domingo, 26 de junho de 2016

Stop! In The Name Of Love - Capítulo 13 - Parte 1

Boa tarde! Temos mais um capítulo de Stop, menos de 24 horas depois. Como ficou muito grande, vou ter que dividir em duas partes. Espero que gostem. Boa leitura!











Capítulo 13 – The Price Of Love (Dianna’s POV)



        De madrugada, despertei. Meu celular apitou com uma mensagem no WhatsApp. Peguei o celular, e vi que se tratava de uma mensagem de Davy. Abri a conversa com ele, e havia várias mensagens não lidas. Eu tinha decidido que iria ignorar todas as mensagens que ele mandasse, para facilitar o processo de desapego. Mas dessa vez eu não resisti. 

Acordado a essa hora?

Parece cantada barata, mas você tirou meu sono. 

Posso saber por quê? 

Quem faz as perguntas aqui sou eu. Não viu minhas mensagens? Mandei várias e você não respondeu uma sequer. 


    Li as mensagens anteriores. A primeira era: “Por que me virou o rosto hoje mais cedo? Eu fiz ou disse alguma coisa que não devia?”. Uma hora depois, outra: “Dianna, está aí?”. Em seguida, dali mais uma hora, outra: “Dianna, me responde, por favor”. E outra: “Fiz merda, né? Por isso você está me ignorando”. E as mensagens começaram a ficar desesperadas: “Seja lá o que eu fiz, me responde, eu juro que não foi de propósito, Di!”. “Leoazinha...”. “DIANNA!”. 
     Coitado. Eu o deixei preocupado de verdade. Que gracinha. Suspirei e enviei a seguinte mensagem: 

Desculpa. Eu estava sem internet e sem crédito. 


       Todo mundo usa essa desculpa hoje em dia. Mas eu não queria magoá-lo dizendo a verdade. Que ignorei as mensagens. Mas... Ele não caiu nessa. 


Dianna, as mensagens estavam com dois risquinhos cinza. Foram entregues. E eu te stalkeei. Você ficou online esses dois dias. 


       Era só o que me faltava. Ele me stalkeou. Não imaginava que o relacionamento tinha chegado a esse nível. 



Ok, você me pegou. Eu ignorei suas mensagens sim. 

Por quê? O que eu fiz ou disse de errado, leoazinha?

Nada. Foi... A Felicity. 

Imaginei que aquela galesa assassina tivesse a ver com isso. O que foi que ela te disse? 

Em suma, para ficar longe de você, em respeito pela Lulu. Fiquei me sentindo péssima, me sentindo uma puta. E decidi que iria despegar de você. Mas não deu certo. Precisamos conversar... Ao vivo.

Está certa. Posso... Te ver amanhã? 


         Hesitei, contudo, pensei melhor, digitei e enviei: 


Pode.

À tarde? Que horário é melhor para você?

Podemos almoçar juntos e conversar. Sei que Gerd e Louise vão gravar uma cena importante por volta do meio-dia. 

Tudo bem.


         Parecia que estava resolvido, e já ia mandar boa noite, quando...


Saudade de você. 

           

          Sorri como uma adolescente de 13 anos apaixonada ao ler a mensagem. E desta vez não hesitei em responder: 



Saudade de você também. Bem, então, está combinado? 

Está. Vou te deixar dormir. Boa noite. Sonhe comigo. 


                    
             Ri baixinho e respondi: 


Só se você sonhar comigo também. 

Claro! Boa noite outra vez. Beijo. 

Boa noite. Beijo. 


                   

      Agarrei meu travesseiro e dormi. No dia seguinte, acordei com o celular de Gerd despertando às 7h30min. Sentei na cama e esfreguei os olhos. Gerd tentou massagear meus ombros, como nos velhos tempos... Porém, eu me afastei um pouco.


- Di... – eu o ouvi murmurar. E me senti mal por recusar carinho assim. 

                      


        Não respondi nada, mas olhei para ele tristemente. 


- Gerd... Não é por nada, mas está muito estranho. 

- Estranho o quê? 

- Esse relacionamento retomado. Na primeira noite, fizemos amor quase no automático. Parecia que nenhum de nós estava gostando. E ontem... Meu Deus, fazia tempo que você não era ardente comigo daquele jeito, Gerd! 

- Eu...

- Por que aceitou voltar? Se foi você que desmanchou tudo, e para mim parece que você não sabe o que quer comigo. 

- Eu... Me arrependi. Senti saudade da minha pequena. – ele pegou minha mão. – É você que está esquisita. 

- Eu?

- Sim! Parece que não me quer mais! Eu bem que notei você tentando fugir ontem à noite. 

- Eu não!

- Não negue! Di, eu faço tudo por você. Absolutamente tudo. E parece que você não me dá o menor valor. 

- NÃO É VERDADE, GERHARD! – gritei. 

- É SIM, DIANNA!  - ele gritou também. – QUAL SEU PROBLEMA? 

- EU QUE TE PERGUNTO! 

- Eu não sei por que resolvi voltar com você, sua hobbit mimada!

- E eu não sei por que te chamei! Louise tem razão, você é um misógino de merda!


             

            Eu me levantei, me vesti, peguei minha bolsa e minha chave e ia sair do quarto.




- Volta aqui, Dianna! – Gerd me chamou. 

- NÃO VOLTO! Se quiser ir dormir na casa da Alice hoje, fique à vontade! 


           

            E bati a porta. Fui a pé até uma praça a uns quatro quarteirões dali. Eu não iria aparecer de jeito nenhum naquela gravação hoje. Por nada nesse mundo. Por volta das 9h00, uma ligação. 



- Di? 

- Oi, Davy. 

- Cadê você? 

- Estou numa praça, a uns quatro quarteirões do hotel. 

- O que você está fazendo aí? Odile está surtada, queria gravar mais uma cena de Hillary e Alexander, e obviamente, sem você não é possível. 

- Briguei com Gerd. Feio. Acho que dessa vez acabou definitivamente. Mas ainda quero ver você na hora do almoço. Preciso ver você. 

- Tudo bem, eu irei, não se preocupe. Preciso desligar, estão me chamando. Até mais tarde. 

- Até. 




            E fiquei na praça, lendo e alimentando os passarinhos com um pouco da pipoca que comprei para mim mesma, já que tinha saído sem café da manhã, de tanta raiva. 
           Ao meio-dia, Davy me mandou uma mensagem, dizendo que estava indo para um restaurante não muito longe da praça onde eu estava, de modo que eu podia ir até lá a pé. Cheguei lá às 12h20min, e Davy já estava lá, guardando lugar para mim. 




- Oi. – eu cumprimentei, me sentando cautelosamente diante dele. 

- Oi. – ele roubou um selinho. 

                 

          Uma garçonete veio até a mesa e anotou nossos pedidos. Enquanto esperávamos, o silêncio imperou por alguns minutos. Até que resolvi quebrar o gelo. 




- Bem... Eu te chamei porque...  Precisamos resolver nossa situação. E isso não dá pra fazer por celular, ou perto de Louise e Gerd. 

- Sim. – ele concordou. 

- Você... Quer continuar com isso? Mesmo sabendo que sou amiga da sua namorada, mais do que amiga até? 

- Di. – ele pegou minhas mãos. – Você não entendeu até agora? Eu acho que te amo. 

- Você acha? Precisa ter certeza. Porque eu tenho certeza de que amo você, Davy. Mesmo com Louise e Gerd. Falando nele, acredito que realmente não posso continuar qualquer relacionamento amoroso que seja com ele. Vou confessar algo. 

- O quê?

       

          Baixei a voz e revelei: 




- Ontem, quando eu e ele fizemos amor... Imaginei você no lugar dele. Até o chamei de leãozinho, mas acho que ele não percebeu ou não se importou. 

- Já imaginei você no lugar da Louise também. – ele admitiu. Devo dizer que fiquei feliz por ouvir isso. 

- Antes eu achava que se tivesse que escolher entre você e Louise, escolheria Lulu facilmente. Contudo... Estou em dúvida. Acho que poderia escolher você agora. 

      

          Ele sorriu, e nesse momento os pedidos chegaram. Almoçamos e durante o tempo em que comemos falamos de coisas à toa.  Quando terminamos, tivemos uma pequena discussão sobre quem iria pagar. Ele insistia para pagar tudo, e eu não estava disposta a isso. Então, ele concordou em racharmos. 
         Saímos do restaurante, e ele disse:



- Não tenho que voltar ao duplex da Odile essa tarde. Posso ficar com você? 

- Mas... E Lulu? Gerd?

- Eles vão ficar bem ocupados hoje à tarde. Não corremos perigo. 

- Bom... Então vamos. – sorri, e entramos no carro dele. 


            

             No hotel, entramos no elevador, e Davy disse, passando o dedo por meus lábios: 




- Estava com saudade dessa sua boca tão doce quanto açúcar. 


          E me beijou com vontade. Abracei-o, aprofundei o beijo, e minha mão passeou pelas costas dele... Até chegar aos quadris. Apertei de leve aquela bundinha gostosa dele. 



- Hum... Safadinha. – ele disse, no meu ouvido. 

- Quem mandou ter essa bundinha tão gostosa? – eu ri, e dei um tapinha ali. 

              

         O elevador abriu e estávamos no andar onde ficava meu quarto. Entramos, e continuamos com os beijos, na minha cama. 



- Te amo. – ele sussurrou no meu ouvido. – De verdade. Mais que o teatro, mais que a música, mais que minha vida. 

- Mais... Mais que Louise?

- Mais que Louise. – ele confirmou, me beijando de novo. 

- Eu quero você. Com todo o meu coração, toda a minha alma. – eu disse, afagando o rosto dele.  – Seja meu, só meu. Por favor.

- Eu sou. 

- Não, não é. Enquanto houver a Louise, você não é todo meu. – falei, um pouco deprimida. 

- Eu vou terminar com ela. Mas... Você vai terminar com Gerd?

- Vou. Prometo. E você? Promete que vai terminar com a Louise?

- Prometo. – ele beijou minha mão. 

           

         Desci um pouco no colchão, para encostar minha cabeça no peito de Davy, já que somos da mesma altura. Abracei-o forte e escutei as batidas do coração dele.



- Eu queria ficar assim com você pra sempre. Bem seguro nos meus braços, para que ninguém te tire de mim. 

- Bem que Louise disse que você é ciumenta. 

- Sou mesmo. Não suporto a ideia de outra pessoa com você. Quando penso em você e na Louise fazendo amor, eu... – fiquei quieta. Senti aquele nó na garganta. 

- Ei. – Davy ergueu meu queixo. – Já disse que só quero você. E muito em breve você vai ser minha garota, minha única garota. E só minha. 

           

           
        Sorri, e o beijei mais uma vez. Ele colocou a mão bem ali no meio das minhas pernas, e só pelo toque, apesar da barreira da calça e da lingerie, já senti umedecer. Levei minha mão até lá embaixo, fiz Davy abrir minha calça e colocar a mão dentro da minha peça íntima. E o resto ele já sabia muito bem o que fazer.
       Depois de vários toques, em meio aos quais gemi muito, finalmente cheguei ao orgasmo. Davy deitou-se de barriga para cima e disse: 


- Sente no meu rosto, Di.

             


          Eu já estava acostumada a sentar no rosto de Louise ou no de Emma, mas nunca sentei no de Gerd, de modo que repeti:



- Sentar? No seu rosto? 

- Sim, o que tem de mais? Não sou mulher, mas na prática é a mesma coisa que você sentar no rosto de uma das suas amantes.

- Sim, é que... 

- Gerd e você nunca fizeram assim. – Davy adivinhou. 

- Sim. – confirmei.

- Meu Deus! Vocês faziam as coisas muito no básico! Não tem graça! 

           

      Ri e fiz como ele disse. E começou, bem ardente. Foi tão bom. Ele lambia e chupava com desejo, e eu gemia mais e mais, quase a ponto de gritar, trazendo a cabeça de Davy para mais perto, ao passo que ele apertava minhas coxas, minha cintura e meus seios.


- Davy... Oooohhh... Pare! Ou eu vou...


           

     E antes que eu chegasse a um clímax ele parou. Em seguida, eu deitei e pedi:



- Vem. Me ama. 

         

      Ele me obedeceu, se deitando por cima de mim, beijando meu pescoço e dando início às estocadas. Íamos num ritmo bom, marcado por nossos gemidos. Minhas mãos estavam na nuca dele e desciam para as costas. 


- Eu te amo. – eu disse, olhando no fundo dos olhos dele. – E não é Hillary que está dizendo isso para Alexander. Sou eu que estou te dizendo isso. 

- Eu, Davy, também, te amo, Dianna. 


           
       Beijamo-nos mais uma vez e veio o máximo do prazer. Ao fim do ato, peguei meu celular e vi que havia uma mensagem na caixa postal. Era de Gerd. Ouvi a mensagem: 



- Dianna, atenda, por favor. Me desculpa por ter sido um grosso com você. Me perdoa. 

              

          Davy ouviu a mensagem deixada na caixa postal também, e quis saber: 



- O que ele fez para você? 

- Me acusou de não dar o devido valor à dedicação que ele tem por mim. Bom, talvez isso seja verdade de uns tempos pra cá, mas nunca fui assim de uma maneira geral. E me chamou de hobbit mimada. Fiquei muito chateada, mas... Acho que estou errada também. 

- Entendo. Mas... Está uma tarde bonita lá fora. Podíamos sair para dar uma volta, o que você acha? – inquiriu. 

- Parece uma boa ideia. 

              

            Nós nos ajeitamos e saímos do quarto. Resolvemos passear a pé. Davy quase pegou minha mão, porém, eu disse: 


- Se alguém conhecido nos vir, estaremos encrencados. Se estivermos de mãos dadas vai ser pior ainda. 

- Tudo bem. – ele deu de ombros, contudo, eu sabia que ele não tinha ficado muito satisfeito.

- Quer saber? Dane-se. Pegue minha mão. – eu disse. 

            

         Ele riu e saímos assim do hotel.  Fomos caminhando até o shopping,  e  exatamente quando passamos diante da porta saíam... Louise e Gerd? Soltamos as mãos antes que fosse tarde demais.  Mas o que raios eles estavam fazendo juntos? 


- McLovely? – Davy olhava bastante surpreso para Louise, que carregava algumas sacolas. – O que faz aqui? 

- Bem... Eu fiquei te esperando por uma hora e meia no restaurante italiano, não comi nada e vim para a livraria pra passar o tempo. E acabei encontrando Gerd. 


       

        Espere aí. Davy deu um bolo na Louise para ir almoçar comigo? Se eu soubesse disso nunca teria pedido para ele me encontrar. Coitada da Lulu. Ele ia dizer algo e eu ia perdoar Gerd pelo que tinha acontecido de manhã, contudo, Louise falou antes de nós dois: 



- Mas antes que sua cabeça pense merda, só conversamos e compramos livros e outras besteirinhas. 

        
        Nenhum de nós disse absolutamente nada. 



- Certo... Então vamos para casa. – Davy disse a Louise. 

- Ok...


      Eles se afastaram. Vi Davy pegar a mão da Lulu e ela soltar. Porém, ele pegou a mão dela de novo e foram embora. Soltei um suspiro baixinho e Gerd também pegou minha mão. 


- Eu... Comprei um livro para você. – disse ele. 

- Um livro? – meus olhos brilharam. Adoro comprar ou ganhar livros, ainda mais se forem de poesia. Tive que perguntar: - Qual? 

- Sei que você lê praticamente qualquer coisa, mas comprei um livro de poesia para você. É um de John Donne. 

- Oh, obrigada, Gerd! – agradeci, de fato bastante feliz. Até mesmo abracei Gerd, e acho que ele não esperava por isso. – E eu ouvi a mensagem que você deixou na caixa postal. Sou eu que peço perdão. Talvez eu realmente não esteja te dando o devido valor. Eu sei que você faz o melhor que pode. Não sei o que...

- Está tudo bem. Mas o que é que você estava fazendo com aquele anão?

         
              
       Ai meu Deus. O que eu ia dizer agora? Precisava dar uma  resposta convincente. 



- Eu... Saí com a Emma. E encontramos Davy por acaso. – foi a melhor desculpa que pude inventar. 

- E para onde foi Emma?  - quis saber. 


                
          Desde quando você faz tantas perguntas, Gerd? 



- Ela... Tinha um compromisso de última hora. E deixou nós dois. 

- Ah sim. – Gerd pareceu aceitar a minha resposta. Mas eu tinha que me precaver. – Bem, vamos para o hotel? 

- Tudo bem...







                                                                                 




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