Janeiro de 1968
Dianna, Emma e Erin estavam indo ao estúdio em que os Monkees estavam
gravando seu novo álbum. As primas Dianna e Erin já estavam com Davy e Peter
havia um certo tempo. Já Emma havia
recentemente assumido seu namoro com Mike e era claro que ela estava feliz como
nunca antes.
Para ela, Micky Dolenz havia sido uma paixão fulminante, porém
passageira. Agora Micky estava casado com Suzy e o casal estava à espera de um
bebê. Graham Nash e Rosie Donovan, amiga
de infância de Suzy, seriam os padrinhos da criança.
Desde que o amigo anunciou que seria pai, Davy também estava ansioso
para que Dianna lhe desse um filho. A jovem professora de história disse ao
namorado que ele teria que esperar.
Enfim as três chegaram. Cada uma foi direto para os braços do “seu
Monkee”. Dianna sorria ao ver Peter e Erin juntos. Sem a intervenção dela,
provavelmente os pombinhos jamais teriam ficado juntos. Davy, então, pediu a
ela que fosse com ele até um terraço.
- Di, eu... Eu acho que nunca disse isso a você, mas... Eu
me apaixonei por você à primeira vista. Quando você entrou naquele estúdio de
gravação, e eu a vi, senti-me como se... Como se eu a conhecesse há anos... Há
séculos, para falar a verdade. E num primeiro momento me senti indigno de você.
Mas algo me dizia que eu deveria tentar. E eu tentei. Conquistei você. Peter e
Amber nos separaram. Mas isso não diminuiu meu amor. Pelo contrário, eu comecei
a amá-la ainda mais. Eu recuperei você. E agora eu pergunto... – ele se ajoelhou, com uma caixinha de veludo
na mão. – Dianna Sophie Mackenzie, você aceita ser minha? Para sempre? – ele
abriu a caixinha, revelando uma delicada aliança de noivado.
Dianna começou a chorar de emoção.
- E você precisa que eu responda, Cuddly Toy? – ela o
abraçou e o encheu de pequenos beijos.
- Acho que isso quer dizer “sim”. – ele sorriu.
- Você acha? – ela riu, beijando-o mais uma vez.
E logo eles se viram rodeados pelos outros Monkees e pelas amigas de
Dianna, que batiam vigorosas palmas.
- Peter, tenho uma proposta.
– disse Davy.
- Fale, Davy.
- Aceita ser meu padrinho?
- Acho que tenho que aceitar. – Peter sorriu.
* * *
Passaram-se meses. Chegou o dia tão aguardado, 26 de setembro de 1968.
Dianna observava-se no espelho, em seu vestido de noiva, cercada pela mãe, por
Emma, por Alice (que iria ao casamento acompanhada por seu novo namorado, o
cantor Donovan) e por Erin.
- É hoje, é hoje. –
ela murmurava, com um grande sorriso em seus lábios. – Hoje é o dia em que irei
me tornar sra. Jones!
- Estou tão feliz por você, filhinha! – a sra. Mackenzie
tinha lágrimas nos olhos.
- Não, mamãe! Guarde as lágrimas para mais tarde!
Finalmente veio a noite. Dianna quase não controlou as lágrimas quando
ouviu as primeiras notas da marcha nupcial e entrou na igreja de braços dados
com o pai. O velho diplomata sorriu amistosamente para Davy ao entregar Dianna
a ele. Davy olhou brevemente para Giles, mas o irmão de sua noiva não parecia
estar disposto a atrapalhar a cerimônia. O padre disse, quando os noivos se ajoelharam:
- Estamos aqui reunidos para celebrar a união em sagrado matrimônio
entre David Thomas Jones e Dianna Sophie Mackenzie. Sr. David Thomas Jones, aceita a srta. Dianna
Sophie Mackenzie como sua legítima esposa, para amá-la e honrá-la, na alegria e
na tristeza, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza, até que a morte os
separe?
- Aceito. – Davy sorriu para Dianna.
- Srta. Dianna Sophie Mackenzie, aceita o sr. David Thomas
Jones como seu legítimo esposo, para amá-lo e honrá-lo, na alegria e na
tristeza, na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza, até que a morte os
separe?
- Aceito. – os olhos de Dianna brilhavam de felicidade.
- Se houver alguém aqui que seja contra este casamento, que
fale agora ou cale-se para sempre! – exclamou o padre.
Instintivamente, Dianna e Davy olharam para Peter. Ele sorriu, e negou
com a cabeça, segurando a mão de Erin. O padre disse:
- Então eu os declaro marido e mulher. Sr. Jones, pode beijar sua noiva.
Davy estava prestes a beijar Dianna, entretanto, ela foi mais rápida.
* * *
Mais tarde, após a festa...
- Está linda esta noite... Sra. Jones. – Davy sorriu para a
esposa. Seu olhar era desejoso.
- Obrigada, Cuddly Toy. – ela sorriu, aproximou-se e beijou
o pescoço dele. Ele a envolveu em seus braços.
- Está pronta para consumar nossa união, Dianna? – ele
sussurrou em seu ouvido.
- Sim! Sim, Davy!
O casal se encaminhou para a cama.
Despiam-se rapidamente, trocando doces beijos, como em todas as suas noites de
amor, que tinham a fama, entre os amigos do casal, de “agitadas”.
- Davy, Davy... Meu Cuddly Toy, meu marido. – ela suspirava,
enquanto ele cobria seu corpo inteiro de beijos. – Meu, só meu.
- Di, Di, minha amada esposa, minha, só minha. – ele dizia, entre os beijos.
Em meio aos beijos, às carícias, aos abraços e aos movimentos prazerosos
e amorosos, o Monkee e a professorinha deram início a uma perfeita vida de
casados, que duraria até o terrível dia, em 2012, em que a morte os separou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário