domingo, 22 de novembro de 2015

Shades Of Grey: Episódio 6 - What If (Minissérie)

Boa noite! Hoje tem mais Shades Of Grey! Este é o último episódio da primeira fase. Logo que puder começo a segunda. Boa leitura!





                                  

              Emma decidiu colocar em prática a sugestão de Dianna. Ir até Micky e pedir que aceitasse o pequeno Christian em sua casa. Não queria se separar do filho, contudo, era melhor do que abandoná-lo à própria sorte. Saiu de seu vilarejo em um coche de viagem que se dirigia a Londres. Na capital, tomou um novo coche para o casarão de Micky. Tinha o endereço do local pelas cartas que ele lhe mandava na época de seu romance.
                                   

                  Desceu do coche, ajeitou os cobertores de Christian dentro do cestinho em que o havia acomodado, cobriu o cesto novamente e aproximou-se do portão do casarão com certa relutância. O jardineiro viu-a.



- Posso ajudar, senhorita?

- Sim, por favor. Preciso entrar e falar com o barão. É um assunto de vida ou morte.

- Se é tão importante, senhorita, vou abrir o portão agora mesmo!

- Obrigada. É muito gentil, senhor.

- Imagine, senhorita.

                                      

                    O jardineiro abriu os portões, e Emma atravessou os jardins da casa do amado. Bateu à porta. O mordomo atendeu. Ficou surpreso por ver ali uma moça tão bonita, mas vestida de forma tão simples.



- O que quer, moça?

- Por favor, senhor, eu preciso falar com seu patrão, o barão Dolenz. É um assunto de extrema importância.

                                      


                      O mordomo estudou Emma de alto a baixo, minuciosamente. Um pouco menos desconfiado, disse:



- Está bem, siga-me.

                                      


                     Assim Emma fez. Após atravessarem alguns corredores muito longos, o mordomo parou diante de uma porta de carvalho. Bateu. Emma ouviu a voz de Micky dizer, lá de dentro:



- Sim?

                                             

                      O mordomo entrou, dizendo:



- Senhor, perdoe-me por interrompê-lo em seu trabalho, mas há uma moça loira e alta, muito bonita, que deseja lhe falar. Diz ela que é sobre um assunto extremamente importante.

- Deixe a moça entrar, Williams.

- Como quiser, barão.

                                           


                       Ele abriu passagem para Emma, que agradeceu com um aceno de cabeça.  O mordomo fechou a porta atrás de si. A jovem encarou o amado, os olhos azuis transparecendo o quanto estava nervosa.



- Emma! – Micky levantou-se de sua mesa de trabalho, aproximando-se de Emma e fazendo um carinho no rosto dela.

- Micky... – ela aceitou por uns instantes a carícia, porém, logo afastou a mão dele. – Eu vou ser rápida. Por favor... Cuida dele. – ela tirou o pano que cobria o cesto, revelando o bebê, adormecido.

                                        




                               O jovem barão assombrou-se. Conseguiu perguntar, depois de vários minutos de silêncio:




- Emma... Ele é nosso?

- Sim. – Emma respondeu, laconicamente.

- Por que não me contou?

- Ora! Imagine o escândalo se soubessem que o barão Dolenz engravidou uma simples criada! Mas eu não tenho mais como criá-lo... Eu juro que não quero nada seu, apenas que crie o nosso bebê. Por favor, Micky, se houvesse outra saída eu não estaria aqui pedindo isso...

- Sossegue, Emma. Sei que não é interesseira. Eu tomarei conta do nosso filho. – Micky sorriu, beijando a mão da jovem mulher, que ainda amava.

- Oh, Micky, obrigada, terá minha eterna gratidão...

- Não me agradeça, Emma. Estou fazendo minha obrigação de pai, que é cuidar do meu filho. Darei todo o amor ao... Como é o nome dele?

- Christian. – disse Emma, com um sorriso no rosto. – Mas e sua esposa? Será que ela vai aceitar que você crie um filho ilegítimo?

- Sue é uma boa pessoa. Ela com certeza irá aceitar.

- E... Me perdoe pela indiscrição... Mas é feliz com ela, Micky?

              

               Micky suspirou, antes de responder:



- Tanto quanto posso ser feliz sendo casado com uma mulher que não é você, Emma. – ele pegou a mão da antiga amante.

- Micky, por favor...

- Ouça, por favor. Eu te amo, Emma, como amava antes. E sempre amarei. Mesmo que não possa ficar ao seu lado. Cuidar de Christian será um ato de amor meu não só para com nosso filho, mas para com você também. Deixe-me te beijar... Uma última vez.

                                   

            Ele aproximou-se dela, e roubou um beijo. Emma não recusou. Separaram-se após muitos minutos, precisando de ar, e também porque Christian acordou e chorou um pouco.


- Shhhhh... Não chora, meu amor. A mamãe está aqui. – Emma tirou o pequeno do cesto e o ninou, beijando-o na testa. – Quer segurá-lo um pouco no colo, Micky?

- Eu adoraria! – o barão respondeu.



                    Emma colocou seu bebê nos braços do pai. Micky sorria para o filho.



- Olá, Christian. Sou seu papai e vou cuidar de você agora. Mas você sempre visitará sua mamãe. Sempre.

- Oh, Micky, é verdade?

- É claro, Emma! Jamais vou privar nosso filho do contato com você! Sempre que possível, irei levá-lo para ver você. Ou você pode vir vê-lo, como preferir.

- Ah, Micky... Obrigada! Obrigada mesmo! – ela o abraçou fortemente. – Eu... Eu te amo tanto...

- Eu também te amo. Ainda mais por saber que me deu este lindo presente que é o Christian. – ele beijou os lábios vermelhos de Emma mais uma vez.

- Bem... Eu preciso ir. – Emma sorriu, com um pequeno rubor nas faces.

- Vou pedir para Williams acompanhar você até a porta. – Micky falou, tocando a sineta que ficava pendurada no teto.

                                       


                  Logo, ouviram do lado de fora a batida na madeira da porta, indicando que o mordomo já estava lá.



- Até logo, Micky, meu barãozinho louco. – ela beijou rapidamente os lábios dele.  – E até logo, Christian, meu filhinho amado. – ela afagou os cachinhos dourados do bebê e beijou-o.

- Até logo, Emma. – Micky sorriu para a amada, e pegou a mãozinha do pequenino em seu colo, movendo-a como se ele acenasse para a mãe. – Diga “até logo” para a mamãe, filho.

- Até logo mais uma vez. – Emma soprou um beijo para o amado e o filho, e abriu a porta, sendo em seguida levada até a porta por Williams.




***




                     Após Williams fechar a porta atrás de Emma, ele foi novamente chamado ao gabinete de trabalho de Micky. O mordomo espantou-se ao ver que seu patrão carregava uma criança no colo.



- Não posso acreditar que aquela jovem veio obrigá-lo a cuidar do filho dela! Ela deveria ter pensado antes de deitar-se com qualquer um e depois vir atrás do barão para criar o menino... Me surpreende o senhor ter aceitado...

- Williams! Este menino é meu filho. Ela veio trazê-lo para mim! Agora... Chame minha esposa, por gentileza.

- Desculpe-me, barão Dolenz, eu não sabia... Er... Vou chamar a baronesa. Ela estará aqui num instante.

        

                Williams foi até o quarto do casal, onde estava Sue. Logo a esposa de Micky adentrava o gabinete.


- Mandou Williams me chamar, querido?  - então ela notou Christian nos braços do marido. – De onde... De onde veio esse bebê?

- Sente-se, Sue. É melhor.  – Micky indicou a cadeira à frente de sua mesa de trabalho. Sua mulher sentou-se, tentando entender o que estava havendo.



                       Micky respirou profundamente antes de começar.



- Suzan... Prometa que não vai me matar.

- Por quê? – Sue ergueu uma sobrancelha. Olhou mais atentamente para o menininho no colo de seu marido. Notou que, apesar dos cabelos loiros e dos olhos azuis, ele era muito parecido com Micky. Julgou que estava entendendo.

- Querida... Muito antes de ficarmos noivos, mais ou menos um ano antes de nossos pais arranjarem tudo, eu viajei para o campo, para visitar meu amigo, conde David Jones. Na casa dele, conheci uma criada que ajudava na cozinha, uma jovem linda e doce, chamada Emma Carlisle. Ela era tão linda, tão elegante, que se não fosse pela libré, qualquer um que a visse acreditaria estar diante de uma nobre. Eu... Eu me apaixonei por Emma. Perdidamente. Embora ela se mostrasse resistente no início, acabei por conquistá-la. Teve início um romance. Eu queria jogar tudo para o ar, anular o noivado com você, para ficar com Emma, mas não pude. Voltei a Londres, nos casamos... E confesso que, apesar de ainda ter um lugar muito especial para Emma em meu coração e minhas lembranças, eu aprendi a amar você, Sue. Hoje, Emma esteve aqui. Ela veio trazer-me o fruto do nosso amor, este garoto, chamado Christian. Ela, infelizmente, não pode mais criá-lo. Eu aceitei a responsabilidade, afinal, eu sou pai dele. Pode me execrar por isso, Sue... Mas não posso abandonar meu filho, não é certo...

- Micky... – Sue levantou-se da cadeira, sorrindo e tocando o rosto do marido. – Como posso execrar um homem que realiza um tamanho ato de honra e bondade? Pouquíssimos outros jovens nobres assumiriam a paternidade de uma criança que tiveram com uma criada! Você é mesmo especial... A cada dia fico mais feliz por ter me casado e me apaixonado por você! Vou cuidar deste lindo garotinho como se fosse meu próprio filho!

- Eu... Fico tão aliviado por aceitar meu Christian, Sue!

- Como poderia não aceitar esse anjinho? – a baronesa sorria. – Posso segurá-lo, Micky?

- Claro. – ele colocou o filho nos braços de sua mulher.

- Olá, Christian. – ela beijou o rostinho da criança. – Eu sou Suzan. Serei sua segunda mamãe.



              Micky sorria ao constatar que sua esposa havia acabado por realmente se afeiçoar a seu filho quase instantaneamente, mesmo Christian sendo bastardo. O pequenino seria feliz no casarão, contando com o amor do pai e da madrasta, e tendo muitos irmãos para brincar.

***




            

        Após cerca de quatro meses que ela e Manuel passaram trabalhando em alguns empregos temporários, Felicity resolveu procurar seus pais e pedir que eles aceitassem o casal em sua residência novamente. Julgou que essa não seria uma tarefa fácil de realizar...




(Flashback ON)


                              

            
          Ela ainda se lembrava do dia em que havia conhecido Manuel. Ela e os irmãos adolescentes, Jon e Bran, haviam se levantado cedo para cavalgar. Foram aos estábulos, e viram o novo criado que o pai, conde Robert McGold, havia contratado para cuidar dos cavalos. Ele era um alemão alto, loiro, forte, de olhos azuis e corpo atlético. A jovem encantou-se pelo cavalariço naquele mesmo momento. Ele, que escovava o cavalo favorito da condessa Sophie, mãe de Felicity, parou no exato segundo em que a viu. Encantou-se com aquela lindíssima visão.


- Bom dia, fraülein. – saudou ele, muito respeitoso.

- Bom dia, senhor. – ela respondeu com a mesma polidez.

- Em que posso ser útil?

- Bem... Eu e meus irmãos desejamos ocupar nossa manhã cavalgando...

- Todos os cavalos estão banhados, escovados e com os cascos ferrados, fraülein. Falta apenas serem selados. – disse o rapaz.

- Obrigada, herr...

- Neuer. Manuel Neuer, ao seu dispor, fraülein... – ele pegou a mão de Fefe para beijar.

- McGold. Felicity McGold. – a moça sorriu.

                                       
            
                         Em pouco tempo, Felicity e Manuel desenvolveram uma arrebatadora paixão. Encontravam-se às escondidas, durante a noite. Fefe ia até o quarto de Manuel na ala dos criados, ou ele vinha à ala principal da casa e adentrava o quarto da amada.
 Chegou ao ponto em que Felicity decidiu confrontar o pai a respeito do que sentia por Manuel.


- Não, papai, eu jamais me casarei com o jovem conde Townshend! Se me casar, quero que seja por amor! E o homem que eu amo atende pelo nome de Manuel Neuer!

- Felicity Jane McGold! Eu sou seu pai e você deve me obedecer! E eu ordeno que você se case com o jovem conde Peter Townshend, filho do conde Cliff Townshend!

- NUNCA!

- Você quer se casar com o cavalariço? Pois bem, case-se! MAS SAIBA QUE DEVERÁ ESQUECER QUE É MINHA FILHA! – conde Robert rugiu.

- SE O ÚNICO MEIO DE PODER SER FELIZ COM MEU AMADO É RENEGANDO MINHA NOBREZA, É O QUE FAREI! – Felicity rugiu de volta.



                                  Depois disso, nunca mais os pais e os irmãos de Felicity tiveram notícias dela e de Manuel...




(Flashback OFF)


                                           

                        Apesar dos receios de Fefe, a família a aceitou de volta, e até mesmo introduziram Manuel no seio da família. Ele ganhou do sogro o título de conde e algumas propriedades que antes pertenciam à família McGold.
Um dia, o casal Neuer foi visitar a prima de Felicity, viscondessa Louise Müller, que estava prestes a dar à luz seu primeiro filho. Ela e o marido, visconde Gerd, estavam muito ansiosos. As duas primas conversavam animadamente no salão de chá, perto do piano. Já seus maridos cavalgavam pelos jardins.
                       O mordomo dos Müller entrou no salão de chá com uma carta para a jovem viscondessa. Louise pegou a carta das mãos do mordomo.



- Obrigada, Sembene. Esta carta vem da parte de quem?

- Da condessa Amber Jones.  – respondeu o criado, e retirou-se.

- Da víbora maldita? – Felicity indagou. – O que será que ela quer?

- Aposto que aquela louca está desconfiada da minha amizade com Davy e está mandando esta carta para me ameaçar, dizendo que fará da minha vida um inferno se eu continuar sendo amiga de Davy e coisas do gênero...


                                 Louise abriu a carta e começou a lê-la em voz alta para a prima:



Cara viscondessa Müller,

É com profundo pesar que pego a pena para dar-lhe a terrível notícia de que meu amado marido e seu estimado amigo, conde David Jones...


                                      
                                   Neste ponto, Louise começou a soluçar e a chorar desesperadamente.



- Lulu, o que houve? – Felicity ficou nervosa.

- Davy! DAVY ESTÁ MORTO! – os olhos de Louise estavam cheios de água.

- O... O conde? Como...?

- Esfaqueado! Por Peter Noone, aquele verme nojento que costumava ser amigo daquela igualmente nojenta da Amber!

- Mas... Por quê? Pobre conde...

- Não sei! Não sei! Mas Noone já foi preso... Oh, Davy, por quê? – a pobre viscondessa não conseguia conter as lágrimas.

- Calma, prima. – Felicity abraçou a prima e acariciou seus cabelos loiros para acalmá-la. – Vai ficar tudo bem...

- Meu amigo! Meu melhor amigo! Que eu amava como amo Mickey! Ai, como dói!

                                              

                                          Naquele momento, Manuel e Gerd entraram no salão de chá. Gerd ficou alarmado ao ver a esposa chorando no peito da prima.



- Ursinha, o que aconteceu? – inquiriu ele, correndo ao sofá onde estavam sua mulher e Felicity.

- Davy! Davy morreu, Gerhard!

- Mas... Mas como?

- Esfaqueado, mas não sei por quê... AAAAH!

- O que há, Louise? – Felicityindagou, ao ver a prima curvar-se.

- Meu... Meu bebê! Me ajuda, ursinho, por favor!

                                           

                                        Gerd carregou a esposa às pressas ao quarto dela e deitou-a na cama. Foram chamadas criadas para auxiliar Felicity a realizar o parto de sua prima.


- AAAAI! Fefe, dói muito!

- Eu sei, Lulu, mas você precisa ser forte!

- Vamos, ursinha! – Gerd amaciava os joelhos da amada.


                                              Louise fazia o melhor que podia para empurrar o bebê para fora.  Após uma hora, ouviu-se um choro.


- É menino, ursinha! – exclamou Gerd, muito contente.


                                            Felicity colocou o menininho nos braços de sua prima.


- Ele é lindo. – Louise sorriu. – Parece você, ursinho! – ela olhou com carinho para o marido. – E o nome dele é Thomas. Thomas David Müller. Já que Davy era David Thomas.



                                          Uma lágrima rolou pelo delicado rosto de Louise, ao lembrar-se do amigo homenageado. Já havia decidido que ele seria o padrinho de seu filho, assim como ele a havia escolhido para batizar Joey... O que ofendeu muito Meg Johnson, a melhor amiga de Amber, mãe do garoto.

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- E foi isso, Emma. Eu sei que não era nenhum segredo para você que minhas gêmeas são filhas de Davy. Mas por acaso você sabia de todos esses detalhes do meu relacionamento com ele?

- Bem... Não, Di.

- Agora que você sabe de tudo e pode contar às minhas filhas... Eu posso partir tranquila.

- Di, não diga isso! Você ainda tem muitos anos para viver!



                Dianna então, viu, subitamente, alguém ao lado de seu leito. Era ele.



- Davy! É você, meu amor? Como senti saudades de você!

- Eu também, Di, minha paixão. – ele sorriu para ela, e abaixou-se para beijá-la na boca.

- Veio me buscar, Davy?

- Sim, Di! Finalmente poderemos ser felizes juntos!

- Oh, Davy, esperei tanto por isso, meu amado! Mas não sou mais a jovenzinha de vinte anos que você conheceu... Engordei, ganhei cabelos brancos...

- Não me importa, Di! Você é linda assim mesmo! Mas no céu poderá ter a aparência que quiser. Uma jovem de vinte anos, se assim desejar... Ou eu posso assumir a aparência que eu teria se tivesse chegado aos quarenta!

- Di, com quem está falando?  - Emma notou que a amiga falava sozinha.

- Com Davy, com quem mais, Emma? Você não o está vendo? Ele está aqui ao meu lado!

- Di, você está delirando pela febre, minha amiga...

- Não, Emma, não estou... Mas eu só tenho um último pedido a fazer...

- Qual pedido, Di?

- Eu... Quero ser enterrada ao lado do Davy. Por favor, peça ao Peter para dar um jeito...



                                         Dianna fechou os olhos, abriu um sorriso... E logo...



- NÃO! DI!

                                         
                                           Cecilia e Rebecca ouviram o grito desesperado de Emma e correram para dentro do quarto.



- Emma! A mamãe...?  – Cecilia não ousou terminar a frase.

- Sim, Cece. Sua mãe... – Emma chorava.


                  

                                               As gêmeas debruçaram-se sobre o corpo da mãe e choraram por longos minutos. Quando conseguiu recobrar-se, Rebecca ergueu os olhos e disse:



- Ao menos mamãe morreu sorrindo...

- Ela estava delirando com seu pai, meninas. – Emma disse.

- Nosso pai? O falecido conde Jones?  - elas indagaram em coro.

- Como sabem disso? Sua mãe disse que vocês não sabiam nada sobre o pai de vocês...

- Nós ouvimos tudo. – explicou Cece.

- E agora queremos entrar no casarão e reivindicar a parte da herança que nos cabe, além de tirar satisfações com a condessa por tudo que ela fez aos nossos pais! Ela merece ser presa! – Becky completou.

- Vocês ficaram loucas? A condessa Amber sabe muito bem quem são vocês! Ela vai matá-las! – Emma advertiu.

- Vamos nos disfarçar. – Cecilia disse. – Na verdade, mal nos importamos com a herança... Não é, Becky?

- Sim. O que realmente nos interessa é garantir que aquela maldita seja presa, para que nunca mais faça suas falcatruas! – Rebecca falou.


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