segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

I'll Never Let You Go (Oneshot - Série "What If")

     Conforme prometido, aqui está a What If estrelando Mary Anne McCartney e Roger Daltrey!








      Mary Anne McCartney sabia que havia feito o certo.  George Harrison não era de fato o certo para ela. Ela o havia amado muito durante sua adolescência, porém, aquele sentimento já havia se transformado em mera amizade fazia tempos.
        Ela deveria ficar com seu namorado, Roger Daltrey, do The Who. Muita gente não tinha paciência com ele devido a seu temperamento difícil.  Com a garota, ele se tornava bem mais afável. Talvez porque Mary Anne sabia ser tão cabeça-dura quanto ele. Além disso, com ele Mary se sentia linda. Ela sempre tivera problemas para lidar com sua aparência, principalmente com suas sobrancelhas. Roger dizia que as sobrancelhas de Mary Anne davam-lhe muito charme e personalidade.
        Para agradecer Roger por ser um namorado tão bom, Mary Anne queria escrever um poema para ele.  Ela não sabia se poderia escrever algo em verso realmente bom. Era ótima em textos jornalísticos e narrativas em prosa... Mas e em poesia?
            A irmã de Paul McCartney sentou-se diante de sua máquina de escrever com uma xícara de chá ao seu lado, esperando a inspiração vir. Subitamente, de maneira tão natural, os versos vieram a sua mente. E, da mesma maneira como eles surgiram em seu pensamento, Mary Anne transferiu-os ao papel.

Por meio de seus dedos róseos, tão formosos,
A aurora traz um pensamento
Que faz tremer todos os meus ossos:

Perder de vista estes olhos tão maravilhosos!
Olhos tão azuis quanto o firmamento,
Por mim tão zelosos.

Oh, Aurora, poupa-me de tua inveja nefasta!
Sei muito bem o quanto teu amor é inconstante!
Quanto mais o quer, mais meu amado de ti se afasta!

Sou de seu coração o único desejo.
Nada pode alterar isto,
E para mim o amor dele é apenas benfazejo.

               Por fim, Mary Anne terminou o poema. Queria fazer uma surpresa para seu amado. Ligou para ele pedindo que viesse a sua casa. Deu um jeito de fazer seu irmão ir jantar fora. Começou a preparar o prato favorito de Roger, e, logo que pôs o assado no forno, correu para o chuveiro.
                   Já estava trocada e ainda com o cabelo molhado quando ele chegou.  Ela atendeu a porta.

- Olá, querido.
- Olá, Mary Anne. Eu já disse que você fica irresistível com o cabelo molhado?
- Nunca disse, porque nunca me viu com o cabelo molhado.
- Bem, agora eu já disse.

                           O casal sentou-se para jantar à luz de velas. Depois de terminada a refeição, Mary Anne disse:

- Fique aqui, Rog. Já volto.
- Está bem.

                              Ela foi ao quarto e pegou o poema, que estava dobrado sobre seu criado-mudo. Voltou para a sala.

- Aqui está. Uma coisinha que escrevi para você.

                                 Roger pegou o poema e o leu atentamente.

- Eu adorei, Mary Anne! – ele a beijou docemente.  – Muito obrigado!
- Não há de quê.  – ela sorriu e devolveu o beijo.
                 


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