sexta-feira, 17 de abril de 2015

The Wonder Of You: Episódio 2 (Minissérie)

    Boa tarde! Temos novo episódio da minissérie The Wonder Of You! Boa leitura!




        Chegou o dia da primeira apresentação de Hairspray da companhia em que Davy atuava. Ele estava nervoso. Dianna estava com ele em seu camarim.


- Não se preocupe, Cuddly Toy. Vai dar tudo certo. - dizia ela, afagando os cabelos dele.

- Não posso evitar, Di. Fico muito nervoso sempre que vou interpretar um personagem pela primeira vez.

- Não tem motivo. Você é um ótimo ator. - ela se sentou no colo dele e beijou seu pescoço. Davy começou a passar a mão pelas costas dela.

- Sabe do que eu preciso para relaxar? - ele murmurou.

- Sei... - ela sorriu. - Mas aqui? Você tem certeza?

- Tenho, tenho. Ninguém vai nos atrapalhar.

           
             Dianna e Davy acabaram por fazer amor no chão do camarim. Até que bateram na porta pedindo a Davy que se apressasse. O casal se levantou e se vestiu. Dianna ajudou o namorado a vestir o figurino de Corny Collins e ela mesma penteou o cabelo dele ao estilo do personagem. Quando ele estava pronto, ela o beijou docemente e disse:


- Boa sorte. - e foi para a plateia ver a peça.


                 A peça era ótima. O elenco era excelente. Além de Dianna, estavam na plateia suas amigas Alice Stone, Emma Carlisle e Erin Hudson, esta última também sua prima. Elas eram namoradas dos amigos de Davy. As quatro riam dos personagens de seus amados.

                 Por fim a peça acabou. Os rapazes, já com suas próprias roupas, vieram chamá-las para ir com eles a um happy hour do elenco. Lá, Davy apresentou Dianna ao intérprete do sr. Pink.


- Dianna, este é Peter Noone. Ele é o líder de uma banda chamada Herman's Hermits e às vezes também atua.

- Como vai? - Dianna perguntou com um sorriso simpático.

                    Ela percebeu que Noone a olhava encantado. Davy também pareceu perceber.


- Melhor impossível. - disse Noone com um grande sorriso.


                       Davy, um pouco incomodado, logo atraiu a atenção da namorada para si. Dianna, tomada por um pressentimento, perguntou ao namorado:


- Davy, você... Já pensou em ter filhos?

- Ora, claro, meu amor! Eu adoro crianças! Mas por que a pergunta?

- Nada..... De repente, me imaginei grávida.

- Eu vou ficar muito feliz quando isso acontecer, Di. - Davy a beijou cheio de amor.


                          Dianna sentiu seu coração se aquecer. Davy era mesmo tudo o que ela poderia querer para si. Num certo momento, ele foi ao banheiro. A jovem ficou esperando por ele na mesa. Noone olhava fixamente em sua direção. Ela fingiu que não viu e começou a conversar com as amigas.

                           Davy voltou, e ela o encheu de ainda mais amor e carinho do que já costumava encher. Noone, por hora, pareceu perceber que não tinha chance e deixá-la em paz.


                                                                   * * *




                               Passaram-se algumas semanas. Davy e Dianna não sabiam disso, mas Noone os estava perseguindo. Estava decidido a ter a jovem professora de história para si.


- Vou acabar com a raça do anãozinho panaca! E aquele lindo anjo será meu!


                                O casal tirou férias, e resolveu partir em viagem para a Europa. Pretendiam começar pela Itália, depois iriam à França e, por fim, iriam ao país natal deles, a Inglaterra. Dianna nascera em Londres, e Davy, em Manchester.

                                  Depois de belos passeios por Roma, Veneza e Verona, o casal desembarcou em Paris. Dianna, assim como fizera na Itália, falava por ela e por Davy. Além do inglês, Dianna falava também francês, alemão e italiano, e aprendera essas línguas em casa, ouvindo os pais, que eram diplomatas, conversarem nelas.

                                  Após se instalarem no quarto do hotel, deitaram-se na cama e ficaram descansando da viagem. Depois que estavam devidamente descansados, divertiram-se fazendo o que mais gostavam de fazer entre quatro paredes.

                                  Na manhã seguinte, saíram bem cedo para aproveitar o dia e conhecer a maior quantidade de pontos turísticos possível. Tiravam muitas fotos com seus celulares e mandavam para os amigos. Num certo momento, caminhavam nas proximidades da ponte do rio Sena quando um homem que vendia cadeados perguntou:


- Je peux offrir le couple dans l'amour un verrou de l'amour? (Posso oferecer ao casal apaixonado um cadeado do amor?) 


                                   Davy franziu as sobrancelhas, entendendo apenas "l'amour". Dianna sorriu para o vendedor e respondeu:


- Oui oui. Absolument. Combien? (Sim, sim. Com certeza. Quanto custa?) 

- Six euro, mademoiselle. (Seis euros, senhorita.)
                         

                                    Dianna tirou seis euros da carteira e deu ao vendedor, que pegou as notas e inquiriu:



- Quel est l'initiale de votre nom? Et son petit ami?  (Qual a inicial de seu nome? E a de seu namorado?) 


                                        Davy conseguiu captar um "petit ami" na conversa, e ficou um pouco irritado. Dianna respondeu:


- Nos deux noms commencent par D. (Ambos nossos nomes começam com D. ) 


                                          O vendedor de cadeados pegou pincel e tinta e pintou "D&D" num cadeado, entregando-o a Dianna.


- Voici, mademoiselle. ( Aqui está, senhorita.) 

- Merci beaucoup, monsieur! Au revoir. (Muito obrigada, senhor! Até logo.) 


                                             Davy e ela se afastaram.


- Para quê esse cadeado, Di? Por que nossas iniciais estão pintadas nele? E eu por acaso ouvi o vendedor me chamar de "petit ami"?

- Este é um cadeado do amor, Cuddly Toy. É uma tradição que casais de namorados que visitam Paris prendam cadeados com suas iniciais pintadas nas grades das pontes da cidade, especialmente na ponte do rio Sena. Diz-se que enquanto o cadeado estiver preso o amor durará. Meus pais prenderam um nesta ponte há muitos anos, e estão juntos até hoje.

- Ah sim! Que interessante! E quanto ao vendedor de cadeados me chamar de "petit ami"?


                                               Dianna soltou uma risada e disse:


- "Petit ami" é "namorado" em francês, Davy. Ele estava me perguntando qual era a inicial do seu nome.

- Jura? - ele ficou surpreso.

- Sim. Vamos prender nosso cadeado? - ela perguntou, pegando a mão dele.

- Claro. - ele sorriu.


                                               Prenderam o cadeado na grade da ponte, realmente desejosos de que a crença popular estivesse correta. Dianna abraçou o namorado com força. Ele a beijou. Quando seus lábios se separaram, Dianna suspirou:


- Je t'aime, Peluche.

- "Je t'aime" eu entendi, mas... "Peluche"? O que é isso?

- É "Cuddly Toy" em francês. - ela sorriu.

- Bem... Je t'aime, mademoiselle Spock. - Davy devolveu o sorriso e beijou Dianna novamente.
                              


                     

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