segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Happy Together - Uma homenagem a D&D

   Davy Jones e Dianna Mackenzie, cujo nome de ship é D&D (porque eu não conseguia formar um nome bonito misturando nem os primeiros nomes nem os sobrenomes) surgiram na fanfic Sunny Girlfriend, a estreia dos Monkees numa fanfic só deles na Grindhouse. Antes disso, eles já haviam feito pontas em Pictures Of Lily, da minha amiga Mariana Greyjoy, e em Fanny's Autumn Almanac, fanfic minha.
    Di e Davy se conheceram graças à prima dela, Erin Hudson, que desistiu na última hora de ir ao teste para o papel de crush do Davy num episódio da série dos Monkees. Di foi no lugar da prima, ela e Davy se viram... E o resto da história vocês sabem.
     No entanto, meu plano inicial não era que eles terminassem a fic juntos. Eu pretendia que Di ficasse com o Peter, porque quando comecei a escrever Sunny, eu tinha crush tanto no Peter quanto no Davy, mais no Peter. Porém... Eu me apaixonei pelo Davy. Até hoje adoro o Peter, mas não é nada perto do hobbit.
     E isso se refletiu na história. De repente, Dianna não tinha mais química com o Peter. E eu não sabia mais dizer se era eu que estava me apaixonando a cada dia mais pelo Davy ou se era a Dianna. Assim, Sunny Girlfriend ficou com a cara que tem hoje.
      A partir disso, surgiu meu OTP supremo. O próximo passo foi All The King's Horses, utilizando mais uma vez o OT3 Peter x Di x Davy. Na fic medieval, Di está prometida ao Peter, contudo, se apaixona perdidamente pelo Davy. E foram surgindo outras fics. Com os enredos mais variados. A cada fic, o ship ia se desenvolvendo, cada parte separadamente e os dois juntos,
      Di se tornou uma poetisa, uma romântica convicta, que acredita na própria liberdade mas não quer abrir mão do Cuddly Toy/doce vampiro/leãozinho. Para ela, a liberdade inclui poder amar o Davy e ficar em paz com ele. Davy se tornou um rapaz determinado e fiel. Ele sabe o que quer e luta por isso até o fim. Isso vale para várias coisas, mas quando se trata de romance, se intensifica. Davy iria até o Tártaro e voltaria pela Di.
      E como casal... Bom, eles se destacam pelo imenso gosto que ambos têm por fazer sexo. É até uma piada dentro da Grindhouse. Mas vai além disso. Di e Davy sentem com muita intensidade. Tudo. Paixão, ciúme, dor. Acho que isso os une muito. Os dois são românticos, e eu costumo brincar dizendo que eles são simbiontes, um não vive sem o outro.
        Nesse sentido,  eles lembram muito outro casal: McGüller, meu segundo OTP. Lulu é a melhor amiga do Davy, e quando se trata de amor ela age de um modo bem parecido com o do seu BFF, e até mesmo com o da amada dele (não é à toa que Mackengold é meu yuri favorito). A única diferença é que Lulu é mais extremada do que a Di. Mas ambos os casais são intensamente apaixonados, ousados e muito fofos. A Inara e eu estamos até cogitando fazer uma fic "troca-destroca" desses OTPS. Acho que vai ser bem legal! Agora, minhas cinco músicas favoritas para D&D:






1) Close To You - Carpenters







2) I'm A Believer - The Monkees








3) Red - Taylor Swift








4) Light My Fire - The Doors










5) Palavras ao Vento - Cássia Eller












I can't see me lovin' nobody but you for all my life... ( Happy Together, The Turtles)










sábado, 5 de dezembro de 2015

Oneshot: Enchanted - Out Of The Woods (Nova temporada, What If - Modern Vampires Of The City) - Parte XIII

Boa tarde! Hoje temos a primeira parte da nova temporada de Enchanted. Tem nascimento de um novo filhote, cena romântica e momentos de tensão. Espero que gostem. Boa leitura!







SEGUNDA TEMPORADA



       Tudo estava tranquilo na mansão de Micky Dolenz... Até que Emma passou a sentir as dores do parto. Micky foi correndo buscar as outras mulheres para ajudar sua esposa no parto. Ele decidiu ficar ao lado dela.




- Vamos, loirinha, vai conseguir. – ele apertava a mão dela.

- VOCÊ DIZ ISSO PORQUE NÃO É VOCÊ QUE ESTÁ MORRENDO DE DOR! – a loba gritou.

- Mas você já passou por isso, Emma. Já temos o Christian. Calma. Força. – ele beijou a mão de Emma.

                  

       Emma empenhou toda a sua força para empurrar o bebê, e após o que pareceu a ela um longo tempo ouviu-se um choro. Renée tinha o bebê nos braços. Micky beijou a esposa, em sua tamanha felicidade.




- É menina, Emma! – disse a alquimista, com um sorriso, colocando a pequena loba nos braços da mãe.

- Eu disse que era uma lobinha, não disse, Micky? – Emma chorava de alegria. – Minha menina... E ela é morena como você.

- Você estava certíssima sobre tudo isso, querida. – Micky sorriu. – Mas ela se parece com você, exceto pelos cabelos e os olhos. Posso pegá-la no colo, meu amor?

- Claro. Vá com o papai, querida. – Emma colocou a filhotinha nos braços de Micky, que a pegou cuidadosamente e beijou-a.

- Olá, minha princesinha. Minha lobinha linda. Que nome vamos dar a ela, Emma?

- Hum... Eu pensei em Ami, o que acha?

- Eu acho que é um bom nome. – o lobo sorriu. – Dê de mamar a ela. Vou buscar o Christian para ver a irmãzinha.

              

     As outras mulheres também saíram do quarto. Era hora de deixar a família a sós. Micky foi até o quarto de Christian.



- Christian, meu filho. – ele chamou o menino.

- O que foi, papai?

- A sua mãe acabou de dar à luz. Sua irmãzinha nasceu. Venha vê-la!

- Uma irmãzinha? Mas eu queria um irmãozinho! Meninas são chatas!

- Deixe a Cece, a Becky e a Sally ouvirem você falando assim. – Micky riu, e pegou o lobinho no colo para levá-lo ao quarto onde estavam Emma e Ami.

                   

      Ao entrar no quarto, ele soltou Christian, que correu até a mãe.




- Mamãe, eu queria um irmãozinho!

- Mas, Chris, meu lobinho, olhe a Ami! Ela não é linda? – Emma mostrou Ami ao filhote mais velho.

- Não! Meninas são muito chatas! – protestou o lobinho, sacudindo os cachinhos loiros ao balançar a cabeça em negação.

- Você diz isso porque a Cecilia e a Rebecca adoram brincar com o Joey...

- Não! Não é por isso!

- Não se preocupe, filho. As fêmeas são assim mesmo. – Micky disse ao filho. – Algumas não dão a mínima para nós, e outras caem aos nossos pés.

- Micky! – Emma repreendeu o marido.

              

        Micky apenas riu.


                                                                              


                                                                         ***


        


        Dois dias depois, à noite, uma batida foi ouvida na porta da mansão. Verratti foi abri-la. Viu diante de si Gerd Müller, acompanhado de Sepp Maier.



- Olá! O que desejam, signores?

- Quero falar com Davy Jones. – o ex-marido de Louise pediu. – Diga que é o Gerd.



          As mãos de Verratti tremeram. Lá estava o antigo marido da bela Louise, o objeto da obsessão de James Hunt. Logo adivinhou quais eram as intenções do vampiro.



- Você é surdo? – irritou-se Gerd.  – Chame Davy Jones agora!

- Me desculpe, signore. – o lobo italiano de olhos azuis arregalados apressou-se em ir à procura de Davy, com um sorriso amarelo.  


          Ele encontrou o vampiro na sala de jantar, cuidando de suas filhas gêmeas.


- Signore Jones!

- O que foi, Verratti?

- Uma pessoa deseja lhe ver.

- Quem?

- Signore Müller.



         Davy não ficou nada feliz ao saber quem era o visitante. Ele foi até o hall, com um suspiro de impaciência, seguido por todos os outros moradores da mansão, que ficaram ali estáticos, enquanto Davy encarava o vampiro maior.



- Gerhard! Eu não esperava uma visita e logo de você. – ele sorria ironicamente. – Por acaso se perdeu? O que faz aqui, chucrute?

- Estou aqui porque necessito de sua ajuda. – Gerd falou num tom de voz calmo.

- Já não bastou causar minha expulsão do castelo do conde e ainda quer minha ajuda? Está bêbado, alemão? – Davy exaltou-se.

- Não, estou aqui porque preciso de sua ajuda pra reencontrar minha ursinha.

 - Por que você não se contenta em ficar com a Alice? – Dianna inquiriu. Intimamente, ela sentia uma certa pena de Gerd. – Ela não te satisfaz mais?

- Minha vida sexual não é de seu interesse, Frau Jones. – o vampiro alemão retrucou.




      Gerd leu rapidamente as mentes de todos os moradores da mansão e não viu em ninguém um mínimo de vontade de ajudá-lo.




- A partir do momento em que entrou aqui, implorando ajuda ao Davy, passou a ser do nosso interesse! – Alana bradou.

- E sem falar que sabemos de toda história, Gerd. – acrescentou Renée. Ela sempre foi solícita e gentil, no entanto, mesmo ela não queria ser condescendente com Gerd.

- Estou partindo com meu amigo Josef e os caçadores ingleses atrás da minha esposa e gostaria que você fosse junto ou me dissesse onde ela foi, já que é o melhor amigo dela e sei que ela tem muita consideração por você e você o mesmo por ela. – ele explicou. - Ajude-me a achar Louise e nunca mais lhe peço nada.


    Davy sentiu o coração pesar. Desejava muito ajudar. Contudo, lembrou-se do relato feito por Louise e principalmente do que ela contou sobre as duas noites de estupro e a traição. Ele havia deixado claro que perdoaria Alice em consideração à amizade de sua esposa, de Emma e de Erin por ela. Se não fosse por isso, Alice seria persona non grata.



- Eu tenho minha resposta, Gerd. – Davy chegou mais perto, encarando Gerd. – Por mais que comova a mim, minha esposa e meus amigos, não queremos te ajudar. Eu quero mais que você sofra! VAI PARA O INFERNO, GERHARD MÜLLER E NUNCA MAIS PONHA OS PÉS IMUNDOS AQUI!



   Foi a gota d’água. Gerd atingiu o máximo da irritação. Num rápido movimento, agarrou Davy pelo pescoço e assomou contra a porta, destruindo-a. Os demais o seguiram, numa corrida desabalada. Gerd levava Davy para a Ilha das Mandrágoras. Dianna foi a mais veloz, e chegou à entrada da ilha antes dos outros, vendo Gerd estrangular seu marido.




- Eu tentei ser educado, seu cotoco de vampiro... Mas você me obriga a ser violento! FALA ONDE ESTÁ A URSINHA! EU SEI QUE VOCÊ SABE!



     Davy sufocava, e tentava se libertar desferindo chutes contra Gerd. Mesmo assim, estava decidido a manter a promessa feita a Louise.


- Eu... Não vou... Dizer...

 - LARGA ELE, GERD!  Eu sei onde ela está! Se eu te falar, vai soltar meu marido? – Dianna suplicou, numa tentativa desesperada de salvar o marido.

- Você sabe, Frau Jones? – Gerd afrouxou o aperto no pescoço de Davy.

- Sim. – ela encarava Gerd firmemente, apesar dos olhos brilhantes de lágrimas. – Ela foi para Frankfurt. AGORA SOLTE O MEU MARIDO ANTES QUE EU MESMA TENTE SOLTÁ-LO!

- Dianna!!! – Gerd largou Davy e ele caiu no chão com um estrondo, tossindo. – A Lulu falou que...

- CALA ESSA BOCA PORQUE ESTOU SALVANDO SUA VIDA! – Dianna correu para socorrer Davy, e, abraçando-o, disse, dessa vez mais calma:  – Ademais, eu sei que Lulu faria o mesmo por mim ou por você se estivéssemos nessa situação, Davy.



    Os habitantes da mansão de Micky Dolenz e Sepp chegaram à Ilha das Mandrágoras. Os amigos de Davy e suas esposas correram até onde o casal de vampiros se encontrava, e o ajudaram a se recompor. Erin, Renée e Alana agora sentiam nojo de Gerd.



- Espero que ela tenha outro melhor do que você! – Alana berrou. – Louise não merece um vampiro machista, estuprador e infiel como você.

- Nenhum de vocês entendeu meu lado! – Gerd defendeu-se, e se afastava junto com Sepp.

- Você é mesmo muito cara de pau... Diz que ama Louise, mas é capaz de traí-la! E agora ainda abandona Alice! – Nez resolveu colocar para fora tudo aquilo que havia tempos desejava dizer a Gerd. Voltou-se para Alana e continuou a falar: – Mil perdões, minha lobinha... MAS EU NÃO VOU ADMITIR QUE ESSE VAMPIRO SACRIPANTA FAÇA TANTO MAL A DUAS DAS MULHERES MAIS IMPORTANTES DA MINHA VIDA!


    Assumiu sua forma lupina e atacou Gerd. Os outros estavam recuados, porém, tentavam acabar com aquilo. Nez mordia o braço de Gerd, que com o punho bom socava Mike com força, tentando fazer o lobo largá-lo. Peter então canalizou toda a sua energia cósmica e desferiu um poderoso golpe mágico, que afastou Gerd e libertou seu amigo.


- JÁ CHEGA! – exclamou ele, irado de uma forma raramente vista nele, normalmente tão calmo e contido. – Vai embora daqui, Gerd! Já obteve o que queria, agora saia antes que eu mude de ideia!


   Os vampiros alemães foram embora e Davy e seus amigos retornaram à mansão, recebendo o auxílio de seus vizinhos da mansão de Bobby Moore.  Verratti havia assistido a tudo da janela do seu quarto, e então pegou a bola de cristal.


- Signore Hunt! Tenho uma má notícia.



   Hunt estava quieto, entretanto, pediu que ele continuasse.



- Fale-me sobre isso.

- Signore Müller veio até a mansão para conversar com Davy Jones a respeito da frau Müller. Houve conflitos e no final ele sabe onde ela está. Está partindo para Frankfurt com outro vampiro do conde Beckenbauer e o bando de caça vampiros no qual o lenhador traído faz parte.

- Apesar disso tudo, fico feliz que tenha me comunicado, Verratti. Está mais do que na hora de você sair desta mansão e se juntar ao Benítez na montanha. – fez uma pausa e tornou a falar. – Agora a respeito disso... Vai ser muito interessante. Não só o barão irá torturar Gerd, como também farei algo que vai... Deixar esse nosferatu sem ação ou o que pensar...



       O lobo italiano guardou a bola de cristal e voltou para seu caixão, começando a tramar seu plano.

                        
                                                                       ***


       Fazia três dias que Davy mal olhava para a esposa. Dormiam na mesma cama, mas Davy não fazia qualquer gesto de afeto, e recusava os de Dianna. O que estava tirando a vampira do sério. “Se ele pensa que vai ficar assim, está bem enganado!”.
      Certa noite, após o jantar, todos os outros se levantaram da mesa, deixando apenas o casal de vampiros. Sabiam que eles precisavam conversar. Davy já ia se levantando também, quando Dianna segurou fortemente seu braço.



- Você vai me escutar. – Dianna murmurou, ríspida.

- Fala. – Davy resmungou, sentando novamente em sua cadeira.

- Você está com raiva de mim porque eu falei para o Gerd, é isso?

     
         

         Davy não respondeu. Abaixou a cabeça e começou a tamborilar os dedos na mesa.




- Para com isso, pelo amor de Deus. Está me deixando louca. Como você acha que eu me sinto com você recusando carinho? E me ignorando?  Me fere demais. Eu quero beijar você, quero amar você, Davy... E você me trata de uma maneira que me faz mal reconhecer o meu marido!

       
             

         Ele continuava sem olhar nos olhos da esposa.




- Você quer saber por que eu fiz aquilo? Porque eu sinto falta da Louise! Eu quero que Gerd a traga de volta! Admita que você também quer que ela volte!

- Não pelo mesmo motivo que você...

- Sim, mas quer! Mas o principal motivo pelo qual revelei ao Gerd o caminho que Lulu tomou foi outro. Foi porque eu amo você, seu idiota!

     
            

          Davy finalmente olhou diretamente nos olhos de Dianna. Eles estavam marejados.




- Gerd ia matar você! Como eu iria continuar sem você, seu cabeça-dura? Como eu posso ficar sem você? Simples: não posso! Eu salvei sua vida! Porque sem você eu não estou completa, Davy!

          
           

           Ele finalmente caiu em si.





- Di... Eu... Me desculpa. – ele estendeu a mão para afagar o rosto da esposa. Ela não recusou.  – Fui um imbecil.

- Foi mesmo. – ela respondeu, sem papas na língua.

              
            

          O vampiro riu e continuou:




- Obrigado, Di. Você... É a minha esposa. A minha amante. A mãe das minhas filhas. O meu tesouro. A dádiva que me foi enviada pelo céu. A minha vida. E a minha doce vampira. Desculpa.

                  

             

        Dianna não conteve mais as lágrimas. Abraçou o marido fortemente.




- Meu doce vampiro, eu te amo tanto...

- Eu também te amo tanto, minha doce vampira. Minha leoazinha.

- Leãozinho... – ela o beijou.


             

       No dia seguinte, os dois magos residentes na mansão discutiam.




- Há dias que você fala do Verratti. – desde o dia em que ele apareceu na mansão pedindo abrigo, Renée se sentia apaixonada pelo lobo italiano, e confiou nele plenamente, mesmo com seu amigo pensando que ele não era digno disso.  – Sempre desconfia dos outros, Peter!

- Sabe que quando desconfio de algo, é verdade. – Peter respondeu.

- Hey, Peter! – ouviram o chamado de Micky. – Olha isso!


     Peter e Renée foram até onde Micky estava, e constataram que a água estava contaminada. Emma, que havia bebido, foi acometida por um grande enjoo e quase desmaiou. Renée deu uma poção medicinal para a loba, que se curou. Verratti juntou-se a eles, e seu olhar estava diferente. Perverso.





- Que pena que ela não morreu! – bradou, chocando todos.

- O que foi que disse? – Micky estava incrédulo.

- Vocês todos vão morrer! – Verratti olhava com ódio para todos eles, com exceção de Renée.



       O mago e a alquimista atacaram Verratti, e o italiano esquivou-se com muita rapidez e agilidade.


- EU SABIA! NÃO FUI COM A SUA CARA DESDE O PRIMEIRO DIA, SEU LOBO CARCAMANO! EU AVISEI A RENÉE PARA FICAR LONGE DE VOCÊ E ELA NÃO ME OUVIU! – Peter gritava, possesso.

- VOCÊ NOS TRAIU! – Davy completou.

- Sim, mas com um propósito, e muito em breve vocês serão massacrados! – Verratti ria maleficamente. – Esperem só meus amigos chegarem! Vocês e as suas fêmeas podem ir rezando por suas vidas... Sobretudo pelas dos filhotes! NÃO TEREMOS PIEDADE!



        Emma, Dianna, Erin e Alana trouxeram suas crianças para perto de si, tomadas de medo.


- Se você encostar um dedo na minha mulher e na minha filha eu acabo com a sua raça, lobo maldito! SANGUE DE LOKI! – Peter rugiu.

- Ora, ora, então você sabe da minha origem! Sim... Eu pertenço à longa e nobre linhagem de Fenrir, o Lobo, filho de Loki. Destinado a se libertar no Ragnarök. E o que você vai fazer comigo, filho de Frey? Seu pai nunca foi um guerreiro!



     Peter estava prestes a lançar um feitiço contra Verratti, quando as janelas da mansão estilhaçaram. Os tais amigos de Verratti haviam chegado.


- Lewandowski! Piqué! Alaba! Schweinsteiger! Chegaram bem na hora! – Verratti ria como um louco. – Vamos tomar essa mansão!



    Lewandowski e Schweinsteiger eram vampiros, enquanto Piqué e Alaba eram lobos. Todos eles fiéis ao Conde Benítez. E loucos para fazer um banho de sangue com os moradores daquela mansão.


- MATEM TODOS! MAS POUPEM A ALQUIMISTA! – Verratti ordenou.



       Lewandowski partiu para cima de Davy e Dianna. Cada um segurava uma das gêmeas, tentando protegê-las. Renée rapidamente soltou as meninas dos braços dos pais com um feitiço e as trouxe para perto de si, colocando as duas vampirinhas num campo de força. Ela fez o mesmo com as demais crianças. Ela as protegeria com sua magia para permitir que os pais lutassem. Alaba, em sua forma lupina, lutava contra Micky e Emma, também transformados em lobos. Mordidas, patadas e arranhões para todo lado.
       O outro casal de lobos lutava contra Piqué, que teve a orelha arrancada por uma mordida poderosa de Alana, enquanto Nez o enchia de arranhões no corpo todo. Lewandowski acreditava que derrotar Dianna e Davy seria coisa de criança, mas enganou-se totalmente. Os dois vampiros eram pequenos, contudo, eram muito ágeis e fortes. Socavam-no com força, e quando Dianna tinha raiva sua força aumentava ainda mais. Ela dobrou o braço de Lewandowski num ângulo bizarro, quebrando-o e levando o vampiro polonês a gritar de dor, enquanto Davy chutava-o na cabeça.
       Schweinsteiger agarrou Erin, e a humana tentava se libertar debatendo-se e socando o alemão no peito. Porém, quanto mais ela se esforçava para se soltar, mais o vampiro apertava-a.


- ME LARGA, IDIOTA! – ela gritava, e o esmurrava.

- Você é a única indefesa por aqui, minha florzinha. – ele debochava. – Não é forte como uma vampira, não tem garras e presas como uma loba, nem poderes mágicos como uma maga.

- NÃO ME CHAME DE FLORZINHA! – ela mordeu o braço de Schweinsteiger, que acabou soltando-a. Ela caiu no chão, entretanto, imediatamente se levantou, e correu para junto de Peter, que estava indo ao seu socorro.

- Tudo bem com você, Erin? – Peter perguntou à esposa.

- Sim. – ela respondeu.

- VAI PAGAR POR ISSO, CHUCRUTE! – ele gritou para Schweinsteiger.

- Estou com muito medo de você, cria de vanir! – Schweinsteiger retrucou, irônico, referindo-se a Frey, o pai de Peter, deus da abundância, da fertilidade e do crescimento, também senhor dos elfos. Os deuses nórdicos da natureza, como Frey, eram designados como vanires. – O que fará comigo? Vai me amarrar com flores gigantes? – ele ria.

- Nunca subestime a álfar seidr (magia élfica), Bastian Schweinsteiger!


            Peter ajoelhou-se no chão, desenhando um círculo mágico ao redor dele e de Erin com a varinha. Juntou as mãos, murmurando palavras. Várias runas se desprendiam das mãos dele.




- VOU DESPACHAR VOCÊ PARA SUA TIA FREYA, MAGUINHO DE ARAQUE! – berrava o vampiro alemão. – ELA TEM UM LUGAR ESPECIAL PARA VOCÊ EM FÓLKVANGR! – ele se referia ao Salão dos Mortos de Freya, irmã de Frey, deusa do amor e da beleza, responsável por receber os mortos honrados cujo destino não era Valhala, o paraíso dos guerreiros que serviriam a Odin no Ragnarök.

                          

              O mago filho de Frey ignorava as provocações de Schweinsteiger. De repente, uma grande aura azul formou-se, envolvendo Peter e a esposa totalmente dentro dela. Acima da esfera de energia cósmica, brilhava uma runa parecida com um F entortado para cima: Fehu, a runa de Frey. Bastian foi jogado para longe, todo chamuscado pela luz poderosa da magia de Peter.
               Outra janela quebrou-se, e por ela entraram um vampiro, Edinson Cavani, e um lobo, Ezequiel Lavezzi. Peter assumiu a forma de lince e a esfera rompeu-se para lhe dar passagem, em seguida fechando-se outra vez. Ele partiu para cima dos novos invasores, arranhando-os, mordendo-os e dando patadas neles. Contudo, não conseguia dar conta dos dois sozinho, e Mike e Alana vieram ajudá-lo. Piqué estava estatelado no chão, ensanguentado, nas últimas.
               Micky e Emma haviam rendido Alaba, e ele mal conseguia se levantar, totalmente enfraquecido. Caso tentasse se levantar, Emma ou Micky o colocavam no chão novamente plantando o pé em suas costas.
               Mike e Alana lutavam ferozmente contra o lobo argentino Lavezzi. Ele estava determinado a matar Nez para ficar com a lobinha.



- Desista, Nesmith! – ele bradava. – Matarei você e tornarei sua esposa toda minha!

- Nunca! – o lobo texano rosnou, e atacou Lavezzi outra vez, enquanto Alana lutava contra Cavani.

                          

             Davy e Dianna haviam acabado com Lewandowski. Os chutes de Davy haviam rachado-lhe o crânio. Lavezzi e Cavani perceberam que não adiantava mais. Renderam-se, levando o cadáver queimado de Schweinsteiger e o de Lewandowski, enquanto Alaba, consideravelmente fraco, arrastava o corpo inerte e coberto de sangue de Piqué atrás de si.



- Benítez não vai gostar dessas baixas... – Cavani murmurava.


          

             Após os invasores terem ido embora, Renée disse, rompendo o campo de força que envolvia as crianças:



- Devemos fugir para o Castelo Beckenbauer. Pode ser que eles voltem para tentar outra vez nos matar.  Moore e seu bando estão indo para lá. – ela olhava pela janela.

- Emma e eu vamos para a casa de Anastacia Rosely. – disse Micky. – Vamos levar Christian, Ami e Karin conosco. A casa da cientista é um lugar onde Fefe costuma ir, e para que ela possa ver a filha é melhor.

             

           Todos juntaram seus pertences o mais rápido que puderam, colocando em malas. Renée e Peter teletransportaram tudo com magia para o castelo do Conde Beckenbauer e para a casa de Anastacia. Emma, Nez e Alana se transformaram em lobos. Emma pegou Ami, transformada em lobinha, com os dentes, como os lobos fazem com os filhotes. Micky permaneceu em forma humana para carregar Karin. Christian acompanharia os pais em forma lupina.  Mike também pegou Jason, e Alana caminhava ao lado do marido também em forma de loba.
             Davy, Dianna e suas gêmeas se tornaram morcegos e levantaram voo. Já Peter assumiu sua forma de lince, carregando com os dentes Sally na forma de filhote. Ele havia transformado Erin numa fêmea de lince para que ela pudesse acompanhá-lo. Foram todos embora. Na casa ficaram apenas os móveis.
            Mais tarde, quando todos já estavam abrigados e a salvo, Verratti voltou à mansão. Ele havia batido em retirada em meio à luta. Ao chegar lá, ficou furioso ao ver que não havia mais ninguém ali. Seu único desejo era Renée. Queria desposá-la. No entanto, depois de tudo o que aconteceu, ela jamais iria querer se casar com ele.




- A casa está bem vazia. – avisou Cavani, após revirar a mansão.

- Todos fugiram, Verratti. – completou Lavezzi, ainda de orgulho ferido por ter sido derrotado por Mike e Alana. – Se eu tivesse conseguido matar aquele lobo, teria ficado com a esposinha dele.


- A Ilha dos Lobisomens pertence ao Benítez e nós vamos nos apoderar desta mansão! – Verratti exclamou, totalmente certo de que a ilha seria tomada. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Hittin' The High Seas - Episódio 5 - Final (What If - Minissérie)

Boa tarde! Hoje vou postar o último episódio da minissérie Hittin' The High Seas! Acredito que vai deixar saudades... Boa leitura! 





              

    Poseidon estava furioso. Davy Jones havia ido embora da ilha de Ogígia. O deus dos mares acreditava que, com seus encantos, a ninfa que lá vivia, Nami, seria capaz de reter o corsário por toda a eternidade.
     Refletindo a ira de seu senhor, o mar estava agitado. Anfitrite apresentou-se diante do marido e disse:



- Meu amado esposo, não tem motivo para se encolerizar!

- Como não? Aquele corsário me insultou! E o amigo dele teve a audácia de galanteá-la!

- Sei disso. Mas já se passaram muitos anos. Eu já esqueci a ousadia de Micky Dolenz.

- Mas não quer que ele continue longe da esposa, para punir o insulto da mãe dela a você e suas companheiras nereidas?

- Diferentemente de você, não sou vingativa. Pelo menos, não tanto. Poseidon, não viu durante todos esses anos as preces das esposas desses corsários, rogando a você e a Afrodite que trouxessem os maridos delas de volta? Você não pode fingir que não ouviu o apelo de Dianna, a esposa de Davy Jones!

- Anfitrite...

- Deixe-os em paz! Eles aprenderam a lição! E já lhe digo que, se ousar atrapalhar a última viagem desse quarteto... Não poderá adentrar meu quarto por tempo indeterminado!

                  

     Diante dessa ameaça da esposa, o senhor dos mares não teve escolha senão obedecer.



                               

                                ***



                        

     As filhas de Davy caminhavam no jardim de sua casa. Pensavam no sonho que a mãe tivera alguns dias antes.


- Será mesmo que papai vai voltar? – perguntou Cecilia à sua irmã.

- Eu não sei, Cece, mas gostaria muito de que esse sonho fosse de fato um aviso dos deuses. – respondeu Becky.

- E é.
                  


     As gêmeas ouviram uma suave voz feminina atrás delas. Viraram-se para ver quem era. Viram uma jovem baixa, de cabelos loiros e olhos azuis, que tinham um brilho astuto.


- Quem é você? – indagou Cece.

- Eu sou Atena. Sou a protetora de seu pai. E, por ele, protejo vocês e sua mãe desde que ele deixou Manchester.

- Senhora... Nosso pai... Ele está vivo? – quis saber Rebecca, aflita.

- Sim. Davy Jones está vivo. E muito em breve estará de volta ao lar!

- Mais exatamente quando? – Cecilia ficou empolgada.

- Mais em breve do que imaginam. – respondeu a deusa, e desapareceu.

                  


    As duas irmãs trocaram um enorme sorriso. Correram para dentro de casa para contar a boa nova à mãe. Encontraram-na no quarto.



- Mamãe, mamãe! – elas chamavam.

- O que houve, meninas? Que alegria é essa? – Dianna estava surpresa com a afobação de suas filhas.

- Papai! Ele vai chegar logo! – exclamou Cecilia.

- Como... Como sabe disso, Cece?

- Atena. – explicou Rebecca. – Ela veio falar conosco. Disse-nos que era a protetora de papai e que ela nos protege desde que papai partiu para o mar. E que ele está vivo e logo voltará para nós!

- Davy... De volta? Logo? Será mesmo possível? – Dianna sentiu o coração bater aceleradamente. Agora ela aguardaria ansiosamente pela volta do seu marido.






***


                    

       Após tantos anos, Davy e seus amigos estavam finalmente retornando ao seu lar.




- Estou tão ansioso! – exclamou Micky. – Quero ver como está Emma. E minhas filhas. Ami e Georgia devem estar tão lindas quanto a mãe! E Christian! Estou louco para ver o meu garoto!

- Seu filho deve ser tão louco quanto você, Micky. – Mike gracejou.

- E o que me diz do seu filho, Mike? Aposto que Jason deve ter herdado esse seu jeito quase taciturno!

- Eu só sei de uma coisa: os filhos do Peter devem ser tão atrapalhados quanto ele. – Davy disse com uma risada.

- Talvez Alexander e Thomas sejam mesmo atrapalhados... Mas certamente eu tenho a mais bela das filhas! Sally puxou Erin. – Peter retrucou.

- Nada disso! Minha Jessica deve ser a mais linda das meninas! – protestou Mike. – Só pode ser, já que é filha da Alice.

- E quanto a Ami e Georgia? Filhas de Emma só podem ser as mais bonitas criaturas! – Micky exclamou.

- Não! Ninguém se compara a Cecilia e Rebecca! Atena me mostrou-as, elas são idênticas a Dianna! Lindíssimas, portanto. – Davy disse.

                     

     Finalmente, Micky, do cesto da gávea,  exclamou, em uma explosão de contentamento:



- TERRA À VISTA! CHEGAMOS!

- Chegamos?! – os outros três manifestaram sua imensa alegria. Parecia bom demais para ser verdade.

- Sim! É o porto de Manchester! – respondeu Micky, empolgadíssimo.

- Peter! Vamos! Leve-nos depressa ao cais! – Davy estava ansioso demais.

- Calma, Davy! Os ventos não estão tão rápidos assim! Mas dentro de quinze minutos aportaremos, não se preocupe!

                    

   Dentro do prazo previsto por Peter, chegaram ao seu destino. Os marinheiros já não eram os mesmos dos tempos em que os quatro amigos viviam ali. No entanto, ainda eram os mesmos taberneiros. Entraram na estalagem que costumava ser sua favorita.



- O de sempre, Finkle! – gritou Davy ao entrar no estabelecimento.

- Ora essa! Será que estou ficando doido ou é mesmo o capitão Jones que entra na minha taberna? E ora, ora! Os comandantes Nesmith, Dolenz e Tork!

- Somos nós mesmos, Finkle! – disse Mike, com um sorriso. Sentou-se num banco defronte ao balcão, pegou uma garrafa de gim e um copo, e despejou um pouco do líquido no copinho.

- Como...?

- Os deuses traçaram um destino cheio de aventuras para nós. – resumiu Micky.

- Sabe como estão nossas famílias? – indagou Peter.

- Oh, sim! – respondeu Finkle. – Quero parabenizá-los, senhores, todos têm filhas lindas e adoráveis, apesar de que as srtas. Jones são donas de geniozinhos bem difíceis. E os filhos dos comandantes são rapazes de grande valor. Trabalhadores, devotados às suas mães e irmãs. Cuidam muito bem dos negócios dos senhores.

- Escute, Finkle... Um homem chamado Peter Noone não tem rondado minha esposa? – Davy quis saber, a raiva do rival tomando-lhe conta.

- Sim, capitão. Quando se completou um ano de sua ausência, esse sujeito chegou das Antilhas, trazendo sua corja. Noone declarou que era um antigo pretendente da sra. Jones e vinha reclamar o que lhe pertencia por direito... Ela.

- Pertencia-lhe por direito... Ela nunca o quis! Vou mostrar a ele o que lhe pertence por direito! – Davy se exaltou.

- Acalme-se, Davy, pelo amor de Deus. – Peter pediu.

- Por mera cortesia, pois é uma perfeita dama, a sra. Jones recebeu Noone em sua casa. O biltre não foi bem recebido, como ficou claro pela sua expressão contrafeita. No entanto, ele insistiu.  E continua insistindo, depois de dezenove anos sendo expulso da sua casa, capitão. Os capangas dele também têm intenções nada boas. Keith Hopwood e Barry Whitwam pretendem desposar suas filhas, capitão, assim que Noone desposar sua mulher.

                      

      Ao ouvir isso, a mão de Davy encrispou-se ao redor do copo que segurava. Micky arrancou-o da mão do amigo antes que ele quebrasse o copo.


- E mais... Derek Leckenby cobiça a sua esposa, comandante Nesmith.

- O quê???? – Mike perguntou, indignado, cuspindo o gim que havia acabado de beber. – Poltrão!

- Sabe-se lá o que ele pretende fazer com os seus filhos, comandante. Comandante Dolenz... A sra. Dolenz é alvo das investidas amorosas de Karl Green.

- Eu vou ensinar a esse presunçoso uma lição que ele jamais vai esquecer! – bradou Micky. – E o que ele vai fazer com meus filhos?

- Só Deus sabe.

- E Erin? Alguém tem más pretensões em relação a ela? – quis saber Peter.

- Sim. Um alemão, amigo de Noone e sua súcia. Metido em negócios escusos. O nome dele é Philipp Lahm.

- LAHM???? AQUELE CHUCRUTE DE NOVO??? – Peter quase perdeu a cabeça.

- Dizem que ele pretende casar a srta. Tork com um dos seus amiguinhos suspeitos. E mandar os srs. Alexander e Thomas para algum regimento na Alemanha.

- Está bem claro que vamos ter que lidar com gente da pior espécie. – disse Davy. – Rapazes... Eu tenho um plano. Vamos para minha casa. Obrigado, Finkle. Você continua servindo o melhor gim do porto de Manchester.

                  

      Davy e seus companheiros saíram da taberna e tomaram o rumo da casa de Davy, que não ficava muito longe do porto. Davy sorriu ao ver que o portão continuava pintado de branco, como nos velhos tempos. Eles viram seis cavalos amarrados às árvores.


- Os cavalos dos interesseiros. – resmungou Mike.

- Sim. – Davy praticamente rosnou. – Espero que Di não tenha trocado a fechadura. – ele tirou um grande molho de chaves do bolso. Arriscara a vida muitas vezes para salvar as chaves de sua casa. Colocou uma chave coberta de ferrugem na fechadura do pesado ferrolho do portão. Apesar de muito enferrujada, a velha chave executou seu trabalho.  – Ótimo. – ele sorriu.

                     

        Os corsários entraram na propriedade de Davy.



- Vamos entrar na casa já? – inquiriu Micky.

- Não. – respondeu Davy. – Tenho um plano para acabar com a raça desses seis sanguessugas. Mas antes preciso fazer uma visitinha ao meu velho jardineiro. Ele é o meu criado mais confiável.

                        

      Dirigiram-se, então, à casinha do jardineiro. Davy bateu à porta. O velho criado, que ostentava uma barba branca, esbugalhou os olhos ao ver quem estava à porta.




- Capitão Jones! Os deuses sejam louvados! O senhor está de volta!

- Sim, eu estou, meu velho Harvey. – Davy disse com um sorriso.

                                                                 



                                                              ***


                            


    Cecilia e Rebecca estavam na sala de visitas da casa, a primeira entretida lendo um livro, a segunda tocando piano. Subitamente, Atena surgiu no meio da sala.



- Cecilia, Rebecca, vão à casa do jardineiro, o sr. Harvey. Uma surpresa as aguarda lá. – disse ela.

                             

    Sem hesitar, as garotas largaram o que estavam fazendo e obedeceram à deusa. Chegaram.




- E agora? Eu bato ou você bate, Cece? – Rebecca estava um pouco nervosa.

- Vai ficar com medo agora, Becky? Deve ter algo a ver com papai! Deixa que eu bato! – Cecilia estava impaciente... Como sempre.
                                 

      

      A gêmea mais velha bateu à porta. O sr. Harvey atendeu.




- Srta. Cecilia, srta. Rebecca, bem-vindas à minha humilde casa!

- Sr. Harvey... Atena nos disse que uma surpresa nos aguardava aqui... – explicou Rebecca, um pouco sem graça.

- Sim, senhoritas, sim!  Entrem! – disse o senhor, dando espaço para as duas jovens.

                                 

    Então, elas se depararam com algo apenas sonhado. Um homem de meia-idade, baixo, muito parecido com a pintura de um homem de pouco mais de vinte anos que havia no quarto da mãe das gêmeas, olhava para elas fixamente, com um grande sorriso no rosto e os braços abertos.



- Cece! Becky! Venham dar um abraço no seu velho pai!

- Papai?! – elas não acreditavam.

- Sim, meus anjinhos, sou eu!


                                 
   As gêmeas não sabiam o que dizer.  Hesitavam em se aproximar daquele homem, que continuava a sorrir e com os braços abertos. Cecilia, sempre mais apressada, cansou de hesitar. Correu para o corsário e o abraçou. Derramou lágrimas. Davy beijou o topo da cabeça dela.



- É ele, minha irmã! É ele mesmo! É o nosso pai! Tem cheiro de maresia, como a mamãe diz! – disse Cecilia à irmã.

                                


  
    Becky não relutou mais. Juntou-se ao pai e à irmã no abraço, todos chorando.  Os amigos de Davy e o sr. Harvey sorriam diante do reencontro familiar. Davy soltou suas filhas, dizendo:




- Não me digam quem é quem, eu vou dizer. Você, a estouvadinha que logo me abraçou, só pode ser Cecilia. Era a mais agitada. Durante a madrugada eu tinha que arrumar seus cobertores e colocar as meias de volta nos seus pés. Também era a mais gulosa. Mal largava o peito da sua mãe! Estou certo ou não?

- Sim, meu pai. – Cecilia sorriu.

- Eu sabia! E você, Rebecca, continua a mais quieta. Eu morria de preocupação porque quase não chorava. Quando me levantava para arrumar Cecilia, também ia verificar se você estava bem. – disse Davy com um sorriso.

- Bem-vindo de volta, papai. – Rebecca falou simplesmente, também sorrindo.

- Obrigado, querida. – Davy pegou a mão da filha e beijou, logo fazendo o mesmo com Cecilia. – Vocês estão lindas, minhas filhas. Não que não fossem lindos bebês, mas agora parecem sua mãe!

- Venha conosco para dentro de casa, papai! Mamãe vai morrer de tanta felicidade! – disse Cece.

- Depois, minha filha. Eu tenho um plano para pegar os interesseiros que andam rondando sua mãe e suas tias.

- Eu contribuirei para seu plano. – disse Atena, surgindo de súbito.

- Senhora Atena! Sou tão grato por tudo que me fez! Me ajudaria uma última vez?

- Não será a última vez que o ajudarei, Davy. Sempre vou prestar meu auxílio quando ele se fizer necessário. Por essa razão e outras, David Jones, eu o amo por sua astúcia. Qualquer homem ausente por muito tempo logo iria abraçar sua esposa e suas filhas. Contudo, cego pela saudade e pela impaciência, acabaria não percebendo os intrusos e eles tramariam contra sua vida. Só você sabe como agir na hora certa.

- Obrigado, senhora.  – Davy acenou com a cabeça. - Eu pensei em...

- Adentrar a casa disfarçado?

- Exatamente. Meus companheiros e eu em disfarces, melhor dizendo.

- Eu proverei os disfarces. – Atena estalou os dedos, e uma espessa camada de névoa branca envolveu Davy e seus companheiros. Quando ela baixou, os quatro corsários não eram mais homens na casa dos quarenta anos. Eram idosos.

- Senhora, jamais se deve duvidar de um deus, mas não crê que alguém poderá nos reconhecer?  – quis saber Micky.

- Somente se prestar muita atenção aos detalhes, meu caro Micky Dolenz. – disse Atena com um sorriso.  – Cecilia, Rebecca, conduzam seu pai e seus tios aos jardins. É lá que sua mãe e suas tias estão testando os intrusos.

- Testando? – indagou Mike.

- Sim. Testando-os para verificar se fazem jus aos senhores. Se podem lutar tão bem como vocês.

- Eu garanto que Lahm não. – falou Peter. – Conheço muito bem aquele chucrute covarde.

- Vocês têm minha benção. Mas o primeiro passo é de vocês.

               

      Tão subitamente como apareceu, Atena se foi. As filhas gêmeas de Davy e os corsários se despediram do sr. Harvey e as jovens conduziram os homens até os jardins.



- Mamãe! – chamou Cecilia, quando avistaram as mulheres mais velhas e os interesseiros.

- Sim, Cecilia? – Dianna perguntou, muito tranquila. Ela sabia que Noone não passaria no teste. Ninguém sabia manusear a velha pistola de Davy, somente ele próprio.

- Estes senhores ficaram sabendo que o sr. Noone e seus companheiros estão passando por testes para provarem sua força e habilidade, e que portanto são dignos das senhoras. Eles desejam participar do teste também.

                  

      Dianna, Alice, Emma e Erin olharam surpresas para os velhos homens. Se mal acreditavam que Noone e sua horda passariam no teste, duvidavam mais ainda daqueles visitantes. Contudo, Dianna fitava, confusa, o homem mais baixo.  Algo no olhar dele, fixo a ela...



- Sra. Jones, se me permite, quando a vi poderia jurar que era irmã destas mocinhas aqui, não a mãe. É tão bela! Parece ainda estar na flor da idade! – Davy não pôde perder a oportunidade de galantear sua esposa. As gêmeas e os amigos de Davy reprimiram sorrisos.

                   

       Ela ficou muita surpresa com a atitude daquele senhor.



- O-obrigada, senhor...?

- Fields, às suas ordens, minha senhora. A senhora e suas amigas permitem que meus amigos e eu também realizemos os testes?

- Sr. Fields, como ousa galantear minha futura esposa?  - esbravejou Noone, indignado.

- NÃO SOU SUA FUTURA ESPOSA, NOONE! – Dianna gritou. – VOCÊ AINDA NÃO REALIZOU O TESTE, E NADA GARANTE QUE PASSARÁ! Bem, Alice, Emma, Erin, vocês têm alguma objeção à participação do sr. Fields e dos seus companheiros em nossos testes?

- Não. – responderam as amigas de Dianna em coro. Estavam intrigadas com os outros três homens.

- Pois bem. Podem participar, sr. Fields, e...?

- Jameson. – disse Mike.

- Huston. – Micky falou.

- E Firth. – Peter inventou um nome falso por fim.

- Certo. Primeiramente os homens que estavam aqui antes farão os testes, e em seguida os senhores.

         

        Os corsários disfarçados assentiram. Faziam o possível para manter o controle diante das esposas. Viram que, para o teste, elas haviam escolhido suas armas favoritas para os pretendentes gananciosos manejarem. Não era qualquer um que seria capaz de lidar com aquelas armas.
        Derek Leckenby tinha que acertar um alvo, a quinhentos metros de distância, com a espingarda favorita de Mike. Alice sabia que aquela arma, com bronze celestial na composição, um presente dos deuses para seu marido, obedeceria somente a ele. O comparsa de Noone errou feio. Alice não reprimiu um sorriso.
         Em seguida, Karl Green tentaria lançar a faca favorita de Micky, de prata estígia, no galho de uma árvore próxima ao portão da propriedade. Com aquela faca, Micky havia degolado a Medusa mais de vinte anos antes, e havia usado a cabeça do monstro para petrificar o Kraken, o animal que comeria Emma como punição pela audácia da mãe dela ao dizer que sua filha era mais bela do que as nereidas. A faca não se cravou no galho. Ricocheteou ao atingi-lo e caiu no chão com um som metálico, um pouco abafado pela grama. Green praguejou baixinho.
          Philipp Lahm tinha uma missão difícil. Para isso, foram trazidas a lira de Peter, um presente do próprio Apolo, e Susie, a velha cadela de Davy. Ela estava realmente muito velha. Contava com vinte e dois anos, enquanto a maioria dos cães vive no máximo dezesseis anos. Dianna e as filhas acreditavam que Susie apenas esperava pela volta de Davy para morrer, pois ao ver o dono morreria feliz. Lahm deveria fazer a cadela, que apesar de velha era anormalmente agitada, dormir.
          Ao entrar no jardim e reconhecer o cheiro de seu dono, Susie ficou ainda mais agitada, parecia que era filhote mais uma vez. Correu para ele, quase derrubando Davy no chão e lambendo-o, abanando o rabo.


- Calma, garota, calma. – disse Davy, acariciando a parte de trás das orelhas da cadela. – Assim. Boa menina.

- É incrível... Só meu marido era capaz de causar tanta empolgação em Susie, e também de acalmá-la... – Dianna murmurou.

- Tenho um certo talento com animais, sra. Jones. – disse Davy, embora achasse que Dianna logo juntaria dois mais dois. Não podia se esquecer de que sua esposa era tão astuciosa quanto ele próprio.

- Sim... Bem... Herr Lahm, vamos, realize seu teste.

- Sim, Frau Jones. – disse Lahm, empunhando a lira de Peter. Começou a dedilhar as cordas, mas o som produzido foi tão horrível que Susie passou a persegui-lo, tentando mordê-lo.

- Bem... Agora só falta... Você, Noone. – Dianna disse, com voz enfadada, ao entregar a pistola favorita de Davy a ele.

-Você verá, querida Dianna, que não sou incompetente como meus parceiros. – Noone deu um sorriso presunçoso. – Pode ir preparando nosso enxoval.

- Não vou preparar enxoval nenhum! Pare com esse palavrório e realize logo esse teste infernal! – Dianna rosnou.

          

  “Nunca abaixa a cabeça... Por isso amo essa mulher!”, pensou Davy. Noone fez pontaria. Seu teste era relativamente simples. Acertar na mosca um alvo pendurado na parede da casa, a oitocentos metros.  Todavia, Dianna sabia que Noone falharia. Ele puxaria o gatilho, mas as balas de ouro olimpiano não seriam disparadas. Somente Davy podia fazer a pistola disparar as balas. Ao notar que a arma não disparava, por mais que puxasse o gatilho, ficou furioso.


- DIANNA! VOCÊ CARREGOU ESSA PISTOLA?

- É claro que carreguei, imbecil! – ela respondeu, tomando a arma da mão dele, abrindo o compartimento das balas e mostrando-as a ele. – É você quem não é digno de atirar com ela!

             

     Alice, Emma e Erin entregaram os artefatos de seus maridos para eles próprios, sem saber. Dianna recolocou as balas na pistola e entregou-a a Davy. As quatro mulheres, atônitas, assistiram a Mike, Micky e Peter realizarem os mesmos testes que os capangas de Noone, e serem bem-sucedidos.  Mike acertou o alvo com sua espingarda de bronze celestial. Micky fez sua faca de prata estígia cravar-se no galho. Peter tocou sua lira, produzindo um lindo som que fez Susie adormecer.


- Não é possível... – cochichou Alice para as amigas.

- Somente... Somente nossos maridos poderiam usar esses objetos corretamente... – Emma falou.

- Ou esses homens são abençoados pelos deuses, como nossos maridos, ou... –  Erin não conseguiu completar a frase, ansiosa.

- Ou são eles? – Dianna completou pela prima. – Oh, meus deuses... Davy, será possível?
                  

  
  As quatro amigas assistiram, atentas, ao “sr. Fields” empunhar a pistola, verificar as balas, ficar na posição, mirar e puxar o gatilho. Não houve dúvida. Uma bala foi disparada... E atingiu o alvo. Os interesseiros e as mulheres não tinham palavras. Dianna foi a primeira a se manifestar.


- Por favor, acabe com isso logo! Não sei como está parecendo tão velho, mas... Qual era o apelido que eu usava para meu marido quando estávamos sozinhos, sr. Fields? Me diga! Agora!

- CUDDLY TOY! Era assim que chamava seu marido! Era assim que me chamava, Dianna! – Davy disse, sorrindo para ela.

- EU SABIA, EU SABIA! DAVY!  - ela exclamou, derramando lágrimas de alegria.

             

   Correu para seu marido, contudo, antes de alcançá-lo, ele foi envolvido em névoa branca, ao mesmo tempo que seus amigos. Quando a névoa se dissipou, lá estavam eles, com sua verdadeira aparência, a de homens de quarenta anos.


- Melhor assim, não acha, Di? – Davy disse a ela.

- Tanto faz... Não me importa sua aparência, mas você de volta para mim! Meu amor, meu marido, meu Davy! – Dianna abraçou seu marido e beijou-o com ardor, com paixão, como ansiava havia duas décadas. – Nossas filhas... Elas...?

- Elas sabem de tudo, Di. – disse Davy, enxugando as lágrimas da esposa e as suas próprias.

               

      Mike e Alice, Micky e Emma e Peter e Erin também se beijavam apaixonadamente. Noone e seus companheiros não podiam crer no que viam.



- Ora, ora, então voltou, Jones! – Noone falou, com seu sorriso debochado.

- Sim, eu voltei. – Davy falou. – Você e seus capangas podem deixar as mulheres em paz.

- Nunca! Você me tirou Dianna, ela será minha!

- Ele não me tirou de você! Nunca quis ser sua esposa e você sabe disso! – Dianna exclamou, irritada.

- Ah, por favor, Dianna! Por que acha que seu marido não voltou antes? É óbvio que ele não queria uma mulher cujo corpo ficou deformado após dar à luz gêmeas! Na viagem ele conheceu mulheres belas e atraentes... Foram elas que o retiveram! – Noone sabia o quanto Dianna era ciumenta. Decidiu se aproveitar disso.

- Eu me recuso a acreditar nisso! – Dianna exclamou. – Sei que Davy me foi fiel em todos esses vinte anos!

- Sim, eu fui! Nada pode mudar o que sinto por Dianna! – Davy abraçou a esposa por trás.

- Ah, o amor verdadeiro... Tão comovente... MAS NÃO PARA MIM! LUTE CONTRA MIM SE FOR HOMEM, JONES! – Noone sacou um florete.

- EU ACEITO, SEU FALASTRÃO INVEJOSO! – Davy bradou em resposta, sacando o seu.

         


  Todos se afastaram, dando espaço para os combatentes. Davy e Noone lutaram furiosamente. Noone era mais alto, mas Davy era mais ágil e habilidoso, e acertou um golpe feio no adversário. Os comparsas de Noone se aproximaram para ajudá-lo, contudo, foram impedidos por Mike, Micky e Peter, que passaram a lutar contra eles, na base de socos, chutes e pontapés.
  As duas lutas prosseguiam ferrenhas... Até que Noone abriu um talho na barriga de Davy.




- CUDDLY TOY! – Dianna encheu-se de medo.

- PAPAI! – as gêmeas gritaram.

- Diga adeus a Dianna e às suas filhas, Jones. – Noone tinha um sorriso cruel no rosto.

              

     Os amigos de Davy pararam de bater nos sequazes de Noone, temendo pelo amigo.



- Não... Atravessei o oceano durante duas longas décadas para revê-las... E NÃO IREI PARA O PALÁCIO DE HADES TÃO CEDO!

           

    Davy pôs-se de pé com um salto e continuou chocando seu florete contra o de Noone, ignorando o ferimento. Então, algo que ninguém esperava aconteceu. Uma bala, vinda de algum lugar atrás de Noone, atingiu-o, e foi parar bem em seu coração. Ele tombou, sem vida, aos pés de Davy, que então olhou para o pistoleiro... Ou melhor, a pistoleira.


- DI!

- AGORA ESSE VERME NOJENTO VAI NOS DEIXAR EM PAZ!  EU NÃO VOU DEIXAR QUE NADA TIRE VOCÊ DE MIM, DAVY!  NUNCA MAIS!

            


   Derek Leckenby, Keith Hopwood, Barry Whitwam, Karl Green e Philipp Lahm perceberam  que, sem seu líder, não teriam mais nenhuma chance. Fugiram como covardes, carregando o cadáver de Noone com eles.




- Acho que esses sacripantas vão nos deixar em paz. – Mike falou com um sorriso.

- Sim, mas... Temos que cuidar desse ferimento. – disse Dianna, se ajoelhando ao lado do marido, que tentava estancar o sangue tampando o talho com a mão. – Você não pode morrer, Davy... – ela beijou-o suavemente.

- Di, calma... – ele tentou tranquilizá-la.

- Ele não morrerá, sra. Jones.

                    

   

        Dianna viu uma jovem loira, baixa e de cintilantes olhos azuis, que tinha um belo sorriso.



- Quem... Quem é a senhorita? – a esposa de Davy estava aturdida.

- É Atena, minha protetora! – Davy sorriu para a deusa.

- Você ainda tem muitos anos para viver, David Jones. – a deusa sorriu, aproximando-se de Davy e acenando com a mão, fechando a ferida.

- Obrigado, senhora. - Davy fez uma reverência à deusa e beijou a mão dela.

- Não me agradeça, Davy. Agora, sugiro que você e seus amigos aproveitem a companhia de suas esposas e filhos... E falando em filhos...

- O quê? – Dianna intrigou-se.

- Os deuses lhe darão a graça de trazer mais uma criança ao mundo, Dianna Mackenzie-Jones. – Atena sorriu.

- O quê? – Dianna espantou-se. – Mas estou com 42 anos... Tenho duas filhas adultas...

- O que não impede nada. – Atena respondeu, e então sumiu.

- Bem... – Davy pegou a esposa nos braços com um sorriso malicioso. – Então vamos conceber essa criança, Di.

  - Você não mudou nada, Davy... – Dianna afagou o rosto do marido.


                    Davy carregou a esposa para o quarto, enquanto seus amigos se dirigiam às suas respectivas casas, acompanhados das esposas, e as gêmeas conversavam animadamente entre si sobre o futuro irmãozinho...









Cena pós-créditos Marvel!



                   
                        Nami caminhava pela praia, sozinha como sempre, sonhando acordada com Davy. Ela amou demais o marinheiro, ainda amava. Não queria tê-lo deixado ir... Mas sabia também que ele ficaria mais e mais infeliz em Ogígia conforme o tempo passasse. E também não era certo prolongar o sofrimento da esposa e das filhas do amado. Ele já estava ausente havia tempo demais.
                        Ela viu um corpo sendo carregado pelas ondas em direção à praia de Ogígia. “Davy? Será possível que os deuses...?”. Então o corpo finalmente chegou à areia. Era um homem, mas não Davy.  Nami massageou o peito do náufrago para que toda a água que ele havia engolido saísse de seus pulmões. Ele despertou, tossindo, e ao olhar nos olhos amendoados da ninfa, disse:





- Obrigado, linda criatura. Meu nome é Eric Clapton. Onde estou e quem é você?


- Eu... Eu sou Nami. E esta é minha ilha. Seu nome é Ogígia.