sábado, 5 de dezembro de 2015

Oneshot: Enchanted - Out Of The Woods (Nova temporada, What If - Modern Vampires Of The City) - Parte XIII

Boa tarde! Hoje temos a primeira parte da nova temporada de Enchanted. Tem nascimento de um novo filhote, cena romântica e momentos de tensão. Espero que gostem. Boa leitura!







SEGUNDA TEMPORADA



       Tudo estava tranquilo na mansão de Micky Dolenz... Até que Emma passou a sentir as dores do parto. Micky foi correndo buscar as outras mulheres para ajudar sua esposa no parto. Ele decidiu ficar ao lado dela.




- Vamos, loirinha, vai conseguir. – ele apertava a mão dela.

- VOCÊ DIZ ISSO PORQUE NÃO É VOCÊ QUE ESTÁ MORRENDO DE DOR! – a loba gritou.

- Mas você já passou por isso, Emma. Já temos o Christian. Calma. Força. – ele beijou a mão de Emma.

                  

       Emma empenhou toda a sua força para empurrar o bebê, e após o que pareceu a ela um longo tempo ouviu-se um choro. Renée tinha o bebê nos braços. Micky beijou a esposa, em sua tamanha felicidade.




- É menina, Emma! – disse a alquimista, com um sorriso, colocando a pequena loba nos braços da mãe.

- Eu disse que era uma lobinha, não disse, Micky? – Emma chorava de alegria. – Minha menina... E ela é morena como você.

- Você estava certíssima sobre tudo isso, querida. – Micky sorriu. – Mas ela se parece com você, exceto pelos cabelos e os olhos. Posso pegá-la no colo, meu amor?

- Claro. Vá com o papai, querida. – Emma colocou a filhotinha nos braços de Micky, que a pegou cuidadosamente e beijou-a.

- Olá, minha princesinha. Minha lobinha linda. Que nome vamos dar a ela, Emma?

- Hum... Eu pensei em Ami, o que acha?

- Eu acho que é um bom nome. – o lobo sorriu. – Dê de mamar a ela. Vou buscar o Christian para ver a irmãzinha.

              

     As outras mulheres também saíram do quarto. Era hora de deixar a família a sós. Micky foi até o quarto de Christian.



- Christian, meu filho. – ele chamou o menino.

- O que foi, papai?

- A sua mãe acabou de dar à luz. Sua irmãzinha nasceu. Venha vê-la!

- Uma irmãzinha? Mas eu queria um irmãozinho! Meninas são chatas!

- Deixe a Cece, a Becky e a Sally ouvirem você falando assim. – Micky riu, e pegou o lobinho no colo para levá-lo ao quarto onde estavam Emma e Ami.

                   

      Ao entrar no quarto, ele soltou Christian, que correu até a mãe.




- Mamãe, eu queria um irmãozinho!

- Mas, Chris, meu lobinho, olhe a Ami! Ela não é linda? – Emma mostrou Ami ao filhote mais velho.

- Não! Meninas são muito chatas! – protestou o lobinho, sacudindo os cachinhos loiros ao balançar a cabeça em negação.

- Você diz isso porque a Cecilia e a Rebecca adoram brincar com o Joey...

- Não! Não é por isso!

- Não se preocupe, filho. As fêmeas são assim mesmo. – Micky disse ao filho. – Algumas não dão a mínima para nós, e outras caem aos nossos pés.

- Micky! – Emma repreendeu o marido.

              

        Micky apenas riu.


                                                                              


                                                                         ***


        


        Dois dias depois, à noite, uma batida foi ouvida na porta da mansão. Verratti foi abri-la. Viu diante de si Gerd Müller, acompanhado de Sepp Maier.



- Olá! O que desejam, signores?

- Quero falar com Davy Jones. – o ex-marido de Louise pediu. – Diga que é o Gerd.



          As mãos de Verratti tremeram. Lá estava o antigo marido da bela Louise, o objeto da obsessão de James Hunt. Logo adivinhou quais eram as intenções do vampiro.



- Você é surdo? – irritou-se Gerd.  – Chame Davy Jones agora!

- Me desculpe, signore. – o lobo italiano de olhos azuis arregalados apressou-se em ir à procura de Davy, com um sorriso amarelo.  


          Ele encontrou o vampiro na sala de jantar, cuidando de suas filhas gêmeas.


- Signore Jones!

- O que foi, Verratti?

- Uma pessoa deseja lhe ver.

- Quem?

- Signore Müller.



         Davy não ficou nada feliz ao saber quem era o visitante. Ele foi até o hall, com um suspiro de impaciência, seguido por todos os outros moradores da mansão, que ficaram ali estáticos, enquanto Davy encarava o vampiro maior.



- Gerhard! Eu não esperava uma visita e logo de você. – ele sorria ironicamente. – Por acaso se perdeu? O que faz aqui, chucrute?

- Estou aqui porque necessito de sua ajuda. – Gerd falou num tom de voz calmo.

- Já não bastou causar minha expulsão do castelo do conde e ainda quer minha ajuda? Está bêbado, alemão? – Davy exaltou-se.

- Não, estou aqui porque preciso de sua ajuda pra reencontrar minha ursinha.

 - Por que você não se contenta em ficar com a Alice? – Dianna inquiriu. Intimamente, ela sentia uma certa pena de Gerd. – Ela não te satisfaz mais?

- Minha vida sexual não é de seu interesse, Frau Jones. – o vampiro alemão retrucou.




      Gerd leu rapidamente as mentes de todos os moradores da mansão e não viu em ninguém um mínimo de vontade de ajudá-lo.




- A partir do momento em que entrou aqui, implorando ajuda ao Davy, passou a ser do nosso interesse! – Alana bradou.

- E sem falar que sabemos de toda história, Gerd. – acrescentou Renée. Ela sempre foi solícita e gentil, no entanto, mesmo ela não queria ser condescendente com Gerd.

- Estou partindo com meu amigo Josef e os caçadores ingleses atrás da minha esposa e gostaria que você fosse junto ou me dissesse onde ela foi, já que é o melhor amigo dela e sei que ela tem muita consideração por você e você o mesmo por ela. – ele explicou. - Ajude-me a achar Louise e nunca mais lhe peço nada.


    Davy sentiu o coração pesar. Desejava muito ajudar. Contudo, lembrou-se do relato feito por Louise e principalmente do que ela contou sobre as duas noites de estupro e a traição. Ele havia deixado claro que perdoaria Alice em consideração à amizade de sua esposa, de Emma e de Erin por ela. Se não fosse por isso, Alice seria persona non grata.



- Eu tenho minha resposta, Gerd. – Davy chegou mais perto, encarando Gerd. – Por mais que comova a mim, minha esposa e meus amigos, não queremos te ajudar. Eu quero mais que você sofra! VAI PARA O INFERNO, GERHARD MÜLLER E NUNCA MAIS PONHA OS PÉS IMUNDOS AQUI!



   Foi a gota d’água. Gerd atingiu o máximo da irritação. Num rápido movimento, agarrou Davy pelo pescoço e assomou contra a porta, destruindo-a. Os demais o seguiram, numa corrida desabalada. Gerd levava Davy para a Ilha das Mandrágoras. Dianna foi a mais veloz, e chegou à entrada da ilha antes dos outros, vendo Gerd estrangular seu marido.




- Eu tentei ser educado, seu cotoco de vampiro... Mas você me obriga a ser violento! FALA ONDE ESTÁ A URSINHA! EU SEI QUE VOCÊ SABE!



     Davy sufocava, e tentava se libertar desferindo chutes contra Gerd. Mesmo assim, estava decidido a manter a promessa feita a Louise.


- Eu... Não vou... Dizer...

 - LARGA ELE, GERD!  Eu sei onde ela está! Se eu te falar, vai soltar meu marido? – Dianna suplicou, numa tentativa desesperada de salvar o marido.

- Você sabe, Frau Jones? – Gerd afrouxou o aperto no pescoço de Davy.

- Sim. – ela encarava Gerd firmemente, apesar dos olhos brilhantes de lágrimas. – Ela foi para Frankfurt. AGORA SOLTE O MEU MARIDO ANTES QUE EU MESMA TENTE SOLTÁ-LO!

- Dianna!!! – Gerd largou Davy e ele caiu no chão com um estrondo, tossindo. – A Lulu falou que...

- CALA ESSA BOCA PORQUE ESTOU SALVANDO SUA VIDA! – Dianna correu para socorrer Davy, e, abraçando-o, disse, dessa vez mais calma:  – Ademais, eu sei que Lulu faria o mesmo por mim ou por você se estivéssemos nessa situação, Davy.



    Os habitantes da mansão de Micky Dolenz e Sepp chegaram à Ilha das Mandrágoras. Os amigos de Davy e suas esposas correram até onde o casal de vampiros se encontrava, e o ajudaram a se recompor. Erin, Renée e Alana agora sentiam nojo de Gerd.



- Espero que ela tenha outro melhor do que você! – Alana berrou. – Louise não merece um vampiro machista, estuprador e infiel como você.

- Nenhum de vocês entendeu meu lado! – Gerd defendeu-se, e se afastava junto com Sepp.

- Você é mesmo muito cara de pau... Diz que ama Louise, mas é capaz de traí-la! E agora ainda abandona Alice! – Nez resolveu colocar para fora tudo aquilo que havia tempos desejava dizer a Gerd. Voltou-se para Alana e continuou a falar: – Mil perdões, minha lobinha... MAS EU NÃO VOU ADMITIR QUE ESSE VAMPIRO SACRIPANTA FAÇA TANTO MAL A DUAS DAS MULHERES MAIS IMPORTANTES DA MINHA VIDA!


    Assumiu sua forma lupina e atacou Gerd. Os outros estavam recuados, porém, tentavam acabar com aquilo. Nez mordia o braço de Gerd, que com o punho bom socava Mike com força, tentando fazer o lobo largá-lo. Peter então canalizou toda a sua energia cósmica e desferiu um poderoso golpe mágico, que afastou Gerd e libertou seu amigo.


- JÁ CHEGA! – exclamou ele, irado de uma forma raramente vista nele, normalmente tão calmo e contido. – Vai embora daqui, Gerd! Já obteve o que queria, agora saia antes que eu mude de ideia!


   Os vampiros alemães foram embora e Davy e seus amigos retornaram à mansão, recebendo o auxílio de seus vizinhos da mansão de Bobby Moore.  Verratti havia assistido a tudo da janela do seu quarto, e então pegou a bola de cristal.


- Signore Hunt! Tenho uma má notícia.



   Hunt estava quieto, entretanto, pediu que ele continuasse.



- Fale-me sobre isso.

- Signore Müller veio até a mansão para conversar com Davy Jones a respeito da frau Müller. Houve conflitos e no final ele sabe onde ela está. Está partindo para Frankfurt com outro vampiro do conde Beckenbauer e o bando de caça vampiros no qual o lenhador traído faz parte.

- Apesar disso tudo, fico feliz que tenha me comunicado, Verratti. Está mais do que na hora de você sair desta mansão e se juntar ao Benítez na montanha. – fez uma pausa e tornou a falar. – Agora a respeito disso... Vai ser muito interessante. Não só o barão irá torturar Gerd, como também farei algo que vai... Deixar esse nosferatu sem ação ou o que pensar...



       O lobo italiano guardou a bola de cristal e voltou para seu caixão, começando a tramar seu plano.

                        
                                                                       ***


       Fazia três dias que Davy mal olhava para a esposa. Dormiam na mesma cama, mas Davy não fazia qualquer gesto de afeto, e recusava os de Dianna. O que estava tirando a vampira do sério. “Se ele pensa que vai ficar assim, está bem enganado!”.
      Certa noite, após o jantar, todos os outros se levantaram da mesa, deixando apenas o casal de vampiros. Sabiam que eles precisavam conversar. Davy já ia se levantando também, quando Dianna segurou fortemente seu braço.



- Você vai me escutar. – Dianna murmurou, ríspida.

- Fala. – Davy resmungou, sentando novamente em sua cadeira.

- Você está com raiva de mim porque eu falei para o Gerd, é isso?

     
         

         Davy não respondeu. Abaixou a cabeça e começou a tamborilar os dedos na mesa.




- Para com isso, pelo amor de Deus. Está me deixando louca. Como você acha que eu me sinto com você recusando carinho? E me ignorando?  Me fere demais. Eu quero beijar você, quero amar você, Davy... E você me trata de uma maneira que me faz mal reconhecer o meu marido!

       
             

         Ele continuava sem olhar nos olhos da esposa.




- Você quer saber por que eu fiz aquilo? Porque eu sinto falta da Louise! Eu quero que Gerd a traga de volta! Admita que você também quer que ela volte!

- Não pelo mesmo motivo que você...

- Sim, mas quer! Mas o principal motivo pelo qual revelei ao Gerd o caminho que Lulu tomou foi outro. Foi porque eu amo você, seu idiota!

     
            

          Davy finalmente olhou diretamente nos olhos de Dianna. Eles estavam marejados.




- Gerd ia matar você! Como eu iria continuar sem você, seu cabeça-dura? Como eu posso ficar sem você? Simples: não posso! Eu salvei sua vida! Porque sem você eu não estou completa, Davy!

          
           

           Ele finalmente caiu em si.





- Di... Eu... Me desculpa. – ele estendeu a mão para afagar o rosto da esposa. Ela não recusou.  – Fui um imbecil.

- Foi mesmo. – ela respondeu, sem papas na língua.

              
            

          O vampiro riu e continuou:




- Obrigado, Di. Você... É a minha esposa. A minha amante. A mãe das minhas filhas. O meu tesouro. A dádiva que me foi enviada pelo céu. A minha vida. E a minha doce vampira. Desculpa.

                  

             

        Dianna não conteve mais as lágrimas. Abraçou o marido fortemente.




- Meu doce vampiro, eu te amo tanto...

- Eu também te amo tanto, minha doce vampira. Minha leoazinha.

- Leãozinho... – ela o beijou.


             

       No dia seguinte, os dois magos residentes na mansão discutiam.




- Há dias que você fala do Verratti. – desde o dia em que ele apareceu na mansão pedindo abrigo, Renée se sentia apaixonada pelo lobo italiano, e confiou nele plenamente, mesmo com seu amigo pensando que ele não era digno disso.  – Sempre desconfia dos outros, Peter!

- Sabe que quando desconfio de algo, é verdade. – Peter respondeu.

- Hey, Peter! – ouviram o chamado de Micky. – Olha isso!


     Peter e Renée foram até onde Micky estava, e constataram que a água estava contaminada. Emma, que havia bebido, foi acometida por um grande enjoo e quase desmaiou. Renée deu uma poção medicinal para a loba, que se curou. Verratti juntou-se a eles, e seu olhar estava diferente. Perverso.





- Que pena que ela não morreu! – bradou, chocando todos.

- O que foi que disse? – Micky estava incrédulo.

- Vocês todos vão morrer! – Verratti olhava com ódio para todos eles, com exceção de Renée.



       O mago e a alquimista atacaram Verratti, e o italiano esquivou-se com muita rapidez e agilidade.


- EU SABIA! NÃO FUI COM A SUA CARA DESDE O PRIMEIRO DIA, SEU LOBO CARCAMANO! EU AVISEI A RENÉE PARA FICAR LONGE DE VOCÊ E ELA NÃO ME OUVIU! – Peter gritava, possesso.

- VOCÊ NOS TRAIU! – Davy completou.

- Sim, mas com um propósito, e muito em breve vocês serão massacrados! – Verratti ria maleficamente. – Esperem só meus amigos chegarem! Vocês e as suas fêmeas podem ir rezando por suas vidas... Sobretudo pelas dos filhotes! NÃO TEREMOS PIEDADE!



        Emma, Dianna, Erin e Alana trouxeram suas crianças para perto de si, tomadas de medo.


- Se você encostar um dedo na minha mulher e na minha filha eu acabo com a sua raça, lobo maldito! SANGUE DE LOKI! – Peter rugiu.

- Ora, ora, então você sabe da minha origem! Sim... Eu pertenço à longa e nobre linhagem de Fenrir, o Lobo, filho de Loki. Destinado a se libertar no Ragnarök. E o que você vai fazer comigo, filho de Frey? Seu pai nunca foi um guerreiro!



     Peter estava prestes a lançar um feitiço contra Verratti, quando as janelas da mansão estilhaçaram. Os tais amigos de Verratti haviam chegado.


- Lewandowski! Piqué! Alaba! Schweinsteiger! Chegaram bem na hora! – Verratti ria como um louco. – Vamos tomar essa mansão!



    Lewandowski e Schweinsteiger eram vampiros, enquanto Piqué e Alaba eram lobos. Todos eles fiéis ao Conde Benítez. E loucos para fazer um banho de sangue com os moradores daquela mansão.


- MATEM TODOS! MAS POUPEM A ALQUIMISTA! – Verratti ordenou.



       Lewandowski partiu para cima de Davy e Dianna. Cada um segurava uma das gêmeas, tentando protegê-las. Renée rapidamente soltou as meninas dos braços dos pais com um feitiço e as trouxe para perto de si, colocando as duas vampirinhas num campo de força. Ela fez o mesmo com as demais crianças. Ela as protegeria com sua magia para permitir que os pais lutassem. Alaba, em sua forma lupina, lutava contra Micky e Emma, também transformados em lobos. Mordidas, patadas e arranhões para todo lado.
       O outro casal de lobos lutava contra Piqué, que teve a orelha arrancada por uma mordida poderosa de Alana, enquanto Nez o enchia de arranhões no corpo todo. Lewandowski acreditava que derrotar Dianna e Davy seria coisa de criança, mas enganou-se totalmente. Os dois vampiros eram pequenos, contudo, eram muito ágeis e fortes. Socavam-no com força, e quando Dianna tinha raiva sua força aumentava ainda mais. Ela dobrou o braço de Lewandowski num ângulo bizarro, quebrando-o e levando o vampiro polonês a gritar de dor, enquanto Davy chutava-o na cabeça.
       Schweinsteiger agarrou Erin, e a humana tentava se libertar debatendo-se e socando o alemão no peito. Porém, quanto mais ela se esforçava para se soltar, mais o vampiro apertava-a.


- ME LARGA, IDIOTA! – ela gritava, e o esmurrava.

- Você é a única indefesa por aqui, minha florzinha. – ele debochava. – Não é forte como uma vampira, não tem garras e presas como uma loba, nem poderes mágicos como uma maga.

- NÃO ME CHAME DE FLORZINHA! – ela mordeu o braço de Schweinsteiger, que acabou soltando-a. Ela caiu no chão, entretanto, imediatamente se levantou, e correu para junto de Peter, que estava indo ao seu socorro.

- Tudo bem com você, Erin? – Peter perguntou à esposa.

- Sim. – ela respondeu.

- VAI PAGAR POR ISSO, CHUCRUTE! – ele gritou para Schweinsteiger.

- Estou com muito medo de você, cria de vanir! – Schweinsteiger retrucou, irônico, referindo-se a Frey, o pai de Peter, deus da abundância, da fertilidade e do crescimento, também senhor dos elfos. Os deuses nórdicos da natureza, como Frey, eram designados como vanires. – O que fará comigo? Vai me amarrar com flores gigantes? – ele ria.

- Nunca subestime a álfar seidr (magia élfica), Bastian Schweinsteiger!


            Peter ajoelhou-se no chão, desenhando um círculo mágico ao redor dele e de Erin com a varinha. Juntou as mãos, murmurando palavras. Várias runas se desprendiam das mãos dele.




- VOU DESPACHAR VOCÊ PARA SUA TIA FREYA, MAGUINHO DE ARAQUE! – berrava o vampiro alemão. – ELA TEM UM LUGAR ESPECIAL PARA VOCÊ EM FÓLKVANGR! – ele se referia ao Salão dos Mortos de Freya, irmã de Frey, deusa do amor e da beleza, responsável por receber os mortos honrados cujo destino não era Valhala, o paraíso dos guerreiros que serviriam a Odin no Ragnarök.

                          

              O mago filho de Frey ignorava as provocações de Schweinsteiger. De repente, uma grande aura azul formou-se, envolvendo Peter e a esposa totalmente dentro dela. Acima da esfera de energia cósmica, brilhava uma runa parecida com um F entortado para cima: Fehu, a runa de Frey. Bastian foi jogado para longe, todo chamuscado pela luz poderosa da magia de Peter.
               Outra janela quebrou-se, e por ela entraram um vampiro, Edinson Cavani, e um lobo, Ezequiel Lavezzi. Peter assumiu a forma de lince e a esfera rompeu-se para lhe dar passagem, em seguida fechando-se outra vez. Ele partiu para cima dos novos invasores, arranhando-os, mordendo-os e dando patadas neles. Contudo, não conseguia dar conta dos dois sozinho, e Mike e Alana vieram ajudá-lo. Piqué estava estatelado no chão, ensanguentado, nas últimas.
               Micky e Emma haviam rendido Alaba, e ele mal conseguia se levantar, totalmente enfraquecido. Caso tentasse se levantar, Emma ou Micky o colocavam no chão novamente plantando o pé em suas costas.
               Mike e Alana lutavam ferozmente contra o lobo argentino Lavezzi. Ele estava determinado a matar Nez para ficar com a lobinha.



- Desista, Nesmith! – ele bradava. – Matarei você e tornarei sua esposa toda minha!

- Nunca! – o lobo texano rosnou, e atacou Lavezzi outra vez, enquanto Alana lutava contra Cavani.

                          

             Davy e Dianna haviam acabado com Lewandowski. Os chutes de Davy haviam rachado-lhe o crânio. Lavezzi e Cavani perceberam que não adiantava mais. Renderam-se, levando o cadáver queimado de Schweinsteiger e o de Lewandowski, enquanto Alaba, consideravelmente fraco, arrastava o corpo inerte e coberto de sangue de Piqué atrás de si.



- Benítez não vai gostar dessas baixas... – Cavani murmurava.


          

             Após os invasores terem ido embora, Renée disse, rompendo o campo de força que envolvia as crianças:



- Devemos fugir para o Castelo Beckenbauer. Pode ser que eles voltem para tentar outra vez nos matar.  Moore e seu bando estão indo para lá. – ela olhava pela janela.

- Emma e eu vamos para a casa de Anastacia Rosely. – disse Micky. – Vamos levar Christian, Ami e Karin conosco. A casa da cientista é um lugar onde Fefe costuma ir, e para que ela possa ver a filha é melhor.

             

           Todos juntaram seus pertences o mais rápido que puderam, colocando em malas. Renée e Peter teletransportaram tudo com magia para o castelo do Conde Beckenbauer e para a casa de Anastacia. Emma, Nez e Alana se transformaram em lobos. Emma pegou Ami, transformada em lobinha, com os dentes, como os lobos fazem com os filhotes. Micky permaneceu em forma humana para carregar Karin. Christian acompanharia os pais em forma lupina.  Mike também pegou Jason, e Alana caminhava ao lado do marido também em forma de loba.
             Davy, Dianna e suas gêmeas se tornaram morcegos e levantaram voo. Já Peter assumiu sua forma de lince, carregando com os dentes Sally na forma de filhote. Ele havia transformado Erin numa fêmea de lince para que ela pudesse acompanhá-lo. Foram todos embora. Na casa ficaram apenas os móveis.
            Mais tarde, quando todos já estavam abrigados e a salvo, Verratti voltou à mansão. Ele havia batido em retirada em meio à luta. Ao chegar lá, ficou furioso ao ver que não havia mais ninguém ali. Seu único desejo era Renée. Queria desposá-la. No entanto, depois de tudo o que aconteceu, ela jamais iria querer se casar com ele.




- A casa está bem vazia. – avisou Cavani, após revirar a mansão.

- Todos fugiram, Verratti. – completou Lavezzi, ainda de orgulho ferido por ter sido derrotado por Mike e Alana. – Se eu tivesse conseguido matar aquele lobo, teria ficado com a esposinha dele.


- A Ilha dos Lobisomens pertence ao Benítez e nós vamos nos apoderar desta mansão! – Verratti exclamou, totalmente certo de que a ilha seria tomada. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário