Dianna decidiu chamar a que nasceu primeiro de Cecilia, e a
segunda a nascer, de Rebecca. Jessie inquiriu:
- Senhora, deseja que eu vá chamar o sr.Noone?
A última
coisa que Dianna queria era ser visitada por aquele homem odioso quando ela
finalmente olhava, segurava e beijava os frutos do seu amor por Davy. Porém,
ela precisava manter as aparências, e todos na casa acreditavam que ela estava
grávida de Noone, inclusive ele próprio. Assim, permitiu que a criada chamasse seu
abominável marido.
Noone adentrou o quarto.
- Então me agracia não com uma, mas com duas crianças, minha
amada esposa? – Noone aproximou-se da cama de Dianna e roubou um beijo dela. A
jovem mãe separou seus lábios dos dele o mais rápido que pôde.
- Sim. – respondeu ela, secamente.
- Deixe-me olhar para elas, querida.
Com
certa relutância, Dianna colocou Cecilia nos braços de Noone. “Como eu
esperava”, Noone pensou. “Está escrito na testa dela: Sou filha do Conde Jones”.
Devolveu a pequena à mãe e pegou Rebecca. “Idêntica à outra. E, portanto, também
inegavelmente filha do maldito. Espere só, Dianna... Eu vou pegar você de
jeito. Amber vai ensinar-lhe uma lição”.
***
- Tudo certo, Meg? – indagou Amber, ansiosa, à sua melhor
amiga e cúmplice.
- Tudo. Não se preocupe. Vai sair tudo como nós planejamos. Já
subornei a parteira local. Ela dirá à tola da Felicity que o filho dela nasceu
morto.
- Mas a criança vai chorar!
- Não vai... – Meg sorriu maquiavélica. – Orientei-a a dar
clorofórmio à cozinheirinha ex-nobre. Felicity não vai sentir a menor dor
durante o parto... E muito menos ouvir qualquer coisa que seja!
- Você e sua mente diabólica sempre pensam em tudo, não é, Meg?
Por isso você é a melhor das comparsas!
- Muito obrigada, minha amiga. Como eu dizia, Felicity vai
apagar com o clorofórmio. A parteira colocará uma chupeta na boca do bebê para
que não chore e o acomodará dentro de um cestinho. Assim que Felicity despertar,
dar-lhe-á a triste notícia, lamentará e partirá no mesmo instante.
- No dia seguinte, eu despeço a idiota e aquele marido
alemão dela que mais parece uma muralha.
- Exato. E na noite seguinte ao dia em que você despedir o
casal, você fará sua encenação, enquanto a parteira traz o pequeno para o
casarão, devidamente escondido. Vamos trocar os lençóis da sua cama pelos
ensanguentados que vamos pegar do quarto da Felicity e preparar tudo. Assim que
toda a cena estiver armada...
- Chamamos meu amado maridinho e mostro a ele nosso lindo
filhinho! Desse modo ele não terá como me escapar!
Amber ria, satisfeita e cruel.
***
Duas noites
após Meg comunicar a Amber que todos os detalhes do plano estavam acertados, a parteira
da região foi chamada para realizar o parto de Felicity. Amber e Meg se
colocaram do lado de fora do quarto, ouvindo a cozinheira gritar de dor. Manuel
estava na cozinha com os outros criados, aguardando notícias. De lá, não era
possível ouvir o que acontecia no quarto do cavalariço e da cozinheira. A parteira disse, então:
- Minha jovem, vou lhe dar um pouco de clorofórmio. Você não
sentirá nada. Pode ser até que durma.
Passou-se
mais de meia hora, até que ouviram o choro do bebê. Subitamente, ele
parou. Meg e Amber olharam pelo buraco
da fechadura. Viram a parteira colocando a chupeta na boca da criança e em
seguida deitando-a no cesto, que cobriu com um pano de gaze.
Não
demorou muito, a parteira acordou Felicity. As duas mulheres cruéis ouviram a
velha dizer à moça:
- Lamento, filha, mas seu bebê... Nasceu morto.
- O QUÊ? NÃO! MEU FILHINHO! – ela desatou a chorar de
maneira agoniante.
Apesar
disso, Amber e Meg não se comoveram nem um pouco. A parteira foi pouco afetada,
ou sequer foi, pelo desespero da jovem mulher. A velha mulher desejou boa noite
a Felicity e saiu do quarto. A condessa interpelou-a:
- Deixe-me ver esse bebê, a partir de agora meu filho!
A
parteira tirou o pano de gaze, revelando um lindo menininho, com cabelinho
dourado e olhinhos azuis.
- Ele não puxou Felicity. Seria mais fácil enganar Davy se
esse bebê tivesse cabelos e olhos castanhos. – disse Meg.
- Não será exatamente um problema. – Amber respondeu. – Eu
tenho olhos azuis. E minha mãe era loira, e Davy sabe disso.
- Mas... E se ele se parecer mais com os pais verdadeiros
quando crescer? – Meg insistiu.
- Eu darei um jeito. Entretanto, no momento, esse pequeno
será perfeito para evitar que Davy me deixe. Parteira, você já sabe...
- Daqui a duas noites devo trazer o menino para cá, fingindo
que venho fazer seu parto, condessa.
- Exato. – Amber sorria.
Na manhã
seguinte, quando todos ainda estavam adormecidos, inclusive Felicity, que havia
demorado horas para conseguir pegar no sono após receber a falsa notícia de que
seu bebê não havia sobrevivido ao parto, Amber irrompeu no quarto do casal
Neuer.
- Acordem, os dois! – ela gritou.
- Sra. condessa, o que quer tão cedo? – Manuel quis saber,
irritado.
- Olhe como fala comigo, seu cavalariço insolente! Você e a
sua mulher estão despedidos, ouviram? Despedidos!
- Mas, senhora... – Felicity tentou falar.
- Não ouse me contestar! Você vive perdendo a mão nos seus
pratos, Felicity! E você, Manuel, não sabe cuidar dos cavalos corretamente!
Minha égua vive desgrenhada!
- Condessa Jones, a senhora está mentindo! – Felicity
exclamou, com raiva.
- E ainda tem a audácia de me acusar de mentirosa?
Lembre-se, Felicity, que a sua vida de patroa acabou assim que você resolveu se
casar com esse daí! – ela olhava com desprezo para o casal. – O que estão
esperando? Levantem-se! Vistam-se! Arrumem suas coisas e vão embora daqui, o
mais rápido possível!
Felicity e Manuel ergueram-se e seguiram as ordens de Amber,
olhando para ela com uma mistura de incredulidade e indignação. Foram colocados
para fora por ela própria.
- Eu não consigo acreditar, Manu, não consigo! – Felicity
vertia lágrimas de raiva. – Primeiro, nosso bebê natimorto, e agora isso! O
conde...
- O conde é muito bom, fraülein, mas ele não vai conseguir
mudar a opinião da megera da mulher dele! Não sei por que ele não pede divórcio...
- Porque a bruxa maldita está esperando um filho dele. Ao
menos diz que é dele...
***
Davy estava furioso por Amber ter despedido dois criados sem
o consentimento dele. No entanto, desistiu de discutir com ela após dois
minutos. Ela tirava tanto o conde do sério que ele julgou melhor não perder seu
tempo. Mesmo assim, daria um jeito de localizar Felicity e Manuel e os
auxiliaria, nem que fosse com uma carta de recomendação para que trabalhassem
na casa de algum outro nobre.
À noite, Davy ouviu, de seu gabinete, gritos escandalosos. Saiu do
gabinete e seguiu o barulho. Chegou ao quarto de Amber. Ela disse, ao vê-lo:
- É o nosso filho que está nascendo, maridinho!
- Bem, e você já chamou a parteira? Ou alguma das criadas
vai lhe ajudar? – ele perguntou.
- Ela já vem, conde. – disse Meg.
- Pois bem. Estarei
em meu gabinete. Avisem-me quando a criança tiver nascido.
Ele voltou ao
gabinete. Tirou os livros, papéis, pena e tinteiro de cima da mesa, apoiou os
braços no tampo e abaixou a cabeça. Chorava, em desespero.
- Dianna! Por que não pode ser você a minha esposa? A mãe do
meu filho? Ah, meu amor... Eu quero muito amar essa criança, afinal é o meu
filho! Mas com essa mãe tão odiosa...
Davy chorou desesperadamente durante quase uma hora, ouvindo
os gritos de Amber. Até que ele ouviu alguém adentrar o quarto. Era Meg.
- Por que chora, conde Jones? Alegre-se! Seu filho acaba de
nascer! É um menino bonito e forte, digno de ser um futuro conde!
Ele seguiu a amiga de sua esposa até o quarto dela. Amber estava deitada
na cama, em meio aos lençóis ensanguentados, segurando um bebê. Davy
aproximou-se, hesitante.
- Veja, Davy, o filho lindo que te dei!
O jovem conde olhou para o menino nos braços de Amber. Não
sabia por quê, contudo, estava um pouco desconfiado. Ela colocou o garoto nos
braços do marido. Ao olhar atentamente para ele, Davy ficou um pouco espantado.
O menino não se parecia em nada nem com ele nem com Amber.
Não disse nada para não comprometer a honra de Amber, insinuando que o
pequeno se parecia com um possível amante dela. Não se incomodava se ela o
traísse, o que o incomodava era ela querer impor a ele que amasse aquele
menino, filho, para todos os efeitos, dele, mas também... Dela, o que
dificultava que Davy criasse afeição pelo menino.
“Você não tem culpa de nada, meu menino... Mas por que sua mãe tem que
ser essa mulher que aprendi tão facilmente a detestar?”
- O nome dele é Joseph. – Amber disse. – O futuro conde
Joseph Jones. Fruto do nosso amor.
“Fruto dessas convenções infernais. Pobre criança”.
***
Passaram-se quatro meses. Davy continuava a detestar sua
mulher, porém, aprendeu a amar o pequeno Joey. Mesmo que não se parecesse em
nada com ele, puxando apenas os olhos azuis de Amber e o cabelo loiro da mãe
dela. Era seu filho, afinal. Deveria amá-lo, dar um pouco de carinho ao menino,
coisa que a mãe não fazia. Ela não o amamentava, Joey tinha uma ama de leite.
Ela não brincava com ele. O pequeno dependia da babá e do pai.
Ele decidiu cobrar da esposa que desse atenção ao bebê.
- Amber, você fez tanto alarde quando estava grávida! Não
parava de falar “nosso bebê”, “nosso filhinho”, e agora você mal se importa com
Joey! Quem ficou o tempo todo indo atrás da babá, para saber como ele estava,
quando ele teve febre, devido à dor de ouvido? Eu! Você dormia tranquila, não
demonstrava um mínimo de preocupação! Você pode ter parido este menino, mas eu
sinto como se Joey fosse filho meu, apenas!
- Não seja tão injusto, Davy... Eu amo o nosso filho! –
Amber derramava lágrimas falsas.
- Não vejo isso!
O jovem conde saiu do quarto da mulher e foi para o quarto do bebê, ver
como ele estava. Entrou, sorriu para a babá e pegou Joey no colo.
- Meu menino. – ele sorriu para o bebê. “Loirinho assim,
poderia ser filho da Di... Onde estará ela? Será que está bem? Será que pensa
em mim?”.
***
Dianna pensava em Davy todos os dias, ainda mais quando
cuidava de suas filhas. Confiava nas criadas, porém, gostava de tomar conta
delas ela própria. Numa tarde, Dianna brincava com as pequenas, quando a criada
Jessie adentrou o quarto.
- Senhora... Há algo que precisa ver.
- O quê?
Jessie guiou Dianna para fora do quarto, ela carregando as gêmeas no
colo, da melhor forma que podia. A moça viu, então, algo que mais que a magoar,
a chocou. Seu marido, Noone, beijava uma das criadas, Molly.
- Noone! – ela gritou.
- Dianna! Não é o que você...
- Eu sei muito bem o que vi!
Dianna voltou para o quarto com suas gêmeas. Noone foi atrás
dela.
- Meu amor... – Noone pegou o braço dela.
- Me solta!
- Querida, me escute...
- Cala a boca, Noone, cala a boca! Eu não amo você, não amo!
Pouco me importa se você me trai! O problema é você ficar aí, dizendo que me
ama, que me adora, quando na verdade tem uma amante! Coitada da criada... Mal
sabe quem é o verme desprezível que a seduz...
- Se não me ama, por que casou-se comigo?
A
jovem mulher pensava no que dizer, quando Noone se adiantou:
- Eu vou te dizer o que te levou a se casar comigo!
Precisava de um pai para suas bastardinhas!
- O quê? Noone, Cecilia e Rebecca, infelizmente, são suas
filhas!
- Acha que me engana? Eu li suas cartas! – então, ele afinou
a voz: - Oh, estou com saudade do meu conde anão! Ai, como eu o amo! Amo tanto
que fui para a cama com ele e agora estou esperando um bastardinho, que vou
dizer ao tonto do meu marido que é filho dele!
- CALA ESSA SUA BOCA ENORME! Você quer que eu confesse?
Então eu confesso! Cecilia e Rebecca são filhas de Davy sim! Ainda bem! Elas
têm um pai digno, honrado, diferente de você!
- Há mais uma pessoa que precisa saber disso. – Noone deu um
sorriso maléfico.
Antes que
Dianna pudesse dizer qualquer coisa, ele a arrastou pelo braço para fora da
casa, o que fez a moça segurar suas filhas mais firmemente contra o peito. Ela
tentou resistir, contudo, Noone jogou-a dentro da carruagem. Ele entrou e
mandou o cocheiro levá-los ao casarão. A casa de Davy. “Ai meu Deus!”.
Logo, Noone
saltou para fora da carruagem, puxou Dianna para fora pelo braço e assomou para
dentro do casarão. Disse ao mordomo que queria ver sua patroa. Dianna sentiu o
temor tomar conta de seu coração.
- O que você quer, Noone? – Amber indagou, com impaciência.
Então ela notou Dianna ali. – E por que trouxe sua... Adorável esposa?
- Porque... Veja o que ela tem com ela!
Amber viu Cecilia e Rebecca nos braços de Dianna, e, ao
notar os grandes olhos castanhos das pequenas, gritou:
- Maldição! Essas bebês têm os olhos do meu marido! Estava
certo, Noone! Eu vou matar você e as suas filhas, Dianna Mackenzie! MALDITA!
Desde que chegou aqui para ser preceptora do pirralho, se jogou para cima de
Davy! Por sua culpa ele me detesta! E ainda por cima teve a ousadia de se
deitar com ele! O resultado está nos seus braços!
- CALA A BOCA! – Dianna gritou de volta. – Davy odiava você
muito antes de eu chegar! Eu me apaixonei por ele sim, e ele por mim! Mas quem
manda no coração? NINGUÉM! Nós consumamos o nosso amor, e ele rendeu frutos!
- Que ódio! – Amber rosnou. – Vou acabar com vocês três! –
tirou uma faca de uma bainha presa à sua perna.
Dianna receou mais por suas filhas do que por ela própria.
Apertou mais as gêmeas contra o peito, em um gesto de proteção.
- NÃO! Por favor, não! Me mate, se quiser, mas poupe as
minhas filhinhas! Elas são só crianças inocentes! – não gostava disso, porém, a
mãe implorou à sua detestável rival pela vida de suas filhas, ajoelhando-se
diante de Amber.
A condessa
mantinha-se impassível, apontando a faca para Dianna, com ódio no olhar.
- Amber, por favor, você é mãe também! Não morreria por seu
filho? Minhas meninas... Apesar de tudo, elas são irmãs do seu filho!
- CALADA! Meu filho é legítimo, e tem sangue nobre dos dois
lados da família! Suas fedelhas são duas bastardinhas com sangue de uma
plebeia!
Dianna não pôde mais se conter.
- SAIBA QUE EU NASCI EM FAMÍLIA NOBRE! MAS PERDI TUDO! TUDO!
NÃO LAMENTO REALMENTE TER PERDIDO MINHA FORTUNA! LAMENTO SIM TER PERDIDO MEU
PAI, MINHA MÃE, MEU IRMÃO... E O PIOR, O HOMEM QUE EU AMO! FOI O ÚNICO MOMENTO
EM QUE SENTI FALTA DE MINHA ANTIGA FORTUNA! SE EU AINDA A TIVESSE, PODERIA TER
ME CASADO COM DAVY E NÃO ESTARIA AQUI, ME HUMILHANDO DIANTE DE VOCÊ, SUPLICANDO
POR CLEMÊNCIA, PARA QUE NÃO ERGA A FACA CONTRA MINHAS FILHAS, TUDO O QUE ME
RESTA!
De súbito, alguém entrou no quarto, e jogou-se diante de
Dianna, dando as costas para Amber e Noone. Dianna olhou para quem tentava
defendê-la.
- Davy! – ela sorria.
- Di. – ele afagava o rosto dela. – O que faz aqui? Por
que... Por que Amber está apontando-lhe essa faca? Embora eu possa imaginar...
- Davy, afaste-se dessa ex-preceptorazinha maldita!
- Me obrigue,Amber! – Davy desafiou a esposa. Voltou-se
novamente para a amada. – E... Essas bebês, Dianna?
- Nossas filhas. Nossas gêmeas. – Dianna estava com os olhos
marejados. – Cecilia... – ela mostrou a bebê que segurava com o braço esquerdo.
– E Rebecca. – mostrou a que segurava com o braço direito.
Davy não podia acreditar em tamanha felicidade. Reencontrava
a mulher que amava, e ela carregava nos braços duas filhas, as filhas que Davy
tanto desejou que Dianna lhe desse.
- Di. Eu não posso crer na benção que estou recebendo! – ele
beijou a amada intensamente. – Minhas filhas... Minhas meninas, tão lindas
quanto a mãe! – Davy beijou o topo das cabeças das bebês.
- Vai mesmo tratar essas bastardinhas com o amor com que
trata Joey, Davy? – Amber indignou-se.
- Calada, Amber! – Davy esbravejou. – Elas são minhas filhas
também! E eu as amo ainda mais do que amo Joey, porque amo a mãe delas! E você
sabe melhor do que ninguém que te detesto!
Amber estava preparada para esfaquear os quatro: pai, mãe e
filhas. Todavia, Noone foi mais rápido. Arrancou a faca da mão de Amber e
golpeou Davy, que gritou de dor.
- Eu prefiro ver Dianna morta a ouvir outro homem dizer que
a ama! – Noone bradou, como louco.
- NÃO! DAVY! – Dianna gritou.
O jovem
conde, que estava ajoelhado, acabou por prostrar-se no chão, diante da amada,
agarrando a região ferida.
- Ao menos eu posso morrer... Olhando para você e as nossas
filhas, Di.
- Não! Não diga isso, pelo amor de Deus, Davy! Você vai
ficar bom! Nós quatro vamos embora para bem longe daqui! Podemos até levar
Joey, se você quiser...
- Di... Eu te amo como no primeiro dia. Amo Cecilia e
Rebecca. Não se esqueça disso jamais. E diga às nossas filhas quando crescerem
que o papai as amava muito, muito mesmo...
E
expirou.
- NÃO! NÃO! – Dianna gritou. Seu choro escorreu por seu
rosto, pingando nas cabecinhas das bebês. – DAVY! NÃO ME DEIXE! NÃO ME DEIXE,
POR FAVOR, MEU AMOR!
- NOONE! MALDITO! MATOU MEU MARIDO! – Amber gritava,
possessa.
Enquanto Noone tentava se defender da fúria de Amber, Dianna
correu para fora do casarão, carregando suas bebês. Viu-se diante do coche de
Noone. Perguntou ao cocheiro:
- Perkins, você é fiel a mim ou ao seu patrão?
- À senhora! O sr. Noone é um homem asqueroso, enquanto você
é uma criaturinha bela e gentil, sra. Noone!
- Nunca mais me chame de sra. Noone, Perkins! Hoje, eu volto
a ser a srta. Mackenzie! Leve minhas filhas e eu para bem longe daqui, para um
lugar onde meu outrora marido nunca me encontre!
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