quarta-feira, 22 de abril de 2015

Oneshot: Enchanted (Série What If - Modern Vampires Of The City) - Parte I

Boa noite! Vou postar hoje a primeira parte da minha oneshot dentro da sub-série What If  Modern Vampires Of The City. Ela está quase tão grande quanto We Belong Together, hehehe. Estrelando nossos macaquinhos favoritos e suas amadas. Boa leitura! PS: o título vêm da música da Taylor Swift de mesmo nome. 







              Ouviam-se longos uivos nas profundezas do bosque na Ilha dos Lobisomens. Os sons eram penetrantes, enchendo de melancolia a alma de quem os ouvisse. Eram os lamentos do lobisomem Mike Nesmith, que estava tomado por uma dor excruciante em seu coração.
              Ele vagava pela floresta naquela noite, quando ouviu gritos. Gritos femininos aterrorizados. Mike logo soube de quem eram os gritos. Metamorfoseou-se em lobo, e correu na direção de onde vinham os brados.
               Porém, foi tarde demais. Ao chegar lá, viu outro lobo, com as mandíbulas ensanguentadas e um brilho assassino no olhar. Christopher Romanov. Ao ver sua amada, a vampira Alice Stone, morta em meio a uma poça de sangue, Mike sentiu a maior tristeza de sua vida. Mesmo que a bela vampira houvesse rechaçado seu amor, o lobisomem nunca a esquecera.
                Fugiu dali, uivando agoniado. Chegou ao ponto da floresta onde ficava a mansão onde vivia. Encontrou seu amigo Micky Dolenz, um lobisomem como ele, e a esposa deste, Emma Carlisle Dolenz, também uma loba. Emma segurava um bebê com orelhas, patas e cauda de lobo. Era o filho dela e de Micky, Christian, que tinha apenas dois meses de vida e já estava começando a manifestar seu poder de metamorfose em lobo. Com o tempo, o filhote de lobisomem aprenderia a controlar isso, e a assumir facilmente ou uma forma totalmente humana ou uma forma totalmente lupina.

- Que cara é essa, Mike? – perguntou Micky.

- Alice. Alice está morta! – disse Mike, furioso.

- O quê? – Micky e Emma ficaram chocados. Ela começou a derramar algumas lágrimas. Alice era sua amiga.

- Romanov matou-a. Vou vingá-la!

- Tem certeza disso, Mike? – perguntou Peter Tork, amigo de Mike e Micky, que era um mago e habitava a Ilha dos Lobisomens. – Você acha mesmo que vale a pena vingar a vampira? 

- É a única coisa que vai livrar-me da dor!

- Livrar-se da dor infligindo dor a Romanov? Isso não é do seu feitio, Mike. – disse Davy Jones, o jovem vampiro rebelde que fugira dos domínios do Conde Beckenbauer, por ter feito amizade com os dois lobisomens e o mago.

- Por que não vai morder aquela donzelinha indefesa, Davy? – Mike retrucou, irritado.

- Não vou morder Dianna. Não ainda. Ela não está pronta. – respondeu o pequeno vampiro.

- Você quer tê-la? Então a morda! – Mike explodiu.

                Não aguentando mais, profundamente angustiado e irado, entrou no quarto da mansão que lhe pertencia. Por sua vontade, Mike nunca mais sairia dali. Ou, ao menos, passaria um bom tempo recluso.

                                                                  * * *

                 Naquela mesma noite, Davy saiu da mansão.  Iria encontrar Dianna Mackenzie, a humana por quem estava apaixonado. Ele normalmente tinha repulsa por sangue humano, mas desde que a conhecera, estava profundamente desejoso de mordê-la e beber uma pequena quantia de seu sangue. Ele fazia o possível para sufocar o desejo. Viu a linda silhueta dela sentada numa pedra no bosque, iluminada pelo luar.

- Davy. – ela sorriu para ele, a sua doçura transparecendo no sorriso.

- Dianna. – ele deu um sorriso para ela, mas que nem de longe era tão caloroso como de costume.

                       Ela notou a diferença.

- O que há com você? – ela desceu da pedra e tocou o rosto dele.

- Não é nada. – respondeu ele.

- Não minta para mim! Sei que não está tudo bem!

- Dianna... Eu te amo. Mas... Não posso continuar encontrando-me com você.

- Por que sou humana?

- Sim. Mas não pela questão de que não a aceitariam na mansão. Eles a receberiam de braços abertos, querida. O que me preocupa é o perigo que corre estando comigo. Quero... Quero te morder.

- Pois me morda! Tornar-me-ei vampira e serei sua!

- Não! Você não vai querer a vida de vampira. E... Além do meu desejo de te morder, que está ficando a cada dia mais irrefreável, há os vampiros do Conde Beckenbauer. Odeiam-me. Consideram-me um traidor. Poderiam atacá-la para me atingir. Não quero que se fira por minha causa, meu amor.

- Davy, não sou uma peça delicada de porcelana para que me trate assim! Eu posso me defender! E qual o problema de me morder? Assim poderemos ficar juntos... Para sempre!

- Dianna... Vampiros não são imortais. Alice está morta.

               Dianna ficou pálida. A esposa de Gerd Müller era sua amiga.

- Morta?

- Foi assassinada por Christopher Romanov.

- Oh, oh meu Deus... – a jovem não podia crer naquilo. – Mesmo que vampiros não sejam imortais, quero ficar com você, Davy! – ela disse, após conseguir parar de chorar pela amiga. – A esta altura não posso mais voltar atrás. Estou irremediavelmente apaixonada por você, meu doce vampiro!

- Era o que eu temia. Que chegássemos a um ponto em que não pudéssemos nos separar, Dianna.

- Por favor... Se não vai me morder, ao menos se case comigo! – Dianna quase implorou. Beijou avidamente o vampiro, que agora estava certo de que sua amada humana nunca iria deixá-lo ir... Não que ele quisesse.

                                                                   * * *


                        Erin Hudson, prima de Dianna, esperava em outro ponto da floresta pelo seu amante, Peter Tork. Contudo, ele estava atrasado. A jovem preparava-se para ir embora , quando surgiu um lince, de pelo amarelado, diante dela. Ela gritou, apavorada. Porém, o felino não a atacou. Transformou-se, diante dos olhos dela, em um rapaz loiro.

- Peter! – ela exclamou, aliviada.

- Desculpe-me, Erin. – ele pediu. – Esta é minha nova habilidade. – Posso me transformar em um lince agora.

- Só dê um jeito para que eu possa identificá-lo!

- Pensarei em um meio. – ele beijou a mão da amada.

- Querido, quando irá me levar para viver com você na mansão?

- Eu ainda não sei, Erin. Creio que o momento não é oportuno.

- Oh, Peter!

- Tenha paciência. – o mago pediu.

- Farei o possível. – ela deu um sorriso travesso.

               Peter acariciou a jovem. As carícias, num primeiro momento inocentes, tornaram-se intensas, e ela também o acariciava. A jovem abriu a camisa do mago e pousou a mão em seu peito.

- Erin... – ele murmurou, em meio a um beijo.

- Peter... Dê-me um pouco da magia do seu amor. – ela pediu.

                  Ele não se fez de rogado. Encontrou os botões nas costas do vestido de Erin e desabotoou-o. Logo um havia revelado a nudez do outro. Ela se deitou na relva, ele por cima dela. O mago cobria o corpo da moça de beijos, e ela fazia o mesmo. Quando estavam prontos, Peter tentou avançar, e Erin permitiu. Atingiram o prazer de forma rápida e intensa. Separaram-se.  Como esfriava,vestiram-se novamente, e adormeceram abraçados, em meio à grama.
                  Ela acordou com os primeiros raios da manhã batendo em seu rosto.

- Oh, meu Deus! – ela se assustou.

- O que houve? – perguntou Peter, despertando de sobressalto.

- Minha mãe virá acordar-me! E verá que não estou dormindo em meu quarto! Ela me matará! O que farei?

- Corra! Corra o máximo que puder!

                                                                       * * *

                     Emma cuidava de Christian, o seu “lobinho”. O pequenino era muito parecido com o pai. Ela se lembrava de como conhecera seu amado Micky. O pai da jovem era um lobisomem, e a mãe, uma humana. Ao dar à luz Emma, a pobre mulher não resistiu. O pai fez o que pôde para proteger a lobinha durante a infância e a adolescência.
                    Quando Emma estava se tornando uma jovem adulta, se mudaram para o vilarejo próximo dos domínios do Conde Beckenbauer e da Ilha dos Lobisomens. Ninguém lá sabia que ela e o pai podiam metamorfosear-se em lobos, somente suas três amigas: Alice Stone, Dianna Mackenzie e Erin Hudson.  Certo dia, Alice arriscou-se a passear perto dos domínios do conde e nunca mais voltou. Foi dada como morta no vilarejo.
                     O pai de Emma ficou gravemente doente e morreu. A filha, com medo de que descobrissem seu segredo, resolveu pedir refúgio na Ilha dos Lobisomens. Bobby Moore, o líder dos lobisomens, aceitou-a de bom grado.
                     Logo, Emma se apaixonou por Micky Dolenz, e ele por ela. Após vários encontros nos bosques, Micky levou-a para a mansão que dividia com seus melhores amigos, o lobisomem Mike, o mago Peter e o vampiro Davy. Uma vez trazida Emma para a mansão, ele fez dela sua esposa muito amada. Em pouco tempo, Emma engravidou.  Ela enviou mensagens a Dianna e Erin, que conseguiram superar o medo de entrar naquele local e foram vê-la. Já na primeira visita, elas conheceram Davy e Peter e se apaixonaram por eles. E eles as correspondiam.
                     Não demorou muito, as três amigas descobriram que Alice não estava morta, mas sim casada com o vampiro Gerd Müller, a quem havia sido oferecida como esposa pelo conde após ter sido mordida por ele e se tornado vampira. Com a inimizade entre vampiros e lobisomens amenizada pelo estabelecimento de um pacto de paz, Alice ia à Ilha dos Lobisomens para encontrar Emma, Dianna e Erin. No entanto, conforme a gravidez de Emma avançava, Micky, desconfiado dos vampiros, preferiu que a esposa parasse de receber a visita de Alice. Temia que Gerd seguisse a esposa, soubesse que um novo lobo estava para nascer e avisasse ao conde, que poderia colocar o filho de Micky e Emma em sua mira, quebrando o pacto de paz recém-estabelecido.
                     As duas desobedeceram, contudo. Logo que Christian nasceu, Alice foi vê-lo, além das três jovens. Mas foi a sua última visita às velhas amigas. Dois meses depois do nascimento de Christian, Alice foi morta por Christopher Romanov.
                       Micky entrou no quarto do casal assim que Emma colocou o bebê adormecido, numa forma totalmente humana, no berço. Ele colocou os braços ao redor da cintura dela e beijou seu rosto.

- Christian será um belo lobo. – disse Micky, orgulhoso por ter um filho tão lindo.

- Um belo lobo como o papai. – Emma beijou o marido.

- Sim, mas...

- O que houve, querido?

- Os vampiros. Não confio neles. Eles podem querer pegá-lo.

- Se isso acontecer, Davy e Louise vão protegê-lo, Micky. E nós também. E acho que os vampiros não quebrarão o pacto, de qualquer maneira.

- Tenho receio mesmo assim, Emma.

- Não tema. – ela o abraçou com força. – Nosso lobinho ficará bem.






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