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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Minhas personagens -> Valleri Mackenzie

Última da minha nova safra de personagens. Ela é representada por Lily James.




Nome completo: Valleri Raven Mackenzie.

Data e local de nascimento: 14 de junho de 1947, em Newcastle, Inglaterra.

Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.

Idade: 29 (na série What If - O Casamento). 

Amigas mais próximas: Chelsea O' Malley, Holly Grey, Dianna Mackenzie.

Profissão: Modelo.

Namorados: Al Nichol (1965-1966), Tommy boyce (1966-1968), Denny Doherty (1968-1970), Charlie Watts (1973 em diante). 

Características: Valleri é uma modelo alegre e cheia de vida, que ama mais do que tudo a diversão. Adora estar socializando com as pessoas, o que a difere um pouco de seu irmão Dan. Ela é muito próxima de sua prima Dianna e uma das modelos favoritas das estilistas Chelsea O' Malley e Holly Grey, com quem criou também relações de amizade. Valleri foi a inspiração de Tommy Boyce para muitas das músicas dos Monkees, e o amor do compositor por ela foi eternizado na canção que leva seu nome.

Do que Valleri mais gosta: Dançar, ir a festas, rir, conversar.

Do que Valleri menos gosta: Ter que ficar em casa no final de semana.

Medo: Ter seu coração partido. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Minhas personagens -> Lydia Evans

       Hoje temos mais uma ficha de personagem! Quem conheceremos hoje é a amiga de faculdade da Elinor, Lydia Evans, que aparece em "Heartbreaker" como namorada de uma das antigas paixões de Elinor, Keith Richards. Quem faz o papel dela é Dakota Fanning. 









Nome completo: Lydia Henrietta Evans.

Data e local de nascimento: 13/01/1944, em Glasgow, Escócia.

Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.

Idade: 25 (em 1969, ano em que se passa "Heartbreaker").

Amigas mais próximas: Elinor Fitzwilliam e Louise Evans (sua irmã).

Profissão: Professora de Literatura Britânica, formada pela Universidade de Cambridge.

Namorados: Angus Kellynch (colega de escola - 1958 a 1961), Keith Richards (1969 - 1973) e Roger Taylor (1974 em diante).

Canção que inspirou: "She Makes Me" - Queen.

Características: Lydia é delicada e tem muito orgulho de ser escocesa. Adora ser professora e dá aulas com carinho e competência.
                         Gosta da banda Pink Floyd e do cantor David Bowie. No tempo livre, é fácil encontrá-la no cinema. É apaixonada por chocolate e pela cor verde-água.

  Do que Lydia mais gosta: Ler, ir ao cinema e visitar seus parentes e amigos na Escócia.

   Do que Lydia menos gosta: De que a maltratem por ser escocesa, como algumas pessoas estúpidas já fizeram.

   Medo: Fogo, a ponto de ter receio de riscar palitos de fósforo e acender lareiras.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Minhas personagens: Quais os melhores casais?

Inicialmente, meu plano era postar isso ontem, em homenagem ao Valentine's Day. Mas não tive tempo. A ideia é simples. Muitas das minhas personagens tiveram mais de um amor. Eu gostaria de saber quais casais vocês shipam!


                          Quem deveria ser a inspiração dos poemas de Elinor Fitzwilliam?




                                                                   Robert Plant?





                                   
                                                               Ou Graham Nash?




                                               Vocês devem se lembrar de que Lynn Stephens enfrentou um grande dilema....




Ela fez certo ao escolher ficar com seu namorado, Pete Townshend? 


Ou ela deveria ter dado uma chance a Keith Richards? 



Mary Barton teve muita sorte, pois ela namorou não apenas um, mas dois membros do The Who! Com quem ela deveria ter vivido seu conto de fadas? 



O sedutor Roger Daltrey? 



Ou o tímido John Entwistle? 



Mary Anne McCartney também passou muito tempo dividida entre dois grandes amores. 




                  Ela se casou e teve muitos filhos com George Harrison, e foram felizes até a morte dele....


Mas e se ela tivesse se casado com Roger Daltrey? Eles seriam felizes? 



A grande amiga de Mary Anne, Evanna Davies, também se apaixonou intensamente duas vezes. 



Ela deveria não ter dado ouvidos à sua invejosa prima, Jenna, e continuado ao lado de Pete Townshend? 



Ou somente Art Garfunkel poderia fazê-la feliz? 






                E aí? Quais casais são os seus favoritos? Coloquem nos comentários, por favor! Quero saber a opinião de vocês!                                                                                                                    

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Minhas personagens -> Georgiana Sparks (editado)

Hoje vamos conhecer a única vilã que eu criei (até agora, claro): a nojenta da Georgiana Sparks, que infelizmente é prima da Emily Fitzwilliam e fez Elinor Fitzwilliam terminar com Robert Plant. Ela é interpretada pela Emma Stone, que dá vida a Gwen Stacy na nova versão do Homem-Aranha (confesso que prefiro a versão antiga).







Nome completo: Georgiana Daphne Sparks.

Data e local de nascimento: 28/07/1945, em Cardiff, País de Gales.

Cidade em que reside: Não se sabe ao certo, mas sabe-se que vive em Steele Park, uma grande propriedade rural no País de Gales.

Idade: 24 (em 1969, ano em que se passa "Heartbreaker").

Amiga mais próxima: Lily Campbell (uma verdadeira dupla a serviço das forças do mal, haha).

Profissão: Publicitária e fotógrafa, formada pela Universidade de Cardiff.

Namorados: Brian Jones (1965-1966), Donovan Leitch (1966 -1967) e Christopher Romanov (1967-1969).

Características: Georgiana é fria e calculista, como os melhores vilões. Sua grande diversão é namorar astros de rock, como forma de se aproximar dos melhores círculos sociais e artísticos de Londres.
                       Quando Brian Jones e Donovan descobriram o coração gelado por trás da carinha de anjo, não demoraram a terminar com ela. Desde 1967 Georgiana está à caça de outro rockstar.
                         Ela é a única filha e herdeira de Seamus Sparks, dono de Steele Park, uma bela mansão no campo que está na família Sparks há anos. A mãe de Georgiana, Emma, é irmã de Jacqueline, mãe de Emily.
                          O grande desejo de Georgiana é ficar ainda mais rica do que já é, e para isso fará tudo o que estiver a seu alcance.... Até mesmo tirar Robert Plant de Elinor Fitzwilliam, se for preciso.

Do que Georgiana mais gosta: Fazer compras e flertar com estrelas de rock.

Do que Georgiana menos gosta: Fracasso e pobreza.

Medo: Perder a propriedade de Steele Park e a fortuna da família Sparks.

domingo, 29 de setembro de 2013

Minhas personagens: Elinor, Lynn, Mary e Mary Anne (parte 2)

    Agora vou falar um pouco mais detalhadamente das minhas quatro personagens: suas características psicológicas, seus familiares, seus hobbies...


                                                                   Elinor 







   A doce melhor amiga de Jimmy Page tem a literatura como fonte vital. Adora ler e escrever, pois isso acalma a sua mente ansiosa. Antes de conhecer Robert, Lily (apelido que ganhou dele) se considerava uma garota azarada no amor, pois sofreu decepções amorosas duas vezes. A primeira decepção veio de Jimmy, e a segunda veio de Keith Richards. Apesar de ter se desiludido em relação ao guitarrista do Zeppelin, Elinor nunca deixou de ser amiga dele.
       Existe uma lenda na família de Elinor que diz que algumas das antepassadas dela inspiraram a escritora Jane Austen,  sua favorita, a criar algumas de suas personagens. A jovem não sabe se deve acreditar nisso ou não. 
         Antes de ir estudar em Cambridge e depois ir residir em Londres, Elinor viveu na cidade de Epsom, com seus pais, Edmund e Helen, que a influenciaram no amor pela leitura, e sua irmã mais nova, Fanny. Na capital, mora em um pequeno apartamento próximo de Kensigton Gardens com seu gatinho Shakespeare, que veremos nos próximos capítulos de "Heartbreaker". Ela é um pouco insegura e muito amorosa. 


                                                                       Lynn 




      Meiga e tímida, a amada de Pete Townshend e Keith Richards prefere ler a qualquer outra coisa. Ela é uma boa amiga e tem um medo horrível de magoar as pessoas que conhece. Apesar disso, sabe muito bem o que quer. A maior prova disso foi ter aceitado se casar com Pete no mesmo instante em que ele fez o pedido, mesmo tendo apenas 18 anos. 
      Nascida na capital inglesa, cresceu numa casa abarrotada de livros, nos arredores de Shepherd's Bush. 
Filha de Henry e Judith Stephens e irmã de Michael Stephens, é independente e, quando necessário, corajosa. 
        Sua banda favorita é, evidentemente, o The Who. Porém, ela também gosta muito dos Rolling Stones, fato que fez Keith Richards acreditar que teria chances com ela. Além de escrever e ler, Lynn também gosta de passear em parques nas suas horas livres. 


                                                                        Mary 








               A guitarrista sofreu nas mãos de Roger Daltrey. Apesar de gostar de Mary, o vocalista não conseguia deixar de traí-la. Embora a infidelidade de Roger fosse quase constante, a moça era paciente e acabava lhe perdoando, pois o amava demais. 
               O casal vivia aos tapas e beijos, e Mary até mesmo engravidou. Porém, perdeu o bebê. Essa criança poderia ter sido a salvação do namoro de seus pais. 
               Feminista ao extremo, essa garota de Liverpool faz de tudo para mostrar aos machistas que rock'n'roll também é coisa de mulher. Muito talentosa e romântica, nasceu cercada de música e livros. 
                Seu pai, Edward, era professor na Universidade de Liverpool e saxofonista. Foi ele quem ensinou a filha, violonista e guitarrista autodidata, a tocar instrumentos de sopro. Já a mãe, Catherine, era uma dona de casa que gostava de ler e tocar piano. 
                 A sra. Barton ficou feliz ao ver o interesse da pequena Mary pelos livros e pelos estudos, mas decepcionou-se com o fato de a menina se mostrar indiferente ao piano, preferindo um velho violão esquecido no canto da sala de música da família. 
                  Quando ficou grávida, Mary precisou trancar a faculdade. Contudo, retornou às aulas logo depois que se recuperou do aborto espontâneo. Assim, perdeu apenas cinco meses de aula. Consequentemente, formou-se aos 22 anos (se não tivesse precisado interromper o curso, teria se formado aos 21). 
                 Mary redescobriu o amor ao conhecer John Entwistle. Eles começaram a namorar em 1967, e se separaram em 1969, pois ela acreditou estar sendo traída outra vez, o que não era verdade. Até reatar com o baixista, dois anos depois, ela se envolveu rapidamente com Roger Daltrey, ainda no ano de 1969. 
                 Nove anos depois de retomar o namoro com John, Mary se casou com ele. Deu à luz uma menina, Deborah, em 1982. 


                                                                Mary Anne 






            Muito delicada, a jornalista é a irmã mais nova de Paul McCartney. Superprotegida pelo irmão, que divide o apartamento com ela, Mary Anne vive às voltas com seu coração, dividida entre George Harrison e Roger Daltrey. 
           Bastante curiosa, gosta de investigar a fundo as notícias que deve divulgar, a fim de redigir o melhor texto possível. Para escrever suas reportagens, usa uma máquina de escrever que ganhou da mãe, Mary, que faleceu quando a garota tinha 12 anos. 
            Passou sua adolescência sendo a única mulher entre três homens: seu pai, Jim, e seus dois irmãos, Paul e Mike. Além de ler, passa suas horas livres escrevendo poemas, andando de bicicleta e fotografando as pessoas de que mais gosta: seu pai, seus irmãos, sua melhor amiga, Evanna, e... Seus amados. 

sábado, 28 de setembro de 2013

Minhas personagens -> Lynn Stephens

Agora, uma ficha da protagonista de "Our Love Was", Lynn Stephens!





Nome completo: Lynn Josephine Stephens.

Data e local de nascimento: 25/04/1947, em Londres, Inglaterra.

Cidade em que reside: Londres, Inglaterra.

Idade: 18 (em 1965, ano em que se passa "Our Love Was").

Amigas mais próximas: Alice Harding, Carol Thompson e Belle Armand.

Profissão: Estudante de Letras na Universidade de Londres; trabalha como secretária na mesma empresa que Carol, Alice e Belle para manter seus estudos.

Namorado: Pete Townshend (1965 em diante - casaram-se por volta de 1969).

Admirador: Keith Richards (1965 em diante).

Canções que inspirou: "Pictures Of Lily", "I Can't Explain", "Glittering Girl", "Glow Girl" - The Who; "You Got The Silver", "Happy" - The Rolling Stones.

Características: A meiguice e a timidez de Lynn são suas marcas registradas. Ela adora livros, blues, os Rolling Stones e os filmes da Disney. Lynn é uma amiga e namorada fiel, e sempre tenta agir com delicadeza e elegância.
                        Usa óculos e prefere ficar com seus cabelos presos, para não passar calor. Sua cor favorita é roxo e ela gosta muito de tomar chá e comer muffins de chocolate.

Do que Lynn mais gosta: Ler e fazer caminhadas.

Do que Lynn menos gosta: Seu nome do meio.

Medo: Magoar as pessoas.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

It's only rock'n'roll, but I like it

        Ainda me lembro daquele dia de 2006. Eu tinha nove anos. Não lembro exatamente o que queria ver na TV, mas meus pais não me deixaram assistir, porque o show dos Rolling Stones iria ser transmitido ao vivo, e eles não queriam perdê-lo.
        Fiquei muito emburrada. Porém, eles disseram: "Venha ver o show, Mari, você vai gostar". É engraçado como os pais sempre têm razão.... Porque eu gostei muito do show.
          Tenho sorte por ter pais com um gosto musical tão bom. Graças a eles eu não ouço essas bandinhas de merda de que a maioria das garotas da minha idade gostam.
           Voltando aos Stones... Mesmo sendo hoje minha quarta banda favorita, foi a primeira do meu Top 4 pela qual me interessei. Logo que vi o show deles simpatizei com aqueles quatro "maracujás de gaveta", como diz a minha mãe.  E claro, me apaixonei pelas músicas.
           Quando me tornei beatlemaníaca, às vezes não sabia qual banda escolher se me faziam a famosa pergunta: "Beatles ou Rolling Stones?". Pergunta muito cruel e injusta, aliás.
             É evidente que já vi muita gente usando camisetas com a grande língua vermelha só "porque é legal", e tenho medo de que pensem que sou mais uma poser.
            Porém, tenho uma arma para combater quem me chamar injustamente disso: li uma biografia de Mick Jagger este ano, além de ler praticamente tudo sobre Stones que cai nas minhas mãos (como se eu não lesse qualquer coisa que cai nas minhas mãos, até rótulo de shampoo).
            Ano passado ganhei alguns dos melhores álbuns de rock de todos os tempos, criados por bandas que eu amo: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Who's Next e.... Exile On Main St. Vocês nem imaginam a felicidade da criança.
              Mas já estou viajando. O importante é que os Rolling Stones são muito importantes para esta garota aqui, que mais parece um "tumbling dice" ("dado viciado").
              E sempre ficarei feliz em responder que sim quando alguém notar minha bolsa da escola e perguntar: "Gosta de Rolling Stones?".

domingo, 22 de setembro de 2013

Our Love Was - Capítulo 8

As semanas se passavam, e Lynn se consumia em saudades. Amava Pete com todas as suas forças, mas não queria magoar Richards, se de fato ele sentisse algo por ela. No entanto, ela tocava sua vida como podia. Prestava extrema atenção às aulas, trabalhava, cuidava do primo mais novo quando ele não estava na escola e saía com Alice, Belle e Carol.
– Lynn, você parece tão abatida... - Alice comentou certa vez.
– Não consigo mais dormir, Alice. Sinto falta de Pete. É horrível dormir sem ele ali, para me dar um beijo de boa-noite e acariciar meus cabelos.
– Mas não é só isso que está te deixando triste e cansada. - Belle observou.
– Não... - Lynn concordou. - Richards está me cercando. Sinto-me culpada por não conseguir afastá-lo.
– Que culpa você tem se ele é teimoso? - Carol se surpreendeu.
– Há algo mais do que a teimosia dele, Carol... Acho que há algo em mim que o atrai tanto que o faz ficar sempre por perto. Não sei o que é, talvez meu corpo.
– Ah, por favor, Lynn! - Belle se impacientou. - O Richards não é apenas tarado por você! Ele está apaixonado por você, garota! Assim como Pete.
– Mas...
– Pete nunca desistiu de ter você. Foram precisos três anos, mas vocês ficaram juntos. E Richards não vai desistir de conquistá-la... Não tão cedo.
– Mas, Belle, eu já disse ao Richards milhões de vezes que não o quero! Ele simplesmente não aceita isso.
– Hum... - Alice murmurou, pensativa.
– Que foi, Alice? - as outras três perguntaram.
– Sei de alguém que vai ajudar o Richards a esquecer você rapidinho, Lynn...
– Quem é esse anjo dos céus? - Lynn perguntou, sentindo uma fagulha de esperança despontar em seu coração.
– É minha prima, Anna... Ela namora o Charlie e é amiga de uma modelo muito bonita chamada Anita Pallenberg.
– Esse nome não me é estranho...
– Anita tem casos mal resolvidos com Mick e Brian. Mas não vai ver o menor problema em se envolver com Richards também. E minha prima pode tentar dar um empurrãozinho...
– Alice, você é um gênio! - Lynn abraçou a amiga. - Obrigada!
– Só me agradeça quando Keith Richards for pego aos beijos com a ex-amante de Mick Jagger e Brian Jones.
Passaram-se algumas semanas. Victor estava estudando na casa de um colega e Lynn lia tranquilamente na sala de estar, quando a porta se abriu.
– Pete! - ela exclamou, atirando-se aos braços dele.
– Lynn! - ele a abraçou. - Tudo bem, meu amor?
– Muito melhor, agora que você está aqui, Pete. Mas por que não me avisou que estava chegando? As meninas e eu teríamos ido esperar vocês no aeroporto...
– Queríamos fazer uma surpresa para vocês.
– Foi a melhor surpresa da minha vida. - ela sorriu.
– Você está linda como sempre, mas está... Com olheiras?
– Pois é... Tenho dormido muito mal nos últimos dois meses.
– É sério?
– É sim... Não me aguentava mais de saudade!
– Acho que você merece dormir um pouco... E eu também. Vamos para o quarto...
– Vamos. - Lynn concordou.
No quarto, Pete conduziu Lynn pela mão até a cama. Deitou-a cuidadosamente, sentou-se na borda e sorriu, cheio de carinho.
– Lynn...
– Sim?
– Me deixa te amar? - ele perguntou em tom baixo.
– Deixo... - ela respondeu timidamente.
E se entregaram um ao outro. Enquanto Lynn achava que as coisas estavam entrando nos eixos com a volta de Pete, o pobre Richards definhava. Quase não se alimentava, o que mais ingeria eram drogas. Lynn havia se tornado tudo para ele. Começara a esboçar músicas, que se tornariam grandes canções dos Stones, como You Got The Silver Happy. Certo dia, Bill perguntou a Mick:
– O que o Keith tem? Está a cada dia mais magro... E parece que não dorme direito.
– O que ele tem? Está apaixonado.
– Apaixonado? Então ele gostou mesmo da garota do Pete Townshend?
– É o que parece.
Mick podia ser rude, mas Richards era seu amigo, e não aguentava vê-lo sofrer. Foi falar com ele, tentando animá-lo.
– Ei, Keith.
– O que é, Mick?
– Por que todo esse baixo-astral? Há tantas garotas por aí... Você pode pegar o primeiro brotinho que der bobeira.
– Você não prestou muita atenção na Lynn naquele dia, não é mesmo?
– Bom, um pouco... Tem um belo corpo.
– Belo corpo? Foi nisso que você prestou atenção? Porra, Mick! Ela tem um rosto lindo... Parecia tão tímida... E um poço de doçura.
– Cara, eu sou Mick Jagger. - o vocalista de lábios grandes ironizou. - Só quero saber do corpo das garotas... Pelo menos é o que dizem por aí.
Anna, a prima de Alice, viera assistir ao ensaio dos Stones e dar apoio moral ao seu namorado Charlie. Escutou a conversa entre os dois, aproximou-se e falou:
– Desculpe a intromissão, Keith, mas acho que Mick tem razão. Você devia prestar atenção nas outras garotas. Sou prima de uma amiga íntima da Lynn, já saí com as duas algumas vezes... Lynn parece extremamente apaixonada pelo Pete.
– Por que todos vocês têm que me lembrar daquele maldito? Eu odeio aquele cara! Simplesmente odeio! - Richards sentia o sangue ferver em suas veias quando ouvia o nome do rival.
– Olha, Keith, eu conheço uma modelo muito bonita e simpática, o nome dela é...
– Obrigado, Anna, mas eu amo a Lynn.
– Ela não ama você, criatura! - Mick estava exasperado.
– Quer saber de uma coisa? Aquela garota vai ser minha, custe o que custar!
Richards saiu correndo do estúdio, decidido a encontrar Lynn. Por um imenso golpe de sorte, viu-a saindo de uma loja de donuts bem perto dali. Correu em sua direção.
– Lynn, meu amor! - ele chamou.
– Ah! Richards! - ela se assustou. - Pensei que tivesse desistido de mim.
– Desistir de você? Jamais!
– Ah, bem... Dê-me licença, preciso voltar ao trabalho...
– Não vou deixá-la ir embora sem me dar um beijo... - e enlaçou-a fortemente em seus braços.
– Me largue... Já perdi a paciência com você, Richards!
– Você me adora, eu sei...
– Só existe uma pessoa que eu adoro neste mundo... E se chama Pete Townshend.
Richards soltou Lynn e, para surpresa dela, começou a chorar. A garota ficou chocada.
– Você está chorando?
– Agora você acredita que eu tenho sentimentos?
– Eu acredito, Richards, eu te acredito... Mas eu não posso te corresponder. Sinto muito. - ela falou, muito triste, e se sentindo extremamente culpada. Para se redimir um pouco e deixar Richards feliz, deu um beijinho, muito leve, na bochecha do Stone.
– Não acredito nisto... - ele murmurou, tocando o rosto no ponto onde fora beijado.
– É o mínimo que posso fazer para retribuir o seu amor. - Lynn falou, com um pequeno sorriso, e seguiu seu caminho.
Em casa...
– Pete, não sei se tomei a decisão certa...
– Decisão certa sobre o quê?
– Decidi acabar com as esperanças do Richards definitivamente... Mas ele ficou tão triste que acabei dando um beijo no rosto dele, por pena.
– Ah, Lynn, ele pode pensar que você se sente um pouquinho atraída por ele... E é isso o que eu estou pensando.
– O quê? Você duvida do meu amor, Pete? Oh, meu Deus, eu não devia ter feito isso!
– Meu amor, não é bem isso... Eu estou com ciúmes, é evidente... Mas você não pode negar que ele era o seu Stone favorito.
– Bom, era sim. Eu costumava achá-lo atraente... Mas é você quem eu amo, Pete.
– Eu sei disso, Lynn, eu sei... - Pete aconchegou-a em seus braços. - Quando ele nos dará sossego?
– Nem imagino...
Alguns dias depois, Lynn foi à casa de Alice, que havia sido convidada para um casamento e não tinha nenhum vestido para usar. Então, pediu que Belle, Carol e Lynn levassem alguns dos seus para que ela pudesse experimentá-los.
Cada uma tinha uma cópia da chave, pois, em seus primeiros meses na faculdade, as quatro haviam dividido o apartamento que agora pertencia a Alice.
Assim, Lynn entrou na casa de Alice. Estranhou o silêncio, e chamou:
– Alice? Está em casa?
Como sua amiga não respondeu, Lynn encaminhou-se para o quarto dela, e viu a porta fechada. Antes de abrir, colou seu ouvido nela, e escutou vozes sussurrando no interior do cômodo. A voz de Alice... E a de John.
– Hihi, é melhor eu voltar mais tarde. - Lynn disse consigo mesma, deixando a sacola com os vestidos no sofá da sala e escrevendo rapidamente um bilhete para a amiga, dizendo que havia passado na casa para deixá-los e não a encontrara.
Ao sair da casa de Alice e caminhar pelas ruas de Londres, ela pensava na sua vida, que parecia estar cada vez mais complicada. Amava Pete e tinha certeza absoluta disso. Mas tinha um grande medo de magoar Richards, que parecia estar realmente apaixonado por ela. Lynn se perguntava o que fazia um homem como ele, bonito e conquistador, que podia ter qualquer uma, se sentir tão atraído por ela.
Mais tarde, na casa de Pete...
– Lynn, faz algum tempo que não saímos juntos para jantar... Que tal? - ele convidou. - Afinal, seu primo já voltou para a casa dele, é período de férias...
– Ah, claro que sim, Pete! Eu sentia falta disso... - ela falou com um sorriso doce.
– Então se arrume o mais rápido possível, querida... Lembre-se, você já é perfeita para mim, não precisa exagerar...
– Você merece um pouquinho da minha vaidade, sim. - ela disse, escolhendo um vestido no guarda-roupa. Então entrou no banheiro para se vestir e se maquiar.
– Uau. - foi tudo que Pete conseguiu dizer quando a namorada ficou pronta.
– Tudo por você, meu bem. - ela disse, afagando os cabelos dele.
Pete reservara a melhor mesa no restaurante ao qual levara Lynn na primeira vez em que saíram juntos para jantar. Sentaram-se e, quando o garçom trouxe champanhe, Pete encheu duas taças, pegando uma e oferecendo a outra a Lynn.
– Ao nosso amor! - ele disse, erguendo sua taça.
– Ao nosso amor! - ela concordou. Brindaram e beberam o champanhe.
O dia seguinte era um sábado. Porém, Pete foi ensaiar, e Lynn ficou em casa. Ela passou o dia lendo e arrumando a casa. Não gostava dessa "posição servil" da mulher, mas Pete vivia tão ocupado que não tinha tempo para ajudá-la.
Ela não esperava que a campainha tocasse. Atendeu.
– Richards?
– Olá. - ele estendeu uma rosa para ela. - Aceite esta flor. É tudo o que eu peço.
– Oh, Richards.... - ela cheirou a rosa delicadamente.
– Eu devo ser extremamente incômodo... Mas não consigo ficar longe de você.
– Você é Keith Richards, cara! Você pode ter a garota que quiser...
– Nenhuma delas é como você.
– Uma curiosidade... O que me faz diferente delas?
– Uma série de coisas... Seu jeitinho meigo, seu ar de menininha... Só sei que enlouqueci logo que a vi.
– Richards, me esqueça...
– Você ama Pete. Estou careca de saber disso.
– Perdão... Mas eu não posso fazer isso. - ela disse suavemente.
– Eu sei que não pode. Isso está me matando, Lynn. Eu até comecei a escrever uma música para você.
– Uma música? - Lynn encantou-se. Até então, Pete lhe mostrara Pictures of LilyI Can't Explain e um esboço de uma música chamada Glittering Girl.
– Sim... Por enquanto só fiz a melodia e o refrão. Chama-se You Got The Silver. Quer ouvir?
– Sim, por favor.
– You got my heart, you got my soul, you got the silver, you got the gold... You got the diamonds from the mine... That's alright...
– Oh, meu Deus, que linda...
– Linda como você. Bem, um dia terminarei de escrevê-la. Adeus, meu amor.
– Como assim?
– Entendi que, se a amo, tenho que deixá-la ser livre. Adeus, Lynn... Não se esqueça, eu te amo...
O tempo passou. Lynn e suas amigas se formaram. Pete e ela se casaram. Alice e John, Belle e Roger e Carol e Keith também. O The Who se tornava uma das maiores bandas do mundo... E os Rolling Stones também.
As duas bandas encantavam as fãs com as composições de Pete e Richards para Lynn. O primeiro era imensamente feliz com ela. E o segundo, apesar de ter conhecido muitas outras mulheres, nunca a esqueceu por completo.
Até hoje, pode-se perceber que o nome "Lynn" se forma nos lábios de Richards quando ele canta You Got The Silver nos shows dos Rolling Stones. E Pete e Lynn foram um dos poucos casais do mundo do rock'n'roll que permaneceu unido por todas as décadas seguintes.

Our Love Was - Capítulo 7

Lynn se mudou para a casa de Pete, onde ele pensava que ela estaria em segurança. Se fosse preciso, ele a pediria em casamento e se mudaria com ela para bem longe de Londres. Qualquer coisa era válida para manter Richards a distância.
– Lynn, eu estou com medo. Richards pode acabar descobrindo que você mora aqui, e vir procurá-la...
– Ah, Pete, vai ficar tudo bem... Logo ele desistirá de mim.
– Acho que não tão rápido... - então ele tirou uma pequena caixinha de veludo de seu bolso. - Casa comigo, Lynn?
– Oh, meu Deus... - Lynn ficou imensamente feliz. - Sim, sim, sim! Mas eu ainda sou muito nova para me casar. Eu tenho só 18 anos, Pete... Preciso concluir meus estudos antes. E você também é jovem... Tem apenas 20 anos.
– Eu me esqueci desse pequeno detalhe. Mas você aceita mesmo ser minha esposa depois que se formar?
– É claro que eu aceito, seu narigudo idiota. - ela lhe deu um beijo. - Mas estou atrasada para a faculdade. Até logo, querido. - ela se levantou e correu para pegar o metrô.
Quando Lynn voltou para casa, no fim da tarde, encontrou Pete olhando para uma foto dela, com profundo carinho.
– Pete? - ela chamou.
– Oi, amor... - ele respondeu.
– Aconteceu alguma coisa? - ela perguntou, largando a bolsa no chão e se sentando ao lado dele no sofá.
– Não é nada. Eu vou sair em turnê por algumas semanas, só isso. Embarco no sábado.
– Turnê? Mas isso é ótimo!
– Sim, ótimo para o Richards te pegar desprotegida.
– Eu não posso ir com você?
– Infelizmente não... Roger, John e Keith queriam levar Belle, Alice e Carol também, mas Chris e Kit disseram que numa primeira turnê deve-se cortar o máximo de gastos possível.
– Não se preocupe. As garotas vão tomar conta de mim. E o meu primo Victor, que minha tia está mandando para estudar aqui em Londres, também.
– Eu conto com eles. Ah, Lynn, como vou sobreviver dois meses sem você?
– Também não sei como vou aguentar. - ela falou. - Me promete que vai voltar logo?
– É claro que prometo! Acha mesmo que vou deixar você exposta ao Richards?
– Sua maior preocupação se resume ao Richards.
– É óbvio! Como posso competir com um guitarrista talentoso e bonitão? As garotas caem matando...
– Você pode competir com ele porque você é meu guitarrista talentoso e bonitão. E fico feliz que não haja tantas garotas babando por você quanto pelo Moon ou pelo Roger... Sobra mais para mim. - ela deu um sorrisinho.
– É bom ouvir isso. - Pete devolveu o sorriso e, puxando a namorada para si, beijou-a carinhosamente.
– Nós vamos ser muito felizes, Pete... Como eu queria que meus anos de faculdade passassem num piscar de olhos...
– Vamos sim, Lynn. E sua formatura chegará quando você menos esperar.
– Deus te ouça, Pete.
Passaram a semana cuidando dos preparativos para a viagem. O The Who viajaria por toda a Europa. Ao mesmo tempo em que estava cheia de orgulho do namorado, Lynn tinha medo de que Richards tentasse algo durante a ausência de Pete e também sentia uma pontinha de ciúme.
"Não seja tonta, Lynn", ela dizia a si mesma. "Richards é só um galinha, ele já deve ter desistido de você. E Pete te ama, ele não vai se meter com groupie nenhuma".
Na manhã de sábado, Lynn e suas amigas foram desejar boa viagem aos namorados no aeroporto de Heathrow. Nenhuma delas estava com a mínima vontade de se despedir.
– Você tem agasalhos suficientes, Roger? - perguntou Belle.
– Sim, mamãe. - ele gracejou. De fato, Belle cuidava dele quase como uma mãe.
– Se cuida. - ela recomendou.
– Pode deixar, meu amor. - Roger falou, envolvendo Belle em seus braços.
– E você, Keith, está levando explosivos? - Carol perguntou em meio a uma risada.
– O suficiente para mandar a Grã-Bretanha inteira pelos ares. - ao perceber o olhar desconfiado de Carol, o baterista acrescentou: - Brincadeirinha. Mas seria legal.
– Sabe o que não vai ser legal? Ficar tanto tempo sem você, meu louquinho. - Carol murmurou.
– Eu volto logo, prometo. - Keith deu um beijo em Carol.
– Vou sentir saudade, Ox... - Alice dizia.
– Eu também, minha garota do País das Maravilhas... Mas estarei de volta em breve. - o baixista respondeu. - Eu te amo, sabia?
– Own, Ox... Bom, eu desconfiava disso. - ela riu, encantada. - Também amo você.
Só Pete e Lynn não diziam nada. Preferiram ficar abraçados até a hora do embarque. Não queriam se soltar de jeito nenhum. Pete temia o que poderia acontecer à sua pequena e adorada Lynn durante aqueles dois meses em que ele ficaria longe dela.
Mas precisava confiar em Alice, Belle, Carol e também no primo de Lynn. Eles cuidariam dela. Reteve Lynn em seus braços até o último instante.
– Anda logo, narigudo! - chamou Roger, quase irritado.
– Eu já vou, anão! - ele retorquiu no mesmo tom.
As quatro amigas ficaram observando até que o avião tomasse altura. Carol falou:
– Pois é, agora somos quatro estudantes desacompanhadas durante os dois próximos meses.
– Nem me lembre disso. Tenho medo do que o Richards pode aprontar. - Lynn falou.
– Ele ainda não desistiu? - Alice perguntou.
– Não. Só vai sossegar se conseguir passar a noite comigo.
– Mas, Lynn, vocês já estão nessa situação há meses. Se ele realmente quisesse somente fazer amor com você, já teria desistido há tempos. - Belle observou.
– Então você acha que...
– Acho que ele gosta de você, Lynn. Gosta de verdade.
– Não seja boba, Belle, um homem daqueles não se apaixona.
– Vai saber... Roger era pegador de groupies também.
– Mas o Roger é diferente.
– Quem garante que debaixo daquele jeito desregrado do Richards não existe um coração?
– Eu não vou ficar com ele, Belle!
– Você não precisa ficar com ele. - Alice disse. - Só precisa conversar e explicar que você ama o Pete. Pode ser que ele pense que você está se fazendo de díficil. O Jimmy desistiu quando eu falei que amava o Ox.
– Elas têm razão. - Carol concordou.
– Então está bem. Vou abrir o jogo com o Richards.
Lynn não precisou esperar muito. Um dia, quando ainda estava saindo do mercado, Richards a deteve pelo braço.
– Olá, Lynn. Então o seu queridinho foi fazer uma turnê...
– Sim, foi. Eu precisava mesmo falar com você, Richards...
– Finalmente você aceitou a minha proposta!
– O quê? Não é nada disso! Richards, pare com essa perseguição. Eu amo Pete. Estamos praticamente noivos.
– Noivos? Mas você é nova demais.
– Sim. Vamos oficializar o noivado daqui a dois ou três anos. E nos casar logo que eu me formar.
– Não faça isso comigo, Lynn, você não pode...
– E por que não? Eu nunca tive nada com você. Você era apenas meu Rolling Stone favorito.
– Era? Nem isso eu sou mais?
– Não.
– Lynn, eu te amo, preciso de você.
– Richards, há tantas garotas no mundo, você pode ter qualquer uma delas.
– A única que eu quero é você. Você não sabe, mas quase tive duas overdoses desde que conheci você. Tenho bebido e me drogado ainda mais do que de costume.
– Está vendo? Você tem que parar com isso, pelo seu próprio bem.
– Você é meu remédio!
– Chega! Eu não quero você!
Lynn foi embora sem olhar para trás. Não sabia o que fazer. Ela se via como Elizabeth Bennet, e ela e seu Mr. Darcy estavam cercados de todos os lados por Mr. Collins.
Logo que chegou em casa e verificou que seu primo dormia no quarto de hóspedes, seu telefone tocou. Era Pete. Conversaram por duas horas, e logo depois disso Lynn foi tomar banho.
Ao sair, vestiu uma confortável camisola, pegou um livro e foi para a cama. O livro era Razão e Sensibilidade, também de Jane Austen. Leu até começar a sentir suas pálpebras pesadas. Apagou o abajur, abraçou o travesseiro de Pete e dormiu. 

Our Love Was - Capítulo 6

Richards estava desesperado. Queria que Lynn fosse sua.
– Aquele narigudo desgraçado! Cretino! - gritava, quando estava sozinho em casa. - Eu vou matá-lo!
Decidiu, então, que competiria com Pete cara a cara. Teria Lynn para si a qualquer custo.
O The Who e os Rolling Stones foram convidados para um festival de rock. Na opinião de Richards, aquela seria a oportunidade perfeita. Roubaria um beijo de Lynn no momento em que o The Who estivesse se apresentando.
No dia do festival, no camarim do The Who...
– Pete, chega de beijos, você tem que tocar... - Lynn falou, quando finalmente Pete começou a ficar sem ar.
– Que se dane esse show, eu quero ficar aqui com você... Além disso, o Richards está por perto.
– Não era você quem dizia que eu devia ficar tranquila?
– Sim, mas vai haver um momento neste festival em que não vou poder proteger você.
– Não vou deixar que ele se aproxime... Pelo menos vou tentar.
– Se cuida. - Pete deu um último beijo em Lynn e correu para o palco. Lynn foi para junto da plateia.
A garota assistia ao show com grande empolgação. Tinha orgulho de Pete. Num determinado momento, Richards conseguiu puxá-la para longe do palco, assim Pete não os veria. Lynn tentava se libertar, em vão.
– Largue-me, Richards, pelo amor de Deus!
– Lynn, confesse que se sente atraída por mim.
– Não tenho nada para confessar. Eu não quero esse seu sentimento que você chama de amor, não quero...
Richards calou a garota com um beijo. Ela lhe deu um tapa e saiu correndo. Mas não podia enganar a si mesma. Tinha sentido algo bom ao ser beijada por Richards. E se culpava por isso.
Quando finalmente pôde se encontrar com Pete...
– Ah, Pete, eu não mereço você, não mereço...
– O que aconteceu, Lynn? - Pete pegou as mãos da namorada e apertou-as.
– Eu não pude evitar... Richards me beijou à força.
A cólera ferveu o sangue de Pete. Ele disse:
– Eu vou matar aquele infeliz! Nem que seja a última coisa que eu faça!
– Pete, antes de qualquer coisa... Eu tive uma sensação boa com aquele beijo...
– Todas que ele beija sentem isso. É sempre assim com esses mulherengos. Fique aqui. Eu vou acabar com a raça dele.
Mas Lynn não obedeceu. Seguiu Pete, que praticamente esmurrou a porta do camarim dos Stones. A porta foi aberta justamente por seu rival, que o recebeu com um sorriso irônico.
– Chifres doem, não é, Townshend?
– Chifres eu não sei... Mas guitarras na cabeça doem muito!
Pete tentou dar uma pancada na cabeça de Richards, mas este também estava "armado". O Stone rebateu o golpe com seu próprio instrumento.
– Essa garota é minha, Richards, eu não vou deixar que você a tire de mim! - Pete exclamou.
– Veremos, seu desgraçado! - Richards golpeou Pete na cabeça, e ele caiu no chão, desmaiado pelo impacto.
– Não! - gritou Lynn. - Richards, seu... Você não entende que eu amo Pete?
– Eu te amo, Lynn Stephens!
– Eu duvido.
– O que eu preciso fazer para provar isso?
– Não precisa fazer nada... Porque você não tem nada para provar.
– Ah, Lynn... - Richards avançou para ela, e tocou em seu rosto. Lynn afastou a mão dele e sentou-se no chão, pousando a cabeça de Pete em seu colo.
– O que você fez? - ela esbravejou. - Pete, acorde... Oh, Richards, por favor, vá buscar um copo de água...
Richards foi buscar o copo, e Lynn despejou o líquido no rosto de Pete, embora acreditasse que isso não o despertaria. Assim que abriu os olhos, o líder do The Who levantou-se e conduziu Lynn para fora do camarim pela mão, dizendo:
– Vamos embora para um lugar onde você possa ficar segura, Lynn.
Enquanto isso, John também estava enfrentando um admirador de Alice: Jimmy Page, dos Yardbirds. Ela não sabia o que fazer. Apesar de ter simpatia por Jimmy e achá-lo bonito, era de John que ela gostava.
– Ox, não precisa brigar. Chega, Jimmy. - a garota pediu.
– Oh, Alice, eu te amo tanto... - este falou.
– Por favor, Jimmy, me esqueça!
John e Jimmy estavam quase se estapeando, e ela fez o que pôde para separá-los.
– Se liga, Page. - John estava furioso.
– Alice, diga que prefere a mim a esse paspalho. - Jimmy suplicou.
– Eu estaria mentindo se dissesse isso, Jimmy. - ela falou, tristemente.
– Então eu vou te deixar em paz. - Jimmy foi embora, resignado.