Davy Jones encontrou sua melhor
amiga Louise McGold naquela manhã, na estação de King’s Cross, a fim de
embarcar no Expresso de Hogwarts. Iriam começar seu quarto ano na escola de
magia.
- Fiquei sabendo que esse
ano vamos ter em Hogwarts um evento que há anos não ocorria. -disse Louise.
- Qual evento? – quis saber Davy.
- O Torneio Tribruxo.
- Torneio Tribruxo? – repetiu Davy, que nunca tinha ouvido
falar em semelhante coisa.
- Sim, o Torneio Tribruxo! Você nunca ouviu falar?
- Sinceramente? Não.
- Ah, como eu sou tonta! Você nasceu trouxa.
- Sim.
- Bem, o Torneio Tribruxo é uma disputa entre alunos das
três mais importantes escolas de magia do mundo. Três escolas, três alunos,
três tarefas. Extremamente arriscadas.
- Soa legal...
- Mas apenas alunos de dezessete anos ou mais são
autorizados.
- Jura? Que droga!
- E tem mais. Rola um baile.
- UM BAILE? Eu vou
ter que convidar uma menina? E dançar?
- Isso mesmo. Mas relaxa, eu vou com você.
- Ainda bem.
Os dois
amigos entraram no trem. Escolheram uma cabine e se sentaram. Logo, seus outros
amigos, Mike Nesmith, Micky Dolenz, Peter Tork e Odile Greyhound, também
adentraram a cabine.
Os seis
adolescentes conversaram animadamente sobre suas férias e as expectativas sobre
o Torneio Tribruxo. Até que a bruxa do carrinho de doces bateu na porta da
cabine.
- Querem algo, queridos?
Davy e Lulu
adoravam aqueles doces. E se levantaram dos bancos para comprar alguns. Quando Davy
recebia uma varinha de alcaçuz, ele ouviu uma voz de garota.
- Um bolinho de caldeirão, por favor.
Ergueu os
olhos para a garota. Morena, olhos claros, nem alta nem baixa. Ela sorriu para
o garoto e se afastou com seu bolinho. Louise ria enquanto desembrulhava um
sapo de chocolate.
Os amigos
notaram o ar diferente de Davy.
- O que houve com
ele? - Peter indagou.
- Viu um
dementador? - opinou Odile.
- Não. Viu Talia Hayes. – Louise explicou, rindo sem
cessar.
- Davy está apaixonado! – Micky fez menção de gritar para o
trem todo, mas Davy tapou sua boca.
- Não estou! Só... Fiquei impressionado. Ela é bem bonita.
- Mais bonita que a Dianna Mackenzie? - Mike riu.
- Quem é Dianna Mackenzie? – inquiriu Davy.
- Aquela menina da Corvinal que é irmã de um chato da
Sonserina, chamado Giles. – respondeu Peter.
- A que devolveu seu lembrol três anos atrás?
- Ela mesma. – disseram Mike e Peter.
- Nunca notei se ela
é bonita. – Davy foi sincero.
- Que pena. – Micky falou.
– Ela baba por você.
Odile
cotovelou Micky.
- Por mim? Não seja bobo, Micky. Sou baixinho e sem graça.
Davy riu e se virou para a janela. Uma
garota apaixonada por ele? Impossível.
***
Dianna olhava com muita atenção para
seu malão, colocado no bagageiro da cabine juntamente com os malões das amigas.
Temia que uma delas o abrisse por engano e encontrasse os pôsteres do time de
quadribol da Lufa-lufa e do principal artilheiro do time, Davy Jones.
A garota era da Corvinal e torcia
pelo time de sua casa, contudo, nunca perdia um jogo da Lufa-lufa sequer, e
sempre que estavam jogando contra qualquer time que fosse torcia por eles,
exceto quando a adversária da Lufa-lufa era a própria Corvinal.
Mas torcia sem alarde. Não queria que
descobrissem desse seu gosto pelo time da outra casa. Era apaixonada por
quadribol, porém... Era mais apaixonada por aquele que, ao lado da apanhadora
Louise McGold, era a estrela do time.
Saiu de seus pensamentos quando a porta
da cabine foi aberta de supetão, e entrou por ela, como um raio, seu irmão,
Giles.
- O que foi, Giles? Por que
não está com seus amiguinhos esnobes da Sonserina? – indagou Erin Hudson, prima de
Dianna e Giles, da Corvinal como a garota.
- Estou fugindo justamente
de um cara da Sonserina. – respondeu o rapaz, de dezessete anos, portanto três
anos mais velho que as garotas.
- Quem? Graham Bond? –
indagou Alice Stone, uma das amigas de Dianna, também da Corvinal.
- SIM! Ele me viu elogiar a
namorada dele, Marie Greyhound, e...
- Elogiar ou cantar, Giles?
– Emma Carlisle, melhor amiga de Dianna e também colega de casa, cortou.
- Sabemos que ele a estava
cantando, Emma. – Dianna disse.
- Maninha, eu também te amo.
– Giles respondeu, sarcástico.
- Você fala para o papai e a
mamãe sobre os meus supostos interesses amorosos, mas também é um conquistador
barato! – a irmã mais nova retrucou.
- SUPOSTOS INTERESSES
AMOROSOS? Não fui eu quem colou pôsteres do time da Lufa-lufa e do artilheiro
anão deles na parede do meu quarto e removo magicamente quando a mamãe ou o
papai vai entrar no quarto!
Dianna ficou vermelha. As amigas
ficaram olhando para Dianna espantadas.
- Como assim você tem
pôsteres de um time que nem é o da nossa casa? – Erin perguntou.
- Giles, já chega. Sai dessa
cabine! – Dianna exclamou.
- VOCÊ VAI ME ENTREGAR PARA
O BOND, MANINHA? – Giles indignou-se.
- VOU! JÁ ME DEDUROU PARA
MINHAS AMIGAS, ENTÃO SAI!
A
garota empurrou o irmão para fora da cabine e fechou a porta. Ajeitou os óculos
e sentou-se no banco, enfiando as mãos nos bolsos de seu blusão da Corvinal.
Emma, Alice e Erin ainda a olhavam, como que esperando uma resposta.
- Então você gosta do Davy
Jones? O artilheiro da Lufa-lufa? – Erin inquiriu.
- O menino que sobreviveu? –
Emma insistiu.
- Eu... Hã... – Dianna não
conseguia nem falar.
- Por que não contou para a
gente? – Alice quis saber. – Ajudaríamos você. Mas quem te arranjou os
pôsteres?
- Suzan Hardison, minha amiga da Lufa-lufa.
Mas... Não tem importância. – Dianna tentou desconversar. Falar sobre aquilo a
deixava muito desconfortável. – Eu não tenho chance mesmo. Sou só uma nerd
esquisita da Corvinal. Um jogador de quadribol não daria a mínima para alguém como
eu.
- Alice também é “uma nerd
esquisita da Corvinal”. E namora o melhor jogador de quadribol de Hogwarts, que
é o Gerd Müller, da Grifinória. – Emma objetou.
- Namorava. – Alice corrigiu
num murmúrio.
- NAMORAVA?! – as amigas
ficaram muito surpresas.
- Sim. Gerd e eu terminamos.
***
Louise
viu, pela porta da cabine, Gerd Müller passando no corredor do trem. Suspirou.
Mike, Micky, Peter e Odile dormiam. A viagem era longa. Além dela, somente Davy
ainda estava acordado. Davy brincava com os cordões de seu blusão e ergueu os
olhos para Louise ao ouvir seu suspiro, com um sorriso malicioso.
- Suspirando pelo alemão gigante de novo? Sinceramente, não
sei como ele para em cima da vassoura. E ainda voa tão rápido.
- Você também não perdoa, não é? – ela riu. – Ele poderia te
derrubar da vassoura se quisesse.
- Eu sei. Ouvi dizer que ele terminou com aquela menina da
Corvinal, Alice Stone.
- T-terminou? - os
olhos de safira de Louise ficaram enormes de espanto.
- Pois é. É sua chance, Lulu!
- Alice Stone terminou com Gerd Müller? – Mike indagou,
despertando subitamente.
- Sim. Esqueci que você tem uma tara por ela, Mike. – Davy
falou.
- Não é bem uma tara... Mas eu sou meio apaixonado por ela.
- É a sua chance também, Nez. – Lulu disse, sorrindo.
Os amigos
não conversaram muito mais depois disso. Todos dormiram e só despertaram ao
chegarem à estação de Hogsmeade, onde o Expresso de Hogwarts parava. Lá,
subiram nas carruagens que andavam sozinhas e transportavam os alunos para o
castelo.
Deixaram seus
malões e pertences no hall de entrada, de onde seriam levados magicamente para
os aposentos dos estudantes. Enquanto Dianna Mackenzie deixava seu malão e sua
bolsa junto aos de suas amigas e outros alunos da Corvinal, ela deixou cair um
dos seus livros. Davy apanhou-o e entregou à menina, dizendo:
- Cuidado. Não vá perder seus livros.
- É, hã... Obrigada.
Dianna
pegou o livro rapidamente das mãos de Davy e enfiou-o apressadamente dentro de
sua bolsa. Ela se juntou às amigas, muito corada. As amigas de Dianna davam
risadinhas, que pareceram constranger mais a garota, e Davy ficou sem entender.
Indagou a Louise e Odile:
- Por que vocês meninas ficam rindo quando um garoto ajuda
uma de vocês?
- Só rimos quando não é um garoto qualquer. – Louise
respondeu, confundindo Davy ainda mais.
- Como assim?
- Ai, Davy, você é um tapado. Assim como todos os garotos.
Um dia vai entender. Eu espero. – Odile disse.
O trio
viu uma aglomeração de alunos reunida num dos corredores abertos da entrada.
Juntaram-se aos demais, e viram... Uma carruagem voadora puxada por pégasos.
Pousando no pátio do castelo. A porta foi aberta pelo zelador do colégio, Mr.
Babbitt, e por ela saiu uma bruxa refinada, com vestes prateadas e cabelos
castanhos, seguida por um rapaz alto, de cabelos também castanhos e olhos claros,
vestido de azul-claro. Por trás dele, veio uma garota de cabelos negros
cacheados e vestes também azuis. E mais e mais alunos e alunas. Uma escola
inteira cabia naquela carruagem!
Depois de assistirem àquela bruxa e seus
alunos descerem da carruagem, os alunos de Hogwarts foram surpreendidos mais
uma vez, com um navio emergindo repentinamente na superfície do Lago
Negro. Uma escada de corda foi jogada e
por ela desceu um homem vestido com gorro e casaco de peles. E ele foi seguido
por rapazes e mais rapazes, todos vestidos da mesma forma que o homem mais
velho.
- Devem ser as delegações das outras escolas participantes
do Torneio Tribruxo. – supôs Louise.
- Sim! – Odile exclamou. – A diretora daquela escola que
veio de carruagem voadora é minha tia. Brigitte Pommer. Esposa de meu tio
Adrien Villeneuve. O rapaz que desceu logo atrás dela é meu primo François. A
escola de minha tia se chama Academia de Magia Beauxbatons.
- Ei! Lulu, aquele não é... – Davy apontava para um dos
rapazes que tinham descido do navio.
- Sim! – Louise exclamou.
- Quem, pessoal? – Odile, Mike, Micky e Peter quiseram
saber.
- É Igor Kotovski! O maior apanhador do mundo, segundo a
Federação Internacional de Quadribol! – Davy disse, empolgado. – Joga pela
Seleção da Rússia.
- Ah. – Mike, Micky, Odile e Peter não tinham tanto
interesse em quadribol quanto seus dois amigos. Só acompanhavam o campeonato de
Hogwarts.
- A gente precisa de um autógrafo dele, Davy! – Louise falou
para o amigo.
- Sim! Mas antes vamos jantar. Vejam, estão abrindo as
portas do Grande Salão.
E as duas
meninas e os quatro rapazes adentraram o salão. Odile foi para a mesa da
Corvinal, Micky e Mike para a da Grifinória e Peter, Louise e Davy para a da
Lufa-lufa. Depois que ele, Louise e Peter estavam devidamente acomodados na
mesa da Lufa-lufa, Davy lançou um olhar para mais adiante na mesa, e viu Talia
Hayes conversando aos cochichos com Colin Black, um garoto do sexto ano, primo
de Louise. Eles davam risadinhas e Davy engasgou com a própria saliva quando
viu Colin dar um rápido beijo em Talia.
- Xi... Você não deu sorte, cara. – Peter sussurrou para o
amigo.
- Mas não se preocupe, Davy, tem muitas garotas em Hogwarts.
E elas se matariam em duelos de feitiços pra ficar com você.
- Louise, não sei porque você fala como se eu fosse
interessante para as meninas! Eu sou baixinho...
- Mas joga quadribol. E derrotou Você-Sabe-Quem quando era
bebê. Não ter interesse por você é uma tremenda falta de bom gosto.
Louise
não pôde continuar sua listagem dos motivos de Davy ser interessante para as
meninas. O prof. Rafelson, diretor do colégio, chamou a atenção dos alunos para
a cerimônia de seleção dos calouros para as quatro casas. Uma vez terminada a
seleção, ele disse:
- Agora que os alunos novos já foram selecionados, espero
que as casas os recebam muito bem. E tenho uma notícia para dar a vocês. Este
ano não será um ano comum em Hogwarts. Este ano, teremos a imensa honra de ser
a sede de um evento lendário no mundo da magia: o Torneio Tribruxo. Para
aqueles que não sabem, esse torneio consiste numa competição entre as três
maiores escolas de magia da Europa: Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons.
Contudo, devo lembrar que o intuito não é provar qual é a maior escola de
todas. Não. É a cooperação internacional em magia. Ou seja, a troca de
experiências e culturas, o que é muito proveitoso para todos. Agora, recebamos
a profa. Brigitte Pommer, diretora da Academia de Magia Beauxbatons, e seus
alunos!
As portas
do Grande Salão foram abertas mais uma vez, e por ela entrou a bruxa de vestes
prateadas, tia de Odile. Atrás dela, um bandinho de meninas de vestes azuis
andava como perfeitas damas, e elas reverenciavam os alunos de Hogwarts
conforme passavam com algumas mesuras um tantinho afetadas. A única que não
fazia isso era uma garota de cabelos negros cacheados, que parecia estar muito
incomodada com suas colegas. Ela andava junto aos meninos, que reverenciavam os
alunos também, mas de forma bem mais discreta.
Os alunos
de Beauxbatons por fim reverenciaram a mesa de professores, e se sentaram junto
aos alunos da Corvinal na mesa deles, enquanto a profa. Pommer se sentava à
mesa dos professores, depois de ter a mão beijada pelo prof. Rafelson e pelo
vice-diretor, prof. Schneider. Entre os professores, estava o pai de Louise,
Anthony McGold, professor de Poções e diretor da casa de Sonserina.
Davy deu uma breve olhada na mesa da
Corvinal, e viu Odile conversando com seu primo François Villeneuve. Este
também falava com Dianna Mackenzie, que estava sentada com as amigas perto de
Odile e seu primo francês.
Novamente o prof. Rafelson anunciou:
- Agora, dêem as boas vindas à delegação do Instituto
Durmstrang e Thiberius Raskolnikov, seu
diretor.
Os garotos
vestidos de casaco e gorro de pele entraram. Alguns deles faziam incríveis
acrobacias. Atrás dos garotos fazendo essa apresentação, vinham o diretor
Raskolnikov e Igor Kotovski. Quando o prof. Raskolnikov passou bem perto da mesa
da Lufa-lufa, Lulu comentou em voz baixa para Peter e Davy:
- Esse Raskolnikov já foi namorado da minha mãe. Olhem a
cara do meu pai.
De
fato, parecia que o pai de Louise tinha bebido um cálice cheio de xixi de
duende. Depois que Raskolnikov foi cumprimentado por Rafelson e Schneider e se
sentou à mesa dos professores, para desagrado de Anthony McGold, os alunos de
Durmstrang se sentaram à mesa da Sonserina. Giles Mackenzie, o garoto chato da
Sonserina, estava muito satisfeito por estar sentado à mesma mesa que o maior
apanhador do mundo.
- Bom, agora que estão todos estão confortáveis em suas
cadeiras, - Rafelson começou –eu gostaria de chamar aqui três pessoas.
Primeiro, o diretor do Ministério da Magia para Jogos e Esportes Mágicos, sr.
Howard Hudson.
Era um homem de cabelos pretos longos e
bigode. Havia alguns anos que havia sido
libertado da terrível prisão de Azkaban, onde havia sido preso injustamente
pelo assassinato de vários trouxas. Ficou provado que era inocente, e ele
retornou ao seu antigo cargo no ministério. Ele era pai de Erin Hudson, uma
garota da Corvinal muito simpática, e tio de Dianna Mackenzie.
Depois do sr. Hudson, quem entrou foi o casal
de chefes do Departamento de Cooperação Internacional em Magia, Lawrence e
Susan Mackenzie. Ouvir o sobrenome e dar uma rápida olhada no casal permitiu a
Davy constatar que aqueles eram os pais dos irmãos Giles e Dianna Mackenzie.
Lawrence era um homem de estatura mediana, de cabelos e olhos castanhos e ar
sério. Susan era uma mulher baixa e loira, de olhos azuis. Giles era mais
parecido com a mãe, já Dianna era a mistura exata do pai e da mãe.
Após o sr.
Hudson, sua irmã e seu cunhado terem tomado seus lugares à mesa dos
professores, o prof. Rafelson anunciou que a escola tinha um novo professor de
Defesa Contra as Artes das Trevas.
Este era um cargo em que raramente um
professor durava mais de um ano. As más línguas diziam que o cargo era
amaldiçoado. O último professor havia sido Andrew Watson, que havia sido
obrigado a sair da escola depois que alguns pais descobriram que ele era um
lobisomem. Alguns mais extremados queriam tirar os filhos da escola por causa
de Alana, a filha do professor, aluna do terceiro ano da Lufa-lufa. Mesmo
quando ficou provado que a garota não sofria de licantropia, ainda houve alguma
pressão. Com o tempo, porém, o assunto foi esquecido.
O novo professor seria Barry Thompson, um
famoso auror, um caçador de bruxos das trevas.
- Papai conhece bem o Thompson. – disse Peter, cujo pai
também era um auror. – Disse que ele está meio doido hoje em dia, mas que ainda
faz bem o seu trabalho. Azkaban está quase cheia graças a ele.
Thompson sentou-se com os outros
professores, e Rafelson anunciou que o jantar seria servido. Como era costume
em Hogwarts, a refeição foi farta, e tudo estava com um sabor excelente. Ao fim
do jantar, os pratos foram limpos e retirados magicamente.
De repente,
surgiu do chão, de frente para a mesa dos professores, um cálice gigante, com
fogo azul ardendo dentro.
- Eis o Cálice de Fogo.
– disse Rafelson. – Aquilo que decidirá quem representará cada uma das
três escolas na competição. Sr. e sra. Mackenzie, queiram ter a bondade de
explicar as regras.
O pai de Dianna se ergueu em sua cadeira e
disse:
- Bom, o funcionamento do Torneio Tribruxo é simples. Os candidatos
a campeões das escolas devem depositar seus nomes no cálice até a noite de
quarta-feira. Na quinta-feira, após o jantar, se dará a seleção dos campeões.
Será escolhido um campeão de cada escola, e somente um campeão apenas. Os
campeões serão submetidos a três tarefas. Três tarefas extremamente perigosas.
Não é uma competição para covardes.
- E justamente por serem tão perigosas, não são nem para
covardes, nem para temerários. – completou sua esposa Susan.
- Exatamente. E por isso, ficou acordado entre os
Departamentos para Jogos e Esportes Mágicos da Inglaterra, França e Rússia que
somente alunos a partir de dezessete anos, ou seja, maiores de idade de acordo
com o Conselho Internacional dos Bruxos, poderão participar. – acrescentou
Howard Hudson.
Isso gerou um grande burburinho de
insatisfação.
- Silêncio! – ordenou o diretor Rafelson. – As regras são
muito claras. As tarefas exigem conhecimentos mágicos e maturidade que alunos
mais novos raramente possuem. A restrição é uma medida de segurança. Agora, eu
sugiro que todos vão para suas camas. Terão um dia bem cheio amanhã.
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