sábado, 6 de fevereiro de 2016

Oneshot: Enchanted - Out Of The Woods (What If - Modern Vampires Of The City) - Parte XIV

Boa noite! Temos mais uma parte de Enchanted. Esta, particularmente, vai ser tensa. Boa leitura! 




   Três pares de olhos observavam o castelo Beckenbauer de uma moita. Phyllis Barbour, a feiticeira, ria com malícia.



- Ah, Mike... Esqueceu de mim? Pensou que eu iria te deixar em paz? Nunca! É apenas questão de tempo, meu lobo amado...

- Você tem certeza de que seu plano vai funcionar, bruxa? - indagou Chris Hillman, um lobo americano.

- Nunca estive tão certa, meu amigo! Sua querida lobinha estará de volta para você em muito pouco tempo.... Mas antes, você e Parsons devem fazer sua parte!

- Sim! - disseram Hillman e Gram Parsons, outro lobo, em coro.

      

   

    Dali a meia hora, os dois lobos saíram da moita, e foram bater nos portões do castelo do conde. Oliver Kahn abriu-os.




- Sim? Quem são os senhores e o que desejam?

- Meu nome é Gram Parsons, e este é meu amigo Chris Hillman. Somos lobos, vindos dos Estados Unidos.

- E o que querem aqui? - Oliver insistiu.

- Desejamos falar com a srta. Alana Watson! Agora! - ordenou Chris.

- Ah, a loba? Frau Nesmith?

- Ela mesma. - Gram confirmou. Chris disfarçou uma expressão de nojo ao ouvir Alana ser chamada de "Frau Nesmith".

        

  

   Oliver abriu passagem para os visitantes, e conduziu-os pelos corredores do castelo, até chegar ao quarto onde Mike e Alana estavam hospedados. Bateu à porta.



- O que há, Oliver? - quis saber Nez.

- Dois lobos americanos desejam falar com a sua senhora, Herr Nesmith.

- Dois lobos americanos? - Alana já supunha de quem se tratava. - Disseram seus nomes?

- Sim. - respondeu o mordomo. - Gram Parsons e Chris Hillman.

        


       Alana engoliu em seco ao ouvir esses nomes, sobretudo o de Hilllman. Porém, disse:




- Pode deixá-los entrar e falar comigo, Oliver.

         

    Eles foram introduzidos no quarto. Olharam Mike de alto a baixo, e Hillman ficou de olhos arregalados ao ver que o lobo alto brincava com um menininho. O filho do casal.



- Olá, Alana. - cumprimentou-a Gram.

- Olá, Parsons. O que traz você.... E Hillman?

- Finalmente te encontramos! - Chris exclamou. - Volte conosco para a América!

- O quê? - Mike intrometeu-se. - Minha loba não vai a lugar nenhum! E quem são vocês?

- Somos velhos amigos da Alana. - disse Parsons, calmamente.

- Eu fui mais do que amigo! - exclamou Chris.

- Como é que é???? - Nez estava indignado.

- Houve um tempo em que Chris e eu... - Alana tentou explicar.

- Volte conosco para a América, Alana! Você pode levar seu filhote! - Parsons incentivou.

- Eu ainda amo você, minha lobinha! Seu marido prefere a vampira!

- SÓ VÃO LEVAR MINHA LOBA E MEU FILHOTE POR CIMA DO MEU CADÁVER! - Mike gritou, furioso.

- Alana é independente, Nesmith. - Hillman sorria cruel. - Se ela quiser vir comigo, ela virá, não será você que vai prendê-la.

- Eu amo Mike, Chris! Ele é meu imprinting! - a loba respondeu. - Vou ficar sempre ao lado dele.

- Até o dia em que ele mostrar que não é digno do seu amor, Alana. - o antigo namorado da loba insistia.

- Cale a boca! Você está enciumado! - Alana revoltou-se.

- Agora, você, Hillman, e você, Parsons, dêem o fora daqui! Já! - Mike ordenou. - E não ousem atrapalhar mais nosso sossego!

        


     Os lobos americanos saíram, mas não se deram por vencidos. Phyllis ainda executaria sua parte do plano.




- De onde surgiram esses dois? - Nez indagou.

- Eram lobos da alcateia com que eu vivia na América. Parsons era um grande amigo. E Chris era.... Bem....

- E você foi embora por que ele te rejeitou?

- Sim. Havia outra loba. Ela era cruel. O nome dela era Kathy Giordano. Ela tirou Hillman de mim. Então parti para a Europa em busca do bando de Bobby Moore. E conheci você. - ela sorriu encabulada.

- Mamãe, você vai embora com esses homens? - perguntou Jason. - Eu não quero ficar longe do papai, nem dos meus amigos....

- Não, meu filhote, nem você nem a sua mãe vão embora. - Nez pegou seu filho no colo e beijou-o. 

- Papai não vai deixar, Jason. - Alana sorriu.

     

     Longe dali, Peter, que havia ido à floresta coletar ervas para suas poções, havia sido detido por Casillas, um dos mais fiéis seguidores do Conde Benítez.




- É muito simples, mago. - o vampiro espanhol sorria com maldade. - Você me entrega Felicity McGold e em troca você recebe seu amado vampiro de volta!

- Nunca! Nunca faria nada tão deplorável, mesmo para ter Manuel outra vez! - Peter recusou-se.

            

        Casillas deu-lhe um tapa no rosto.



- É mesmo um covarde, maguinho pederasta! Está bem, se é assim que quer, vai chorar por toda a vida a morte do seu amante!

- Prefiro chorar por Manuel pela eternidade a carregar tamanha culpa!

- Você vai mudar de ideia, filho de Frey. Aguarde. - Casillas falou com crueldade, e foi embora.




     Peter voltou correndo para o castelo Beckenbauer, e entrou no quarto em que ele, a esposa e a filha estavam hospedados. Ele começou a lançar feitiços na porta, nas janelas e até mesmo em Erin e Sally.





- Meu amor, o que há? - quis saber Erin, estranhando aquele comportamento.

- Medidas preventivas. - Peter explicou, simplesmente.

- Medidas preventivas? - Erin indagou, ainda intrigada.

- Sally, filhinha, papai e mamãe precisam ter uma conversa chata de adultos. - ele disse à pequena. - Por que não vai brincar um pouco com seus amiguinhos?

- Está bem. - a menina concordou, saindo.

- O que foi, Peter? O que está acontecendo? Estou com medo! - Erin estava muito nervosa.

- Casillas. Veio atrás de mim. Quer que eu entregue Felicity. E em troca ele traria Manuel de volta.

- Você não aceitou, não é?

- Não, claro que não! E justamente por isso temo que ele tente me pegar. Ou você. Ou nossa filha.

- Ah meu Deus...

- Calma, Erin. Não vou permitir que Casillas ou qualquer um do bando do Benítez faça mal a você ou a Sally.


      

   

      Peter julgou que era adequado não perder tempo, e foi até a fazenda para alertar Felicity. Enquanto isso, Erin colocou Sally para dormir, e, após sua filha estar profundamente adormecida, ela saiu para encontrar Alana em um dos quartos vazios.
       A loba e a humana descobriram estar apaixonadas pouco depois da batalha contra Verratti e seus comparsas. Alana defendeu Erin do vampiro Cavani.



- O que foi, amada? Parece perturbada com alguma coisa. - Alana afagou os cabelos de Erin.

- Estou com medo. - ela confessou. - Acho que Benítez e seus asseclas podem fazer mal ao Peter por ele não querer entregar Felicity. Ou podem pegar Sally para atingi-lo, o que me aflige ainda mais! Tenho receio por minha filhinha.  Sei que sou fraca e medrosa...

- Não, Erin, você não é nenhuma das duas coisas! Peter sabe se proteger e também vai cuidar da Sally. Ademais, se alguém ousar mexer com você, será minha missão pessoal aniquilar esse alguém!

- Obrigada, Allie. Eu te amo. - Erin sorriu para a amante e beijou-a com ardor.



     A cada beijo, elas ficavam mais desejosas. Despiram-se. Alana deitou-se e Erin sentou-se em seu rosto.  A loba deu início a um sexo oral muito prazeroso para a humana, que fazia o máximo para trazer a cabeça de Alana para mais perto de sua intimidade.




- Oooh, Alana, como eu te amo... Mais do que minha vida... Tanto quanto amo meu marido... A única coisa que amo mais do que você é minha filha...



      Elas inverteram as posições, e Alana retribuiu a declaração.



- Erin, minha linda flor, minha adorada, eu te quero mais do que tudo. Amo tudo em você, seu cabelo, sua voz, seu sorriso, seu corpo perfeito... Ooh, meu Deus...



    Erin continuou até que Alana atingiu o orgasmo. As duas se separaram, porém, deitaram-se juntas na cama, abraçadas, trocando beijos e carícias.



- Eu ouvi você e Nez conversarem sobre seus amigos americanos ou estou ficando louca? - Erin indagou.

- Não, está certa. Um dos meus maiores amigos, Gram Parsons, e meu antigo namorado, Chris Hillman, me acharam. Disseram que vieram me buscar. Que eu podia levar Jason comigo.

- E você vai embora com eles? - Erin alarmou-se.

- Nunca! Não vou deixar o Mike... Nem você. - ela afagou o rosto de Erin.

     


      Entrementes, Peter chegava à fazenda onde Felicity vivia, onde Manuel havia residido quando vivo. Ele suspirou, murmurando:



- Manu... Espero que eu seja de alguma ajuda para Felicity, Joey e Karin. É o que posso fazer em nome do nosso amor.

     



    Ele adentrou a casa, e encontrou Felicity sentada na cadeira de balanço, costurando. Joey brincava com um cavalinho de feltro, e foi o primeiro a ver Peter. Ele exclamou, ao ver o mago:





- Tio Peter! Como estão a Cece e a Becky? Posso ir brincar com elas?

- Elas estão bem, Joey. - Peter sorriu para o filho de seu amado. - Qualquer dia os pais delas vêm buscar você para brincar com elas.

- Olá, Peter. - Felicity sorriu. Ela havia envelhecido precocemente. Parecia ter quase 40 anos, quando ainda não tinha nem 25. - O que o traz aqui?

- Felicity, pelo amor que tive e ainda tenho por Manuel, pela minha amizade com Micky, pela estima que tenho por você, vim previni-la.

- Me prevenir? O que quer dizer?

- Eu acho que antes certo rapazinho precisa ir dormir. - Peter notou o bocejo de Joey, e sabia que não era adequado que o menino ouvisse aquela conversa.

- Está certo. - Felicity percebeu a intenção de Peter, e foi colocar o menino na cama. Assim que ela voltou, Peter prosseguiu:

- Felicity... Casillas me fez uma proposta.

- Qual?

- Entregar você para ele. Em troca eu teria Manuel de volta dos mortos. É claro que não concordei. Mas eu tenho um plano para enganar Casillas e todo o bando do Benítez.

- Que plano?

- Eu vou criar uma réplica sua com minha magia. E entregá-la em seu lugar. E essa réplica... Vai ensinar uma lição ao vampiro espanhol.

- Eu sabia... Eu sabia que isso iria acontecer. Eles querem tirar meu dom, Peter. Eu gostaria muito de me entregar se for para evitar uma guerra como essa.

- Fefe, não creio que, mesmo que você se entregue e Benítez tire o seu dom de profetizar, essa guerra será evitada. Eu acho... Acho que Manuel preferiria que fizéssemos como estou sugerindo.

- Façamos como você está dizendo. Mas, se preciso, eu me entregarei.

  



    No castelo Beckenbauer, Mike estava tomado por um repentino desejo por Alberta Mann, a loba que agora estava noiva de Ringo Starr.
   Como ele nunca havia reparado na beleza dela antes? Procurou-a por todo o castelo, contudo, ela havia saído para caçar. Deduzindo isso, Mike resolveu esperar por ela nos portões do castelo.
   Aquele era o efeito da feitiçaria de Phyllis sobre ele. Ela pretendia fazer com que o lobo traísse Alana e fosse descoberto, o que inevitavelmente levaria à separação do casal e à partida da loba com Parsons e Hillman.
    Enfim Alberta chegou. Deparou-se com o lobo no umbral dos portões, e ao notar o olhar estranho dele para ela, indagou:




- Tudo bem, Mike?

- Só ficarei bem se aceitar ser minha esta noite. - disse ele.


     



    Aquelas palavras foram o meio de ativar o feitiço em Alberta. Mike era lindo e atraente, ela sempre o desejou secretamente. Por que não?

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