sexta-feira, 20 de novembro de 2015

I'll Be Back - Capítulo 3 (Grindhouse Mix)

Mais um capítulo de I'll Be Back pra vocês! 



             Dianna entrou em seu carro. Ao ligar a ignição, sua mão tremia, seu coração estava acelerado. “Você tá mesmo ansiosa com essa ménage, não é, Dianna?  Calma... Você vai ter um bom momento com a Lulu e esse tal homem... Ai, como será que ele é? Será alto... Baixo? Loiro... Moreno? “.
              Cerca de meia hora depois, estacionava na frente do prédio onde ficava o apartamento das irmãs Greyhound, onde Louise estava hospedada durante o tempo que passaria em Munique.  Pediu ao porteiro para anunciar sua chegada a Louise. O porteiro telefonou e logo disse a Dianna que podia subir. Ela agradeceu e entrou no elevador.
               Apertou o botão do terceiro andar. Ao chegar lá, foi até o apartamento 15. Antes de tocar a campainha, ouviu risadas no interior do apartamento.  A de Louise... E uma voz masculina. “Engraçado... Parece que eu conheço essa risada... Deve ser só impressão...”. Tocou a campainha. Louise abriu a porta.


- Boa noite, Di! Está linda hoje! – ela deu um selinho na amante.

- Boa noite, Lulu. Também está linda! Não quero parecer assanhada, mas cadê o nosso convidado especial? Estou curiosa...

- Ele também está curioso. Vem. – Louise puxou a parceira para dentro do apartamento, e levou-a até a cozinha. – Ela chegou! – anunciou para o tal homem.

                     
                 A anfitriã saiu da frente... E Dianna pôde ver quem era o convidado.




- Davy! – o coração de Dianna parecia querer sair pela boca.

- Di! – ele abriu um grande sorriso. – Quanto tempo!

- É... Seis meses... – ela murmurou, abaixando a cabeça.

- Por que não responde minhas mensagens? – Davy foi direto.

- Eu... Hã...

- Davy chegou hoje cedo do Glastonbury. – Louise falou.

- Ah é? Eu... Li umas notícias na internet, elogiando muito o show dos Monkees... Devem ter ficado contentes. – Dianna falou, sem jeito.

- Ficamos sim... Mas eu estou mais contente agora! – Davy olhava intensamente para Dianna.

- Lulu, vem aqui comigo um minuto?

- Claro, Di.


              Dianna e Louise entraram no quarto desta última para conversar.



- Por que não me disse que era ele, Louise?

- Você não ficou feliz?

- Ahh... Eu não sei nem o que sentir... Ai, meu coração... –Dianna pousou a mão no peito arfante.

- Toda essa taquicardia significa que ainda o ama muito. – Louise pegou as mãos da amiga e amada, sorrindo.

- Claro que amo, nunca deixei de amar! Você sabe que eu morro por esse homem, Lulu!

- Calma. – a loira de olhos azuis afagou o rosto da de olhos castanhos. – Ele me disse que também está nervoso. Ele ama muito você, Di. Acho que vou ficar sobrando hoje...

- Lulu, eu não vou mentir. Tô com ciúme. De você e dele.

- Eu sei, eu sei. – Louise riu. – Olha, eu amo o Davy... Mas nunca vai ser como o que você sente por ele. Ou o que eu sinto pela Alice. Ele é sua alma gêmea.

- Minha alma gêmea? Louise... As coisas terminaram daquele jeito tão...

- Dá tempo de consertar. Vamos aproveitar que já estamos aqui. Vá se arrumando, e eu vou chamá-lo.

- Chamá-lo? Mas já?

- Sim... Fica calma, amadinha.

- Eu... Vou tentar.

                       

                          Louise saiu, deixando Dianna sozinha. Ela abriu e abaixou sua calça, em seguida, abaixando a peça íntima para verificar algo. Molhada.



- Aaaah... Eu e você... Outra vez, Davy. Como nos bons e velhos tempos.




                           Dianna tirou a calça, e em seguida a blusa. Deitou-se na cama, apenas de lingerie, esperando pelos parceiros. A porta do quarto foi aberta, apenas para fazer um arrepio percorrer sua espinha. Louise entrou primeiro, já lançando um olhar desejoso para os seios fartos de Dianna. Ela reagiu sorrindo, provocante.
                           E então... Ele entrou. Dianna por um momento se esqueceu de que Louise estava no quarto também. Pareciam estar ali somente ela e Davy. Ele olhava para a amada, deitada na cama daquela forma sensual, usando apenas sutiã e calcinha. Estava encantado pela visão. Não fez a menor questão de disfarçar o suspiro. Louise sorria. Seu plano para juntar seus McCuties estava funcionando.


- Di... Quer fazer as honras ao Davy? – ela provocou.



                            Dianna engoliu em seco. De repente, algo que fez tantas vezes no passado parecia algo impossível de ser realizado. Olhou para ele, olhou para Louise, e por fim disse:



- Ok.

                        

                          Levantou-se da cama e ficou de frente para Davy. Seus corpos perigosamente próximos.  Os olhos dele brilhavam. Não conseguiam se olhar diretamente nos olhos.  Ela começou a despi-lo. Dianna desabotoou a camisa de Davy, seus dedos tocando o peito dele. Ela notava que ele fazia um grande esforço para não tocá-la. Ela abaixou a calça dele, evitando ao máximo esbarrar ali embaixo. Não sabia como reagiria se isso acontecesse.
                         Estando só de cueca, Davy sorriu para a ex-namorada, fazendo-a corar até o fundo da alma. Ele indagou:


- Quem te fará as honras, Lulu?

- Os dois. – Louise sorriu com malícia.

                             
                            O ex-casal trocou um olhar. Louise estava parada no meio do quarto, esperando que eles a despissem. Davy ficou encarregado de tirar a camiseta de anime de Louise, Dianna tirou a calça de moletom dela.
                            O trio estava de pé no meio do cômodo, apenas com roupas de baixo.  Davy olhava de Louise para Dianna, demorando-se muito mais na segunda. Dianna olhava para o chão. E Louise sabia que, naquela noite, ela deveria controlar seus arroubos. Teria Davy e Dianna, sim... No entanto, principalmente, eles teriam um ao outro.



- Bem, meus amores... Vamos deitar. – Louise parecia ser uma mestre de cerimônias naquela ménage à trois.


                           Dianna deitou-se em uma das beiradas da cama, porém, ao subir na cama, Louise pediu:


- Chegue um pouco mais para lá, Di.


                           Ela obedeceu... Acabando por ficar no meio de Davy e Louise. “Ai... Acho que vou morrer...”. Louise percebia que ela estava tensa. Puxou a amadinha para perto de si e beijou-a apaixonadamente. Amava aqueles lábios carnudos dela. Dianna acariciava os cabelos de Louise.
                           Dianna abriu o sutiã de Louise, cobrindo os seios dela de beijos, e em seguida lambendo, mordendo e sugando os mamilos. Louise gemia, enquanto abaixava a calcinha de Dianna e introduzia uma das mãos na intimidade dela, quente e úmida.


- Oooh, Lulu...

- Di...


                            Davy assistia à cena em transe. Via sua fantasia se realizar diante de seus olhos.Contemplar as duas belas mulheres fazendo amor estava deixando-o excitado. Mal podia esperar para amá-las... Especialmente aquela que estava embaixo.
                          Dianna e Louise colocaram-se numa posição em que cada uma podia ter acesso à parte íntima da outra. Gemiam mais ainda, e Davy não pôde aguentar:


- Vocês duas... Estão me deixando com um tesão...

- Aguente firme, Davy. – Louise disse.


                            A professora de história nada dizia. Estava concentrada em amar Louise, porém, ao mesmo tempo, estava cheia de expectativa para se entregar a Davy. As duas jovens atingiram juntas o orgasmo, com um grito. Sentaram-se na cama e se beijaram, para finalizar o ato.


- Sua vez, Davy. – disse Louise, ao soltar-se de Dianna.



                         “Não me torture assim, Lulu!”. Davy foi envolvido por Louise em seus braços. Trocaram um beijo mais rápido do que os trocados por ela e Dianna. Davy tirou o sutiã de sua melhor amiga e deu beijinhos encabulados nos seios dela.
                          Ambas as moças notavam que Davy estava contido. Ambas haviam ido para a cama com ele várias vezes, Dianna sobretudo, e sabiam que normalmente ele era muito fogoso. “É por mim que está fazendo isso, Davy?”.
                           Ele acariciava Louise suavemente. Tirou a calcinha de pandas dela. E iniciou as penetrações.


- Oooh, Davy... – Louise acariciou o rosto dele.

- Lulu... – ele deu um selinho nela.



                         “Engula esses ciúmes, Dianna! Engula!”. Ouviu-os quando alcançaram o clímax. E então, eles se beijaram uma última vez para encerrar. “Ai Deus, é agora!”. Davy aproximou-se de Dianna com cautela. Tentou tocá-la no rosto, e ela não recusou. Até mesmo puxou-o para mais perto. Beijou-o com toda a paixão que sentia, seus dedos percorrendo os músculos dos braços dele. Separaram-se para recuperar o ar. 
                           Davy olhava para ela com um sorriso no rosto. Dianna corou, no entanto, não conseguia deixar de sorrir. Seu coração batia com muita força no peito.


- Olhe o que você faz comigo. – ela disse, colocando a mão dele sobre o lado esquerdo de seu peito.

- E você comigo. – Davy, ao dizer isso, fez o mesmo com a mão dela. Dianna sentia o coração do amado pulsando com pressa.


                                 Ela o abraçou mais uma vez. Deitou-se, e ele ficou por cima dela. Dianna suspirou. Esperou tanto por aquele momento!  Afagava os cabelos de Davy, enquanto ele a beijava no pescoço, sugando um pouco ali, até deixar uma marquinha roxa. Um gemido escapou da boca dela.


- Come on, baby, light my fire...  – ela cantou, sussurrante, no ouvido dele.

- Essa música... Costumávamos ouvi-la quando...

- Sim. – ela disse, beijando o peito dele a ponto de deixá-lo marcado também.


                                  Davy rapidamente livrou Dianna do sutiã, passando a apalpar os seios dela, e ela sentia o prazer crescer dentro de si. Ele tirou as mãos dos seios dela,passando a acariciá-la na barriga.  Lambeu as pernas dela, para, em seguida, decidir remover a calcinha da amada com os dentes.

- Meu Deus... Eu vou ficar louca assim...

- É só o começo. – ele sorriu malicioso.


                                Começou a praticar sexo oral nela. Dianna passava as mãos pelos cabelos de Davy, enquanto se deliciava com a sensação.


- Davy... Oooh...

- Di...

- Eu... Quero mais... Quero sentir você... Dentro de mim. Por favor...

- Seu desejo é uma ordem, Di.



                                 Davy ergueu a cabeça, ajeitou-se e as estocadas vieram.


- Amor, amor...  Aaah, eu te amo tanto... – ele sussurrou para ela.

- Eu também te amo tanto... Oooh, meu Deus, Davy!

- Leoazinha... Sentiu saudade? – quis saber ele.

- Todos os dias! Eu não sei viver sem você, leãozinho! Eu sou viciada em você...

- E eu sou viciado em você, Di...


                               O prazer se intensificava a cada segundo, até que Dianna e Davy chegaram ao auge, gritando juntos, em seu êxtase amoroso.  Separaram-se, ofegantes.


- Davy, me promete que não vai mais me deixar? Eu prefiro morrer a ficar sem você! – Dianna estreitou-o nos braços.

- Deixar você? Nem mesmo nos meus maiores devaneios! Dianna Mackenzie, eu posso até ter tido outras mulheres em minha vida, e tenho Peter, que amo muito... Mas ninguém se compara a você! Ninguém! Eu queria nunca mais sair de perto de você... Ficar assim para sempre.

- Davy Jones, você pode ser um maldito superstar sem tempo para mim... Mas você é o homem da minha vida! Minha alma gêmea, como a Lulu disse... Sei que eu sou ciumenta, mas, se eu mesma tenho mais de uma pessoa com quem me deito, você também pode...

- Sempre estarei com você, Di. Sempre, sempre. Prefiro você a qualquer um, mesmo ao Peter.  – ele pegou a mão dela e segurou com firmeza.

- Não abandone o Peter, Davy... Ele te ama muito. Eu sei como ele se sentiria se você o deixasse...

- Não vou deixar o meu amado... Mas quero também ser feliz com a minha amada, você!

- Quero ser feliz com você também... E Erin?

- Eu fiz com ela algumas vezes porque estava fazendo com Peter e ele sugeriu que ela participasse. Ela é atraente, mas... Não sinto com sua prima a mesma excitação que sinto com você, Peter ou Lulu.

- E quanto a mim? – Louise inquiriu.

                      
                                 O casal reconciliado trocou um olhar, e disseram em uníssono:



- Você é nossa amante, Lulu.

- Ora, que honra! – ela sorriu.

- Davy, só mais uma coisa... E quanto a Emma e a mim? – indagou Dianna.

- Micky sabe que vocês se amam e aceita numa boa, não é?

- Claro... Só nunca fizemos, os três juntos, porque... Sinceramente, não sinto nada pelo Micky a não ser amizade. – Dianna riu.

- Ainda bem, porque eu ficaria com ciúme. – Davy riu também.

- Depois eu que sou a ciumenta...

- Você é sim. Mas, como eu dizia, se ele aceita numa boa a relação que você e a Emma têm, não tenho motivo para não aceitar!

- Obrigada, Cuddly Toy.



                       O casal se beijou mais uma vez, tão radiantes de alegria que estavam. Louise estava contente. Havia feito os dois se acertarem. No entanto, ninguém imaginava que aquela felicidade seria ameaçada...


***



                      Alana escrevia mais uma música em seu caderno de composições. Na letra, ela tentava transmitir a dor que estava sentindo. “Mais uma vez eu faço papel de otária...”, ela pensava. “Por que o Nez olharia para uma garota baixinha, feia e gorda como eu, quando existe aquela garota alta, linda e sarada que é a Emma? Ele ignora a minha existência...”.
                  Desde que a English Band passou a viajar com os Monkees, abrindo seus shows, a baixista se viu suspirando pelo guitarrista texano, tão bonito e talentoso. Porém, também logo percebeu a paixão platônica que ele nutria por Emma, a esposa de MickyDolenz. “É inútil... Esqueça isso, Alana...”.
                   Ela viu a porta se abrir. Por ela, entraram seus colegas de banda e melhores amigos, Edward Simons e Harry Daniels.



- Escrevendo, Allie? – indagou Harry.

- Sim...

- Posso ver? – perguntou Edward.

- Pode... – ela deu de ombros.



                          O guitarrista pegou o caderno e leu a letra ali escrita.


- Escrevendo para o babaca do Nesmith de novo, Alana?

                          
                      Alana não respondeu. Quando se apaixonava, desapegar era extremamente difícil para ela. Queria se esquecer de Mike, contudo, ele parecia estar fixo em seus pensamentos.


- Para mim, é difícil esquecer uma paixão, Eddie, você sabe disso.

- É, eu sei, mas...

- Allie, não gostamos de ver você assim. – Harry disse. – Distraia-se com outras coisas... Veja outros homens.

- Eu preciso sair desse ciclo vicioso. Entender de uma vez por todas que o amor não é para mim. Meu destino é acabar sozinha.


               Edward teve vontade de dizer que, se dependesse dele, Alana não acabaria sozinha. Entretanto, sabia muito bem que sua amiga de infância o via como irmão... E apenas isso.


- Querem saber? O Nesmith que se exploda! Ele que fique lá sofrendo por uma mulher casada! Eu não vou ficar me lamuriando por ele! Estamos no século XXI! Eu não preciso de homem nenhum!

- É assim que se fala,Allie! – seus amigos apoiaram.


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