Desde que havia sido atacado por Oliver Kahn e Nadine Angerer no bosque
até chegar à Ilha das Mandrágoras, Davy lutou bravamente contra os dois
inimigos. Porém, o casal de vampiros robustos conseguiu, com muito custo,
dominar o vampirinho ágil e esperto e amarrá-lo com cordas fortes, em seguida
amordaçando-o e pendurando de cabeça para baixo num galho de árvore resistente.
Primeiramente, tentaram realizar a leitura da mente dele. Davy sabia que
eles iriam lançar mão desse artifício, então, procurou pensar apenas nos seus
planos para a noite com Dianna, depois de conseguir se libertar. Nadine e
Oliver ficaram espantados com o que conseguiram ler. Davy tinha de admitir que
tinha muitos pensamentos eróticos com sua esposa... Mesmo quando ainda estavam
se conhecendo, ele já a desejava intensamente.
Então
Nadine disse a Oliver que precisariam “forçá-lo a cooperar”. Davy pôs-se a
imaginar o que ela queria dizer com aquilo. Viu a vampira aproximar-se dele,
com um olhar... Lascivo. Ela o soltou da árvore, e depois que ele caiu no chão
desamarrou-o. O vampiro estava entendendo onde ela queria chegar. Nadine passou
a desabotoar a camisa de Davy. Ele queria se afastar dela, mas a vampira era
forte e maior do que ele. Ela começou a passar a mão pelo peito dele. De
repente, Davy sentia uma pulsão irresistível para olhar diretamente para os
olhos de Nadine. Ele sabia o que ela estava fazendo: aplicando a fascinação.
Ela abaixou a mordaça dele.
- Davy... Sua esposa é uma vampira de sorte. – ela
sussurrava com sedução. – Eu faria de tudo para ter alguém tão atraente como
você em minha cama todas as noites...
- Mil perdões, moça, mas se leu minha mente sabe que...
- Ah, não se preocupe, queridinho. Posso ser uma amante tão
fogosa quanto a sua mulher. Me beija...
- Me larga, sua louca! – Davy se debatia para se libertar
daquele abraço forte. – Saiba que eu sei muito bem o que você está fazendo! Eu
mesmo sei fazer um ótimo uso da fascinação, se eu quiser!
- Ah, eu não duvido! Diga-me, sua amiguinha, Louise
McGold... Ela provou um pouco de você? Ou ela só queria saber do Müller?
- Não, eu nunca tive nada com ela! Mas por que isso te
interessa? Não vai arrancar nada de mim! Absolutamente nada, entendeu?
- Está bem, bonitinho, se não vai dizer por bem... Vai dizer
por mal.
Nadine colocou a mordaça na boca de Davy, amarrou-o e pendurou-o de
cabeça para baixo no galho outra vez. Davy só esperava para ver qual seria o
próximo passo dos seus algozes.
Mais ou menos uma hora depois, Oliver se aproximou de Davy, com um
sorriso debochado.
- Eu vi sua esposa em seus pensamentos, Jones... Que mulher!
O que era aquilo? Primeiro Nadine tentava
aplicar a fascinação nele, agora Oliver vinha com graça para cima de Dianna?
Davy iria acabar com aquela palhaçada. Tentou dizer algo, mas a mordaça o
impedia.
- Sim... Não posso culpá-lo por pensar nela daquela forma! –
Oliver continuou. – Aquela pele branca... Aquele rosto angelical... Aqueles
olhos brilhantes... Aqueles cabelos sedosos... Aquele corpo perfeito, mesmo
depois do parto de gêmeas... E aquela boca! O que dizer daquela boca? Cor de
carmim... Apenas aguardando o beijo!
Davy queria se livrar daquelas amarras, voar para o pescoço de Oliver e
estrangulá-lo sem dó nem piedade.
- Ou você me diz tudo o que sabe sobre Louise McGold e o
castelo Beckenbauer... – Oliver puxou a mordaça de Davy para baixo com
violência. – Ou eu vou ter aquela vampirinha deliciosa todinha para mim!
- SE VOCÊ OUSAR ENCOSTAR UM DEDO NA DIANNA EU MATO VOCÊ, SEU
BRUTAMONTES!
- Então pode ir desembuchando, se ama tanto a sua vampira!
- SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER!
- Você é teimoso, hein? – Oliver recolocou a mordaça em
Davy.
- Quem sabe ele abra o bico se... Pegarmos suas amadas
filhinhas! – Nadine deu um sorriso maléfico para Davy.
O vampiro temeu por suas gêmeas. Entretanto, mantinha-se firme na
resolução de não falar nada do que sabia sobre sua amiga querida.
- Sim! Fale tudo, Jones, ou as suas morceguinhas sofrerão as
consequências! – Oliver exclamou, tirando a mordaça para que Davy falasse.
- DECIDAM LOGO SE VÃO ME DEIXAR AMORDAÇADO OU NÃO! Vocês não
ousariam fazer mal a crianças... A bebês...
- Está nos superestimando, Davy. – Nadine falou.
Superestimando? Seria possível que a baixeza daqueles dois fosse tanta
que eles seriam capazes de machucar bebês indefesas? Ele não aguentou.
- EU DIGO TUDO O QUE VOCÊS QUISEREM! TUDO! MAS DEIXEM
CECILIA E REBECCA EM PAZ!
***
Enquanto Oliver e Nadine tentavam convencer Davy a falar, Dianna estava
na mansão, preocupada com a demora do marido. Depois que viu a lança fincada na
porta, com o aviso pendurado, ela confiou Cecilia e Rebecca aos cuidados de
suas amigas e partiu com os maridos delas ao resgate do seu.
Chegaram às terras do Conde Beckenbauer para buscar Louise, que treinava
nos jardins.
- Dianna. – a vampirinha parou o que estava fazendo e foi
até os quatro recém-chegados. – Micky, Peter e Mike. O que fazem aqui?
- Louise, eu preciso de sua ajuda! Levaram meu marido!
Eles... – Dianna mostrou a mensagem a Louise, provocando o horror desta última.
- EU MATO ESSES VAMPIROS! – furiosa, Louise amassou a carta
e jogou-a fora. – Eu vou com você, Dianna! Esses safados acham que vão obter
algo de mim? Eles subestimam meu poder.
Os dois
lobos e o mago se surpreenderam com aquela atitude de Louise. Dos três, Mike
era o mais impressionado. Uns tempos antes, divagava se ele e Louise poderiam
ter dado uma chance um ao outro, se Mike não houvesse conhecido Alana e
houvesse acontecido o imprinting entre eles, e se Louise não devotasse um amor
incondicional por Gerd, sendo correspondida na mesma intensidade.
Pouco se
importando com uma possível objeção de Gerd, pois ainda supunha que o marido
nutrisse certo ciúme devido à sua amizade com Davy, Louise rumou para a Ilha
das Mandrágoras com Dianna, Mike, Peter e Micky. Ao chegarem lá, a vampira
avistou o amigo, com suas roupas rasgadas, amordaçado, amarrado e pendurado de
ponta-cabeça.
- Mhmhmhmhmhm! – ele grunhia, tentando dizer algo. Na
verdade, ele chamava pela mulher e pela amiga.
- Davy! Meu doce vampiro! – Dianna correu até onde seu
marido estava, porém, foi detida pelo estalo do chicote prateado de Nadine.
- Ora, ora! O que temos aqui? – ela olhava debochada para as
duas vampiras menores. - Pelo visto a esposa de Davy não perdeu tempo.
Oliver, em sua forma de morcego, pousou ao lado de onde Davy estava.
Assumiu forma humana e lançou um olhar perigoso para Dianna e Louise, sobretudo
para a última. Devorava a beleza delas com os olhos.
- Finalmente estou conhecendo você, Louise McGold! – o
vampiro chegou mais perto dela. – És muito belíssima! Entendo o motivo de o
Hunt ser obcecado por você.
Louise
ficou intrigada. Quem seria aquele tal de Hunt? Seria vampiro, como Bjorn Borg,
ou esse inimigo ou era outro tipo de criatura?
- Libertem Davy Jones! – ordenou. – Vocês querem a mim?
Então, estou aqui!
Os
algozes de Davy se entreolharam e o soltaram. Ele caiu no chão com um baque e
foi socorrido por sua esposa e seus amigos.
- Agora saiam todos! – Oliver disse, autoritariamente. – O assunto é com a frau Müller!
Todos entraram em estado de pânico, especialmente Dianna e Davy. Não
duvidavam da força e coragem de Louise, contudo, não podiam deixar nada de mal
lhe acontecer. Mike também estava disposto a defendê-la. Notou o olhar
pervertido de Oliver para ela, e não gostou nem um pouco.
O grupo da Ilha dos Lobisomens se afastou, mas ficaram de ouvidos
atentos para ajudar a vampirinha loira.
- Doce vampiro... Está tudo bem? – Dianna afagava o rosto do
marido, e então abriu a camisa dele, vendo os hematomas em seu peito. – Nem me
responda. Já estou vendo que não está tão bem. O que houve?
- Levei muitos socos no peito antes de eles conseguirem me
trazer para cá. E Nadine... Ela me segurou muito forte, tentando aplicar a
fascinação em mim.
- APLICAR A FASCINAÇÃO EM VOCÊ? EU VOU MATAR AQUELA SAFADA!
– Dianna vociferou.
- Calma, Di. – Davy segurou o braço da mulher. – Vamos ouvir
o aqueles dois estão falando com a Louise, depois você a mata.
Os cinco
puseram-se a escutar a conversa.
- O que pedimos é muito simples, Louise. Você e a srta.
Greyhound vêm conosco e seu amado vampiro e o conde dela não sofrerão nada. O
Barão Lauda desistirá de guerrear contra o Conde Beckenbauer. – ouviram Nadine dizer.
- Como posso confiar no que dizem? – Louise falou, em tom de
desafio. – Não posso esperar esse tipo de clemência de alguém como aquele
barão! Ele é vil, nefando! E vocês não ficam atrás. Sei que ameaçaram as filhas
de meu amigo! Não têm vergonha de ameaçarem a vida de duas criancinhas?
- Ah, Louise... Não é tão ruim assim. Você será muito bem-tratada
pelo Hunt, lá em Viena. – disse Oliver. – E se quiser uma prévia... Por mim
também. – ele pegou o braço dela.
Davy e Mike ficaram
alerta para defender Louise. As presas e as garras de Mike até mesmo
despontaram. Viram Louise desferir um belo tapa no rosto de Oliver.
- Não me toque!
- Acho que é hora de intervirmos. – disse Peter.
- De pleno acordo. – os outros quatro concordaram.
Correram até onde estavam Louise e os dois inimigos.
- Dissemos que o assunto era entre nós e a frau Müller. –
falou Nadine.
- Quando ameaçam uma amiga minha, as minhas filhas, e principalmente o meu marido, se torna
assunto meu também! – Dianna rosnou, partindo para cima de Nadine.
As duas vampiras rolaram no chão,
engalfinhadas. Dianna socou o rosto de Nadine, que deu um puxão em seu cabelo
como resposta, arrancando um pouco dele, e em seguida conseguiu ficar por cima
da vampira menor. A esposa de Davy chutou a barriga de Nadine, que se curvou de
dor.
- Sua vampirinha maldita... Acha que pode comigo? Olhe o seu
tamanho!
Assim
como seu marido, Dianna detestava que fizessem qualquer comentário sobre sua
altura e que desmerecessem suas habilidades de luta por isso. Ela lançou um
olhar selvagem a Nadine e já se preparava para atacá-la, quando a vampira maior
deu-lhe um soco nos seios. Dianna gritou de dor, agarrando a região atingida.
Davy
correu para ajudar sua esposa, Louise fazendo o mesmo. Ela disse:
- NÃO SE ATREVAM!
- Você gosta de posar de valente, baixinha. – Nadine
provocou.
A vampirinha estava ficando a cada segundo mais irritada.
- Vou te mostrar quem posa de valente aqui! – ela rugiu.
Atracou-se com Nadine e passou-lhe uma rasteira, derrubando a vampira
robusta no chão. Esmurrou e quebrou o nariz dela.
- Isso é para você aprender a não mexer com meu doce
vampiro, meu leãozinho! – Dianna disse. – Se quiser, Lulu, pode terminar.
- Leoazinha! Eu não creio que... – Davy estava incrédulo
diante daquela cena. – Você merece mesmo o apelido.
- Tudo para proteger você, nossas filhas e a Lulu,
leãozinho. – Dianna disse.
- Eu aceito sua oferta para completar o trabalho, Dianna. –
disse Louise, esfregando as mãos.
Nadine ainda debochou de Louise.
- O que fará comigo, fraü Müller?
- Dar o que você merece!
Antes
que a vampira maior pudesse se manifestar, Louise levantou-a com as duas mãos
acima de sua cabeça, arrancou o chicote da mão dela, fez pontaria e lançou
Nadine na boca de Caríbdis, onde ela encontrou seu fim.
- É ISSO O QUE ACONTECE COM QUEM MEXE COM MEUS AMIGOS! –
Louise gritou.
Todos estavam impressionados com a prodigiosa força de Louise. Davy
disse:
- A força dela é comparável à de Gerd! Acho que é ela quem
faz dele um vampiro tão forte!
- Ela é mesmo forte... Mas quero ver resistir a mim! –
Oliver agarrou Louise de súbito. Davy e Mike correram até ele.
- Solte Louise! – Davy ordenou.
- Ou o quê, seu vampiro anão? – Oliver provocou.
- Ou isso! – Mike exclamou, imediatamente assumindo a forma
de lobo e mordendo a perna do enorme vampiro.
Imediatamente, Oliver soltou Louise, que só não caiu porque Davy foi
rápido e a segurou. O vampiro forte e grande fazia o possível para soltar o
lobo de sua perna, mas Mike estava bem seguro pelas presas. De repente, Oliver
sentiu um lobo em suas costas, arranhando-o. Era Micky. Por mais que tentasse
lutar contra os dois lobos, Oliver não conseguia fazê-los soltá-lo. Até que
finalmente se sacudiu com o máximo de violência, fazendo Mike e Micky caírem de
costas no chão. Os dois fizeram um razoável estrago na perna e nas costas de
Oliver. Davy plantou o pé no peito de Oliver. Podia ser pequeno, mas ainda era
um vampiro, e portanto bastante forte. A pressão de seu pé asfixiava Oliver.
- Nós vamos poupá-lo... Se você ficar bem longe da minha
esposa Dianna e da minha amiga Louise! Bem longe, entendeu? – ele rosnou.
- Eu juro, Jones, ficarei longe delas! Poupe-me!
- Sinceramente? Não acredito no seu juramento! Peter...
Apaga a memória dele. E aproveite e coloque um pouco de compaixão e de respeito
pelas mulheres na alma dele, sobretudo pelas casadas!
- Com prazer, Davy. – disse Peter, apontando a varinha para
o cérebro de Oliver.
Quando se
recobrou, Oliver não tinha mais o semblante ameaçador.
- Quem sou eu? Onde estou? Quem são vocês?
- Seu nome é Oliver Kahn. – disse Louise. – Você está na
Ilha das Mandrágoras. Eu sou Louise McGold. Estes são Davy e Dianna Jones,
Micky Dolenz, Mike Nesmith e Peter Tork. Eu vou levar você para o Castelo
Beckenbauer e te ajudar, Oliver.
- Obrigado. – Oliver sorriu, e até mesmo beijou a mão de
Louise. Nem parecia que minutos antes ele havia insinuado que tentaria
violentá-la.
***
Dianna, Davy, Mike, Micky e Peter finalmente regressaram à mansão. O
casal de vampiros estava visivelmente exausto. Perguntaram a Emma, Erin, Renée
e Alana sobre as gêmeas.
- Estão dormindo desde que você saiu, Dianna. – falou Emma.
- Bom, acho que devemos fazer o mesmo, leãozinho. – disse
Dianna, puxando o marido pela mão para dentro do quarto. – Boa noite a todos!
- Boa noite! – os demais responderam.
Logo
Micky e Emma fizeram o mesmo, levando Christian, adormecido nos braços da mãe.
Peter e Erin também foram se deitar em seguida, ele ninando Sally. Não demorou,
Renée recolheu-se. Ficaram apenas Mike e Alana na sala de estar.
- Como foi a luta, meu lobo? Machucou-se? – perguntou ela,
já abrindo a camisa do marido para verificar possíveis ferimentos.
- Não, não, não se preocupe, Allie. – Mike deu um selinho na
esposa. – Apenas bati as costas quando Oliver Kahn sacudiu-se para que eu
parasse de morder sua perna, mas tudo bem.
- Mordeu a perna dele?
- Sim, poderia ter arrancado um belo pedaço... Aquele
maldito olhava para Louise com tal perversão que...
- Louise? Você... Atacou Kahn especificamente para defender
Louise? – a loba incomodou-se.
Mike percebeu o ciúme brotando no coração de sua loba.
- Alana... Eu não podia deixar que aquele covarde...
- Micky poderia tê-la defendido! Peter! Davy,
principalmente! Louise também sabe se cuidar sozinha! Você... Ainda sente algo
por ela, não é? – Alana sabia do breve relacionamento que o marido havia tido
com a vampirinha de olhos azuis.
- Não, minha lobinha, claro que não! Eu amo você, Alana... E
somente você!
- Sei. – ela resmungou, dando as costas para ele.
- Por favor, acredite em mim... – Mike abraçou a esposa por
trás, suas mãos pousando no ventre dela. Faltava pouco para que o filhote do
casal de lobos viesse ao mundo.
- Me deixa sozinha esta noite!
- Allie!
- Não se preocupe, eu vou trazer o seu travesseiro e uma
manta para o sofá ficar mais confortável.
O
lobo conhecia sua esposa muito bem, então resolveu não discutir. Pensou que no
dia seguinte ela esqueceria aquilo... Ledo engano.
- Alana, por favor, esqueça essa história! – Mike exclamou,
exasperado, após a esposa ter passado o dia sem dirigir-lhe a palavra.
- Micky, diga ao meu marido que se ele pensa que vai
amolecer meu coração, está muito enganado! – a loba falou, raivosa.
- Você ouviu sua loba, Mike. – Micky disse.
Mike soltou um profundo suspiro. Alana era a loba mais cabeça-dura que
ele conhecia. E nos dois dias seguintes, ela continuou sem falar com ele. Ele
não sabia mais o que fazer.
Enquanto isso, Alana tentava não mostrar que já estava sentindo as dores
do parto. O nervosismo provocado pelo ciúme havia acelerado o processo.
- Alana, perdoe o Nez, pelo amor de Deus! – Dianna dizia. –
Olha, eu sei como ciúme é uma coisa terrível. Corrói você até o fundo da sua
alma... Porém, você precisa perdoá-lo,
para que ele possa vir ficar com você no momento do parto!
- Não, não vou perdoá-lo tão cedo... – Alana insistiu, deitada em sua cama. - Vou
para a floresta. Vou preparar uma toca e ter meu filhote nela...
- Allie, não seja exagerada... – advertiu Erin.
- Eu não estou exageran... AAAAH! – a loba curvou-se de dor.
- Vai ser agora, Alana? – indagou Renée.
- Sim! SIM! Aaaaai... Chamem o Nez, por favor!
- Vou chamá-lo! – disse Emma, indo buscar o lobo.
Emma encontrou os homens na sala de estar.
- Mike, venha para o quarto! Alana vai dar à luz, ela quer
você ao lado dela!
- Ela quer mesmo? Todos esses dias ela nem falou comigo...
- Ela te perdoa! Ande!
Mike não titubeou. Correu junto com Emma para o quarto.
- Allie! – ele exclamou, aproximando-se da cama.
- Oh, Mike... Aaaaah, está doendo!
- Calma. – disse ele, num tom tranquilo, segurando a mão da
esposa. – Força, meu amor! Aí vem nosso filhote!
- Estou tentando!
Segurando com firmeza a mão de Mike, Alana fez o máximo de força que
conseguia para empurrar o bebê. Finalmente, um choro foi ouvido.
- Nasceu, Allie, nasceu! – Mike exclamou, muito feliz.
- Alana, Mike, é menino! – disse Renée, sorrindo e colocando
o recém-nascido nos braços da mãe.
- Que lobinho lindo! – Alana beijou a testa de seu bebê. – É
a cara do pai! – ela sorriu para Mike, tão alegre que estava.
- Ele é mesmo lindo, minha lobinha... – Mike devolveu o
sorriso e beijou Alana com paixão. – E o nome dele?
- Jason. Adoro esse nome! – Alana disse, sem hesitar.
Deu o bebê para
o pai segurar. Mike pegou o pequeno com cuidado.
- Olá, Jason. – o novo pai sorria. – Bem-vindo, meu filhote!
Mais tarde, a mansão estava tranquila. As gêmeas e Christian brincavam
de esconde-esconde, vigiados de perto por seus respectivos pais. Emma e Dianna
conversavam com Renée. Erin observava Peter tentar ensinar as primeiras magias
a Sally, que começava a manifestar seus poderes. E Alana e Mike estavam no
quarto, cuidando do pequenino Jason.
A campainha
tocou. Renée levantou-se do sofá para abrir.
- Sim?
- Meu nome é Marco Veratti, linda moça. – disse o
recém-chegado, beijando a mão da alquimista. Ele era um lobo, e acabava de
sentir o imprinting por aquela jovem com ar de poucos amigos. – Pode me
abrigar?
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