Capítulo 7 – Take A Chance On Me (Dianna’s POV)
Não vou mentir, os trinta minutos que antecederam a chegada de Davy foram os mais longos da minha vida. Ao mesmo tempo em que eu queria que ele nunca chegasse, eu também desejava falar logo com ele. Enfim a campainha tocou. E eu corri para destrancar a porta do quarto do hotel.
- Boa noite, Dianna. – ele me cumprimentou.
- O-oi. – eu retribuí o cumprimento, muito sem graça.
- Bem... Acho que nós já vamos, não é, Erin? – Emma falou.
- Sim, Emma. – Erin concordou. – Tchau, Di, e qualquer coisa nos ligue!
- Tchau, meninas. – eu disse.
Ficamos sozinhos. Davy ainda estava parado no umbral.
- Entre. – eu disse. – Fica à vontade. Quer alguma coisa? Posso chamar o serviço de quarto...
- Não, não se incomode. – disse ele, se sentando numa das poltronas.
- Erin disse que você queria vir conversar comigo...
- Sim... Não pense que eu sou intrometido, mas onde está Gerd?
- Ele... Ele foi embora. Nós terminamos.
- T-terminaram? É por minha causa? M-me desculpe, por favor...
- Não é por sua culpa, fique tranquilo. Gerd disse que... Não serve para mim. – sequei uma lágrima que despontou do meu olho.
- Eu... Sinto muito. – disse ele, e notei a sinceridade em seu tom. – Mas... Como ele pode deixar uma garota como você? Para mim você não é só uma garota... É “a garota”.
- Talvez eu não fosse “a garota” para ele. E talvez ele esteja certo. Talvez ele não seja “o cara”.
- Se ele não é “o cara”... Quem é?
- Eu não sei. Eu ainda preciso descobrir. – eu nunca diria com todas as letras a Davy que “o cara”, muito provavelmente, era ele.
- Bem... Será que eu não posso ser “o cara”?
- Como você é convencido!
- Não estou sendo convencido. Você é “a garota” para mim, por que eu não poderia ser “o cara” para você?
- Você está indo com muita sede ao pote, mocinho. Esqueça essa loucura toda, Davy. Volte para a Louise. Nós... Nós não devemos.
- Dianna, eu... Eu não sei o que sinto por você, é algo novo para mim. Ainda estou com algumas dúvidas, mas acredito realmente que eu esteja me apaixonando por você. Por favor, confie em mim. Dê-me uma chance. – ele pegou a minha mão, e desta vez hesitei em soltar.
Mais ousado, como já era de se esperar, ele me puxou para um beijo. Eu simplesmente não consegui resistir. Ele me atraía de uma forma inexplicável. Por mais que eu ainda acreditasse que Gerd poderia se arrepender e retomar o relacionamento comigo, eu desejava estar nos braços de Davy, desejava beijá-lo. E nossas bocas se tocaram. Ah, eu sou mesmo uma fraca. Maldito seja Davy Jones e sua feitiçaria pélvica à la mini Peter Quill.
- Seu... Seu hobbit safado... – resmunguei, quando tivemos que parar de nos beijar para recuperar o ar.
- Dianna... Eu quero ser seu, leoazinha. Por favor. – Davy beijava meu pescoço, e seus lábios passaram a buscar os meus outra vez.
- Não sei o que você faz comigo que impossibilita que eu resista... – desta vez eu roubei o beijo, e o fiz escorregar da poltrona para o carpete junto comigo.
- Quando você quer, também sabe fazer as coisas. – ele riu, malicioso, e eu dei-lhe mais um beijo para que calasse a boca.
Deitei-me sobre ele, tirando sua camiseta. Passei a mão por seu tórax. Ele não era nenhum magrelo, mas tinha músculos na medida certa. E aqueles braços... Nunca imaginei que um baixinho pudesse ter braços tão fortes. Ele tirou a minha blusa, e apalpou meus seios, apesar da barreira de tecido. Soltei os braços dele, levei minhas mãos às costas e abri o sutiã. A gravidade fez o resto. Os olhos de Davy brilharam. Corei um pouco, contudo, logo voltei ao normal, e trouxe a cabeça dele para o meio dos meus seios, que foram ardentemente beijados, e logo um de meus mamilos era lambido, mordido e sugado. Eu soltei um gemido, e uma das minhas mãos tocou lá embaixo, no meio das pernas de Davy.
- Ah, Dianna... – ele gemeu.
Abri sua calça e abaixei sua cueca, revelando o membro rijo. Em resposta, ele abriu a minha calça e abaixou a minha calcinha.
- Você tem certeza de que quer isso? – ele me indagou.
- Eu... Eu tenho. – respondi.
E as estocadas começaram, devagar. Creio que ele estava receoso de me machucar. Entretanto, não demorou a ganhar velocidade. Devo dizer que senti que entre nós havia um encaixe perfeito, eu experimentava um prazer que nunca tive com o Gerd.
Prosseguimos com as carícias, os beijos e os movimentos. Gemíamos e até mesmo gritávamos. Até que chegamos ao orgasmo juntos. E nos soltamos.
- Leoazinha... Você é mesmo selvagem. – ele disse, me abraçando pela cintura.
- Eu não sei se você é um bichinho de pelúcia, um Cuddly Toy... Ou um leãozinho selvagem. – eu acariciei seu rosto e trocamos um beijo suave.
Embora tudo isso tenha acontecido no carpete, eu o levei comigo para a cama, onde dormimos abraçados. Na manhã seguinte, despertei ainda aninhada nos braços de Davy, e me deparei com ele ainda dormindo como um anjo, com uma expressão serena no rosto que o deixava ainda mais lindo. Beijei-o na testa, porém, eu ainda estava um pouco duvidosa, apesar da noite maravilhosa que tivemos.
Enfim ele acordou, e a primeira coisa que viu foi justamente eu, olhando para ele como que encantada.
- Bom dia. – ele sorriu e me beijou.
- B-bom dia. – respondi, um pouco ruborizada.
- O que foi? – ele brincava com meus cabelos e os cheirava. – Fiz alguma coisa que não devia ontem à noite?
- Não... Foi incrível... Mas...
- Mas o quê?
- Você está só dando um tempo com a Louise. Teoricamente, ainda está com ela.
- Teoricamente.
- E eu... Bem, Gerd terminou o noivado, mas e se ele resolve... Voltar?
- Você não é obrigada a voltar com ele.
- Mas... Davy, eu vou ser bem franca. Quando te beijei pela primeira vez... Quando fizemos amor... Eu tive uma sensação que nunca tive antes, nunca mesmo. Estou cada vez mais inspirada. E tenho medo de que você seja o “muso inspirador” que busquei a minha vida inteira.
- Por que tem medo?
- Porque talvez não possamos ficar juntos.
- Nós vamos ficar. Vou lutar por você, Di.
Quando ele me chamou de Di, eu me senti desarmada. Era como se eu estivesse me apaixonando pela primeira vez.
- Assim eu espero. Bem... Você vai ao estúdio hoje?
- Eu vou. Mas antes vou passar na casa da Louise pegar mais algumas coisas. Você vai ao estúdio também?
- Só pela Louise. Não quero olhar na cara do Gerd por um tempo.
- Entendo. Então... Eu te vejo lá?
- Sim. – eu sorri timidamente, ele beijou minha mão e em seguida me deu um selinho.
(Davy’s POV)
Saí do hotel e fui até o apartamento onde antes morava com Louise. Eu refletia sobre tudo o que havia acontecido. Eu ainda amava a minha McLovely. Só não sabia dizer se era como minha namorada ou como minha irmã. E eu estava me apaixonando por Dianna a cada dia mais. A noite que passamos juntos foi ótima.
Entretanto, ela ainda estava temerosa, e eu tinha que respeitar isso. Ela tinha acabado de romper um noivado, afinal. Era uma experiência traumática. Talvez eu estivesse apressando demais as coisas. E a última coisa que eu queria era magoá-la.
Cheguei ao prédio onde ficava o apartamento da Lulu. Como deixei a minha chave com ela, tive que tocar a campainha. Ela abriu, usando um robe.
- McLovely! – eu a cumprimentei.
- McCutie! – ela parecia surpresa por me ver. Creio que não esperava que eu voltasse tão cedo. – O que faz aqui?
- Queria saber se está tudo bem. – respondi, tranquilo. – Se importa se eu for pro quarto pegar minhas coisas que restam?
Ela não disse nada, o que interpretei como um “sim”. Fui até o quarto. Pelo jeito, ela tinha acabado de levantar, o que presumi pela cama bagunçada. Abri a sapateira, e ainda havia alguns tênis meus ali. Também havia um outro par de tênis fora dela. Achei que fossem meus, no entanto, vi que eram tamanho 44. Eu calço 41. Supus que fossem do Mickey, ele vive esquecendo coisas aqui. Mas... Normalmente, Mickey usa tênis Olympikus. Esse era um Adidas. Bom, nada impede as pessoas de usarem uma marca de tênis só porque costumam usar outra. Mas e se... Outro cara... Resolvi deixar para lá. Coloquei os tênis na mala que eu havia trazido e peguei algumas outras coisas que eu tinha esquecido.
Saí de lá. Louise estava com uma cara estranha, mas eu não ousava imaginar por quê.
- Obrigado, Louise. Te vejo hoje de manhã no estúdio.
(Dianna's POV)
Depois que Davy saiu, senti que finalmente eu poderia escrever o poema que queria. Sobre ele e nosso beijo. Peguei meus lápis e meu caderno de poemas, sentei-me no chão apoiando o caderno nos joelhos e comecei a escrever.
Por muito tempo esperei
Por esta carícia.
Não que eu seja
Uma frágil filha de rei
À espera de, sem malícia,
Um beijo, de doçura benfazeja.
Não. Eu sou uma artista,
E aquilo que ansiava
Por encontrar
É o que permite que minha arte exista.
Concretizou-se aquele que me inspirava!
Achei-te, e quero apenas te amar...
Destaquei a folha e guardei no bolso da calça, pensando em dar o poema a Davy mais tarde. Meu Deus... Eu estava mesmo pirada. Peguei um ônibus até o apartamento da Odile, onde estavam acontecendo as gravações.
Cheguei lá, rezando para não me deparar com Gerd. Contudo, não foi ele quem encontrei assim que minha entrada no apartamento foi permitida. E sim meu parceiro da noite anterior.
- Oi, Di. - Davy sorria daquele jeito que me fazia ficar toda derretida.
- O-oi. - dei um pequeno sorriso e abaixei a cabeça.
- Eu tenho um presente para você. - disse ele. Só então reparei que uma de suas mãos estava em suas costas.
- Um... Um presente? - minha mão esbarrou no bolso onde havia a folha de papel dobrada.
- Sim. Não é nada de especial, mas espero que goste.
Levantei a cabeça e Davy me deu... Uma tulipa. Uma delicada tulipa cor-de-rosa.
- Oh... Davy, eu... Nem sei o que dizer...
- Eu ia te dar uma rosa, mas sei que aquela muralha humana te chamava de "meine Rosa" de vez em quando. Fiquei com medo de, hã, te magoar.
- Obrigada. Obrigada mesmo. Eu... Não ganhava flores havia um tempo...
Sem cerimônias, trouxe Davy para perto e roubei um beijinho. Separei minha boca da dele logo, e ele me olhou como que querendo mais. No entanto, eu recusei, usando o começo das gravações como pretexto.

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