- Eu vou ensinar a Romanov uma lição que ele nunca mais
esquecerá! – Mike estava cego de ódio. A dor pela segunda perda de Alice o
transtornara. Ele olhou pesaroso para o quadro de Alice pendurado na parede de
seu quarto, que Erin pintara e oferecera ao lobisomem como presente. – Alice... Minha amada... Eu vingarei sua
morte. Sei que aquele mentecapto do seu noivo não fará nada. Ele está mais
interessado naquela vampira loira amiga do Davy, Louise.
Irado, Mike decidiu sair da mansão e falar com o líder da alcateia,
Bobby Moore.
- Quer que eu expulse Romanov da ilha? – perguntou o lobo
alfa.
- Sim! Antes que eu o estraçalhe com minhas presas! – Mike
urrou.
- O que ele lhe fez de mal, Nesmith?
- Ele quebrou o pacto de paz! Matou Alice Stone!
- Você ainda ama aquela vampira, não é?
- Sempre amei e sempre amarei! Eu a teria trazido para a
ilha e feito dela minha loba se Beckenbauer não tivesse sido mais rápido! E
logo após mordê-la ele a ofereceu como noiva a Müller, que não pensou duas
vezes antes de aceitar! E ela se apaixonou por ele! Ela me recusou
completamente! Eu achei que nada poderia ser mais doloroso... E agora descubro
que sim, algo poderia partir ainda mais meu coração! E então, Moore? Expulsará
Romanov?
Naquele exato momento, Christopher
Romanov adentrou a sala do lobo alfa.
- Por que deseja minha expulsão, Nesmith?
- Porque você matou Alice! Quero que Moore te expulse daqui
antes que eu perca totalmente o controle e te mate, Romanov! – rosnou Mike.
- Christopher, - começou Moore – de fato você cometeu um
erro muito grave matando Alice Stone.
Quebrou o pacto de paz. Por esse fato, eu não permitirei que continue a
viver aqui. Apenas poderá visitar a ilha.
- O quê? Tudo por que Nesmith está com raiva por eu ter
matado uma vampira que não lhe dava a mínima?
Ao ouvir isso Mike atingiu o ápice da fúria. Assumiu a forma lupina e
avançou em Christopher, que também se metamorfoseou. Os dois lobos travaram uma luta feroz. Até
que o líder da alcateia conseguiu separá-los.
Com o orgulho e o corpo feridos, Christopher foi buscar abrigo na casa
da irmã, a médica Anastacia. Mike, com um pouco da raiva descontada e um tanto
machucado, conseguiu chegar à sua mansão.
* * *
Uma noite depois, Davy recebeu a visita da amiga, Louise McGold. Davy
estava preocupado com a segurança de Dianna.
- Davy, eu receio que não poderei proteger Dianna da ira do
conde por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde, ele vai atacá-la. E matá-la. –
disse ela.
- Eu... Não poderia restituir-lhe a vida, como você fez
comigo?
Outrora, Davy havia sido um jovem comum, morador do vilarejo. Numa noite, o Conde Beckenbauer o atacou e
matou, sugando seu sangue. Louise, apiedada dele, restituiu-lhe a vida,
fazendo-lhe beber um pouco de seu sangue.
Desde então, o rapaz era um vampiro e ele e Louise eram grandes amigos.
Porém, Davy, devido às suas inúmeras divergências com o conde, começando pela
amizade com os lobisomens Mike e Micky e o mago Peter, rebelou-se e fugiu para
a Ilha dos Lobisomens, que se tornou seu lar. Louise concordara em proteger a
amada do amigo, quando Davy veio pedir esse favor a ela. No entanto, ela
começava a se sentir impotente.
- Talvez, Davy. Mas ainda acho que a melhor solução é
mordê-la.
- Louise, não quero fazer isso! Tenho medo de não medir bem
a força e... E... – Davy ficou pálido ao pensar em causar a morte de sua amada.
- Não há outra solução! Só assim ela poderá ficar mais
segura!
- Oh, Deus...
Naquela mesma noite, Davy encontrou-se com Dianna no local de costume.
- Davy. – a humana abraçou-o fortemente.
- Dianna. – ele
devolveu o abraço. – Meu amor, tem certeza de que deseja que eu a morda?
- Oh, sim, sim, meu doce vampiro! Eu desejo isso! Creio que
só assim poderei de fato ser sua!
- Está bem, se você quer... Está pronta?
- Sim. – disse ela, colocando o cabelo loiro sobre um único
ombro, revelando um lado de seu delicado pescoço.
Davy mordeu o pescoço da amada, suas presas
penetrando na carne macia o mínimo necessário para torná-la vampira. Sentiu o
gosto de sangue na boca. Seu desejo de um pouco do sangue dela foi
saciado. Dianna colocou a mão sobre os
dois furos, e caiu desfalecida nos braços dele.
O pequeno vampiro por um momento temeu tê-la mordido tão profundamente
que a matara, não apenas o suficiente para transformá-la em vampira. Porém,
logo constatou que Dianna ainda respirava. Davy ficou com ela nos braços,
contemplando seu belo rosto, que empalidecia. Até que ela finalmente abriu os
olhos. Seu castanho-claro adquirira reflexos vermelhos.
- Deu... Deu certo? – ela inquiriu.
- Sim. Você se tornou uma vampira, minha amada.
- Oh, Davy, estou tão feliz! – ela colocou os braços em
torno dele e o beijou.
- Agora sim poderemos viver juntos. – disse ele com um
sorriso.
- Esperei tanto por isso! - ela exclamou.
Levantaram-se do chão da floresta e Davy pegou Dianna nos braços como um
noivo pega sua noiva. Com ela assim, ele rumou de volta para a mansão. Faria
dela sua mulher.
*
* *
Para ajudar Erin a não sofrer a ira da mãe naquela manhã, Peter lançara
mão de sua magia para transportá-la de volta a sua casa em uma fração de
segundo, mais exatamente de volta ao seu quarto. Ela conseguiu vestir a
camisola e deitar na cama minutos antes da mãe vir despertá-la.
O que Erin não previa era que
ele, seu mago favorito, viria apresentar-se à mãe dela naquela tarde.
- Sra. Hudson, um rapaz loiro chamado Peter Tork deseja
falar-lhe. – disse o mordomo.
- Mande-o subir. –
disse a mãe de Erin.
Erin olhou fixamente para o jovem mago quando ele adentrou a sala de
jantar.
- Quem é você, meu jovem, e em que posso ajudá-lo? –
inquiriu-lhe a sra. Hudson.
- Meu nome é Peter Tork, madame, e eu venho pedir-lhe a mão
de sua filha em casamento.
A jovem sentiu-se inundar de
alegria. Finalmente, eles se uniriam e Peter a levaria para viver com ele na
mansão.
- Conhece-o, Erin? – perguntou a velha dama.
- Sim, mamãe. – respondeu Erin com um sorriso. – Conheço-o
muito bem.
- Bem, sr. Tork, do que vive?
- Sou proprietário de um solar, sra. Hudson, onde crio
algumas vacas, cabras e ovelhas, que me garantem uma vida confortável.
- Garantirão uma vida confortável à minha Erin?
- Absolutamente.
- Assim espero. Minha filha, deseja esposá-lo?
- Sim! – Erin abriu um lindo sorriso. – Desejo muito.
Peter foi até ela, tomou sua mão delicada e a beijou.
* * *
Mike e Micky jogavam baralho, enquanto Peter exercia seus dons
literários, tentando escrever um soneto para sua amada Erin. Emma lia, atenta
para o caso de seu bebê chorar.
Davy e Dianna estavam sentados em um sofá, observando os demais. Notando
o quanto os amigos estavam compenetrados, Davy sussurrou a Dianna:
- Conheço um lugar ótimo para nos divertirmos.
- É mesmo? – perguntou a jovem recém-transformada em
vampira. Ela sabia bem o que o amado queria dizer com diversão.
- Sim. Venha comigo.
Tomando-a pela mão, o vampiro conduziu a moça para fora da mansão.
Embrenharam-se no bosque, e caminharam por um bom tempo, até que chegaram a um
riacho de águas límpidas.
- Querido... Esse riacho não faz parte dos domínios do Conde
Beckenbauer?
- Faz. Mas e daí? Estou cansado daquele petulante.
- Acho que é por isso que gosto de você, Davy. Sempre tão
rebelde. – ela deu uma risada.
- Por isso e outras coisas. – ele sorriu malicioso.
Tateou à procura dos botões do
vestido da amada vampira. Ela mostrou que permitia abrindo sua camisa.
Despidos, mergulharam nas águas do riacho.
Davy beijava
apaixonadamente o corpo molhado de Dianna, principalmente a região do pescoço
dela onde deixara a marca de suas presas. Ela, por sua vez, acariciava-o
inteiro. O pequeno vampiro conseguiu penetrá-la, deixando a amada enlouquecida.
- Davy, oh,
Davy... Mais, meu doce vampiro, mais!
- Claro, Dianna. – pelo prazer de sua preciosa vampira, ele aumentou a velocidade. Satisfazia-se em deixá-la satisfeita.
Cansados, emergiram do riacho e estenderam-se sobre a relva. Ambos ainda
deixavam escapar suspiros luxuriosos.
- Eu... Eu te amo, Davy. Louca, profundamente.
- Eu também te amo de uma forma louca e profunda, Dianna. –
disse o vampiro, deitando-se por cima da amada para beijá-la. Ela gemeu em meio
ao beijo.
- Aaah... Não, Davy, chega por hoje.
- Eu quero você, minha vampirinha deliciosa. – disse ele,
sem desgrudar seus lábios dos dela. – Mas se você está cansada...
Ele desceu de cima dela.
- Está amanhecendo. –
disse Dianna. – Vamos voltar à mansão.
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