quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Oneshot: Enchanted (What If - Modern Vampires Of The City) - Parte XI

Boa noite! Quem estava com saudade de Enchanted? Boa leitura!




                   Desde que havia sido atacado por Oliver Kahn e Nadine Angerer no bosque até chegar à Ilha das Mandrágoras, Davy lutou bravamente contra os dois inimigos. Porém, o casal de vampiros robustos conseguiu, com muito custo, dominar o vampirinho ágil e esperto e amarrá-lo com cordas fortes, em seguida amordaçando-o e pendurando de cabeça para baixo num galho de árvore resistente.
                Primeiramente, tentaram realizar a leitura da mente dele. Davy sabia que eles iriam lançar mão desse artifício, então, procurou pensar apenas nos seus planos para a noite com Dianna, depois de conseguir se libertar. Nadine e Oliver ficaram espantados com o que conseguiram ler. Davy tinha de admitir que tinha muitos pensamentos eróticos com sua esposa... Mesmo quando ainda estavam se conhecendo, ele já a desejava intensamente.
               Então Nadine disse a Oliver que precisariam “forçá-lo a cooperar”. Davy pôs-se a imaginar o que ela queria dizer com aquilo. Viu a vampira aproximar-se dele, com um olhar... Lascivo. Ela o soltou da árvore, e depois que ele caiu no chão desamarrou-o. O vampiro estava entendendo onde ela queria chegar. Nadine passou a desabotoar a camisa de Davy. Ele queria se afastar dela, mas a vampira era forte e maior do que ele. Ela começou a passar a mão pelo peito dele. De repente, Davy sentia uma pulsão irresistível para olhar diretamente para os olhos de Nadine. Ele sabia o que ela estava fazendo: aplicando a fascinação. Ela abaixou a mordaça dele.


- Davy... Sua esposa é uma vampira de sorte. – ela sussurrava com sedução. – Eu faria de tudo para ter alguém tão atraente como você em minha cama todas as noites...

- Mil perdões, moça, mas se leu minha mente sabe que...

- Ah, não se preocupe, queridinho. Posso ser uma amante tão fogosa quanto a sua mulher. Me beija...

- Me larga, sua louca! – Davy se debatia para se libertar daquele abraço forte. – Saiba que eu sei muito bem o que você está fazendo! Eu mesmo sei fazer um ótimo uso da fascinação, se eu quiser!

- Ah, eu não duvido! Diga-me, sua amiguinha, Louise McGold... Ela provou um pouco de você? Ou ela só queria saber do Müller?

- Não, eu nunca tive nada com ela! Mas por que isso te interessa? Não vai arrancar nada de mim! Absolutamente nada, entendeu?

- Está bem, bonitinho, se não vai dizer por bem... Vai dizer por mal.

                    Nadine colocou a mordaça na boca de Davy, amarrou-o e pendurou-o de cabeça para baixo no galho outra vez. Davy só esperava para ver qual seria o próximo passo dos seus algozes.
                    Mais ou menos uma hora depois, Oliver se aproximou de Davy, com um sorriso debochado.



- Eu vi sua esposa em seus pensamentos, Jones... Que mulher!
                     

                  O que era aquilo? Primeiro Nadine tentava aplicar a fascinação nele, agora Oliver vinha com graça para cima de Dianna? Davy iria acabar com aquela palhaçada. Tentou dizer algo, mas a mordaça o impedia.


- Sim... Não posso culpá-lo por pensar nela daquela forma! – Oliver continuou. – Aquela pele branca... Aquele rosto angelical... Aqueles olhos brilhantes... Aqueles cabelos sedosos... Aquele corpo perfeito, mesmo depois do parto de gêmeas... E aquela boca! O que dizer daquela boca? Cor de carmim... Apenas aguardando o beijo!

                        
                   Davy queria se livrar daquelas amarras, voar para o pescoço de Oliver e estrangulá-lo sem dó nem piedade.



- Ou você me diz tudo o que sabe sobre Louise McGold e o castelo Beckenbauer... – Oliver puxou a mordaça de Davy para baixo com violência. – Ou eu vou ter aquela vampirinha deliciosa todinha para mim!

- SE VOCÊ OUSAR ENCOSTAR UM DEDO NA DIANNA EU MATO VOCÊ, SEU BRUTAMONTES!

- Então pode ir desembuchando, se ama tanto a sua vampira!

- SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER!

- Você é teimoso, hein? – Oliver recolocou a mordaça em Davy.

- Quem sabe ele abra o bico se... Pegarmos suas amadas filhinhas! – Nadine deu um sorriso maléfico para Davy.

                       
              O vampiro temeu por suas gêmeas. Entretanto, mantinha-se firme na resolução de não falar nada do que sabia sobre sua amiga querida.


- Sim! Fale tudo, Jones, ou as suas morceguinhas sofrerão as consequências! – Oliver exclamou, tirando a mordaça para que Davy falasse.

- DECIDAM LOGO SE VÃO ME DEIXAR AMORDAÇADO OU NÃO! Vocês não ousariam fazer mal a crianças... A bebês...

- Está nos superestimando, Davy. – Nadine falou.

                        

                     Superestimando? Seria possível que a baixeza daqueles dois fosse tanta que eles seriam capazes de machucar bebês indefesas? Ele não aguentou.


- EU DIGO TUDO O QUE VOCÊS QUISEREM! TUDO! MAS DEIXEM CECILIA E REBECCA EM PAZ!


                                                                      ***


                     Enquanto Oliver e Nadine tentavam convencer Davy a falar, Dianna estava na mansão, preocupada com a demora do marido. Depois que viu a lança fincada na porta, com o aviso pendurado, ela confiou Cecilia e Rebecca aos cuidados de suas amigas e partiu com os maridos delas ao resgate do seu.
                     Chegaram às terras do Conde Beckenbauer para buscar Louise, que treinava nos jardins.


- Dianna. – a vampirinha parou o que estava fazendo e foi até os quatro recém-chegados. – Micky, Peter e Mike. O que fazem aqui?

- Louise, eu preciso de sua ajuda! Levaram meu marido! Eles... – Dianna mostrou a mensagem a Louise, provocando o horror desta última.

- EU MATO ESSES VAMPIROS! – furiosa, Louise amassou a carta e jogou-a fora. – Eu vou com você, Dianna! Esses safados acham que vão obter algo de mim? Eles subestimam meu poder.

          Os dois lobos e o mago se surpreenderam com aquela atitude de Louise. Dos três, Mike era o mais impressionado. Uns tempos antes, divagava se ele e Louise poderiam ter dado uma chance um ao outro, se Mike não houvesse conhecido Alana e houvesse acontecido o imprinting entre eles, e se Louise não devotasse um amor incondicional por Gerd, sendo correspondida na mesma intensidade.
             Pouco se importando com uma possível objeção de Gerd, pois ainda supunha que o marido nutrisse certo ciúme devido à sua amizade com Davy, Louise rumou para a Ilha das Mandrágoras com Dianna, Mike, Peter e Micky. Ao chegarem lá, a vampira avistou o amigo, com suas roupas rasgadas, amordaçado, amarrado e pendurado de ponta-cabeça.

- Mhmhmhmhmhm! – ele grunhia, tentando dizer algo. Na verdade, ele chamava pela mulher e pela amiga.

- Davy! Meu doce vampiro! – Dianna correu até onde seu marido estava, porém, foi detida pelo estalo do chicote prateado de Nadine.

- Ora, ora! O que temos aqui? – ela olhava debochada para as duas vampiras menores. - Pelo visto a esposa de Davy não perdeu tempo.

                       Oliver, em sua forma de morcego, pousou ao lado de onde Davy estava. Assumiu forma humana e lançou um olhar perigoso para Dianna e Louise, sobretudo para a última. Devorava a beleza delas com os olhos.

- Finalmente estou conhecendo você, Louise McGold! – o vampiro chegou mais perto dela. – És muito belíssima! Entendo o motivo de o Hunt ser obcecado por você.

              Louise ficou intrigada. Quem seria aquele tal de Hunt? Seria vampiro, como Bjorn Borg, ou esse inimigo ou era outro tipo de criatura?

- Libertem Davy Jones! – ordenou. – Vocês querem a mim? Então, estou aqui!

                    Os algozes de Davy se entreolharam e o soltaram. Ele caiu no chão com um baque e foi socorrido por sua esposa e seus amigos.

- Agora saiam todos! – Oliver disse, autoritariamente.  – O assunto é com a frau Müller!


                         Todos entraram em estado de pânico, especialmente Dianna e Davy. Não duvidavam da força e coragem de Louise, contudo, não podiam deixar nada de mal lhe acontecer. Mike também estava disposto a defendê-la. Notou o olhar pervertido de Oliver para ela, e não gostou nem um pouco.
                            O grupo da Ilha dos Lobisomens se afastou, mas ficaram de ouvidos atentos para ajudar a vampirinha loira.

- Doce vampiro... Está tudo bem? – Dianna afagava o rosto do marido, e então abriu a camisa dele, vendo os hematomas em seu peito. – Nem me responda. Já estou vendo que não está tão bem. O que houve?

- Levei muitos socos no peito antes de eles conseguirem me trazer para cá. E Nadine... Ela me segurou muito forte, tentando aplicar a fascinação em mim.

- APLICAR A FASCINAÇÃO EM VOCÊ? EU VOU MATAR AQUELA SAFADA! – Dianna vociferou.

- Calma, Di. – Davy segurou o braço da mulher. – Vamos ouvir o aqueles dois estão falando com a Louise, depois você a mata.

                                    Os cinco puseram-se a escutar a conversa.

- O que pedimos é muito simples, Louise. Você e a srta. Greyhound vêm conosco e seu amado vampiro e o conde dela não sofrerão nada. O Barão Lauda desistirá de guerrear contra o Conde Beckenbauer.  – ouviram Nadine dizer.

- Como posso confiar no que dizem? – Louise falou, em tom de desafio. – Não posso esperar esse tipo de clemência de alguém como aquele barão! Ele é vil, nefando! E vocês não ficam atrás. Sei que ameaçaram as filhas de meu amigo! Não têm vergonha de ameaçarem a vida de duas criancinhas?

- Ah, Louise... Não é tão ruim assim. Você será muito bem-tratada pelo Hunt, lá em Viena. – disse Oliver. – E se quiser uma prévia... Por mim também. – ele pegou o braço dela.

                                 Davy e Mike ficaram alerta para defender Louise. As presas e as garras de Mike até mesmo despontaram. Viram Louise desferir um belo tapa no rosto de Oliver.

- Não me toque!

- Acho que é hora de intervirmos. – disse Peter.

- De pleno acordo. – os outros quatro concordaram.

                                        Correram até onde estavam Louise e os dois inimigos.



- Dissemos que o assunto era entre nós e a frau Müller. – falou Nadine.

- Quando ameaçam uma amiga minha, as minhas filhas, e principalmente o meu marido, se torna 
assunto meu também! – Dianna rosnou, partindo para cima de Nadine.

            

                                      As duas vampiras rolaram no chão, engalfinhadas. Dianna socou o rosto de Nadine, que deu um puxão em seu cabelo como resposta, arrancando um pouco dele, e em seguida conseguiu ficar por cima da vampira menor. A esposa de Davy chutou a barriga de Nadine, que se curvou de dor.



- Sua vampirinha maldita... Acha que pode comigo? Olhe o seu tamanho!

           

                         Assim como seu marido, Dianna detestava que fizessem qualquer comentário sobre sua altura e que desmerecessem suas habilidades de luta por isso. Ela lançou um olhar selvagem a Nadine e já se preparava para atacá-la, quando a vampira maior deu-lhe um soco nos seios. Dianna gritou de dor, agarrando a região atingida.
                         Davy correu para ajudar sua esposa, Louise fazendo o mesmo. Ela disse:



- NÃO SE ATREVAM!

- Você gosta de posar de valente, baixinha. – Nadine provocou.

                        A vampirinha estava ficando a cada segundo mais irritada.

- Vou te mostrar quem posa de valente aqui! – ela rugiu.

                          Atracou-se com Nadine e passou-lhe uma rasteira, derrubando a vampira robusta no chão. Esmurrou e quebrou o nariz dela.

- Isso é para você aprender a não mexer com meu doce vampiro, meu leãozinho! – Dianna disse. – Se quiser, Lulu, pode terminar.

- Leoazinha! Eu não creio que... – Davy estava incrédulo diante daquela cena. – Você merece mesmo o apelido.

- Tudo para proteger você, nossas filhas e a Lulu, leãozinho. – Dianna disse.

- Eu aceito sua oferta para completar o trabalho, Dianna. – disse Louise, esfregando as mãos.

                  Nadine ainda debochou de Louise.


- O que fará comigo, fraü Müller?

- Dar o que você merece!

                 Antes que a vampira maior pudesse se manifestar, Louise levantou-a com as duas mãos acima de sua cabeça, arrancou o chicote da mão dela, fez pontaria e lançou Nadine na boca de Caríbdis, onde ela encontrou seu fim.

- É ISSO O QUE ACONTECE COM QUEM MEXE COM MEUS AMIGOS! – Louise gritou.

                   Todos estavam impressionados com a prodigiosa força de Louise. Davy disse:

- A força dela é comparável à de Gerd! Acho que é ela quem faz dele um vampiro tão forte!

- Ela é mesmo forte... Mas quero ver resistir a mim! – Oliver agarrou Louise de súbito. Davy e Mike correram até ele.

- Solte Louise! – Davy ordenou.

- Ou o quê, seu vampiro anão? – Oliver provocou.

- Ou isso! – Mike exclamou, imediatamente assumindo a forma de lobo e mordendo a perna do enorme vampiro.

                      Imediatamente, Oliver soltou Louise, que só não caiu porque Davy foi rápido e a segurou. O vampiro forte e grande fazia o possível para soltar o lobo de sua perna, mas Mike estava bem seguro pelas presas. De repente, Oliver sentiu um lobo em suas costas, arranhando-o. Era Micky. Por mais que tentasse lutar contra os dois lobos, Oliver não conseguia fazê-los soltá-lo. Até que finalmente se sacudiu com o máximo de violência, fazendo Mike e Micky caírem de costas no chão. Os dois fizeram um razoável estrago na perna e nas costas de Oliver. Davy plantou o pé no peito de Oliver. Podia ser pequeno, mas ainda era um vampiro, e portanto bastante forte. A pressão de seu pé asfixiava Oliver.


- Nós vamos poupá-lo... Se você ficar bem longe da minha esposa Dianna e da minha amiga Louise! Bem longe, entendeu? – ele rosnou.

- Eu juro, Jones, ficarei longe delas! Poupe-me!

- Sinceramente? Não acredito no seu juramento! Peter... Apaga a memória dele. E aproveite e coloque um pouco de compaixão e de respeito pelas mulheres na alma dele, sobretudo pelas casadas!

- Com prazer, Davy. – disse Peter, apontando a varinha para o cérebro de Oliver.


             Quando se recobrou, Oliver não tinha mais o semblante ameaçador.



- Quem sou eu? Onde estou? Quem são vocês?

- Seu nome é Oliver Kahn. – disse Louise. – Você está na Ilha das Mandrágoras. Eu sou Louise McGold. Estes são Davy e Dianna Jones, Micky Dolenz, Mike Nesmith e Peter Tork. Eu vou levar você para o Castelo Beckenbauer e te ajudar, Oliver.

- Obrigado. – Oliver sorriu, e até mesmo beijou a mão de Louise. Nem parecia que minutos antes ele havia insinuado que tentaria violentá-la.

                                                                 ***



                    Dianna, Davy, Mike, Micky e Peter finalmente regressaram à mansão. O casal de vampiros estava visivelmente exausto. Perguntaram a Emma, Erin, Renée e Alana sobre as gêmeas.


- Estão dormindo desde que você saiu, Dianna. – falou Emma.

- Bom, acho que devemos fazer o mesmo, leãozinho. – disse Dianna, puxando o marido pela mão para dentro do quarto. – Boa noite a todos!

- Boa noite! – os demais responderam.

                Logo Micky e Emma fizeram o mesmo, levando Christian, adormecido nos braços da mãe. Peter e Erin também foram se deitar em seguida, ele ninando Sally. Não demorou, Renée recolheu-se. Ficaram apenas Mike e Alana na sala de estar.


- Como foi a luta, meu lobo? Machucou-se? – perguntou ela, já abrindo a camisa do marido para verificar possíveis ferimentos.

- Não, não, não se preocupe, Allie. – Mike deu um selinho na esposa. – Apenas bati as costas quando Oliver Kahn sacudiu-se para que eu parasse de morder sua perna, mas tudo bem.

- Mordeu a perna dele?

- Sim, poderia ter arrancado um belo pedaço... Aquele maldito olhava para Louise com tal perversão que...

- Louise? Você... Atacou Kahn especificamente para defender Louise? – a loba incomodou-se.

                    
                       Mike percebeu o ciúme brotando no coração de sua loba.


- Alana... Eu não podia deixar que aquele covarde...

- Micky poderia tê-la defendido! Peter! Davy, principalmente! Louise também sabe se cuidar sozinha! Você... Ainda sente algo por ela, não é? – Alana sabia do breve relacionamento que o marido havia tido com a vampirinha de olhos azuis.

- Não, minha lobinha, claro que não! Eu amo você, Alana... E somente você!

- Sei. – ela resmungou, dando as costas para ele.

- Por favor, acredite em mim... – Mike abraçou a esposa por trás, suas mãos pousando no ventre dela. Faltava pouco para que o filhote do casal de lobos viesse ao mundo.

- Me deixa sozinha esta noite!

- Allie!

- Não se preocupe, eu vou trazer o seu travesseiro e uma manta para o sofá ficar mais confortável.
                 

                        O lobo conhecia sua esposa muito bem, então resolveu não discutir. Pensou que no dia seguinte ela esqueceria aquilo... Ledo engano.


- Alana, por favor, esqueça essa história! – Mike exclamou, exasperado, após a esposa ter passado o dia sem dirigir-lhe a palavra.

- Micky, diga ao meu marido que se ele pensa que vai amolecer meu coração, está muito enganado! – a loba falou, raivosa.

- Você ouviu sua loba, Mike. – Micky disse.

                   
                       Mike soltou um profundo suspiro. Alana era a loba mais cabeça-dura que ele conhecia. E nos dois dias seguintes, ela continuou sem falar com ele. Ele não sabia mais o que fazer.
                         Enquanto isso, Alana tentava não mostrar que já estava sentindo as dores do parto. O nervosismo provocado pelo ciúme havia acelerado o processo.


- Alana, perdoe o Nez, pelo amor de Deus! – Dianna dizia. – Olha, eu sei como ciúme é uma coisa terrível. Corrói você até o fundo da sua alma...  Porém, você precisa perdoá-lo, para que ele possa vir ficar com você no momento do parto!

- Não, não vou perdoá-lo tão cedo...  – Alana insistiu, deitada em sua cama. - Vou para a floresta. Vou preparar uma toca e ter meu filhote nela...

- Allie, não seja exagerada... – advertiu Erin.

- Eu não estou exageran... AAAAH! – a loba curvou-se de dor.

- Vai ser agora, Alana? – indagou Renée.

- Sim! SIM! Aaaaai... Chamem o Nez, por favor!

- Vou chamá-lo! – disse Emma, indo buscar o lobo.

                         

                            Emma encontrou os homens na sala de estar.


- Mike, venha para o quarto! Alana vai dar à luz, ela quer você ao lado dela!

- Ela quer mesmo? Todos esses dias ela nem falou comigo...

- Ela te perdoa! Ande!
                            

                             Mike não titubeou. Correu junto com Emma para o quarto.



- Allie! – ele exclamou, aproximando-se da cama.

- Oh, Mike... Aaaaah, está doendo!

- Calma. – disse ele, num tom tranquilo, segurando a mão da esposa. – Força, meu amor! Aí vem nosso filhote!

- Estou tentando!

                            
                           Segurando com firmeza a mão de Mike, Alana fez o máximo de força que conseguia para empurrar o bebê. Finalmente, um choro foi ouvido.


- Nasceu, Allie, nasceu! – Mike exclamou, muito feliz.

- Alana, Mike, é menino! – disse Renée, sorrindo e colocando o recém-nascido nos braços da mãe.

- Que lobinho lindo! – Alana beijou a testa de seu bebê. – É a cara do pai! – ela sorriu para Mike, tão alegre que estava.

- Ele é mesmo lindo, minha lobinha... – Mike devolveu o sorriso e beijou Alana com paixão. – E o nome dele?

- Jason. Adoro esse nome! – Alana disse, sem hesitar.

                                
                           Deu o bebê para o pai segurar. Mike pegou o pequeno com cuidado.



- Olá, Jason. – o novo pai sorria. – Bem-vindo, meu filhote!


                            
                          Mais tarde, a mansão estava tranquila. As gêmeas e Christian brincavam de esconde-esconde, vigiados de perto por seus respectivos pais. Emma e Dianna conversavam com Renée. Erin observava Peter tentar ensinar as primeiras magias a Sally, que começava a manifestar seus poderes. E Alana e Mike estavam no quarto, cuidando do pequenino Jason.
                           A campainha tocou. Renée levantou-se do sofá para abrir.



- Sim?


- Meu nome é Marco Veratti, linda moça. – disse o recém-chegado, beijando a mão da alquimista. Ele era um lobo, e acabava de sentir o imprinting por aquela jovem com ar de poucos amigos. – Pode me abrigar? 

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