segunda-feira, 18 de abril de 2016

Stop! In The Name Of Love - Capítulo 9 (What If) - segunda parte

Boa noite! Tem mais capítulo de Stop! Boa leitura!




Nós dois fomos para a casa de Nez, explicamos a situação e ele deixou que ficássemos lá. No dia seguinte, eu enviei uma mensagem a Louise perguntando como ela estava e deixando claro que não queria de modo algum que ela ficasse mal. Prometi que iria vê-la qualquer dia. 
    Como as gravações estavam suspensas por enquanto devido ao estado de Louise e Odile, eu resolvi ir até o hotel ver Dianna. No dia anterior tive que sair às pressas de lá.

- Oi. - eu a cumprimentei quando ela abriu a porta, e já a puxei para um beijo. 
- Olá. - ela disse, tocando meus lábios com as pontas dos dedos. - Eu já sei do que aconteceu ontem à noite, minha prima contou. Coitada dela.
- Bem, Peter não a traiu. Isso eu te garanto. Mas eu não quero falar deles. E sim de nós dois. - eu a abracei pela cintura. - Eu não posso mais ficar sem você, Di.
- Mas, Davy... 
- O quê?
- Lulu. Vocês não terminaram definitivamente.
- Eu vou falar com ela. Eu prometo.
- Eu gosto muito dela. Na verdade, eu a amo. Espero que ela não me condene por... Bem, por estar me envolvendo assim com você. - Di afagou meu rosto.
- Dianna, meu relacionamento com a Louise precisava de um momento para que nós refletíssemos sobre ele. E eu cheguei à conclusão que não dá mais. Porque eu encontrei você.
- A culpa é minha?
- Não! Você foi uma surpresa, Di, uma surpresa muito boa. Uma coisa nova começou e eu estou feliz com isso. Quero você na minha vida.

      Ela sorriu e, como eu ainda estava parado no umbral, me fez entrar. Passei a tarde com ela, só conversando e vendo alguns filmes.
       A noite caiu, e eu perguntei se ela gostaria de ir comigo para o apartamento do Nez.

- Bem, por que não? - ela deu uma risadinha maliciosa. Ah, eu adoro essa garota, mais do que eu devia.

        Chegando lá... Encontramos Nez muito bem-acompanhado. Micky e Emma. Os três estavam sentados no sofá, por enquanto só com suas roupas íntimas, mas conhecendo o Nez e o Micky como eu conheço... Basta dizer que a relação deles é comparável à minha com Peter. E os dois eram malucos pela loira. Di não disse nada, só olhou assustada para a amiga dela.

- Er... Di, acho melhor nós irmos para outro lugar. - eu disse, constrangido. 

(Dianna's POV)

- Para onde vamos, Davy? Voltar para o hotel? - eu indaguei. Ainda estava meio chocada por ver minha mozão ali na iminência de um ménage à trois com seu ex e seu atual namorado.
- Não. Pensei em algo... Diferente.

      Ele dirigiu por uns bons vinte minutos, até que... Estacionou num motel. Olhei para ele bastante espantada. 

- O que foi? - ele riu um pouco.
- É que...

        Gerd e eu costumávamos sim ter algumas ousadias, mas... Nunca fomos a motéis. Isso era novo para mim. E um pouco assustador.
       Não concluí a frase, no entanto Davy entendeu.

- Eu e a Lulu... Já fizemos isso algumas vezes. Eu te garanto, não é nada tão diferente de fazer... Em casa. Vamos tentar... - ele colocou a mão na minha perna.
- Ok... Só hoje. - eu disse.

     Desembarcamos do carro e Davy foi até o balcão da recepção para pagar e pegar a chave de um quarto. Eu ainda estava bem constrangida com isso tudo. 
      Ele olhou rapidamente para a rua, e ficou tão branco que parecia que viu um fantasma.

- Davy? Tudo bem? - peguei o braço dele.
- Tudo... Vamos subir. - disse ele.

      Subimos um andar de escada e chegamos até onde ficava o quarto. Davy colocou a chave na fechadura e abriu.
     O quarto era exatamente como eu imaginava um típico quarto de motel. Havia uma cama redonda, forrada com lençol vermelho e as fronhas também eram dessa cor. O edredom era preto. Havia um carrinho de chá com um balde cheio de gelo, que continha uma garrafa de champanhe barato, e duas taças.

- Não imaginava que você fosse chegado nessas cafonices. - falei, com sinceridade.
- Eu gosto é de tentar coisas novas. Ainda mais quando diz respeito a sexo. 
- Aposto que o Kama Sutra é seu livro de cabeceira. - eu disse isso meio de brincadeira, meio a sério.
- Não chega a ser meu livro de cabeceira... Mas já li algumas partes sim.

    Ok. Gerd podia gostar de sexo, mas ele fazia as coisas de maneira mais... Tradicional. Agora eu tinha um parceiro meio maluco. Era excitante, porém, eu não sabia se iria conseguir acompanhar todas as ideias de Davy.

- Calma, eu não vou tentar aquelas posições malucas. Não agora. Mas eu quero tentar uma coisinha diferente sim. 

     Ele abriu uma gaveta no criado-mudo ao lado da cama e tirou de lá... Um par de algemas.

- Além do Kama Sutra, você lê Cinquenta Tons de Cinza? - agora sim eu estava pasma.
- Eu não! - ele se defendeu. - Mas... Hoje eu vou ser um menino bonzinho e fazer tudo que você mandar. - sussurrou sensualmente no meu ouvido.
- Você quer que eu... Te prenda? 
- Isso mesmo.

        Ele colocou as algemas em minhas mãos.

- Eu.... Ok.

            Coloquei as algemas sobre a cama e me aproximei dele, tirando sua camisa. Ele, por sua vez, tirou minha blusa. Coloquei suas mãos em meu busto e atirei meus braços em seu pescoço, beijando-o até tirar o fôlego. Ele gemia e apertava meus seios bem de leve. Ordenei:

- Mais forte.

       E foi o que ele fez. Gemi junto com ele e levei uma das minhas mãos até o meio das pernas de Davy. Abri a braguilha dele e coloquei a mão lá dentro. Agora ele não parava de gemer.

- Dianna... Aaaahhhh... Minha nossa...

       Eu o beijei bem forte, e continuava com a masturbação.

- Di... Eu vou... Pare! Aaaahhh, pare!

           Antes que ele tivesse um orgasmo, tirei a mão. Livrei-o da calça e da cueca e ele removeu minha saia e minha calcinha, além do meu sutiã. Eu disse:

- Já que estou no comando, deite na cama.

        Ele me obedeceu, e eu peguei as algemas. Sorri maliciosa para ele, peguei seus pulsos e o prendi na guarda da cama.

- É assim que você quer? - indaguei.
- Você nunca dominou o Gerd? - ele me indagou de volta.
- Bem... Não. - fiquei um pouco corada. - Mesmo porque acho que eu não iria conseguir. 
- Talvez ele não, mas eu estou aqui para fazer tudo que você quiser. Tudo. - ele piscou.

     Mordi o lábio e subi na cama, ficando por cima de Davy. Comecei beijando-o de forma ardente, e um pouco sem jeito, passei a cavalgar nele.

- Nada mau para uma primeira vez... - ele gemeu. 

       Ele quis pegar minha cintura para trazê-la mais perto, contudo, se esqueceu de que estava preso, e a cama balançou com o tranco. Ri disso.

- Droga. - ele resmungou.

      Eu não disse nada, só continuei mexendo meus quadris. Estava gostando muito de estar no poder, devo admitir.
     Beijei-o e, quando separei minha boca da dele, ele não resistiu. Passou a morder, lamber e sugar um dos meus mamilos. Eu consenti.
      Ele largou meu peito e arranhei seu tórax.  Mais beijos, mais movimentos, mais suspiros. E alguns gritos.
      Até que finalmente chegamos ao orgasmo. Quando tudo terminou, desci da cama, soltei os pulsos dele e esfreguei-os, pois ele reclamou que estavam ardendo.
  
- Mas o que você achou? - ele quis saber.
- Eu... Gostei. Muito. Nunca imaginei que um dia eu ficaria por cima.
- Podemos fazer isso sempre que você quiser. - ele disse, enquanto eu me deitava ao lado.
- Vou adorar. - respondi, e tomei os lábios de Davy para uma sessão de beijos.

      Dormimos de conchinha, e no dia seguinte, ao nos levantarmos, Davy pegou o champanhe fajuto e as taças. Encheu-as com a bebida e me ofereceu uma. 

- A nós! - ele ergueu a taça. 
- A nós. - eu ergui a minha também e brindamos.

           Demos um gole... E cuspimos logo em seguida.

- Que champanhe horroroso! - eu exclamei.
- Nem me diga. Desculpa, Di, o champanhe daqui costumava ser melhor. 
- Tudo bem. - eu ri. - Podíamos ir tomar café numa lanchonete aqui por perto antes de irmos gravar.
- Bem, por enquanto nada de cenas novas. Mas eu e os rapazes vamos gravar umas músicas para o filme com a English Band. Você quer ir?
- Talvez mais tarde. Preciso arrumar algumas coisas lá no hotel.
- Você vai embora? - os olhos dele ficaram ainda maiores com o espanto.
- Do hotel, pretendo. Acho que vou morar com Erin.
- Entendi... Então vamos tomar café. Depois te deixo no hotel e vou para o estúdio. 
- Ok. 

      Assim fizemos. Uma vez no hotel, comecei a arrumar minhas coisas para me mudar para o apartamento da minha prima.
      
(Davy's POV)

        Após ter deixado Di no hotel, segui para o estúdio. Todos estavam à minha espera.

- A noite foi longa, hein? - Peter comentou.
- Tá com ciúme, é? - eu dei uma risadinha.
- Quem sabe? - ele deu um pequeno sorriso.

   Ensaiamos algumas músicas, e quando Alana Watson começou Ready Teddy, do Elvis, olhei a morte nos olhos. Melhor dizendo, vi Felicity me lançando o mesmo olhar mortífero da noite anterior, quando me viu entrando no motel com Di.
    Para minha desgraça, minha bexiga estava bem cheia. Eu tinha que ir... Mas ia precisar passar pela prima assassina da McLovely.
     Pedi licença ao pessoal e saí da sala. Aparentemente, Felicity saiu dali. Doce ilusão. Lá estava ela bloqueando a passagem para o banheiro masculino.

- Olá, David Thomas Jones! Como vai? - ela me saudou, com um tom de "eu vou te matar".
- Err... Vou bem. - dei um sorriso amarelo. - Eu tenho de ir ao banheiro.
- Está com dor de barriga? Náusea? Diarreia? - ela avançava em minha direção, e me senti menor do que nunca. - Ou será... Remorso?

      Fiquei quieto, já que eu não sabia mesmo o que dizer. 

- Acha que sou burra? Eu vi você e a Dianna no motel ontem à noite. - ela me deu um tapa na cara. - Eu sempre soube que você não valia nem meio xelim. Agora vejo que não vale porra alguma!
- Eu posso explicar, Fefe...
- Explicar que está apaixonado por uma poetisa que nem tem onde cair morta? 

      Não gostei do modo como ela falou da Di. Mas preferi não gastar meu latim. Ela deu um suspiro pesado e continuou:

- Olha, Davy, eu jurei que se você magoasse a Lulu, ia se dar muito mal. E eu vou cumprir isso. Porém, Louise não me perdoaria e eu sei que você e o Peter... São muito unidos. A última coisa que quero é arranjar problemas com eles. Eu sugiro que termine com a Lulu hoje mesmo ou eu mesma conto pra ela sua cachorrada! E já parou pra pensar qual vai ser o choque dela por descobrir que você a trocou pela Dianna, a amadinha dela?

     Esfreguei o rosto onde levei o tapa, mas fiz questão de deixar claro:

- Eu amo a Dianna! Seja o que for!
- Se ama mesmo a Di, então seja honesto com a Lulu e termine com ela!

      Ela se afastou e enfim pude correr para dentro do banheiro antes que fosse tarde.

(Emma's POV)

      Ainda estava morta de vergonha por ter sido pega no flagra com Mike e Micky por Felicity. E doeu no meu coração quando ela recusou ouvir o que eu tinha a dizer e ainda disse na minha cara que não fez a menor questão de ler minhas mensagens. Para piorar, ela chegou ao apartamento do Nez acompanhada de Peter, e ao sair, deu um selinho nele. Seria possível que... Fosse ela a responsável pelo namoro de Erin com ele ter terminado?
      No dia seguinte, resolvi ir ao estúdio, a convite de meu "ex-Michael" e meu "atual Michael". Mas não queria ir sozinha. Pedi para Di e Erin me acompanharem. E fomos nós três para lá.
        Chegando... Vi Fefe. Não conseguia tirar os olhos dela. Ela se incomodou com isso. E eu mais ainda.
          Ela foi para outra sala. E resolvi segui-la.

- Me deixa em paz, Emma. Não estou num bom dia. - ela foi ríspida, mas eu não me dou por vencida assim tão fácil.
- Eu também não estou. - sentei-me ao lado dela. - Eu não paro de pensar em você.

     Ela suspirou antes de dizer:

- Estou atolada em problemas.
- Eu quero te ajudar. - peguei a mão dela. - Me conta.

       Ela revelou:

- Eu descobri que sua amiga adorada, Dianna, está tendo um caso com Davy Jones, o namorado da minha prima!

          Meu Deus. Fefe sabe. Di está lascada. E também não pude deixar de pensar: "E você por acaso está tendo um com o namorado da prima dela?".

- Não... Mas... Como soube?
- Ontem eu os vi na entrada de um motel. Eu quero matar aquele tampinha mas não farei isso em consideração a Lulu. Ele vai terminar com ela.
- Felicity... Você não acha que... Louise seja a responsável do Gerd terminar o noivado com a Di? - eu estava bem certa disso, contudo, Fefe não parecia concordar comigo.
- Não acho. Se está falando da famigerada cena de sexo, não. Eu sei que aquela cena, convenhamos, foi bem real. Mas não há como Lulu e Gerd ficarem juntos como suas personagens, Poppy e Felix. Emma, a Lulu é muito “bonequinha frágil”. Acredito que um cara como Gerd prefira mulheres mais vistosas como a Alice.
- Pode ser, mas não quero falar dele mais. E sim de você. Se quiser... Eu peço perdão a Louise por bater nela.
- Perdão não basta, Emma.

   Felicity me puxou para a parede e me encarou. Até tremi um pouco.

- Eu vi sua atitude agressiva, Emma. E também você me bateu ainda que sem querer.
     
    Parecia ainda estar brava, mas me beijou. E eu desabafei:

- Sei que fui bem agressiva e precipitada. Admito muito isso. Fefe, eu tenho a Dianna como minha alma gêmea. Não tenha dúvida disso e você tem a Nora. Contudo, Di ama a Louise. Então eu posso amar você sem problemas. Não quero me dar ao luxo de te perder. Nem você e nem a Di.

    Ela me trouxe para perto dela e roubou um beijo quente, ao mesmo tempo que me tocava lá embaixo.

- Fefe... Aaaaah.. Você...
- Eu te amo, minha loira! – passou a língua na minha boca, me deixando louca de tesão.

   Ela se agachou um pouco e tirou a minha calcinha. Fez sexo oral em mim. Felicity quis parar, mas puxei sua cabeça, fazendo continuar.

- Não pare, minha morena... aaah...
- Emma! – Fefe se ergueu. – Tenha calma e não grite.

     Fefe deitou no tapete e pediu que eu sentasse no seu rosto. Fiz como ela pediu e ela continuou o sexo oral, agora mais sexy, mais quente. Ela acariciava minhas pernas e às vezes meus seios eram apalpados. Eu gemia e bagunçava seu cabelo.

- Felicity, eu te amo... Aaaaahhh...
- Emma, minha loira...

Não demorei muito para atingir o orgasmo. Quando terminamos, ajeitamos os cabelos e as roupas.

- Posso te ver hoje à noite? - pedi.
- À noite estarei ocupada. – tive a sensação de que ela não queria entrar em detalhes sobre algo. E eu desconfiava que isso se devia somente a algo, ou melhor, alguém: Peter. - Amanhã serei toda sua.

(Dianna's POV)

    No dia seguinte à minha ida com Davy ao motel, eu não parava de pensar em uma pessoa: Louise. Estava com saudades da minha amadinha. 
    Depois que saí do estúdio, onde ele me evitou, creio que por causa dos outros, decidi passar pelo apartamento da Louise. Ela ficou surpresa, mas me recebeu bem.

- Estava com saudades de você. - eu dizia, enquanto a beijava.
- Di, por favor, pare! Não quero me encrencar com Emma de novo! - ela se esquivava dos meus beijos.
- Amorzinho, ela entende sobre nós. Afinal, eu a suportei com Felicity. Por que não com você?
- Emma acha que eu destruí seu noivado. - ela justificou.

     De fato. Foi o ciúme misturado com a suspeita que fez Emma atacar Lulu daquele jeito. Fiquei quieta e, lembrando que Davy ainda mantinha contato com ela, sondei:

- Lulu, você não questionou o Davy se ele... Se envolveu com outra pessoa enquanto estiveram separados?
- Não. - Lulu respondeu, na lata. - Eu sei que ele não seria capaz disso. E mesmo se fosse, independente de quem fosse a mulher, eu iria odiar e muito!

     Ai meu Deus. Ela me odiaria mesmo. Ou eu perdia Davy para sempre.... Ou Louise. Eu preferia perder Davy. 

- Dianna, está tudo bem?
- Sim. Só estou um pouco ansiosa.
- Com o quê?
- Ah.... Com o pequeno papel que terei no filme da Odile. - fiz o melhor que pude para disfarçar. - Tenho medo de estragar tudo já que não tenho experiência alguma.

    Louise pareceu aceitar minha explicação capenga. Depois de mais algum tempinho, me despedi dela e fui embora dali antes que eu tivesse um colapso nervoso. Liguei para Davy. 

- Vem me ver. Preciso falar com você. Urgente. 
- Tudo bem, logo estarei no hotel.

      Esperei por ele ansiosa. Até que a campainha do quarto tocou e eu corri para atender. 

- Está morta de saudade, não é? - ele deu uma risada maliciosa, já colocando os braços ao redor da minha cintura. 
- Na verdade... - eu o fiz me soltar. - Nós precisamos parar com isso, Davy. Não está certo.
- De novo esse papo, Di? O que eu preciso fazer para provar para você que...
- Eu falei com a Louise. Perguntei se você comentou com ela sobre ter ficado com outra mulher nesse tempo que vocês deram. Ela disse que não e que você é incapaz disso. E mais: que ela odiaria a mulher que se envolvesse com você. E eu não quero que ela me odeie. Eu me obriguei a escolher: ou ela, ou você. E escolhi Lulu.

     Ele pareceu mesmo ter ficado muito desapontado.

- Di... Não, por favor! - ele pegou meu braço com firmeza, mas sem machucar. - Eu não quero te perder. Eu... Eu te amo.

     Ai, não. Eu vi a sinceridade nos olhos dele. E me senti a pior pessoa do mundo. Ainda mais porque a recíproca era mais do que verdadeira.

- Desculpa. Desculpa. - eu acariciei o braço dele. - Davy, eu estou me sentindo péssima. Mas eu não posso continuar envolvida com você, sabendo que Lulu está sofrendo. Se ela disse que iria odiar a mulher que ficasse com você, é porque ainda ama você. E eu não iria conseguir viver com o remorso. Volte pra ela. 
- Mas, Di, eu acabei de dizer que te amo! Eu não posso voltar para a Louise!
- Você está enganando a si mesmo, Davy. Se você me ama... Me deixa. - chorei.

     Davy parecia tão atônito, tão triste. Entretanto, eu não podia continuar com isso. O remorso iria me matar.
     Ele também chorou, mas conseguiu se recompor. Disse, fungando:

- Tá bom. Se é o que você quer, eu vou embora.

     Deixei que ele me beijasse uma última vez. E foi embora. Eu me sentia tão mal. Depois de alguns minutos, peguei meu celular e digitei uma mensagem para Gerd:

Tô carente. E sinto saudade de você. Vamos voltar?

  Fiquei surpresa por ele responder:

Estou indo.

     Dali a meia hora, ele chegou. Usava aquele bigodinho que eu achava que ficava tão fofo nele. E trazia várias caixas, que ele disse ser minhas coisas que tinham ficado no apartamento em Munique. Ele tinha passado uns dias lá.
     Agradeci por ele as ter trazido, e julguei que o bigodinho era um bom sinal. Eu me pendurei em seu pescoço e o beijei da forma mais ardente que pude. O beijo não foi tão gostoso quanto costumava ser. 
    Levei Gerd para a cama e fizemos amor. Mas foi muito estranho. De repente, ele era grande demais para mim. Um pouco bruto demais. Ele não era mais meu ursão.
     Quando terminou, Gerd não me puxou para perto, como sempre fez. Creio que ele também achou estranho. Cada um virou para um lado. 
     Suspirei baixinho e chorei, molhando a fronha do meu travesseiro. Eu sentia falta do meu hobbit safado, que lê o Kama Sutra e gosta de ser algemado e dominado. Que canta, compõe, toca, atua e dança. Que tem os olhos cor de chocolate mais lindos do mundo. O cavaleiro Danceny. Meu muso. Meu Davy. Que eu tanto amo.



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