segunda-feira, 3 de março de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 6: "Crying, Waiting, Hoping"

       Os três meses que se seguiram foram maravilhosos. Roger e eu estávamos tão apaixonados! No meu tempo livre, eu saía muito com ele.  Também ia com frequência ao ensaio do The Who para vê-lo.
      Às vezes, também ia ao ensaio dos Beatles. Minha relação com George continuava tão boa como sempre foi. Não parecia que eu havia rejeitado o pobre coitado. E Roger sequer desconfiava de que eu já havia sido apaixonada por meu amigo.
     Porém, tudo começou a desandar numa festa à qual Pete e Roger foram convidados. Fui acompanhando Roger e Pete levou Evanna, com quem estava saindo.
     Nós dançamos um pouco, e depois os rapazes pediram bebidas. Eu o adverti, mas Roger bebeu demais. De repente, ele disse:

- Tenho algo a revelar. Eu amo uma garota que está sentada nesta mesa.
- Que grande revelação. - debochou Pete. - Todos sabemos que você ama Mary Anne.
- Quem falou em Mary Anne? Eu amo Evanna.
- O quê??? - Evanna, Pete e eu nos espantamos.
- Roger, seu patife! Acabou! Nunca mais me procure! - exclamei, e me levantei da mesa, chorando. Ouvi Roger me chamar, pedindo para se explicar, e Pete xingando-o com quantos nomes horríveis existem na língua inglesa. A pobre Evanna não sabia o que fazer. Fui embora no primeiro táxi que encontrei.

                                                  * * *

   
        Passei a noite chorando. A única vez em que eu derramara tantas lágrimas antes fora quando mamãe morrera. Paul fez o que pôde para me consolar, em vão. Para minha sorte, o dia seguinte era um sábado (eu folgava nos fins de semana). Eu jamais conseguiria ir para o trabalho, com aquele ânimo em frangalhos.
           Fiquei em casa, e Paul foi trabalhar. Na hora do almoço, George apareceu.

- Mary... Paul me contou o que aconteceu. Vim ver se você estava bem.
- Ah, George, que bom que você veio. Obrigada. - dei um abraço muito forte nele e chorei em seu ombro, empapando a camisa que ele estava usando.
- Chore bastante, vai ser bom para você.

             Depois que me cansei de chorar, George e eu olhamos nos olhos um do outro por alguns instantes. Então, fiz algo que não devia: beijei-o.

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