quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Oneshot especial: A Christmas Tale

Boa tarde, pessoal! Hoje vou postar uma oneshot especial de Natal dos Monkees. Estrelando Mike Nesmith e Emma Carlisle, esta oneshot se passa em 1968, mais ou menos dois anos depois do fim de Sunny Girlfriend. 





      Véspera de Natal de 1968. Aquele havia sido um lindo ano para Mike Nesmith e Emma Carlisle. Ela esperava que ele pudesse passar o Natal, uma data tão significativa, com ela, seu pai e sua madrasta. Contudo, Mike parecia estar fazendo de tudo para escapar disso.

- Nez, você ainda não respondeu. Vai passar o Natal comigo, papai e Lauren?
- Hã, sabe o que é, amor... – ele puxava suas costeletas.
- Qual é o problema? – perguntou ela, com os braços cruzados. – Você vai ter que ir ao Texas?
- É, bem... Não.
- Então qual é o problema, Mike? – Emma estava exasperada.
- Emma, eu...
- Você vai ver sua amante, não é?
- O quê? De onde você tirou isso, Emma???
- Seu passado condena você, Robert Michael Nesmith.
- Falou certo. Passado. Eu já perdi garotas que eu amava por consequência das minhas burradas. Eu não vou fazer isso outra vez.
- Você já traiu duas vezes, por que não faria isso novamente?
- Porque eu amo você, Emma! E, como eu te disse uma vez, você parece ser, ou de fato é, “a” garota.
- Eu não acredito em você. – ela pegou seu casaco e as chaves.
- Aonde você vai?
- Casa da Dianna. Se você ligar para lá pedindo ao Davy que ele intervenha, eu mato os dois!
- Emma, por favor...
- Feliz véspera de Natal, Mike. – disse Emma, batendo a porta ao sair.

                Emma chegou à casa de Davy e Dianna. Desde que eles passaram a morar juntos, era fácil flagrá-los em cenas constrangedoras, tanto para eles quanto para o visitante.  Então, Emma quase afundou o botão da campainha, para dar tempo ao casal de ficar apresentável antes de atender.
                Ela viu que alguém olhava pelo olho mágico. Logo, a maçaneta girou. Emma viu sua melhor amiga de blusa... E calcinha.

- Cheguei na hora errada? – Emma indagou.
- Foi um pouquinho inconveniente. – respondeu Dianna. – Mas você não está com uma cara boa. O que houve?
- Mike e eu brigamos.
- Bem na véspera de Natal, Emma! O que vocês querem, arruinar seu próprio Natal e o dos seus amigos?
- Di, se Davy ficasse fazendo de tudo para evitar passar o Natal com a sua família, o que você pensaria?
- Como assim o que eu pensaria? A única coisa possível de se pensar nesse caso: que ele fica sem jeito diante dos meus pais, do meu irmão, da tia Lucy... Bom, no caso da tia Lucy eu daria toda a razão ao Davy. Nós sabemos como ela o odeia.
- Sem... Jeito? Ai, não... – Emma começou a se sentir culpada.
- Emma... O que, exatamente, você disse ao Nez?
- Eu sou uma idiota completa!
- Emma Dorothy Carlisle, o que raios você disse ao Nez?
- Eu o acusei injustamente de estar me traindo! Foi isso!
                    Dianna olhou para a amiga, chocada. Então, Davy apareceu, usando apenas calça, e inquiriu:

- Di, Mike está no telefone perguntando pela Emma, o que eu respondo?
- Davy, não diga a ele que venha aqui! Se fizer isso, eu te mato, e eu detestaria deixar minha melhor amiga viúva antes mesmo de ela se casar! – Emma exclamou antes que sua amiga abrisse a boca.
- Tá bem... – disse Davy, voltando ao quarto.
- Ok, srta. Conclusão Precipitada, qual seu plano de reconciliação? – quis saber Dianna.
- Ligar para ele na manhã de Natal pedindo desculpas.
- Hum... É uma boa ideia, mas...
- Mas eu fiz uma grande bobagem, eu sei!

                             Mais tarde, Emma foi para a casa do pai e da madrasta, onde iria passar o Natal.  Dianna e Davy estavam arrumando seu apartamento para receber os pais e o irmão dela, que estavam hospedados na casa da tia Lucy.  Já a própria tia Lucy e Erin iriam passar o Natal com Peter e sua família, na casa dele.  O telefone tocou novamente. Dianna atendeu.

- Alô?
- Dianna, sou eu, Mike.
- Quer que eu chame o Davy?
- Não precisa. É com você que eu quero falar.
- Hum, por quê?
- Qual o endereço do pai e da madrasta da Emma?

                              Dianna deu a Mike a informação pedida. Sabia o que o líder dos Monkees tinha em mente.  À noite, os Carlisle ceavam, quando ouviram a campainha tocar.

- Emma querida, pode atender? – pediu sua madrasta.
- Claro, Lauren. – disse Emma, já imaginando quem era. Ela abriu a porta, e encontrou Mike, usando um casaco pesado, um cachecol grosso enrolado no pescoço e o eterno gorrinho verde. – Nez!
- Boa noite, Emma. Escute-me, sim? Eu não queria vir  porque fico encabulado diante do sr. e da sra. Carlisle! Eles são as pessoas que te criaram, que mais a amam nesse mundo... Depois de mim, é claro.  Eu tenho que receber a aprovação deles!
- Oh, Mike, você é tão adorável! – Emma o abraçou.
- Tenho um presente para você.
- O que é?

                       Mike pegou uma caixinha de seu bolso e entregou a Emma. Ela abriu e sorriu.

- Que correntinha linda!

                          Era uma corrente de ouro fina e delicada, com um pingente do mesmo material em forma de coração.

- Gostou? – quis saber Mike.
- Adorei! Venha, o seu presente está lá dentro!

                            Emma pegou Mike pela mão, e ele tremeu nas bases ao cumprimentar o sr. e a sra. Carlisle, que gostaram muito dele.  A jovem pegou um pacote debaixo da árvore de Natal e o colocou nas mãos do namorado.

- Não é muito, mas... – ela disse, enquanto Mike abria o embrulho. Ele sorria de orelha a orelha. Era um cachecol verde muito bonito.
- Foi você... Foi você quem fez, Emma?
- Fui eu sim... Para combinar com o seu gorro.  – ela deu um sorrisinho tímido.
- Vou usar o inverno todo! – disse ele, muito contente.
- Fico feliz que tenha gostado, Nez. –  o sorriso de Emma se abriu um pouco mais.

                               Ele a abraçou e beijou.

- Feliz Natal, Emma. – sussurrou ele.
- Feliz Natal, Mike. – ela sussurrou em resposta.


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