sábado, 3 de janeiro de 2015

Oneshot: Propinquity (Série What If)

Boa tarde! Temos What If com Dianna Mackenzie e Peter Tork! Nós sabemos que na Grindhouse oficial Davy Jones jamais terminaria com Dianna, mas foi o que aconteceu nessa What If. 










        Dianna Mackenzie não conseguia dormir. A todo instante vinha à sua mente o momento em que se separara para sempre de Davy Jones.  Aquele havia sido o momento mais doloroso de seus vinte e dois anos de vida.
        A perspectiva de uma turnê dos Monkees pelo Japão não a agradava nem um pouquinho. Sabia muito bem que a ex-namorada de Davy morava lá. E, do momento em que ele embarcou para o arquipélago até o momento em que ele pisou novamente em solo norte-americano, a jovem temeu por um possível reencontro do ex-casal.
           Os temores dela foram justificados. Nami foi atrás de Davy nos bastidores de um show dos Monkees. E ele não se controlou. Mike, Micky e Peter ficaram chocados com a recaída do amigo, que ligou para Dianna no dia seguinte ao retorno da banda aos Estados Unidos, terminando com ela.  A princípio, Dianna pensou que ele estava fazendo uma brincadeira.  De mau gosto, é verdade, mas apenas uma brincadeira. Porém, ela ligou para Mike perguntando se aquilo era verdade. E o líder dos Monkees não pôde mentir.
            Daquele momento em diante, Dianna passou a odiar Davy com a mesma intensidade que o amava. Ela não teve ânimo para mais nada. Emma, Erin e Alice fizeram de tudo para fazê-la recuperar a auto-estima, contudo, em vão. Para Dianna, sem seu Cuddly Toy parecia não ter mais sentido continuar vivendo.

- Essa não é a Dianna Mackenzie que eu conheço! – disse Emma. – Onde está aquela garota sempre sorridente e animada?
- Davy pegou meu amor, meu sorriso e meu ânimo e jogou no lixo. – disse Dianna, com o rosto enterrado no travesseiro.
- Esqueça o Davy! – exclamou Alice. – Ele e o Nesmith são farinha do mesmo saco! Dois canalhas!
- Ele é um macaco ordinário, mas eu o amo tanto...  – Dianna chorava profusamente.
- Ele não merece suas lágrimas! – Erin disse, veementemente. – Ele merece ser apagado da sua mente para sempre!
- Eu não consigo, Erin. Eu o amei desde a primeira vez que o vi, e ele... Ele dizia que também se apaixonou por mim à primeira vista! Ai, Davy! – e Dianna continuou chorando como uma condenada.

                       As amigas e a prima de Dianna trocaram olhares.  Cada uma delas entendia perfeitamente como Dianna se sentia. Emma havia se apaixonado por Micky Dolenz, que, na época, estava noivo. Porém, desde que ele fora abandonado no altar, Emma finalmente tinha o Monkee maluquinho em suas mãos. Erin havia terminado com um ex-colega de faculdade, Joshua Jennings, de uma maneira que havia trazido muito sofrimento para ela. E Alice havia sido traída por Mike Nesmith.
                      As três sabiam que o único remédio que poderia curar a dor de Dianna era o tempo... E um novo amor. No entanto, sabiam também que o “novo amor” não seria tão fácil de conseguir. Dianna era louca por Davy. Passaram-se três semanas, com Dianna mal saindo do quarto e comendo pouquíssimo. Sempre que alguém ia ao seu quarto, encontrava-a chorando, ou ouvindo músicas dos Everly Brothers e das Supremes, ou fazendo ambas as coisas. As músicas que mais ouvia eram Bye Bye Love e Crying In The Rain, dos Everly, e You Keep Me Hangin’ On, das Supremes.
                    Certo dia, ouviu-se uma batida na porta da tia Lucy. Erin atendeu:

- Peter! – Erin viu o baixista dos Monkees carregando um cesto de margaridas.
- Oi, Erin.  Sua prima está?
- Bem, está.  Graças ao Davy ela não sai mais de casa.
- Até hoje Mike, Micky e eu não entendemos o que deu nele.  Até rever  Nami, Davy só falava e pensava em Dianna.
- Acho que nunca vamos saber. Mas entre, Peter, vou avisar Dianna que está aqui.

                     Erin subiu as escadas e bateu à porta do quarto de Dianna.

- Entre. – disse Dianna.
- Di, Peter está lá embaixo. Quer falar com você.
- Mande-o subir, Erin. Não tenho forças para descer.

                           A prima de Dianna fez como pedido. Peter, com seu cesto de margaridas, subiu até o quarto de Dianna.

- Olá, Dianna. – disse ele. – Como está se sentindo?
- Horrível. – disse Dianna, erguendo o rosto do travesseiro para olhar para Peter.
- Não se sinta assim.  – disse ele, pegando uma margarida do cesto e a colocando no cabelo de Dianna. – O único culpado é o Davy. Olha, eu não sei se isso ajuda, mas antes de ver a Nami, ele não parava de falar em você um só minuto.

                           Em lugar de ajudar, aquilo deixou o coração de Dianna ainda mais dolorido. Peter percebeu.

- Desculpe. Eu... Dianna, eu nem sei o que fazer para te ajudar.
- Você não fez por mal. Mas... Pode me dar um abraço, Peter?

                          Peter arregalou os olhos. Ele tinha entendido bem? Ela, Dianna Mackenzie, a garota que ele tanto amava, pedindo a ele que a abraçasse?

- A-abraçar você?
- Sim. – confirmou Dianna. – Por favor.

                          Evidentemente, Peter não podia recusar. Ele subiu na cama de Dianna e a apertou em seus braços. As lágrimas dela empaparam sua camisa hippie, mas ele não se importou. Estava preocupado apenas em ajudá-la a recuperar seu sorriso. Peter amava aquele sorriso.

- Dianna...
- Sim?
- Eu preciso confessar algo.
- Confessar? – ela olhou para ele com surpresa.
- Sim. Dianna, eu... Eu... – ele não tirava seus olhos dos olhos chorosos dela. Não sabia por onde começar.
- Sim, Peter?
- Bem, há um motivo para trazer esse cesto de margaridas.
- E qual seria?
- Dianna, mesmo que você não tivesse terminado com Davy, eu acabaria dando esse cesto a você de uma maneira ou de outra.
- Como assim, Peter? – Dianna achava que estava entendendo aonde ele queria chegar.
- Dianna... – ele pegou e beijou a mão dela. – Eu amo você.

              A garota olhava para Peter, muito surpresa.

- Peter...
- É a mais pura verdade. Não há um pingo de mentira nisso. Mas sabe, eu acho que Davy também não mentia quando dizia que te amava.
- Eu também acho que não, Peter, e é isso o que mais irrita quando penso no que ele fez. Mas isso não importa agora. Quero só... Ficar em paz.
- Mas... Você pode ficar em paz acompanhada de alguém, não pode?

                  Dianna sorriu para Peter.

- Sim. Eu posso.
                      

                     Ele a abraçou novamente. Dianna deixou-se ficar ali, nos braços de Peter, sentindo-se tranquila e protegida.  “Talvez você não seja uma má companhia, Peter Tork, mesmo sendo um Monkee”, ela pensou.

- Peter?
- Sim?
- Obrigada. Pelas margaridas, pelo abraço... E principalmente por ter vindo aqui. – ela deu um beijo no rosto dele. Peter ruborizou-se, e Dianna sorriu. Ele era muito fofo às vezes.
- Disponha.  – Peter se perguntava se poderia, finalmente, conquistar Dianna. E algo em seu íntimo dizia-lhe que sim.


                    

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