- Deixa eu ver se eu entendi... Nas.... Fics de vocês, eu
sou o maior canalha da face da Terra e apanho de todos os namorados seguintes
das minhas ex? – Mike indagou.
- Sim, Nez, mas você sempre se redime... Com a minha
personagem Emma. – eu expliquei. – Ou melhor, nas fics da Grindhouse Oficial.
- Sim, nas What Ifs é com a Alana. – observou Inara.
- Acho que entendi...
- Porém, você sempre terá um lugar para a minha personagem
Alice Stone no seu coração. – disse Maris. – Ela foi criada em homenagem à
Alice aqui.
- Agora sei por que minha versão nas fics de vocês ama tanto
essa Alice. – Nez sorriu para Alice.
- E essa Emma... – começou Micky. – Gosta de mim mas acaba
ficando com o Mike?
- Na Grind Oficial sim, Micky. – Inara disse. – Porque você
fica com a Sue.
- Já nas What Ifs vocês são um dos otps mais lindos! –
exclamei.
- Otps? – os quatro não entenderam.
- Otp de “one true pairing”. – Maris esclareceu. – Os ships,
ou melhor, casais que consideramos os mais bonitos.
- Ah sim. – os Monkees assentiram.
- Falando em otp, você e a Di são um otp supremo, Davy! –
falei.
- É mesmo? – Davy ficou interessado.
- Sim, vocês são tão lindos, eu amo tanto vocês... Você faz
qualquer coisa por ela, e ela qualquer coisa por você. O Peter gosta dela em
algumas fics, mas nada realmente capaz de separar vocês dois.
- Mas então eu fico com quem? Você criou alguma namorada para
mim, minha Maris? – perguntou Peter.
- Eu não, mas a Maris do Davy sim. – minha amiga disse.
- Sim, a Erin. – eu disse. – Ela é a prima da Di.
- Isso quando você não fica com a Sue, Peter. – lembrou
Inara.
- Com a Sue???? Mas ela não era minha namorada? – Micky
ficou indignado.
- É, mas nós achamos que a Sue também combina bastante com o
Peter. – falei. – Na verdade a coisa é bem complicada...
- Pois é... Você nunca fica com a Alice, Nez, mas ela te ama
loucamente, mesmo jogando uma cueca na tua cara em Pictures Of Lily. – Maris disse, e ela, eu, Alice e Inara rimos
descontroladas.
- Vocês realmente me adoram... – Nez deu um sorrisinho
irônico.
- Nunca duvide do quanto adoramos você, Nez, mas que
gostamos de judiar de você nas fics é fato. – Inara falou.
Todos riram.
Davy disse, então:
- Sabe, essa Dianna parece mesmo ser maravilhosa. Eu
gostaria de que ela fosse real.
O quê?
Davy gostaria de que a criatura fosse real, quando ele tem a criadora?
- Opa! Alto lá! Você não precisa querer que a Dianna fosse
real, Davy! Você tem a mim! Eu te chamo de Cuddly Toy, leãozinho, do que você
quiser! – gritei.
- Não fique com ciúme, Maris. – ele sorriu para mim e me
puxou para perto dele, em seguida me dando um abraço de urso. – Eu amo você.
- Tá vendo de onde vem o ciúme psicótico da Di, Davy? –
Inara e Maris gracejaram.
- Sim. – ele riu. – Eu acho que a leoazinha é outra pessoa.
- Sim mas pode me soltar, Davy, você não é o Gerd pra me dar
esses abraços de urso! – eu pedi, já me sentindo sufocada com aquele abraço.
- Opa, desculpe. – Davy
afrouxou o abraço. – Mas quem é esse Gerd?
- Ah, o Gerd! – Inara, Maris e eu suspiramos.
- Mais um pra concorrência. – Micky bufou.
- Gerd Müller, vulgo ursinho, vulgo McDreamy, vulgo Mr.
Darcy, é um jogador de futebol alemão. – explicou Maris. – Que infelizmente foi
cortado da seleção da Alemanha Ocidental pra Copa desse ano. E é ele que fica
com a Alice definitivamente na Grind Oficial.
- Não gostei desse cara... – Mike
resmungou.
As meninas e eu rimos.
- Não se preocupe, Nez. – Alice
afagou o rosto dele. – Essa personagem pode ficar com esse jogador, para mim
basta você. – e beijou-o.
- E ele não é o único jogador da
Grindhouse. – eu disse. – Tem o Paul Breitner, o Sepp Maier, o Günter Netzer, o
Bobby Charlton, o Denis Law...
- E O KING BOBBY MOORE! E O GEORGE BEST! E O KAISER FRANZ
BECKENBAUER! – Maris bradou. – Principalmente o Franz, ele é o dono do meu ser!
Peter ficou olhando para
Maris, chocado.
- Como assim?
- Mil desculpas, Peter, eu amo
você, mas a coisa com o mozão é diferente... É uma coisa cósmica, sabe?
- Hum. – ele resmungou.
- Tão ciumento, coitadinho. –
Maris abraçou-o. – Vou sentir tanta saudade quando a gente tiver que voltar
para o futuro...
- Voltar... Para o futuro? – Peter
olhou para Maris como se ela estivesse louca.
- Sim. Nós viemos de 2015. – falou
Alice. – Chegamos aqui com uma máquina do tempo.
- Hã... Com licença um minutinho,
meninas. – disse Mike, levando os outros Monkees para o canto.
Se eles achavam
que não iríamos ouvir nada, estavam bem enganados.
- Elas estão mais loucas do que
eu! – Micky disse.
- São escritoras, é normal que
sejam meio doidinhas. – Peter respondeu.
- A ponto de dizer que vieram do
futuro? – Davy duvidou.
- Será que estão chapadas? – Mike
inquiriu.
Nessa hora eu
tive que me manifestar.
- Chapadas coisa nenhuma! –
gritei. – Estamos bem sóbrias! Como é que vocês explicam isso, moços? –
praticamente enfiei meu celular na cara deles.
- Só vejo uma foto do Davy sem
camisa nessa caixinha esquisita. – disse Micky com uma cara maliciosa.
Foto do Davy sem camisa? Eu deveria ter
trocado o wallpaper antes de mostrar.
- Essa “caixinha esquisita” se
chama celular. – Inara falou. – Serve como telefone, mas também serve para
mandar... Bilhetes, por assim dizer. E muitas outras coisas que vocês não vão
conseguir entender agora.
- Ah é? – Nez duvidava.
- Não acreditam? – Maris disse. –
Vejam essa máquina! Cadê o filme? – ela abriu sua máquina digital.
- NÃO FAZ ISSO! VAI QUEIMAR O
FILME! – Davy falou.
- Essa pode ser aberta, Davy. É
uma máquina fotográfica digital, não precisa de filme. – Alice explicou.
- Se ainda duvidam, tenho aqui uma
coisa que prova que falamos a verdade! – exclamei, mostrando em meu celular...
Uma foto deles em seu show de reunião nos anos 1980.
- MAS O QUE É ISSO? – os quatro
exclamaram.
- Vocês daqui a vinte anos. Se
quiserem mostro uma foto do Micky e do Peter daqui a 49 anos...
- Pelo amor de Deus, que cabelo
ridículo que eu tenho nessa foto... – Davy olhava chocado para seu mullet dos
anos 80.
- Que bom que você concorda que é
ridículo, amor! – eu disse. – Assim, daqui a uns vinte anos, antes de adotar
esse corte, pense em mim, por favor, e lembre-se de que eu odeio mullets.
- Bom, pessoal, vejam só, o dia
parece estar ótimo para pegar uma praia! – observou Micky.
Todos olhamos pela janela e
vimos que, de fato, o dia ensolarado lá fora convidava a um passeio pela praia.
As meninas e eu corremos para nossos quartos para pegar biquínis, saídas de
praia, chinelos, óculos escuros e protetor solar. E logo nos vimos diante
daquela visão do paraíso que eram os rapazes apenas de camisa (aberta, é claro)
e sunga.
Entramos no carro do Mike e
rumamos para a praia. Após mais ou menos meia hora, chegamos lá. Quando
descemos do carro, peguei o protetor solar da bolsa e passei o creme nos
braços, no rosto e nas pernas. Em seguida, pedi:
- Passa o protetor solar nas
minhas costas, Davy?
- Claro. – ele sorriu, um
pouquinho malicioso.
O toque das mãos dele nas
minhas costas me fazia estremecer. Quando terminou, ele deu um leve beijo na
minha nuca.
- Vamos... Nos juntar aos
outros... – murmurei, me virando para olhá-lo.
- Vamos.
Ele pegou minha mão e fomos até onde
estavam os outros. Apenas para vê-los... Falando com os Beach Boys! E com eles
estava... Vitória, ou Vit, uma das minhas melhores amigas, que eu havia
transportado para os anos 60 com minha máquina do tempo algum tempo antes de as
outras meninas e eu partirmos.
- VIIIIIT! – eu corri para minha
amiga, que largou a mão do namorado, Dennis Wilson, para correr na minha
direção.
- MAAAAARI!
- Como você está, miga? –
perguntei.
- Bem, e você, mana?
- Com o Davy? Melhor impossível.
- Ah sim, eu imagino. – Vit me deu
um sorriso malicioso.
Apresentei Davy a
ela e depois todos começamos a conversar.