No domingo à
noite, Dianna ligou para a prima, Erin, para fazer-lhe um convite.
- Erin, amanhã depois da aula, Emma e eu vamos buscar a
Alana no estúdio e de lá vamos para a NBC, assistir à gravação de um episódio
da série dos Monkees. Quer ir junto?
Erin não
tinha nada para fazer e o passeio seria uma distração para sua mente. Quem
precisava de homens? Bastava-lhe suas amigas.
- Aceito seu convite, Di.
No dia
seguinte, Erin encontrou Emma e Dianna na sala de ponto. Bateram o ponto e
foram buscar Alana na gravadora. Ela as esperava na porta.
- Oi, meninas! Fico feliz que você vai junto com a gente,
Erin!
- Eu acho que vai ser bem divertido, Allie. – Erin disse,
com um sorriso.
Rumaram para a NBC. Foram recepcionadas pelos rapazes. Dianna foi para
os braços de Peter, Emma para os de Micky e Alana para os de Mike. Erin notou
que o quarto Monkee olhava para Dianna com sofrimento.
Ela
não entendia o porquê daquele olhar dele para sua prima, mas de uma coisa
sabia: aquele rapaz baixinho tinha os olhos mais lindos que já tinha visto. Assim
que os rapazes se afastaram para gravar, Erin perguntou em voz baixa às amigas:
- Quem é aquele baixinho com as maracas? Ele é tão... Fofo!
- O nome dele é Davy. Davy Jones. – disse Alana. – Ele é o
vocalista.
- E ele gosta da Di. – Emma disse com certa malícia.
- Mas e o Peter? – quis saber Erin, um pouco decepcionada.
- Ele sabe. – Dianna disse com certo constrangimento. – Mas
não acha que vale a pena brigar com Davy por mim. Eu espero que ele se convença
que não sirvo para ele. É o Peter quem eu amo. Davy merece uma garota que possa
amá-lo como eu amo Peter. Você é uma boa pedida, Erin.
- Imagine, Di! Ele nunca vai me notar...
Mesmo
convencida disso, Erin não tirou os olhos dele a tarde toda. “Ele é uma
graça... Eu o quero todo para mim!”. Os olhares de Davy para Dianna perturbavam
um pouco Erin, porém, ela tinha um pressentimento de que em breve ele
perceberia que não adiantava continuar insistindo naquele amor...
***
Naquele
episódio, Davy se perderia dos outros três, o que significava que gravariam em
cenários diferentes. O vocalista aproveitou-se disso para ir atrás de sua amada
mais uma vez. Por um imenso golpe de sorte, viu-a sozinha. Reuniu toda a sua
coragem e cumprimentou-a:
- Olá, Dianna!
- Oi, Davy. – ela cumprimentou, um pouco de má vontade.
Gostava dele, no entanto, ele precisava cair na real. Talvez ser fria ajudasse.
- Você está linda hoje. Sempre está.
- Obrigada. Com licença, estou procurando o Peter...
- Por que me trata tão mal? – Davy perguntou, segurando o
braço dela, firmemente, mas sem machucá-la. – O que eu faço de errado? O que
tem de errado em amar?
- Davy... Eu não posso ser sua. Me esquece! Por favor,
compreenda, gosto de você, você é uma boa pessoa. Podemos ser amigos, mas não
mais do que isso!
- Di... Eu já tentei, juro que já tentei, mas não consigo
tirar você da minha cabeça! É impossível! Amo tudo em você. Seus cabelos, seus
olhos, seu jeito... E... Sua boca. Sua boca tão linda, que eu faria qualquer
coisa para poder beijar... – ao dizer isso, Davy se aproximou de Dianna. Ela
recuou um passo.
- Davy, não! – ela tentou afastá-lo. Mesmo assim, ele
conseguiu roubar um beijo dela. Dianna não podia negar que aquele beijo era
delicioso, porém, nada comparado a Peter.
- Eu sabia que sua boca seria deliciosa assim. – disse Davy
com um sorriso.
- Você já teve o que queria, Davy. Agora me deixe em paz,
sim?
- Não tudo o que eu queria... Mas sem dúvida tirou uma parte
da minha aflição.
- Contente-se com isso!
- Não quero! Meu amor, você é tudo que desejo!
- Vai ficar apenas no desejo! Me deixa em paz!
Dianna afastou-se dali o mais rápido que pôde, deixando Davy
profundamente triste.
***
Alguns dias depois, Erin foi à floricultura para comprar sementes.
Queria flores novas em seu jardim. Ao entrar na loja, foi direto para as
prateleiras com pacotes de sementes. Enquanto decidia o que levar, ouviu uma
voz masculina conhecida:
- Por favor, mande entregar neste endereço as rosas
vermelhas mais viçosas que tiverem!
- Claro, senhor. Deseja escrever um cartão?
- Sim, por favor.
Erin voltou sua atenção para o balcão. “Pobre coitado...”, pensou,
enquanto observava Davy escrevendo no cartão. Não se conteve mais. Aproximou-se
do rapaz.
- Olá, Davy.
- Olá, Erin. O que acha do que escrevi aqui?
A jovem pegou o cartão e leu o que
Davy havia escrito:
Dianna,
Eu sei que não deveria
me atrever a mandar tal presente. Sei que não devo sentir por você nada mais do
que amizade. No entanto, eu não consigo evitar. A cada dia percebo que estou
mais apaixonado. Quero só te fazer um agrado, te deixar contente. Então, peço,
por favor, que aceite essas rosas.
Davy
“Davy, pare de fomentar mais essa paixão desvairada! Você não percebe
que é inútil? Por que não volta seus olhos para outras mulheres... Para mim?”
- É lindo, Davy. – Erin falou, sincera. Porém, sentiu
necessidade de ser ainda mais sincera. – Mas a minha prima não vai...
- Eu sei, eu sei, ela vai ficar lisonjeada, mas não vai me
dar uma chance. Erin, eu já tentei de tudo para me esquecer da Di! Eu não
consigo! Não entendo por que é assim... Acho que, quando me apaixono, me apego.
Foi tão duro para esquecer minha ex-namorada... Foi preciso sua prima surgir no
meu caminho para eu me esquecer de Nami!
- Você só está esperando surgir outra garota na sua vida,
então? – Erin perguntou.
- Erin... A cada episódio novo que gravamos, espero que a
garota que será meu par no episódio me pegue de jeito, desprevenido, como
Dianna fez. Mas até agora nada, nada.
Erin
olhava para ele com pena.
- Eu a beijei, Erin... E o pior de tudo é que foi tão bom,
mesmo que tenha sido roubado! A cada vez que me lembro disso me dá vontade de
bater a cabeça na parede de desespero!
Ele voltou os grandes olhos castanhos para
Erin. Eles estavam marejados. A balconista pediu o cartão a Davy, que
entregou-o a ela. A funcionária disse que o buquê seria entregue naquele
endereço o mais depressa possível. Davy agradeceu e saiu da loja.
Erin se
esqueceu por completo dos seus pacotes de sementes. Seguiu o Monkee. Não sabia
dizer se estava realmente apaixonada por ele. Contudo, sentia um grande impulso
para protegê-lo, confortá-lo.
- Davy, por favor, só quero que saiba que se precisar de
qualquer coisa, pode contar comigo. – disse ela.
- Obrigado, Erin. Você é muito gentil. – ele deu um pequeno
sorriso.
- Disponha. – ela retribuiu o sorriso.
***
- Oh, Peter, que coisa mais linda! – disse Dianna, na manhã
seguinte.
- O quê, meu amor? – ele indagou, confuso.
Tinha de
fato uma música nova para mostrar à namorada, mas não se lembrava de ter
deixado o caderno de músicas em qualquer lugar visível. Tratava cada canção
como segredo de estado até estar pronta.
- Ora, esse buquê de rosas na nossa porta!
Peter
foi até onde Dianna estava.
- Di... Eu não mandei entregar buquê nenhum.
- Se não foi você... Oh, Davy...
- Di, até agora eu não me importei... Mas agora está
começando a sair do controle! Ele precisa cair na real... Não digo isso por nós
dois, digo por ele! Davy é meu amigo, eu não quero vê-lo deprimido!
- Ai, Peter, o que posso fazer? Não sei mais como agir...
- Eu não sei. Talvez ignorá-lo completamente. Você tem sido
sempre gentil. Pode ser que isso o incentive de alguma maneira.
- Mas, Peter, mesmo quando ele me beijou fui um tanto seca!
O casal sentou-se no sofá. Dianna abriu o
cartão e o leu. Tentou não chorar. Estava com um dó muito grande. Mostrou a
mensagem a Peter. O Monkee nem sabia o que dizer depois de ler.
- Que problemão... – a professora de história murmurou.
- Nem me diga. – seu namorado deu um suspiro. – Mas... Vamos
esquecer isso por ora. Por que não saímos para um passeio, Di? Ou aproveitamos
um pouco... Nosso quarto? – Peter deu um sorriso malicioso para a namorada.
- Peter, você é viciado em sexo. – Dianna riu.
- Como se você não fosse, Di. – ele riu também.
- Você que me deixou assim... – Dianna deu um pequeno salto
e dobrou as pernas ao redor de Peter, dando em seguida um beijo quente.
- Hum... E você está me deixando com... Tesão... – Peter deslizou a mão para dentro da blusa de
Dianna e começou a apalpar os seios dela.
- Quem vê o bobinho da série de TV nem imagina que por trás
dele há... Esse homem que realmente sabe das coisas... – Dianna disse, após
soltar um gemido.
Dianna
deitou-se no sofá, puxando Peter. Seria uma tarde de muito êxtase.
***
Erin
decidiu que ajudaria Davy a enfrentar os dissabores no amor. Conseguiu com os
outros Monkees o número dele. Marcou um dia para que ele viesse encontrá-la em
sua casa. Queria conversar, auxiliá-lo a encontrar uma solução para seu
problema.
- Erin, por que quer gastar seu tempo livre ouvindo minhas
lamúrias?
- Estou preocupada com você, Davy!
- Agradeço, mas você não deve...
- Escuta... Eu entendo como você se sente. Sei como é horrível
esse sentimento de solidão, de que se é indesejado.
- E como sou indesejado! Mas por que se sente assim, Erin?
Você é bonita, meiga, inteligente! Deve ter uma fila de pretendentes.
- O mesmo se aplica a você. Você é o galã da banda por um
motivo.
- De que me adianta todas essas garotas me quererem?
“De que
te adianta eu te querer, Davy?”. Erin
levantou-se e pegou uma garrafa de vinho e um saca-rolha.
- Vamos beber um pouco para afogar as mágoas. – disse ela,
enchendo uma taça para ela e uma para Davy.
- Obrigado. – disse ele, pegando a taça.
Entre
um gole e outro, continuaram conversando. Porém, o vinho subia à cabeça dos
dois.
- Davy... Eu entendo que a Di não te quer porque ela ama o
Peter, mas... Hic up... Você é bem mais gostoso!
- Jura? Fico agradecido! Mas o Peter não é de se jogar fora
não... Eu tentaria alguma coisa com ele, se eu não gostasse tanto de mulheres!
Hic up!
- Gosta bastante de mulheres, é? – Erin olhou para ele um
pouco maliciosa.
- Bastante, bastante... Mas não sou o tipo de homem que fica
por só uma noite.
- Eu sei disso... Mas ficaria por mais do que uma noite com
uma mulher como... Eu, por exemplo?
- Por que não? – Davy olhou para ela. – Como eu já disse,
você é atraente, e tem muitas outras qualidades além da beleza física.
- Obrigada. – Erin sorriu.
Ela
decidiu que era hora de tomar atitude, de mostrar a Davy que ele não podia mais
ficar chorando pelos cantos e precisava tocar o barco. Foi até ele, puxou-o
pela gola da camisa e beijou-o ardentemente. Davy ficou surpreso no primeiro
momento, porém, entregou-se ao beijo, passando a mão pelos longos cabelos castanhos
de Erin.
- Eu confesso, eu te quero desde a primeira vez que te vi,
Davy Jones!
- E eu confesso que você é maravilhosa em todos os sentidos,
Erin Hudson! Me beija de novo!
- Beijo, beijo sim, até morrer! – Erin exclamou, mais uma
vez beijando Davy apaixonadamente. – Eu daria qualquer coisa para... – ela
parou.
- O quê?
Erin ficou
ruborizada, mas concluiu a frase.
- Te sentir... Não pense que eu sou uma tarada, por favor...
- Não, você não é tarada! Mas... É isso mesmo que você quer?
Tem certeza?
Davy não se fez de
rogado. Suas mãos subiram pelas pernas de Erin, chegando até muito perto da
intimidade dela. Colocou uma das mãos ali e começou a prepará-la. Em resposta,
Erin, em meio a gemidos, apalpava a área entre as pernas de Davy, arrancando
suspiros dele. Por fim, ele a pegou nos braços, indagando, sussurrante e
sedutor:
- Onde fica seu
quarto?
- No corredor... –
Erin suspirava. – Última porta do lado esquerdo.
Ele a levou até lá,
abrindo a porta entreaberta com um pequeno chute. Atravessou o cômodo e deitou
Erin na cama. Davy livrou-se dos sapatos e deitou-se ao lado dela. Ajudou-a a
se despir e ela fez o mesmo com ele. Suas roupas formavam uma pilha aos pés da
cama. Um estava impressionado com a beleza do corpo do outro. O desejo tomava
conta. Contudo, havia algo mais ali do que mera atração física.
- Me beija... – a
moça pedia, trazendo Davy para perto.
Ele aquiesceu,
beijando-a com ardor.
- Sua boca... É
tão doce... – Davy murmurou. – Doce como você.
- Mas não deve ser
doce como o beijo de Dianna foi para você, Davy.
- Eu não quero me
lembrar de Dianna agora, Erin. Eu quero você, inteira para mim.
Ambos deixavam uma
trilha de beijos no corpo do outro, acariciavam-se, suspiravam extasiados. E
enfim Davy penetrou Erin. Com cuidado, pois receava machucá-la. E ela implorava
por mais. Continuaram num ritmo bom até atingirem o máximo de prazer e se
separarem, arquejando e suando.
- Ah, Davy... Foi... Lindo, maravilhoso... – Erin disse,
languidamente.
- Linda e maravilhosa é você... – ele respondeu, afagando o
cabelo dela e se esparramando sobre o corpo dela. – Tão meiga, tão delicada.
Parece uma flor.
- Pare de me elogiar assim. Sei que gostaria de dizer isso
tudo para minha prima.
- Erin, eu de fato ainda estou apaixonado por Dianna. Mas...
Você... Você é tão... Digna de ser
amada. Quero aprender a amar você.
Erin sorriu. Será que finalmente o sol brilhava para ela?
Nenhum comentário:
Postar um comentário