Naquela
noite, Emma foi encontrar-se às escondidas com o barão Dolenz, no quarto dele.
Haviam iniciado sua relação amorosa no verão do ano anterior.
- Micky, vai voltar logo a Londres? Sinto tanta saudade de
você quando está lá... – a moça perguntou, encostando a cabeça no peito do
amado.
- Infelizmente. Logo depois que Davy se casar. Emma... Eu
também estou noivo.
A
ajudante de cozinha ergueu a cabeça para encarar o jovem barão. Seus olhos
azuis estavam arregalados de espanto.
- Noivo? Oh, Micky... – Emma tentava não chorar. – Eu
pensava que você me...
- Eu amo você, Emma! Pode ter certeza! Esse casamento foi
arranjado por minha família e a família da moça. Não se preocupe, eu nunca vou
me esquecer de você! – Micky beijou Emma apaixonado. – Aposto que a tal noiva
que meus pais me arranjaram deve ser feia...
- Eu amo tanto você, seu barãozinho louco... – Emma
sussurrou. – A pior coisa que pode me acontecer, mais do que você deixar de me
amar, é você se esquecer dessa pobre criadinha...
- Já te disse que nem uma coisa nem outra vai acontecer,
querida. – Micky deslizava as mãos pelas costas de Emma. Ela estremecia com o
toque dele. – Vai ser minha esta noite? – ele sussurrou sedutor.
- Sim... Senti falta de você ao meu lado. – Emma sorriu para
Micky.
O barão pegou a ajudante de
cozinha nos braços e carregou-a até a cama.
- Você fica ainda
mais linda em meio aos meus lençóis, Emma! – Micky disse, já sedento pela nudez
de sua amada.
- E você fica
ainda mais lindo sem suas roupas. – ela respondeu, maliciosa.
Emma ajoelhou-se na cama
e livrou-se de suas roupas, em seguida removendo as do amado. Micky fez Emma
recostar-se na cama novamente e deitou-se por cima dela, trocando um beijo
quente.
A moça tocava o rapaz em
todos os pontos sensíveis, provocando-o e fazendo-o gemer. Em resposta aos
toques e carícias dela, Micky introduziu uma de suas mãos na parte íntima de
Emma, enquanto com a outra fazia carinho nos cabelos dourados dela. Ela deixava
uma trilha de beijos no peito dele. A mão de Micky lá embaixo a estava
enlouquecendo.
- Micky, oh,
Micky... Mais, eu quero mais!
- Calma, meu amor.
Micky passou a
beijar o pescoço, os ombros e os seios de Emma. Ela arranhava as costas dele em
retribuição.
- Ande, Micky,
mostre que é mesmo louco! Eu já estou endoidecendo também...
- Seu desejo é uma
ordem, Emma. – ele deu um sorriso com malícia.
Enfim Micky iniciou as penetrações. A
sensação de fato fazia Emma perder o controle. O casal gemia muito, e faziam o
possível para não ser ouvidos.
- Micky, você é
maravilhoso, querido...
- Você também, Emma,
você também... Eu juro que se pudesse jogaria tudo para o ar e me casaria com
você! Mas não sei se sou tão louco...
- É impossível,
Micky... Mas estou conformada.
- Eu não sei
explicar, Emma, mas algo me diz que estaremos ligados para sempre!
- Eu também sinto
isso!
Beijaram-se
ardentemente. Ainda ofegando, Emma e Micky se separaram, após o orgasmo. Ele a
abraçou fortemente e cheirou os cabelos dela. Emma, aconchegada no peito de
Micky, escutava atenta as batidas do coração dele. Mal imaginavam que seu amor
havia se transformado em algo mais...
No dia
seguinte, Davy e seus amigos saíram para cavalgar juntos. Cada um deles cheio
de preocupações amorosas. Davy pensava se ainda tinha alguma chance de se
livrar da noiva insuportável. Micky nem sequer conhecia sua noiva, e isso o
perturbava muito. Mike havia conhecido sua noiva, Alana, pouco antes de sair de
Londres... E havia gostado dela. O que diria a Alice? E Peter já estava planejando como faria para
escandalizar a corte e desposar a sua amada Erin.
- Eu detesto Amber. – Davy disse. – A cada dia mais. Não sei
se vou suportar viver com essa mulher pelo resto da minha vida! Se não fosse
tudo tão difícil, desmancharia tudo com ela e tornaria Dianna minha esposa!
- A vida tem sido injusta para todos nós... – Micky falou. –
Temo que não irei gostar de minha futura esposa. Me incomoda muito não
conhecê-la.
- Eu conheci a minha uns três dias antes de deixarmos
Londres. Gostei dela. Não é Alice, mas... – Mike falou.
- Vocês e seu conformismo estão me irritando! – Peter
gritou. – Eu estou determinado a lutar contra tudo e contra todos para me casar
com Erin! Vocês deveriam fazer o mesmo!
- Peter... Não é fácil. Temos que pensar no constrangimento
que isso traria para nossas famílias. – disse Mike. – Infelizmente nossos pais
ainda não estão abertos a coisas como casamento por amor, entre “pessoas da
nossa classe”.
- É lamentável, mas na visão de nossos pais, um bom
nascimento e um bom dote ainda são preferíveis. – Micky disse.
- Eu queria muito que todos aqueles dissabores não houvessem
acontecido na vida de minha Dianna... Ela seria uma jovem rica e de excelente
família se os pais e o irmão dela ainda estivessem vivos. Ela ficou sem nada...
– Davy se queixou.
- Bem, eu estou aliviado por ter simpatizado com a srta.
Alana Watson. Mas ainda me preocupa a minha Alice. Devo ser sincero com ela
sobre isso, e sei que ela não gostará nem um pouco de saber disso.
Mais tarde, Alice adentrou o quarto de Mike.
- Olá, Mike. – ela o abraçou e beijou.
- Olá, Alice.
- Eu queria tanto que você viesse visitar o conde mais
vezes... – Alice afagava o rosto de seu duque.
- Eu também gostaria disso, querida. Mas eu preciso ser
sincero com você sobre uma coisa.
- O quê, Mike? – Alice se inquietou.
- Alice... Antes de Micky, Peter e eu virmos para cá, uns
três dias antes... Eu fui apresentado à minha noiva, Alana Watson.
Alice ficou um pouco
perturbada com a notícia.
- E então? – esperava que ele não tivesse gostado dela.
- Bem... Não posso negar, Alice, que ela me agradou.
-A-agradou?
- Sim. Ela não é tão bela quanto você, mas também é bonita.
É meiga. É inteligente. Sabe conversar.
Cada elogio de
Mike à noiva irritava mais Alice.
- Então você está feliz por que vai se casar com ela em vez
de mim, é isso?
- Não, Alice! Absolutamente não! Você sabe que eu te amo
mais do que...
- Vá lá com a srta. Watson, já que ela tem tantas
qualidades! E ela nasceu para você! Ela é rica, é nobre! – Alice falou com
certa ironia.
- Alice Corina Reid Stone! Pouco me importa se a srta.
Watson é rica e nobre! É você que eu amo, meu amor, somente você! Mas meus pais
vão me matar se eu recusar a mão de Alana...
- VÁ PARA O INFERNO, DUQUE NESMITH! Eu não quero mais saber
de você!
Alice virou-se para sair do quarto. Mike
tentou impedi-la, porém, ela se soltou dele e bateu a porta. Sem chão, Mike
sentou-se na cama e pousou o rosto nas mãos.
Enquanto isso,
Davy e Louise passeavam nos jardins, conversando. Davy tinha muitas coisas a
contar para aquela que era sua amiga mais antiga e querida.
- Ah, Lulu, eu não sei bem o que fazer. A cada dia meu
desprezo por Amber cresce. Ela é arrogante, prepotente, exibida. Não quero me
casar com ela, no entanto, não posso voltar atrás.
- Eu sei que é difícil, Davy. Infelizmente, não me parece
que você vai mudar de ideia sobre ela, como aconteceu quando me casei com Gerd.
- Não mesmo. Lulu... Eu estou apaixonado por outra. Estou
louco por ela.
- Quem, Davy?
- Dianna Mackenzie. A preceptora de Henry. Ah, Lulu, ela é
um encanto de moça!
- Sim, concordo com você! Eu a observei enquanto ela cuidava
do menino nos últimos dias. De fato, é muito inteligente e dedicada a ele, além
de ter uma bela aparência. Ela sabe de seus sentimentos?
- Sabe. Já me declarei a ela várias vezes.
- E ela?
- Ela me corresponde com a mesma paixão. Mas tem medo. Não
posso culpá-la. Como eu queria mandar sangue azul, riqueza, títulos, dotes,
protocolo, tudo para os quintos dos infernos, e me casar com Dianna!
- Você poderia até tentar fazer isso... Mas teria que arcar
com uma consequência grave: o ódio de Amber contra Dianna.
- Amber já odeia a coitada! Vive fazendo coisas para tentar
me convencer de que Dianna não é uma boa preceptora e despedi-la...
Evidentemente, são todas mentiras descabidas, e não demitirei minha amada nem
por decreto. Farei de tudo para protegê-la. Sabe, Lulu, acho que a única mulher
nobre que eu poderia desposar e me faria feliz, guardadas as proporções, seria
você.
- Chegamos muito perto disso...
(Flashback ON)
O conde
Harry Jones, pai de Davy, e sua esposa, Doris, eram muito amigos do barão
Anthony McGold e sua esposa, Mary. Os filhos do conde e da condessa cresceram
junto aos filhos do barão e da baronesa. Contudo, a amizade mais forte era, sem
a menor dúvida, aquela que havia entre Davy e Louise. A dupla era inseparável.
Um dia, quando tinham sete anos, Davy arrancou uma florzinha vermelha do jardim
de sua mãe, e ofereceu-a à sua amiguinha, dizendo:
- Lulu, eu quero me casar com você quando formos adultos. –
o menino sorria para a menina, e até mesmo beijou o rosto dela.
- Eu também quero me casar com você quando formos adultos,
Davy. – Louise respondeu, colocando a florzinha em seu cabelo loiro.
Os dois
amigos cresceram dizendo a todos que estavam noivos. Os pais não se incomodavam
nem um pouco com isso, e consideravam seriamente transformar a brincadeira
infantil de Louise e Davy em um compromisso verdadeiro.
Porém, em um baile no palácio de
Buckingham em honra da visita da família imperial japonesa à Inglaterra, o
conde Jones e família estavam presentes. Davy e a filha mais nova do imperador,
princesa Nami, se apaixonaram à primeira vista, e logo ficaram noivos. Louise
não se incomodou. Conforme ela e Davy cresceram, perceberam que o amor que tinham
um pelo outro era fraternal. Assim, ficou feliz pelo amigo firmar compromisso
com a meiga princesa oriental.
Quem
ficou furiosa com a notícia foi Amber Henderson, filha de um visconde com quem
o conde Harry mantinha boas relações. Havia tempos que Amber ambicionava
casar-se com Davy. Seu desejo de se tornar noiva dele se realizou quando a
princesa Nami morreu, provavelmente de intoxicação, na sua viagem de navio de
volta para o Japão após fazer sua última visita ao amado noivo na Inglaterra
antes do casamento.
Nesse
meio tempo, Anthony havia conseguido para a filha um noivado com um alemão
chamado Gerhard Müller. Louise não esperava que o noivo fosse qualquer coisa de
bom. Imaginava que ele fosse velho, ou feio, ou gordo, ou inculto, ou cruel...
Quando conheceu o tal nobre alemão, Louise se deu conta de que ele era
totalmente o contrário do que esperava. O visconde Müller era jovem, bonito,
atlético, muitíssimo culto e generoso. Foi amor à primeira vista. Nem mesmo
Megan Johnson, a antiga amada de Gerd, foi capaz de evitar o enlace...
(Flashback OFF)
- É verdade. Mas quando chegamos ao fim da adolescência
notei que amo você como amo Beryl e Lynda, Lulu. Como minha irmã.
- E eu amo você como amo Mickey, Davy. Como meu irmão.
Os
dois se abraçaram. Não sabiam, contudo, que Dianna passava por ali naquele
exato momento, levando o pequeno Henry para jogar bola. Não disse nada, pois
não podia demonstrar seu sentimento pelo jovem conde em público, mas não gostou
nada de ver Davy abraçando a viscondessa Müller.
À noite, Davy foi ao quarto de Henry para desejar uma boa noite ao
irmão. Quando ele entrou, Dianna mal olhou para ele. Davy encontrou o
irmãozinho já dormindo, então apenas depositou um beijinho na testa dele. Ao
ajeitar o corpo, olhou para Dianna e sorriu para ela. Aproximou-se, colocou
seus braços ao redor da cintura dela e disse:
- Agora... O seu beijo de boa noite.
Dianna se soltou, fazendo cara feia.
- O que houve, meu amor? – Davy não entendeu.
- Você também dá beijos de boa noite na viscondessa Müller?
– Dianna provocou.
- Do que está falando?
- Eu vi você a abraçando, hoje à tarde, no jardim. Eu sabia
que um nobre como você não poderia querer nada mais do que diversão com uma
criadinha como eu...
Davy teve que rir.
- Louise é minha amiga de infância, Di. Eu a amo como amo
minhas duas irmãs. Você não precisa se preocupar. É você quem eu quero.
A
preceptora continuou olhando para o conde com profunda desconfiança.
- Eu dou minha palavra de honra, Dianna. – Davy tomou o
rosto da amada nas mãos. Passou a espalhar beijos pelo rosto dela.
A jovem queria se soltar dele de novo e
mandá-lo sair dali, entretanto, toda vez que ele a tocava se sentia desarmada.
- Eu acho bom que seja verdade. Detesto ser feita de boba...
- Confie em mim, meu amor, eu peço. Nunca amei ninguém da
maneira como te amo, Di. Minha leoazinha furiosa...
Davy beijou aqueles lábios vermelhos, tão tentadores, que pareciam
prontos para o beijo, apenas esperando pela boca dele. Dianna não ofereceu
nenhuma resistência. A verdade era que ela ansiava pelos lábios de Davy a todo
momento.
- Leãozinho. – ela murmurou no ouvido dele, seus lábios
roçando o lóbulo da orelha dele. – É só que eu te amo tanto... A ideia de
perder o seu amor é meu maior pesadelo.
- Nada tema. Levarei meu amor por você comigo para o túmulo,
e ele vai continuar existindo mesmo no céu, Dianna.
- Oh, Davy... Eu digo o mesmo. – Dianna abraçou-o mais
fortemente e pousou sua cabeça no ombro dele, que passou a acariciar os longos
cabelos loiros dela.
Enquanto essa
cena se desenrolava no quarto do pequeno Henry, Erin estava com Peter no quarto
dele. O casal trocava beijos ardentes.
- Erin, diga-me uma coisa.
- Sim, Peter?
- Você seria capaz de cometer uma loucura? Uma loucura tão
grande que provavelmente nós dois iríamos sofrer um pouco?
- Depende de que loucura é essa. Diga, meu amor.
- Quer casar comigo?
Erin não
conseguia acreditar nas palavras do amado.
- Eu?
- Sim, minha querida!
- Peter, você está mesmo disposto a atrair a ira de seus
pais e a ficar mal-falado na corte apenas para me ter como esposa?
- Sim, Erin, sim! Sem a menor dúvida!
- Então eu aceito, Peter! – Erin abraçou-o fortemente e o
beijou. – Vou superar todas as adversidades ao seu lado!
- Não sabe como me faz feliz com isso, Erin. – Peter sorriu.
Os dois se
beijaram mais uma vez, e logo se deitaram juntos para dormir. Passaram-se alguns dias, e o casamento de
Davy com Amber estava muito próximo. Ele estava deprimido, ela estava pulando
de alegria.
Somente Dianna
podia dar ao noivo infeliz alguma alegria. Porém, isso se tornava cada vez mais
difícil. Amber não queria deixá-lo em paz. Um dia, Davy conseguiu pedir a
Dianna que fosse ao quarto dele naquela noite. Dianna estava temerosa de ser
flagrada, no entanto, o desejo de estar ao lado do amado, ainda mais quando
estava tão perto de perdê-lo, falou mais alto. A oportunidade não podia ser
perdida.
- Ah, finalmente você chegou, Di! Pensei que alguém a
tivesse pego vindo para cá...
- Não, graças a Deus.
- Me dê um beijo... Senti sua falta nesses últimos dias.
Amber não me deixa em paz...
- Eu senti sua falta também.
Dianna beijou o amado intensamente. Lembrar-se de que em breve ele
estaria casado a deixava terrivelmente triste. Enquanto ele ainda não tinha uma
esposa a situação era menos grave... Começou a chorar.
- Di, o que foi? – ele limpava as lágrimas dela. – Não
chore...
- Estou perdendo você, Davy. Leãozinho...
- Não, não! Nunca! Mesmo que eu me case com aquela
insuportável da Amber, meu coração e minha fidelidade serão totalmente seus,
Di! Para sempre!
- Eu sei, Davy, mas...
- Di... Você quer ser toda minha, leoazinha? Esta noite?
Seu primeiro ímpeto foi dizer sim. Entretanto, a racionalidade aquietou
a passionalidade de Dianna.
- Oh, Davy... Não, não podemos! Você vai se casar em cinco
dias... Não posso pertencer a um homem que vai pertencer a outra mulher!
- Não! Eu pertenço unicamente a você, Dianna! Por
favor... Aceite este presente. – Davy
ofereceu-lhe uma rosa branca sem espinhos. – Uma rosa sem espinhos indica o
amor... E as pétalas brancas, a pureza desse amor.
- Eu sei... Meu amor.
– Dianna cheirou a rosa e acariciou levemente as pétalas.
Davy
estava surpreso. Ela nunca o havia chamado de “meu amor” antes.
- Do que me chamou? – Davy deu um sorriso para ela.
- Meu amor... Davy, meu conde, meu amor! – Dianna colocou os
braços ao redor do pescoço de Davy e beijou-o com paixão, com ardor. – Eu não
aguento mais... Eu vou ser sua!
- Ah, minha amada, minha paixão, minha bela Dianna... – Davy
beijou o pescoço de Dianna. – A cada minuto desejo mais que seja você minha
condessa...
- Isso você sabe tão bem como eu que é impossível, Davy. –
Dianna afagou o rosto do amado.
- Se não pode ser minha condessa pelo resto da minha vida...
Seja por ao menos uma noite. – ele sussurrou.
Davy pegou Dianna em seus
braços, e carregou-a até sua cama. Deitou-se por cima dela, ainda completamente
vestido. Ajudou-a a livrar-se das roupas, enquanto ela o despia lentamente.
Dianna estava apreensiva, em instantes não seria mais uma donzela. Davy queria
garantir que a primeira seria a mais prazerosa das noites de Dianna. Acariciava
os cabelos dela, beijava o rosto. Desceu as mãos para as costas dela e os
lábios para os seios.
- Ah, Davy... Não
importa se teremos que nos separar mais cedo ou mais tarde, serei eternamente
sua mulher... Mesmo depois da morte!
- Eu também serei
seu homem, Dianna... Para sempre e sempre! Agora... Pode ser que doa. Se quiser
que eu pare é só dizer.
O conde penetrou a
preceptora. Dianna sentiu sim uma pequena dor no início, contudo, conforme se
acostumava à nova sensação, mais ela se deliciava, e demonstrava esse deleite
com gemidos, sendo acompanhada pelo amado.
- Oh, Davy... Davy
amado... Que Deus permita que um dia fiquemos juntos!
- Dianna...
Aaaah... Sim, estou certo que Ele nos dará essa felicidade em algum momento,
minha amada. Está tudo bem? Não quer que eu pare?
- Oh, não, não,
não quero que você pare!
Davy deu continuidade às estocadas
até que Dianna e ele estavam prestes a atingir o auge do prazer.
- Oh, Dianna, eu
quero gritar...
- Não seja louco!
Vão pegar nós dois e aí estaremos arruinados! Mas, oh, diga, diga que me ama!
- Eu te amo, Dianna.
– ele sussurrou no ouvido dela, já que não podia gritar. Seus lábios roçavam de
leve a orelha dela. – Eu te amo tanto, não sei como vou aguentar passar o resto
dos meus dias com uma mulher que não é você... Acho que vou morrer em pouco
tempo...
- Davy, Davy, eu
também te amo, tanto, tanto... Mas não morra, por favor... Se você morrer eu
irei atrás de você...
A preceptora e seu amado conde terminaram o ato, no entanto, ela não se
moveu dali. Dianna permaneceu nos braços dele, beijando-o vorazmente,
acariciando cada centímetro do corpo dele, apreciando o calor do corpo dele
junto ao seu. Havia se entregado, mas não somente pertencia a ele, como ele lhe
pertencia, e naquele momento um estava à mercê do outro. Adormeceram juntos.
Naquela noite, Dianna e Davy consumaram o seu amor. Aquela união era de
fato legítima, baseada no mais puro dos amores, completamente diferente do
casamento que era imposto a Davy e que seria realizado em cinco dias... Um
casamento em que não havia amor entre as partes... Somente o amor de Amber pela
fortuna e pelo título de Davy.
A jovem despertou com os primeiros raios da aurora batendo em seu rosto.
Admirou o amado adormecido ao seu lado. Tão perfeito em cada traço. Queria
muito que as coisas fossem mais fáceis... Ela suspirou pesadamente. Levantou-se
e vestiu-se. Antes de sair do quarto, porém, beijou a boca tão desejada. Uma
lágrima de Dianna caiu no rosto de Davy.
- Adeus, meu amor. Se dói em mim, imagino em você... Mas eu
não posso ficar aqui. Não vou suportar. Não esqueça que eu te amo... Porque
nunca esquecerei que me ama.
E não se teriam notícias de Dianna no casarão por um bom tempo. Ela foi
para uma pensãozinha, cuja diária podia pagar com suas economias. Procuraria
outro emprego logo. Alice demorou para se esquecer de Mike, porém, graças ao
criado de quarto de Davy, Michael Palin, ela pôde reaprender a amar. Erin foi
embora para Londres com Peter para casar-se com ele, prometendo mandar cartas
para as amigas sempre e deixando Amber furiosa por sua criada de quarto
abandoná-la daquela maneira.
A
esnobe e Davy casaram-se quatro dias depois de Dianna desaparecer sem deixar
rastro, o que fez Amber agradecer de joelhos pelo milagre. Porém, Davy e Amber
dormiram juntos apenas na noite de núpcias. Ele nunca mais adentraria o quarto
da esposa que tanto odiava.
E
Emma, desesperada, mandaria uma carta a Dianna um mês depois de esta ter ido
embora.
Di,
Eu não tenho ideia do
que fazer! Estou grávida do barão Dolenz! Amo muito o meu filho desde já, mas
temo que terei que abandoná-lo assim que ele nascer... Não tenho condições de
cuidar dele... Antes que argumente que seu amado conde aceitaria que eu
cuidasse do meu pequeno, saiba que a víbora aproveitou, numa tarde em que o
conde saiu para cavalgar, para me despedir, dizendo que eu havia carregado
demais no tempero outra vez. Quando o conde chegou, eu já tinha feito minha
mala e partido.
Me ajude, amiga, me dê
uma luz!
Emma
Dianna apiedou-se
demais da situação de sua amiga. Não queria que ela fizesse uma coisa tão
terrível quanto abandonar o bebê. “Se Davy estivesse na casa naquele momento,
ele jamais permitiria que Emma fosse despedida por uma coisa tão sem
importância, e ainda deixaria que ela cuidasse do filho!”.
Enquanto pensava em soluções praticáveis para o problema de Emma, Dianna
começou a sentir náuseas. Pegou um baldinho que a faxineira havia esquecido ali
no dia da última limpeza e vomitou. “Eu não comi nada de diferente... Ai meu
Deus, que eu não esteja no mesmo barco que Emma, não, não! Isso não pode estar
acontecendo, não pode...”. Ela tentou se acalmar. Talvez fosse um mal-estar
passageiro. No entanto, nos dias seguintes, ela sofreu mais enjoos, e aqueles
dias não vieram. Olhando-se no espelho, com as mãos no ventre, Dianna queria
chorar.
- E essa agora! Grávida e sozinha neste mundo! O que é que
eu vou fazer? O problema de Emma se tornou meu também... Me dói que Davy nunca
poderá saber sobre este filho...
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