domingo, 27 de março de 2016

Oneshot: Enchanted - Out Of The Woods (What If - Modern Vampires of The City) - Parte XV

Boa tarde! Hoje teremos mais uma parte de Enchanted. Teremos a separação de um casal adorado por todos... Boa leitura!




                 

     Mike e Alberta, dominados por aquele feitiço, beijavam-se vorazmente. Pareciam ter se esquecido da existência de Alana e Ringo. Ele sussurrou no ouvido dela, sensualmente:




- Como nunca percebi o quanto você é linda, Alberta?

- E como eu consegui ser tão tímida durante todo esse tempo, Mike? – ela o acariciava, provocante.

- Não sei. – ele respondeu, carregando-a nos braços até o quarto em que dormia com Alana. Naquela noite, ela havia ficado com Erin em outro quarto. Jason dormia profundamente num quarto que o conde Beckenbauer havia providenciado para as crianças maiores. Assim, o quarto era todo de Mike e Alberta.

                       

                   

        O lobo deitou Alberta na cama e passou a despi-la. A loba fez o mesmo com Nez. Uma vez nus, os dois entregaram-se àquele súbito desejo louco. Seus uivos foram ouvidos, contudo, alguns julgaram ser o próprio Mike, porém com Alana; outros acreditavam se tratar de Mary Anne McCartney com seu marido George Harrison, ou Rosie Donovan e George Best. Ninguém imaginava o que de fato acontecia, e, na floresta, Phyllis, Parsons e Hillman observavam tudo pela bola de cristal da maga.



- Pode comemorar, Hillman. – Phyllis sorria para o lobo americano.  – Amanhã mesmo você vai partir para os Estados Unidos com a sua querida lobinha. Ela é desprezível, não sei o que você e Mike veem nela.

- Não ouse falar de Alana assim! – Chris retrucou.

- Está bem, está bem, perdoe-me. Mas, pelo amor de Deus, leve o filhote também. Não quero que Mike fique preso por aquele menino.

- Alana não vai se separar dele. – disse Gram. – Por mais que o lobinho lembre o pai, é visível que ela o ama demais.

- Pois bem, livrem-se do moleque! – Phyllis exclamou, irritada. – Eu só preciso garantir que Mike não vá querer recuperar a esposa... E muito menos reconquistar Alice Stone!



              


    Na manhã seguinte, Alana e Erin levantaram-se e foram buscar seus filhos no quarto em que as crianças estavam. Allie viu que Jason brincava de luta com Dhani Harrison, um dos filhos sobreviventes de Mary Anne e George, os dois meninos transformados em pequenos lobos.



- Seu pai vai ficar orgulhoso ao ver que você está se tornando um lobo forte e corajoso, Jason. – Alana sorriu para seu filho. – Vamos acordá-lo?

- Vamos, mamãe. – o lobinho sorriu.


        

     A mãe e seu filho foram até o quarto da família Nesmith. Contudo, ao abrir a porta, Alana deparou-se com uma cena muito desagradável.




- MIKE! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – o grito indignado dela ao ver o marido deitado ao lado de Alberta despertou todos.

- A... Alana? – Nez acordou, sobressaltado. – O quê... ALBERTA! O que está fazendo deitada aqui?

- Eu não faço ideia! – respondeu a loba loira, os olhos verdes enormes de espanto, e tentando cobrir o corpo nu, as faces cor de carmim.

- EU É QUE FAÇO AS PERGUNTAS AQUI! – Alana gritou.

- Mãe... – Jason ia perguntar o que estava havendo.

- SAI DAQUI, JASON! EU ESTOU MUITO BRAVA COM O SEU PAI!

             

     O lobinho saiu correndo, assustado. A essa altura, a maioria dos adultos tinha se aglomerado no corredor, e havia burburinho. Ringo abriu caminho entre os outros, e ao ver a noiva daquele jeito, chorou de raiva e decepção.




- ALBERTA! EU PENSEI QUE VOCÊ ME AMASSE! – o lobo estava indignado.

- Ringo! Por favor, me escute... Eu não sei o que aconteceu... Não sei mesmo...

- Nem eu nem o Ringo vamos acreditar nesse papo furado! – Alana esbravejou. – Sai daqui, sua vadia!

                

        Ela pegou a loba maior pelo braço e jogou-a para o outro lado do quarto. Alberta foi parar aos pés de Ringo, contudo, ele não a socorreu.


- E quanto a você... – a loba olhava com raiva para o marido. – Eu não sei como acreditei que seu amor fosse sincero! Que você realmente sentisse um imprinting por mim! Como fui otária, meu Deus!

                   

          
           As garras de Alana despontaram e ela deu um tapa no marido que deixou o rosto dele arranhado.




- Alana, eu juro que não sei o que aconteceu! Não me lembro de nada!

- MENTIROSO! TRAIDOR! – ela gritava, descontrolada. – SABE QUAL É A DIFERENÇA ENTRE VOCÊ E O GERD?  É QUE ELE ADMITIU QUE TRAIU A LOUISE COM A ALICE! VOCÊ ALEGA QUE NÃO SE LEMBRA, ENQUANTO EU VI VOCÊ DEITADO NESSA CAMA, COM A MALDITA AO SEU LADO! E TENHO VÁRIAS TESTEMUNHAS AQUI! DE RESTO, VOCÊS SÃO IGUAIS! SEM VERGONHA E INFIÉIS!

- A última coisa de que pode me acusar é de ser como aquele alemão maldito! – Nez gritou.

- Você condenou tanto o Gerd por ter traído aquela vampirinha, não é? Aquela vampirinha tão importante para você, uma das com quem você se refestelou! E por fazer a Alice sofrer! A sua tão amada Alice! Sabe, acho que se você me traísse com ela, eu até poderia te perdoar! Mas não! Foi com a Alberta! VOCÊS NÃO TÊM UM MÍNIMO DE VERGONHA NA CARA?!

- Por que não acredita em mim, Allie? Eu seria incapaz de trair você, mesmo que com a Alice!

- Eu não quero ouvir mais nada! Eu vou embora para os Estados Unidos com Hillman e Parsons! E vou levar Jason junto!

- NÃO! – Mike bradou, em desespero. – Minha lobinha, eu te amo! Não vou poder continuar sem você! E amo nosso filho mais do que tudo!

- Se ama tanto Jason e eu, deveria ter pensado em nós antes de ser canalha!

               


   A essa altura, todos já haviam debandado do corredor, divididos. Alguns culpavam Mike e Alberta. Outros estavam duvidosos. E alguns poucos acreditavam que apenas Mike fosse culpado. Entre os duvidosos, estavam os próprios Micky, Davy e Peter, além de suas esposas.




- Não posso acreditar que Mike fez uma coisa dessas. Ele sempre foi tão correto. – Micky estava chocado.

- Pelos deuses de Asgard... – Peter murmurava. – Parece até um tipo de feitiçaria...

- Acha que pode ser? – Dianna indagou.

- Difícil dizer. – o mago respondeu. – Se for...  É coisa da Phyllis.

- Quem é Phyllis? – Erin, Dianna e Emma indagaram.

- Uma namorada que o Mike teve antes de virmos para a Alemanha. – explicou Davy. – Ela era uma bruxa. Mas acha mesmo que ela ainda não superou o fim da relação, Peter?

- Não sei. Sinceramente não sei.

- Eu não quero que Allie vá embora... – Erin chorou. Peter abraçou-a e limpou o rosto dela.

- Eu sei, querida. – Peter disse. – Mas ela precisa ficar um pouco sozinha para afogar as mágoas. Mas acho que você deveria ir atrás dela, conversar um pouco.

- Sim. – Erin limpou o rosto e fungou. – Eu vou.


                  

    Erin encontrou a amada saindo do quarto, carregando bagagem numa mão e segurando Jason com a outra. Mike corria atrás da esposa para impedi-la.




- ALANA, NÃO VÁ! – exclamaram os dois, ao mesmo tempo.

- Mike, nada do que me disser vai me fazer mudar de ideia! – ela rosnou. – E Erin, eu sei que te prometi que não iria embora... Mas é preciso.

- Por favor, minha amada, como vou ficar sem você? – Erin implorou.

- Você tem o Peter. – Alana afagou o rosto de Erin. – Eu venho te visitar e você também pode vir me ver.

- Só o Peter não me basta! – Erin exclamou.

- Desculpa.  Desculpa mesmo, minha flor. – Alana suspirou, triste, e caminhou até os portões, Mike e Erin ainda em seu encalço.

- Allie... – Mike tentou uma última vez.

- ATÉ NUNCA MAIS, ROBERT MICHAEL NESMITH! – ela gritou.

- Mamãe, por que vamos embora? – Jason indagava.

- Um dia você vai entender, meu filho. – Alana respondeu. Deu um beijo envolvente em Erin e bateu os portões do castelo Beckenbauer atrás de si.

- Mike... Eu não sei se você está mesmo falando a verdade, mas se você realmente for culpado, eu nunca vou te perdoar pela partida da Alana! – exclamou Erin, furiosa.

- Erin, eu juro, não sei como aquilo aconteceu. Não sei mesmo!

- Acho bom. – a humana resmungou, voltando para dentro. Seu coração estava partido.

                  



  Mike estava tão nervoso que descontou socando as paredes de pedra e arranhando a madeira da porta com as garras. Começou a uivar angustiado, como na época em que estava sofrendo de amor por Alice. Ouviu uma voz debochada dizer:



- Ora, ora, quem é o sacripanta agora?


                          



        Era Gerd. Mike voltou-se para ele, mostrando as presas e rosnando.






- COMO SE ATREVE A ME COMPARAR A VOCÊ, SEU CHUCRUTE?

- Me atrevo? – Gerd ria com escárnio. – Você fez exatamente o mesmo que eu.

- Não fiz! Não dormi com Alberta! Não me lembro de nada!

- Isso é só uma história que você inventou para se defender! Ao menos eu admito meu erro, lobo! E tenho um aviso para você: fique longe de Mein Himmel!

- Não ouse chamar Alice de Mein Himmel! Você a fez sofrer! E se eu quiser ficar com ela, não será você que vai me impedir, Müller!

- É o que vamos ver, Nesmith. – Gerd sorriu irônico.
                          



     

          

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