sábado, 30 de setembro de 2023

Os amores de Elinor Fitzwilliam

   A Elinor certamente é uma das minhas personagens que mais colecionou paixões. Nem sempre ela foi feliz com seus amores, mas o fato é que a escritora é uma romântica incorrigível, jamais desistindo do sonho de encontrar o homem da sua vida.

 Vamos ver quem foram essas paixões, e se Elinor conseguiu encontrar o amor verdadeiro, afinal! 


Jimmy Page (1956-1966) 




   
   Page foi o primeiro amor da Elinor. Os dois eram melhores amigos desde pequenos e, quando  tinham 12 anos, Elinor começou a ver seu companheiro de infância com outros olhos. Infelizmente, ele nunca a viu como algo além de amiga. 
 Mesmo sabendo disso, e que Jimmy era um conquistador desde a adolescência, Elinor passou dez anos de sua vida amando o amigo silenciosamente. Ela só revelou esse segredo a ele muitos anos depois, já namorando Robert. 
 Entretanto, a amizade de Elinor e Page ficou abalada no início dos anos 70, quando ela ficou sabendo do envolvimento dele com uma garota menor de idade, Lori Maddox. Elinor ficou indignada e declarou que Jimmy não era merecedor de sua amizade e de seu amor fraterno. Em Dancing With Our Hands Tied, veremos esses acontecimentos com mais detalhes. Elinor só desistiu por completo de sua paixão por ele ao conhecer outro guitarrista... 


Keith Richards (1967) 
    





  Graças à amizade com Jimmy, na época em que ele estava nos Yardbirds, Elinor pôde conhecer muitos dos grandes nomes da cena do rock de Londres. Entre eles, os Rolling Stones.
 Foi então que, após rápidos envolvimentos com rapazes que ela considerava sem graça na faculdade, na tentativa de esquecer Jimmy, ela finalmente conheceu outro homem que virou sua cabeça: Keith Richards. 
   Elinor apaixonou-se perdidamente por Richards, e bem que tentou conquistá-lo. Ele gostava dela... Como amiga. Do ponto de vista amoroso e sexual, nessa época, Keith estava concentrado em duas mulheres: Anita Pallenberg, que ele estava disputando com Brian Jones, e Felicity McGold, o seu "pecado". Mesmo ela estando envolvida com outros homens, Richards ainda tinha esperança de reconquistá-la. 
   Percebendo que ficou na "friendzone" outra vez, Elinor decidiu partir para outra. Mas teria de aguardar até 1968. 
   

Robert Plant (1968-1973) 




    

 Depois de passar anos não sendo correspondida pelos homens por quem se apaixonou, e não correspondendo os homens que se apaixonaram por ela, Elinor finalmente conseguiu o que tanto queria: o homem por quem se apaixonou sentia o mesmo por ela. Encontrou esse homem no fim de 1968: Robert Plant, o atraente vocalista da nova banda de Jimmy, o Led Zeppelin.
  Em Heartbreaker, acompanhamos os percalços do romance desses dois: os primeiros flertes, o início do namoro, a viagem de Elinor para visitar a prima Emily, a turnê do Zeppelin, as maldades de Georgiana Sparks, a separação, a ficada de Elinor com Graham Nash... Até que, depois de tantas peripécias e desencontros, o casal finalmente se reconcilia e se casa, como num livro de Jane Austen, a autora favorita de Elinor. 
   Final feliz? Por enquanto. Em Dancing With Our Hands Tied, quatro anos após os eventos de Heartbreaker, sabemos que Elinor e Robert estão casados e têm dois filhos: Mary Elizabeth, de 2 anos, e Karac, um bebê de poucos meses. Quando se casou, Elinor tinha certeza de que Robert era seu verdadeiro amor e de que seria feliz para sempre com o "Golden God". Mas seu marido vem agindo de forma estranha: às vezes frio e distante, às vezes apaixonado e carinhoso. 
 Sem entender os motivos para tal mudança em Robert, Elinor se sente carente, o que permite que a maior reviravolta de sua vida aconteça... 


John Paul Jones (1973-presente) 


 Vou citar Heartbreaker literalmente: "O primeiro que me foi apresentado foi o baixista John Paul Jones, Jonesy para os íntimos. Seu verdadeiro nome era John Baldwin. Ele tinha um jeito engraçadinho, e era até bonitinho". "Até bonitinho". Foi isso que Elinor achou do homem de sua vida ao vê-lo pela primeira vez, ao contrário do arrebatamento que sentiu ao conhecer Keith ou Robert. 
   Às vezes, o amor verdadeiro está bem ali do seu lado, e você não se dá conta. Foi o que aconteceu com eles. Quando se conheceram, em 1968, Elinor só tinha olhos para Robert, e Jonesy estava com Susie Morris, com quem ele teria um filho, Simon. 
   Mais ou menos quatro anos depois, Elinor e Robert estavam casados, mas seu relacionamento estava estremecido. Jonesy, por sua vez, havia se separado de Susie. Com o fim da amizade entre Elinor e Jimmy, ela se aproximou mais de Jonesy. 

  O fortalecimento da amizade entre eles teve um efeito inesperado sobre o baixista: ele se apaixonou por Elinor. Perdidamente. Porém, Jonesy decidiu que não diria nada, em respeito ao amor dela pelo marido, Robert, e à sua própria amizade com ele. Mesmo que suspeitasse que o vocalista estivesse traindo Elinor. 

  Mas ele não aguentou guardar aquilo para si. Após uma conversa com Angie Smith em busca de conselho, revelou tudo a Elinor e a beijou. E foi a partir daí que tudo mudou. 

  Enternecida com os sentimentos de Jonesy por ela, e sentindo-se carente e perdida diante do comportamento inusitado do marido, Elinor acabou por corresponder ao amor de Jonesy. E os dois iniciaram um romance proibido... Veremos mais em Dancing With Our Hands Tied


Menção Honrosa: Graham Nash (1969) 




   Como vimos em Heartbreaker, durante o breve período em que Elinor ficou separada de Robert, ela voltou para a Inglaterra e, graças a sua irmã Fanny, que namorava Allan Clarke, conheceu Graham Nash. Graham não estava mais nos Hollies, mas mantinha a amizade com seus antigos colegas de banda, e, ao conhecer Elinor, apaixonou-se por ela. 
    Elinor também gostou muito de Nash, é possível dizer que ela teve uma crush por ele, mas nada perto das paixões que teve por outros homens. Ela não conseguia se esquecer de Robert... 
   Assim, acabou terminando seu caso com Graham e voltando para o vocalista do Led Zeppelin. Mas esse breve romance teve como resultado a canção Lady Of The Island, do Crosby, Stills & Nash.