quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Minhas personagens -> Emma Carlisle (editado)

Agora vou postar o perfil da segunda personagem nova da Grindhouse, Emma Carlisle. Ela é interpretada pela cantora Taylor Swift.








Nome completo: Emma Dorothy Carlisle.

Data e local de nascimento: 04/08/1945, em Los Angeles, Califórnia, EUA.

Idade: 21 (em 1966, ano de "Sunny Girlfriend").

Amigas mais próximas: Dianna Mackenzie, Erin Hudson e Alice Stone.

Profissão: Filósofa, formada pela Universidade de Princeton.

Namorados: David Crosby (setembro de 1966 a julho de 1967) e Mike Nesmith (janeiro de 1968 em diante -> casaram-se em 1970 e tiveram dois filhos: Jason e Jessica).

Paixão secreta: Micky Dolenz (1966).

Características: Emma é uma jovem inteligente, que adora rir e sonha encontrar seu príncipe encantado. Dessa forma, quando conhece os Monkees por meio de sua amiga Dianna, ela se encanta por Micky Dolenz, que é conhecido por suas palhaçadas. Mas o amor por Micky não será tão cor de rosa quanto ela espera...

Do que Emma mais gosta: Ler, estudar filosofia e sociologia e viajar.

Do que Emma menos gosta: Que tirem sarro da sua risada.

Medo: Ficar solteira pela vida toda.

Minhas personagens -> Dianna Mackenzie (editado)

Olá, gente! Hoje à noite vou postar os perfis de duas novas personagens da linhagem Grindhouse de fanfics. Vamos começar com Dianna Mackenzie, a jovem professora de história disputada a tapa por Davy Jones e Peter Tork.  Ela é representada pela atriz Debby Ryan.








Nome completo: Dianna Sophie Mackenzie.

Data e local de nascimento: 02/09/1945, em Londres, Inglaterra. Criada em Washington, D.C., EUA.

Cidade em que reside: Los Angeles, Califórnia, EUA.

Idade: 21 (em 1966, ano de "Sunny Girlfriend").

Amigas mais próximas: Emma Carlisle, Erin Hudson e Alice Stone.

Profissão: Historiadora, formada pela Universidade de Yale.

Namorados: François Villeneuve (1961-1962), Davy Jones (agosto a outubro de 1966), Peter Tork (outubro a dezembro de 1966), Davy Jones (dezembro de 1966 em diante -> casaram-se em 1968 e ficaram juntos até a morte dele em 2012).

Características: Dianna é filha de um casal de diplomatas ingleses. Mesmo tendo crescido na capital norte-americana, nunca perdeu sua identidade britânica. É muito inteligente, mas não sabe lidar com questões amorosas muito bem. Prova disso são seus relacionamentos com os Monkees Davy Jones (com quem se casou em 1968 e teve duas filhas, Cecilia e Rebecca, e um filho, Henry) e Peter Tork.
                         Ela fala inglês, francês, italiano e alemão fluentemente É também bastante ciumenta, e muitas vezes não sabe se controlar.

Do que Dianna mais gosta: Estudar história e idiomas, ver Star Trek, ficar sempre perto de Davy.

Do que Dianna menos gosta: Não cumprir horários e ver outras garotas flertando com Davy.

Medo: Cometer gafes nos eventos em que está acompanhando seus pais e perder seu amado.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 5: "Love To Love"

 O episódio citado, Too Many Girls, tem como título em português A Turma É Uma Brasa. 







- Oh, Davy, por que fui tão idiota, rejeitando você na primeira vez? – perguntou Dianna, no carro de Davy, aos beijos com ele.
- Você fez o que qualquer garota sensata faria.
- Eu não sou tão sensata assim. Desobedeci minha tia.
- Você acha que ela vai aceitar nosso namoro?
- Duvido muito, Davy. Mas não se preocupe, meu Cuddly Toy. Só devo satisfações aos meus pais. E ainda assim nem tanto, já sou maior de idade.
- Dianna...
- Sim?
- Você não está juntando dinheiro para ir morar na Alemanha com seu pai e sua mãe?
- Bem, estou.... Mas quem sabe eu não mude meus planos?
- Como assim?
- Sei lá... Usando o dinheiro para voltar para a Inglaterra com você, quem sabe?
- Isso seria ótimo. Mas ainda acho que você deveria guardar dinheiro pelos seus pais, não por mim.
- Eu vou pensar.

                 


            Chegaram à casa de Dianna. Pelo horário, ela supôs que a tia e a prima ainda estavam acordadas, e de fato estavam.  E aproveitou para anunciar a grande novidade.





- Tia Lucy, Erin, tenho o prazer de informar a vocês que estou namorando o Davy.
- Parabéns para os dois! – disse Erin.
- O quê? – tia Lucy ficou furiosa. – O que eu te disse sobre esse...  Esse moleque, Dianna? Quantos anos você tem, meu jovem? Dezessete,  dezoito?
- Vinte e um, minha senhora.  – respondeu ele.
- Não importa sua idade. Minha sobrinha não é para o seu bico, sr. Jones.
- Minhas desculpas, sra. Hudson, mas eu amo a sua sobrinha. E vou ficar com ela, a senhora gostando ou não.
- Vá embora da minha casa agora, mocinho. E se quiser ver Dianna, que não seja aqui.
- Está bem. – respondeu Davy.

      


           Porém, antes que ele saísse, Dianna deu-lhe um beijo, sem se importar com a presença da tia, possivelmente por pura provocação. Depois que o Monkee foi embora, a tia de Dianna disse:

- Eu vou conversar sobre isso com os seus pais, mocinha.
- Tenho certeza de que eles vão aprovar o Davy, tia Lucy.
- É o que quero ver.

          

           Tia Lucy subiu para seu quarto, e Dianna e Erin ficaram na sala.
- Ai, ai, só me falta a tia Lucy me proibir de ver o Davy. – sussurrou Dianna para a prima.
- Eu não sei por que a mamãe cismou com ele. – disse Erin. – Talvez seja preconceito por ele ser membro de uma banda.
- É bem possível. 
- Mas, me conte como foi o jantar!

               

           Dianna poderia ter passado a noite em claro contando para Erin o quanto havia gostado do jantar e como estava apaixonada por Davy. Contudo, ambas precisavam dormir, pois precisariam trabalhar na manhã seguinte.
                 Na manhã seguinte, na sala dos professores do colégio onde Dianna e Emma lecionavam...


- Emma, tenho algo importantíssimo para contar.
- O quê, Di?
- Eu saí para jantar com o Davy ontem à noite, e ele me pediu em namoro.
- E você aceitou?
- Que pergunta! Claro que sim!
- Fico muito feliz por você. Agora me deixe contar uma coisa também: eu liguei ontem para a casa do Micky.
- E aí?
- Foi o maior mico da minha vida inteira!
- Como assim?
- Quem atendeu foi uma tal de Suzy Hardison.... Na hora eu não me toquei, mas depois que Micky desligou, todo cheio de evasivas, eu percebi: ela só podia ser namorada dele.  Em que enrascada me meti!
- Calma, Emma.
- Calma? Como vou olhar para ele agora? Que vergonha... E, sabe, eu sinto uma dor tão grande...
- Eu entendo. Mas agora é hora da aula. Depois conversamos.

           
           No intervalo, as duas amigas, de volta à sala dos professores, começaram a  conversar sobre o problema de Emma.

- Eu não acredito que ele tem namorada, Dianna, simplesmente não acredito! – faltava pouco para Emma cair em prantos.
- Emma, vamos por partes.  Para início de conversa, você apenas supõe que essa moça que atendeu você seja a namorada do Micky. E se for, sei lá, uma prima dele?
- Mas não é possível que ela seja outra coisa, Dianna!  
- Minha amiga, existem outros tantos rapazes por aí! E lembre-se, ainda há um Monkee solteiro!
- Mas Peter já está interessado em outra.
- Ah, bem... Tenha fé, você vai encontrar alguém!

               
             Emma começou a chorar nos ombros de Dianna. Mais tarde, esta última foi chamada por Davy para ir ao estúdio de gravação do seriado. Naquele dia, os Monkees estavam gravando um episódio cujo título era Too Many Girls, em que Mike, Peter e Micky tinham que ajudar Davy a se livrar de uma cartomante que queria usá-lo como um meio de promover sua filha ao estrelato.
           Dianna ficou um pouco incomodada com todas aquelas figurantes rodeando seu namorado, mas sabia que aquilo fazia parte do trabalho dele.  Depois que a parte da história havia sido gravada, faltava gravar a parte do episódio em que os rapazes cantariam.  Antes de começarem, Davy disse:

- Bem, não sou eu quem canta essa música, mas, mesmo assim, quero dedicá-la à garota que eu amo. Dianna, deixe que Micky cante o que sinto por você.



I thought love was only true in fairy tales
Meant  for someone else but not for me
Oh, love was out to get me
That’s the way it seems
Disappointment haunted all my dreams


Then I saw her face
Now I’m a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
I’m in love
I’m a believer
I couldn’t leave her if I tried

I thought love was more or less a given thing
Seems the more I gave the less I got
Oh, what’s the use in trying
All you get is pain
When I needed sunshine I got rain

Then I saw her face
Now I’m a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
I’m in love
I’m a believer
I couldn’t leave her if I tried

Oh, love was out to get me
That’s the way it seems
Disappointment haunted all my dreams

Then I saw her face
Now I’m a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
I’m in love
I’m a believer
I couldn’t leave her if I tried

Yes, I saw her face
Now I’m a believer
Not a trace
Of doubt in my mind
Said I’m a believer
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
Said I’m a believer, yeah

                   

                    Ao fim da gravação da música, Dianna sorria para Davy com muita doçura. Ele desceu do pequeno palco e beijou sua namorada apaixonadamente, esquecendo-se da presença de Peter na cena.  Vendo aquilo, Tork sentia seu coração partir-se em vários pedacinhos.
                    Davy podia pensar que aquela guerra estava terminada e que ele era o vencedor. Contudo, para Peter, aquela havia sido apenas uma batalha, e haveria muitos desdobramentos.

                     Poucos minutos depois,  Davy e Dianna caminhavam pela rua de mãos dadas após o fim do dia de gravações.

- Davy, eu fiquei tão feliz por você ter me dedicado I’m A Believer!
- Ora, imagine, Dianna. Um dia vou escrever uma bela música para você. É só questão de tempo.
- Não preciso de músicas, Cuddly Toy. Só de você.
- Acho engraçado que você me chame de Cuddly Toy. – ele riu.
-Mas é isso mesmo que você é. – ela riu também. – Uma coisinha fofa para abraçar.
- E para beijar? – perguntou Davy, enlaçando Dianna pela cintura e beijando-a.
- Sim, para beijar também. – concordou ela quando ele a soltou.

                      Do outro lado da cidade, Emma fazia compras no supermercado, quando se deparou com Micky. E entrou em pânico quando viu que seu amado estava acompanhado de uma garota.  “Suzy Hardison”, pensou ela. 
                     O casal veio para o mesmo corredor onde Emma estava. Micky estava nervoso, mas foi educado.

- Olá, Emma.
- O-oi, Micky. – ela estava trêmula.
- Esta aqui é minha noiva, Suzy.  Bom, você já falou com ela ao telefone.

                  “Noiva? Como assim? Oh, meu Deus, Micky, não faça isso comigo!”, Emma estava desesperada.



- Como vai, Emma? – Suzan estendeu sua mão para a jovem filósofa apertar.
- Eu vou bem. – respondeu Emma, apertando a mão da escritora de livros infanto-juvenis e poetisa. – Ah, me deem licença, preciso ir.
- Até logo. – disse o casal.
                    

                  Ela foi até o caixa e pagou suas compras, extremamente nervosa com aquilo tudo.
Em casa, após guardar as compras, ligou para Dianna.



- Alô?
- Dianna! Preciso que você me ouça, por favor, por favor!
- Emma, acalme-se, pelo amor de Deus! O que houve?
- Ela, ela... Ela é noiva do Micky, Dianna! Noiva!
- Eu... Eu não sei o que dizer, Emma.
- Se Micky soubesse o quanto me machuca...
- Diga isso a ele.
- Ficou maluca? Nunca! E, mesmo que eu dissesse isso a Micky, de que adiantaria? Ele não romperia um noivado por minha causa! Nenhum homem em sã consciência faria isso.

- Bem, tudo que posso te aconselhar neste momento é que volte sua atenção para outros rapazes, Emma. 

Oneshot (série What If) : You Just May Be The One

   Boa tarde, pessoal! Hoje venho postar uma nova What If, estrelando Fanny Fitzwilliam e Mike Nesmith.  O que teria acontecido a Fanny se, após o término com Paul Simon, ela não tivesse ficado nem com Ray Davies (como na Grindhouse oficial), nem com Bob Dylan (como visto na What If "Girl From The North Country"), mas com Nez? É o que vamos ver...











    - Fanny, cadê minha touca? - perguntou Mike Nesmith.
    - Na minha cabeça. - disse ela, rindo.
    - Danadinha. - respondeu ele, indo em direção à sala, de onde a voz de Fanny vinha.
    - Nez! - reclamou Fanny quando Mike tirou a touca de sua cabeça, ao mesmo tempo em que ela ficava na ponta dos pés para beijá-lo.


                 O casal se conheceu em uma festa a que Fanny havia ido com o ex-namorado, Paul Simon. Na ocasião, este arranjou briga com Peter Tork, que irritara-o elogiando a beleza de Fanny. Contudo, quem de fato se encantou pela moça foi Mike. Ele havia acabado de terminar com Nora Smith e se sentia horrivelmente só.
               Pouco depois, Fanny terminou com Simon. Mike viu que tinha mais chances de conquistá-la do que seu rival, Bob Dylan, o melhor amigo da garota. Ela foi levada pelo amigo a uma festa onde também estavam os Monkees. Naquela noite, Mike conseguiu ficar com Fanny. Em pouco tempo tornaram-se namorados.
                   Ao mesmo tempo que Dylan lançava canções sobre Fanny em seus álbuns, Mike fazia o mesmo. A diferença era que o Monkee admitia que ela era sua musa.

- Fanny, ontem à noite tive um momento de grande inspiração e compus uma nova música.
- Posso ver?
- Pode. Vou buscar.

                 Poucos minutos depois, Mike voltou com um caderno, e mostrou a Fanny uma música intitulada You Just May Be The One. 



All men must have someone, have someone
Who would never take advantage
Of a love bright as the sun
Someone to understand them
And you just may be the one


All men must have someone, have someone
Who would never take for granted
All the pleasures and the fun
Someone to stand beside them
And you just may be the one

I saw when you walked by
The love light in your eyes
I knew I must try
To win you more than as a friend
I'm starting near the end
And here I go again

All men must have someone, have someone
Who would never take advantage
Of a love bright as the sun
Someone to stand beside them
And you just may be the one
Someone to understand them
And you just may be the one






  - Nez, que música linda! Obrigada! - Fanny deu-lhe um abraço apertado.
  -  Você merece muito mais, meu amor. - disse Mike.

                  O casal se beijou, um certo de que o outro era a pessoa de seus sonhos.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 4: "Cuddly Toy"

 E começa a disputa!




          Davy passou o restante da semana e o início da seguinte pensando no que dizer a Dianna. Normalmente ele não tinha dificuldade em se aproximar de meninas, mas ela era diferente.  E Peter estava passando pelo mesmo dilema. Sabia que estava travando uma guerra não declarada a Davy, mas seu rival não tinha consciência disso.
           Tanto um quanto o outro pediam conselhos a Mike e Micky, que tentavam de tudo para evitar que um conflito se desencadeasse. Peter sabia que não podia pedir conselhos a Davy, mas este pensava que podia pedi-los a Peter. E foi o que fez certa tarde.

- Hey, Peter, o que acha que devo dizer a Dianna para que ela se convença de que realmente gosto dela?
- O que acho que você deve dizer? – Peter explodiu. – Ora, Davy, você não tem que dizer nada, seu babaca! Todas as meninas caem matando em cima de você! Basta você fazer uma carinha bonitinha e elas já falam “Ai meu Deus, ele é tão fofinho, que vontade de apertar”!
- Nossa, Pete, nunca imaginei que você pudesse ser tão....  Irritado.
- Estou irritado porque eu poderia disputar uma garota com qualquer cara.... Mas não! Tenho que disputá-la justamente com você! Minhas chances se reduzem a 0,0000000001%!
- Espere aí... Você também está de olho na Dianna?
- Exatamente.
- Tork, seu traidor! Eu vi primeiro!
- Viu primeiro uma ova!  Vou estraçalhar você, Jones!

                      Peter e Davy avançaram um no outro, e começaram a trocar tapas, chutes e socos. Poderiam ter se matado se Mike e Micky não tivessem aparecido para apartá-los.

- Ei, galinhos de briga, podem parar com isso. – disse Mike, segurando Davy. – Acho que o motivo da briga começa com Dianna e termina com Mackenzie, não é?
- É isso aí! – Davy e Peter exclamaram.
- Mike, nossos esforços foram infrutíferos. – disse Micky, segurando Peter firmemente.
- Percebi.
- Escuta aqui, Tork! – exclamou Davy. – Hoje você se safou. Mas isto é guerra! Que vença o melhor!
- Fechado, Jones!

                        As gravações do seriado foram sabotadas em virtude da briga de Peter e Davy. Mike e Micky estavam impotentes. Teriam que deixar as coisas fluírem.  Em sua “linha de batalha”,  Davy conversou com Emma para tentar descobrir o máximo possível sobre Dianna: onde morava, do que gostava de comer, sua flor favorita.  Ela informou-o de que Dianna morava com a tia e a prima à beira-mar, gostava de comida italiana e sua flor favorita era a rosa.
                          Davy comprou um belo buquê de rosas, fez reserva para dois no melhor restaurante italiano que conhecia e pediu a Emma o endereço da casa da sra. Lucy Hudson, a tia de Dianna.
                             Enquanto isso, Peter dera um jeito de descobrir o endereço da escola onde ela trabalhava e comprou um buquê de flores do campo. Começou uma corrida contra o tempo.  Na quinta-feira, ao anoitecer, Dianna estava em casa, tranquila.  A campainha tocou, e sua tia foi atender.

- A senhora deve ser a sra. Hudson.... A srta. Mackenzie está?
- Quem é o senhor e o que quer com minha sobrinha?
- Meu nome é Davy Jones, senhora, e eu gostaria de...
- Davy? É você? Deixe-o entrar, tia Lucy! – pediu Dianna. – Ele é meu amigo.
- Está bem, entre, sr.  Jones.

                              Davy adentrou a sala. Ele disse, então:
- Bem, aproveitando sua presença, sra. Hudson, eu gostaria de fazer um pedido.
- Qual pedido, sr.  Jones?
- Bem, gostaria de convidar sua sobrinha para jantar comigo hoje à noite em um restaurante italiano.
- Eu adoraria, Davy! – exclamou Dianna. – Oh, por favor, tia Lucy, posso ir?
- Com um integrante de banda? Nunca, Dianna! Se fosse alguém de sua posição, eu permitiria.
- Que posição, tia Lucy? Sou apenas uma professorinha de história! Não sou uma diplomata importante, como meus pais!
- Seus pais são diplomatas, Dianna? – perguntou Davy.
- Sim, eles são. No momento estão morando e trabalhando na Alemanha, em um dos órgãos mais importantes do Ministério de Relações Exteriores britânico.
- Dianna, você tem classe. – disse sua tia. – Aposto que este rapazinho não tem.
- Tia, a senhora não pode falar assim do Davy! E eu vou sair com ele, a senhora permitindo ou não.
- Dianna Sophie Mackenzie! Como ousa desobedecer-me?
- Tia Lucy, eu tenho 21 anos. Sou maior de idade. E tenho certeza de que meus pais permitiriam. E na verdade é isso que importa. Davy, espere um momento.  Já estou de banho tomado, vou apenas me vestir melhor.
- Está bem, Dianna.
              Davy sentou-se no sofá, para desgosto da tia Lucy. E Erin observava tudo com vontade de rir. Não entendia porque sua mãe era tão arrogante às vezes.  Poucos minutos depois, Dianna reapareceu, usando um vestido azul na altura dos joelhos, com os cabelos soltos e usando sapatinhos brancos.  Davy pensou que nunca a tinha visto tão linda. E ela disse:

- Podemos ir, Davy. Volto depois das nove horas, tia Lucy. Até mais tarde.
- Dianna! Volte aqui!
- Tia, desculpe-me, mas eu sei o que quero. Boa noite.

                    E ela saiu de braços dados com Davy. De longe, Peter viu-os juntos.  Ficou arrasado, mas não se deu por vencido.  Ele deixaria Davy aproveitar um pouco o gostinho do triunfo, e depois revelaria tudo a Dianna.

                       Mais tarde, no restaurante...

- Oh, Davy, eu fico tão agradecida pelo convite! Foi muita gentileza sua.
- Ora, imagine, Dianna. Acho que você mudou de ideia sobre mim, não é?
- Na verdade, não. Sempre te achei uma coisinha linda e fofa, mas confesso que fiquei com medo.
- Medo de quê?
- De me apaixonar por você.
- Não tenha medo, Dianna.

                        Davy beijou-a. E Dianna, reconhecendo a inutilidade de sua resistência, disse:

- Eu estou apaixonada por você, Davy Jones.
- E eu por você, Dianna Mackenzie.

                       Enquanto isso...



- Alô?
- Oi, com quem eu falo?
- Com Suzy Hardison. 
- Meu nome é Emma Carlisle... Eu gostaria de falar com o Micky Dolenz, ele está?
- Bem... Está, só um momentinho.

                  Suzy tapou o fone e chamou:

- Micky!
- O que foi, Sue?
- Uma tal Emma Carlisle quer  falar com você no telefone.
- Ah, ela é amiga da Dianna, aquela garota de quem o Davy e o Peter gostam. Mas o que será que ela quer comigo?

              Micky pegou o telefone.

- Alô? Emma?
- Oi, Micky! Tudo bem?
- Tudo, e com você?
- Também... Você está livre amanhã à tarde?
- Amanhã? Não, tenho ensaio com a banda, sabe...
- E no sábado?
- Também não....  Desculpa, Emma, mas preciso desligar, tchauzinho.

           Suzy perguntou a Micky:

- O que ela queria?
- Eu...  Eu acho que ela queria sair comigo, Sue.
- O quê? Como ela ousa dar em cima de um homem que tem namorada?
- Suzy, ela não sabe que você é minha namorada.
- Pois a faça saber, George Michael Dolenz!


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Fanny's Autumn Almanac - Capítulo 10


            Fanny dando a volta por cima! ;) 










    Finalmente, fui acompanhar Fefe e Nora na entrevista com os Kinks. Encontramos a banda no saguão de um hotel.

- Boa tarde, Kinks. – disse Fefe. – Meu nome é Felicity McGold e eu sou fotógrafa da Rolling Stone. E estas são minhas amigas Nora Smith e Fanny Fitzwilliam. Eu vou fotografar vocês e Nora vai fazer algumas perguntas.

- Não me disse que era jornalista, srta. Fitzwilliam! – disse Ray, quando ouviu meu nome.
- E não me disse que era um Kink, sr. Davies. Estamos quites. – eu disse, sorrindo. – Mas na verdade sou estudante de geografia. Só estou aqui fazendo companhia para as meninas.
- Entendi... – disse Ray.

           Enquanto Nora os entrevistava, sem tirar os olhos de Ray (confesso que fiquei um pouco incomodada), eu ajudei Felicity a preparar seu equipamento. Fiquei vermelhíssima quando Nora lançou a seguinte pergunta:

- E como está a sua vida amorosa, Ray?
- Acho que me apaixonei por uma garota que conheci debaixo de uma marquise, enquanto ela e eu esperávamos que a chuva ficasse menos forte, na semana passada.

               Nora, Felicity e os outros Kinks devem ter pensado que Ray estava brincando, porque riram bastante. Só ele e eu sabíamos que aquilo não era brincadeira nenhuma... Então Nora finalmente terminou as perguntas. Era a vez de Fefe fazer a sua parte. Enquanto ela tirava as fotos, disse:

- Sr. Dave Davies, por favor, olhe para a câmera...
- Como posso olhar para a lente, se a fotógrafa é tão linda? – disse ele.
                     Nora e eu trocamos um olhar de entendimento, e Fefe estava vermelha feito pimentão. Finalmente terminamos tudo, nos despedimos dos Kinks e fomos para a casa da Nora, que era a mais próxima, para fazer um lanche.

- Fefe está arrasando corações... – eu falei, rindo.
- Você também, Fanny.

                       Meu Deus, alguém percebeu.

- Como assim, Fefe?
- Ora essa! – disse Nora. – Você ficou tão vermelha quando Ray falou sobre a garota da marquise que não tinha como não ser você.
- E você, Fanny? Está gostando do Ray? – perguntou Felicity.
- Ah, eu.... Bem, não sei dizer. Eu ainda estou um pouco presa ao Paul.
- Eu entendo. – disse Nora. – Também sinto-me ainda um pouco presa ao Mike.
- E eu ao Richards. – disse Felicity.
- Bem, falando no Mike Nesmith, faz tempo que não vejo o seriado dos Monkees... – eu lembrei.
- Você gosta deles? – perguntaram Fefe e Nora.
- Mike era um fofo, mas foi completamente imbecil ao terminar nosso namoro. – disse Nora.
- E Micky Dolenz não conseguia entender que eu não gostava dele nem nunca iria gostar! – Fefe exclamou.
- Bem, eu os adoro! – falei. – São tão fofinhos! Mas Peter Tork foi o motivo pelo qual meu namoro com o Simon começou a ser destruído...

             Então contei todo o meu drama, desde aquela festa até meu desentendimento final com Paul. Depois disso, senti que precisava ficar em paz. Despedi-me das garotas e voltei ao hotel. Fiquei lendo e pensando em meus problemas até a hora de dormir.
              Na manhã seguinte, saí para fazer uma caminhada. E quem encontrei fazendo a mesma coisa? Sim: Ray.
- Olá, Fanny. – ele me cumprimentou.
- Oi, Ray.
- Não sei como ainda não fui abordado por nenhum fã hoje... Talvez eu esteja com sorte.
- Eu imagino, deve ser meio incômodo.
- Só quando estou realmente a fim de ficar sozinho.
- Entendi...
- Bem, quer tomar um sorvete?
- Eu adoraria.

           Ficamos na sorveteria por um bom tempo, conversando e rindo muito. Despedi-me dele e voltei para o hotel. E eu quase tive um ataque quando vi, no saguão, um rapaz de cabelos cacheados e tipo físico de judeu, usando óculos escuros, falando com a recepcionista.

- Bob! – exclamei, e pulei no pescoço dele.
- Meu Deus, Fanny, tudo isso é saudade? – ele riu.
- Claro que é, seu bobão! Você é a única coisa dos EUA de que eu sinto falta! Qual é o seu quarto?
- Hã.... o 389, lá no terceiro andar.
- O meu é o 388! Isso é ótimo. Escuta, quanto tempo vai ficar por aqui?
- Uma semana, mais ou menos.
- Bom, ainda falta um tempo para as aulas retornarem, acho que vou ficar em Londres por mais um tempinho.
- Ah, isso é bom, odiaria ficar com você por pouco tempo. Mas você sabe que vai ter que me acompanhar nas minhas andanças pelas ruas de Londres, não é?
- Sim, eu sei.


                Eu tinha acabado de voltar da rua, porém, como Bob insistiu, acompanhei-o em seu passeio, depois que ele guardou suas coisas no quarto.
                 Conhecer pontos turísticos de Londres com meu melhor amigo foi uma experiência muito legal. Ficamos horas e horas no Museu Britânico. Vimos um show em Picadilly Circus. Os carinhas inclusive tocaram Just Like A Woman, de Bob, e ele me disse:


- Sabe, a garota para quem eu escrevi essa música merecia mais.
- Ah, Bob, que excesso de modéstia! – eu disse. – Eu ficaria muito feliz se alguém tivesse escrito algo assim para mim.
- Verdade?
- É lógico.


              Ele sorriu para mim. Fiquei surpresa. Arrancar um grande sorriso de Bob Dylan é um feito para poucos. Depois do show, ficamos conversando sobre o que tinha acontecido nos Estados Unidos depois que fui embora.

- Kathy enganou Simon direitinho. – disse Bob. – E se eu contar você não vai acreditar.
- O que houve? – fiquei intrigada.
- Eles estão namorando.
- O quê? Kathy, aquela bandida! Que ódio!
- Fanny, guardar rancor não adianta nada. Já passou. Esqueça isso. Há muitos outros homens por aí.

                   “Sim”, pensei. “Homens como Ray”.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sunny Girlfriend - Capítulo 3: "When Love Comes Knockin'"

             Conforme prometera a Emma, Dianna conversou com Bob Rafelson e Bert Schneider a respeito de sua amiga vir ao estúdio para conhecer os Monkees. Eles responderam que não havia problema.  O contrato de Dianna com a emissora havia acabado, mas, como ela havia se tornado amiga pessoal dos Monkees, era-lhe permitido aparecer lá para vê-los quando quisesse.
            E Davy ainda não havia desistido dela. Ele nunca se sentira tão apaixonado antes. Talvez apenas quando conhecera Nami  sua paixão foi maior.  Entretanto, outro Monkee estava apaixonando-se por Dianna: Peter. Desde o momento em que a viu pela primeira vez encantou-se.
       Micky e Mike não demoraram a perceber que havia um “conflito de interesses” entre os dois.  Sabiam que mais cedo ou mais tarde Davy e Peter sairiam no tapa pela professorinha de história.

- Não vai ser como naquela vez da Fanny. – disse Mike.  – O Peter nem estava interessado nela, apenas disse que ela era bonita.  Paul Simon era paranoico.
- Mas desta vez Peter está de fato apaixonado.  – respondeu Micky. – E acho bem provável que ele resolva torcer o pescoço do Davy para ficar com Dianna.
- Micky, temos que fazer alguma coisa.
- Sim, temos. Pelo bem dos dois malucos apaixonados, da Dianna e da banda.
- Ainda bem que não tem ninguém de olho na Alice... – disse Mike. – Não que eu saiba.
- Digo o mesmo quanto à minha Suzy.
- Já sei o que vamos fazer.
- O quê?
- Eu falo com o Davy e você, com o Peter.  Vamos colocar o assunto em pratos limpos e tentar avisá-los para que não façam besteira.
- Sempre fico surpreso ao ver que existe um cérebro escondido embaixo desse gorro ridículo.
- Meu gorro é altamente estiloso, sr. Dolenz. E agora temos trabalho a fazer.

                                                                 ***


- Davy, tenho um assunto de extrema importância para tratar com você.
- Pode falar, Mike.
- É sobre a Dianna.
- A Dianna? Mas o que eu fiz de errado, Mike?
- Não fez nada ainda, mas pode fazer.
- Onde você está querendo chegar, Mike?
- Cara, vou mandar a real: Micky e eu achamos que você e Peter vão acabar matando um ao outro por causa dela.
- Uma pequena como ela não se encontra sempre, Mike!
- Eu sei. Mas será que vale a pena destruir uma amizade por uma pequena?

                                                                   ***

- Peter, meu chapa, precisamos ter uma conversa séria.
- O que foi, Micky?
- Olha, Mike e eu andamos pensando.... Cara, nós sabemos que a Dianna é um brotinho e tanto, mas....
- Qual o problema?
- Peter, Davy gosta dela também. Não é só você que está na parada.
- Eu sei.
- Você quer mesmo destruir sua amizade com o Davy por ela?
- Ah, bem, não sei, Micky...


                                                                      ***




            Dianna, no dia seguinte, levou Emma ao estúdio.

- Olá, meninos! Esta é minha amiga Emma. Emma, estes são Mike, Peter, Davy e Micky.
- Bem, olá, Monkees. – cumprimentou Emma, tímida.
- Olá. – cumprimentaram os rapazes.
- Bem, meninas – disse Mike. – Hoje vamos ter muito trabalho. Vão querer ver as gravações?
- Você sabe que sim, Nez. – respondeu Dianna. – Venha, Emma.

          As duas garotas assistiram a tudo. E Dianna percebeu que sua amiga não tirava os olhos de Micky.

- Gostou dele, Emma?
- Ele é tão engraçadinho! Chama a atenção para si facilmente.
- Não mais do que Davy. – Dianna disse.  – Ele é a coisa mais fofa e engraçadinha que já vi na minha vida.
- Amiga, você está apaixonada por ele. Não adianta negar mais. Essa frase te entregou.
- Eu sei, Emma. Ai, ai, Davy! – ela suspirava. – Agora sei que o amor não é verdadeiro só nos contos de fada, como é dito naquela música deles.
- Por que não vai falar com ele sobre o que sente?
- Não posso ainda, Emma. Mas você disse que acha Micky muito fofo... Cuidado, logo vai ficar apaixonada.
- Eu não duvido muito disso, Dianna. – disse Emma, olhando para Micky disfarçadamente.

                                                         ***



     Enquanto as garotas sussurravam essas confidências, os rapazes estavam gravando uma música para usar no episódio. 

- Essa música tem tudo a ver com uma situação que estamos observando... – disse Micky, rindo um pouco. Calou-se quando Mike o acotovelou.
- Quietinho, Micky.  Vamos gravar logo, quero jantar com Alice. – disse o guitarrista.



When love comes knockin' at your door
Just open up and let him in
It's gonna be a magic carpet ride
So, little girl, now don't you run and hide

I know that you've been hurt before
But don't you be afraid no more
Throw off the chains that bind
And leave the past behind
When love comes knockin' at your door

(I know)
When love comes knockin' at your door
(That you're afraid of loving me)
Just open up and let him in
(But don't you fight it, and you'll see)
It's gonna be a magic carpet ride
(That loving me will make you high)
So, little girl, now don't you run and hide

('Cause baby, I)
You'll see a rainbow every day
(I know that you've been hurt before)
The sun will shine in every way
(But don't you be afraid no more)
Throw off the chans that bind
And leave the past behind
No need to worry any more
When love comes knockin' at your door
At your door
At your door
At your door...


- Pessoal, eu tomei uma decisão! – disse Davy, quando terminaram.
- Qual decisão? – os outros perguntaram.
- Vou me declarar à Dianna! Vou dizer a ela o quanto estou apaixonado!

                Peter observava Davy atônito, e Mike e Micky já previam o que viria em seguida.

- Será que ela ouviu? – Davy ficou assustado.
- Acho que não, esta sala tem isolamento acústico. – disse Mike.
- Ainda bem.
     
               O baixista pensava: “Tenho que ser rápido ou vou perder Dianna para Davy”.