SEGUNDA
TEMPORADA
Tudo
estava tranquilo na mansão de Micky Dolenz... Até que Emma passou a sentir as
dores do parto. Micky foi correndo buscar as outras mulheres para ajudar sua
esposa no parto. Ele decidiu ficar ao lado dela.
- Vamos, loirinha, vai conseguir. – ele apertava a mão dela.
- VOCÊ DIZ ISSO PORQUE NÃO É VOCÊ QUE ESTÁ MORRENDO DE DOR!
– a loba gritou.
- Mas você já passou por isso, Emma. Já temos o Christian.
Calma. Força. – ele beijou a mão de Emma.
Emma empenhou toda a sua força para empurrar o bebê, e após o que
pareceu a ela um longo tempo ouviu-se um choro. Renée tinha o bebê nos braços.
Micky beijou a esposa, em sua tamanha felicidade.
- É menina, Emma! – disse a alquimista, com um sorriso,
colocando a pequena loba nos braços da mãe.
- Eu disse que era uma lobinha, não disse, Micky? – Emma
chorava de alegria. – Minha menina... E ela é morena como você.
- Você estava certíssima sobre tudo isso, querida. – Micky
sorriu. – Mas ela se parece com você, exceto pelos cabelos e os olhos. Posso
pegá-la no colo, meu amor?
- Claro. Vá com o papai, querida. – Emma colocou a
filhotinha nos braços de Micky, que a pegou cuidadosamente e beijou-a.
- Olá, minha princesinha. Minha lobinha linda. Que nome
vamos dar a ela, Emma?
- Hum... Eu pensei em Ami, o que acha?
- Eu acho que é um bom nome. – o lobo sorriu. – Dê de mamar
a ela. Vou buscar o Christian para ver a irmãzinha.
As
outras mulheres também saíram do quarto. Era hora de deixar a família a sós.
Micky foi até o quarto de Christian.
- Christian, meu filho. – ele chamou o menino.
- O que foi, papai?
- A sua mãe acabou de dar à luz. Sua irmãzinha nasceu. Venha
vê-la!
- Uma irmãzinha? Mas eu queria um irmãozinho! Meninas são
chatas!
- Deixe a Cece, a Becky e a Sally ouvirem você falando
assim. – Micky riu, e pegou o lobinho no colo para levá-lo ao quarto onde
estavam Emma e Ami.
Ao
entrar no quarto, ele soltou Christian, que correu até a mãe.
- Mamãe, eu queria um irmãozinho!
- Mas, Chris, meu lobinho, olhe a Ami! Ela não é linda? –
Emma mostrou Ami ao filhote mais velho.
- Não! Meninas são muito chatas! – protestou o lobinho,
sacudindo os cachinhos loiros ao balançar a cabeça em negação.
- Você diz isso porque a Cecilia e a Rebecca adoram brincar
com o Joey...
- Não! Não é por isso!
- Não se preocupe, filho. As fêmeas são assim mesmo. – Micky
disse ao filho. – Algumas não dão a mínima para nós, e outras caem aos nossos
pés.
- Micky! – Emma repreendeu o marido.
Micky
apenas riu.
***
Dois dias
depois, à noite, uma batida foi ouvida na porta da mansão. Verratti foi
abri-la. Viu diante de si Gerd Müller, acompanhado de Sepp Maier.
- Olá! O que desejam, signores?
- Quero falar com Davy Jones. – o ex-marido de Louise pediu. – Diga que
é o Gerd.
As mãos de Verratti tremeram. Lá
estava o antigo marido da bela Louise, o objeto da obsessão de James Hunt. Logo
adivinhou quais eram as intenções do vampiro.
- Você é surdo? – irritou-se Gerd. – Chame Davy Jones agora!
- Me desculpe, signore. – o lobo italiano de olhos azuis arregalados
apressou-se em ir à procura de Davy, com um sorriso amarelo.
Ele encontrou o vampiro
na sala de jantar, cuidando de suas filhas gêmeas.
- Signore Jones!
- O que foi, Verratti?
- Uma pessoa deseja lhe ver.
- Quem?
- Signore Müller.
Davy não ficou nada feliz
ao saber quem era o visitante. Ele foi até o hall, com um suspiro de
impaciência, seguido por todos os outros moradores da mansão, que ficaram ali
estáticos, enquanto Davy encarava o vampiro maior.
- Gerhard! Eu não esperava uma visita e logo de você. – ele sorria
ironicamente. – Por acaso se perdeu? O que faz aqui, chucrute?
- Estou aqui porque necessito de sua ajuda. – Gerd falou num tom de voz
calmo.
- Já não bastou causar minha expulsão do castelo do conde e ainda quer
minha ajuda? Está bêbado, alemão? – Davy exaltou-se.
- Não, estou aqui porque preciso de sua ajuda pra reencontrar minha
ursinha.
- Por que você não se contenta em ficar com a Alice? – Dianna
inquiriu. Intimamente, ela sentia uma certa pena de Gerd. – Ela não te satisfaz
mais?
- Minha vida sexual não é de seu interesse, Frau Jones. – o vampiro
alemão retrucou.
Gerd leu rapidamente as
mentes de todos os moradores da mansão e não viu em ninguém um mínimo de
vontade de ajudá-lo.
- A partir do momento em que entrou aqui, implorando ajuda ao Davy,
passou a ser do nosso interesse! – Alana bradou.
- E sem falar que sabemos de toda história, Gerd. – acrescentou Renée.
Ela sempre foi solícita e gentil, no entanto, mesmo ela não queria ser
condescendente com Gerd.
- Estou partindo com meu amigo Josef e os caçadores ingleses atrás da
minha esposa e gostaria que você fosse junto ou me dissesse onde ela foi, já
que é o melhor amigo dela e sei que ela tem muita consideração por você e você
o mesmo por ela. – ele explicou. - Ajude-me a achar Louise e nunca mais lhe
peço nada.
Davy sentiu o coração pesar.
Desejava muito ajudar. Contudo, lembrou-se do relato feito por Louise e
principalmente do que ela contou sobre as duas noites de estupro e a traição. Ele
havia deixado claro que perdoaria Alice em consideração à amizade de sua
esposa, de Emma e de Erin por ela. Se não fosse por isso, Alice seria persona
non grata.
- Eu tenho minha resposta, Gerd. – Davy chegou mais perto, encarando
Gerd. – Por mais que comova a mim, minha esposa e meus amigos, não queremos te
ajudar. Eu quero mais que você sofra! VAI PARA O INFERNO, GERHARD MÜLLER E
NUNCA MAIS PONHA OS PÉS IMUNDOS AQUI!
Foi a gota d’água. Gerd
atingiu o máximo da irritação. Num rápido movimento, agarrou Davy pelo pescoço
e assomou contra a porta, destruindo-a. Os demais o seguiram, numa corrida
desabalada. Gerd levava Davy para a Ilha das Mandrágoras. Dianna foi a mais
veloz, e chegou à entrada da ilha antes dos outros, vendo Gerd estrangular seu
marido.
- Eu tentei ser educado, seu cotoco de vampiro... Mas você me obriga a
ser violento! FALA ONDE ESTÁ A URSINHA! EU SEI QUE VOCÊ SABE!
Davy sufocava, e tentava se
libertar desferindo chutes contra Gerd. Mesmo assim, estava decidido a manter a
promessa feita a Louise.
- Eu... Não vou... Dizer...
- LARGA ELE, GERD! Eu sei onde ela está! Se eu te falar, vai
soltar meu marido? – Dianna suplicou, numa tentativa desesperada de salvar o
marido.
- Você sabe, Frau Jones? – Gerd afrouxou o aperto no pescoço de Davy.
- Sim. – ela encarava Gerd firmemente, apesar dos olhos brilhantes de
lágrimas. – Ela foi para Frankfurt. AGORA SOLTE O MEU MARIDO ANTES QUE EU MESMA
TENTE SOLTÁ-LO!
- Dianna!!! – Gerd largou Davy e ele caiu no chão com um estrondo,
tossindo. – A Lulu falou que...
- CALA ESSA BOCA PORQUE ESTOU SALVANDO SUA VIDA! – Dianna correu para
socorrer Davy, e, abraçando-o, disse, dessa vez mais calma: – Ademais, eu sei que Lulu faria o mesmo por
mim ou por você se estivéssemos nessa situação, Davy.
Os habitantes da mansão de
Micky Dolenz e Sepp chegaram à Ilha das Mandrágoras. Os amigos de Davy e suas
esposas correram até onde o casal de vampiros se encontrava, e o ajudaram a se
recompor. Erin, Renée e Alana agora sentiam nojo de Gerd.
- Espero que ela tenha outro melhor do que você! – Alana berrou. –
Louise não merece um vampiro machista, estuprador e infiel como você.
- Nenhum de vocês entendeu meu lado! – Gerd defendeu-se, e se afastava
junto com Sepp.
- Você é mesmo muito cara de pau... Diz que ama Louise, mas é capaz de
traí-la! E agora ainda abandona Alice! – Nez resolveu colocar para fora tudo
aquilo que havia tempos desejava dizer a Gerd. Voltou-se para Alana e continuou
a falar: – Mil perdões, minha lobinha... MAS EU NÃO VOU ADMITIR QUE ESSE
VAMPIRO SACRIPANTA FAÇA TANTO MAL A DUAS DAS MULHERES MAIS IMPORTANTES DA MINHA
VIDA!
Assumiu sua forma lupina e
atacou Gerd. Os outros estavam recuados, porém, tentavam acabar com aquilo. Nez
mordia o braço de Gerd, que com o punho bom socava Mike com força, tentando
fazer o lobo largá-lo. Peter então canalizou toda a sua energia cósmica e
desferiu um poderoso golpe mágico, que afastou Gerd e libertou seu amigo.
- JÁ CHEGA! – exclamou ele, irado de uma forma raramente vista nele,
normalmente tão calmo e contido. – Vai embora daqui, Gerd! Já obteve o que
queria, agora saia antes que eu mude de ideia!
Os vampiros alemães foram
embora e Davy e seus amigos retornaram à mansão, recebendo o auxílio de seus
vizinhos da mansão de Bobby Moore.
Verratti havia assistido a tudo da janela do seu quarto, e então pegou a
bola de cristal.
- Signore Hunt! Tenho uma má notícia.
Hunt estava quieto,
entretanto, pediu que ele continuasse.
- Fale-me sobre isso.
- Signore Müller veio até a mansão para conversar com Davy Jones a
respeito da frau Müller. Houve conflitos e no final ele sabe onde ela está.
Está partindo para Frankfurt com outro vampiro do conde Beckenbauer e o bando
de caça vampiros no qual o lenhador traído faz parte.
- Apesar disso tudo, fico feliz que tenha me comunicado, Verratti. Está
mais do que na hora de você sair desta mansão e se juntar ao Benítez na montanha.
– fez uma pausa e tornou a falar. – Agora a respeito disso... Vai ser muito
interessante. Não só o barão irá torturar Gerd, como também farei algo que
vai... Deixar esse nosferatu sem ação ou o que pensar...
O lobo italiano guardou a bola
de cristal e voltou para seu caixão, começando a tramar seu plano.
***
Fazia três
dias que Davy mal olhava para a esposa. Dormiam na mesma cama, mas Davy não
fazia qualquer gesto de afeto, e recusava os de Dianna. O que estava tirando a
vampira do sério. “Se ele pensa que vai ficar assim, está bem enganado!”.
Certa noite,
após o jantar, todos os outros se levantaram da mesa, deixando apenas o casal
de vampiros. Sabiam que eles precisavam conversar. Davy já ia se levantando
também, quando Dianna segurou fortemente seu braço.
- Você vai me escutar. – Dianna murmurou, ríspida.
- Fala. – Davy resmungou, sentando novamente em sua cadeira.
- Você está com raiva de mim porque eu falei para o Gerd, é
isso?
Davy
não respondeu. Abaixou a cabeça e começou a tamborilar os dedos na mesa.
- Para com isso, pelo amor de Deus. Está me deixando louca.
Como você acha que eu me sinto com você recusando carinho? E me ignorando? Me fere demais. Eu quero beijar você, quero
amar você, Davy... E você me trata de uma maneira que me faz mal reconhecer o
meu marido!
Ele
continuava sem olhar nos olhos da esposa.
- Você quer saber por que eu fiz aquilo? Porque eu sinto
falta da Louise! Eu quero que Gerd a traga de volta! Admita que você também
quer que ela volte!
- Não pelo mesmo motivo que você...
- Sim, mas quer! Mas o principal motivo pelo qual revelei ao
Gerd o caminho que Lulu tomou foi outro. Foi porque eu amo você, seu idiota!
Davy
finalmente olhou diretamente nos olhos de Dianna. Eles estavam marejados.
- Gerd ia matar você! Como eu iria continuar sem você, seu
cabeça-dura? Como eu posso ficar sem você? Simples: não posso! Eu salvei sua
vida! Porque sem você eu não estou completa, Davy!
Ele
finalmente caiu em si.
- Di... Eu... Me desculpa. – ele estendeu a mão para afagar
o rosto da esposa. Ela não recusou. –
Fui um imbecil.
- Foi mesmo. – ela respondeu, sem papas na língua.
O vampiro riu e continuou:
- Obrigado, Di. Você... É a minha esposa. A minha amante. A
mãe das minhas filhas. O meu tesouro. A dádiva que me foi enviada pelo céu. A
minha vida. E a minha doce vampira. Desculpa.
Dianna não conteve mais as lágrimas.
Abraçou o marido fortemente.
- Meu doce vampiro, eu te amo tanto...
- Eu também te amo tanto, minha doce vampira. Minha
leoazinha.
- Leãozinho... – ela o beijou.
No dia
seguinte, os dois magos residentes na mansão discutiam.
- Há dias que você fala do Verratti. – desde o dia em que ele apareceu
na mansão pedindo abrigo, Renée se sentia apaixonada pelo lobo italiano, e
confiou nele plenamente, mesmo com seu amigo pensando que ele não era digno
disso. – Sempre desconfia dos outros,
Peter!
- Sabe que quando desconfio de algo, é verdade. – Peter respondeu.
- Hey, Peter! – ouviram o chamado de Micky. – Olha isso!
Peter e Renée foram até
onde Micky estava, e constataram que a água estava contaminada. Emma, que havia
bebido, foi acometida por um grande enjoo e quase desmaiou. Renée deu uma poção
medicinal para a loba, que se curou. Verratti juntou-se a eles, e seu olhar
estava diferente. Perverso.
- Que pena que ela não morreu! – bradou, chocando todos.
- O que foi que disse? – Micky estava incrédulo.
- Vocês todos vão morrer! – Verratti olhava com ódio para todos eles,
com exceção de Renée.
O mago e a
alquimista atacaram Verratti, e o italiano esquivou-se com muita rapidez e
agilidade.
- EU SABIA! NÃO FUI COM A SUA CARA DESDE O PRIMEIRO DIA, SEU LOBO
CARCAMANO! EU AVISEI A RENÉE PARA FICAR LONGE DE VOCÊ E ELA NÃO ME OUVIU! – Peter
gritava, possesso.
- VOCÊ NOS TRAIU! – Davy completou.
- Sim, mas com um propósito, e muito em breve vocês serão massacrados! –
Verratti ria maleficamente. – Esperem só meus amigos chegarem! Vocês e as suas
fêmeas podem ir rezando por suas vidas... Sobretudo pelas dos filhotes! NÃO
TEREMOS PIEDADE!
Emma, Dianna,
Erin e Alana trouxeram suas crianças para perto de si, tomadas de medo.
- Se você encostar um dedo na minha mulher e na minha filha eu acabo com
a sua raça, lobo maldito! SANGUE DE LOKI! – Peter rugiu.
- Ora, ora, então você sabe da minha origem! Sim... Eu pertenço à longa
e nobre linhagem de Fenrir, o Lobo, filho de Loki. Destinado a se libertar no
Ragnarök. E o que você vai fazer comigo, filho de Frey? Seu pai nunca foi um
guerreiro!
Peter estava
prestes a lançar um feitiço contra Verratti, quando as janelas da mansão
estilhaçaram. Os tais amigos de Verratti haviam chegado.
- Lewandowski! Piqué! Alaba! Schweinsteiger! Chegaram bem na hora! – Verratti
ria como um louco. – Vamos tomar essa mansão!
Lewandowski e
Schweinsteiger eram vampiros, enquanto Piqué e Alaba eram lobos. Todos eles
fiéis ao Conde Benítez. E loucos para fazer um banho de sangue com os moradores
daquela mansão.
- MATEM TODOS! MAS POUPEM A ALQUIMISTA! – Verratti ordenou.
Lewandowski
partiu para cima de Davy e Dianna. Cada um segurava uma das gêmeas, tentando
protegê-las. Renée rapidamente soltou as meninas dos braços dos pais com um
feitiço e as trouxe para perto de si, colocando as duas vampirinhas num campo
de força. Ela fez o mesmo com as demais crianças. Ela as protegeria com sua
magia para permitir que os pais lutassem. Alaba, em sua forma lupina, lutava contra
Micky e Emma, também transformados em lobos. Mordidas, patadas e arranhões para
todo lado.
O outro casal
de lobos lutava contra Piqué, que teve a orelha arrancada por uma mordida
poderosa de Alana, enquanto Nez o enchia de arranhões no corpo todo. Lewandowski
acreditava que derrotar Dianna e Davy seria coisa de criança, mas enganou-se
totalmente. Os dois vampiros eram pequenos, contudo, eram muito ágeis e fortes.
Socavam-no com força, e quando Dianna tinha raiva sua força aumentava ainda
mais. Ela dobrou o braço de Lewandowski num ângulo bizarro, quebrando-o e
levando o vampiro polonês a gritar de dor, enquanto Davy chutava-o na cabeça.
Schweinsteiger
agarrou Erin, e a humana tentava se libertar debatendo-se e socando o alemão no
peito. Porém, quanto mais ela se esforçava para se soltar, mais o vampiro
apertava-a.
- ME LARGA, IDIOTA! – ela gritava, e o esmurrava.
- Você é a única indefesa por aqui, minha florzinha. – ele debochava. –
Não é forte como uma vampira, não tem garras e presas como uma loba, nem
poderes mágicos como uma maga.
- NÃO ME CHAME DE FLORZINHA! – ela mordeu o braço de Schweinsteiger, que
acabou soltando-a. Ela caiu no chão, entretanto, imediatamente se levantou, e
correu para junto de Peter, que estava indo ao seu socorro.
- Tudo bem com você, Erin? – Peter perguntou à esposa.
- Sim. – ela respondeu.
- VAI PAGAR POR ISSO, CHUCRUTE! – ele gritou para Schweinsteiger.
- Estou com muito medo de você, cria de vanir! – Schweinsteiger
retrucou, irônico, referindo-se a Frey, o pai de Peter, deus da abundância, da
fertilidade e do crescimento, também senhor dos elfos. Os deuses nórdicos da
natureza, como Frey, eram designados como vanires. – O que fará comigo? Vai me
amarrar com flores gigantes? – ele ria.
- Nunca subestime a álfar seidr (magia
élfica), Bastian Schweinsteiger!
Peter ajoelhou-se no chão, desenhando um círculo mágico ao redor dele e de
Erin com a varinha. Juntou as mãos, murmurando palavras. Várias runas se
desprendiam das mãos dele.
- VOU DESPACHAR VOCÊ PARA SUA TIA FREYA, MAGUINHO DE ARAQUE!
– berrava o vampiro alemão. – ELA TEM UM LUGAR ESPECIAL PARA VOCÊ EM FÓLKVANGR!
– ele se referia ao Salão dos Mortos de Freya, irmã de Frey, deusa do amor e da
beleza, responsável por receber os mortos honrados cujo destino não era
Valhala, o paraíso dos guerreiros que serviriam a Odin no Ragnarök.
O mago filho de Frey ignorava as provocações de Schweinsteiger. De
repente, uma grande aura azul formou-se, envolvendo Peter e a esposa totalmente
dentro dela. Acima da esfera de energia cósmica, brilhava uma runa parecida com
um F entortado para cima: Fehu, a runa de Frey. Bastian foi jogado para longe,
todo chamuscado pela luz poderosa da magia de Peter.
Outra janela quebrou-se, e por ela entraram um vampiro, Edinson Cavani,
e um lobo, Ezequiel Lavezzi. Peter assumiu a forma de lince e a esfera rompeu-se
para lhe dar passagem, em seguida fechando-se outra vez. Ele partiu para cima
dos novos invasores, arranhando-os, mordendo-os e dando patadas neles. Contudo,
não conseguia dar conta dos dois sozinho, e Mike e Alana vieram ajudá-lo. Piqué
estava estatelado no chão, ensanguentado, nas últimas.
Micky e Emma haviam rendido Alaba, e ele mal conseguia se levantar,
totalmente enfraquecido. Caso tentasse se levantar, Emma ou Micky o colocavam
no chão novamente plantando o pé em suas costas.
Mike e Alana lutavam ferozmente
contra o lobo argentino Lavezzi. Ele estava determinado a matar Nez para ficar
com a lobinha.
- Desista, Nesmith! – ele bradava. – Matarei você e tornarei
sua esposa toda minha!
- Nunca! – o lobo texano rosnou, e atacou Lavezzi outra vez,
enquanto Alana lutava contra Cavani.
Davy e Dianna haviam acabado com Lewandowski. Os chutes de Davy haviam
rachado-lhe o crânio. Lavezzi e Cavani perceberam que não adiantava mais.
Renderam-se, levando o cadáver queimado de Schweinsteiger e o de Lewandowski,
enquanto Alaba, consideravelmente fraco, arrastava o corpo inerte e coberto de
sangue de Piqué atrás de si.
- Benítez não vai gostar dessas baixas... – Cavani murmurava.
Após os invasores terem ido embora, Renée
disse, rompendo o campo de força que envolvia as crianças:
- Devemos fugir para o Castelo Beckenbauer. Pode ser que
eles voltem para tentar outra vez nos matar.
Moore e seu bando estão indo para lá. – ela olhava pela janela.
- Emma e eu vamos para a casa de Anastacia Rosely. – disse
Micky. – Vamos levar Christian, Ami e Karin conosco. A casa da cientista é um
lugar onde Fefe costuma ir, e para que ela possa ver a filha é melhor.
Todos
juntaram seus pertences o mais rápido que puderam, colocando em malas. Renée e
Peter teletransportaram tudo com magia para o castelo do Conde Beckenbauer e
para a casa de Anastacia. Emma, Nez e Alana se transformaram em lobos. Emma
pegou Ami, transformada em lobinha, com os dentes, como os lobos fazem com os
filhotes. Micky permaneceu em forma humana para carregar Karin. Christian
acompanharia os pais em forma lupina.
Mike também pegou Jason, e Alana caminhava ao lado do marido também em
forma de loba.
Davy,
Dianna e suas gêmeas se tornaram morcegos e levantaram voo. Já Peter assumiu
sua forma de lince, carregando com os dentes Sally na forma de filhote. Ele
havia transformado Erin numa fêmea de lince para que ela pudesse acompanhá-lo.
Foram todos embora. Na casa ficaram apenas os móveis.
Mais tarde, quando todos já
estavam abrigados e a salvo, Verratti voltou à mansão. Ele havia batido em
retirada em meio à luta. Ao chegar lá, ficou furioso ao ver que não havia mais
ninguém ali. Seu único
desejo era Renée. Queria desposá-la. No entanto, depois de tudo o que
aconteceu, ela jamais iria querer se casar com ele.
- A casa está bem vazia. – avisou Cavani, após revirar a mansão.
- Todos fugiram, Verratti. – completou Lavezzi, ainda de orgulho ferido
por ter sido derrotado por Mike e Alana. – Se eu tivesse conseguido matar
aquele lobo, teria ficado com a esposinha dele.
- A Ilha dos Lobisomens pertence ao Benítez e nós vamos nos apoderar
desta mansão! – Verratti exclamou, totalmente certo de que a ilha seria tomada.
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