Davy passou
o restante da semana e o início da seguinte pensando no que dizer a Dianna.
Normalmente ele não tinha dificuldade em se aproximar de meninas, mas ela era
diferente. E Peter estava passando pelo
mesmo dilema. Sabia que estava travando uma guerra não declarada a Davy, mas
seu rival não tinha consciência disso.
Tanto um
quanto o outro pediam conselhos a Mike e Micky, que tentavam de tudo para
evitar que um conflito se desencadeasse. Peter sabia que não podia pedir
conselhos a Davy, mas este pensava que podia pedi-los a Peter. E foi o que fez
certa tarde.
- Hey, Peter, o que acha que devo dizer a Dianna para que
ela se convença de que realmente gosto dela?
- O que acho que você deve dizer? – Peter explodiu. – Ora,
Davy, você não tem que dizer nada, seu babaca! Todas as meninas caem matando em
cima de você! Basta você fazer uma carinha bonitinha e elas já falam “Ai meu
Deus, ele é tão fofinho, que vontade de apertar”!
- Nossa, Pete, nunca imaginei que você pudesse ser
tão.... Irritado.
- Estou irritado porque eu poderia disputar uma garota com
qualquer cara.... Mas não! Tenho que disputá-la justamente com você! Minhas
chances se reduzem a 0,0000000001%!
- Espere aí... Você também está de olho na Dianna?
- Exatamente.
- Tork, seu traidor! Eu vi primeiro!
- Viu primeiro uma ova!
Vou estraçalhar você, Jones!
Peter e Davy avançaram um no outro, e começaram a trocar tapas, chutes e
socos. Poderiam ter se matado se Mike e Micky não tivessem aparecido para
apartá-los.
- Ei, galinhos de briga, podem parar com isso. – disse Mike,
segurando Davy. – Acho que o motivo da briga começa com Dianna e termina com
Mackenzie, não é?
- É isso aí! – Davy e Peter exclamaram.
- Mike, nossos esforços foram infrutíferos. – disse Micky,
segurando Peter firmemente.
- Percebi.
- Escuta aqui, Tork! – exclamou Davy. – Hoje você se safou.
Mas isto é guerra! Que vença o melhor!
- Fechado, Jones!
As gravações do seriado foram sabotadas em virtude da briga de Peter e
Davy. Mike e Micky estavam impotentes. Teriam que deixar as coisas
fluírem. Em sua “linha de batalha”, Davy conversou com Emma para tentar descobrir
o máximo possível sobre Dianna: onde morava, do que gostava de comer, sua flor
favorita. Ela informou-o de que Dianna
morava com a tia e a prima à beira-mar, gostava de comida italiana e sua flor
favorita era a rosa.
Davy comprou um belo buquê de rosas, fez reserva para dois no melhor
restaurante italiano que conhecia e pediu a Emma o endereço da casa da sra.
Lucy Hudson, a tia de Dianna.
Enquanto isso, Peter dera um jeito de descobrir o endereço da escola
onde ela trabalhava e comprou um buquê de flores do campo. Começou uma corrida
contra o tempo. Na quinta-feira, ao
anoitecer, Dianna estava em casa, tranquila. A campainha tocou, e sua tia foi atender.
- A senhora deve ser a sra. Hudson.... A srta. Mackenzie
está?
- Quem é o senhor e o que quer com minha sobrinha?
- Meu nome é Davy Jones, senhora, e eu gostaria de...
- Davy? É você? Deixe-o entrar, tia Lucy! – pediu Dianna. –
Ele é meu amigo.
- Está bem, entre, sr.
Jones.
Davy adentrou a sala. Ele disse, então:
- Bem, aproveitando sua presença, sra. Hudson, eu gostaria
de fazer um pedido.
- Qual pedido, sr.
Jones?
- Bem, gostaria de convidar sua sobrinha para jantar comigo
hoje à noite em um restaurante italiano.
- Eu adoraria, Davy! – exclamou Dianna. – Oh, por favor, tia
Lucy, posso ir?
- Com um integrante de banda? Nunca, Dianna! Se fosse alguém
de sua posição, eu permitiria.
- Que posição, tia Lucy? Sou apenas uma professorinha de
história! Não sou uma diplomata importante, como meus pais!
- Seus pais são diplomatas, Dianna? – perguntou Davy.
- Sim, eles são. No momento estão morando e trabalhando na
Alemanha, em um dos órgãos mais importantes do Ministério de Relações
Exteriores britânico.
- Dianna, você tem classe. – disse sua tia. – Aposto que
este rapazinho não tem.
- Tia, a senhora não pode falar assim do Davy! E eu vou sair
com ele, a senhora permitindo ou não.
- Dianna Sophie Mackenzie! Como ousa desobedecer-me?
- Tia Lucy, eu tenho 21 anos. Sou maior de idade. E tenho
certeza de que meus pais permitiriam. E na verdade é isso que importa. Davy,
espere um momento. Já estou de banho
tomado, vou apenas me vestir melhor.
- Está bem, Dianna.
Davy
sentou-se no sofá, para desgosto da tia Lucy. E Erin observava tudo com vontade
de rir. Não entendia porque sua mãe era tão arrogante às vezes. Poucos minutos depois, Dianna reapareceu,
usando um vestido azul na altura dos joelhos, com os cabelos soltos e usando
sapatinhos brancos. Davy pensou que
nunca a tinha visto tão linda. E ela disse:
- Podemos ir, Davy. Volto depois das nove horas, tia Lucy.
Até mais tarde.
- Dianna! Volte aqui!
- Tia, desculpe-me, mas eu sei o que quero. Boa noite.
E ela saiu de braços dados com Davy.
De longe, Peter viu-os juntos. Ficou
arrasado, mas não se deu por vencido.
Ele deixaria Davy aproveitar um pouco o gostinho do triunfo, e depois
revelaria tudo a Dianna.
Mais tarde, no restaurante...
- Oh, Davy, eu fico tão agradecida pelo convite! Foi muita
gentileza sua.
- Ora, imagine, Dianna. Acho que você mudou de ideia sobre
mim, não é?
- Na verdade, não. Sempre te achei uma coisinha linda e
fofa, mas confesso que fiquei com medo.
- Medo de quê?
- De me apaixonar por você.
- Não tenha medo, Dianna.
Davy beijou-a. E Dianna, reconhecendo a inutilidade de sua resistência,
disse:
- Eu estou apaixonada por você, Davy Jones.
- E eu por você, Dianna Mackenzie.
Enquanto isso...
- Alô?
- Oi, com quem eu falo?
- Com Suzy Hardison.
- Meu nome é Emma Carlisle... Eu gostaria de falar com o
Micky Dolenz, ele está?
- Bem... Está, só um momentinho.
Suzy
tapou o fone e chamou:
- Micky!
- O que foi, Sue?
- Uma tal Emma Carlisle quer
falar com você no telefone.
- Ah, ela é amiga da Dianna, aquela garota de quem o Davy e
o Peter gostam. Mas o que será que ela quer comigo?
Micky pegou o telefone.
- Alô? Emma?
- Oi, Micky! Tudo bem?
- Tudo, e com você?
- Também... Você está livre amanhã à tarde?
- Amanhã? Não, tenho ensaio com a banda, sabe...
- E no sábado?
- Também não....
Desculpa, Emma, mas preciso desligar, tchauzinho.
Suzy
perguntou a Micky:
- O que ela queria?
- Eu... Eu acho que
ela queria sair comigo, Sue.
- O quê? Como ela ousa dar em cima de um homem que tem
namorada?
- Suzy, ela não sabe que você é minha namorada.
- Pois a faça saber, George Michael Dolenz!
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