quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 4: "Cuddly Toy"

 E começa a disputa!




          Davy passou o restante da semana e o início da seguinte pensando no que dizer a Dianna. Normalmente ele não tinha dificuldade em se aproximar de meninas, mas ela era diferente.  E Peter estava passando pelo mesmo dilema. Sabia que estava travando uma guerra não declarada a Davy, mas seu rival não tinha consciência disso.
           Tanto um quanto o outro pediam conselhos a Mike e Micky, que tentavam de tudo para evitar que um conflito se desencadeasse. Peter sabia que não podia pedir conselhos a Davy, mas este pensava que podia pedi-los a Peter. E foi o que fez certa tarde.

- Hey, Peter, o que acha que devo dizer a Dianna para que ela se convença de que realmente gosto dela?
- O que acho que você deve dizer? – Peter explodiu. – Ora, Davy, você não tem que dizer nada, seu babaca! Todas as meninas caem matando em cima de você! Basta você fazer uma carinha bonitinha e elas já falam “Ai meu Deus, ele é tão fofinho, que vontade de apertar”!
- Nossa, Pete, nunca imaginei que você pudesse ser tão....  Irritado.
- Estou irritado porque eu poderia disputar uma garota com qualquer cara.... Mas não! Tenho que disputá-la justamente com você! Minhas chances se reduzem a 0,0000000001%!
- Espere aí... Você também está de olho na Dianna?
- Exatamente.
- Tork, seu traidor! Eu vi primeiro!
- Viu primeiro uma ova!  Vou estraçalhar você, Jones!

                      Peter e Davy avançaram um no outro, e começaram a trocar tapas, chutes e socos. Poderiam ter se matado se Mike e Micky não tivessem aparecido para apartá-los.

- Ei, galinhos de briga, podem parar com isso. – disse Mike, segurando Davy. – Acho que o motivo da briga começa com Dianna e termina com Mackenzie, não é?
- É isso aí! – Davy e Peter exclamaram.
- Mike, nossos esforços foram infrutíferos. – disse Micky, segurando Peter firmemente.
- Percebi.
- Escuta aqui, Tork! – exclamou Davy. – Hoje você se safou. Mas isto é guerra! Que vença o melhor!
- Fechado, Jones!

                        As gravações do seriado foram sabotadas em virtude da briga de Peter e Davy. Mike e Micky estavam impotentes. Teriam que deixar as coisas fluírem.  Em sua “linha de batalha”,  Davy conversou com Emma para tentar descobrir o máximo possível sobre Dianna: onde morava, do que gostava de comer, sua flor favorita.  Ela informou-o de que Dianna morava com a tia e a prima à beira-mar, gostava de comida italiana e sua flor favorita era a rosa.
                          Davy comprou um belo buquê de rosas, fez reserva para dois no melhor restaurante italiano que conhecia e pediu a Emma o endereço da casa da sra. Lucy Hudson, a tia de Dianna.
                             Enquanto isso, Peter dera um jeito de descobrir o endereço da escola onde ela trabalhava e comprou um buquê de flores do campo. Começou uma corrida contra o tempo.  Na quinta-feira, ao anoitecer, Dianna estava em casa, tranquila.  A campainha tocou, e sua tia foi atender.

- A senhora deve ser a sra. Hudson.... A srta. Mackenzie está?
- Quem é o senhor e o que quer com minha sobrinha?
- Meu nome é Davy Jones, senhora, e eu gostaria de...
- Davy? É você? Deixe-o entrar, tia Lucy! – pediu Dianna. – Ele é meu amigo.
- Está bem, entre, sr.  Jones.

                              Davy adentrou a sala. Ele disse, então:
- Bem, aproveitando sua presença, sra. Hudson, eu gostaria de fazer um pedido.
- Qual pedido, sr.  Jones?
- Bem, gostaria de convidar sua sobrinha para jantar comigo hoje à noite em um restaurante italiano.
- Eu adoraria, Davy! – exclamou Dianna. – Oh, por favor, tia Lucy, posso ir?
- Com um integrante de banda? Nunca, Dianna! Se fosse alguém de sua posição, eu permitiria.
- Que posição, tia Lucy? Sou apenas uma professorinha de história! Não sou uma diplomata importante, como meus pais!
- Seus pais são diplomatas, Dianna? – perguntou Davy.
- Sim, eles são. No momento estão morando e trabalhando na Alemanha, em um dos órgãos mais importantes do Ministério de Relações Exteriores britânico.
- Dianna, você tem classe. – disse sua tia. – Aposto que este rapazinho não tem.
- Tia, a senhora não pode falar assim do Davy! E eu vou sair com ele, a senhora permitindo ou não.
- Dianna Sophie Mackenzie! Como ousa desobedecer-me?
- Tia Lucy, eu tenho 21 anos. Sou maior de idade. E tenho certeza de que meus pais permitiriam. E na verdade é isso que importa. Davy, espere um momento.  Já estou de banho tomado, vou apenas me vestir melhor.
- Está bem, Dianna.
              Davy sentou-se no sofá, para desgosto da tia Lucy. E Erin observava tudo com vontade de rir. Não entendia porque sua mãe era tão arrogante às vezes.  Poucos minutos depois, Dianna reapareceu, usando um vestido azul na altura dos joelhos, com os cabelos soltos e usando sapatinhos brancos.  Davy pensou que nunca a tinha visto tão linda. E ela disse:

- Podemos ir, Davy. Volto depois das nove horas, tia Lucy. Até mais tarde.
- Dianna! Volte aqui!
- Tia, desculpe-me, mas eu sei o que quero. Boa noite.

                    E ela saiu de braços dados com Davy. De longe, Peter viu-os juntos.  Ficou arrasado, mas não se deu por vencido.  Ele deixaria Davy aproveitar um pouco o gostinho do triunfo, e depois revelaria tudo a Dianna.

                       Mais tarde, no restaurante...

- Oh, Davy, eu fico tão agradecida pelo convite! Foi muita gentileza sua.
- Ora, imagine, Dianna. Acho que você mudou de ideia sobre mim, não é?
- Na verdade, não. Sempre te achei uma coisinha linda e fofa, mas confesso que fiquei com medo.
- Medo de quê?
- De me apaixonar por você.
- Não tenha medo, Dianna.

                        Davy beijou-a. E Dianna, reconhecendo a inutilidade de sua resistência, disse:

- Eu estou apaixonada por você, Davy Jones.
- E eu por você, Dianna Mackenzie.

                       Enquanto isso...



- Alô?
- Oi, com quem eu falo?
- Com Suzy Hardison. 
- Meu nome é Emma Carlisle... Eu gostaria de falar com o Micky Dolenz, ele está?
- Bem... Está, só um momentinho.

                  Suzy tapou o fone e chamou:

- Micky!
- O que foi, Sue?
- Uma tal Emma Carlisle quer  falar com você no telefone.
- Ah, ela é amiga da Dianna, aquela garota de quem o Davy e o Peter gostam. Mas o que será que ela quer comigo?

              Micky pegou o telefone.

- Alô? Emma?
- Oi, Micky! Tudo bem?
- Tudo, e com você?
- Também... Você está livre amanhã à tarde?
- Amanhã? Não, tenho ensaio com a banda, sabe...
- E no sábado?
- Também não....  Desculpa, Emma, mas preciso desligar, tchauzinho.

           Suzy perguntou a Micky:

- O que ela queria?
- Eu...  Eu acho que ela queria sair comigo, Sue.
- O quê? Como ela ousa dar em cima de um homem que tem namorada?
- Suzy, ela não sabe que você é minha namorada.
- Pois a faça saber, George Michael Dolenz!


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