domingo, 26 de abril de 2015

Oneshot: Enchanted (Série What If - Modern Vampires Of The City) - Parte III

Boa tarde! Demorou um pouco mas finalmente vou postar a terceira parte dessa enorme oneshot! A quarta parte já está sendo escrita. Boa leitura! 


                  





                     Na noite seguinte,  Peter indagou a Davy:


- Você soube o que sua amiguinha moradora do Castelo Beckenbauer fez?

                      Davy franziu suas grossas sobrancelhas.

- Não...

- Ela massacrou um grupo de caça-vampiros para salvar a vida de Gerd Müller. Aparentemente,  eles se casaram.             

- Massacrou? Lulu não é cruel assim, ela é bondosa... Se estou vivo, foi graças a ela. – disse Davy.

- Só estou repetindo o que o grupo da mansão dos McCartney me contou. – falou Peter.

- Espere aí. – disse Mike. – Ela se casou com Müller? Eu sabia, aquele alemão execrável não amava Alice! – o lobo soltou um grunhido angustiado.

- Mike, Alice amou você antes de... Bem, de descobrir seu segredo.  – disse Dianna. – Mas ela ficou com medo.

- Ela nos contou que tinha se aproximado dos domínios do conde na tentativa de entrar aqui na ilha e encontrá-lo. – continuou Emma.

- E Beckenbauer a mordeu... E a deu como noiva para o chucrute desgraçado!

- Não fique assim, companheiro. – Mike deu um tapinha amistoso nas costas de Mike. – Sabe, hoje Moore vai convocar todos os membros da alcateia para decidirmos se abrigaremos uma moça que pediu refúgio aqui. Quem sabe ela não conquista seu coração?

- Ninguém tomará o lugar de Alice no meu coração, Micky.

                Dali a uma hora, quando o grande relógio de pêndulo da sala de visitas bateu três vezes, indicando as três horas da madrugada, o grupo saiu da mansão e dirigiu-se a uma clareira no ponto mais central da floresta, onde normalmente se reuniam os membros da alcateia.
                  Bobby Moore saudou-os quando ali chegaram. Sentaram-se no chão. O lobo alfa limpou a garganta e disse:

- Uma boa noite a todos. Primeiramente, gostaria de cumprimentar o novo membro honorário de nossa alcateia, srta. Dianna Mackenzie.

- Na verdade, sra. Dianna Jones. – Davy corrigiu Moore.

- Pois bem. – respondeu Moore. – Digo que a sra. Jones é membro honorário da alcateia por não ser uma loba, mas sim uma vampira. Mas vamos ao que interessa. Na noite de ontem, veio pedir-me refúgio a srta. Alana Watson. Ela é uma loba. Venha adiante, srta. Watson.

                     Das sombras, apareceu uma jovem de baixa estatura, cabelos castanhos e olhos dessa mesma cor. Ela tinha um ar calmo e doce. Não parecia uma loba... Pelo menos não para Mike. Ela o percebeu olhando-a, e fitou-o de volta com um sorriso tímido.  Mike engoliu em seco.


- Bem, senhoras e senhores, podemos abrigar a srta. Watson?

- Claro! – disseram todos os moradores da Ilha dos Lobisomens.

- Obrigada. – falou Alana com um sorriso um pouco menos tímido.

                                                                          * * *


- Você gostou da nova moradora da ilha, não é, Mike?  – perguntou Micky.

- É, hã... Ela é simpática. – respondeu Mike, embaraçado.

- Não dou alguns meses para ele trazê-la para viver na mansão.  – disse Davy.

- Eu também não.  – Peter falou.

- Eu já disse a vocês! Ninguém tomará o lugar do meu coração que pertence a Alice! – Mike bradou.

- Mike... Companheiro, me escute. Eu sei que você amou muito aquela vampira. Mas ela está morta. E mais: ainda em vida ela se esqueceu de você. Havia Palin. E Müller.

- Ah, Micky, eu sei! – Mike rugiu. – Parte meu coração lembrar-me disso! Mas não interessa se ela não me quis! Continuo a querê-la! – ainda tomado pela dor, ele entrou como um furacão em seu quarto. Naquele dia ninguém na mansão dormiria, devido aos uivos de dor no coração do lobisomem infeliz.


 Alguns dias depois...

                     Quando o Sol se pôs, os moradores da mansão despertaram. Dianna percebeu que algo não estava normal em seu corpo. Talvez fosse o fato de que não era mais humana... Não, não, aquilo não deveria ter causado o “atraso”. Procurou Emma. 

- Emma... Diga-me uma coisa.

- O quê? – a loba estava curiosa.

- Vampiras... Ficam naqueles dias? – inquiriu a vampirinha.

- Ora... Eu creio que sim.  Vocês nada mais são que mulheres que não suportam a luz do Sol e cheiro de alho, fogem de água benta e crucifixos e se alimentam de sangue.  Por que a pergunta?

- Porque já deveria ter vindo.

- Você e o Davy andaram aprontando... – Emma deu uma risadinha.

                      
                          Dianna corou.


- Bem, sim. No riacho. Umas noites atrás.

- O que o Conde Beckenbauer dirá quando souber que o vampirinho traidor gerou um novo morceguinho?  Estou feliz por você, amiga. – A loba abraçou a amiga vampira.

- Obrigada. – Dianna sorriu. – Eu não vou deixar os vampiros do conde pegarem meu bebê.  – disse ela, alisando o ventre.

- Só resta contar ao papai morcego. – Emma falou.

- Sim. – Dianna estava ansiosa para saber qual seria a reação do marido. – Espere, papai morcego? Desde quando você faz piadinhas, Emma?

- Dianna, veja com quem me casei.

- Está explicado.  – Dianna riu.

                                                          * * *


              Todo o clima amoroso na mansão estava matando Mike. Micky e Emma sempre apaixonados e cuidando do filhote, Christian. Peter levara Erin para viver com ele na mansão e eram agora recém-casados. Mike não aguentava mais passar pelo quarto do casal e ouvir ruídos amorosos vindo de lá de dentro.
                 E os vampiros Davy e Dianna, desde que descobriram que ela estava grávida, estavam mais românticos do que nunca. Não se desgrudavam.


- Talvez... Talvez eu esteja ficando muito amargo desde que Alice morreu.  – ele murmurou para si mesmo enquanto caminhava errante pela floresta certa noite.
             
               Mike se lembrava do breve período, quando ela era humana e não sabia que ele era um lobisomem, em que ele foi feliz ao lado de sua amada. Pensava em torná-la sua loba, e tinha quase certeza de que ela aceitaria. Mas antes ele precisaria contar a Alice seu segredo.

(Flashback ON)

                
- Alice, você aceitaria se casar comigo?

- Oh, Mike, claro que sim! – os olhos e o sorriso da moça resplandeceram.

- Mesmo sabendo de uma certa... Coisa sobre mim?

- Qual coisa? – ela ficou intrigada.

- Alice... Eu...

- Você o quê?

- Alice... Eu sou um lobisomem.

- O quê? – num primeiro momento a jovem não acreditou.

                   
                    Então Mike assumiu a forma lupina diante dela. A moça deixou escapar um grito, e ele voltou à forma humana.


- Mike... Não... Não posso acreditar que você é um monstro!

- Alice, meu amor... – ele tentou tocá-la no rosto.

- Não! Não me toque! Fique longe de mim! E vá embora! Não quero vê-lo nunca mais!

- Alice, por favor! Vai deixar de me amar só por causa disso?

- Só por causa disso? Tenho medo de que você me ataque!

- Querida, eu jamais machucaria você! Eu juro! Por favor, não me deixe.  – ele se atirou aos pés da amada e abraçou-os.

- Eu amo você, Mike, mas não posso arriscar minha vida!

- Mas, minha amada, acredite quando digo que não ofereço perigo para você!

- Sinto muito. – Alice soltou suas pernas dos braços de Mike, chorando.

                   Mike foi embora, soltando ganidos vez ou outra. Alguns dias depois, ficou sabendo que Alice havia aceitado o pedido de casamento de um jovem lenhador chamado Michael Palin, que amava a moça há tanto tempo e tão intensamente quanto o jovem lobo.
                     Aquilo foi o bastante para ele, principalmente por saber que Alice ainda o amava e só aceitara o noivado com Palin para esquecê-lo. A tristeza que se abateu sobre ele era tanta que o rapaz sabia que não suportaria continuar vivendo no vilarejo.  Fugiu para a Ilha dos Lobisomens e pediu a Bobby Moore que o deixasse viver ali. O lobo alfa permitiu. Mike conquistou a amizade de um jovem lobo chamado Micky Dolenz, e passou a viver na mansão dele.
                      Depois de algum tempo, abrigaram um mago chamado Peter Tork e um vampiro, Davy Jones. Os quatro tornaram-se grandes amigos. Mike e seus amigos, então, souberam que o Conde Beckenbauer atacara e transformara em vampira uma moça do vilarejo que passava perto de seus domínios, chamada Alice Stone. Isso foi como uma facada no coração de Mike. E o coração dele ficou ainda mais dolorido quando soube que o conde dera a jovem como noiva ao seu amigo Gerd Müller, também um vampiro. Para deixar a situação ainda pior, as relações amorosas entre lobos e vampiros eram terminantemente proibidas.
                      A partir daí, a solidão começara a tornar o lobo mais feroz. Ficou pior quando viu os amigos se apaixonarem. Micky se casou com uma bela loba loira chamada Emma Carlisle, e logo ela estava à espera de um filho. As amigas humanas dela, as primas Dianna e Erin, vieram visitá-la, e acabaram conhecendo Davy e Peter. Amor à primeira vista.
                   Quando as três jovens souberam que sua amiga de longa data, Alice, ainda estava viva, a vampira passou a vir à ilha para vê-las. Sempre que a noiva de Gerd Müller vinha à mansão, Mike se enclausurava no quarto, o som da voz de Alice fazendo seu coração acelerar.
                      E então ela morreu. A vida não tinha mais sentido para o lobo. Porém, não tinha vontade de tirar sua própria vida.

(Flashback OFF)

                       Mike rememorava todos esses acontecimentos, quando o som de gritos atingiram seus ouvidos. A princípio, pensou que estava tendo alucinações e ouvia os gritos de Alice outra vez.
                         Entretanto, percebeu que eram reais. Assumiu a forma de lobo e correu. Chegou à região da floresta onde havia mandrágoras. Os gritos eram delas. Caída no chão, com as mãos nos ouvidos, quase enlouquecida e surda, estava Alana.  Mike não podia deixar que a moça morresse devido aos gritos daquelas plantas. Com patadas poderosas, tentando resistir aos berros estridentes, esmagou as mandrágoras. Aos poucos, Alana sossegava. Tirou as mãos dos ouvidos e levantou-se. Mike voltou à forma humana.


- Oh, Mike! Obrigada! – Alana sorriu para o jovem lobisomem.

- Eu não podia deixar aquelas plantas malditas te matarem, podia?

- Bem... Não, creio que não.

- Claro que não! Bem, eu recomendo que fique longe dessa região da floresta. Além das mandrágoras, há plantas carnívoras e insetos gigantes.

- Plantas carnívoras? Insetos gigantes? – Alana arregalou os olhos.

- Sim. Venha, vamos embora.

                             Alana deixou que Mike a conduzisse de volta à sua casa, do outro lado da floresta.


- Então, Alana... Como veio parar na ilha?

- Minha mãe era uma loba. Quando meu pai descobriu isso, ele nos abandonou. Eu era apenas um bebê. Nós duas passamos a vida nos mudando de vilarejo em vilarejo, tentando nos proteger. Mamãe sempre me dizia que, quando ela morresse, eu deveria procurar abrigo aqui na Ilha dos Lobisomens. No meu caminho para cá, fiz amizade com dois jovens lobos chamados Edward Simons e Harry Daniels. Entretanto, eles foram atacados por um grupo de vampiros, que mais tarde descobri serem do séquito do Conde Beckenbauer. E não resistiram. Segui viagem sozinha e cá estou eu.

- Entendo.

- Sabe... Odeio ser uma loba. Perdi o homem que eu amava por isso.

- Eu também perdi minha amada por ser lobo.

- Eu soube que você era apaixonado por aquela vampira, Alice Stone.

                Mike suspirou.


- Sim, eu era. Ainda sou.

- Desculpe, este assunto é delicado, eu não deveria ter tocado nele.

- Não, não, está tudo bem. Eu... Preciso me resignar. Ela está morta, e, mesmo que ela ainda vivesse... Não seria minha.

                    Chegaram à casa de Alana.


- É aqui que eu vivo. – disse ela.

- Bem, está entregue, sã e salva.

- Obrigada, Mike. Você é muito gentil.

                       O jovem lobo tomou e beijou a mão da moça.


- Disponha.

- Até logo. – disse ela, entrando.

- Até logo.

                                                                   

                                                                        * * *

                  Três meses depois...


                      Dianna, agachada, colhia flores perto da mansão quando ouviu o som de passos se aproximando dela. Ela ergueu os olhos.

- Olá, Dianna.

- Peter Noone. – Dianna disse com desprezo. Ele era um dos vampiros do séquito do Conde Beckenbauer. Um dos que desejavam vingar a “ofensa” que seu marido infligira ao vampiro-mestre. Contudo, Noone tinha um motivo a mais para querer se livrar de Davy: amava Dianna.

- Como vai, minha amada?

- Ia bem, até você aparecer. – disse ela, se levantando com certa dificuldade, devido ao ventre, que começava a ficar saliente.

- Ah, meu anjinho com presas, por que me trata assim? – ele enlaçou Dianna pela cintura.

- Largue-me, seu maldito! Eu sou casada! Estou esperando um filho!

- Eu posso ser um marido muito melhor, Dianna. E cuidarei do seu bebê como se fosse meu.

- Eu nunca me casaria com você, seu parvo! Davy! Davy! Ah! – Noone agarrou-a e tapou sua boca com a mão, antes que o marido a ouvisse. Dianna bem que tentou resistir, e poderia acabar com ele, mas a condição de grávida a impedia. Ficava impossibilitada de aplicar golpes no vampiro.

                         Com seus poderes, Noone conseguiu transportar Dianna para longe, para o outro lado da floresta. Contudo, não antes de Davy aparecer na soleira das portas da mansão, atraído pela esposa chamando-o.

- Noone! Solte a minha esposa! – ele bradou, e correu para tentar libertá-la. Foi tarde. Noone desapareceu, levando Dianna com ele.

                           Logo Davy viu o que Noone fizera. Transformara a si próprio e Dianna em morcegos. Ele voava, e carregava Dianna presa nas patas traseiras.

- Ai de você se machucar minha mulher e meu bebê, seu energúmeno! – Davy esbravejou. Assumiu a forma de morcego e voou no encalço de Noone.

                            Após uma longa perseguição nos céus, Noone finalmente pousou, num ponto da floresta do qual Davy preferia ficar longe: o local onde havia as plantas carnívoras e os insetos gigantes. Ele viu que lá embaixo estavam os asseclas de Noone: Derek Leckenby, Karl Green, Keith Hopwood e Barry Whitwam. Todos vampiros. Todos servos do conde. Todos loucos para matar Davy.
                              Ao assumir forma humana, Noone depositou Dianna cuidadosamente no chão. Ela não parecia machucada, entretanto, Davy estava receoso. Ele pousou e assumiu forma humana. Ao vê-lo, Dianna correu para ele.


- Meu doce vampiro! Que bom que está aqui! – ela o beijou.

- Você está bem, Dianna? – ele segurou a mão dela e colocou a mão livre sobre o ventre dela.

- Estou bem. O bebê também. – respondeu a vampira.

- Vejo que ele está bem. – Davy sorriu. – Senti-o se mexer.

- Porque ele sentiu sua mão. – Dianna estava tão feliz quanto o marido.

- Odeio atrapalhar o momento em família, mas devo pedir que se despeça do seu maridinho querido, Dianna. Ele vai morrer. – Noone exibiu seus caninos em um sorriso cruel.

- Não, ele não vai! – Dianna soltou-se de Davy, furiosa, os olhos se avermelhando e as presas despontando.  – Eu farei o que puder para protegê-lo!

- Querida. – Davy segurou seu pulso. – Não faça isso. É perigoso para você e nosso filho.

- Mas, Davy...

- Eu vou ficar bem. Vou acabar com esses imbecis.

- Você, Jones? Tão baixinho assim? – Noone debochou.

- Por que não cala essa sua boca grande, Noone?  - Davy odiava comentários sobre sua pouca altura. No entanto, uma das vantagens de ser um vampiro era a força descomunal. Trocou socos com cada um dos companheiros de Noone, que, mesmo sendo também vampiros, mais altos e estando em maior número, eram menos ágeis.
            
                    Jogou cada um deles dentro das “mandíbulas” das plantas carnívoras monstruosas. Todavia, faltava o líder. Noone já estava se acovardando, porém, iria manter-se firme na decisão de matar Davy e tomar Dianna para si.


- Keith, Derek, Karl e Barry eram uns palermas. A mim você não vence, Jones!

- É o que vamos ver. – Davy mostrou os caninos. Ele e Noone se atracaram. Chutou as canelas de Noone, derrubando-o. Ele disse, olhando irado para o rival: - A sua sorte é que não gosto de sangue humano, e muito menos sou canibal, Noone. De outra maneira, já teria sugado o seu sangue. Por isso... – ele agarrou Noone e olhou na direção das plantas carnívoras.

- Não, Jones! Eu faço qualquer coisa para que não me dê como alimento para aquela coisa!

- Cale essa boca maldita! – Davy socou Noone.
                  

                     Após fazer isso, Davy arremessou Noone na “boca” da maior das plantas carnívoras. E esse foi o fim do vampiro loiro.


- Davy! – chamou Dianna. Ele foi até ela. – Agradeço por me salvar, meu amor, mas... Creio que a punição que aplicou a Noone e seus amigos foi um pouco... Radical.

- Esses mentecaptos mereceram.

- Bem...  – Dianna beijou o rosto dele.  – Obrigada mais uma vez, meu doce vampiro. Estou exausta... E o bebê... O bebê chuta e se mexe tanto que parece que há dois dentro de mim!

- Sinal de que ele está mesmo bem. – Davy sorriu.

- Sim. – Dianna devolveu o sorriso. – Vamos embora daqui, por favor.








                          

                

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Oneshot: Enchanted (Série What If - Modern Vampires Of The City) - Parte II

Atendendo ao pedido da Inara, já temos a segunda parte da megaoneshot!







- Eu vou ensinar a Romanov uma lição que ele nunca mais esquecerá! – Mike estava cego de ódio. A dor pela segunda perda de Alice o transtornara. Ele olhou pesaroso para o quadro de Alice pendurado na parede de seu quarto, que Erin pintara e oferecera ao lobisomem como presente.  – Alice... Minha amada... Eu vingarei sua morte. Sei que aquele mentecapto do seu noivo não fará nada. Ele está mais interessado naquela vampira loira amiga do Davy, Louise.

                        Irado, Mike decidiu sair da mansão e falar com o líder da alcateia, Bobby Moore.

- Quer que eu expulse Romanov da ilha? – perguntou o lobo alfa.

- Sim! Antes que eu o estraçalhe com minhas presas! – Mike urrou.

- O que ele lhe fez de mal, Nesmith?

- Ele quebrou o pacto de paz! Matou Alice Stone!

- Você ainda ama aquela vampira, não é?

- Sempre amei e sempre amarei! Eu a teria trazido para a ilha e feito dela minha loba se Beckenbauer não tivesse sido mais rápido! E logo após mordê-la ele a ofereceu como noiva a Müller, que não pensou duas vezes antes de aceitar! E ela se apaixonou por ele! Ela me recusou completamente! Eu achei que nada poderia ser mais doloroso... E agora descubro que sim, algo poderia partir ainda mais meu coração! E então, Moore? Expulsará Romanov?

                       Naquele exato momento, Christopher Romanov adentrou a sala do lobo alfa.

- Por que deseja minha expulsão, Nesmith?

- Porque você matou Alice! Quero que Moore te expulse daqui antes que eu perca totalmente o controle e te mate, Romanov! – rosnou Mike.

- Christopher, - começou Moore – de fato você cometeu um erro muito grave matando Alice Stone.  Quebrou o pacto de paz. Por esse fato, eu não permitirei que continue a viver aqui. Apenas poderá visitar a ilha.

- O quê? Tudo por que Nesmith está com raiva por eu ter matado uma vampira que não lhe dava a mínima?

                          Ao ouvir isso Mike atingiu o ápice da fúria. Assumiu a forma lupina e avançou em Christopher, que também se metamorfoseou.  Os dois lobos travaram uma luta feroz. Até que o líder da alcateia conseguiu separá-los.
                       Com o orgulho e o corpo feridos, Christopher foi buscar abrigo na casa da irmã, a médica Anastacia. Mike, com um pouco da raiva descontada e um tanto machucado, conseguiu chegar à sua mansão.

                                                                      * * *


                          Uma noite depois, Davy recebeu a visita da amiga, Louise McGold. Davy estava preocupado com a segurança de Dianna.

- Davy, eu receio que não poderei proteger Dianna da ira do conde por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde, ele vai atacá-la. E matá-la. – disse ela.

- Eu... Não poderia restituir-lhe a vida, como você fez comigo?

                            Outrora, Davy havia sido um jovem comum, morador do vilarejo.  Numa noite, o Conde Beckenbauer o atacou e matou, sugando seu sangue. Louise, apiedada dele, restituiu-lhe a vida, fazendo-lhe beber um pouco de seu sangue.
                              Desde então, o rapaz era um vampiro e ele e Louise eram grandes amigos. Porém, Davy, devido às suas inúmeras divergências com o conde, começando pela amizade com os lobisomens Mike e Micky e o mago Peter, rebelou-se e fugiu para a Ilha dos Lobisomens, que se tornou seu lar. Louise concordara em proteger a amada do amigo, quando Davy veio pedir esse favor a ela. No entanto, ela começava a se sentir impotente.

- Talvez, Davy. Mas ainda acho que a melhor solução é mordê-la.

- Louise, não quero fazer isso! Tenho medo de não medir bem a força e... E... – Davy ficou pálido ao pensar em causar a morte de sua amada.

- Não há outra solução! Só assim ela poderá ficar mais segura!

- Oh, Deus...

                         Naquela mesma noite, Davy encontrou-se com Dianna no local de costume.

- Davy. – a humana abraçou-o fortemente.

- Dianna.  – ele devolveu o abraço. – Meu amor, tem certeza de que deseja que eu a morda?

- Oh, sim, sim, meu doce vampiro! Eu desejo isso! Creio que só assim poderei de fato ser sua!

- Está bem, se você quer... Está pronta?

- Sim. – disse ela, colocando o cabelo loiro sobre um único ombro, revelando um lado de seu delicado pescoço.

                          Davy mordeu o pescoço da amada, suas presas penetrando na carne macia o mínimo necessário para torná-la vampira. Sentiu o gosto de sangue na boca. Seu desejo de um pouco do sangue dela foi saciado.  Dianna colocou a mão sobre os dois furos, e caiu desfalecida nos braços dele.
                        O pequeno vampiro por um momento temeu tê-la mordido tão profundamente que a matara, não apenas o suficiente para transformá-la em vampira. Porém, logo constatou que Dianna ainda respirava. Davy ficou com ela nos braços, contemplando seu belo rosto, que empalidecia. Até que ela finalmente abriu os olhos. Seu castanho-claro adquirira reflexos vermelhos.

- Deu... Deu certo? – ela inquiriu.

- Sim. Você se tornou uma vampira, minha amada.

- Oh, Davy, estou tão feliz! – ela colocou os braços em torno dele e o beijou.

- Agora sim poderemos viver juntos. – disse ele com um sorriso.

- Esperei tanto por isso! - ela exclamou.

                         Levantaram-se do chão da floresta e Davy pegou Dianna nos braços como um noivo pega sua noiva. Com ela assim, ele rumou de volta para a mansão. Faria dela sua mulher.
                                                                   
                                                                           * * *

                     
                            Para ajudar Erin a não sofrer a ira da mãe naquela manhã, Peter lançara mão de sua magia para transportá-la de volta a sua casa em uma fração de segundo, mais exatamente de volta ao seu quarto. Ela conseguiu vestir a camisola e deitar na cama minutos antes da mãe vir despertá-la.
                           O que Erin não previa era que ele, seu mago favorito, viria apresentar-se à mãe dela naquela tarde.

- Sra. Hudson, um rapaz loiro chamado Peter Tork deseja falar-lhe.  – disse o mordomo.

- Mande-o subir.  – disse a mãe de Erin.

                           Erin olhou fixamente para o jovem mago quando ele adentrou a sala de jantar.

- Quem é você, meu jovem, e em que posso ajudá-lo? – inquiriu-lhe a sra. Hudson.

- Meu nome é Peter Tork, madame, e eu venho pedir-lhe a mão de sua filha em casamento.

                            A jovem sentiu-se inundar de alegria. Finalmente, eles se uniriam e Peter a levaria para viver com ele na mansão.

- Conhece-o, Erin? – perguntou a velha dama.

- Sim, mamãe. – respondeu Erin com um sorriso. – Conheço-o muito bem.

- Bem, sr. Tork, do que vive?

- Sou proprietário de um solar, sra. Hudson, onde crio algumas vacas, cabras e ovelhas, que me garantem uma vida confortável.

- Garantirão uma vida confortável à minha Erin?

- Absolutamente.

- Assim espero. Minha filha, deseja esposá-lo?

- Sim! – Erin abriu um lindo sorriso. – Desejo muito.

                  Peter foi até ela, tomou sua mão delicada e a beijou.

                                                                    * * *


                     Mike e Micky jogavam baralho, enquanto Peter exercia seus dons literários, tentando escrever um soneto para sua amada Erin. Emma lia, atenta para o caso de seu bebê chorar.
                        Davy e Dianna estavam sentados em um sofá, observando os demais. Notando o quanto os amigos estavam compenetrados, Davy sussurrou a Dianna:

- Conheço um lugar ótimo para nos divertirmos.

- É mesmo? – perguntou a jovem recém-transformada em vampira. Ela sabia bem o que o amado queria dizer com diversão.

- Sim. Venha comigo.

                           Tomando-a pela mão, o vampiro conduziu a moça para fora da mansão. Embrenharam-se no bosque, e caminharam por um bom tempo, até que chegaram a um riacho de águas límpidas.

- Querido... Esse riacho não faz parte dos domínios do Conde Beckenbauer?

- Faz. Mas e daí? Estou cansado daquele petulante.

- Acho que é por isso que gosto de você, Davy. Sempre tão rebelde.  – ela deu uma risada.

- Por isso e outras coisas.  – ele sorriu malicioso.

                            Tateou à procura dos botões do vestido da amada vampira. Ela mostrou que permitia abrindo sua camisa. Despidos, mergulharam nas águas do riacho.
                            Davy beijava apaixonadamente o corpo molhado de Dianna, principalmente a região do pescoço dela onde deixara a marca de suas presas. Ela, por sua vez, acariciava-o inteiro. O pequeno vampiro conseguiu penetrá-la, deixando a amada enlouquecida.

- Davy, oh, Davy... Mais, meu doce vampiro, mais!

- Claro, Dianna. – pelo prazer de sua preciosa vampira, ele aumentou a velocidade. Satisfazia-se em deixá-la satisfeita.
                 
                          Cansados, emergiram do riacho e estenderam-se sobre a relva. Ambos ainda deixavam escapar suspiros luxuriosos.

- Eu... Eu te amo, Davy. Louca, profundamente.

- Eu também te amo de uma forma louca e profunda, Dianna. – disse o vampiro, deitando-se por cima da amada para beijá-la. Ela gemeu em meio ao beijo.

- Aaah... Não, Davy, chega por hoje.

- Eu quero você, minha vampirinha deliciosa. – disse ele, sem desgrudar seus lábios dos dela. – Mas se você está cansada...

                           Ele desceu de cima dela.



- Está amanhecendo.  – disse Dianna. – Vamos voltar à mansão. 

Oneshot: Enchanted (Série What If - Modern Vampires Of The City) - Parte I

Boa noite! Vou postar hoje a primeira parte da minha oneshot dentro da sub-série What If  Modern Vampires Of The City. Ela está quase tão grande quanto We Belong Together, hehehe. Estrelando nossos macaquinhos favoritos e suas amadas. Boa leitura! PS: o título vêm da música da Taylor Swift de mesmo nome. 







              Ouviam-se longos uivos nas profundezas do bosque na Ilha dos Lobisomens. Os sons eram penetrantes, enchendo de melancolia a alma de quem os ouvisse. Eram os lamentos do lobisomem Mike Nesmith, que estava tomado por uma dor excruciante em seu coração.
              Ele vagava pela floresta naquela noite, quando ouviu gritos. Gritos femininos aterrorizados. Mike logo soube de quem eram os gritos. Metamorfoseou-se em lobo, e correu na direção de onde vinham os brados.
               Porém, foi tarde demais. Ao chegar lá, viu outro lobo, com as mandíbulas ensanguentadas e um brilho assassino no olhar. Christopher Romanov. Ao ver sua amada, a vampira Alice Stone, morta em meio a uma poça de sangue, Mike sentiu a maior tristeza de sua vida. Mesmo que a bela vampira houvesse rechaçado seu amor, o lobisomem nunca a esquecera.
                Fugiu dali, uivando agoniado. Chegou ao ponto da floresta onde ficava a mansão onde vivia. Encontrou seu amigo Micky Dolenz, um lobisomem como ele, e a esposa deste, Emma Carlisle Dolenz, também uma loba. Emma segurava um bebê com orelhas, patas e cauda de lobo. Era o filho dela e de Micky, Christian, que tinha apenas dois meses de vida e já estava começando a manifestar seu poder de metamorfose em lobo. Com o tempo, o filhote de lobisomem aprenderia a controlar isso, e a assumir facilmente ou uma forma totalmente humana ou uma forma totalmente lupina.

- Que cara é essa, Mike? – perguntou Micky.

- Alice. Alice está morta! – disse Mike, furioso.

- O quê? – Micky e Emma ficaram chocados. Ela começou a derramar algumas lágrimas. Alice era sua amiga.

- Romanov matou-a. Vou vingá-la!

- Tem certeza disso, Mike? – perguntou Peter Tork, amigo de Mike e Micky, que era um mago e habitava a Ilha dos Lobisomens. – Você acha mesmo que vale a pena vingar a vampira? 

- É a única coisa que vai livrar-me da dor!

- Livrar-se da dor infligindo dor a Romanov? Isso não é do seu feitio, Mike. – disse Davy Jones, o jovem vampiro rebelde que fugira dos domínios do Conde Beckenbauer, por ter feito amizade com os dois lobisomens e o mago.

- Por que não vai morder aquela donzelinha indefesa, Davy? – Mike retrucou, irritado.

- Não vou morder Dianna. Não ainda. Ela não está pronta. – respondeu o pequeno vampiro.

- Você quer tê-la? Então a morda! – Mike explodiu.

                Não aguentando mais, profundamente angustiado e irado, entrou no quarto da mansão que lhe pertencia. Por sua vontade, Mike nunca mais sairia dali. Ou, ao menos, passaria um bom tempo recluso.

                                                                  * * *

                 Naquela mesma noite, Davy saiu da mansão.  Iria encontrar Dianna Mackenzie, a humana por quem estava apaixonado. Ele normalmente tinha repulsa por sangue humano, mas desde que a conhecera, estava profundamente desejoso de mordê-la e beber uma pequena quantia de seu sangue. Ele fazia o possível para sufocar o desejo. Viu a linda silhueta dela sentada numa pedra no bosque, iluminada pelo luar.

- Davy. – ela sorriu para ele, a sua doçura transparecendo no sorriso.

- Dianna. – ele deu um sorriso para ela, mas que nem de longe era tão caloroso como de costume.

                       Ela notou a diferença.

- O que há com você? – ela desceu da pedra e tocou o rosto dele.

- Não é nada. – respondeu ele.

- Não minta para mim! Sei que não está tudo bem!

- Dianna... Eu te amo. Mas... Não posso continuar encontrando-me com você.

- Por que sou humana?

- Sim. Mas não pela questão de que não a aceitariam na mansão. Eles a receberiam de braços abertos, querida. O que me preocupa é o perigo que corre estando comigo. Quero... Quero te morder.

- Pois me morda! Tornar-me-ei vampira e serei sua!

- Não! Você não vai querer a vida de vampira. E... Além do meu desejo de te morder, que está ficando a cada dia mais irrefreável, há os vampiros do Conde Beckenbauer. Odeiam-me. Consideram-me um traidor. Poderiam atacá-la para me atingir. Não quero que se fira por minha causa, meu amor.

- Davy, não sou uma peça delicada de porcelana para que me trate assim! Eu posso me defender! E qual o problema de me morder? Assim poderemos ficar juntos... Para sempre!

- Dianna... Vampiros não são imortais. Alice está morta.

               Dianna ficou pálida. A esposa de Gerd Müller era sua amiga.

- Morta?

- Foi assassinada por Christopher Romanov.

- Oh, oh meu Deus... – a jovem não podia crer naquilo. – Mesmo que vampiros não sejam imortais, quero ficar com você, Davy! – ela disse, após conseguir parar de chorar pela amiga. – A esta altura não posso mais voltar atrás. Estou irremediavelmente apaixonada por você, meu doce vampiro!

- Era o que eu temia. Que chegássemos a um ponto em que não pudéssemos nos separar, Dianna.

- Por favor... Se não vai me morder, ao menos se case comigo! – Dianna quase implorou. Beijou avidamente o vampiro, que agora estava certo de que sua amada humana nunca iria deixá-lo ir... Não que ele quisesse.

                                                                   * * *


                        Erin Hudson, prima de Dianna, esperava em outro ponto da floresta pelo seu amante, Peter Tork. Contudo, ele estava atrasado. A jovem preparava-se para ir embora , quando surgiu um lince, de pelo amarelado, diante dela. Ela gritou, apavorada. Porém, o felino não a atacou. Transformou-se, diante dos olhos dela, em um rapaz loiro.

- Peter! – ela exclamou, aliviada.

- Desculpe-me, Erin. – ele pediu. – Esta é minha nova habilidade. – Posso me transformar em um lince agora.

- Só dê um jeito para que eu possa identificá-lo!

- Pensarei em um meio. – ele beijou a mão da amada.

- Querido, quando irá me levar para viver com você na mansão?

- Eu ainda não sei, Erin. Creio que o momento não é oportuno.

- Oh, Peter!

- Tenha paciência. – o mago pediu.

- Farei o possível. – ela deu um sorriso travesso.

               Peter acariciou a jovem. As carícias, num primeiro momento inocentes, tornaram-se intensas, e ela também o acariciava. A jovem abriu a camisa do mago e pousou a mão em seu peito.

- Erin... – ele murmurou, em meio a um beijo.

- Peter... Dê-me um pouco da magia do seu amor. – ela pediu.

                  Ele não se fez de rogado. Encontrou os botões nas costas do vestido de Erin e desabotoou-o. Logo um havia revelado a nudez do outro. Ela se deitou na relva, ele por cima dela. O mago cobria o corpo da moça de beijos, e ela fazia o mesmo. Quando estavam prontos, Peter tentou avançar, e Erin permitiu. Atingiram o prazer de forma rápida e intensa. Separaram-se.  Como esfriava,vestiram-se novamente, e adormeceram abraçados, em meio à grama.
                  Ela acordou com os primeiros raios da manhã batendo em seu rosto.

- Oh, meu Deus! – ela se assustou.

- O que houve? – perguntou Peter, despertando de sobressalto.

- Minha mãe virá acordar-me! E verá que não estou dormindo em meu quarto! Ela me matará! O que farei?

- Corra! Corra o máximo que puder!

                                                                       * * *

                     Emma cuidava de Christian, o seu “lobinho”. O pequenino era muito parecido com o pai. Ela se lembrava de como conhecera seu amado Micky. O pai da jovem era um lobisomem, e a mãe, uma humana. Ao dar à luz Emma, a pobre mulher não resistiu. O pai fez o que pôde para proteger a lobinha durante a infância e a adolescência.
                    Quando Emma estava se tornando uma jovem adulta, se mudaram para o vilarejo próximo dos domínios do Conde Beckenbauer e da Ilha dos Lobisomens. Ninguém lá sabia que ela e o pai podiam metamorfosear-se em lobos, somente suas três amigas: Alice Stone, Dianna Mackenzie e Erin Hudson.  Certo dia, Alice arriscou-se a passear perto dos domínios do conde e nunca mais voltou. Foi dada como morta no vilarejo.
                     O pai de Emma ficou gravemente doente e morreu. A filha, com medo de que descobrissem seu segredo, resolveu pedir refúgio na Ilha dos Lobisomens. Bobby Moore, o líder dos lobisomens, aceitou-a de bom grado.
                     Logo, Emma se apaixonou por Micky Dolenz, e ele por ela. Após vários encontros nos bosques, Micky levou-a para a mansão que dividia com seus melhores amigos, o lobisomem Mike, o mago Peter e o vampiro Davy. Uma vez trazida Emma para a mansão, ele fez dela sua esposa muito amada. Em pouco tempo, Emma engravidou.  Ela enviou mensagens a Dianna e Erin, que conseguiram superar o medo de entrar naquele local e foram vê-la. Já na primeira visita, elas conheceram Davy e Peter e se apaixonaram por eles. E eles as correspondiam.
                     Não demorou muito, as três amigas descobriram que Alice não estava morta, mas sim casada com o vampiro Gerd Müller, a quem havia sido oferecida como esposa pelo conde após ter sido mordida por ele e se tornado vampira. Com a inimizade entre vampiros e lobisomens amenizada pelo estabelecimento de um pacto de paz, Alice ia à Ilha dos Lobisomens para encontrar Emma, Dianna e Erin. No entanto, conforme a gravidez de Emma avançava, Micky, desconfiado dos vampiros, preferiu que a esposa parasse de receber a visita de Alice. Temia que Gerd seguisse a esposa, soubesse que um novo lobo estava para nascer e avisasse ao conde, que poderia colocar o filho de Micky e Emma em sua mira, quebrando o pacto de paz recém-estabelecido.
                     As duas desobedeceram, contudo. Logo que Christian nasceu, Alice foi vê-lo, além das três jovens. Mas foi a sua última visita às velhas amigas. Dois meses depois do nascimento de Christian, Alice foi morta por Christopher Romanov.
                       Micky entrou no quarto do casal assim que Emma colocou o bebê adormecido, numa forma totalmente humana, no berço. Ele colocou os braços ao redor da cintura dela e beijou seu rosto.

- Christian será um belo lobo. – disse Micky, orgulhoso por ter um filho tão lindo.

- Um belo lobo como o papai. – Emma beijou o marido.

- Sim, mas...

- O que houve, querido?

- Os vampiros. Não confio neles. Eles podem querer pegá-lo.

- Se isso acontecer, Davy e Louise vão protegê-lo, Micky. E nós também. E acho que os vampiros não quebrarão o pacto, de qualquer maneira.

- Tenho receio mesmo assim, Emma.

- Não tema. – ela o abraçou com força. – Nosso lobinho ficará bem.






sexta-feira, 17 de abril de 2015

The Wonder Of You: Episódio 2 (Minissérie)

    Boa tarde! Temos novo episódio da minissérie The Wonder Of You! Boa leitura!




        Chegou o dia da primeira apresentação de Hairspray da companhia em que Davy atuava. Ele estava nervoso. Dianna estava com ele em seu camarim.


- Não se preocupe, Cuddly Toy. Vai dar tudo certo. - dizia ela, afagando os cabelos dele.

- Não posso evitar, Di. Fico muito nervoso sempre que vou interpretar um personagem pela primeira vez.

- Não tem motivo. Você é um ótimo ator. - ela se sentou no colo dele e beijou seu pescoço. Davy começou a passar a mão pelas costas dela.

- Sabe do que eu preciso para relaxar? - ele murmurou.

- Sei... - ela sorriu. - Mas aqui? Você tem certeza?

- Tenho, tenho. Ninguém vai nos atrapalhar.

           
             Dianna e Davy acabaram por fazer amor no chão do camarim. Até que bateram na porta pedindo a Davy que se apressasse. O casal se levantou e se vestiu. Dianna ajudou o namorado a vestir o figurino de Corny Collins e ela mesma penteou o cabelo dele ao estilo do personagem. Quando ele estava pronto, ela o beijou docemente e disse:


- Boa sorte. - e foi para a plateia ver a peça.


                 A peça era ótima. O elenco era excelente. Além de Dianna, estavam na plateia suas amigas Alice Stone, Emma Carlisle e Erin Hudson, esta última também sua prima. Elas eram namoradas dos amigos de Davy. As quatro riam dos personagens de seus amados.

                 Por fim a peça acabou. Os rapazes, já com suas próprias roupas, vieram chamá-las para ir com eles a um happy hour do elenco. Lá, Davy apresentou Dianna ao intérprete do sr. Pink.


- Dianna, este é Peter Noone. Ele é o líder de uma banda chamada Herman's Hermits e às vezes também atua.

- Como vai? - Dianna perguntou com um sorriso simpático.

                    Ela percebeu que Noone a olhava encantado. Davy também pareceu perceber.


- Melhor impossível. - disse Noone com um grande sorriso.


                       Davy, um pouco incomodado, logo atraiu a atenção da namorada para si. Dianna, tomada por um pressentimento, perguntou ao namorado:


- Davy, você... Já pensou em ter filhos?

- Ora, claro, meu amor! Eu adoro crianças! Mas por que a pergunta?

- Nada..... De repente, me imaginei grávida.

- Eu vou ficar muito feliz quando isso acontecer, Di. - Davy a beijou cheio de amor.


                          Dianna sentiu seu coração se aquecer. Davy era mesmo tudo o que ela poderia querer para si. Num certo momento, ele foi ao banheiro. A jovem ficou esperando por ele na mesa. Noone olhava fixamente em sua direção. Ela fingiu que não viu e começou a conversar com as amigas.

                           Davy voltou, e ela o encheu de ainda mais amor e carinho do que já costumava encher. Noone, por hora, pareceu perceber que não tinha chance e deixá-la em paz.


                                                                   * * *




                               Passaram-se algumas semanas. Davy e Dianna não sabiam disso, mas Noone os estava perseguindo. Estava decidido a ter a jovem professora de história para si.


- Vou acabar com a raça do anãozinho panaca! E aquele lindo anjo será meu!


                                O casal tirou férias, e resolveu partir em viagem para a Europa. Pretendiam começar pela Itália, depois iriam à França e, por fim, iriam ao país natal deles, a Inglaterra. Dianna nascera em Londres, e Davy, em Manchester.

                                  Depois de belos passeios por Roma, Veneza e Verona, o casal desembarcou em Paris. Dianna, assim como fizera na Itália, falava por ela e por Davy. Além do inglês, Dianna falava também francês, alemão e italiano, e aprendera essas línguas em casa, ouvindo os pais, que eram diplomatas, conversarem nelas.

                                  Após se instalarem no quarto do hotel, deitaram-se na cama e ficaram descansando da viagem. Depois que estavam devidamente descansados, divertiram-se fazendo o que mais gostavam de fazer entre quatro paredes.

                                  Na manhã seguinte, saíram bem cedo para aproveitar o dia e conhecer a maior quantidade de pontos turísticos possível. Tiravam muitas fotos com seus celulares e mandavam para os amigos. Num certo momento, caminhavam nas proximidades da ponte do rio Sena quando um homem que vendia cadeados perguntou:


- Je peux offrir le couple dans l'amour un verrou de l'amour? (Posso oferecer ao casal apaixonado um cadeado do amor?) 


                                   Davy franziu as sobrancelhas, entendendo apenas "l'amour". Dianna sorriu para o vendedor e respondeu:


- Oui oui. Absolument. Combien? (Sim, sim. Com certeza. Quanto custa?) 

- Six euro, mademoiselle. (Seis euros, senhorita.)
                         

                                    Dianna tirou seis euros da carteira e deu ao vendedor, que pegou as notas e inquiriu:



- Quel est l'initiale de votre nom? Et son petit ami?  (Qual a inicial de seu nome? E a de seu namorado?) 


                                        Davy conseguiu captar um "petit ami" na conversa, e ficou um pouco irritado. Dianna respondeu:


- Nos deux noms commencent par D. (Ambos nossos nomes começam com D. ) 


                                          O vendedor de cadeados pegou pincel e tinta e pintou "D&D" num cadeado, entregando-o a Dianna.


- Voici, mademoiselle. ( Aqui está, senhorita.) 

- Merci beaucoup, monsieur! Au revoir. (Muito obrigada, senhor! Até logo.) 


                                             Davy e ela se afastaram.


- Para quê esse cadeado, Di? Por que nossas iniciais estão pintadas nele? E eu por acaso ouvi o vendedor me chamar de "petit ami"?

- Este é um cadeado do amor, Cuddly Toy. É uma tradição que casais de namorados que visitam Paris prendam cadeados com suas iniciais pintadas nas grades das pontes da cidade, especialmente na ponte do rio Sena. Diz-se que enquanto o cadeado estiver preso o amor durará. Meus pais prenderam um nesta ponte há muitos anos, e estão juntos até hoje.

- Ah sim! Que interessante! E quanto ao vendedor de cadeados me chamar de "petit ami"?


                                               Dianna soltou uma risada e disse:


- "Petit ami" é "namorado" em francês, Davy. Ele estava me perguntando qual era a inicial do seu nome.

- Jura? - ele ficou surpreso.

- Sim. Vamos prender nosso cadeado? - ela perguntou, pegando a mão dele.

- Claro. - ele sorriu.


                                               Prenderam o cadeado na grade da ponte, realmente desejosos de que a crença popular estivesse correta. Dianna abraçou o namorado com força. Ele a beijou. Quando seus lábios se separaram, Dianna suspirou:


- Je t'aime, Peluche.

- "Je t'aime" eu entendi, mas... "Peluche"? O que é isso?

- É "Cuddly Toy" em francês. - ela sorriu.

- Bem... Je t'aime, mademoiselle Spock. - Davy devolveu o sorriso e beijou Dianna novamente.
                              


                     

domingo, 12 de abril de 2015

Poema: A Princesa e O Plebeu (Grindhouse Oficial)

Boa tarde! Hoje vou postar um poema que já deveria ter sido postado há tempos, mas que eu sempre esquecia. Quem está com saudade de Dylanny? Este poema teria sido escrito por Bob Dylan para sua amada amiga Fanny Fitzwilliam em Fanny's Autumn Almanac
Nesse poema Bob tem uma "reminiscência" dos tempos medievais (vistos em All The King's Horses). Porém, se coloca como um mero plebeu apaixonado por uma princesa, enquanto em All The King's ele é um cavaleiro. Boa leitura! 





( By: Bob Dylan) 


Tenho diante de mim

A mais bela visão.

É ela, a princesa!


Oh, cruel destino, por que me fez nascer assim?

Sou pobre cavalariço, e não mais mentalmente são,

Desde quem em mim a chama do amor foi acesa. 


Tão altiva, tão nobre, tão divina!

E também tão inalcançável!

Por que insisto nessa desesperança?


Um dia serei capaz de cobri-la da seda mais fina!

O rei considerar-me-á um cavaleiro notável

E com sua filha trocarei uma aliança!


domingo, 5 de abril de 2015

Poemas Para Um Pequeno Grande Amor (Grindhouse Oficial & Universo What If)

Olá! Primeiramente, uma feliz Páscoa! Agora, vamos ficar com dois poemas escritos por Dianna Mackenzie para seu pequeno "muso", Davy Jones, em duas épocas e universos distintos. Um deles, na Idade Média, dentro da Grindhouse oficial, em All The King's Horses. O outro, no universo What If, na fic dos dias atuais Holiday Romance







(By Dianna Mackenzie)




Poema 1: Noite de Terror (All The King's Horses - escrito por Dianna após ter um pesadelo falso com a morte de Davy, criado por Amber) 


Sonhei contigo outra vez ontem à noite.

Mas este sonho não foi doce como os outros.

Este sonho encheu meu coração de dor.


Sonhei que te perdia para sempre. Doeu-me como um açoite.

Oh, meu querido, morrias para não receber os louros.

E sem louros, não poderias consumar nosso amor.


Acordei de sobressalto. Gritando teu nome.

Foi um alívio saber que não te vi morrer.

Contudo, temo presenciar esta causa da minha infelicidade.


Quando virás livrar-me do noivado que me dá desgosto enorme?

Espero-te. O fogo que tomou conta do meu ser.

O meu pequeno cavaleiro, em toda sua majestade!



Poema 2: Meu Pequeno Grande Amor (Holiday Romance - Poema que Di escreve para Davy como presente de Valentine's Day)


Eu te amo tanto,

Que parece que nada mais importa.

Quem precisa de livros, de comida,

De companhia de outros?

Preciso apenas de você.


Davy, Davy... Meu pequeno grande amor.

Um toque seu, e meu corpo todo estremece.

Um beijo seu, e me desmancho.

Nossos corpos unidos...



E não quero mais parar.

Não posso nem pensar em me separar de você.

E nem quero.

E sei que você também não quer.


sábado, 4 de abril de 2015

All The King's Horses - Capítulo 5

Bom dia! Teremos hoje mais um capítulo de All The King's Horses!



(Mike’s POV)


                     Amanhecia no acampamento das tropas das Terras do Norte e do Leste. Lord Michael Nesmith acordou com o retinir das armaduras. O exército se preparava para um ataque surpresa ao Forte Daltrey. O céu trocava o manto avermelhado da aurora por um azul límpido. Um azul como o dos olhos de Lady Alice.
                       Ele estava tenso. Esperava que Lord Daltrey não oferecesse resistência e devolvesse a princesa Mary Anne. Não era preciso aquela nova Guerra de Troia. Quando todos os cavaleiros já estavam vestidos em suas armaduras e Lord Michael Dolenz tinha conseguido parar em cima do cavalo, avançaram em direção à fortificação. Os guardas nas ameias ficaram assombrados ao vê-los. Um deles desceu, provavelmente para comunicar o ataque ao senhor do castelo. Começaram a atirar flechas no exército. Uns e outros caíram da montaria, entre eles Sir Peter Asher, das Terras do Norte, e Sir Bernard Calvert, das Terras do Leste. 
                   Logo, os portões do forte foram abertos, e apareceram mais guardas, Lord Daltrey, Lord Townshend, Lord John Entwistle e Lord Keith Moon. Os quatro lordes partiram para cima, seguidos pelos guardas. Lord Townshend bateu-se com Sir John Lennon; Lord John Entwistle, com o príncipe Paul; Lord Keith Moon, com David Jones; e Lord Daltrey, com Sir George Harrison.
                   Se aquela era uma nova versão da Guerra de Troia, Sir John Lennon era Aquiles, Lord Townshend era Heitor, Sir George Harrison era Menelau e Lord Daltrey era Páris. Lord Michael Nesmith, Lord Michael Dolenz e Lord Tork lutavam lado a lado, derrubando muitos inimigos, mas sem matá-los. Tinham aversão por matar.
                  David estava dando trabalho para Lord Keith Moon. Era pequeno, rápido e perspicaz. Michael não sabia se ficava atento à luta entre eles, à luta entre Lord Townshend e Sir John Lennon, à luta entre Sir George Harrison e Lord Daltrey ou aos inimigos que o atacavam.
                   Sir George estava furioso, e deixava isso transparecer. Às vezes parecia que já era o marido da princesa Mary Anne, não seu mero pretendente, e que ela lhe havia sido roubada. Michael não podia culpá-lo. Sabia que, se Lady Alice fosse raptada, ele dispor-se-ia a salvá-la.
                 Por que, por que ela tinha que estar prometida a um nobre germânico de quem nunca vira o rosto? E por que, por que ele tinha que estar prometido a Lady Emma desde o dia em que ela nasceu? Ela era belíssima, entretanto, não era sua Alice. Como ele queria ter talento de trovador, para cantar a beleza de sua amada!
                   Pensava em tudo isso enquanto se defendia e atacava. Até que, entre o estrépito do choque entre as espadas, ouviu-se:

- Renda-se, Lord Daltrey! – era Sir George.

- Jamais! Morrerei defendendo meu forte, se preciso, contudo, jamais me entregarei! Não sou um covarde!

- É sim um covarde! Roubou uma princesa sem mais nem menos!

- Ninguém me chama de covarde, Sir George Harrison!

- Eu chamo!

                          Lord Daltrey rosnou de raiva, e atacou o cavaleiro mais uma vez, que se defendeu formidavelmente.

- Entregue a princesa! – exclamou Sir George.

- Eu entregaria... Se ela estivesse no meu forte.

                               Todos olharam chocados para Lord Daltrey.

- O que quer dizer com isso, seu poltrão? – Sir George mais pasmo do que qualquer um.
- Quero dizer exatamente o que disse. A linda princesa não está mais sob meu poder.

                               O cavaleiro encolerizou-se profundamente.

- E onde ela está?

- Isso eu não vou dizer. Terá que procurar por todas as Terras do Sul e do Oeste se quiser encontrá-la!

                                 Indignado, Sir George ordenou às suas tropas que batessem em retirada e voltassem ao acampamento. Ele reuniu seus principais oficiais: Sir John Lennon, príncipe Paul, Sir Richard Starkey, Lord Tork, Lord Michael Dolenz e o próprio Lord Michael Nesmith. Pelo seu grande desempenho na batalha, foi permitido a David participar da assembleia.

- Teremos que revirar as Terras do Sul e do Oeste para resgatar a princesa? Pois bem, é o que faremos! – disse Sir George. – Alguém se opõe?

                                   Ninguém se manifestou.

- Ótimo. Partimos ao amanhecer.

                                 Nada, absolutamente nada, iria afastar Sir George de seu objetivo. Todos ali, Lord Michael Nesmith incluído, tinham grande admiração por ele e sua inabalável determinação.
                                  Mais tarde, Lord Michael tentava dormir, quando notou que David também estava tendo problemas para pegar no sono.



- Na batalha de hoje foi excepcional, sr. Jones.

- Obrigado, milorde!

- Está encontrando dificuldade para dormir?

- Ah... Sim, estou. – ele suspirou. – Acho que sofro de excesso de paixão por uma mulher.

- Eu o entendo, sr. Jones.

- Não, o senhor não entende. Sei que está apaixonado por uma mulher com quem pode se casar, Lord Michael. Não é o meu caso.

- Não, eu não posso me casar com minha amada. Ela e eu estamos comprometidos com outras pessoas.

- Minha amada não apenas casar-se-á com outro homem, como também é uma dama! Sou apenas um escudeiro, um reles escudeiro. – David colocou o rosto nas mãos. – O que vou fazer? Ela é tudo para mim, milorde. Se estou nessa guerra, estou apenas por ela.

                Lord Michael Nesmith pensou ter descoberto quem era a amada de David.


- Ama a princesa Mary Anne, sr. Jones?

                  
                 David Jones soltou uma risada.

- A princesa? Não, absolutamente não! Ela é belíssima, de fato, mas sua beleza é ofuscada se comparada à de Lady Dianna Mackenzie!

                    O jovem lorde estava pasmo.

- A noiva de nosso amigo Lord Tork?

- Ela mesma. Ela é o meu anjo, a minha senhora! Faço tudo por ela! Estou lutando na tentativa de ser sagrado cavaleiro e assim poder pretender desposá-la.

- Já que me confessou o nome de sua amada, confesso o da minha. Lady Alice Stone.

- Eu já imaginava.

- Quando o feudo do pai dela foi atacado por bárbaros, ela teve que se tornar noiva do filho do líder daqueles bárbaros para apaziguar os ânimos e selar a paz. Isso me parte o coração! Por meu lado, há 21 anos que estou prometido a Lady Emma Carlisle, ou seja, desde que ela nasceu e eu tinha três anos. É sem dúvida uma linda mulher, de primorosa educação e finos modos. Mas eu não posso amá-la, por mais esforços que faça neste sentido.

- Lady Alice sabe de seus sentimentos, milorde?

- Sabe. E os corresponde. Lady Dianna sabe dos seus? Ela os corresponde?

- Sim, ela sabe que eu a amo, e me ama também.

- David...

- Sim?

- E se, após o fim da guerra... Fugíssemos com elas?

- Isso é loucura!

- Loucos apaixonados como nós fazem qualquer coisa, David!

- Eu esperaria um desvario desses de Lord Michael Dolenz, mas não do senhor! Desejo do fundo do coração me casar com Lady Dianna, mas creio que ainda esteja com o pouco de juízo que me resta!

- Ora, vamos, David!

- Eu vou pensar a respeito.

                    David bocejou e pediu licença a Lord Michael para tentar dormir. Este ficou contemplando o céu, pensando se ao menos voltaria para casa para ver sua Lady Alice. Ele temia ter a vida ceifada. Ou mais ainda, a de seus amigos.

(Erin’s POV)
              


               Lady Erin estava de volta ao Forte Mackenzie, onde ela e a mãe viviam desde que seu pai, Lord Hudson, morrera. Ela estava preocupada com o tio, Lord Mackenzie, e o primo, Lord Giles. Ela também via a preocupação em sua mãe, sua tia, sua prima, nas amigas e em suas respectivas mães.
                 Naquela noite, Lady Hudson, mãe de Erin, Lady Carlisle, madrasta de Emma, Lady Mackenzie, tia de Erin e mãe de Dianna, e Lady Stone, mãe de Alice, ordenaram às filhas que se recolhessem aos aposentos de Dianna e dormissem. Mesmo contrariadas, as quatro jovens obedeceram.
                     Erin deitou-se na cama. Logo adormeceu. E teve um belo sonho.

                        Ela caminhava solitária por um bosque escuro. Estava cansada, com fome e com frio. E começando a ficar com medo. Sentiu mãos agarrarem-na.


- O que uma linda jovem indefesa faz perambulando sozinha por esta floresta tão perigosa? Não sabe que bandoleiros se escondem nestas matas? – disse uma voz que, de tão suave, era aterradora.

- Largue-me, largue-me... – ela suplicava. – Não tenho nada que possa interessar-te.

- É mesmo? E este colar de ouro e rubis? Estou diante da filha de um nobre, estou certo.

- Por favor, deixe-me ir! – Erin chorava.

- Apenas se me der este colar.

- Jamais! – aquele havia sido o último presente que Erin ganhara do pai antes da morte dele, nunca se desfaria dele.

                    Até que...

- Solte a moça! – um cavaleiro montado num cavalo cinzento ordenou.

- E por que eu faria isso? – perguntou o bandido.

- Porque eu vou pagar. – o cavaleiro jogou uma bolsinha de moedas de prata e ouro aos pés do criminoso. – Se isso não o convencer, creio que o fio de minha espada o fará!

- Não, não, senhor, não haverá necessidade disso. – o bandido soltou Erin, deixando-a cair, e apanhou o saco de moedas, fugindo dali às pressas.

- Isso evitará que ele roube mais pessoas por um bom tempo. – resmungou o cavaleiro, oferecendo a 
mão a Erin para que ela se levantasse. – Está bem, milady?

- Estou, muito obrigada, milorde. – disse ela, se erguendo e limpando o vestido. – Pode erguer o visor de seu elmo para que eu veja o rosto de meu salvador?

- É claro, bela senhorita. – ele ergueu o visor, e Erin viu o rosto de um belo jovem, de grandes e meigos olhos castanhos, cabelos louros e um sorriso gentil. Sentiu uma estranha sensação tomar conta dela. Acreditou estar se apaixonando.

- Eu sou Lady Erin Hudson. – ela se apresentou. – E o senhor é...?

               
               Ele abriu a boca para responder, quando Erin sentiu o ombro ser chacoalhado.

                 

             A jovem abriu os olhos e encontrou os de sua criada.

- Desça para o desjejum, milady. – disse ela.

- Já estou indo, obrigada. – respondeu a jovem, com um bocejo, desapontada por ter sido acordada no momento em que iria saber o nome do nobre cavaleiro que a salvara.

                   

             Desceu. As ladies mais velhas já não estavam à mesa, mas Dianna, Alice e Emma estavam. Cumprimentou as amigas e sentou-se. Estas logo perceberam que Erin, sempre animada e expansiva, se encontrava quieta e pensativa naquela manhã.


- Não estou te reconhecendo, prima. – disse Dianna. – Sonhou com algo ruim?

- Sonhei com algo bom, na verdade. – Erin deu um pequeno sorriso.

- E o que foi? – perguntou Alice.

- Eu era salva de um ladrão por um belo cavaleiro... Ele era louro, e tinha olhos castanhos tão doces e um sorriso tão meigo...

- É mesmo um belo sonho. – disse Emma. – Uma pena que possivelmente ele seja apenas fruto de sua imaginação...

- Sim! Mas ao mesmo tempo, Emma, sinto que ele é real e que um dia irei conhecê-lo!

- Um dia você conhecerá esse cavaleiro, Erin. – disse Dianna com um sorriso.

              


                As quatro moças passavam dias quase tediosos no Forte Mackenzie. Suas mães as proibiam de sair, pois temiam que elas fossem atacadas. O que as mães não sabiam era que Erin e suas amigas estavam treinando por conta própria como se defender. Se o Forte Mackenzie fosse invadido, juntar-se-iam aos guardas e lutariam por suas vidas. Erin gostava da sensação de poder cuidar de si mesma. Contudo, não negava que, se um dia aquele belo cavaleiro se oferecesse para protegê-la, ela não recusaria a proposta.



- Oh, milorde, você é real? – ela murmurava. – Se for, onde está? Qual o seu nome? Onde vive? Está... Está prometido a alguma dama? – ao pensar nisso, o corpo dela estremeceu. Temia que ele já tivesse um compromisso.


                 


                Certa noite, Erin acordou com o grito assustado de sua prima...