 




                  Ela se casou e teve muitos filhos com George Harrison, e foram felizes até a morte dele....


Mas e se ela tivesse se casado com Roger Daltrey? Eles seriam felizes? 



A grande amiga de Mary Anne, Evanna Davies, também se apaixonou intensamente duas vezes. 



Ela deveria não ter dado ouvidos à sua invejosa prima, Jenna, e continuado ao lado de Pete Townshend? 



Ou somente Art Garfunkel poderia fazê-la feliz? 






                E aí? Quais casais são os seus favoritos? Coloquem nos comentários, por favor! Quero saber a opinião de vocês!                                                                                                                    

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 4: "Is there anybody going to listen to my story?"

   Durante o restante do jantar, Roger foi muitíssimo atencioso. A cada minuto eu ficava mais encantada por ele. George continuou a nos observar, mas foi embora depois de 20 minutos.
    Eu tentava agir normalmente, mas minhas mãos me traíram. Elas tremiam muito, devido a tudo o que George dissera. Roger começou a me chamar de "Mary Anne das Mãos Trêmulas". Ele me deixou em casa e se despediu de mim com um selinho. Fiquei ainda mais balançada.

                                                                ***



    No dia seguinte, quando cheguei ao trabalho...

- Mary Anne, por que não me disse nada?
- Não disse nada sobre o quê, Evanna?
- Sobre você estar saindo com Roger Daltrey.
- Como você ficou sabendo disso?
- Amber.

        Amber Henderson era a mais nova repórter do departamento de celebridades, e de longe a mais fútil e fofoqueira. Evanna me mostrou as fotos que Amber tirara com sua Polaroid. Graças a Deus, George não aparecia em nenhuma delas.
      Mal consegui trabalhar, pois todas as minhas colegas queriam detalhes do meu "relacionamento" com Roger. Tive muito trabalho para explicar que aquela fora a primeira vez em que eu saíra com ele.

                                                             * * *

       Dois dias depois, tive uma folga. Paul perguntou se eu queria ir ao ensaio. Topei. Obviamente, George estava lá. Ele me tratou como sempre: com a amabilidade com a qual ele, John e Ringo sempre me trataram. Afinal, nossa amizade era antiga. Se Paul desconfiasse de algo, George seria enterrado vivo, jogado a um fosso de crocodilos ou algo do gênero.
      Num certo momento, John, Paul e Ringo foram beber água. George perguntou:

- Não quer falar nada sobre três noites atrás?
- George... Eu...
- Você está apaixonada por Roger?
- Eu... Eu não sei. Acho que sim.
- Eu sabia!
- Mas... Acho que ainda estou apaixonada por você.
- Ainda?
- Sim. Desde a primeira vez em que o vi tocar, naquele show dos Quarrymen, nunca mais o vi da mesma maneira. Você deixou de ser só um amigo.
- Você estava tão linda naquele dia... Também passei a vê-la de outra forma. De minha amiga, você passou a minha amada. Mas você disse que também está apaixonada por Roger...
- Sim, estou. Estou dividida.
- Se é assim, dou o tempo de que precisar para se decidir.
- E nossa amizade continua de pé?
- É lógico que sim.
- Obrigada, George. - abracei-o.

                                                   * * *

           Em casa, pedi a Paul um tempinho para conversarmos. Expliquei toda a situação a ele. Meu irmão, ao saber dos sentimentos de George por mim, falou, em tom de resmungo:

- Se eu pegar aquela vara de bambu, vou torcer-lhe o pescoço...
- Ah, me poupe, Paul. - revirei os olhos, impaciente.
- Desculpe. É o instinto.
- Acho bom controlar seus instintos, porque em breve ficarei com um dos dois.
- Espero que faça bem a sua escolha, maninha.
- Também espero, mano.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Minhas personagens -> Evanna Davies (editado)

   E a inspiração não quer ir embora! Agora seremos apresentadas a Evanna Davies, prima de Ray, Dave e Jenna e amiga de todas as horas de Mary Anne. Quem lhe dá vida é Ellen Page. Vamos lá!







Nome completo: Evanna Camille Davies.

Data e local de nascimento: 17 de junho de 1944, em Londres, Inglaterra.

Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.

Idade: 21 (em 1965, ano em que se passa "Mary Anne With The Shaky Hands").

Amiga mais próxima: Mary Anne McCartney. Também ficou próxima de Felicity McGold e das outras meninas da Rolling Stone.

Profissão: Jornalista, formada pela Universidade de Londres.

Namorados: Pete Townshend (1965-1967 - sua prima Jenna roubou-o dela) e Art Garfunkel (1967 em diante - casaram-se por volta de 1970 e tiveram dois filhos: James e Beau).

Características: Evanna, ou Evie, é uma amiga fiel. Quando criança, era muito próxima de Ray e Dave. Contudo, Jenna sempre foi uma pedra no seu sapato. Ela morria de ciúmes da atenção que Evanna chamava no círculo familiar, devido ao seu talento nato para o jornalismo, e também se incomodava por Ray e Dave preferirem brincar com ela, que sempre foi calma e paciente.
                       Evie realmente gostava de Pete e jurava de pés juntos que se casaria com ele, até que sua prima invejosa apareceu e estragou tudo. A melhor amiga de Mary Anne também tem um pouquinho de ciúmes de Annie Collins e Felicity McGold, mas a única namorada de Pete de quem ela realmente nunca gostou é Jenna.
                     Para passar o tempo, a menininha doce da família Davies gosta de ler, andar de patins e ir ao cinema.

Do que Evanna mais gosta:  Ler livros e jornais e ver álbuns de família.

Do que Evanna menos gosta: Falta de união na família ou entre amigos.

Medo: Que Jenna faça da sua vida um inferno.