O ano de 1971. Mary Anne e George estavam casados havia cinco anos, e já tinham três filhos: George Jr., Amanda e Corina.
Eles estavam organizando um concerto para arrecadar fundos para as vítimas de um furacão que havia assolado Bangladesh, um país vizinho da Índia. Mary havia sugerido ao marido que convidassem o The Who para se apresentar. George disse que não via problema, mas, intimamente, tinha receio de que Roger Daltrey tentasse se insinuar para Mary.
A jornalista e escritora não tinha esse temor. Foi ao estúdio onde o The Who estava gravando seu próximo álbum, Who's Next, para conversar com os membros da banda. Não encontrou ninguém lá... Exceto Roger.
- Mary! - ele ficou surpreso. - Há quanto tempo!
- É mesmo. - ela não soube o que dizer ou como agir. Roger continuava tão atraente quanto era em 1965. Seus cabelos estavam longos como os de George, porém mais volumosos.
- O que te traz aqui? - ele perguntou.
- Eu gostaria de saber se o The Who pode tocar no concerto que George e eu estamos organizando...
- Concerto? - Roger ficou interessado. Mary explicou a ideia a ele.
- Eu acho que é uma ótima ideia, Mary Anne, mas preciso conversar com Pete, Keith e John. Avisarei você quando tivermos nos decidido.
- Tudo bem. Acho que eu já vou.... Até mais, Roger. - Mary disse, se virando para ir embora.
- Espere, Mary. - Roger segurou o braço dela.
- O que foi, Roger? Preciso ir, deixei meus filhos na casa de Evanna...
- Mary Anne... Você sabe que eu nunca a esqueci por completo, não é?
- Roger, eu tenho marido! Tenho filhos! Engordei depois de três partos! O que tivemos é passado.
- Você continua tão linda quanto era há seis anos, Mary. E.... Sua personalidade é apaixonante.
- Roger, por favor...
- Me deixe cantar para você, só um pouquinho...
- Está bem. - Mary cedeu.
Ele cantou:
- Muito obrigado, Mary. Escute... Eu tenho a Marie agora. Eu a amo demais.... Mas eu nunca me esqueci de você. Você foi a primeira mulher que eu amei de verdade.
- Você também tem um lugar especial no meu coração, Roger, mesmo que eu ame o George. - ela sorriu, e foi embora.

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