Dianna
despertou com o bipe do celular, indicando que havia chegado uma nova mensagem.
Pegou o celular. Na tela, era mostrado o horário: 8h15min. Quem mandaria uma
mensagem tão cedo?
Ela
desbloqueou o celular e leu a mensagem:
Bom dia, leoazinha.
Perdoe-me por mandar essa mensagem tão cedo, mas eu não podia esperar. Eu quero
que você saiba que sinto saudade de você todos os dias, e que ainda te amo.
Queria tanto que você estivesse aqui ao meu lado...
D
A
professora de história respirou fundo.
Ela sentia saudade do remetente da mensagem também. Contudo, as coisas que haviam acontecido no
passado entre eles a faziam hesitar quanto a voltar para ele. Ela deixou o
celular no criado-mudo e olhou para quem dormia ao seu lado.
Alain era belo, sem a menor sombra de dúvida. Corpo escultural, cabelos
pretos, olhos azuis, um rosto perfeito. E era sexy. Muito sexy. No entanto,
Dianna já não tinha mais tanta atração por ele. E não sabia como dizer-lhe que
queria terminar. Levantou-se da cama e foi para a cozinha.
Tomou café sozinha, pensando nele. O leãozinho. Ele, sempre fofo. Sempre
pronto para fazê-la rir quando estava triste. Carinhoso. Amante fogoso. Sentia
falta dele, isso era inegável. Realmente, nos últimos meses da relação ele
andava sem tempo. Mas não havia sido assim antes? E ele não procurou sempre
compensar o tempo perdido? Por que haviam perdido as cabeças e tomado aquela
decisão de terminar?
- Se eu tivesse um vira-tempo... – Dianna pensou alto.
Ela ouviu passos. Virou-se para a
porta da cozinha. Alain entrava.
- Bonjour, ma reine. (Bom dia, minha rainha.) – ele
cumprimentou.
- Salut, Alain. (Olá,
Alain.)
- Qu’est-ce que se passe? Tu sembles triste et inquiet. (O que está acontecendo? Você parece triste
e preocupada.)
- Je suis bien. (Eu estou bem.)
- Bien sûr, tu n’es pas bien! (É claro que não está bem!)
- Alain,
s’il ta plaît... (Alain, por favor...)
- Dianna, je te connais très bien... Dis-moi. (Dianna, eu te conheço muito bem...
Conte-me.)
- Je manque une personne. (Eu sinto falta de uma pessoa.)
- Qui? Ce ton ex-copain? Celui que tu as appelé “petit
lion”? (Quem? Aquele seu ex-namorado? Aquele que você chamava de “leãozinho”?)
– Dianna notou o ciúme de Alain.
- Oui. Lui-même. (Sim.
Ele mesmo.)
- Veux-tu revenir à ce midget? (Você quer voltar para aquele anão?)
- Je
l’aime, Alain! Je l’aime plus que tout dans ce monde! (Eu
o amo, Alain! Eu o amo mais do que tudo nesse mundo!)
- Alors, pourquoi
es-tu avec moi? (Então por que está
comigo?)
- Parce que ta compagnie m’a fait de bien. (Porque sua companhia me fazia bem.)
- Ne fait plus? (Não
faz mais?)
- Je ne crois pas. Pardon, Alain… C’est fini. (Creio
que não. Perdão, Alain... Acabou.)
- Tu veux que je parte? (Você
quer que eu vá embora?)
- Oui. Oui. (Sim. Sim.) – ela suspirou. - Laisse-moi.
Je ne peux rester pas avec toi plus. (Deixe-me.
Eu não posso mais ficar com você.)
- Tu vas me manquer. (Sentirei
sua falta.)
- Pardonnes-moi. Maintenant, vas, s’il ta plaît. (Me perdoe. Agora, vá, por favor.)
Alain foi para o quarto e colocou todas as suas roupas e pertences numa
mala e numa mochila. Entregou a Dianna a sua chave da casa.
- Adieu, Dianna. (Adeus, Dianna.)
- Adieu, Alain. (Adeus,
Alain.) – Dianna respondeu.
Ele saiu e ela fechou a porta. Dianna recostou-se à porta, suspirando
pesadamente. Sentou-se no chão e chorou por um tempo. Até que o celular tocou.
- Alô? – ela atendeu, um pouco chorosa.
- Di? – ela ouviu uma conhecida voz feminina do outro lado
da linha.
- Lulu. – Dianna sorriu ao pronunciar o nome da amada.
- Está tudo bem, amorzinho?
- Não muito...
- Vem aqui ficar comigo... Eu também não estou muito bem.
Dianna não
precisou de um segundo convite. Logo estava diante da porta do apartamento de
Louise. Apertou a campainha. Viu-se diante da amada. Ela tinha sua altura. Seus
cabelos também eram loiros, entretanto, seus olhos eram azuis.
- Dianna.
- Louise...
As duas
trocaram um beijo ardente, e Louise puxou Dianna para dentro de seu
apartamento. Acariciava os cabelos de Dianna, que apertava-lhe um pouco nas
nádegas. Beijavam-se com ardor.
- Não fique mal, amadinha... – Louise sussurrou no ouvido de
Dianna.
- Também não quero ver você mal...
Dianna foi
levada por Louise para o quarto. A loira de olhos azuis fez a de olhos
castanhos deitar-se na cama, ergueu a saia dela e abaixou sua peça íntima,
enquanto sua parceira erguia sua blusa e
tirava seu sutiã, começando a beijar-lhe os seios. E assim elas se entregaram
ao amor durante a tarde toda.
- Mas me conte... – Louise começou, quando Dianna e ela
estavam abraçadas, mais tarde, após terminarem o ato. – Por que está triste,
Di?
- Eu terminei com o Delon... Não tinha mais sentido
continuar com ele.
- Por quê? Não o ama mais?
- Não sei mesmo se algum dia o amei, Lulu. A coisa era
sexual demais...
- Ora, e entre nós não é assim? – Louise sorriu maliciosa.
- Não. É diferente, Lulu. Eu amo você. Assim como... Amo o
Davy.
- Ah, estava demorando para o meu melhor amigo entrar na
história. – Louise sorriu, compreensiva.
- Sou tão previsível assim? – Dianna riu.
- Di, eu te conheço como a palma da minha mão. Sei que Davy
é, sempre foi e sempre será o amor da sua vida. Mais até do que eu.
- É... Eu tenho que admitir que sim. Mas eu errei muito, e
ele também. Não sei se vamos conseguir nos acertar, mesmo ele mandando
mensagens para mim frequentemente, dizendo que sente saudade. Chega de falar de
mim. Por que você está triste, Lulu?
- É complicado, Di... Eu amo o B, você sabe disso. Mas sabe
também que eu sinto que alguma coisa me falta. E ontem conheci um amigo do B,
chamado Gerd Müller. Ele é jogador do Bayern de Munique. Atacante. Tenho
impressão de que já o conheço de algum lugar, e que alguma coisa vai mudar na
minha vida, relacionada a ele. Só tem um problema... Ele...
- É namorado da Alice.
- Como você sabe?
- Alice é uma das minhas melhores amigas, esqueceu, Lulu?
- É. Tem razão. Não sei se sinto ciúmes dela... Ou dele.
- Realmente muito complicado.
- Nem me diga. Tenho uma ideia que vai animar nós duas!
- Qual?
- Qualquer noite dessas... Vamos ter um convidado de honra!
- Quem?
- Surpresa... – Louise sorriu.
***
Na noite anterior, Davy havia dormido com seu amado Peter e a namorada
dele, Erin. Davy amava estar na companhia dos dois, porém, naquelas últimas
semanas sentia intensamente a falta de Dianna. Ele ainda a amava demais. Desejava tê-la nos braços outra vez.
Beijá-la. Cheirar seus cabelos. Amá-la.
Pegou o celular e mandou uma mensagem para ela, mesmo sendo ainda muito
cedo. Ela nunca respondia. Contudo, Davy ainda tinha esperanças de que Dianna
quebrasse o gelo. Suspirou e colocou o celular no criado-mudo. Seu suspiro
despertou Peter, que estava deitado entre ele e Erin.
- Algum problema, Davy? – Peter afastou os cabelos de Davy
de sua testa e depositou um beijo ali.
- Vários. – Davy afagou o rosto de Peter e deu-lhe um
selinho. – Peter, por favor, não me leve a mal. Adoro você e Erin também é uma
ótima parceira, mas... Eu sinto saudade... Dela.
- Ela é Dianna.
- Quem mais seria? – Davy deu um sorriso triste.
- Assim fico até com ciúme... – Peter abraçou o amado.
- Ah, por favor, você sabe que te amo tanto quanto a amo,
Peter.
- Não...
- Por que só me apaixono por gente ciumenta? – Davy riu e
beijou Peter mais intensamente.
Erin acordou alguns minutos depois e viu o namorado e o amado dele ali,
tão envolvidos. Ela normalmente não sentia ciúme. Adorava passar a noite com os
dois e até mesmo gostava de vê-los se beijando e se amando. Porém, naquele momento
sentiu uma pequena fisgada de ciúme.
- Peter, Sunshine... – ela chamou. – Eu quero meu beijo
também.
Peter soltou-se
de Davy e disse, olhando para a namorada:
- É claro, meu amor.
O loiro beijou
Erin apaixonadamente. Disse, ao se separarem:
- Amo Davy, mas também amo você profundamente, Sunshine
Girl. – e sorriu para ela.
- Estou vendo. – ela afagou os cabelos de Peter.
- Bom, já que estou sobrando... Acho que já vou. – Davy
disse.
- Não, nem pense nisso! – Erin falou. – Você só vai depois
que eu fizer isso!
- O quê?
Erin
puxou Davy para perto de si e roubou um beijo quente.
- Obrigada pela noite de ontem, Davy. Espero que se junte a
nós ainda mais vezes.
- Eu também desejo isso, Erin.
- Caham. – Peter pigarreou.
- Peter, você está com ciúme de quem agora? De mim ou da
Erin?
- Dos dois. – Peter
deu um risinho nervoso.
- Esses ciumentos me adoram... Mesmo a Lulu. Se bem que de
mim ela não tem ciúme...
Davy levantou-se, vestiu-se ,
despediu-se de seus dois amantes e foi embora da casa deles. Ficou o dia todo
apenas em casa, lendo e ouvindo música. À noite, recebeu uma mensagem da melhor
amiga e por vezes parceira, Louise.
Olá, Davy.
Quero você esta noite.
Venha me ver...
Lulu
Ele respondeu:
Já vou, Lulu. Talvez
só você possa me ajudar a curar um pouco da minha tristeza...
Logo Davy estava no umbral da porta do
apartamento de Louise. Ela o recepcionou com um beijo intenso.
- Pensei que queria minha companhia como seu melhor amigo...
– Davy falou, malicioso.
- Não se faça de besta. Você sabia muito bem o que eu queria
quando te chamei. – ela continuou beijando-o.
Davy colocou as mãos na
cintura de Louise, aos poucos deslizando para a barra da saia dela.
- Temos alguém atacado hoje... – ela lambeu o lóbulo da
orelha dele.
- Me dê um desconto... Tive uma bela ménage ontem à noite.
- É mesmo? – ela desceu os lábios para o pescoço dele,
beijando e sugando levemente ali.
- É... – ele gemia. – Oh, Lulu...
Louise levou-o para o quarto, o mesmo quarto onde ela teve a amada de
Davy algumas horas antes. Ela despiu o melhor amigo, acariciando cada
centímetro do corpo dele enquanto fazia isso. Abaixou a cueca dele e tocou o
membro já rijo. Davy gemeu de genuíno prazer. Em seguida, a loira revelou sua nudez para ele, que perdeu o fôlego diante da bela
visão.
Lulu puxou Davy com ela para a cama. Deitou-se
e o fez deitar por cima dela. Davy sabia o que fazer. Começou beijando Louise
pela testa. Em seguida, beijou-a em cada uma das maçãs do rosto, nos lábios, no
pescoço e nos ombros. Foi então para os seios, que além de beijados foram
sugados. A esta altura, Louise já gemia muito.
Ele seguiu descendo,
deixando uma trilha de beijos... Até chegar à região íntima de Louise.
- Por que parou? –
ela reclamou.
- É isso mesmo o
que você quer, Louise?
- É! Ande, Davy,
não seja tímido bem agora!
Davy passou a mão
pelas pernas de Louise, o que já deixou a estudante de artes excitada. Sua
região íntima estava úmida, preparada para receber Davy. Ele deu início ao sexo
oral em sua amiga.
- Ooooh, Davy,
Davy! – ela exclamava.
- Você me deixa
louco, Lulu... – disse ele, erguendo a cabeça.
- Ainda não
acabou... – ela disse, acariciando os braços dele, provocante.
Ele entendeu no
mesmo momento o que ela queria dizer. Penetrou-a, levando o prazer de Louise às
alturas.
- Aaaaaah, Davy,
eu te amo! – ela gritou.
- Sim, Lulu, sim,
eu te amo também! Aaaaah, como você é divina...
Os dois amigos de infância
trocaram um longo beijo para finalizar o ato. Ficaram aconchegados nos braços
um do outro. Lulu percebeu que, mesmo com o bom momento, seu querido amigo
parecia melancólico.
- Está tudo bem, Davy? Não tenha reservas comigo...
- Ah... Louise, eu realmente não consigo esconder isso. Eu
sinto mais saudade da Di a cada dia. Tenho o Peter, a Erin, você. Mas nenhum
consegue preencher por completo a falta dela...
- Eu entendo. – Louise acariciou o rosto do amigo mais
amado.
- Lulu, sei que vocês duas se tornaram grandes amigas ainda
na época em que ela era minha namorada... Ainda conversam bastante?
- Claro... Davy... Na verdade...
- Na verdade...?
- Ela e eu...
- O quê? Fale, Lulu!
- Di e eu nos tornamos amantes, Davy.
Ele tentou
processar a informação. Ficou surpreso num primeiro momento... No entanto, uma
imagem logo surgiu em sua mente: ele as vendo se amarem, e em seguida amando
cada uma delas. A mulher que mais amava no mundo e a sua melhor amiga... Era
tudo o que ele mais poderia querer em termos de satisfação sexual.
Louise
notou o brilho que surgiu nos olhos de seu melhor amigo.
- Sei o que você está pensando... E sabe, tive uma ideia.
- Qual ideia, Lulu?
- Uma noite dessas... Nós três. Di, você e eu. O que acha?
- Lulu... Eu não posso querer mais nada da vida!

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