quinta-feira, 9 de junho de 2016

Oh, Pretty Woman - Capítulo 5 (Norse Mythology)

Boa noite! Fiquem com mais um capítulo de Oh, Pretty Woman. Boa leitura!



- Não vou vos ferir apenas devido a vossa situação delicada. E vou poupar as crianças também. Mas vosso amante... Ele sim sofrerá as consequências!

- Não! Por favor, eu vos imploro, milady! - Dianna ergueu-se, a mão ainda pousada no ventre. - Ele não merece. Punai-me depois que eu der à luz!

- Por mim, é o que faria. Mas meu irmão vai vos proteger, eu sei. Davy Jones pagará o preço de sua luxúria.

- Eu não vou permitir que ele pague por meu erro!

- O erro pode ser vosso... Mas ele vos seduziu.

   
  Louise fez sinal para que Dianna a seguisse, e assim a valquíria fez. Encontraram Davy saindo de mais um treino. A deusa do amor disse:


- Tua amada tem algo para contar-te, Davy. - ela tinha um tom gélido.

- O quê? - quis saber o einherji, olhando para Dianna.

- Estou grávida. - ela revelou, chorando. - Uma das bebês é tua filha. A outra é de Peter.

 
  Davy ficou sem ação por alguns segundos. No entanto, logo tomou a moça em seus braços e a beijou.


- Di, fico tão feliz com isso! Mas por que estás chorando, querida?


  Dianna abria a boca para responder, contudo, Louise foi mais rápida.


- Porque tu irás pagar por tê-la seduzido e feito trair meu irmão!

- Rezei ao meu senhor Tony pedindo perdão. - Davy disse. - Creio que ele me permitirá desposar Dianna, e assim criaremos o bebê em paz e segurança. E peço vosso perdão também, Louise.

 
   A deusa ficou quieta. De súbito, agarrou Davy pelo braço, dizendo:


- Nem todos os deuses perdoam, Davy.

   
  E beijou-o com furor. Dianna ficou furiosa. Já ia protestar, quando... Viu um javali de presas douradas aos pés da vanir.


- DAVY! - Dianna ajoelhou-se no chão e abraçou a fera de tamanho diminuto pelo pescoço. O animal desvencilhou-se dos braços dela e fugiu.

     
  A valquíria olhou irada para Louise.


- Sua... Sua bruxa! Como pudestes fazer isso?

- É o que ele merece.

- Não... Não... Sabeis qual é a dor de perder um amor? - as lágrimas deslizavam pelo rosto dela.

   

  Louise ficou tocada pelas palavras da valquíria. Porém manteve-se firme. Dianna fugiu, em direção aos bosques de Valhala. Queria encontrar Davy. Sabia que, se Louise havia rogado aquela maldição nele, era porque pretendia que ele fosse caçado. E isso ela não iria permitir.


- E quanto a vós, Dianna Mackenzie... - Louise resmungou. - Tereis um parto doloroso. Sofrereis demais para trazer vossas filhas ao mundo.

   
 Louise não se arrependeu da maldição. Achava que era uma punição muito pequena. Ela foi até o Salão dos Banquetes, e anunciou:


- Valquírias! Desejais minhas eternas bênçãos?

     
 As valquírias brandiram suas armas, em aprovação.


- Muito bem! Aquela que caçar um pequeno javali de presas douradas e trouxer o animal para mim.... Será muito bem recompensada. A besta se esconde nas florestas de Valhala. Encontrem-na!

 
  As guerreiras do Grande Tony ficaram em polvorosa. Largaram o que estavam fazendo e foram para os bosques.
    Enquanto isso, Dianna corria pelo bosque, procurando Davy. Iria protegê-lo como pudesse.


- Davy! Davy! Ah, é inútil... Ele deve estar escondido. E não deve ter mais consciência. Eu mereço esse castigo, eu mereço!

     
 A valquíria sentou-se no chão para descansar. Já sentia os efeitos da gravidez em seu corpo. Não tinha mais a agilidade de antes.
      Viu as suas colegas se aproximando, montadas em seus cavalos.


- O que procuram, companheiras? - quis saber ela, já temendo o pior.

- Procuramos um pequeno javali de presas douradas que a deusa Louise quer. - explicou Felicity.

 

    Dianna sentiu um aperto no coração. Tinha que fazer algo para impedir.


- Não podem caçar esse javali! - Dianna exclamou.

- Por quê? - inquiriu Alana. -  Ele dará um belo assado!

- Porque... O deus Peter também quer esse javali. - Dianna não pensou em nada melhor para dizer.

- O deus há de ceder à vontade da irmã. - retrucou Renée.

- Mas...

- Venha caçar conosco, Dianna! - Alberta incentivou.

- Hã... Fica para a próxima, Alberta.

     
    As outras valquírias desconfiaram um pouco, contudo, deixaram Dianna e foram embora.
       Desesperada, a jovem decidiu pedir conselho à sua amiga Emma, deusa do parto e esposa de Micky, um dos aesires.


- Emma, me ajuda! - pediu Dianna, em súplica.

- O que há, Dianna? - quis saber a bela deusa, amamentando Georgia, sua bebê recém-nascida, a terceira que ela e o marido tiveram.

- Meu... Meu amado foi transformado em um javali pela deusa Louise. E agora ele está sendo caçado pelas minhas companheiras. Preciso encontrar Davy e protegê-lo de alguma maneira!

- Dianna, sou só uma deusa do parto, o que posso fazer por teu amado? A única ajuda que poderei oferecer-te será quando for a hora de trazer tuas filhas ao mundo. Louise amaldiçoou-te.

- Amaldiçoou-me?

- Sim. Terás um parto muito difícil. Mas estarei contigo. Diminuirei tua dor. Ajudar-te-ei a parir.

 
 Dianna ficou temerosa. Contudo, resignou-se. E insistiu:


- Teu marido não poderia fazer algo por Davy?

- Micky? Ele é um deus menor. O Pai de Todos não dar-lhe-á ouvidos. Mesmo que Davy seja amigo dele.

     
  Longe dali, em Álfaheim, Louise ia fazer uma visita ao irmão, Peter. Encontrou o jovem deus sentado em seu trono escavado num carvalho, acariciando um veado distraidamente.


- Anima-te, meu irmão! Trago boas novas!

- Quais boas novas, Louise?

- Davy Jones foi transformado em um javali. E agora as valquírias o estão caçando. - ela sorriu maldosamente.

- O que fizeste, Louise? - Peter ficou estupefato.

- Puni teu rival. Não está contente?

- Se Dianna sofre, não consigo estar contente.

- Esqueça aquela devassa! Ela não merece tua tristeza, Peter! Devolve o verão a Midgard. Os mortais não merecem sofrer por teu sofrimento.

- Louise! Onde está a deusa amorosa que és? Por que todo esse ódio? Nem eu que fui a parte realmente ofendida nessa história estou com toda essa raiva!

- Porque és um tolo, Peter! Insistes em amar essa valquíria que fez pouco caso de teu amor, deitando-se com o einherji. E agora ela espera filhas. Filhas que ela penará muito para trazer à vida.

- Enlouqueceste? Uma das crianças no ventre de Dianna é minha filha! Se minha filha morrer, a culpa será toda tua! E NUNCA TE PERDOAREI SE DIANNA MORRER NO PARTO!

- Isso não acontecerá, Peter. Tens minha palavra.

- Assim eu espero, minha irmã.

     
  Louise se retirou, deixando Peter entregue aos seus pensamentos. Ele começou a relembrar quando viu Dianna pela primeira vez...

(Flashback On)

     
      Peter e Louise eram crianças quando foram visitar Valhala com seu pai adotivo, Andrew.
       O deus dos mares mostrou tudo aos seus filhos, e até mesmo tiveram um encontro com o pai biológico de Louise, Tony, seu filho adotivo Uli e seu protegido, Gerd.
         Quando estavam quase prontos para voltar a Álfaheim, Andrew encontrou um einherji conhecido seu, Lawrence.


- Aonde vais com esse sorriso enorme, Lawrence? - quis saber Andrew.

- Estou feliz porque minha esposa teve um bebê. Uma linda menininha.

- Eu gostaria de ver a bebê. Quem sabe ela se torne amiga de meus filhos.

- Vou levar-vos para ver minha garotinha.

   

   Lawrence conduziu Andrew e os pequeninos deuses para onde vivia. Ao entrarem, viram uma mulher loira de olhos azuis, ladeada por um menininho cujos olhos e cabelos eram da mesma cor dos da mãe. A mulher ninava um bebezinho, que estava deitado num berço ao lado da cama de casal.
    Andrew e seus filhos se aproximaram do berço.


- É mesmo uma criancinha encantadora, Lawrence. - disse Andrew. - Qual é o nome dela?

- Dianna.

       

  Peter não despregava os olhos da bebê.


- Gostou da bebê, meu filho? - indagou Andrew, acariciando os cabelos do menino.

- Sim. - disse Peter. - Eu quero me casar com ela quando eu for adulto.

   
    Andrew e os pais de Dianna riram. Mas Peter continuou olhando para a pequenina, com olhares desconfiados de Louise, a irmãzinha de Peter, e Giles, o irmão mais velho da bebê Dianna.
    Na adolescência, Peter ainda se lembrava da menina, e às vezes a observava treinando.
    Até que conheceu Erin, a giganta do gelo, que vivia no mundo de Niflheim. Para se casar com Erin, teve que abrir mão de sua espada, Sumarbrander, a Espada do Verão, que era a arma mais poderosa dos nove mundos. Perdeu a espada, mas ganhou a mulher amada.
     Erin deu à luz uma menininha, Sally, depois de pouco tempo. Contudo, acabou adoecendo e morrendo. Peter ficou desolado. Seus dias passaram a ser dedicados aos cuidados com Sally, até o dia em que viu Dianna outra vez, agora uma jovem adulta.

(Flashback off)

   
    E agora lá estava ele, sofrendo sem o amor dela. Mas aguardava ansiosamente pelo nascimento da filha dele que Dianna esperava.
  Precisava proteger Dianna da ira de Louise. Ou perderia sua amada e sua bebê. Ele sentiu então alguém puxando sua capa de pele de veado.


- Papai.

- Sally. - Peter pegou a menina em seu colo e beijou sua testa.

- O senhor está triste? - quis saber ela.

- Eu... Estou, meu amorzinho.

- De saudade da minha mãe? - Sally não se lembrava de Erin. A pequena era só um bebê quando a mãe morreu.

- Também, minha querida. Mas... Eu achei que conseguiria arranjar uma nova mamãe para ti... Mas ela não quer se casar comigo.

- Eu não sei se eu quero ter uma nova mamãe...

- Tu irias gostar dela, Sally. E ela de ti. Mas... Infelizmente não foi possível. Bem... Vamos passear em Midgard, filhinha?

- Em Midgard? O senhor nunca me levou para passear lá...

- Será a primeira vez. Vamos, Sally?

    ***

     
     Dianna estava cansada. Procurou por Davy o dia inteiro. E nada. Temia que seu amado já tivesse sido capturado por uma de suas companheiras valquírias.
       No entanto, ao retornar a Valhala, soube que as amigas não tinham tido sucesso na caçada daquele dia. Ainda tinha tempo para encontrar Davy e escondê-lo. Ela foi se banhar no rio em que estava quando ele declarou seu amor por ela. Chorava enquanto jogava a água no corpo.
            Ao entrar no seu quarto... Deparou-se com um homem lá dentro. Ele tinha cabelos e olhos claros e lábios grossos. Ela gritou de medo e tentou correr para a porta.


- Não adianta, querida Dianna. - o homem falou com deboche.

- Quem sois vós? Como sabeis meu nome?

- Eu sou Noone. E tu serás minha, muito em breve, minha bela.


     

     O deus trapaceiro olhava Dianna com desejo. Mas não era o desejo que ela via nos olhos de Davy... Ou de Peter. E Dianna tremeu de medo.

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