domingo, 20 de abril de 2014

Mary Anne With The Shaky Hands - Capítulo 8: "Baby's In Black"

(George's POV - Flashback ON) 

        Parece que foi ontem. Eu tinha apenas 14 anos. Meu amigo Paul, que eu conhecera no ônibus escolar, me convidara para ir à sua casa. Ele queria me mostrar as suas habilidades musicais.
         Então a vi. Uma mocinha bonita, que se transformaria em uma linda mulher. Devia ter seus treze anos, e lia uma antologia poética.

- George, essa aqui é Mary Anne, minha irmãzinha. - Paul apresentou-a.
- Paul, eu não sou tão mais nova assim! - ela riu. Aquele sorriso maravilhoso tomou meu coração de assalto.

          No entanto, só percebi que a amava dois anos mais tarde. Ela fora assistir ao nosso show e "dar apoio moral". O tempo passou, e notei que os meus sentimentos eram retribuídos.
          Fui a Hamburgo, alguns meses depois. Quando voltei a Liverpool, ela se mudara para Oxford, para estudar.

(Flashback OFF) 

           
            Agora nós dois morávamos em Londres. Pensei que finalmente teria minha Mary em meus braços. Porém, ele se meteu. Por culpa de um loiro baixinho e briguento, Roger Daltrey, vocalista do The Who, a garota que eu amava fora tirada de mim. E ele a fez sofrer. Daltrey pagaria caro pelo que fez a Mary Anne.

                                                                 * * *


(Mary's POV) 

- Mary? - Keith Moon me ligou à uma e meia da manhã.
- Keith? O que houve?
- É o Roger... Parece que ele bebeu demais e bateu o carro... Ele está no hospital. Sei que vocês estão dando um tempo, mas...
- Isso não interessa agora, Moonie. - eu estava desesperada. - Dê-me o endereço de onde ele está internado, pelo amor de Deus.

             Keith informou o endereço, e Paul me levou até lá o mais rápido que pôde em seu Aston Martin.

- O acidente foi bem sério, srta. McCartney. - disse o médico. - Seu, hã...
- Pode-se dizer que ele é meu namorado, doutor.
- Bem, ele está em coma.
- Coma??? O senhor tem uma previsão de quando ele irá acordar?
- Não, srta. McCartney. É provável que em alguns dias. Ou semanas. No pior dos casos, meses, mas a possibilidade de que leve tanto tempo assim é remota.

              O choque foi grande demais. Por sorte, eu havia acabado de entrar em férias. As semanas passavam, e nenhuma notícia de melhoras de Roger. Pensei que tudo estava perdido. Eu não aguentaria perder outra pessoa amada para a morte.
              Entretanto, uma pessoa esteve ao meu lado o tempo todo: George.

                                                            * * *

(George's POV)

 

                Eu sempre disse a Mary Anne que ela poderia contar comigo em qualquer situação. Daquela vez não foi diferente. Sensibilizada como estava, ela precisava de tanto consolo como quando sua mãe falecera.
                 Certo, qualquer homem se sentiria péssimo vendo a sua amada sofrendo por outro. Ver Mary chorando por Daltrey acabava comigo. Mas eu passava por cima disso e fazia de tudo para melhorar o humor dela. Porque o sorriso de Mary Anne McCartney vale mais do que todas as riquezas do mundo.


Um comentário:

  1. Com o acidente do Roger, vai ser meio dificil de ter uma treta não é? To ansiosa pros momentos finais, mas o capitulo ficou 10!^^ Continua postando Maris!

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