quinta-feira, 31 de julho de 2014

Meus personagens -> Timothy Parker

  Hoje, vamos conhecer o cineasta principiante Timothy Parker, que está simplesmente doido para transformar Betty Martin em uma estrela de cinema.
   Ele é 13 anos mais velho do que o irmão, Tom, que era um grande amigo de Mary Barton na época em que ela namorava Roger Daltrey e estudava na Universidade de Oxford. Ah, e o papel de Timothy é interpretado por Tony Stark/Sherlock Holmes,  vulgo Robert Downey Jr.










Nome completo: Timothy Lewis Parker.

Data e local de nascimento: 12/03/1930, em Cork, Irlanda.

Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.

Idade: 38-39 (em 1969, ano em que se passa a maior parte de "Sensation").

Amigos mais próximos: Michelangelo Antonioni, Stanley Kubrick, François Truffaut.

Profissão: Cineasta e roteirista.

Namoradas:  Dianna  Adamson (colega da faculdade de cinema, 1951-1965 - casaram-se em 1955 e separaram-se dez anos depois),  Twiggy (1967), Mia Farrow (1968 - fevereiro de 1969), Betty Martin (maio de 1969 a julho de 1975 - viveu como se fosse casado com ela de setembro de 1969 até julho de 1975).


 Canção que inspirou: You Make Me Feel Like A Lolita - Whereland.

 Características: Timothy simplesmente ama o cinema. Também ama belas mulheres. É um tanto boêmio, diferentemente de seu irmão Tom, que, depois do fim dos Parkers, dedicou-se pura e simplesmente ao seu consultório de psicologia e à sua vida de casado.
                 O cineasta encantou-se por Betty Martin logo na primeira vez que a viu atuar. Com algum custo, convenceu-a a atuar em seu primeiro longa-metragem, Cupido e Psique. Durante as gravações do filme, apaixonou-se por ela, e ela por ele. Parker também passou a amar a filha de sua musa como se fosse sua.
                 Sua inconstância e seus ciúmes irritavam Betty, e fizeram a baterista ruiva separar-se dele.

Sensation - Capítulo 4

- E 1, 2, 3, 4!

   Havia seis semanas que a Whereland estava gravando versões, que poderiam ser as definitivas, de algumas canções que já haviam decidido incluir no disco. Estavam dando duro. Eram todas perfeccionistas, principalmente Evy, e não tolerariam nada menos do que a perfeição. Queriam provar que estavam em contínuo processo de evolução.
   Além disso, Alice só queria pensar em trabalho. Seu namoro com Peter Asher, que já durava quatro anos, estava em crise. Asher pensava que Alice tinha um caso com Steve Marriott, vocalista e guitarrista dos Small Faces e objeto de adoração das garotas mods.

- Ok, gente, ficou ótimo! - disse ela, quando as garotas encerraram a terceira versão de Who's To Blame?, de Jayne.
- Então é a sexta faixa pronta... Faltam seis. - disse Evelyn. - Temos que gravar as versões finais de Mouse Trap, Stop Talking, You Don't Deserve Me, Running Away, Where Are You When I Need You? e Candy Shop. 
- Mas já trabalhamos bastante por hoje... - Betty lembrou. - Meu relógio está marcando quinze para as sete da noite. Tenho que colocar a Sue na cama às nove.
- Então vamos para casa. - disse Mary. - Vou só esperar o Ox... Evy e Jay, vão esperar o Moon e o Pete?
- Sim. - as duas responderam.

       John e Mary e Evelyn e Keith foram embora juntos. Contudo, Pete disse a Jayne que ela poderia ir para casa, pois ele só iria embora após meia hora. Disse que iria mostrar  uma nova música a Kit e Chris. A baixista preferiu não discutir, mas achou aquela história muito mal-contada.


                                                             * * *


           Jayne esperou o noivo impacientemente. Assim que ouviu o ruído da porta destrancando, levantou-se do sofá.

- Peter Dennis Blandford Townshend, nós precisamos ter uma conversa seríssima.
- Como quiser, meu amor. - disse Pete.
- Pete, o que você está escondendo?
- Nada, Jayne. Absolutamente nada.
- Eu só aceitei ficar noiva porque achei que podia confiar em você, Pete! Não devemos ter segredos!
- Mas, Jay, não tem segredo nenhum! Vamos para o quarto? Estou tão cansado...
- Você também não deve achar que pode resolver qualquer coisa me levando para o quarto... A Mary me contou que o Roger agia exatamente desse jeito!
- O Roger é o Roger, eu sou eu.
- Mas os homens são todos iguais.
- Ora, Jayne!
- Hoje você dorme no sofá. - Jayne disse veementemente.
- Mas eu não fiz nada!
- É o que vamos ver.


                                                     * * *


              Betty evoluía cada vez mais nas aulas de teatro. Sua trupe apresentou uma versão de Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare,  num dos principais teatros de Londres. Ela interpretava Titânia, a rainha das fadas.
                A atuação de Betty era tão profunda e envolvente que a baterista não demorou a chamar a atenção de um cineasta principiante que estava na plateia. Ele tinha entre 30 e 40 anos, difícil definir.
                O cineasta procurou-a ao fim do primeiro dia de apresentação.


- Srta. Martin, podemos conversar?
- Hã, bem, claro. - Betty concordou.
- Senhorita, sou um grande admirador do seu trabalho na Whereland. E devo dizer que fiquei impressionado com sua interpretação. Tem muita presença de palco. Titânia nunca foi tão bela e encantadora.

                  Ela enrubesceu.

- Obrigada, senhor...
- Parker. Timothy Parker. A srta. Barton conhece meu irmão mais novo, Tom.
- Ah sim.
- Eu creio que a senhorita poderia ter muito êxito na carreira de atriz. Poderia até mesmo tornar-se uma estrela de Hollywood!
- Já tenho uma carreira musical e uma filha com que me preocupar, sr. Parker.
- É apenas a minha opinião, srta. Martin.

 
                                                              * * *



                     Duas semanas depois, em 18 de março de 1969, Fur chegou às lojas. Os fãs, que haviam aguardado ansiosíssimos, finalmente puderam respirar aliviados.
                     A maioria esmagadora não se decepcionou ao colocar o disco para tocar. Ali estava a boa e velha Whereland. Aqueles que desejavam ouvir uma "inovação" mais aparente no som das garotas soltaram alguns resmungos. Ainda assim, não havia como negar. Cada nota era envolvente e inebriante, sempre de uma maneira muito característica.
                        A excelente aceitação do disco também tranquilizou a Whereland. As quatro integrantes, e também a fiel Alice, trabalharam enlouquecidamente, e viam que seu esforço era recompensado.  Timothy Parker aproveitou o momento para fazer uma proposta a Betty:


- Srta. Martin, o que acha de trabalhar no meu filme? Vou rodar um longa-metragem sobre o mito grego de Cupido e Psique. Você tem tudo para ser a Psique perfeita.
- É muita gentileza sua, sr. Parker, mas eu mal atuei em duas peças... E temos que fazer uma turnê para promover o disco...
- Srta. Martin, os Beatles não fazem turnês desde agosto de 1966 e seus discos ainda vendem como água.
- A Whereland é completamente diferente dos Beatles.
- Por favor, srta. Martin! Nenhuma outra atriz será tão perfeita para o papel.
- Eu prometo que vou estudar seu pedido, sr. Parker. Mas não posso garantir nada.
- Tudo bem, srta. Martin. Ficarei à espera.

                       Timothy Parker desejava muito que aquela ruiva estonteante fosse a estrela de seu filme. Além de sua incrível beleza, Betty contava com um talento assombroso. Além disso, era a baterista de uma banda muito popular entre os jovens e que estava consolidando o respeito que era-lhe dispensado pela mídia.
                      O cineasta faria tudo que pudesse para transformar a garota na mais nova estrela e jovem diva do cinema.

             

Fanny's Autumn Almanac - Capítulo 4

   Alguns meses depois, Paul teve que voltar aos Estados Unidos para visitar os pais e resolver alguns assuntos relacionados a uma música dele, The Sound Of Silence, que havia sido alterada por um certo produtor musical e relançada. Eu, infelizmente, não tive como ir, pois não podia me dar ao luxo de perder aulas na faculdade.
     Tive como companhia a minha irmã e a minha prima, além de meu gato, um persa negro ainda filhote chamado Voltaire. Por incrível que pareça, Voltaire foi encontrado abandonado nas ruas de Cambridge e levado para um abrigo de animais. Certo dia, passei na frente do abrigo, vi o gatinho e soube que estava para doação. No mesmo dia levei-o para o apartamento.
      Como eu, Elinor ama gatos, mas nossa mãe nunca nos deixou ter um. Já Emily tem adoração por cachorros, e, em Cambridge, sentia muita falta do seu, o dachshund Byron, que morava na casa dos meus tios. Mesmo assim, ela também não resistiu ao meu lindo gatinho iluminista.
        Certa tarde, quatro dias antes do meu aniversário de 18 anos, mais exatamente dia 10 de novembro, eu estava voltando do veterinário com Voltaire. Assim que abri a porta do apartamento, dei de cara com um lindo embrulho do tamanho de um disco em cima da mesa da sala.
         Soltei Voltaire, sentei no sofá e desembrulhei o pacote. Quase infartei quando vi o álbum: Bringing It All Back Home, de Bob Dylan. Paul sabia que eu era doida por Dylan. Vi, então, que havia um pequeno bilhete colado na capinha de plástico que envolvia a capa de papel do disco:

            “Para Fanny, o meu Sol, um presente de aniversário que sei que será muito apreciado.

                                                                               Com amor,


                                                                                                         Paul”.


                Decidi que ligaria para Paul a fim de agradecer assim que pudesse, já que ligações internacionais não são lá muito baratas. Então fui para o meu quarto ligar a vitrola e ouvir o mais novo disco da minha coleção. Acho que ouvi o LP umas três vezes seguidas.
 Mostrei o presente a Emily e Elinor. Elas adoraram, mas confessaram que prefeririam que eu tivesse ganhado o último disco dos Beach Boys, Beach Boys’ Party!.
                Passaram-se três dias, até que chegou o meu aniversário. Meus pais e meus tios vieram a Cambridge justamente para a ocasião. Fiquei muito feliz por vê-los. E papai ficou muito irritado com o fato de que não poderia ser apresentado ao meu namorado. Contudo, creio que ele aprovaria Paul.
                Aproveitei muito o tempo que passei com meus pais, minha irmã, meus tios e minha prima. Mas tudo que é bom dura pouco, e depois de dois dias, papai, mamãe, tio Edwin e tia Jackie foram embora. E fiquei muito irritada por Paul ainda não ter me ligado.
                 Pouco depois que Emily, Elinor e eu chegamos da estação de trem onde meus pais e meus tios haviam embarcado de volta, respectivamente, para Epsom e Benwich, o telefone tocou. Elinor atendeu.

- Alô? É Elinor quem está falando.  Ah sim, ela está sim, acabamos de deixar meus pais e meus tios na estação de trem. Vou passar para ela, um momentinho. – E, tapando o fone: - Fanny, é para você.
- É o Paul?
- Sim.
- Finalmente! – eu disse, enquanto pegava o fone. – Alô? Paul?
- Oi, Fanny. – ele disse.
- Fiquei muito feliz com o disco, não liguei antes porque ligações internacionais são caras, você sabe.... Mas você só se lembrou agora do meu aniversário?
- Meu amor, não liguei no dia 14 pelo mesmo motivo que você não ligou antes para agradecer pelo disco. Eu não esqueci.
- Está perdoado, então.
- Fanny querida, eu sinto muito a sua falta, mas vou ter que ficar mais um tempo aqui nos Estados Unidos.
- Eu também sinto muito sua falta, Paul.... Por que não pode voltar à Inglaterra?
- Eu devo ter me esquecido de contar.... Art e eu resolvemos voltar com a dupla.
- Ah, isso é ótimo, Paulie!
- Nós vamos começar a gravar um álbum... Mas não sei quanto tempo pode levar.... Só não peço a você que venha para cá agora porque sei que não pode faltar na faculdade.
- Irei ver você nas minhas férias de verão.
- Combinado.
- Eu te amo.
- Eu também te amo.
- Até mais.
- Até mais.



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Oneshot: Run, run, run for your life!

Como sabemos,  nunca houve uma "treta épica" entre Roger Daltrey e George Harrison por Mary Anne McCartney. Mas Mary Anne já sonhou com isso, quando ainda estava com Rog. Vamos ver? 














  - Daltrey, seu filho da puta! Desista! Seu nível é baixo demais para uma garota como a Mary Anne!
  - Ah, cale a boca, Harrison! Vá encher seu estômago sem fundo!
  - Rapazes! - eu gritei, horrorizada com aquilo tudo. - Parem!
  - Mary Anne, é agora ou nunca! Escolha: ou eu, ou o pau de virar tripa! - disse Roger.
  - Rog... - eu comecei a chorar. - Não posso. Você sabe que não posso.
  - Não pode por que tem medo de magoar o anão de jardim, não é, Mary? - George alfinetou.
  - Ou será que ela tem medo de magoar você, vara de bambu ambulante? - Roger devolveu na mesma moeda.
   - CHEGA! - ergui minha voz ao máximo. - Parem com esse comportamento infantil! Eu amo vocês dois, e não posso escolher um só.
   - Mary Anne... - George aproximou-se e acariciou meu rosto.
   - Saia de perto dela, magrelo. Eu devo ficar com ela.
   - Por que você não engole seu microfone, seu tampinha?

            Ao dizer isso, George se afastou de mim e avançou em Roger.

   - Joj! Não! - tentei impedi-lo.

             Observei os dois se baterem, impotente. Estava tão chocada que só tinha um desejo: "Se isto for um pesadelo, quero acordar".
               Abri meus olhos. Vi que estava deitada em minha cama. Ao meu lado, no criado-mudo, estava o bilhete que meu namorado, Roger, havia deixado para mim em minha bolsa, quando eu não estava olhando. No bilhete, Roger dizia que me amava mais do que tudo nesse mundo e não iria deixar que me tirassem dele.
                 E ao lado do bilhete de Roger, estava o manuscrito com a letra de I Need You, a música que meu outro amado, George, havia escrito para mim. Eu precisava mesmo escolher.

sábado, 26 de julho de 2014

Fanny's Autumn Almanac - Capítulo 3

-          Espere, sr. Simon! – eu pedi.
-          Srta. Frances, eu gostaria de ficar sozinho, por favor.
-          Por favor, me chame de Fanny. Não estou acostumada a ser chamada pelo meu verdadeiro nome.
-          Tudo bem. Desde que me chame de Paul.
-          Está bem, Paul. Será que você não gostaria de desabafar?
-          Seria bom. 

                  Nós nos sentamos numa mesinha de um café muito acolhedor, bastante apropriado para aquela situação. Ele me contou tudo: o nascimento da paixão por Emily, a decisão de escrever uma canção para ela, o rompante que levou-o a revelar tudo. Eu fiquei tão triste por ele... E vê-lo sofrer me levava a querer fazer o que estivesse ao meu alcance para consolá-lo. Fui me aproximando... E o beijei. Ele me olhou, espantadíssimo. A minha surpresa não era menor. Em seguida, fiz a única coisa que me ocorreu. Saí correndo.
                 Cheguei em casa. Minha irmã e minha prima não estavam. Elinor rabiscara um bilhete explicando que Emily estava muito nervosa e que elas haviam saído para que minha prima se acalmasse.
                  Eu resolvi aproveitar que estava sozinha para escutar música e organizar as minhas idéias. Liguei a vitrola, tirei meu precioso disco The Who Sings My Generation da capa, coloquei o disco no prato e abaixei a agulha. Enquanto ouvia minha segunda banda favorita (a primeira é The Yardbirds), fiquei pensando. Era claro que Paul me achava louca, depois do que eu fizera. Era possível que ele nunca mais olhasse na minha cara.

                     Alguns dias depois, eu estava lendo Jane Eyre, de Charlotte Brontë, em meu quarto, quando Emily entrou e me disse:

- Fanny, tem alguém na sala que quer falar com você... Mas antes, acho que você deveria se arrumar.
- Me arrumar? Por quê?
- Você vai ver.

      Dei de ombros. Vesti calça jeans, uma blusinha branca com botões e um casaquinho verde-escuro, também com botões. Calcei meus sapatos pretos de sempre. Saí do quarto e fui para a sala. E quem encontrei quando cheguei lá?

- Olá, Fanny. – era Paul Simon em pessoa.
- Hã, olá.           
- Me daria a honra de me acompanhar em um passeio?
- Ah, bem, claro.

         Passear com Paul foi divertido, mas assustador. Digamos que eu nunca havia saído com um rapaz de que eu gostasse. Ele me atraía, com seus conhecimentos sobre literatura, e por ser mais velho do que eu. Eu tinha 17 anos, e ele, 23.
          Durante um bom tempo, deixei-o falar. Fiz várias perguntas sobre poetas a ele. Poderia tê-las feito a Elinor, entretanto, ouvi-lo sanar minhas dúvidas era bem diferente de ouvir a minha irmã. Então, finalmente tive coragem de perguntar:

- Conhece os Everly Brothers?
- Quem não conhece? – ele me perguntou, sorrindo.
- Bem.... Poderia cantar uma música deles para mim, Paul?
- Claro que sim, Fanny. Qual gostaria de que eu cantasse?


               Pensei por alguns minutos. Gostava de tantas músicas dos Everly Brothers! Por fim, me decidi.


- Love Is Strange.


                   Ele cantou. Ouvi atentamente, e quando ele terminou, ele me disse:

- O amor é mesmo muito estranho. – e me beijou.

                     Quando separamo-nos, perguntei:

- Esqueceu a Emily?
- E eu tinha escolha? Mas, desde antes de ela me dispensar, eu já estava de olho em você.
- Não sei, não...
- Não duvide.  Mas, o que a atrai em mim?
- Você é culto. É jovem. Canta bem. Gosta de Everly Brothers.
- Fanny....
- Sim?
- Eu sei que vai ser meio ridículo uma garota tão linda de.... espere, qual a sua altura?
- Tenho 1, 65m.
- Bem, vai ser meio ridículo uma linda garota andando por aí com um feioso cinco centímetros mais baixo do que ela.
- Você não é feio, Paul. E eu não estou nem aí para a sua altura. Tamanho não é documento.
- Bem.... Quer namorar comigo, Fanny?

      Eu decididamente não esperava por isso! Quase chorei de tanta felicidade.

- É claro que eu aceito, Paul!





























segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os pets das minhas personagens

Eu não sei quanto a vocês, mas eu simplesmente adoro animais de estimação! E como não podia deixar de ser, as minhas personagens têm seus próprios bichinhos. Vamos ver?


A Elinor Fitzwilliam tem dois gatinhos muito fofos, o Shakespeare e o Leonardo da Vinci. Ambos foram presente de Robert Plant.

                                                             



                                         





Assim como a irmã, Fanny Fitzwilliam é fascinada por gatos. Seu animal de estimação é um gato persa negro chamado Voltaire.






    Diferentemente de suas primas Elinor e Fanny, Emily Fitzwilliam prefere cachorrinhos. Ela tem um dachshund, que recebeu o nome de Byron.








      Como sabemos muito bem, Evelyn Blen gosta de ser diferente. Por isso mesmo, seu animal de estimação é nada mais, nada menos do que um.... furão! O nome dele é Mr. Furry.









             Parece que a única criatura do mundo que tem o privilégio de ser eternamente bem-tratada por Georgiana Sparks é Polly, sua yorkshire.....










               Como vive ocupada, para que sua filha Sue Lee não fique muito sozinha, Betty Martin deixa sua gata Lady com a menina.




                                             




                    Mary Anne McCartney tem uma família grande, e para deixar tudo com mais cara de "família perfeita e feliz", ela tem um cachorro e um gato. O cachorro se chama Spike, e o gato, Louie. 




                                                                                                                               


                       De qual pet gostaram mais?                                                                                                                                                                       

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vamos falar um pouquinho da Copa

        A presidente Dilma prometeu que essa seria "a Copa das Copas". Não sei se Joseph Blatter e os outros figurões da Fifa concordam com essa afirmação. Porém, essa Copa me marcou.
       Eu, que sempre fui contra tudo e contra todos, além de não gostar de futebol, a princípio não estava nem aí para a Copa e minha raiva era tamanha que até cogitei torcer para a Croácia no primeiro jogo (pensei ainda mais nisso quando vi dois ou três jogadores bonitinhos na escalação croata).
      No entanto, no dia da abertura da Copa, caí na real: era uma besteira deixar de torcer para o Brasil só porque tenho um pouquinho mais de senso crítico do que outras pessoas. Meus próprios pais são pessoas muito inteligentes e torceriam para o Brasil, por que eu não podia?
         E lá fui eu para a sala. Sentei-me, e a câmera da Globo deu um close em um jogador brasileiro muito alto, com um volumoso cabelo claro que fazia-o ficar assustadoramente parecido com meu amado Roger Daltrey. E assim me apaixonei por David Luiz e virei torcedora assídua do Brasil (pelo menos nessa Copa).
         Decidi que também torceria para a Inglaterra. Mas, com dois torcedores extremamente pé-frios, Mick Jagger e eu, e uma seleção mediana, para não dizer medíocre, a Inglaterra foi desclassificada pelo Uruguai ainda na fase de grupos. Juro que torci para o país do meu coração quase como se eu tivesse nascido lá, pulando, berrando, vestindo uma camiseta falsificada da seleção inglesa.
           Também acompanhei os jogos da Alemanha, como descendente de alemães que sou, e já previa que o Brasil estaria em maus lençóis se tivesse que enfrentá-la. Quando assisti ao fatídico jogo cujo resultado foi 7X1 para a Alemanha, eu estava perplexa.
            Eu via o meu país ser destroçado pelo país dos meus ancestrais, e estava triste por constatar que essa ainda não seria a vez em que eu veria a seleção brasileira erguer a taça (sim, eu não lembro da Copa de 2002. Acho que meus pais nem me deixaram ver os jogos, já que muitos eram transmitidos de madrugada e eu tinha só cinco anos). Minha raiva era grande demais, e depois que a Alemanha marcou o quinto gol peguei meu celular e fiquei xingando a seleção e o Felipão no WhatsApp até o fim do jogo.
            No dia do jogo contra a Holanda, meu celular ficou sem bateria e eu esquecera de trazer o carregador para a casa da minha vó, de modo que tive que acompanhar o jogo, que achei melhorzinho, se comparado com o anterior. Mas não adiantou, a defesa holandesa era demais para nosso ataque desfalcado (sem Neymar, nem o Oscar e o fofo Bernard salvam). "Fazer o quê, né, não foi dessa vez", eu disse a mim mesma. "Agora, o jeito é torcer para a Alemanha acabar com os argentinos".
             Domingo, eu estava mais animada por ser Dia do Rock do que pela final. Houve um passeio em família depois do almoço, e na hora do jogo, meus pais, minha irmã e eu fomos tomar lanche da tarde numa padaria bem legal da cidade que eu estava visitando. Enquanto cruzava os dedos para a Alemanha marcar um mísero golzinho (que, no fim das contas, foi um golaço), pedi à garçonete um pão de queijo grande e um guaraná Antarctica (valorizemos o produto nacional, minha gente). E qual não foi minha surpresa quando a moça me entregou uma lata amarela de guaraná com um grande número 4 em verde! "Tinha que ser o David Luiz, né, Mari?", brincou a minha mãe, que sabia muito bem que eu estava (e ainda estou um pouquinho) apaixonadinha pelo zagueiro.
                  E olha, eu fiquei bem feliz pelos alemães terem conquistado o tetracampeonato!