Mike,
enquanto isso, dava mais um dos seus passeios pela floresta. Estava tão absorto
em seus pensamentos que não se deu conta de que havia saído dos limites da
ilha. Havia chegado aos arredores da casa da irmã de Christopher Romanov, a
médica Anastacia.
Não
havia nada que impedisse os lobos de andar por ali, contudo, preferiam ficar
reclusos à Ilha dos Lobisomens. Ao olhar casualmente por uma das janelas, Mike
viu uma jovem alta, de cabelos pretos e grandes olhos azuis. Ele esfregou os
olhos, não acreditando. Sim, era ela, a sua Alice!
Como era possível, se ele a vira ser assassinada? Precisava ter a prova
de que não estava louco. Bateu na porta. Um criado pálido, vestido de forma
elegante, com costuras no rosto, atendeu.
- Quem é o senhor? – perguntou o criado.
- Meu nome é Mike Nesmith. Eu... Gostaria de falar com Alice
Stone.
- Pois não, senhor. Entre.
- Ah, por favor, não diga meu nome a ela. Apenas diga que
alguém deseja vê-la.
- Está bem.
- Obrigado, senhor...?
- Primus. – respondeu o criado da médica.
Mike seguiu o estranho criado, e foi colocado para esperar numa elegante
sala de visitas. Logo, ela apareceu. Linda como sempre, mas pálida e com
reflexos vermelhos nos olhos azuis.
- Mike! – ela ficou surpresa.
- Alice! – o lobo não se conteve. Levantou-se do sofá,
abraçou-a e beijou-a. – Você está viva, meu amor!
- Sim, eu estou. –
disse ela, se soltando do rapaz. – Ana me trouxe de volta à vida.
- Sou eternamente grato a ela. Venha comigo para a ilha,
Alice! Podemos nos casar, ter filhotes híbridos e ser felizes como sempre
quisemos!
- Mike, perdoe-me, mas não posso aceitar.
- Por... Por quê?
- Eu já estou noiva.
- De quem? Do Müller? Ele já se casou com a Louise. Ele não
merece você!
- Não estou falando de Gerd, mas sim de Palin.
- Palin? Ele está morto!
- Não mais. Ana também o trouxe de volta à vida.
- Alice, você ficou noiva dele para me esquecer, eu sei!
- A princípio sim. Porém, hoje eu o amo de verdade, Mike.
- Alice, por favor... – ele pegou as mãos dela, os olhos se
enchendo de lágrimas. – Eu te amo, e nada pode mudar isso! Fique comigo. Eu vou
fazê-la feliz. E você poderá estar sempre perto das suas amigas. Emma, Dianna e
Erin estão todas morando na mansão.
- Não, Mike. Eu vou ficar com Palin. Mas visitarei minhas
amigas sempre.
- Acho que não me resta nada a não ser me conformar, não é?
Adeus, Alice, meu amor. – Mike se permitiu um último beijo nos lábios queridos
antes de sair da casa.
Alguns
segundos depois de a moça ouvir a porta ouvir a porta da casa se fechando atrás
de Mike, chegaram aos ouvidos dela os uivos mais lamentosos que já haviam sido
naquela região.
* * *
- Peter querido, não
se mexa, por favor! – Erin dizia enquanto tentava pintar um quadro do marido.
- Desculpe, meu amor,
mas não consigo ficar muito tempo na mesma posição! – respondeu ele.
- Faça um feitiço para aguentar. – ela sugeriu.
- Se eu soubesse de um, eu faria. – Peter deu uma risada.
- Não acredito que você não sabe um feitiço para isso! – ela
riu.
- Não, eu não sei. – ele sorriu, e se levantando, foi até
Erin e a beijou. – Deixe-me ver como está indo o quadro.
- Não exatamente como eu gostaria. – disse Erin, dando um
suspiro insatisfeito. – Seu sorriso é perfeito demais para colocar na tela,
Peter.
- Que dificuldade você teria para fazer um autorretrato! Seu
sorriso é que é realmente perfeito. – ele beijou a esposa novamente.
- Sou abençoada por ter você como marido, Peter. – ela disse
quando se soltaram. – Bem, acho que vou parar por hoje. Vamos tomar chá.
- Boa ideia. – concordou o mago.
O casal foi até a cozinha da mansão. Erin preparou o chá, e quando ficou pronto
chamou os amigos. Estavam todos conversando e se divertindo quando ouviram uma
batida na porta. Micky, como dono da mansão, foi ver quem era.
- Sim? – perguntou ele ao se deparar com um rapaz loiro e
baixo. – Meu nome é Micky Dolenz. Em que posso ajudar?
- Boa noite, sr. Dolenz.
– cumprimentou o visitante. – Meu nome é Phillip Lahm e sou um mago.
Tenho alguns assuntos a resolver no vilarejo de Meister e resolvi pernoitar aqui na Ilha dos
Lobisomens. Poderia me hospedar?
Micky analisou o recém-chegado. Parecia ser digno de confiança. Deixou-o
permanecer ali durante a estada na região. Levou o mago até a cozinha.
- Pessoal, este é o mago Phillip Lahm. Ele vai ficar
hospedado aqui na mansão por um tempo. Herr Lahm, esta é minha esposa, Emma.
Uma loba.
- Herr Lahm. – Emma fez uma reverência.
- Sra. Dolenz. – Lahm beijou a mão da dama da casa.
- Meu amigo Davy Jones e sua esposa, Dianna. – Micky
apresentou-os a Lahm. – São vampiros.
- É uma honra conhecê-lo, herr Lahm. – disse Davy, apertando a mão de Phillip.
- Digo o mesmo, sr. Jones. Também fico honrado em
conhecê-la, sra. Jones. – Lahm beijou a mão da vampira.
- O prazer é meu. – Dianna respondeu educadamente.
- O meu amigo Mike Nesmith. – Micky apresentou Mike ao mago
alemão. – Um lobisomem como minha esposa e eu.
- Herr Lahm. – Mike estendeu a mão.
- Sr. Nesmith. – Phillip apertou-a.
- E por fim, meu amigo Peter Tork e Erin, sua esposa. Ele é
um mago como o senhor. Erin é humana. – falou Micky.
- É um prazer, sr. Tork.
- O prazer é meu, herr Lahm.
- Sra. Tork, estou encantado em conhecer tão bela dama. –
Lahm sorria para Erin.
- O-obrigada, herr Lahm. – ela ficou incomodada.
Peter notou o olhar do hóspede para sua esposa. Ficou profundamente
irritado. Decidiu que ficaria bem de olho nele.
Mais tarde, quando o dia amanhecia e os habitantes da mansão se
preparavam para dormir, Peter disse a Erin:
- Não gostei de nosso novo hóspede.
- Ele me parece ser um bom homem, mas claramente me lançou
olhares indevidos. – disse ela.
- Sim. – disse Peter, irritado.
- Não fique com ciúmes, querido. – Erin pegou a mão dele e
deu-lhe um beijo no rosto.
- Não posso evitar, Erin. Eu te amo tanto...
- Eu também te amo, Peter. – ela beijou o marido. – Ele pode
até tentar, mas não terá sucesso.
- Eu sei que ele não vai... Mas me incomoda.
- Eu sei, querido. Fico incomodada também.
* * *
A
gravidez de Dianna estava nos estágios finais. Davy e ela estavam ansiosos para
o nascimento do vampirinho ou vampirinha. Até que mais tarde naquele dia Dianna
despertou tomada pelas dores das contrações. Conseguiu chacoalhar o ombro do
marido para acordá-lo.
- Davy, acorde, por favor! – ela exclamou.
- O que houve? – ele acordou, assustado.
- O... O bebê está nascendo. – disse ela, em meio a gemidos
de dor.
- Isso é ótimo! – disse ele, com um enorme sorriso.
- Sim, sim. Mas chame Emma e Erin para me ajudar, por favor!
Vá logo!
- Claro, claro! – disse Davy, saindo do quarto.
As amigas de Dianna logo chegaram para auxiliá-la no parto. Davy ficou
andando de um lado para o outro na sala de visitas, apreensivo.
- Quando foi que vimos essa cena, Peter? – perguntou Mike.
- Quando Emma deu à luz. Eu achei que Micky iria abrir um
sulco no assoalho de tanto andar para cá e para lá. – Peter riu.
- Vocês vão entender quando forem pais! – Micky e Davy
exclamaram.
Lá em cima, no quarto,
Dianna sofria de tanta dor.
- Por que tem que doer tanto? – ela tinha lágrimas nos olhos
enquanto se esforçava para dar à luz.
- Também me perguntei isso no parto de Christian. – disse
Emma. – Agora respire, Dianna.
Dianna respirou fundo, e
por fim deu à luz.
- É uma menina, Dianna! – exclamou Erin, limpando a criança
com uma toalha.
- Chame o Davy, por favor. – pediu a jovem mãe.
Erin desceu,
com a bebê de sua prima nos braços.
- Espere um pouco... Ainda estou com dor! – exclamou Dianna
em meio a um grande gemido de dor. – Ainda sinto contrações.
- Isso só pode significar... – começou Emma.
- Que eu sou mãe de gêmeos. – completou Dianna, fazendo
esforço para a outra criança nascer.
A melhor amiga de Dianna deu-lhe toda a ajuda
possível, e por fim o sofrimento da jovem vampira terminou.
- Mais uma menina! – disse Emma, e começou a limpar a bebê.
- Espero que Davy não queira ser pai de um menino, porque
será uma decepção em dobro. – disse Dianna.
- Conhecendo seu marido, ele não vai se importar com isso. –
respondeu a loba.
Nesse momento,
Davy adentrou o quarto, carregando a primeira bebê nos braços.
- Dianna, nós temos uma filha linda! – exclamou ele, e então
notou a outra garotinha nos braços de sua esposa. – Outro bebê? – o sorriso
dele se abriu mais ainda.
- Sim, meu doce vampiro. – ela sorriu para o marido. – Fomos
agraciados com duas lindas meninas!
Davy
sentou-se na beira da cama e beijou a esposa.
- Eu te amo, Dianna. Obrigado!
- Eu também te amo, Davy. E, bem... Eu que devo agradecer.
- Como vamos chamá-las? – Davy acariciava as bebês. – Eu
gosto de Cecilia.
- Eu gosto de Rebecca. Então acho que a primeira pode ser
Cecilia e a segunda pode ser Rebecca, o que acha, querido?
- Ótima ideia.
Dianna amamentou ambas as
vampirinhas, e Davy levou-as, com a ajuda de Erin, para o quarto que Micky
oferecera ao casal de vampiros para que transformassem em um quarto de bebê.
Havia apenas um berço, porém, Davy pediu a Peter que conjurasse um outro, e o
mago atendeu ao pedido do amigo.
O novo pai
acomodou cada uma de suas filhinhas nos berços, beijou-as, esperou-as dormir e
sentou-se na poltrona que ali havia. Contudo, não conseguia dormir. Não parava
de se levantar e verificar se estava tudo bem com as bebês.
Num certo momento, ouviu a
porta abrir.
- Está tudo bem com elas, Davy, venha dormir. – disse
Dianna, colocando as mãos sobre os ombros do marido.
- Di, o que está fazendo de pé? Você acabou de dar à luz
dois bebês!
- Eu estou bem, querido. – disse ela. – Mas... Vem dormir
comigo? – Dianna lançou a Davy um olhar irresistível.
Ele
devolveu o olhar com a mesma intensidade.
- Acho que vou sim. – e deu um sorriso.
* * *
Alguns dias depois do
nascimento de Cecilia e Rebecca, os moradores da mansão e o mago Lahm estavam
reunidos na sala de visitas jogando cartas. Christian, Cecilia e Rebecca
estavam dormindo.
Ouviu-se uma
batida na porta. Micky foi abri-la.
- Vivian Donovan! – ele exclamou ao ver a loba
adolescente. – O que a traz aqui?
- Mike Nesmith! Por culpa dele Chris foi expulso da ilha! –
a lobinha liverpooliana estava furiosa.
- Vivian, ele matou Alice! – Mike foi até a porta falar com
a amada de Chistopher Romanov.
- Seu lobo egoísta! Só pensou em você e naquela vampira que
nem mesmo se importa com você! Não se preocupou se eu sentiria falta de
Christopher?
- Vivian, mil perdões, mas...
A lobinha não
deixou Mike terminar a frase. Assumiu a forma lupina e avançou nele. Tomado de
surpresa, Mike também se transformou em lobo, contudo, não revidava os ataques
da irmã mais nova de Rosie Donovan. Voltou à forma humana e disse:
- Não posso lutar contra uma menina de 15 anos. Sou mais
velho e por isso mais forte. Não é justo.
Vivian também
voltou à forma humana. Ainda irritadíssima, disse:
- Ao menos não é um covarde, Nesmith.
E foi embora.
- Ela poderia matar você, Mike, se fosse mais velha. –
observou Micky.
- Eu sei. – respondeu Mike, nervoso.
Naquela
noite, Mike saiu mais uma vez à procura de Alice. Agora que sabia que ela
estava viva, o lobo costumava sair a fim de, talvez, observá-la às escondidas.
Já estava
definhando em consequência do amor não correspondido. Sabia da história de Arthur
Price e Cass Turner, no entanto, achava que, se porventura Alice e ele tivessem
um filhote híbrido, poderiam criá-lo de forma que não se tornasse uma besta
assassina.
O que mais
havia ferido seus sentimentos havia sido a tentativa de Bobby Moore de uni-lo a
Rosie Donovan. Não que ele tivesse algo contra a atraente loba ruiva...
Todavia, aquilo seria um desrespeito à memória de John Lennon... E a de Alice
também. Mike havia jurado solenemente
não se apaixonar nunca mais. Alice Stone seria a única em seu coração e sua
mente.
* * *
Alana não
conseguia parar de pensar nele. Logo na noite em que ela se tornou membro da
alcateia, se sentiu atraída por ele. Alguns dias depois, ele a salvou das
mandrágoras. Devia sua vida a ele.
“Acho que
estou apaixonada”, a loba pensava. Ele era tão altivo, tão cheio de charme...
Tão lindo. Entretanto, havia um problema: Alice. “Oh, Mike, por que não aceita
que a perdeu?”.
Ela
caminhava pela floresta, perdida em seus pensamentos, quando ouviu o ruído seco
de um graveto sendo quebrado. Virou-se. E o viu.
- Olá, Mike. – ela quase deixou escapar um suspiro.
- Como vai, Alana? – perguntou ele, parecendo frustrado.
- Eu vou bem... Mas esse não parece ser seu caso.
- Ah, bem, eu...
- Se quiser desabafar, estou aqui para ouvi-lo.
- Não é certo importunar você com minhas lamúrias...
- Diga, Mike. Vai ser bom para você. – Alana pegou a mão
dele, num gesto solidário. Tentou controlar seu coração, que começara a bater
com mais força.
- Eu só... Amo tanto Alice. E ela parece querer negar que um
dia me amou, que fomos felizes juntos... Maldito dia em que revelei meu segredo
a ela!
- Você teria que contar a ela mais cedo ou mais tarde.
- Eu sei, Alana, mas.... Não imaginei que ela fosse reagir
daquela forma.
- Você precisa esquecê-la.
- Não é fácil...
- Eu sei que não é. Mas, e se alguém ajudar você?
- Me... Me ajudar? Como?
- Assim. – Alana ficou na ponta dos pés, colocou os braços
ao redor do pescoço de Mike e o beijou docemente.
O lobisomem ficou muito surpreso. Contudo,
aquele era um dos melhores beijos que havia recebido na vida. Por fim o casal
de lobos se separou.
- Mike... Desculpe-me. – ela não acreditava que havia
reunido tanta coragem para beijá-lo.
- Não precisa se desculpar.
- Não pense mal de mim, por favor...
- Ora, por que eu pensaria mal de você? – Mike sorriu e deu
um beijo no rosto de Alana, deixando-a corada. Em seguida, voltou à mansão,
encantado por aquela lobinha.
* * *
Erin levava
seu cavalete, suas tintas e seus pincéis para o quarto que lhe servia de
ateliê. Pretendia terminar o retrato de Peter ainda naquela semana. Seu marido
havia saído para caçar com Mike, Micky e Davy. Emma e Dianna estavam ocupadas
com seus respectivos filhos.
- Precisa de ajuda com essas coisas, sra. Tork? – ela ouviu
a voz de Phillip Lahm atrás dela.
- Não, não, herr Lahm. Obrigada. – ela respondeu.
-Tem certeza? – insistiu o mago.
- Tenho. – ela novamente recusou, abrindo a porta do ateliê.
Adentrou o
quarto, armou o cavalete, colocou as tintas e os pincéis sobre uma mesinha e
colocou a tela em que estava sendo feita a pintura de Peter no cavalete.
- Tem muito talento, sra. Tork.
- Obrigada, herr Lahm.
- Sra. Tork... Não sente falta de viver com as pessoas
comuns? De sair durante o dia e dormir à noite, e não o contrário?
- Um pouco... Mas minhas amigas são criaturas noturnas, os
amigos do meu marido também. Há que se fazer certos sacrifícios na vida. Estou
acostumada.
- Bem... Está feliz aqui, sra. Tork?
- Claro! Tenho amigas queridas, um marido maravilhoso... O
que mais poderia querer?
O mago
alemão percebeu que a jovem não se entregaria a ele. Ela amava o marido. Teria
que lançar mão de suas magias se quisesse conquistar Erin.
* * *
Na noite seguinte, os membros da alcateia se reuniram para se despedir
de Vivian Donovan.
- Vou viver com Christopher. – anunciou ela.
Todos se despediam dela... Exceto Mike. Ele não tinha absolutamente nada
contra Vivian, ela não tinha nada a ver com a morte de Alice. E justamente por
isso não tinha motivo para se exilar da ilha.
Preferiu apenas acenar brevemente quando a jovem se preparava para sair
dos limites da Ilha dos Lobisomens. Por fim ela partiu. Mary Anne McCartney
consolava a irmã Donovan mais velha.
- Por que não quis se despedir de Vivian, Mike? – perguntou
Alana.
- Ela não precisava ir embora. Ela não tem nada a ver com o
que Romanov fez. – respondeu ele.
- Mas ela escolheu ficar com ele.
- Não posso condená-la por isso. Eles são namorados.
- Você ainda não perdoou Christopher?
- Não. Acho que nunca perdoarei. Mesmo... Mesmo com você,
Alana.
Mike envolveu Alana em seus braços e a beijou apaixonadamente. Ela suspirou
quando ele a soltou.
- Isso significa que te ajudei a superar a perda de Alice? –
Alana sorriu.
- Sim. – o lobo devolveu o sorriso. – Venha comigo. – ele a
conduziu pela mão até um ponto mais recluso da floresta. – Alana... Eu não sei explicar o que estou
sentindo. – disse Mike, beijando a mão
dela.
Os corações de
ambos estavam acelerados. Alana colocou os braços em volta do pescoço de Mike e
deu-lhe um beijo intenso.
- Alana... Você
está me deixando louco... – ao dizer isso, deslizou as mãos pelas costas dela.
Ia desabotoar o vestido dela, mas antes perguntou: - Eu posso?
- Pode. –
respondeu ela.
Ele continuou
a desabotoar o vestido dela, e ela fez o mesmo com a camisa dele. Logo estavam
despidos. Alana deitou-se na grama, levando o lobo com ela.
Mike a
tocava e acariciava docemente. Ela respondia aos seus carinhos, deslizando as
mãos por seus cabelos, sua nuca e suas costas. Trocavam beijos lentos e
ardentes. A loba soltava alguns gemidos, e o lobo também. Alana deixou que ele
avançasse. Os gemidos ficaram mais altos, e logo se tornaram uivos, uivos de
prazer. Mike quase havia se esquecido de como era uivar de prazer. Saiu de cima
de Alana.
- Oh, Mike... –
Alana estava ofegante. – Você é maravilhoso.
- Você é mais, minha lobinha. – disse ele, começando a se vestir.
- E Alice? – quis saber Alana, também se vestindo.
- Eu não quero mais Alice. Eu quero você, Alana! Seja minha,
toda minha. Minha loba.
- Eu já sou sua. – respondeu a loba docemente.
- Venha passa o dia comigo na mansão. – pediu ele.
- Não sei se devo...
- Ora, vamos, Alana! É bom que já se acostume com sua futura
residência.
- Minha futura residência? Você pretende me levar para morar
com você, Mike?
- Não necessariamente agora, mas...
- Você é tão meigo! – ela ficou na ponta dos pés para
beijá-lo no rosto.
- Ora, obrigado. Vamos? – indagou ele, entrelaçando seus
dedos aos dela.
- Vamos. – concordou a loba.
E partiram para a mansão.
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