quarta-feira, 15 de junho de 2016

Every Little Thing She Does Is Magic - Capítulo 1

Boa noite! Mais uma postagem hoje. Agora, confiram o primeiro capítulo da minha nova fic, inspirada em Harry Potter e o Cálice de Fogo. Boa leitura! 




    

      Davy Jones encontrou sua melhor amiga Louise McGold naquela manhã, na estação de King’s Cross, a fim de embarcar no Expresso de Hogwarts. Iriam começar seu quarto ano na escola de magia.



 - Fiquei sabendo que esse ano vamos ter em Hogwarts um evento que há anos não ocorria. -disse Louise.

- Qual evento? – quis saber Davy.

- O Torneio Tribruxo.

- Torneio Tribruxo? – repetiu Davy, que nunca tinha ouvido falar em semelhante coisa.

- Sim, o Torneio Tribruxo! Você nunca ouviu falar?

 - Sinceramente? Não.

- Ah, como eu sou tonta! Você nasceu trouxa.

- Sim.

- Bem, o Torneio Tribruxo é uma disputa entre alunos das três mais importantes escolas de magia do mundo. Três escolas, três alunos, três tarefas. Extremamente arriscadas.

- Soa legal...

- Mas apenas alunos de dezessete anos ou mais são autorizados.

- Jura? Que droga!

- E tem mais. Rola um baile.

 - UM BAILE? Eu vou ter que convidar uma menina? E dançar?

- Isso mesmo. Mas relaxa, eu vou com você.

- Ainda bem.

         


      Os dois amigos entraram no trem. Escolheram uma cabine e se sentaram. Logo, seus outros amigos, Mike Nesmith, Micky Dolenz, Peter Tork e Odile Greyhound, também adentraram a cabine.
      Os seis adolescentes conversaram animadamente sobre suas férias e as expectativas sobre o Torneio Tribruxo. Até que a bruxa do carrinho de doces bateu na porta da cabine.



- Querem algo, queridos?


         

      Davy e Lulu adoravam aqueles doces. E se levantaram dos bancos para comprar alguns. Quando Davy recebia uma varinha de alcaçuz, ele ouviu uma voz de garota.




- Um bolinho de caldeirão, por favor.

      

      Ergueu os olhos para a garota. Morena, olhos claros, nem alta nem baixa. Ela sorriu para o garoto e se afastou com seu bolinho. Louise ria enquanto desembrulhava um sapo de chocolate.
       Os amigos notaram o ar diferente de Davy.



 - O que houve com ele?  - Peter indagou.

 - Viu um dementador?  - opinou Odile.

- Não. Viu Talia Hayes. – Louise explicou, rindo sem cessar.  

- Davy está apaixonado! – Micky fez menção de gritar para o trem todo, mas Davy tapou sua boca.

- Não estou! Só... Fiquei impressionado. Ela é bem bonita.

- Mais bonita que a Dianna Mackenzie?  - Mike riu.

- Quem é Dianna Mackenzie? – inquiriu Davy.

- Aquela menina da Corvinal que é irmã de um chato da Sonserina, chamado Giles. – respondeu Peter.

- A que devolveu seu lembrol três anos atrás?

- Ela mesma. – disseram Mike e Peter.

 - Nunca notei se ela é bonita. – Davy foi sincero.

 - Que pena. – Micky falou.  – Ela baba por você. 

    
        

       Odile cotovelou Micky.




- Por mim? Não seja bobo, Micky. Sou baixinho e sem graça.


    

       Davy riu e se virou para a janela. Uma garota apaixonada por ele? Impossível.                       






***



          

          Dianna olhava com muita atenção para seu malão, colocado no bagageiro da cabine juntamente com os malões das amigas. Temia que uma delas o abrisse por engano e encontrasse os pôsteres do time de quadribol da Lufa-lufa e do principal artilheiro do time, Davy Jones.
          A garota era da Corvinal e torcia pelo time de sua casa, contudo, nunca perdia um jogo da Lufa-lufa sequer, e sempre que estavam jogando contra qualquer time que fosse torcia por eles, exceto quando a adversária da Lufa-lufa era a própria Corvinal.
        Mas torcia sem alarde. Não queria que descobrissem desse seu gosto pelo time da outra casa. Era apaixonada por quadribol, porém... Era mais apaixonada por aquele que, ao lado da apanhadora Louise McGold, era a estrela do time.
        Saiu de seus pensamentos quando a porta da cabine foi aberta de supetão, e entrou por ela, como um raio, seu irmão, Giles.



- O que foi, Giles? Por que não está com seus amiguinhos esnobes da Sonserina? – indagou Erin Hudson, prima de Dianna e Giles, da Corvinal como a garota.

- Estou fugindo justamente de um cara da Sonserina. – respondeu o rapaz, de dezessete anos, portanto três anos mais velho que as garotas.

- Quem? Graham Bond? – indagou Alice Stone, uma das amigas de Dianna, também da Corvinal.

- SIM! Ele me viu elogiar a namorada dele, Marie Greyhound, e...

- Elogiar ou cantar, Giles? – Emma Carlisle, melhor amiga de Dianna e também colega de casa, cortou.

- Sabemos que ele a estava cantando, Emma. – Dianna disse.

- Maninha, eu também te amo. – Giles respondeu, sarcástico.

- Você fala para o papai e a mamãe sobre os meus supostos interesses amorosos, mas também é um conquistador barato! – a irmã mais nova retrucou.

- SUPOSTOS INTERESSES AMOROSOS? Não fui eu quem colou pôsteres do time da Lufa-lufa e do artilheiro anão deles na parede do meu quarto e removo magicamente quando a mamãe ou o papai vai entrar no quarto!


         

     Dianna ficou vermelha. As amigas ficaram olhando para Dianna espantadas.




- Como assim você tem pôsteres de um time que nem é o da nossa casa? – Erin perguntou.

- Giles, já chega. Sai dessa cabine! – Dianna exclamou.

- VOCÊ VAI ME ENTREGAR PARA O BOND, MANINHA? – Giles indignou-se.

- VOU! JÁ ME DEDUROU PARA MINHAS AMIGAS, ENTÃO SAI!

           

      A garota empurrou o irmão para fora da cabine e fechou a porta. Ajeitou os óculos e sentou-se no banco, enfiando as mãos nos bolsos de seu blusão da Corvinal. Emma, Alice e Erin ainda a olhavam, como que esperando uma resposta.





- Então você gosta do Davy Jones? O artilheiro da Lufa-lufa? – Erin inquiriu.

- O menino que sobreviveu? – Emma insistiu.

- Eu... Hã... – Dianna não conseguia nem falar.

- Por que não contou para a gente? – Alice quis saber. – Ajudaríamos você. Mas quem te arranjou os pôsteres?

-  Suzan Hardison, minha amiga da Lufa-lufa. Mas... Não tem importância. – Dianna tentou desconversar. Falar sobre aquilo a deixava muito desconfortável. – Eu não tenho chance mesmo. Sou só uma nerd esquisita da Corvinal. Um jogador de quadribol não daria a mínima para alguém como eu.

- Alice também é “uma nerd esquisita da Corvinal”. E namora o melhor jogador de quadribol de Hogwarts, que é o Gerd Müller, da Grifinória. – Emma objetou.

- Namorava. – Alice corrigiu num murmúrio.

- NAMORAVA?! – as amigas ficaram muito surpresas.

- Sim. Gerd e eu terminamos.




***



           


   Louise viu, pela porta da cabine, Gerd Müller passando no corredor do trem. Suspirou. Mike, Micky, Peter e Odile dormiam. A viagem era longa. Além dela, somente Davy ainda estava acordado. Davy brincava com os cordões de seu blusão e ergueu os olhos para Louise ao ouvir seu suspiro, com um sorriso malicioso.




- Suspirando pelo alemão gigante de novo? Sinceramente, não sei como ele para em cima da vassoura. E ainda voa tão rápido.

- Você também não perdoa, não é? – ela riu. – Ele poderia te derrubar da vassoura se quisesse.

- Eu sei. Ouvi dizer que ele terminou com aquela menina da Corvinal, Alice Stone.

- T-terminou?  - os olhos de safira de Louise ficaram enormes de espanto.

- Pois é. É sua chance, Lulu!

- Alice Stone terminou com Gerd Müller? – Mike indagou, despertando subitamente.

- Sim. Esqueci que você tem uma tara por ela, Mike. – Davy falou.

- Não é bem uma tara... Mas eu sou meio apaixonado por ela.

- É a sua chance também, Nez. – Lulu disse, sorrindo.


        

   Os amigos não conversaram muito mais depois disso. Todos dormiram e só despertaram ao chegarem à estação de Hogsmeade, onde o Expresso de Hogwarts parava. Lá, subiram nas carruagens que andavam sozinhas e transportavam os alunos para o castelo.
   Deixaram seus malões e pertences no hall de entrada, de onde seriam levados magicamente para os aposentos dos estudantes. Enquanto Dianna Mackenzie deixava seu malão e sua bolsa junto aos de suas amigas e outros alunos da Corvinal, ela deixou cair um dos seus livros. Davy apanhou-o e entregou à menina, dizendo:




- Cuidado. Não vá perder seus livros.

- É, hã... Obrigada.

              
          


   Dianna pegou o livro rapidamente das mãos de Davy e enfiou-o apressadamente dentro de sua bolsa. Ela se juntou às amigas, muito corada. As amigas de Dianna davam risadinhas, que pareceram constranger mais a garota, e Davy ficou sem entender. Indagou a Louise e Odile:



- Por que vocês meninas ficam rindo quando um garoto ajuda uma de vocês?

- Só rimos quando não é um garoto qualquer. – Louise respondeu, confundindo Davy ainda mais.

- Como assim?

- Ai, Davy, você é um tapado. Assim como todos os garotos. Um dia vai entender. Eu espero. – Odile disse.

        

    O trio viu uma aglomeração de alunos reunida num dos corredores abertos da entrada. Juntaram-se aos demais, e viram... Uma carruagem voadora puxada por pégasos. Pousando no pátio do castelo. A porta foi aberta pelo zelador do colégio, Mr. Babbitt, e por ela saiu uma bruxa refinada, com vestes prateadas e cabelos castanhos, seguida por um rapaz alto, de cabelos também castanhos e olhos claros, vestido de azul-claro. Por trás dele, veio uma garota de cabelos negros cacheados e vestes também azuis. E mais e mais alunos e alunas. Uma escola inteira cabia naquela carruagem!
   Depois de assistirem àquela bruxa e seus alunos descerem da carruagem, os alunos de Hogwarts foram surpreendidos mais uma vez, com um navio emergindo repentinamente na superfície do Lago Negro.  Uma escada de corda foi jogada e por ela desceu um homem vestido com gorro e casaco de peles. E ele foi seguido por rapazes e mais rapazes, todos vestidos da mesma forma que o homem mais velho.



- Devem ser as delegações das outras escolas participantes do Torneio Tribruxo. – supôs Louise.

- Sim! – Odile exclamou. – A diretora daquela escola que veio de carruagem voadora é minha tia. Brigitte Pommer. Esposa de meu tio Adrien Villeneuve. O rapaz que desceu logo atrás dela é meu primo François. A escola de minha tia se chama Academia de Magia Beauxbatons.

- Ei! Lulu, aquele não é... – Davy apontava para um dos rapazes que tinham descido do navio.

- Sim! – Louise exclamou.

- Quem, pessoal? – Odile, Mike, Micky e Peter quiseram saber.

- É Igor Kotovski! O maior apanhador do mundo, segundo a Federação Internacional de Quadribol! – Davy disse, empolgado. – Joga pela Seleção da Rússia.

- Ah. – Mike, Micky, Odile e Peter não tinham tanto interesse em quadribol quanto seus dois amigos. Só acompanhavam o campeonato de Hogwarts.

- A gente precisa de um autógrafo dele, Davy! – Louise falou para o amigo.

- Sim! Mas antes vamos jantar. Vejam, estão abrindo as portas do Grande Salão.


           


   E as duas meninas e os quatro rapazes adentraram o salão. Odile foi para a mesa da Corvinal, Micky e Mike para a da Grifinória e Peter, Louise e Davy para a da Lufa-lufa. Depois que ele, Louise e Peter estavam devidamente acomodados na mesa da Lufa-lufa, Davy lançou um olhar para mais adiante na mesa, e viu Talia Hayes conversando aos cochichos com Colin Black, um garoto do sexto ano, primo de Louise. Eles davam risadinhas e Davy engasgou com a própria saliva quando viu Colin dar um rápido beijo em Talia.



- Xi... Você não deu sorte, cara. – Peter sussurrou para o amigo.

- Mas não se preocupe, Davy, tem muitas garotas em Hogwarts. E elas se matariam em duelos de feitiços pra ficar com você.

- Louise, não sei porque você fala como se eu fosse interessante para as meninas! Eu sou baixinho...

- Mas joga quadribol. E derrotou Você-Sabe-Quem quando era bebê. Não ter interesse por você é uma tremenda falta de bom gosto.

         



        Louise não pôde continuar sua listagem dos motivos de Davy ser interessante para as meninas. O prof. Rafelson, diretor do colégio, chamou a atenção dos alunos para a cerimônia de seleção dos calouros para as quatro casas. Uma vez terminada a seleção, ele disse:




- Agora que os alunos novos já foram selecionados, espero que as casas os recebam muito bem. E tenho uma notícia para dar a vocês. Este ano não será um ano comum em Hogwarts. Este ano, teremos a imensa honra de ser a sede de um evento lendário no mundo da magia: o Torneio Tribruxo. Para aqueles que não sabem, esse torneio consiste numa competição entre as três maiores escolas de magia da Europa: Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons. Contudo, devo lembrar que o intuito não é provar qual é a maior escola de todas. Não. É a cooperação internacional em magia. Ou seja, a troca de experiências e culturas, o que é muito proveitoso para todos. Agora, recebamos a profa. Brigitte Pommer, diretora da Academia de Magia Beauxbatons, e seus alunos!


          

     As portas do Grande Salão foram abertas mais uma vez, e por ela entrou a bruxa de vestes prateadas, tia de Odile. Atrás dela, um bandinho de meninas de vestes azuis andava como perfeitas damas, e elas reverenciavam os alunos de Hogwarts conforme passavam com algumas mesuras um tantinho afetadas. A única que não fazia isso era uma garota de cabelos negros cacheados, que parecia estar muito incomodada com suas colegas. Ela andava junto aos meninos, que reverenciavam os alunos também, mas de forma bem mais discreta.
      Os alunos de Beauxbatons por fim reverenciaram a mesa de professores, e se sentaram junto aos alunos da Corvinal na mesa deles, enquanto a profa. Pommer se sentava à mesa dos professores, depois de ter a mão beijada pelo prof. Rafelson e pelo vice-diretor, prof. Schneider. Entre os professores, estava o pai de Louise, Anthony McGold, professor de Poções e diretor da casa de Sonserina.
      Davy deu uma breve olhada na mesa da Corvinal, e viu Odile conversando com seu primo François Villeneuve. Este também falava com Dianna Mackenzie, que estava sentada com as amigas perto de Odile e seu primo francês.
      Novamente o prof. Rafelson anunciou:




- Agora, dêem as boas vindas à delegação do Instituto Durmstrang e Thiberius Raskolnikov, seu 
diretor.

                
      

    Os garotos vestidos de casaco e gorro de pele entraram. Alguns deles faziam incríveis acrobacias. Atrás dos garotos fazendo essa apresentação, vinham o diretor Raskolnikov e Igor Kotovski. Quando o prof. Raskolnikov passou bem perto da mesa da Lufa-lufa, Lulu comentou em voz baixa para Peter e Davy:



- Esse Raskolnikov já foi namorado da minha mãe. Olhem a cara do meu pai.

     
     

     De fato, parecia que o pai de Louise tinha bebido um cálice cheio de xixi de duende. Depois que Raskolnikov foi cumprimentado por Rafelson e Schneider e se sentou à mesa dos professores, para desagrado de Anthony McGold, os alunos de Durmstrang se sentaram à mesa da Sonserina. Giles Mackenzie, o garoto chato da Sonserina, estava muito satisfeito por estar sentado à mesma mesa que o maior apanhador do mundo.




- Bom, agora que estão todos estão confortáveis em suas cadeiras, - Rafelson começou –eu gostaria de chamar aqui três pessoas. Primeiro, o diretor do Ministério da Magia para Jogos e Esportes Mágicos, sr. Howard Hudson.


    


    Era um homem de cabelos pretos longos e bigode.  Havia alguns anos que havia sido libertado da terrível prisão de Azkaban, onde havia sido preso injustamente pelo assassinato de vários trouxas. Ficou provado que era inocente, e ele retornou ao seu antigo cargo no ministério. Ele era pai de Erin Hudson, uma garota da Corvinal muito simpática, e tio de Dianna Mackenzie.
     Depois do sr. Hudson, quem entrou foi o casal de chefes do Departamento de Cooperação Internacional em Magia, Lawrence e Susan Mackenzie. Ouvir o sobrenome e dar uma rápida olhada no casal permitiu a Davy constatar que aqueles eram os pais dos irmãos Giles e Dianna Mackenzie. Lawrence era um homem de estatura mediana, de cabelos e olhos castanhos e ar sério. Susan era uma mulher baixa e loira, de olhos azuis. Giles era mais parecido com a mãe, já Dianna era a mistura exata do pai e da mãe.
    Após o sr. Hudson, sua irmã e seu cunhado terem tomado seus lugares à mesa dos professores, o prof. Rafelson anunciou que a escola tinha um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.
    Este era um cargo em que raramente um professor durava mais de um ano. As más línguas diziam que o cargo era amaldiçoado. O último professor havia sido Andrew Watson, que havia sido obrigado a sair da escola depois que alguns pais descobriram que ele era um lobisomem. Alguns mais extremados queriam tirar os filhos da escola por causa de Alana, a filha do professor, aluna do terceiro ano da Lufa-lufa. Mesmo quando ficou provado que a garota não sofria de licantropia, ainda houve alguma pressão. Com o tempo, porém, o assunto foi esquecido.
    O novo professor seria Barry Thompson, um famoso auror, um caçador de bruxos das trevas.




- Papai conhece bem o Thompson. – disse Peter, cujo pai também era um auror. – Disse que ele está meio doido hoje em dia, mas que ainda faz bem o seu trabalho. Azkaban está quase cheia graças a ele.

                    
    

    Thompson sentou-se com os outros professores, e Rafelson anunciou que o jantar seria servido. Como era costume em Hogwarts, a refeição foi farta, e tudo estava com um sabor excelente. Ao fim do jantar, os pratos foram limpos e retirados magicamente.
       De repente, surgiu do chão, de frente para a mesa dos professores, um cálice gigante, com fogo azul ardendo dentro.




- Eis o Cálice de Fogo.  – disse Rafelson. – Aquilo que decidirá quem representará cada uma das três escolas na competição. Sr. e sra. Mackenzie, queiram ter a bondade de explicar as regras.


          

              O pai de Dianna se ergueu em sua cadeira e disse:




- Bom, o funcionamento do Torneio Tribruxo é simples. Os candidatos a campeões das escolas devem depositar seus nomes no cálice até a noite de quarta-feira. Na quinta-feira, após o jantar, se dará a seleção dos campeões. Será escolhido um campeão de cada escola, e somente um campeão apenas. Os campeões serão submetidos a três tarefas. Três tarefas extremamente perigosas. Não é uma competição para covardes.

- E justamente por serem tão perigosas, não são nem para covardes, nem para temerários. – completou sua esposa Susan.

- Exatamente. E por isso, ficou acordado entre os Departamentos para Jogos e Esportes Mágicos da Inglaterra, França e Rússia que somente alunos a partir de dezessete anos, ou seja, maiores de idade de acordo com o Conselho Internacional dos Bruxos, poderão participar. – acrescentou Howard Hudson.

             

                  Isso gerou um grande burburinho de insatisfação.





- Silêncio! – ordenou o diretor Rafelson. – As regras são muito claras. As tarefas exigem conhecimentos mágicos e maturidade que alunos mais novos raramente possuem. A restrição é uma medida de segurança. Agora, eu sugiro que todos vão para suas camas. Terão um dia bem cheio amanhã. 

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