terça-feira, 22 de setembro de 2015

Shades Of Grey: Episódio 3 - What If (Minissérie)

Boa noite! Ando bastante prolífica ultimamente, kkk. Vou postar mais um episódio de Shades Of Grey, boa leitura! 




     
       Naquela noite, Emma foi encontrar-se às escondidas com o barão Dolenz, no quarto dele. Haviam iniciado sua relação amorosa no verão do ano anterior.


- Micky, vai voltar logo a Londres? Sinto tanta saudade de você quando está lá... – a moça perguntou, encostando a cabeça no peito do amado.

- Infelizmente. Logo depois que Davy se casar. Emma... Eu também estou noivo.

              

            A ajudante de cozinha ergueu a cabeça para encarar o jovem barão. Seus olhos azuis estavam arregalados de espanto.



- Noivo? Oh, Micky... – Emma tentava não chorar. – Eu pensava que você me...

- Eu amo você, Emma! Pode ter certeza! Esse casamento foi arranjado por minha família e a família da moça. Não se preocupe, eu nunca vou me esquecer de você! – Micky beijou Emma apaixonado. – Aposto que a tal noiva que meus pais me arranjaram deve ser feia...

- Eu amo tanto você, seu barãozinho louco... – Emma sussurrou. – A pior coisa que pode me acontecer, mais do que você deixar de me amar, é você se esquecer dessa pobre criadinha...

- Já te disse que nem uma coisa nem outra vai acontecer, querida. – Micky deslizava as mãos pelas costas de Emma. Ela estremecia com o toque dele. – Vai ser minha esta noite? – ele sussurrou sedutor.

- Sim... Senti falta de você ao meu lado. – Emma sorriu para Micky.


                   O barão pegou a ajudante de cozinha nos braços e carregou-a até a cama.


- Você fica ainda mais linda em meio aos meus lençóis, Emma! – Micky disse, já sedento pela nudez de sua amada.

- E você fica ainda mais lindo sem suas roupas. – ela respondeu, maliciosa.


                      Emma ajoelhou-se na cama e livrou-se de suas roupas, em seguida removendo as do amado. Micky fez Emma recostar-se na cama novamente e deitou-se por cima dela, trocando um beijo quente.
                       A moça tocava o rapaz em todos os pontos sensíveis, provocando-o e fazendo-o gemer. Em resposta aos toques e carícias dela, Micky introduziu uma de suas mãos na parte íntima de Emma, enquanto com a outra fazia carinho nos cabelos dourados dela. Ela deixava uma trilha de beijos no peito dele. A mão de Micky lá embaixo a estava enlouquecendo.


- Micky, oh, Micky... Mais, eu quero mais!

- Calma, meu amor.


                     Micky passou a beijar o pescoço, os ombros e os seios de Emma. Ela arranhava as costas dele em retribuição.

- Ande, Micky, mostre que é mesmo louco! Eu já estou endoidecendo também...

- Seu desejo é uma ordem, Emma. – ele deu um sorriso com malícia.


                    Enfim Micky iniciou as penetrações. A sensação de fato fazia Emma perder o controle. O casal gemia muito, e faziam o possível para não ser ouvidos.

- Micky, você é maravilhoso, querido...

- Você também, Emma, você também... Eu juro que se pudesse jogaria tudo para o ar e me casaria com você! Mas não sei se sou tão louco...

- É impossível, Micky... Mas estou conformada.

- Eu não sei explicar, Emma, mas algo me diz que estaremos ligados para sempre!

- Eu também sinto isso!      
           



            Beijaram-se ardentemente. Ainda ofegando, Emma e Micky se separaram, após o orgasmo. Ele a abraçou fortemente e cheirou os cabelos dela. Emma, aconchegada no peito de Micky, escutava atenta as batidas do coração dele. Mal imaginavam que seu amor havia se transformado em algo mais...
             No dia seguinte, Davy e seus amigos saíram para cavalgar juntos. Cada um deles cheio de preocupações amorosas. Davy pensava se ainda tinha alguma chance de se livrar da noiva insuportável. Micky nem sequer conhecia sua noiva, e isso o perturbava muito. Mike havia conhecido sua noiva, Alana, pouco antes de sair de Londres... E havia gostado dela. O que diria a Alice?  E Peter já estava planejando como faria para escandalizar a corte e desposar a sua amada Erin.


- Eu detesto Amber. – Davy disse. – A cada dia mais. Não sei se vou suportar viver com essa mulher pelo resto da minha vida! Se não fosse tudo tão difícil, desmancharia tudo com ela e tornaria Dianna minha esposa!

- A vida tem sido injusta para todos nós... – Micky falou. – Temo que não irei gostar de minha futura esposa. Me incomoda muito não conhecê-la.

- Eu conheci a minha uns três dias antes de deixarmos Londres. Gostei dela. Não é Alice, mas... – Mike falou.

- Vocês e seu conformismo estão me irritando! – Peter gritou. – Eu estou determinado a lutar contra tudo e contra todos para me casar com Erin! Vocês deveriam fazer o mesmo!

- Peter... Não é fácil. Temos que pensar no constrangimento que isso traria para nossas famílias. – disse Mike. – Infelizmente nossos pais ainda não estão abertos a coisas como casamento por amor, entre “pessoas da nossa classe”.

- É lamentável, mas na visão de nossos pais, um bom nascimento e um bom dote ainda são preferíveis. – Micky disse.

- Eu queria muito que todos aqueles dissabores não houvessem acontecido na vida de minha Dianna... Ela seria uma jovem rica e de excelente família se os pais e o irmão dela ainda estivessem vivos. Ela ficou sem nada... – Davy se queixou.

- Bem, eu estou aliviado por ter simpatizado com a srta. Alana Watson. Mas ainda me preocupa a minha Alice. Devo ser sincero com ela sobre isso, e sei que ela não gostará nem um pouco de saber disso.

                         Mais tarde, Alice adentrou o quarto de Mike.


- Olá, Mike. – ela o abraçou e beijou.

- Olá, Alice.

- Eu queria tanto que você viesse visitar o conde mais vezes... – Alice afagava o rosto de seu duque.

- Eu também gostaria disso, querida. Mas eu preciso ser sincero com você sobre uma coisa.

- O quê, Mike? – Alice se inquietou.

- Alice... Antes de Micky, Peter e eu virmos para cá, uns três dias antes... Eu fui apresentado à minha noiva, Alana Watson.

                           

     Alice ficou um pouco perturbada com a notícia.


- E então? – esperava que ele não tivesse gostado dela.

- Bem... Não posso negar, Alice, que ela me agradou.

-A-agradou?

- Sim. Ela não é tão bela quanto você, mas também é bonita. É meiga. É inteligente. Sabe conversar.

                             

    Cada elogio de Mike à noiva irritava mais Alice.



- Então você está feliz por que vai se casar com ela em vez de mim, é isso?

- Não, Alice! Absolutamente não! Você sabe que eu te amo mais do que...

- Vá lá com a srta. Watson, já que ela tem tantas qualidades! E ela nasceu para você! Ela é rica, é nobre! – Alice falou com certa ironia.

- Alice Corina Reid Stone! Pouco me importa se a srta. Watson é rica e nobre! É você que eu amo, meu amor, somente você! Mas meus pais vão me matar se eu recusar a mão de Alana...

- VÁ PARA O INFERNO, DUQUE NESMITH! Eu não quero mais saber de você!

                              

     Alice virou-se para sair do quarto. Mike tentou impedi-la, porém, ela se soltou dele e bateu a porta. Sem chão, Mike sentou-se na cama e pousou o rosto nas mãos.
      Enquanto isso, Davy e Louise passeavam nos jardins, conversando. Davy tinha muitas coisas a contar para aquela que era sua amiga mais antiga e querida.


- Ah, Lulu, eu não sei bem o que fazer. A cada dia meu desprezo por Amber cresce. Ela é arrogante, prepotente, exibida. Não quero me casar com ela, no entanto, não posso voltar atrás.

- Eu sei que é difícil, Davy. Infelizmente, não me parece que você vai mudar de ideia sobre ela, como aconteceu quando me casei com Gerd.

- Não mesmo. Lulu... Eu estou apaixonado por outra. Estou louco por ela.

- Quem, Davy?

- Dianna Mackenzie. A preceptora de Henry. Ah, Lulu, ela é um encanto de moça!

- Sim, concordo com você! Eu a observei enquanto ela cuidava do menino nos últimos dias. De fato, é muito inteligente e dedicada a ele, além de ter uma bela aparência. Ela sabe de seus sentimentos?

- Sabe. Já me declarei a ela várias vezes.

- E ela?

- Ela me corresponde com a mesma paixão. Mas tem medo. Não posso culpá-la. Como eu queria mandar sangue azul, riqueza, títulos, dotes, protocolo, tudo para os quintos dos infernos, e me casar com Dianna!

- Você poderia até tentar fazer isso... Mas teria que arcar com uma consequência grave: o ódio de Amber contra Dianna.

- Amber já odeia a coitada! Vive fazendo coisas para tentar me convencer de que Dianna não é uma boa preceptora e despedi-la... Evidentemente, são todas mentiras descabidas, e não demitirei minha amada nem por decreto. Farei de tudo para protegê-la. Sabe, Lulu, acho que a única mulher nobre que eu poderia desposar e me faria feliz, guardadas as proporções, seria você.

- Chegamos muito perto disso...


(Flashback ON)


              O conde Harry Jones, pai de Davy, e sua esposa, Doris, eram muito amigos do barão Anthony McGold e sua esposa, Mary. Os filhos do conde e da condessa cresceram junto aos filhos do barão e da baronesa. Contudo, a amizade mais forte era, sem a menor dúvida, aquela que havia entre Davy e Louise. A dupla era inseparável. Um dia, quando tinham sete anos, Davy arrancou uma florzinha vermelha do jardim de sua mãe, e ofereceu-a à sua amiguinha, dizendo:


- Lulu, eu quero me casar com você quando formos adultos. – o menino sorria para a menina, e até mesmo beijou o rosto dela.

- Eu também quero me casar com você quando formos adultos, Davy. – Louise respondeu, colocando a florzinha em seu cabelo loiro.

               Os dois amigos cresceram dizendo a todos que estavam noivos. Os pais não se incomodavam nem um pouco com isso, e consideravam seriamente transformar a brincadeira infantil de Louise e Davy em um compromisso verdadeiro.
                 Porém, em um baile no palácio de Buckingham em honra da visita da família imperial japonesa à Inglaterra, o conde Jones e família estavam presentes. Davy e a filha mais nova do imperador, princesa Nami, se apaixonaram à primeira vista, e logo ficaram noivos. Louise não se incomodou. Conforme ela e Davy cresceram, perceberam que o amor que tinham um pelo outro era fraternal. Assim, ficou feliz pelo amigo firmar compromisso com a meiga princesa oriental.
                 Quem ficou furiosa com a notícia foi Amber Henderson, filha de um visconde com quem o conde Harry mantinha boas relações. Havia tempos que Amber ambicionava casar-se com Davy. Seu desejo de se tornar noiva dele se realizou quando a princesa Nami morreu, provavelmente de intoxicação, na sua viagem de navio de volta para o Japão após fazer sua última visita ao amado noivo na Inglaterra antes do casamento.
               Nesse meio tempo, Anthony havia conseguido para a filha um noivado com um alemão chamado Gerhard Müller. Louise não esperava que o noivo fosse qualquer coisa de bom. Imaginava que ele fosse velho, ou feio, ou gordo, ou inculto, ou cruel... Quando conheceu o tal nobre alemão, Louise se deu conta de que ele era totalmente o contrário do que esperava. O visconde Müller era jovem, bonito, atlético, muitíssimo culto e generoso. Foi amor à primeira vista. Nem mesmo Megan Johnson, a antiga amada de Gerd, foi capaz de evitar o enlace...

(Flashback OFF)



- É verdade. Mas quando chegamos ao fim da adolescência notei que amo você como amo Beryl e Lynda, Lulu. Como minha irmã.

- E eu amo você como amo Mickey, Davy. Como meu irmão.

           

                    Os dois se abraçaram. Não sabiam, contudo, que Dianna passava por ali naquele exato momento, levando o pequeno Henry para jogar bola. Não disse nada, pois não podia demonstrar seu sentimento pelo jovem conde em público, mas não gostou nada de ver Davy abraçando a viscondessa Müller.
                      À noite, Davy foi ao quarto de Henry para desejar uma boa noite ao irmão. Quando ele entrou, Dianna mal olhou para ele. Davy encontrou o irmãozinho já dormindo, então apenas depositou um beijinho na testa dele. Ao ajeitar o corpo, olhou para Dianna e sorriu para ela. Aproximou-se, colocou seus braços ao redor da cintura dela e disse:


- Agora... O seu beijo de boa noite.

              
       Dianna se soltou, fazendo cara feia.


- O que houve, meu amor? – Davy não entendeu.

- Você também dá beijos de boa noite na viscondessa Müller? – Dianna provocou.

- Do que está falando?

- Eu vi você a abraçando, hoje à tarde, no jardim. Eu sabia que um nobre como você não poderia querer nada mais do que diversão com uma criadinha como eu...

         Davy teve que rir.


- Louise é minha amiga de infância, Di. Eu a amo como amo minhas duas irmãs. Você não precisa se preocupar. É você quem eu quero.

    
      A preceptora continuou olhando para o conde com profunda desconfiança.


- Eu dou minha palavra de honra, Dianna. – Davy tomou o rosto da amada nas mãos. Passou a espalhar beijos pelo rosto dela.

          
     A jovem queria se soltar dele de novo e mandá-lo sair dali, entretanto, toda vez que ele a tocava se sentia desarmada.


- Eu acho bom que seja verdade. Detesto ser feita de boba...

- Confie em mim, meu amor, eu peço. Nunca amei ninguém da maneira como te amo, Di. Minha leoazinha furiosa...

                  

   Davy beijou aqueles lábios vermelhos, tão tentadores, que pareciam prontos para o beijo, apenas esperando pela boca dele. Dianna não ofereceu nenhuma resistência. A verdade era que ela ansiava pelos lábios de Davy a todo momento.


- Leãozinho. – ela murmurou no ouvido dele, seus lábios roçando o lóbulo da orelha dele. – É só que eu te amo tanto... A ideia de perder o seu amor é meu maior pesadelo.

- Nada tema. Levarei meu amor por você comigo para o túmulo, e ele vai continuar existindo mesmo no céu, Dianna.

- Oh, Davy... Eu digo o mesmo. – Dianna abraçou-o mais fortemente e pousou sua cabeça no ombro dele, que passou a acariciar os longos cabelos loiros dela.

                               

    Enquanto essa cena se desenrolava no quarto do pequeno Henry, Erin estava com Peter no quarto dele. O casal trocava beijos ardentes.


- Erin, diga-me uma coisa.

- Sim, Peter?

- Você seria capaz de cometer uma loucura? Uma loucura tão grande que provavelmente nós dois iríamos sofrer um pouco?

- Depende de que loucura é essa. Diga, meu amor.

- Quer casar comigo?

                                  

      Erin não conseguia acreditar nas palavras do amado.


- Eu?

- Sim, minha querida!

- Peter, você está mesmo disposto a atrair a ira de seus pais e a ficar mal-falado na corte apenas para me ter como esposa?

- Sim, Erin, sim! Sem a menor dúvida!

- Então eu aceito, Peter! – Erin abraçou-o fortemente e o beijou. – Vou superar todas as adversidades ao seu lado!

- Não sabe como me faz feliz com isso, Erin. – Peter sorriu.

   
      Os dois se beijaram mais uma vez, e logo se deitaram juntos para dormir.  Passaram-se alguns dias, e o casamento de Davy com Amber estava muito próximo. Ele estava deprimido, ela estava pulando de alegria.
     Somente Dianna podia dar ao noivo infeliz alguma alegria. Porém, isso se tornava cada vez mais difícil. Amber não queria deixá-lo em paz. Um dia, Davy conseguiu pedir a Dianna que fosse ao quarto dele naquela noite. Dianna estava temerosa de ser flagrada, no entanto, o desejo de estar ao lado do amado, ainda mais quando estava tão perto de perdê-lo, falou mais alto. A oportunidade não podia ser perdida.


- Ah, finalmente você chegou, Di! Pensei que alguém a tivesse pego vindo para cá...

- Não, graças a Deus.

- Me dê um beijo... Senti sua falta nesses últimos dias. Amber não me deixa em paz...

- Eu senti sua falta também.

                 
       Dianna beijou o amado intensamente. Lembrar-se de que em breve ele estaria casado a deixava terrivelmente triste. Enquanto ele ainda não tinha uma esposa a situação era menos grave... Começou a chorar.


- Di, o que foi? – ele limpava as lágrimas dela. – Não chore...

- Estou perdendo você, Davy. Leãozinho...

- Não, não! Nunca! Mesmo que eu me case com aquela insuportável da Amber, meu coração e minha fidelidade serão totalmente seus, Di! Para sempre!

- Eu sei, Davy, mas...

- Di... Você quer ser toda minha, leoazinha? Esta noite?

                 

        Seu primeiro ímpeto foi dizer sim. Entretanto, a racionalidade aquietou a passionalidade de Dianna.



- Oh, Davy... Não, não podemos! Você vai se casar em cinco dias... Não posso pertencer a um homem que vai pertencer a outra mulher!

- Não! Eu pertenço unicamente a você, Dianna! Por favor...  Aceite este presente. – Davy ofereceu-lhe uma rosa branca sem espinhos. – Uma rosa sem espinhos indica o amor... E as pétalas brancas, a pureza desse amor.

- Eu sei...  Meu amor. – Dianna cheirou a rosa e acariciou levemente as pétalas.

               
          Davy estava surpreso. Ela nunca o havia chamado de “meu amor” antes.


- Do que me chamou? – Davy deu um sorriso para ela.

- Meu amor... Davy, meu conde, meu amor! – Dianna colocou os braços ao redor do pescoço de Davy e beijou-o com paixão, com ardor. – Eu não aguento mais... Eu vou ser sua!

- Ah, minha amada, minha paixão, minha bela Dianna... – Davy beijou o pescoço de Dianna. – A cada minuto desejo mais que seja você minha condessa...

- Isso você sabe tão bem como eu que é impossível, Davy. – Dianna afagou o rosto do amado.

- Se não pode ser minha condessa pelo resto da minha vida... Seja por ao menos uma noite. – ele sussurrou.


             Davy pegou Dianna em seus braços, e carregou-a até sua cama. Deitou-se por cima dela, ainda completamente vestido. Ajudou-a a livrar-se das roupas, enquanto ela o despia lentamente. Dianna estava apreensiva, em instantes não seria mais uma donzela. Davy queria garantir que a primeira seria a mais prazerosa das noites de Dianna. Acariciava os cabelos dela, beijava o rosto. Desceu as mãos para as costas dela e os lábios para os seios.


- Ah, Davy... Não importa se teremos que nos separar mais cedo ou mais tarde, serei eternamente sua mulher... Mesmo depois da morte!

- Eu também serei seu homem, Dianna... Para sempre e sempre! Agora... Pode ser que doa. Se quiser que eu pare é só dizer.


                 O conde penetrou a preceptora. Dianna sentiu sim uma pequena dor no início, contudo, conforme se acostumava à nova sensação, mais ela se deliciava, e demonstrava esse deleite com gemidos, sendo acompanhada pelo amado.


- Oh, Davy... Davy amado... Que Deus permita que um dia fiquemos juntos!

- Dianna... Aaaah... Sim, estou certo que Ele nos dará essa felicidade em algum momento, minha amada. Está tudo bem? Não quer que eu pare?

- Oh, não, não, não quero que você pare!

                  Davy deu continuidade às estocadas até que Dianna e ele estavam prestes a atingir o auge do prazer.

- Oh, Dianna, eu quero gritar...

- Não seja louco! Vão pegar nós dois e aí estaremos arruinados! Mas, oh, diga, diga que me ama!

- Eu te amo, Dianna. – ele sussurrou no ouvido dela, já que não podia gritar. Seus lábios roçavam de leve a orelha dela. – Eu te amo tanto, não sei como vou aguentar passar o resto dos meus dias com uma mulher que não é você... Acho que vou morrer em pouco tempo...

- Davy, Davy, eu também te amo, tanto, tanto... Mas não morra, por favor... Se você morrer eu irei atrás de você...

                          
                          
                      A preceptora e seu amado conde terminaram o ato, no entanto, ela não se moveu dali. Dianna permaneceu nos braços dele, beijando-o vorazmente, acariciando cada centímetro do corpo dele, apreciando o calor do corpo dele junto ao seu. Havia se entregado, mas não somente pertencia a ele, como ele lhe pertencia, e naquele momento um estava à mercê do outro. Adormeceram juntos.
                     Naquela noite, Dianna e Davy consumaram o seu amor. Aquela união era de fato legítima, baseada no mais puro dos amores, completamente diferente do casamento que era imposto a Davy e que seria realizado em cinco dias... Um casamento em que não havia amor entre as partes... Somente o amor de Amber pela fortuna e pelo título de Davy.
                     A jovem despertou com os primeiros raios da aurora batendo em seu rosto. Admirou o amado adormecido ao seu lado. Tão perfeito em cada traço. Queria muito que as coisas fossem mais fáceis... Ela suspirou pesadamente. Levantou-se e vestiu-se. Antes de sair do quarto, porém, beijou a boca tão desejada. Uma lágrima de Dianna caiu no rosto de Davy.


- Adeus, meu amor. Se dói em mim, imagino em você... Mas eu não posso ficar aqui. Não vou suportar. Não esqueça que eu te amo... Porque nunca esquecerei que me ama.

             
                 E não se teriam notícias de Dianna no casarão por um bom tempo. Ela foi para uma pensãozinha, cuja diária podia pagar com suas economias. Procuraria outro emprego logo. Alice demorou para se esquecer de Mike, porém, graças ao criado de quarto de Davy, Michael Palin, ela pôde reaprender a amar. Erin foi embora para Londres com Peter para casar-se com ele, prometendo mandar cartas para as amigas sempre e deixando Amber furiosa por sua criada de quarto abandoná-la daquela maneira.
                  A esnobe e Davy casaram-se quatro dias depois de Dianna desaparecer sem deixar rastro, o que fez Amber agradecer de joelhos pelo milagre. Porém, Davy e Amber dormiram juntos apenas na noite de núpcias. Ele nunca mais adentraria o quarto da esposa que tanto odiava.
                  E Emma, desesperada, mandaria uma carta a Dianna um mês depois de esta ter ido embora.

Di,

Eu não tenho ideia do que fazer! Estou grávida do barão Dolenz! Amo muito o meu filho desde já, mas temo que terei que abandoná-lo assim que ele nascer... Não tenho condições de cuidar dele... Antes que argumente que seu amado conde aceitaria que eu cuidasse do meu pequeno, saiba que a víbora aproveitou, numa tarde em que o conde saiu para cavalgar, para me despedir, dizendo que eu havia carregado demais no tempero outra vez. Quando o conde chegou, eu já tinha feito minha mala e partido.

Me ajude, amiga, me dê uma luz!


                                                                                                                                             Emma


                       Dianna apiedou-se demais da situação de sua amiga. Não queria que ela fizesse uma coisa tão terrível quanto abandonar o bebê. “Se Davy estivesse na casa naquele momento, ele jamais permitiria que Emma fosse despedida por uma coisa tão sem importância, e ainda deixaria que ela cuidasse do filho!”.
                        Enquanto pensava em soluções praticáveis para o problema de Emma, Dianna começou a sentir náuseas. Pegou um baldinho que a faxineira havia esquecido ali no dia da última limpeza e vomitou. “Eu não comi nada de diferente... Ai meu Deus, que eu não esteja no mesmo barco que Emma, não, não! Isso não pode estar acontecendo, não pode...”. Ela tentou se acalmar. Talvez fosse um mal-estar passageiro. No entanto, nos dias seguintes, ela sofreu mais enjoos, e aqueles dias não vieram. Olhando-se no espelho, com as mãos no ventre, Dianna queria chorar.


- E essa agora! Grávida e sozinha neste mundo! O que é que eu vou fazer? O problema de Emma se tornou meu também... Me dói que Davy nunca poderá saber sobre este filho...

                

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