Emma decidiu
colocar em prática a sugestão de Dianna. Ir até Micky e pedir que aceitasse o
pequeno Christian em sua casa. Não queria se separar do filho, contudo, era
melhor do que abandoná-lo à própria sorte. Saiu de seu vilarejo em um coche de
viagem que se dirigia a Londres. Na capital, tomou um novo coche para o casarão
de Micky. Tinha o endereço do local pelas cartas que ele lhe mandava na época
de seu romance.
Desceu do
coche, ajeitou os cobertores de Christian dentro do cestinho em que o havia
acomodado, cobriu o cesto novamente e aproximou-se do portão do casarão com
certa relutância. O jardineiro viu-a.
- Posso ajudar, senhorita?
- Sim, por favor. Preciso entrar e falar com o barão. É um
assunto de vida ou morte.
- Se é tão importante, senhorita, vou abrir o portão agora
mesmo!
- Obrigada. É muito gentil, senhor.
- Imagine, senhorita.
O
jardineiro abriu os portões, e Emma atravessou os jardins da casa do amado.
Bateu à porta. O mordomo atendeu. Ficou surpreso por ver ali uma moça tão bonita,
mas vestida de forma tão simples.
- O que quer, moça?
- Por favor, senhor, eu preciso falar com seu patrão, o
barão Dolenz. É um assunto de extrema importância.
O
mordomo estudou Emma de alto a baixo, minuciosamente. Um pouco menos
desconfiado, disse:
- Está bem, siga-me.
Assim
Emma fez. Após atravessarem alguns corredores muito longos, o mordomo parou
diante de uma porta de carvalho. Bateu. Emma ouviu a voz de Micky dizer, lá de
dentro:
- Sim?
O mordomo entrou, dizendo:
- Senhor, perdoe-me por interrompê-lo em seu trabalho, mas
há uma moça loira e alta, muito bonita, que deseja lhe falar. Diz ela que é
sobre um assunto extremamente importante.
- Deixe a moça entrar, Williams.
- Como quiser, barão.
Ele
abriu passagem para Emma, que agradeceu com um aceno de cabeça. O mordomo fechou a porta atrás de si. A jovem
encarou o amado, os olhos azuis transparecendo o quanto estava nervosa.
- Emma! – Micky levantou-se de sua mesa de trabalho,
aproximando-se de Emma e fazendo um carinho no rosto dela.
- Micky... – ela aceitou por uns instantes a carícia, porém,
logo afastou a mão dele. – Eu vou ser rápida. Por favor... Cuida dele. – ela
tirou o pano que cobria o cesto, revelando o bebê, adormecido.
O
jovem barão assombrou-se. Conseguiu perguntar, depois de vários minutos de
silêncio:
- Emma... Ele é nosso?
- Sim. – Emma respondeu, laconicamente.
- Por que não me contou?
- Ora! Imagine o escândalo se soubessem que o barão Dolenz
engravidou uma simples criada! Mas eu não tenho mais como criá-lo... Eu juro
que não quero nada seu, apenas que crie o nosso bebê. Por favor, Micky, se
houvesse outra saída eu não estaria aqui pedindo isso...
- Sossegue, Emma. Sei que não é interesseira. Eu tomarei
conta do nosso filho. – Micky sorriu, beijando a mão da jovem mulher, que ainda
amava.
- Oh, Micky, obrigada, terá minha eterna gratidão...
- Não me agradeça, Emma. Estou fazendo minha obrigação de
pai, que é cuidar do meu filho. Darei todo o amor ao... Como é o nome dele?
- Christian. – disse Emma, com um sorriso no rosto. – Mas e
sua esposa? Será que ela vai aceitar que você crie um filho ilegítimo?
- Sue é uma boa pessoa. Ela com certeza irá aceitar.
- E... Me perdoe pela indiscrição... Mas é feliz com ela,
Micky?
Micky suspirou, antes de responder:
- Tanto quanto posso ser feliz sendo casado com uma mulher
que não é você, Emma. – ele pegou a mão da antiga amante.
- Micky, por favor...
- Ouça, por favor. Eu te amo, Emma, como amava antes. E
sempre amarei. Mesmo que não possa ficar ao seu lado. Cuidar de Christian será
um ato de amor meu não só para com nosso filho, mas para com você também.
Deixe-me te beijar... Uma última vez.
Ele
aproximou-se dela, e roubou um beijo. Emma não recusou. Separaram-se após
muitos minutos, precisando de ar, e também porque Christian acordou e chorou um
pouco.
- Shhhhh... Não chora, meu amor. A mamãe está aqui. – Emma
tirou o pequeno do cesto e o ninou, beijando-o na testa. – Quer segurá-lo um
pouco no colo, Micky?
- Eu adoraria! – o barão respondeu.
Emma colocou seu bebê nos braços do pai. Micky sorria para o
filho.
- Olá, Christian. Sou seu papai e vou cuidar de você agora.
Mas você sempre visitará sua mamãe. Sempre.
- Oh, Micky, é verdade?
- É claro, Emma! Jamais vou privar nosso filho do contato
com você! Sempre que possível, irei levá-lo para ver você. Ou você pode vir
vê-lo, como preferir.
- Ah, Micky... Obrigada! Obrigada mesmo! – ela o abraçou
fortemente. – Eu... Eu te amo tanto...
- Eu também te amo. Ainda mais por saber que me deu este
lindo presente que é o Christian. – ele beijou os lábios vermelhos de Emma mais
uma vez.
- Bem... Eu preciso ir. – Emma sorriu, com um pequeno rubor
nas faces.
- Vou pedir para Williams acompanhar você até a porta. –
Micky falou, tocando a sineta que ficava pendurada no teto.
Logo,
ouviram do lado de fora a batida na madeira da porta, indicando que o mordomo
já estava lá.
- Até logo, Micky, meu barãozinho louco. – ela beijou
rapidamente os lábios dele. – E até
logo, Christian, meu filhinho amado. – ela afagou os cachinhos dourados do bebê
e beijou-o.
- Até logo, Emma. – Micky sorriu para a amada, e pegou a mãozinha
do pequenino em seu colo, movendo-a como se ele acenasse para a mãe. – Diga “até
logo” para a mamãe, filho.
- Até logo mais uma vez. – Emma soprou um beijo para o amado
e o filho, e abriu a porta, sendo em seguida levada até a porta por Williams.
***
Após
Williams fechar a porta atrás de Emma, ele foi novamente chamado ao gabinete de
trabalho de Micky. O mordomo espantou-se ao ver que seu patrão carregava uma
criança no colo.
- Não posso acreditar que aquela jovem veio obrigá-lo a
cuidar do filho dela! Ela deveria ter pensado antes de deitar-se com qualquer
um e depois vir atrás do barão para criar o menino... Me surpreende o senhor
ter aceitado...
- Williams! Este menino é meu filho. Ela veio trazê-lo para
mim! Agora... Chame minha esposa, por gentileza.
- Desculpe-me, barão Dolenz, eu não sabia... Er... Vou
chamar a baronesa. Ela estará aqui num instante.
Williams foi até o quarto do casal, onde estava Sue. Logo a esposa de
Micky adentrava o gabinete.
- Mandou Williams me chamar, querido? - então ela notou Christian nos braços do
marido. – De onde... De onde veio esse bebê?
- Sente-se, Sue. É melhor.
– Micky indicou a cadeira à frente de sua mesa de trabalho. Sua mulher
sentou-se, tentando entender o que estava havendo.
Micky respirou profundamente antes de começar.
- Suzan... Prometa que não vai me matar.
- Por quê? – Sue ergueu uma sobrancelha. Olhou mais
atentamente para o menininho no colo de seu marido. Notou que, apesar dos
cabelos loiros e dos olhos azuis, ele era muito parecido com Micky. Julgou que
estava entendendo.
- Querida... Muito antes de ficarmos noivos, mais ou menos
um ano antes de nossos pais arranjarem tudo, eu viajei para o campo, para
visitar meu amigo, conde David Jones. Na casa dele, conheci uma criada que
ajudava na cozinha, uma jovem linda e doce, chamada Emma Carlisle. Ela era tão
linda, tão elegante, que se não fosse pela libré, qualquer um que a visse
acreditaria estar diante de uma nobre. Eu... Eu me apaixonei por Emma.
Perdidamente. Embora ela se mostrasse resistente no início, acabei por
conquistá-la. Teve início um romance. Eu queria jogar tudo para o ar, anular o
noivado com você, para ficar com Emma, mas não pude. Voltei a Londres, nos
casamos... E confesso que, apesar de ainda ter um lugar muito especial para Emma
em meu coração e minhas lembranças, eu aprendi a amar você, Sue. Hoje, Emma
esteve aqui. Ela veio trazer-me o fruto do nosso amor, este garoto, chamado
Christian. Ela, infelizmente, não pode mais criá-lo. Eu aceitei a
responsabilidade, afinal, eu sou pai dele. Pode me execrar por isso, Sue... Mas
não posso abandonar meu filho, não é certo...
- Micky... – Sue levantou-se da cadeira, sorrindo e tocando
o rosto do marido. – Como posso execrar um homem que realiza um tamanho ato de
honra e bondade? Pouquíssimos outros jovens nobres assumiriam a paternidade de
uma criança que tiveram com uma criada! Você é mesmo especial... A cada dia
fico mais feliz por ter me casado e me apaixonado por você! Vou cuidar deste
lindo garotinho como se fosse meu próprio filho!
- Eu... Fico tão aliviado por aceitar meu Christian, Sue!
- Como poderia não aceitar esse anjinho? – a baronesa
sorria. – Posso segurá-lo, Micky?
- Claro. – ele colocou o filho nos braços de sua mulher.
- Olá, Christian. – ela beijou o rostinho da criança. – Eu
sou Suzan. Serei sua segunda mamãe.
Micky sorria ao constatar que sua esposa havia acabado por
realmente se afeiçoar a seu filho quase instantaneamente, mesmo Christian sendo
bastardo. O pequenino seria feliz no casarão, contando com o amor do pai e da
madrasta, e tendo muitos irmãos para brincar.
***
Após cerca de quatro
meses que ela e Manuel passaram trabalhando em alguns empregos temporários,
Felicity resolveu procurar seus pais e pedir que eles aceitassem o casal em sua
residência novamente. Julgou que essa não seria uma tarefa fácil de realizar...
(Flashback ON)
Ela ainda se
lembrava do dia em que havia conhecido Manuel. Ela e os irmãos adolescentes,
Jon e Bran, haviam se levantado cedo para cavalgar. Foram aos estábulos, e
viram o novo criado que o pai, conde Robert McGold, havia contratado para
cuidar dos cavalos. Ele era um alemão alto, loiro, forte, de olhos azuis e
corpo atlético. A jovem encantou-se pelo cavalariço naquele mesmo momento. Ele,
que escovava o cavalo favorito da condessa Sophie, mãe de Felicity, parou no
exato segundo em que a viu. Encantou-se com aquela lindíssima visão.
- Bom dia, fraülein. – saudou ele, muito respeitoso.
- Bom dia, senhor. – ela respondeu com a mesma polidez.
- Em que posso ser útil?
- Bem... Eu e meus irmãos desejamos ocupar nossa manhã
cavalgando...
- Todos os cavalos estão banhados, escovados e com os cascos
ferrados, fraülein. Falta apenas serem selados. – disse o rapaz.
- Obrigada, herr...
- Neuer. Manuel Neuer, ao seu dispor, fraülein... – ele
pegou a mão de Fefe para beijar.
- McGold. Felicity McGold. – a moça sorriu.
Em pouco
tempo, Felicity e Manuel desenvolveram uma arrebatadora paixão. Encontravam-se
às escondidas, durante a noite. Fefe ia até o quarto de Manuel na ala dos
criados, ou ele vinha à ala principal da casa e adentrava o quarto da amada.
Chegou ao ponto em
que Felicity decidiu confrontar o pai a respeito do que sentia por Manuel.
- Não, papai, eu jamais me casarei com o jovem conde
Townshend! Se me casar, quero que seja por amor! E o homem que eu amo atende
pelo nome de Manuel Neuer!
- Felicity Jane McGold! Eu sou seu pai e você deve me
obedecer! E eu ordeno que você se case com o jovem conde Peter Townshend, filho
do conde Cliff Townshend!
- NUNCA!
- Você quer se casar com o cavalariço? Pois bem, case-se!
MAS SAIBA QUE DEVERÁ ESQUECER QUE É MINHA FILHA! – conde Robert rugiu.
- SE O ÚNICO MEIO DE PODER SER FELIZ COM MEU AMADO É
RENEGANDO MINHA NOBREZA, É O QUE FAREI! – Felicity rugiu de volta.
Depois disso, nunca mais os pais e os irmãos de Felicity
tiveram notícias dela e de Manuel...
(Flashback OFF)
Apesar dos receios de Fefe, a família a aceitou de volta, e até mesmo
introduziram Manuel no seio da família. Ele ganhou do sogro o título de conde e
algumas propriedades que antes pertenciam à família McGold.
Um dia, o casal Neuer foi visitar a prima de Felicity,
viscondessa Louise Müller, que estava prestes a dar à luz seu primeiro filho.
Ela e o marido, visconde Gerd, estavam muito ansiosos. As duas primas
conversavam animadamente no salão de chá, perto do piano. Já seus maridos
cavalgavam pelos jardins.
O mordomo dos Müller entrou no salão de chá com uma carta para a jovem
viscondessa. Louise pegou a carta das mãos do mordomo.
- Obrigada, Sembene. Esta carta vem da parte de quem?
- Da condessa Amber Jones.
– respondeu o criado, e retirou-se.
- Da víbora maldita? – Felicity indagou. – O que será que
ela quer?
- Aposto que aquela louca está desconfiada da minha amizade
com Davy e está mandando esta carta para me ameaçar, dizendo que fará da minha
vida um inferno se eu continuar sendo amiga de Davy e coisas do gênero...
Louise abriu a carta e
começou a lê-la em voz alta para a prima:
Cara viscondessa
Müller,
É com profundo pesar
que pego a pena para dar-lhe a terrível notícia de que meu amado marido e seu
estimado amigo, conde David Jones...
Neste ponto, Louise
começou a soluçar e a chorar desesperadamente.
- Lulu, o que houve? – Felicity ficou nervosa.
- Davy! DAVY ESTÁ MORTO! – os olhos de Louise estavam cheios
de água.
- O... O conde? Como...?
- Esfaqueado! Por Peter Noone, aquele verme nojento que
costumava ser amigo daquela igualmente nojenta da Amber!
- Mas... Por quê? Pobre conde...
- Não sei! Não sei! Mas Noone já foi preso... Oh, Davy, por
quê? – a pobre viscondessa não conseguia conter as lágrimas.
- Calma, prima. – Felicity abraçou a prima e acariciou seus
cabelos loiros para acalmá-la. – Vai ficar tudo bem...
- Meu amigo! Meu melhor amigo! Que eu amava como amo Mickey!
Ai, como dói!
Naquele momento, Manuel e Gerd entraram no salão de chá. Gerd ficou
alarmado ao ver a esposa chorando no peito da prima.
- Ursinha, o que aconteceu? – inquiriu ele, correndo ao sofá
onde estavam sua mulher e Felicity.
- Davy! Davy morreu, Gerhard!
- Mas... Mas como?
- Esfaqueado, mas não sei por quê... AAAAH!
- O que há, Louise? – Felicityindagou, ao ver a prima
curvar-se.
- Meu... Meu bebê! Me ajuda, ursinho, por favor!
Gerd carregou a esposa às pressas ao quarto dela e deitou-a na cama.
Foram chamadas criadas para auxiliar Felicity a realizar o parto de sua prima.
- AAAAI! Fefe, dói muito!
- Eu sei, Lulu, mas você precisa ser forte!
- Vamos, ursinha! – Gerd amaciava os joelhos da amada.
Louise
fazia o melhor que podia para empurrar o bebê para fora. Após uma hora, ouviu-se um choro.
- É menino, ursinha! – exclamou Gerd, muito contente.
Felicity colocou o menininho nos braços de sua prima.
- Ele é lindo. – Louise sorriu. – Parece você, ursinho! –
ela olhou com carinho para o marido. – E o nome dele é Thomas. Thomas David
Müller. Já que Davy era David Thomas.
Uma lágrima rolou pelo delicado rosto de Louise, ao
lembrar-se do amigo homenageado. Já havia decidido que ele seria o padrinho de
seu filho, assim como ele a havia escolhido para batizar Joey... O que ofendeu
muito Meg Johnson, a melhor amiga de Amber, mãe do garoto.
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- E foi isso, Emma. Eu sei que não era nenhum segredo para
você que minhas gêmeas são filhas de Davy. Mas por acaso você sabia de todos
esses detalhes do meu relacionamento com ele?
- Bem... Não, Di.
- Agora que você sabe de tudo e pode contar às minhas
filhas... Eu posso partir tranquila.
- Di, não diga isso! Você ainda tem muitos anos para viver!
Dianna então, viu, subitamente, alguém ao lado de seu leito.
Era ele.
- Davy! É você, meu amor? Como senti saudades de você!
- Eu também, Di, minha paixão. – ele sorriu para ela, e
abaixou-se para beijá-la na boca.
- Veio me buscar, Davy?
- Sim, Di! Finalmente poderemos ser felizes juntos!
- Oh, Davy, esperei tanto por isso, meu amado! Mas não sou
mais a jovenzinha de vinte anos que você conheceu... Engordei,
ganhei cabelos brancos...
- Não me importa, Di! Você é linda assim mesmo! Mas no céu
poderá ter a aparência que quiser. Uma jovem de vinte anos, se assim desejar...
Ou eu posso assumir a aparência que eu teria se tivesse chegado aos quarenta!
- Di, com quem está falando?
- Emma notou que a amiga falava sozinha.
- Com Davy, com quem mais, Emma? Você não o está vendo? Ele
está aqui ao meu lado!
- Di, você está delirando pela febre, minha amiga...
- Não, Emma, não estou... Mas eu só tenho um último pedido a
fazer...
- Qual pedido, Di?
- Eu... Quero ser enterrada ao lado do Davy. Por favor, peça
ao Peter para dar um jeito...
Dianna fechou os olhos, abriu um sorriso... E logo...
- NÃO! DI!
Cecilia e Rebecca ouviram o grito desesperado de Emma e correram para
dentro do quarto.
- Emma! A mamãe...? –
Cecilia não ousou terminar a frase.
- Sim, Cece. Sua mãe... – Emma chorava.
As gêmeas
debruçaram-se sobre o corpo da mãe e choraram por longos minutos. Quando
conseguiu recobrar-se, Rebecca ergueu os olhos e disse:
- Ao menos mamãe morreu sorrindo...
- Ela estava delirando com seu pai, meninas. – Emma disse.
- Nosso pai? O falecido conde Jones? - elas indagaram em coro.
- Como sabem disso? Sua mãe disse que vocês não sabiam nada
sobre o pai de vocês...
- Nós ouvimos tudo. – explicou Cece.
- E agora queremos entrar no casarão e reivindicar a parte
da herança que nos cabe, além de tirar satisfações com a condessa por tudo que
ela fez aos nossos pais! Ela merece ser presa! – Becky completou.
- Vocês ficaram loucas? A condessa Amber sabe muito bem quem
são vocês! Ela vai matá-las! – Emma advertiu.
- Vamos nos disfarçar. – Cecilia disse. – Na verdade, mal
nos importamos com a herança... Não é, Becky?
- Sim. O que realmente nos interessa é garantir que aquela
maldita seja presa, para que nunca mais faça suas falcatruas! – Rebecca falou.
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