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domingo, 14 de setembro de 2014

Sensation - Capítulo 5

Finalmente temos o quinto capítulo de Sensation!




    - Então o cara te propôs ser a estrela do filme dele? - indagou Mary. - E você topou?
    - Eu disse que ia pensar. - disse Betty. - Temos uma turnê para fazer... E tenho que cuidar de Sue Lee.
    -  Será que ela não fica bem só com a babá? - perguntou Jayne.
    -  Não sei... A Harriet é uma boa moça, mas acho que toda mãe fica um pouco apreensiva quando deixa seu bebê aos cuidados de outra pessoa por muito tempo.
    - E se você pedir ao Roger para ficar de olho na Sue à noite? - sugeriu Alice. Evelyn, Jayne e Mary olharam para ela com uma expressão do tipo "péssima ideia!".
    - Você pirou, Alice? Eu não vou deixar minha bebê nas mãos daquele miserável! - Betty indignou-se.
- Tá bem, foi só uma sugestão. - Alice deu de ombros.
- Bem, eu vou pensar no que vou fazer no caso da Sue Lee. Mas e quanto à turnê?
- Eu já pensei em tudo! - disse Alice, animada. - Quatro shows, duas aparições na TV. E depois vamos contar com o filme como veículo promocional.
- Isso não é meio arriscado? - inquiriu Evelyn.
- É. - concordou Alice. - Mas não custa tentar.


                                                   * * *


               
                  Dois dias depois, no ensaio do The Who...


- Acho que vou aproveitar para viajar com a Mary. - disse John.
- E eu espero que essas férias deixem a Evy mais calma. - disse Moon, por sua vez.
- Digo o mesmo quanto à Jayne. - Pete disse, com um suspiro.
- Do que vocês estão falando? - quis saber Roger.
- Você ainda não soube? - perguntou Pete. - Sua ruiva preferida vai gravar um filme e as outras garotas vão tirar férias.
- A Betty virou atriz agora?
- Parece que sim. - disse Keith. - Segundo a Evy, o tal cineasta é um quase quarentão... Bem, todos sabemos que a Betty não é de se jogar fora...

                  John deu uma cotovelada em Keith e Pete murmurou entre dentes:

- Cala a boca, Moon.
- Eu sei que ela não é de se jogar fora. Eu sei que fiz a maior burrada da minha vida. - disse Roger. - Mas fazer o quê, agora a merda já está feita. E eu digo uma coisa para você, Pete, e vale também para você, Moon: não façam nada de que possam se arrepender depois.

                                                    * * *


                     A Whereland deu quatro shows na semana seguinte: dois em Londres, um em Manchester e o último na terra natal das meninas, Liverpool. A crítica foi muito favorável a todos eles. A mistura de hits antigos com as novas músicas deu muito certo.
                     Lançaram mão da mesma estratégia nas duas apresentações na TV: uma no Ready, Steady, Go! e outra no Top Of The Pops.  E novamente obtiveram um bom resultado.
                      Parker, incansável, perguntou a Betty se ela já havia tomado uma decisão.

- Sr. Parker, eu adoraria participar do seu filme. - respondeu ela. - Mas e a minha filhinha? Ela é muito pequena...
- Pague mais à babá.
- Mesmo assim, acho complicado.
- Peça ao seu ex-namorado.... Ou ex-marido, sei lá.... Enfim, peça ao pai da menina para cuidar dela.
- Isso está absolutamente fora de cogitação.
- Bem, então não sei. Mas, se a senhorita encontrar alguém para cuidar de sua filha, vai aceitar participar do filme?
- Sim, senhor.
- Eu imploro que encontre alguém logo! Tenho o restante do elenco acertado. Mas falta a minha estrela!

                                           * * *


- Ai, ai, o que vou fazer? - Betty se perguntava. - Quero muito fazer esse filme, mas não posso deixar a Sue com outra pessoa por muito tempo!

                    Suas amigas desejavam que ela participasse do filme. E ofereciam alternativas para seu problema. Até que uma delas se mostrou a mais adequada: confiar Sue Lee aos cuidados da avó, Kathleen. Porém....

- Eu peço mil desculpas, Betty. - disse a sra. Martin. - Mas também  não posso cuidar da Sue. Seu pai e eu temos uma peça a encenar.
- Mamãe, até a senhora vai me deixar na mão? O que eu faço agora?
- Você não vai ter escolha. Pague dobrado à babá... Ou peça que ela cuide da Sue Lee apenas durante o dia e peça a outra pessoa para vigiá-la à noite.
- E quem seria essa pessoa, mãe?
- Isso já não posso responder, querida.

                       Betty repetiu às amigas a pergunta feita à sua mãe. E Mary disse:

- Bem, posso me atrever a cuidar da Sue à noite.
- Você, Mary? - perguntou Betty.
- É mesmo! - exclamou Jayne. - Eu me lembro de que às vezes você trabalhava como babá nas férias de verão.
- Mamãe achava que era um jeito de "me deixar mais feminina". - explicou Mary.
- Só por que você tocava guitarra? - espantou-se Betty.
- Exato. Minha própria mãe agindo de forma retrógrada.... Enfim, acho que posso tentar.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Meus personagens -> Timothy Parker

  Hoje, vamos conhecer o cineasta principiante Timothy Parker, que está simplesmente doido para transformar Betty Martin em uma estrela de cinema.
   Ele é 13 anos mais velho do que o irmão, Tom, que era um grande amigo de Mary Barton na época em que ela namorava Roger Daltrey e estudava na Universidade de Oxford. Ah, e o papel de Timothy é interpretado por Tony Stark/Sherlock Holmes,  vulgo Robert Downey Jr.










Nome completo: Timothy Lewis Parker.

Data e local de nascimento: 12/03/1930, em Cork, Irlanda.

Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.

Idade: 38-39 (em 1969, ano em que se passa a maior parte de "Sensation").

Amigos mais próximos: Michelangelo Antonioni, Stanley Kubrick, François Truffaut.

Profissão: Cineasta e roteirista.

Namoradas:  Dianna  Adamson (colega da faculdade de cinema, 1951-1965 - casaram-se em 1955 e separaram-se dez anos depois),  Twiggy (1967), Mia Farrow (1968 - fevereiro de 1969), Betty Martin (maio de 1969 a julho de 1975 - viveu como se fosse casado com ela de setembro de 1969 até julho de 1975).


 Canção que inspirou: You Make Me Feel Like A Lolita - Whereland.

 Características: Timothy simplesmente ama o cinema. Também ama belas mulheres. É um tanto boêmio, diferentemente de seu irmão Tom, que, depois do fim dos Parkers, dedicou-se pura e simplesmente ao seu consultório de psicologia e à sua vida de casado.
                 O cineasta encantou-se por Betty Martin logo na primeira vez que a viu atuar. Com algum custo, convenceu-a a atuar em seu primeiro longa-metragem, Cupido e Psique. Durante as gravações do filme, apaixonou-se por ela, e ela por ele. Parker também passou a amar a filha de sua musa como se fosse sua.
                 Sua inconstância e seus ciúmes irritavam Betty, e fizeram a baterista ruiva separar-se dele.

Sensation - Capítulo 4

- E 1, 2, 3, 4!

   Havia seis semanas que a Whereland estava gravando versões, que poderiam ser as definitivas, de algumas canções que já haviam decidido incluir no disco. Estavam dando duro. Eram todas perfeccionistas, principalmente Evy, e não tolerariam nada menos do que a perfeição. Queriam provar que estavam em contínuo processo de evolução.
   Além disso, Alice só queria pensar em trabalho. Seu namoro com Peter Asher, que já durava quatro anos, estava em crise. Asher pensava que Alice tinha um caso com Steve Marriott, vocalista e guitarrista dos Small Faces e objeto de adoração das garotas mods.

- Ok, gente, ficou ótimo! - disse ela, quando as garotas encerraram a terceira versão de Who's To Blame?, de Jayne.
- Então é a sexta faixa pronta... Faltam seis. - disse Evelyn. - Temos que gravar as versões finais de Mouse Trap, Stop Talking, You Don't Deserve Me, Running Away, Where Are You When I Need You? e Candy Shop. 
- Mas já trabalhamos bastante por hoje... - Betty lembrou. - Meu relógio está marcando quinze para as sete da noite. Tenho que colocar a Sue na cama às nove.
- Então vamos para casa. - disse Mary. - Vou só esperar o Ox... Evy e Jay, vão esperar o Moon e o Pete?
- Sim. - as duas responderam.

       John e Mary e Evelyn e Keith foram embora juntos. Contudo, Pete disse a Jayne que ela poderia ir para casa, pois ele só iria embora após meia hora. Disse que iria mostrar  uma nova música a Kit e Chris. A baixista preferiu não discutir, mas achou aquela história muito mal-contada.


                                                             * * *


           Jayne esperou o noivo impacientemente. Assim que ouviu o ruído da porta destrancando, levantou-se do sofá.

- Peter Dennis Blandford Townshend, nós precisamos ter uma conversa seríssima.
- Como quiser, meu amor. - disse Pete.
- Pete, o que você está escondendo?
- Nada, Jayne. Absolutamente nada.
- Eu só aceitei ficar noiva porque achei que podia confiar em você, Pete! Não devemos ter segredos!
- Mas, Jay, não tem segredo nenhum! Vamos para o quarto? Estou tão cansado...
- Você também não deve achar que pode resolver qualquer coisa me levando para o quarto... A Mary me contou que o Roger agia exatamente desse jeito!
- O Roger é o Roger, eu sou eu.
- Mas os homens são todos iguais.
- Ora, Jayne!
- Hoje você dorme no sofá. - Jayne disse veementemente.
- Mas eu não fiz nada!
- É o que vamos ver.


                                                     * * *


              Betty evoluía cada vez mais nas aulas de teatro. Sua trupe apresentou uma versão de Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare,  num dos principais teatros de Londres. Ela interpretava Titânia, a rainha das fadas.
                A atuação de Betty era tão profunda e envolvente que a baterista não demorou a chamar a atenção de um cineasta principiante que estava na plateia. Ele tinha entre 30 e 40 anos, difícil definir.
                O cineasta procurou-a ao fim do primeiro dia de apresentação.


- Srta. Martin, podemos conversar?
- Hã, bem, claro. - Betty concordou.
- Senhorita, sou um grande admirador do seu trabalho na Whereland. E devo dizer que fiquei impressionado com sua interpretação. Tem muita presença de palco. Titânia nunca foi tão bela e encantadora.

                  Ela enrubesceu.

- Obrigada, senhor...
- Parker. Timothy Parker. A srta. Barton conhece meu irmão mais novo, Tom.
- Ah sim.
- Eu creio que a senhorita poderia ter muito êxito na carreira de atriz. Poderia até mesmo tornar-se uma estrela de Hollywood!
- Já tenho uma carreira musical e uma filha com que me preocupar, sr. Parker.
- É apenas a minha opinião, srta. Martin.

 
                                                              * * *



                     Duas semanas depois, em 18 de março de 1969, Fur chegou às lojas. Os fãs, que haviam aguardado ansiosíssimos, finalmente puderam respirar aliviados.
                     A maioria esmagadora não se decepcionou ao colocar o disco para tocar. Ali estava a boa e velha Whereland. Aqueles que desejavam ouvir uma "inovação" mais aparente no som das garotas soltaram alguns resmungos. Ainda assim, não havia como negar. Cada nota era envolvente e inebriante, sempre de uma maneira muito característica.
                        A excelente aceitação do disco também tranquilizou a Whereland. As quatro integrantes, e também a fiel Alice, trabalharam enlouquecidamente, e viam que seu esforço era recompensado.  Timothy Parker aproveitou o momento para fazer uma proposta a Betty:


- Srta. Martin, o que acha de trabalhar no meu filme? Vou rodar um longa-metragem sobre o mito grego de Cupido e Psique. Você tem tudo para ser a Psique perfeita.
- É muita gentileza sua, sr. Parker, mas eu mal atuei em duas peças... E temos que fazer uma turnê para promover o disco...
- Srta. Martin, os Beatles não fazem turnês desde agosto de 1966 e seus discos ainda vendem como água.
- A Whereland é completamente diferente dos Beatles.
- Por favor, srta. Martin! Nenhuma outra atriz será tão perfeita para o papel.
- Eu prometo que vou estudar seu pedido, sr. Parker. Mas não posso garantir nada.
- Tudo bem, srta. Martin. Ficarei à espera.

                       Timothy Parker desejava muito que aquela ruiva estonteante fosse a estrela de seu filme. Além de sua incrível beleza, Betty contava com um talento assombroso. Além disso, era a baterista de uma banda muito popular entre os jovens e que estava consolidando o respeito que era-lhe dispensado pela mídia.
                      O cineasta faria tudo que pudesse para transformar a garota na mais nova estrela e jovem diva do cinema.

             

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sensation - Capítulo 3

   Evelyn não gostava de ser vista como a principal (e por alguns, praticamente a única) compositora da Whereland, ainda que de fato fosse a integrante que mais escrevia canções.
    Para acabar com sua imagem de "figura central", atribuída a ela por ser a vocalista, guitarrista-base, líder e compositora mais frequente, Evelyn decidiu fazer algo que era novo para a Whereland: o lado A do próximo single não seria uma canção dela.
       Ela convocou uma reunião com Jayne, Betty, Mary e Alice para discutir isso.

- É uma ideia bastante boa, Evelyn! - elogiou Alice. - Apenas precisamos escolher duas músicas com boa chance de fazer sucesso.
- Eu sugiro aquela música da Betty que nós tocamos ontem, no ensaio. - disse Jayne.
- Eu apoio!- Mary empolgou-se.
- Mods Are Still Here? Nem pensar, não é uma canção boa o bastante para um single! - Betty protestou.
- Ninguém aqui pensa assim, além de você. - Evelyn disse com um sorriso. - Já posso até ver os mods implorando aos DJs para que essa música toque nas rádios incessantemente!
- E aposto que essa música vai aumentar a popularidade da banda entre os mods...  - disse Alice. - Muitos não aceitam bem a Whereland por não saberem exatamente de que "gangue" vocês são.
- Tudo bem. - a autora da música concordou. - Podemos lançá-la.
- E o lado B? - quis saber Mary.
- Acho que Ballad For A Sad Clown é uma boa. - Evelyn disse. - Uma composição minha, mal-acabada, mas que vai servir para um lado B.
- Duvido que seja mal-acabada. - disse Alice. - Muito bem, meninas, chega de papo e vamos trabalhar!

                                                                      * * *


                   Betty vinha pensando em fazer alguma coisa diferente com o dinheiro que ganharia pelo single para que sua vida saísse da mesmice. Aquela rotina de inúmeros shows e gravações era maçante.
                    Precisava fazer algo que a divertisse e não tirasse seu foco do trabalho e de sua filha. Veio à sua mente, de forma inesperada, uma lembrança: ela, aos onze anos, vendo seus pais, Gilbert e Kathleen, encenando A Megera Domada, uma das mais importantes comédias de William Shakespeare, no teatro de Liverpool.
                   Ela sempre tivera um grande fascínio pelo palco. Antes de ganhar sua primeira bateria, frequentara algumas poucas aulas de teatro. Era isso o que ela faria. Retomaria as aulas de teatro.

                                                                   * * *

                        Evy sentou-se para tomar o café da manhã. Pegou a última rosquinha do pote e abriu o jornal no caderno de cultura. Entretanto, não demorou a encontrar uma crítica desfavorável à última apresentação da Whereland no Top Of The Pops. 

- Mas que merda! Quem esses bostinhas pensam que são? Será que não sabem ser gentis, só para variar?
- Qual o problema, Maggie? - perguntou Keith, tratando-a pelo apelido que sabia que a namorada detestava.
- Não enche, Moon! - ela jogou nele o pote de plástico, agora vazio, e errou por pouco.
- Calma! Não sou um crítico!
- Desculpe, Keith. Estou nervosa.

                         Porém, Keith irritara-se e fora embora. "Depois eu sou a estressada, né?", ela pensou.

                                                                        * * *

                           
                         A Whereland nunca escolhera um lado. Não se definiam como mods, tampouco como rockers. Assim, sua música agradava aos dois grupos. Os hippies e os admiradores de surf music também gostavam de seu trabalho.
                          Contudo, Betty havia sido uma mod no fim de sua adolescência, em Liverpool. Devido à convivência com os High Numbers, Mary havia "se convertido" ao mod por um certo tempo. E Alice ainda era uma mod convicta em pleno ano de 1968.
                         Portanto, para a foto da capa de Mods Are Still Here/ Ballad For A Sad Clown, Betty e Mary "resgataram" alguns de seus vestidos e sapatos mods, e Alice emprestou algumas de suas roupas a Evelyn e Jayne.  A Whereland posou com lambretas, parecendo garotas mod autênticas.
                          O single fez um sucesso muito grande, não apenas entre os mods, mas entre todos os fãs da Whereland, fossem eles o que fossem.
                            Os críticos também apreciaram o single. Se antes não acreditavam que a Whereland duraria por muito mais tempo, passaram a tecer incontáveis elogios à banda, beirando ao exagero.

- Que bando de vira-casacas. - Evelyn resmungava, após ler as reportagens sobre a Whereland veiculadas nas semanas seguintes ao lançamento do single.
- Pelo menos mostramos que não somos "as namoradinhas do The Who que têm uma banda", como alguns na mídia costumam nos ver. Somos independentes deles, e acho que provamos isso. - disse Jayne.
- Sim, mas ainda não é o suficiente. - Mary replicou.
- Não mesmo. Precisamos fazer um álbum inacreditavelmente bom. - disse Evelyn. - Atingir o ápice da criatividade.
- Não vai ser fácil. - disse Betty.
- Ninguém disse que seria, Betty. Mas escrevam o que estou dizendo: Chaos and Creation foi um bom álbum? Pois o terceiro álbum da Whereland será ainda melhor!Eu vou me esforçar para escrever melhor do que nunca, e vocês três também.
- Como sabe que nos transformaremos em compositoras tão boas assim, Evy? - perguntou Mary.
- Simples. Eu vou revelar todo o talento como compositoras que vocês têm. O que vocês mostraram agora corresponde a um quarto de todo o seu potencial.

          Evelyn não estava exagerando. Ela sabia que suas amigas não eram apenas boas instrumentistas. Jayne, Mary e Betty só precisavam de incentivo para revelar seu lado compositor.

                                                                * * *


           Betty matriculou-se num curso de teatro com a parte do lucro do single que coube a ela. Aprendia sobre expressão facial, voz, postura. Ela percebeu que ser atriz era mais trabalhoso do que imaginava. Também teve que aprender a lidar com a timidez. Acostumada a ficar atrás de Evy, Jayne e Mary nos shows, não sabia como se comportar à frente do palco.
             Por vezes, pensava que não tinha vocação alguma para a atuação e cogitava desistir das aulas. O que a fazia seguir em frente era lembrar-se de quando estava aprendendo a tocar bateria. Ela não havia desistido de tornar-se baterista, e agora era profissional.
               Enquanto isso, Sue Lee crescia. Betty enternecia-se ao vê-la desenvolver-se, porém, desejava secretamente que a bebezinha  tivesse cinco meses para sempre.

- A mamãe não está por perto o tempo todo, minha pequena Sue, mas ela te ama muito. E não vai deixar aquele safado do seu pai chegar perto de você. - ela dizia, enquanto observava a filha dormindo, no carrinho ou no berço.

                                                * * *

                       Algumas semanas depois, já em janeiro de 1969, Alice anunciou a Evy, Jayne, Mary e Betty que duas jovens repórteres do Melody Maker viriam entrevistá-las. Dois dias depois de Alice tê-las avisado, as jornalistas vieram.
                         Uma delas, que usava óculos vermelhos, chamava-se Cynthia Marlowe. Sua colega, uma jovem de cabelos cacheados, era Nicole Wentworth.

- Srta. Blen, srta. Greene, srta. Barton e srta. Martin, é um grande prazer conhecê-las. - disse Cynthia. - Eu vou fazer algumas perguntas a respeito dos projetos de vocês, atuais e futuros, e a Nicole vai tirar fotos, tudo bem?

           As integrantes da banda concordaram.

- As senhoritas, até alguns meses atrás, estavam lidando com comentários não muito positivos sobre seus shows. Agora, com o lançamento de Mods Are Still Here/ Ballad For A Sad Clown, reverteram o jogo. Qual o motivo, em sua opinião, para a fase pouco produtiva pela qual passaram?
- Bem... Estávamos todas cansadas. - disse Evelyn. - Quando se está cansado, é difícil produzir algo realmente bom.
- E agora tomamos novo fôlego. - acrescentou Jayne. - Estamos prontas para novos shows e gravações... Pelo menos, eu estou.
- As aulas de teatro de que estou participando também me deram uma nova energia. Creio que também estou pronta para uma nova maratona de trabalho. - Betty disse.
- Já têm músicas suficientes para um novo álbum? - indagou a entrevistadora.
- Temos composto e gravado material novo, mas ainda precisamos selecionar o que será usado no LP. - respondeu Mary.
- E o título? Já escolheram um título, ainda que provisório, para seu próximo álbum?
- Sim. - Evelyn falou. - Chegamos a um consenso e decidimos que se chamará Fur.
- Fur?
- Sim. Pelo lembra gatos. Gatos lembram a música Lucifer Sam, composta por meu amigo Syd Barrett. E foi graças a conversas com Syd que consegui força e inspiração para esse novo álbum. - explicou Evy.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Love Songs - Segunda parte

   Hoje temos mais casais e suas respectivas músicas-tema!


1) Evelyn Blen e Keith Moon








Demi Lovato - Trainwreck 






2) Jayne Greene e Pete Townshend







Rita Lee - O Amor em Pedaços

https://www.youtube.com/watch?v=Y-Qc-qipzuk


3) Mary Barton e Roger Daltrey








Taylor Swift - You Belong With Me






4) Mary Anne McCartney e Roger Daltrey



















The Kinks - Love Me Till The Sun Shines





PS: Peço desculpas, mas não consegui carregar o vídeo da Rita Lee. Então deixei o link.

domingo, 20 de abril de 2014

Love Songs - Primeira parte


Como eu sou uma pessoa kibona por natureza, vi a nova seção Soundtrack do Invasão Britânica, curti a ideia e quis copiar (pode me matar se quiser, Inara). Bem, aí vão alguns casais das minhas fics e suas músicas-tema.


1) Robert Plant e Elinor Fitzwilliam







Cazuza - O Nosso Amor A Gente Inventa (Estória Romântica) 






2) George Harrison e Mary Anne McCartney





The Beatles -  I Need You




3) Roger Daltrey e Betty Martin





              











Taylor Swift - Enchanted





4) John Entwistle e Mary Barton

  


Legião Urbana - Antes das Seis 




Quando eu tiver cabeça para pensar nos outros casais eu faço mais um post! Hahaha.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sensation - Capítulo 2

Primeiramente, quero agradecer à minha amiga Carol. Ela sempre me ajuda muito quando estou escrevendo sobre a Whereland. Sem a intervenção dela, "Heaven and Hell" e "See My Way" não teriam passado do segundo capítulo! Agora, fiquem com o segundo capítulo de "Sensation", que também surgiu das ideias que ela me deu. 

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- Não vai ter show hoje, e ponto final! 

         Evelyn Blen estava decidida a não se apresentar naquela noite. Suas colegas de banda já haviam desistido de tentar convencê-la. Então Alice Hicks, a empresária, entrou em ação. 

- Pare de frescura, Evelyn! Essas pessoas pagaram caro pelos ingressos.
- Grande bosta. É só restituir o valor a elas. 
- Evy, use a cabeça. Você não está em pleno uso do seu raciocínio...
- Sou louca mesmo, Alice, isso não é novidade nenhuma. - Evelyn disse, debochada. 
- Ora, vamos! Vai mesmo desapontar seus ardorosos e fiéis fãs? - Alice provocou. 
- Tá bom! Vamos logo fazer essa porra de show. 

              As garotas subiram ao palco, o que foi um grande alívio para a plateia, que já estava ficando impaciente. Porém, aquele show não foi como os outros... Num sentido negativo. 
               Evy já não cantava com o mesmo vigor. Parecia estar "de saco cheio".  Jayne Greene se distraía fácil. Ela divagava, refletindo sobre as atitudes estranhas de seu noivo, Pete Townshend, nas últimas semanas. Betty estava cansada, em consequência das noites mal-dormidas por causa de Sue Lee. E Mary era contaminada pelo desânimo que dominava suas amigas. Deram o show por encerrado depois de uma hora e quarenta e cinco minutos. 

                                                                    * * * 

                   Betty estava começando a enfrentar as dificuldades que ser mãe implicava: dormir mal, ter menos tempo para si mesma, trabalhar mais para sustentar sua filhinha, ainda que Roger tivesse se disposto de bom grado a pagar pensão. 
                  A menina, aos três meses, era o tesouro de Betty. Contudo, herdara mais características do pai do que sua mãe acharia "suportável": tinha cabelos cacheados e grandes olhos azuis, além de ser um bebezinho irritadiço. 
                A baterista havia contratado uma babá para cuidar de Sue Lee enquanto ela estivesse trabalhando, e tentava ao máximo compensar o tempo que não passava com sua filha.
                Na noite seguinte ao show, tinha acabado de colocar a bebê para dormir e de pegar papel e lápis para tentar compor, quando sua campainha tocou. "Mas quem será a essa hora?", ela pensou. Abriu a porta. 

- Boa noite, Betty.
- O que você quer aqui? 
- Ver a nossa filha. Algum problema?
- Todos os problemas do mundo. Além disso, ela já está dormindo. Vá embora. 
- Não tem problema. Eu volto amanhã. 
- Escuta aqui, Daltrey, se chegar perto da minha filha você vai estar encrencado!
- Você se esqueceu de que a Sue Lee também é minha filha, Elizabeth? Eu tenho meu direito de vê-la garantido pela Constituição do Reino Unido. 
- Foda-se. Eu não quero que a Sue saiba que o pai dela é um mulherengo que traiu a namorada quando ela estava grávida! 
- Isso não muda o amor que eu sinto por essa menina! 
- Se você de fato amasse a nossa filha, teria pensado duas vezes antes de me cornear! 

                 Ouviu-se um chorinho fraco. 

- Ela acordou. - Roger disse.      
- Jura, Sherlock? Eu vou lá ver o que houve. E você pode ir embora. Adeus! - Betty bateu a porta na cara de Roger. 

                                                                    * * * 

                   Evelyn estava com os nervos à flor da pele. Os críticos musicais não paravam de escrever sobre "a decadência da Whereland", referindo-se aos shows cada vez mais curtos e menos enérgicos das moças. 
                  De fato, a banda não navegava num mar de rosas: Jayne estava desconfiada de Pete, Betty estava criando um bebê sozinha, a própria Evelyn estava numa fase de bloqueio criativo e cansada de tantos shows. A única que parecia estar mais equilibrada, Mary, não sabia como segurar a onda e ajudar suas amigas. 
                  Para agravar a situação, Keith já estava ficando insuportável. Raramente tinha momentos de sobriedade, passava dias sem voltar para casa e só se lembrava de Evy quando queria sexo. A vocalista e guitarrista não gostava da ideia; entretanto, considerava separar-se de Moon. 

- Eu não posso ficar numa situação doentia, como a Mary com o Daltrey. - ela dizia a si mesma. - Caso a situação não melhore, eu vou terminar com o Keith. 

                   Ela também precisava fazer os críticos calarem a boca. Para isso, a Whereland precisaria provar que não estava em declínio. "Vamos gravar nosso melhor álbum até agora! É claro que não vai ser tão genial quanto essa história de garoto cego, surdo e mudo do Townshend sobre a qual a Jayne nos contou, mas nós vamos dar o nosso melhor". 
                     Era preciso conversar com seu amigo Syd Barrett. A troca de ideias com o "gnomo" revigoraria sua mente. 

                                                              * * * 

                        Jayne estava sentada em sua cama, com seu caderno de músicas à sua frente. Evelyn havia dito que as garotas deveriam realizar suas maiores criações até então, para mostrar à mídia que não estavam no começo do fim. 

- Queria ter tantas boas ideias quanto o Pete. - dizia a baixista. - Ele está visivelmente empenhado na produção desse novo álbum do The Who. Pete acha que a critica não o recepcionará bem, mas eu sinto que esse disco vai abalar as estruturas do rock! 

                      Bastou falar em Pete para que ele aparecesse. 

- Olá, Jay. Falando sozinha? 
- Oh, eu estava? Desculpe. Às vezes eu faço isso quando estou sozinha em casa. 
- Aham... - ele concordou, um pouco distante. 
- Algum problema, amor? - perguntou ela. 
- Não... - ele disse, titubeante. - Estou bem. 
- Tem certeza, Petey? 
- Claro que sim, Jayne. Claro que sim. Só estou preocupado com o disco. 
- Acho bom mesmo que seja só isso. Você sabe que pode contar comigo em qualquer situação, Peter. 
- Sim, eu sei. 

                        Pete podia dizer a Jayne que seu único problema era Tommy, o álbum que o The Who estava gravando. Contudo, ela ainda achava que ele estava um tanto esquisito. 

                                                                      * * * 


                       John e Mary ainda não haviam completado dois anos de namoro. Ainda assim, ele já pensava seriamente em se casar com ela. O baixista voltou a tocar no assunto quando ele e a guitarrista estavam se preparando para dormir. 

- O Pete e a Jayne estão noivos... Não acha que deveríamos ser os próximos, Cathy? 
- Para começar, Ox, Cathy é a sua sogra. - Mary não gostava muito de ser chamada pelo seu segundo nome, Catherine, que era também o primeiro nome de sua mãe. - Ademais, eu já disse que é cedo. 
- Eu sei, eu sei, não há nem dois anos que estamos juntos. Você já usou esse argumento mais ou menos mil vezes. 
- Não é só isso, Ox. Eu não me sinto preparada. 

                     John, normalmente calmo e contido, explodiu: 

- O Roger é o problema, não é? 
- O que o Roger tem a ver com isso, John? Não misture as estações. 
- O que ele tem a ver? Tudo a ver. Você ainda sente alguma coisa por ele. 
- Não, eu não sinto. 
- Sente sim, não negue. 
- O que te leva a crer nisso? 
- Você ainda escreve músicas sobre ele. - John disse. 
- Sim, eu escrevo. Mas elas têm um tom ressentido. 
- Não minta para mim, Mary Catherine! Você ainda gosta daquele anão de jardim!
- Quer saber? O Roger é mesmo o problema! Mas não pelo motivo que você pensa. 
- Ah, é?
- É sim. Eu vou te contar tudo, nos mínimos detalhes. 
- Pois conte. 

                   Mary relatou a primeira descoberta da traição de Roger, o término, a subsequente descoberta de sua gravidez, a retomada do relacionamento, a perda do bebê, a segunda descoberta de traição e o fim definitivo. 
                   Ao fim do relato, John entendeu porque ela relutava tanto em casar-se e ter um filho. Ficou com pena dela. Mas não pôde evitar uma pequena piada: 

- E você continuou correndo atrás dele? Nem parece que tem diploma da Universidade de Oxford!
- Não me chame de burra, John. Mas sim, eu tive uma recaída. E provavelmente continuaria assim até hoje, se você não tivesse aparecido.
- Fico lisonjeado pela parte que me diz respeito. Sem sarcasmo. 
- Enty, entenda, eu amo você. Mas eu acho que não estou pronta para me casar e engravidar de forma planejada. 
- Tudo bem, Mary. - John abraçou-a. - Eu vou aguardar até que você me dê sinal verde para pedir a sua mão. 
- Acho bom que você seja paciente. Porque isso pode demorar. Também quero crescer profissionalmente. Aperfeiçoar minhas técnicas de guitarra. Colocar metais em minhas músicas. Ampliar os temas de minhas letras para além de você, Roger e a revolução feminina. Também preciso reunir meus poemas já terminados em coletâneas, além de concluir outros, e ainda criar mais outros! 

                   John olhou para Mary enquanto ela vestia sua camisola, calculando quanto tempo ainda se passaria até que sua namorada se satisfizesse com seu trabalho, por ora, dando margem para um possível pedido de casamento que, talvez, ela aceitaria. 
                                                      

terça-feira, 4 de março de 2014

Sensation - Capítulo 1

     Eu sei que estou devendo a fic Fanny's Autumn Almanac para vocês, mas comecei a escrever essa nova fic sobre The Who e Whereland ontem, e não consegui esperar para postar! 
      A fic trata da produção de Tommy,  e também de Fur, o álbum de 1969 da Whereland. E, é claro, trata também dos romances entre os nossos amados garotos do Who e as meninas da Whereland! 
       Na capa, da esquerda para a direita: Betty Martin (uma imagem de ruivinha do tumblr), Roger Daltrey, Mary Barton (Demi Lovato), Evelyn Blen (Mimsy Farmer), Alice Hicks (uma imagem de garota mod), John Entwistle, Keith Moon, Pete Townshend e Jayne Greene (Jennifer Lawrence). 









        A Whereland estava gravando a nova composição de Mary Barton, No Way, que falava de Roger Daltrey, ex-namorado dela e também da baterista Betty Martin. O refrão da canção dizia:


 You took my heart
And broke it into a million pieces
I guess you think I'm not that smart
Because you think I'm the girl who misses
You! 

But I've something to say, 
Boy, there's no way! 

           Quando terminaram, Betty disse a Mary:

- Eu espero sinceramente que o Roger ouça essa música.
- Ele vai saber que é para ele, se ouvir. Isso me preocupa. - disse Mary.
- Ué, e por quê? - Betty ficou quieta, mas logo acrescentou: - Você nunca se esqueceu totalmente dele, não é?

               Mary suspirou.

- O Roger foi o primeiro para mim em muitas coisas, Betty... Meu primeiro amor, meu primeiro namorado. Ele me deu meu primeiro beijo! - em seguida, a guitarrista baixou a voz à intensidade de um sussurro: - E... foi o primeiro que me levou para a cama.
- Aquele maldito... Ele tem uma coisa que me mantém presa a ele. - Betty disse.
- Costumam chamar isso de sex appeal. - Mary riu. - Agora, falando sério... Eu acho que essa coisinha que mantém vocês dois presos um ao outro, mesmo que separados, tem cabelos ruivos encaracolados, sardas e lindos olhinhos azuis.
- Pobre Sue... Ela não poderia ter um pai pior.
- Betty, o Roger não é má pessoa... Só é mulherengo.
- Como se você não odiasse esse defeito dele, Mary!
- Bem... - Mary deu um risinho nervoso. - Quero esganá-lo até hoje por isso. Mas eu acho que você deveria deixá-lo conviver com a Sue Lee, ele é pai dela, tem todo o direito.
- Eu vou pensar. - Betty cedeu, por fim.
- Esses homens só dão problema, não é mesmo? Não é à toa que Evelyn sempre usa a expressão "stupid men" em suas músicas.
- Ah, Mary, você não pode reclamar do seu namorado! Nunca vi um homem tão apaixonado por uma mulher como ele é por você.
- Meu Ox... Como eu o amo!
- Vocês dois se merecem.

              Então, elas ouviram uma voz masculina.

- Engraçado, Mary, você diz para todo mundo que me ama, mas para mim, nem um pio!
- Oi, Ox. - Mary sorriu, avançou na direção do namorado, ficou na ponta dos pés (ele era bem mais alto) e beijou-o.
- Olá, amor. - John cumprimentou Mary. - E você, Betty, como vai? Tudo bem com a Sue?
- Eu vou bem, John... E a Sue Lee também está bem.
- Ah, que ótimo! Vamos para casa, Mary?
- Sim, querido. - a guitarrista concordou. - Até logo, Betty.
- Até mais, Mary e John. - a baterista falou.

               No carro de John...

- É só impressão minha ou a Betty não está feliz? - John perguntou à namorada.
- Não é impressão sua, meu bem. - Mary respondeu. - Acho que ela está arrependida por ter terminado com o Roger.
- Ele ainda gosta dela. - John disse.
- E ela, dele. Mas ela não quer admitir. E além disso... A pequena Sue Lee merece poder conviver com os dois.
- Eu concordo. Mas Betty é teimosa, pelo que Roger fala.
- Ela é mesmo.
- Mary... E nós dois?
- Como assim, Ox? Do que você está falando?
- O nosso filho... Quando vem?
- Seu safadinho... - Mary riu. - Eu acho que ainda é cedo, meu amor.
- Eu quero ser marido e pai logo, srta. Barton.
- Sossegue, sr. Entwistle. Uma criança requer um certo preparo.
- Você é quem manda, querida.

               John e Mary chegaram em casa. Ela, cansada, deitou-se no sofá. Ele sentou-se, e colocou as pernas dela sobre seu colo. Começou a se esticar para acariciá-la, de modo que logo estava deitado por cima dela.

- Você está fogueteiro hoje, Ox. - ela disse, sorrindo para o namorado.
- Seu ex era mais pervertido. - John disse, e beijou Mary.
- Eu te amo, seu danadinho.
- Eu também te amo, sua certinha.

Minhas personagens -> Alice Hicks

   Hoje, é apresentada a vocês a empresária da banda Whereland, Alice Hicks. Ela não aparece em nenhuma das fics já escritas sobre a banda feminina, mas estará na fic Sensation, que eu postarei logo. Ela é representada por uma imagem de uma garota mod que eu encontrei na internet, enquanto pesquisava sobre roupas mod. 





 

Nome completo: Alice Jennifer Hicks. 

Data e local de nascimento: 26/04/1944, em Ipswich, Inglaterra. 

Cidade em que reside: Londres, Inglaterra. 

Idade: 24 (em 1968, ano em que começa "Sensation"). 

Amigas mais próximas: Evelyn Blen, Jayne Greene, Betty Martin e Mary Barton. 

Profissão: Empresária e produtora musical. 

Namorado: Peter Asher (1964-1968). 

Caso: Jimmy Page (1971; 1973; 1979; 1997; 2005). 

Características: Dona de um grande tino comercial, Alice é muito esperta e entende bastante de música. Quando ouviu a Whereland pela primeira vez, decidiu que seria a empresária das moças, e foi isso o que aconteceu. Depois que conseguiu a confiança das integrantes da banda, Alice se tornou uma grande amiga delas. 
                         Ela é uma grande admiradora do movimento mod, e as más línguas até mesmo especulam um envolvimento da empresária da Whereland com Steve Marriot, dos Small Faces, sempre negado por ambos. 

Do que Alice mais gosta: Ir a clubes mods e caçar novos talentos. 

Do que Alice menos gosta: Allen Klein, que roubou dela bandas de futuro promissor, como os Parkers, a ex-banda de Mary Barton. 

Medo: Fogos de artifício. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Minhas personagens: Quais os melhores casais?

Inicialmente, meu plano era postar isso ontem, em homenagem ao Valentine's Day. Mas não tive tempo. A ideia é simples. Muitas das minhas personagens tiveram mais de um amor. Eu gostaria de saber quais casais vocês shipam!


                          Quem deveria ser a inspiração dos poemas de Elinor Fitzwilliam?




                                                                   Robert Plant?





                                   
                                                               Ou Graham Nash?




                                               Vocês devem se lembrar de que Lynn Stephens enfrentou um grande dilema....




Ela fez certo ao escolher ficar com seu namorado, Pete Townshend? 


Ou ela deveria ter dado uma chance a Keith Richards? 



Mary Barton teve muita sorte, pois ela namorou não apenas um, mas dois membros do The Who! Com quem ela deveria ter vivido seu conto de fadas? 



O sedutor Roger Daltrey? 



Ou o tímido John Entwistle? 



Mary Anne McCartney também passou muito tempo dividida entre dois grandes amores. 




                  Ela se casou e teve muitos filhos com George Harrison, e foram felizes até a morte dele....


Mas e se ela tivesse se casado com Roger Daltrey? Eles seriam felizes? 



A grande amiga de Mary Anne, Evanna Davies, também se apaixonou intensamente duas vezes. 



Ela deveria não ter dado ouvidos à sua invejosa prima, Jenna, e continuado ao lado de Pete Townshend? 



Ou somente Art Garfunkel poderia fazê-la feliz? 






                E aí? Quais casais são os seus favoritos? Coloquem nos comentários, por favor! Quero saber a opinião de vocês!                                                                                                                    

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Personagens -> Whereland

     A Whereland, banda de rock formada apenas por meninas que ficou famosa por seu rock pesado de tendência lisérgica e pelos turbulentos romances de suas integrantes com os rapazes do The Who, foi criada pela Carol para a fic “Blue, Red And Grey”, e eu usei as personagens nas minhas fics “See My Way” e “Heaven And Hell”. Vou escrever um pouco sobre cada uma das garotas.



Evelyn Blen
         Evelyn Margareth Blen nasceu na cidade de Liverpool, Inglaterra, no dia 9 de março de 1944. Seu pai, Elliot, era advogado, e sua mãe, Wanda, era dona de casa. Além de Evelyn, eles tiveram um filho, Christian. Os pais de Evelyn nunca entenderam sua filha perfeitamente, e ela realmente nunca quis que eles a entendessem. Evy tinha certa dificuldade em fazer amigos; contudo, duas amigas que fez quando criança, Jayne Greene e Mary Barton, foram suas companheiras por toda a vida.
      Quando tinha 22 anos, a guitarrista, acompanhada de Jayne e de outra amiga, Betty Martin, foi para Londres, onde as garotas tentariam conseguir um lugar ao Sol para sua banda. O primeiro álbum da Whereland, homônimo, causou muito estardalhaço na cena musical, tanto por suas músicas de acordes , batidas e vocal rápidos e selvagens, quanto por ser tocado e produzido exclusivamente por mulheres (Alice Hicks, a empresária da banda, era também produtora musical).
     Durante a gravação, as garotas conheceram o The Who, que estava gravando seu segundo álbum, A Quick One, no mesmo estúdio. Pete Townshend e Jayne se apaixonaram, e pouco tempo depois aconteceu o mesmo com Roger Daltrey e Betty.
    No ano seguinte, depois de uma relação de gato e rato, Evelyn acabou por se render aos encantos de Keith Moon. O namoro foi regado a noites de sexo, loucuras, traições recíprocas (há quem diga que o amante de Evelyn era seu amigo Syd Barrett, do Pink Floyd) e muita bebida, terminando em 1970. Pouco depois do término com Moon, Evelyn lançou um álbum solo, chamado Colours. Blen teve a inspiração para o título enquanto pintava sua casa num estilo psicodélico.
     Nos anos 70, ela se reaproximou de sua família, e era frequentemente vista com seu sobrinho Julian, que era como um filho para ela. A líder da Whereland era estéril, o que explica como nunca engravidou de Keith Moon. Também gostava muito de Sue Lee, a filha de Betty Martin e Roger Daltrey.        
      No ano da morte de Keith, 1978, ela compôs uma canção em homenagem a ele, que apareceu pela primeira vez no álbum lançado pela Whereland naquele ano, Welcome Back To Whereland. Em meados da década de 1980, sofreu intensamente com a morte de sua amiga Jayne, o que levou a Whereland a um longo hiato, durante o qual as integrantes se dedicaram a projetos solo.
    O hiato só acabaria nos anos 2000, quando Deborah Entwistle, filha de Mary Barton e John Entwistle, assumiu o baixo. Atualmente, a banda faz shows frequentes, com as três integrantes sobreviventes e ainda com Deborah no baixo.
     Evelyn ocupa a décima quinta posição no ranking da revista Rolling Stone dos "100 Maiores Guitarristas De Todos Os Tempos".
   
 

Jayne Greene
     No dia 25 de junho de 1945, também em Liverpool, nasceu Jayne Marie Greene. Desde muito pequena ela manifestou grande amor pela música. Dividiu essa paixão com suas amigas de infância, Evelyn e Mary.           Jayne sempre teve uma personalidade forte e complexa. Muito sensível, ficou fortemente abalada pela morte de seu noivo, Jerry Eccles, em 1965. E ficou ainda mais abalada quando soube que havia sido traída por seu namorado famoso, Pete Townshend, em 1969.
       Desde então, ela precisou fazer intensos tratamentos psicológicos. E extravasava a raiva que sentia do ex em suas canções. Fingia ter superado o fim, mas não enganava nem a si mesma, nem a ninguém. Era uma baixista com adoração por que fazia, e conquistou o reconhecimento por seu talento ainda em vida. Sabe-se que mantinha estreitas relações de amizade com John Paul Jones e John Entwistle, que era provavelmente o único membro do The Who com quem tinha amizade após o término com Townshend.        
      Também se dedicava à pintura, e até mesmo expôs algumas obras em galerias londrinas. Suas telas tinham forte influência do Expressionismo alemão. Ela dizia que “jogar as tintas na tela e fazê-las ganhar forma é como tentar moldar o que há de mais intrínseco na alma”. Jayne era a única filha do casal Robert e Joanne, um tabelião e uma dona de casa, e sempre foi uma menina introspectiva e de grande sensibilidade artística.
      Sua morte, em 29 de abril de 1985, ainda é cercada de mistério. A versão oficial diz que sua causa mortis foi uma overdose acidental de antidepressivos. Mas há quem especule que a verdadeira causa tenha sido uma overdose proposital.



Betty Martin


   A baterista Elizabeth Joan Martin, filha de Gilbert e Kathleen Martin, um casal de atores de teatro, nasceu no dia 07 de outubro de 1945, também na cidade de Liverpool. É conhecida pela sua delicadeza no modo de agir e "selvageria" no modo de tocar. Ao lado de Keith Moon e John Bonham, é considerada um dos maiores bateristas da década de 1970.
     Seu romance com Roger Daltrey, com quem ainda  mantém uma certa animosidade, foi uma grande inspiração para suas canções, as mais românticas da Whereland. Justamente por causa do vocalista do The Who, teve uma rápida rivalidade com a guitarrista Mary Barton, ex-namorada de Daltrey. Em 1968, Betty, apenas alguns meses após terminar com Roger, deu à luz a filha do casal, Susan Lee Martin, conhecida como Sue Lee, que hoje trabalha como médica e lidera a missão  do projeto "Médicos Sem Fronteiras" em Serra Leoa.
     Durante os anos 1970, e principalmente entre os anos 1980 e 2000, Betty investiu na carreira de atriz. Ao contrário de seu ex-namorado, que atuou em filmes de pouco reconhecimento e cuja atuação é frequentemente questionada, Martin construiu uma sólida carreira cinematográfica e foi premiada com um Oscar e um Globo de Ouro, ambos no ano de 1992.
     Nos dias atuais, Betty concilia as turnês da Whereland com algumas participações esporádicas em filmes, e tem a reputação de uma deusa da bateria e de uma diva do cinema. No entanto, sempre diz: "Não entendo porque falam assim de mim. Não sou Keith Moon, tampouco Elizabeth Taylor".

                                             

Mary Barton

   Mary Catherine Barton, a décima oitava melhor guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Rolling Stone, nasceu em Liverpool, em 22 de fevereiro de 1944. Também tem muito respeito e reconhecimento no meio literário, graças às suas obras poéticas, lançadas nos anos 1970 e 1980.
  A guitarrista sofreu nas mãos de Roger Daltrey. Apesar de gostar de Mary, o vocalista não conseguia deixar de traí-la. Embora a infidelidade de Roger fosse quase constante, a moça era paciente e acabava lhe perdoando, pois o amava demais. O casal vivia aos tapas e beijos, e Mary até mesmo engravidou. Porém, perdeu o bebê. Essa criança poderia ter sido a salvação do namoro de seus pais.
   Feminista ao extremo, essa garota de Liverpool sempre fez de tudo para mostrar aos machistas que rock'n'roll também é coisa de mulher. Muito talentosa e romântica, nasceu cercada de música e livros. Seu pai, Edward, era professor na Universidade de Liverpool e saxofonista. Foi ele quem ensinou a filha, violonista e guitarrista autodidata, a tocar instrumentos de sopro. Já a mãe, Catherine, era uma dona de casa que gostava de ler e tocar piano. A sra. Barton ficou feliz ao ver o interesse da pequena Mary pelos livros e pelos estudos, mas decepcionou-se com o fato de a menina se mostrar indiferente ao piano, preferindo um velho violão esquecido no canto da sala de música da família.
    Quando ficou grávida, Mary precisou trancar a faculdade. Contudo, retornou às aulas logo depois que se recuperou do aborto espontâneo. Assim, perdeu apenas cinco meses de aula. Consequentemente, formou-se aos 22 anos (se não tivesse precisado interromper o curso, teria se formado aos 21).
   Mary redescobriu o amor ao conhecer John Entwistle. Eles começaram a namorar em 1967, ano em que entrou para a Whereland, e se separaram em 1969, pois ela acreditou estar sendo traída outra vez, o que não era verdade. Até reatar com o baixista, dois anos depois, ela se envolveu rapidamente com Roger Daltrey, ainda no ano de 1969.
     Nove anos depois de retomar o namoro com John, Mary se casou com ele. Deu à luz uma menina, Deborah, em 1982.

domingo, 29 de setembro de 2013

Minhas personagens: Elinor, Lynn, Mary e Mary Anne (parte 2)

    Agora vou falar um pouco mais detalhadamente das minhas quatro personagens: suas características psicológicas, seus familiares, seus hobbies...


                                                                   Elinor 







   A doce melhor amiga de Jimmy Page tem a literatura como fonte vital. Adora ler e escrever, pois isso acalma a sua mente ansiosa. Antes de conhecer Robert, Lily (apelido que ganhou dele) se considerava uma garota azarada no amor, pois sofreu decepções amorosas duas vezes. A primeira decepção veio de Jimmy, e a segunda veio de Keith Richards. Apesar de ter se desiludido em relação ao guitarrista do Zeppelin, Elinor nunca deixou de ser amiga dele.
       Existe uma lenda na família de Elinor que diz que algumas das antepassadas dela inspiraram a escritora Jane Austen,  sua favorita, a criar algumas de suas personagens. A jovem não sabe se deve acreditar nisso ou não. 
         Antes de ir estudar em Cambridge e depois ir residir em Londres, Elinor viveu na cidade de Epsom, com seus pais, Edmund e Helen, que a influenciaram no amor pela leitura, e sua irmã mais nova, Fanny. Na capital, mora em um pequeno apartamento próximo de Kensigton Gardens com seu gatinho Shakespeare, que veremos nos próximos capítulos de "Heartbreaker". Ela é um pouco insegura e muito amorosa. 


                                                                       Lynn 




      Meiga e tímida, a amada de Pete Townshend e Keith Richards prefere ler a qualquer outra coisa. Ela é uma boa amiga e tem um medo horrível de magoar as pessoas que conhece. Apesar disso, sabe muito bem o que quer. A maior prova disso foi ter aceitado se casar com Pete no mesmo instante em que ele fez o pedido, mesmo tendo apenas 18 anos. 
      Nascida na capital inglesa, cresceu numa casa abarrotada de livros, nos arredores de Shepherd's Bush. 
Filha de Henry e Judith Stephens e irmã de Michael Stephens, é independente e, quando necessário, corajosa. 
        Sua banda favorita é, evidentemente, o The Who. Porém, ela também gosta muito dos Rolling Stones, fato que fez Keith Richards acreditar que teria chances com ela. Além de escrever e ler, Lynn também gosta de passear em parques nas suas horas livres. 


                                                                        Mary 








               A guitarrista sofreu nas mãos de Roger Daltrey. Apesar de gostar de Mary, o vocalista não conseguia deixar de traí-la. Embora a infidelidade de Roger fosse quase constante, a moça era paciente e acabava lhe perdoando, pois o amava demais. 
               O casal vivia aos tapas e beijos, e Mary até mesmo engravidou. Porém, perdeu o bebê. Essa criança poderia ter sido a salvação do namoro de seus pais. 
               Feminista ao extremo, essa garota de Liverpool faz de tudo para mostrar aos machistas que rock'n'roll também é coisa de mulher. Muito talentosa e romântica, nasceu cercada de música e livros. 
                Seu pai, Edward, era professor na Universidade de Liverpool e saxofonista. Foi ele quem ensinou a filha, violonista e guitarrista autodidata, a tocar instrumentos de sopro. Já a mãe, Catherine, era uma dona de casa que gostava de ler e tocar piano. 
                 A sra. Barton ficou feliz ao ver o interesse da pequena Mary pelos livros e pelos estudos, mas decepcionou-se com o fato de a menina se mostrar indiferente ao piano, preferindo um velho violão esquecido no canto da sala de música da família. 
                  Quando ficou grávida, Mary precisou trancar a faculdade. Contudo, retornou às aulas logo depois que se recuperou do aborto espontâneo. Assim, perdeu apenas cinco meses de aula. Consequentemente, formou-se aos 22 anos (se não tivesse precisado interromper o curso, teria se formado aos 21). 
                 Mary redescobriu o amor ao conhecer John Entwistle. Eles começaram a namorar em 1967, e se separaram em 1969, pois ela acreditou estar sendo traída outra vez, o que não era verdade. Até reatar com o baixista, dois anos depois, ela se envolveu rapidamente com Roger Daltrey, ainda no ano de 1969. 
                 Nove anos depois de retomar o namoro com John, Mary se casou com ele. Deu à luz uma menina, Deborah, em 1982. 


                                                                Mary Anne 






            Muito delicada, a jornalista é a irmã mais nova de Paul McCartney. Superprotegida pelo irmão, que divide o apartamento com ela, Mary Anne vive às voltas com seu coração, dividida entre George Harrison e Roger Daltrey. 
           Bastante curiosa, gosta de investigar a fundo as notícias que deve divulgar, a fim de redigir o melhor texto possível. Para escrever suas reportagens, usa uma máquina de escrever que ganhou da mãe, Mary, que faleceu quando a garota tinha 12 anos. 
            Passou sua adolescência sendo a única mulher entre três homens: seu pai, Jim, e seus dois irmãos, Paul e Mike. Além de ler, passa suas horas livres escrevendo poemas, andando de bicicleta e fotografando as pessoas de que mais gosta: seu pai, seus irmãos, sua melhor amiga, Evanna, e... Seus amados.