sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Oneshot: Suspicious Minds (Grindhouse Oficial - Side Story)

Boa noite! Vou postar mais uma oneshot com cena excluída de Sunny Girlfriend! Essas cenas excluídas, a partir de agora, chamam-se Peter, Dianna, Davy e a turnê de 66. Além da oneshot que vou postar agora, fazem parte dessa série Romeo and Juliet e One Night. Pode ser que venham mais no futuro. Bom, sem mais delongas, boa leitura! 









             Não... Aquilo não podia estar acontecendo, não podia. Meu Cuddly Toy beijando uma fãzinha qualquer.


- Davy!

               Ele se soltou da garota, os olhos arregalados.


- Di! Não é o que você...

- Como não? – rosnei.

- Davy, volte aqui! – a garota falou. – Eu amo você!

- Não! Escuta aqui, sua vaquinha, ele é meu, meu, M-E-U! – eu vociferei, colocando o dedo na cara da garota! – Chispa!

                     A menina foi embora, assustada. Davy olhava surpreso para mim. Ele nunca tinha me visto agir daquele jeito.


- E quanto a você... – eu o fuzilava com o olhar. – Eu pensava que você ainda me fosse fiel!

- E sou! Ela me agarrou!

- Você poderia me trair com... Sei lá, com qualquer uma! Mas com uma fãzinha que tem a audácia de dizer que ama você? Ela pode achar que o que ela sente é amor... Mas ninguém te ama como EU! E você NUNCA encontrará alguém que te ame como eu, Davy Jones!

- Di, quer se acalmar? Eu não faço ideia de onde veio essa maluca! Ela simplesmente veio, me agarrou e me beijou!

- Você estava gostando!

- É claro que não!

                           Eu não queria ouvir mais nada. Voltei para o quarto de Peter. Ele não estava lá. Deitei na cama, agarrei um travesseiro e chorei. De raiva, de tristeza. Eu sabia que não podia chorar daquele jeito. Peter iria aparecer a qualquer momento, e ficaria desconfiado. Contudo, eu não dava a mínima. Ele sabia melhor do que ninguém que eu só estava com ele porque não queria vê-lo magoado.
                         Ouvi a porta abrir.

- Dianna! O que aconteceu? Por que está chorando?

                             Eu resolvi ser franca.


- Peguei o Davy beijando uma fã, Peter.

- Ele beijando a fã ou ela o beijando?

- Sei lá! Dá no mesmo! Que ódio, que ódio!

- Bem, já que ele não foi fiel... Vai se entregar para mim? Finalmente?

- Não! Nada vai mudar o que sinto por Davy!

- Pense bem, Dianna... Ele dorme aqui ao lado. Não acha que nos ouvir o encheria de remorso?

- Peter! Eu não faria isso!

- Não mesmo?

- Não! Jamais! Seria cruel!

- Pois eu acho que você está louca para dar o troco!

                                    Antes que eu pudesse responder, Peter me deu um beijo quente. Ao mesmo tempo, ele apertava meu seio. Normalmente, eu ficaria furiosa e mandaria Peter tirar a mão dali... Porém, eu estava sentindo prazer.


- Peter... Ah... Não me faça... Trair o Davy...

- Ele não merece sua preocupação! Eu amo você de verdade, Dianna, ele não! – Peter já tirava a calça.

- Eu não quero, Peter! Não quero!

- Seja minha, Dianna, por favor! – ele se ajoelhou diante de mim, só de cueca.

- Vista a calça, Peter! Pode esquecer, eu não vou fazer amor com você! Simplesmente porque.... Não sinto amor!

- Você não separa amor de sexo, certo?

- Não!

- Bem, eu não posso te forçar a nada. Mas tenho uma ideia.

- Qual?

- Vamos nos beijar na frente dele! Mas não esses selinhos que você me dá... Um beijo bem dado... De cinema, como dizem.

- Hum... Sabe que não é má ideia? – falei.

- Sabia que você toparia.

                      Peter e eu, mais tarde, descemos para encontrar os outros no lobby do hotel. Estávamos de mãos dadas. Davy viu, e devo dizer que adorei perceber a raiva e o ciúme nos olhos dele. Sentamo-nos em sofás ali perto. Deitei a cabeça no ombro de Peter e comecei a afagar o cabelo dele. Ah, como Davy ficou mordido!
                     Então Peter e eu nos preparamos para o grand finale. Ele me pegou no colo, acariciou meus cabelos... E me deu um beijo, um beijo tão ardente, tão gostoso... Peter sussurrou no meu ouvido:

- Ele se mandou.

                       Soltei-me de Peter. Eu não sabia se estava satisfeita com o que tinha acabado de fazer. Eu admito, sou muito ciumenta. Sei como é horrível sentir isso.


- O que acabou de acontecer aqui? – Nez e Micky estavam chocados.

- Era meu “plano infalível” para deixar Davy enciumado, depois do que eu vi hoje.

- A fã o beijando? Ela me lascou um beijaço também! – Nez disse.

                      
                        Depois dessa me senti muito mal.


- O... O quê? Eu sou uma idiota! – desci do colo de Peter.

- Dianna, volte aqui!

- Desculpe, Peter, agora não dá!

                            Corri para alcançar o Cuddly Toy.

                                                                  ***
(Davy’s POV)


                            Como eu estava me mordendo de ciúmes! Como eu queria pegar Peter e dar uma chave de braço nele, além de tirar Di do colo dele e levá-la para o meu quarto, onde eu mostraria a ela o que é um beijo de verdade! E, quem sabe, algo mais...
                            Então caí na real. Como pude me deixar enganar? Eu mesmo já havia feito aquilo várias vezes com minha melhor amiga, Louise. Sempre que ela estava com ciúme de algum paquera era a mesma coisa...
                              Me parecia que o namoro de Dianna com Peter estava caminhando para a amizade, e, se eu conhecia Peter, ele estava odiando isso, por um lado, e adorando por outro. E para mim... Era ótimo.


- Cuddly Toy! – ouvi Di me chamar.

- Di?

- Eu confesso, aquilo era uma armação... Para deixar você com ciúme. Curiosamente, foi sugestão do Peter.

- Ele gostou disso bem mais do que você. Eu... Notei que era uma cena. Não de primeira, mas notei.

- Nez contou que a menina o beijou também... Me perdoa por tudo o que fiz hoje...

- Agora vejo o que uma Dianna Mackenzie com ciúme é capaz de fazer... Quase matar a menina, armar uma cena...

- Isso é para você aprender a não me dar motivos para ter ciúme, Davy! Eu fiz tudo isso porque... Te amo. Te amo demais, Cuddly Toy. – Di me abraçou fortemente. – Me perdoa...

- Perdoo sim. – eu a abracei também. – Te amo também. Muito. Vai voltar para mim logo?

- Vou voltar. Só não sei quando. Peter e eu estamos ficando amigos... No entanto, creio que ele ainda não quer aceitar a realidade.

- Ele precisa encarar a realidade.

- Precisa sim. Mas não podemos acelerar o processo. Bem... Estou cansada. Vou para a cama.

- Boa noite. – eu beijei a testa dela.

- Boa noite. – ela me deu um beijo intenso.

                     Eu a observei até entrar no quarto. Suspirei. Só me restava esperar Peter aceitar que Di e ele eram só amigos.


                      

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Oneshot: Enchanted (What If - Modern Vampires Of The City) - Parte XI

Boa noite! Quem estava com saudade de Enchanted? Boa leitura!




                   Desde que havia sido atacado por Oliver Kahn e Nadine Angerer no bosque até chegar à Ilha das Mandrágoras, Davy lutou bravamente contra os dois inimigos. Porém, o casal de vampiros robustos conseguiu, com muito custo, dominar o vampirinho ágil e esperto e amarrá-lo com cordas fortes, em seguida amordaçando-o e pendurando de cabeça para baixo num galho de árvore resistente.
                Primeiramente, tentaram realizar a leitura da mente dele. Davy sabia que eles iriam lançar mão desse artifício, então, procurou pensar apenas nos seus planos para a noite com Dianna, depois de conseguir se libertar. Nadine e Oliver ficaram espantados com o que conseguiram ler. Davy tinha de admitir que tinha muitos pensamentos eróticos com sua esposa... Mesmo quando ainda estavam se conhecendo, ele já a desejava intensamente.
               Então Nadine disse a Oliver que precisariam “forçá-lo a cooperar”. Davy pôs-se a imaginar o que ela queria dizer com aquilo. Viu a vampira aproximar-se dele, com um olhar... Lascivo. Ela o soltou da árvore, e depois que ele caiu no chão desamarrou-o. O vampiro estava entendendo onde ela queria chegar. Nadine passou a desabotoar a camisa de Davy. Ele queria se afastar dela, mas a vampira era forte e maior do que ele. Ela começou a passar a mão pelo peito dele. De repente, Davy sentia uma pulsão irresistível para olhar diretamente para os olhos de Nadine. Ele sabia o que ela estava fazendo: aplicando a fascinação. Ela abaixou a mordaça dele.


- Davy... Sua esposa é uma vampira de sorte. – ela sussurrava com sedução. – Eu faria de tudo para ter alguém tão atraente como você em minha cama todas as noites...

- Mil perdões, moça, mas se leu minha mente sabe que...

- Ah, não se preocupe, queridinho. Posso ser uma amante tão fogosa quanto a sua mulher. Me beija...

- Me larga, sua louca! – Davy se debatia para se libertar daquele abraço forte. – Saiba que eu sei muito bem o que você está fazendo! Eu mesmo sei fazer um ótimo uso da fascinação, se eu quiser!

- Ah, eu não duvido! Diga-me, sua amiguinha, Louise McGold... Ela provou um pouco de você? Ou ela só queria saber do Müller?

- Não, eu nunca tive nada com ela! Mas por que isso te interessa? Não vai arrancar nada de mim! Absolutamente nada, entendeu?

- Está bem, bonitinho, se não vai dizer por bem... Vai dizer por mal.

                    Nadine colocou a mordaça na boca de Davy, amarrou-o e pendurou-o de cabeça para baixo no galho outra vez. Davy só esperava para ver qual seria o próximo passo dos seus algozes.
                    Mais ou menos uma hora depois, Oliver se aproximou de Davy, com um sorriso debochado.



- Eu vi sua esposa em seus pensamentos, Jones... Que mulher!
                     

                  O que era aquilo? Primeiro Nadine tentava aplicar a fascinação nele, agora Oliver vinha com graça para cima de Dianna? Davy iria acabar com aquela palhaçada. Tentou dizer algo, mas a mordaça o impedia.


- Sim... Não posso culpá-lo por pensar nela daquela forma! – Oliver continuou. – Aquela pele branca... Aquele rosto angelical... Aqueles olhos brilhantes... Aqueles cabelos sedosos... Aquele corpo perfeito, mesmo depois do parto de gêmeas... E aquela boca! O que dizer daquela boca? Cor de carmim... Apenas aguardando o beijo!

                        
                   Davy queria se livrar daquelas amarras, voar para o pescoço de Oliver e estrangulá-lo sem dó nem piedade.



- Ou você me diz tudo o que sabe sobre Louise McGold e o castelo Beckenbauer... – Oliver puxou a mordaça de Davy para baixo com violência. – Ou eu vou ter aquela vampirinha deliciosa todinha para mim!

- SE VOCÊ OUSAR ENCOSTAR UM DEDO NA DIANNA EU MATO VOCÊ, SEU BRUTAMONTES!

- Então pode ir desembuchando, se ama tanto a sua vampira!

- SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER!

- Você é teimoso, hein? – Oliver recolocou a mordaça em Davy.

- Quem sabe ele abra o bico se... Pegarmos suas amadas filhinhas! – Nadine deu um sorriso maléfico para Davy.

                       
              O vampiro temeu por suas gêmeas. Entretanto, mantinha-se firme na resolução de não falar nada do que sabia sobre sua amiga querida.


- Sim! Fale tudo, Jones, ou as suas morceguinhas sofrerão as consequências! – Oliver exclamou, tirando a mordaça para que Davy falasse.

- DECIDAM LOGO SE VÃO ME DEIXAR AMORDAÇADO OU NÃO! Vocês não ousariam fazer mal a crianças... A bebês...

- Está nos superestimando, Davy. – Nadine falou.

                        

                     Superestimando? Seria possível que a baixeza daqueles dois fosse tanta que eles seriam capazes de machucar bebês indefesas? Ele não aguentou.


- EU DIGO TUDO O QUE VOCÊS QUISEREM! TUDO! MAS DEIXEM CECILIA E REBECCA EM PAZ!


                                                                      ***


                     Enquanto Oliver e Nadine tentavam convencer Davy a falar, Dianna estava na mansão, preocupada com a demora do marido. Depois que viu a lança fincada na porta, com o aviso pendurado, ela confiou Cecilia e Rebecca aos cuidados de suas amigas e partiu com os maridos delas ao resgate do seu.
                     Chegaram às terras do Conde Beckenbauer para buscar Louise, que treinava nos jardins.


- Dianna. – a vampirinha parou o que estava fazendo e foi até os quatro recém-chegados. – Micky, Peter e Mike. O que fazem aqui?

- Louise, eu preciso de sua ajuda! Levaram meu marido! Eles... – Dianna mostrou a mensagem a Louise, provocando o horror desta última.

- EU MATO ESSES VAMPIROS! – furiosa, Louise amassou a carta e jogou-a fora. – Eu vou com você, Dianna! Esses safados acham que vão obter algo de mim? Eles subestimam meu poder.

          Os dois lobos e o mago se surpreenderam com aquela atitude de Louise. Dos três, Mike era o mais impressionado. Uns tempos antes, divagava se ele e Louise poderiam ter dado uma chance um ao outro, se Mike não houvesse conhecido Alana e houvesse acontecido o imprinting entre eles, e se Louise não devotasse um amor incondicional por Gerd, sendo correspondida na mesma intensidade.
             Pouco se importando com uma possível objeção de Gerd, pois ainda supunha que o marido nutrisse certo ciúme devido à sua amizade com Davy, Louise rumou para a Ilha das Mandrágoras com Dianna, Mike, Peter e Micky. Ao chegarem lá, a vampira avistou o amigo, com suas roupas rasgadas, amordaçado, amarrado e pendurado de ponta-cabeça.

- Mhmhmhmhmhm! – ele grunhia, tentando dizer algo. Na verdade, ele chamava pela mulher e pela amiga.

- Davy! Meu doce vampiro! – Dianna correu até onde seu marido estava, porém, foi detida pelo estalo do chicote prateado de Nadine.

- Ora, ora! O que temos aqui? – ela olhava debochada para as duas vampiras menores. - Pelo visto a esposa de Davy não perdeu tempo.

                       Oliver, em sua forma de morcego, pousou ao lado de onde Davy estava. Assumiu forma humana e lançou um olhar perigoso para Dianna e Louise, sobretudo para a última. Devorava a beleza delas com os olhos.

- Finalmente estou conhecendo você, Louise McGold! – o vampiro chegou mais perto dela. – És muito belíssima! Entendo o motivo de o Hunt ser obcecado por você.

              Louise ficou intrigada. Quem seria aquele tal de Hunt? Seria vampiro, como Bjorn Borg, ou esse inimigo ou era outro tipo de criatura?

- Libertem Davy Jones! – ordenou. – Vocês querem a mim? Então, estou aqui!

                    Os algozes de Davy se entreolharam e o soltaram. Ele caiu no chão com um baque e foi socorrido por sua esposa e seus amigos.

- Agora saiam todos! – Oliver disse, autoritariamente.  – O assunto é com a frau Müller!


                         Todos entraram em estado de pânico, especialmente Dianna e Davy. Não duvidavam da força e coragem de Louise, contudo, não podiam deixar nada de mal lhe acontecer. Mike também estava disposto a defendê-la. Notou o olhar pervertido de Oliver para ela, e não gostou nem um pouco.
                            O grupo da Ilha dos Lobisomens se afastou, mas ficaram de ouvidos atentos para ajudar a vampirinha loira.

- Doce vampiro... Está tudo bem? – Dianna afagava o rosto do marido, e então abriu a camisa dele, vendo os hematomas em seu peito. – Nem me responda. Já estou vendo que não está tão bem. O que houve?

- Levei muitos socos no peito antes de eles conseguirem me trazer para cá. E Nadine... Ela me segurou muito forte, tentando aplicar a fascinação em mim.

- APLICAR A FASCINAÇÃO EM VOCÊ? EU VOU MATAR AQUELA SAFADA! – Dianna vociferou.

- Calma, Di. – Davy segurou o braço da mulher. – Vamos ouvir o aqueles dois estão falando com a Louise, depois você a mata.

                                    Os cinco puseram-se a escutar a conversa.

- O que pedimos é muito simples, Louise. Você e a srta. Greyhound vêm conosco e seu amado vampiro e o conde dela não sofrerão nada. O Barão Lauda desistirá de guerrear contra o Conde Beckenbauer.  – ouviram Nadine dizer.

- Como posso confiar no que dizem? – Louise falou, em tom de desafio. – Não posso esperar esse tipo de clemência de alguém como aquele barão! Ele é vil, nefando! E vocês não ficam atrás. Sei que ameaçaram as filhas de meu amigo! Não têm vergonha de ameaçarem a vida de duas criancinhas?

- Ah, Louise... Não é tão ruim assim. Você será muito bem-tratada pelo Hunt, lá em Viena. – disse Oliver. – E se quiser uma prévia... Por mim também. – ele pegou o braço dela.

                                 Davy e Mike ficaram alerta para defender Louise. As presas e as garras de Mike até mesmo despontaram. Viram Louise desferir um belo tapa no rosto de Oliver.

- Não me toque!

- Acho que é hora de intervirmos. – disse Peter.

- De pleno acordo. – os outros quatro concordaram.

                                        Correram até onde estavam Louise e os dois inimigos.



- Dissemos que o assunto era entre nós e a frau Müller. – falou Nadine.

- Quando ameaçam uma amiga minha, as minhas filhas, e principalmente o meu marido, se torna 
assunto meu também! – Dianna rosnou, partindo para cima de Nadine.

            

                                      As duas vampiras rolaram no chão, engalfinhadas. Dianna socou o rosto de Nadine, que deu um puxão em seu cabelo como resposta, arrancando um pouco dele, e em seguida conseguiu ficar por cima da vampira menor. A esposa de Davy chutou a barriga de Nadine, que se curvou de dor.



- Sua vampirinha maldita... Acha que pode comigo? Olhe o seu tamanho!

           

                         Assim como seu marido, Dianna detestava que fizessem qualquer comentário sobre sua altura e que desmerecessem suas habilidades de luta por isso. Ela lançou um olhar selvagem a Nadine e já se preparava para atacá-la, quando a vampira maior deu-lhe um soco nos seios. Dianna gritou de dor, agarrando a região atingida.
                         Davy correu para ajudar sua esposa, Louise fazendo o mesmo. Ela disse:



- NÃO SE ATREVAM!

- Você gosta de posar de valente, baixinha. – Nadine provocou.

                        A vampirinha estava ficando a cada segundo mais irritada.

- Vou te mostrar quem posa de valente aqui! – ela rugiu.

                          Atracou-se com Nadine e passou-lhe uma rasteira, derrubando a vampira robusta no chão. Esmurrou e quebrou o nariz dela.

- Isso é para você aprender a não mexer com meu doce vampiro, meu leãozinho! – Dianna disse. – Se quiser, Lulu, pode terminar.

- Leoazinha! Eu não creio que... – Davy estava incrédulo diante daquela cena. – Você merece mesmo o apelido.

- Tudo para proteger você, nossas filhas e a Lulu, leãozinho. – Dianna disse.

- Eu aceito sua oferta para completar o trabalho, Dianna. – disse Louise, esfregando as mãos.

                  Nadine ainda debochou de Louise.


- O que fará comigo, fraü Müller?

- Dar o que você merece!

                 Antes que a vampira maior pudesse se manifestar, Louise levantou-a com as duas mãos acima de sua cabeça, arrancou o chicote da mão dela, fez pontaria e lançou Nadine na boca de Caríbdis, onde ela encontrou seu fim.

- É ISSO O QUE ACONTECE COM QUEM MEXE COM MEUS AMIGOS! – Louise gritou.

                   Todos estavam impressionados com a prodigiosa força de Louise. Davy disse:

- A força dela é comparável à de Gerd! Acho que é ela quem faz dele um vampiro tão forte!

- Ela é mesmo forte... Mas quero ver resistir a mim! – Oliver agarrou Louise de súbito. Davy e Mike correram até ele.

- Solte Louise! – Davy ordenou.

- Ou o quê, seu vampiro anão? – Oliver provocou.

- Ou isso! – Mike exclamou, imediatamente assumindo a forma de lobo e mordendo a perna do enorme vampiro.

                      Imediatamente, Oliver soltou Louise, que só não caiu porque Davy foi rápido e a segurou. O vampiro forte e grande fazia o possível para soltar o lobo de sua perna, mas Mike estava bem seguro pelas presas. De repente, Oliver sentiu um lobo em suas costas, arranhando-o. Era Micky. Por mais que tentasse lutar contra os dois lobos, Oliver não conseguia fazê-los soltá-lo. Até que finalmente se sacudiu com o máximo de violência, fazendo Mike e Micky caírem de costas no chão. Os dois fizeram um razoável estrago na perna e nas costas de Oliver. Davy plantou o pé no peito de Oliver. Podia ser pequeno, mas ainda era um vampiro, e portanto bastante forte. A pressão de seu pé asfixiava Oliver.


- Nós vamos poupá-lo... Se você ficar bem longe da minha esposa Dianna e da minha amiga Louise! Bem longe, entendeu? – ele rosnou.

- Eu juro, Jones, ficarei longe delas! Poupe-me!

- Sinceramente? Não acredito no seu juramento! Peter... Apaga a memória dele. E aproveite e coloque um pouco de compaixão e de respeito pelas mulheres na alma dele, sobretudo pelas casadas!

- Com prazer, Davy. – disse Peter, apontando a varinha para o cérebro de Oliver.


             Quando se recobrou, Oliver não tinha mais o semblante ameaçador.



- Quem sou eu? Onde estou? Quem são vocês?

- Seu nome é Oliver Kahn. – disse Louise. – Você está na Ilha das Mandrágoras. Eu sou Louise McGold. Estes são Davy e Dianna Jones, Micky Dolenz, Mike Nesmith e Peter Tork. Eu vou levar você para o Castelo Beckenbauer e te ajudar, Oliver.

- Obrigado. – Oliver sorriu, e até mesmo beijou a mão de Louise. Nem parecia que minutos antes ele havia insinuado que tentaria violentá-la.

                                                                 ***



                    Dianna, Davy, Mike, Micky e Peter finalmente regressaram à mansão. O casal de vampiros estava visivelmente exausto. Perguntaram a Emma, Erin, Renée e Alana sobre as gêmeas.


- Estão dormindo desde que você saiu, Dianna. – falou Emma.

- Bom, acho que devemos fazer o mesmo, leãozinho. – disse Dianna, puxando o marido pela mão para dentro do quarto. – Boa noite a todos!

- Boa noite! – os demais responderam.

                Logo Micky e Emma fizeram o mesmo, levando Christian, adormecido nos braços da mãe. Peter e Erin também foram se deitar em seguida, ele ninando Sally. Não demorou, Renée recolheu-se. Ficaram apenas Mike e Alana na sala de estar.


- Como foi a luta, meu lobo? Machucou-se? – perguntou ela, já abrindo a camisa do marido para verificar possíveis ferimentos.

- Não, não, não se preocupe, Allie. – Mike deu um selinho na esposa. – Apenas bati as costas quando Oliver Kahn sacudiu-se para que eu parasse de morder sua perna, mas tudo bem.

- Mordeu a perna dele?

- Sim, poderia ter arrancado um belo pedaço... Aquele maldito olhava para Louise com tal perversão que...

- Louise? Você... Atacou Kahn especificamente para defender Louise? – a loba incomodou-se.

                    
                       Mike percebeu o ciúme brotando no coração de sua loba.


- Alana... Eu não podia deixar que aquele covarde...

- Micky poderia tê-la defendido! Peter! Davy, principalmente! Louise também sabe se cuidar sozinha! Você... Ainda sente algo por ela, não é? – Alana sabia do breve relacionamento que o marido havia tido com a vampirinha de olhos azuis.

- Não, minha lobinha, claro que não! Eu amo você, Alana... E somente você!

- Sei. – ela resmungou, dando as costas para ele.

- Por favor, acredite em mim... – Mike abraçou a esposa por trás, suas mãos pousando no ventre dela. Faltava pouco para que o filhote do casal de lobos viesse ao mundo.

- Me deixa sozinha esta noite!

- Allie!

- Não se preocupe, eu vou trazer o seu travesseiro e uma manta para o sofá ficar mais confortável.
                 

                        O lobo conhecia sua esposa muito bem, então resolveu não discutir. Pensou que no dia seguinte ela esqueceria aquilo... Ledo engano.


- Alana, por favor, esqueça essa história! – Mike exclamou, exasperado, após a esposa ter passado o dia sem dirigir-lhe a palavra.

- Micky, diga ao meu marido que se ele pensa que vai amolecer meu coração, está muito enganado! – a loba falou, raivosa.

- Você ouviu sua loba, Mike. – Micky disse.

                   
                       Mike soltou um profundo suspiro. Alana era a loba mais cabeça-dura que ele conhecia. E nos dois dias seguintes, ela continuou sem falar com ele. Ele não sabia mais o que fazer.
                         Enquanto isso, Alana tentava não mostrar que já estava sentindo as dores do parto. O nervosismo provocado pelo ciúme havia acelerado o processo.


- Alana, perdoe o Nez, pelo amor de Deus! – Dianna dizia. – Olha, eu sei como ciúme é uma coisa terrível. Corrói você até o fundo da sua alma...  Porém, você precisa perdoá-lo, para que ele possa vir ficar com você no momento do parto!

- Não, não vou perdoá-lo tão cedo...  – Alana insistiu, deitada em sua cama. - Vou para a floresta. Vou preparar uma toca e ter meu filhote nela...

- Allie, não seja exagerada... – advertiu Erin.

- Eu não estou exageran... AAAAH! – a loba curvou-se de dor.

- Vai ser agora, Alana? – indagou Renée.

- Sim! SIM! Aaaaai... Chamem o Nez, por favor!

- Vou chamá-lo! – disse Emma, indo buscar o lobo.

                         

                            Emma encontrou os homens na sala de estar.


- Mike, venha para o quarto! Alana vai dar à luz, ela quer você ao lado dela!

- Ela quer mesmo? Todos esses dias ela nem falou comigo...

- Ela te perdoa! Ande!
                            

                             Mike não titubeou. Correu junto com Emma para o quarto.



- Allie! – ele exclamou, aproximando-se da cama.

- Oh, Mike... Aaaaah, está doendo!

- Calma. – disse ele, num tom tranquilo, segurando a mão da esposa. – Força, meu amor! Aí vem nosso filhote!

- Estou tentando!

                            
                           Segurando com firmeza a mão de Mike, Alana fez o máximo de força que conseguia para empurrar o bebê. Finalmente, um choro foi ouvido.


- Nasceu, Allie, nasceu! – Mike exclamou, muito feliz.

- Alana, Mike, é menino! – disse Renée, sorrindo e colocando o recém-nascido nos braços da mãe.

- Que lobinho lindo! – Alana beijou a testa de seu bebê. – É a cara do pai! – ela sorriu para Mike, tão alegre que estava.

- Ele é mesmo lindo, minha lobinha... – Mike devolveu o sorriso e beijou Alana com paixão. – E o nome dele?

- Jason. Adoro esse nome! – Alana disse, sem hesitar.

                                
                           Deu o bebê para o pai segurar. Mike pegou o pequeno com cuidado.



- Olá, Jason. – o novo pai sorria. – Bem-vindo, meu filhote!


                            
                          Mais tarde, a mansão estava tranquila. As gêmeas e Christian brincavam de esconde-esconde, vigiados de perto por seus respectivos pais. Emma e Dianna conversavam com Renée. Erin observava Peter tentar ensinar as primeiras magias a Sally, que começava a manifestar seus poderes. E Alana e Mike estavam no quarto, cuidando do pequenino Jason.
                           A campainha tocou. Renée levantou-se do sofá para abrir.



- Sim?


- Meu nome é Marco Veratti, linda moça. – disse o recém-chegado, beijando a mão da alquimista. Ele era um lobo, e acabava de sentir o imprinting por aquela jovem com ar de poucos amigos. – Pode me abrigar? 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Shades Of Grey: Episódio 3 - What If (Minissérie)

Boa noite! Ando bastante prolífica ultimamente, kkk. Vou postar mais um episódio de Shades Of Grey, boa leitura! 




     
       Naquela noite, Emma foi encontrar-se às escondidas com o barão Dolenz, no quarto dele. Haviam iniciado sua relação amorosa no verão do ano anterior.


- Micky, vai voltar logo a Londres? Sinto tanta saudade de você quando está lá... – a moça perguntou, encostando a cabeça no peito do amado.

- Infelizmente. Logo depois que Davy se casar. Emma... Eu também estou noivo.

              

            A ajudante de cozinha ergueu a cabeça para encarar o jovem barão. Seus olhos azuis estavam arregalados de espanto.



- Noivo? Oh, Micky... – Emma tentava não chorar. – Eu pensava que você me...

- Eu amo você, Emma! Pode ter certeza! Esse casamento foi arranjado por minha família e a família da moça. Não se preocupe, eu nunca vou me esquecer de você! – Micky beijou Emma apaixonado. – Aposto que a tal noiva que meus pais me arranjaram deve ser feia...

- Eu amo tanto você, seu barãozinho louco... – Emma sussurrou. – A pior coisa que pode me acontecer, mais do que você deixar de me amar, é você se esquecer dessa pobre criadinha...

- Já te disse que nem uma coisa nem outra vai acontecer, querida. – Micky deslizava as mãos pelas costas de Emma. Ela estremecia com o toque dele. – Vai ser minha esta noite? – ele sussurrou sedutor.

- Sim... Senti falta de você ao meu lado. – Emma sorriu para Micky.


                   O barão pegou a ajudante de cozinha nos braços e carregou-a até a cama.


- Você fica ainda mais linda em meio aos meus lençóis, Emma! – Micky disse, já sedento pela nudez de sua amada.

- E você fica ainda mais lindo sem suas roupas. – ela respondeu, maliciosa.


                      Emma ajoelhou-se na cama e livrou-se de suas roupas, em seguida removendo as do amado. Micky fez Emma recostar-se na cama novamente e deitou-se por cima dela, trocando um beijo quente.
                       A moça tocava o rapaz em todos os pontos sensíveis, provocando-o e fazendo-o gemer. Em resposta aos toques e carícias dela, Micky introduziu uma de suas mãos na parte íntima de Emma, enquanto com a outra fazia carinho nos cabelos dourados dela. Ela deixava uma trilha de beijos no peito dele. A mão de Micky lá embaixo a estava enlouquecendo.


- Micky, oh, Micky... Mais, eu quero mais!

- Calma, meu amor.


                     Micky passou a beijar o pescoço, os ombros e os seios de Emma. Ela arranhava as costas dele em retribuição.

- Ande, Micky, mostre que é mesmo louco! Eu já estou endoidecendo também...

- Seu desejo é uma ordem, Emma. – ele deu um sorriso com malícia.


                    Enfim Micky iniciou as penetrações. A sensação de fato fazia Emma perder o controle. O casal gemia muito, e faziam o possível para não ser ouvidos.

- Micky, você é maravilhoso, querido...

- Você também, Emma, você também... Eu juro que se pudesse jogaria tudo para o ar e me casaria com você! Mas não sei se sou tão louco...

- É impossível, Micky... Mas estou conformada.

- Eu não sei explicar, Emma, mas algo me diz que estaremos ligados para sempre!

- Eu também sinto isso!      
           



            Beijaram-se ardentemente. Ainda ofegando, Emma e Micky se separaram, após o orgasmo. Ele a abraçou fortemente e cheirou os cabelos dela. Emma, aconchegada no peito de Micky, escutava atenta as batidas do coração dele. Mal imaginavam que seu amor havia se transformado em algo mais...
             No dia seguinte, Davy e seus amigos saíram para cavalgar juntos. Cada um deles cheio de preocupações amorosas. Davy pensava se ainda tinha alguma chance de se livrar da noiva insuportável. Micky nem sequer conhecia sua noiva, e isso o perturbava muito. Mike havia conhecido sua noiva, Alana, pouco antes de sair de Londres... E havia gostado dela. O que diria a Alice?  E Peter já estava planejando como faria para escandalizar a corte e desposar a sua amada Erin.


- Eu detesto Amber. – Davy disse. – A cada dia mais. Não sei se vou suportar viver com essa mulher pelo resto da minha vida! Se não fosse tudo tão difícil, desmancharia tudo com ela e tornaria Dianna minha esposa!

- A vida tem sido injusta para todos nós... – Micky falou. – Temo que não irei gostar de minha futura esposa. Me incomoda muito não conhecê-la.

- Eu conheci a minha uns três dias antes de deixarmos Londres. Gostei dela. Não é Alice, mas... – Mike falou.

- Vocês e seu conformismo estão me irritando! – Peter gritou. – Eu estou determinado a lutar contra tudo e contra todos para me casar com Erin! Vocês deveriam fazer o mesmo!

- Peter... Não é fácil. Temos que pensar no constrangimento que isso traria para nossas famílias. – disse Mike. – Infelizmente nossos pais ainda não estão abertos a coisas como casamento por amor, entre “pessoas da nossa classe”.

- É lamentável, mas na visão de nossos pais, um bom nascimento e um bom dote ainda são preferíveis. – Micky disse.

- Eu queria muito que todos aqueles dissabores não houvessem acontecido na vida de minha Dianna... Ela seria uma jovem rica e de excelente família se os pais e o irmão dela ainda estivessem vivos. Ela ficou sem nada... – Davy se queixou.

- Bem, eu estou aliviado por ter simpatizado com a srta. Alana Watson. Mas ainda me preocupa a minha Alice. Devo ser sincero com ela sobre isso, e sei que ela não gostará nem um pouco de saber disso.

                         Mais tarde, Alice adentrou o quarto de Mike.


- Olá, Mike. – ela o abraçou e beijou.

- Olá, Alice.

- Eu queria tanto que você viesse visitar o conde mais vezes... – Alice afagava o rosto de seu duque.

- Eu também gostaria disso, querida. Mas eu preciso ser sincero com você sobre uma coisa.

- O quê, Mike? – Alice se inquietou.

- Alice... Antes de Micky, Peter e eu virmos para cá, uns três dias antes... Eu fui apresentado à minha noiva, Alana Watson.

                           

     Alice ficou um pouco perturbada com a notícia.


- E então? – esperava que ele não tivesse gostado dela.

- Bem... Não posso negar, Alice, que ela me agradou.

-A-agradou?

- Sim. Ela não é tão bela quanto você, mas também é bonita. É meiga. É inteligente. Sabe conversar.

                             

    Cada elogio de Mike à noiva irritava mais Alice.



- Então você está feliz por que vai se casar com ela em vez de mim, é isso?

- Não, Alice! Absolutamente não! Você sabe que eu te amo mais do que...

- Vá lá com a srta. Watson, já que ela tem tantas qualidades! E ela nasceu para você! Ela é rica, é nobre! – Alice falou com certa ironia.

- Alice Corina Reid Stone! Pouco me importa se a srta. Watson é rica e nobre! É você que eu amo, meu amor, somente você! Mas meus pais vão me matar se eu recusar a mão de Alana...

- VÁ PARA O INFERNO, DUQUE NESMITH! Eu não quero mais saber de você!

                              

     Alice virou-se para sair do quarto. Mike tentou impedi-la, porém, ela se soltou dele e bateu a porta. Sem chão, Mike sentou-se na cama e pousou o rosto nas mãos.
      Enquanto isso, Davy e Louise passeavam nos jardins, conversando. Davy tinha muitas coisas a contar para aquela que era sua amiga mais antiga e querida.


- Ah, Lulu, eu não sei bem o que fazer. A cada dia meu desprezo por Amber cresce. Ela é arrogante, prepotente, exibida. Não quero me casar com ela, no entanto, não posso voltar atrás.

- Eu sei que é difícil, Davy. Infelizmente, não me parece que você vai mudar de ideia sobre ela, como aconteceu quando me casei com Gerd.

- Não mesmo. Lulu... Eu estou apaixonado por outra. Estou louco por ela.

- Quem, Davy?

- Dianna Mackenzie. A preceptora de Henry. Ah, Lulu, ela é um encanto de moça!

- Sim, concordo com você! Eu a observei enquanto ela cuidava do menino nos últimos dias. De fato, é muito inteligente e dedicada a ele, além de ter uma bela aparência. Ela sabe de seus sentimentos?

- Sabe. Já me declarei a ela várias vezes.

- E ela?

- Ela me corresponde com a mesma paixão. Mas tem medo. Não posso culpá-la. Como eu queria mandar sangue azul, riqueza, títulos, dotes, protocolo, tudo para os quintos dos infernos, e me casar com Dianna!

- Você poderia até tentar fazer isso... Mas teria que arcar com uma consequência grave: o ódio de Amber contra Dianna.

- Amber já odeia a coitada! Vive fazendo coisas para tentar me convencer de que Dianna não é uma boa preceptora e despedi-la... Evidentemente, são todas mentiras descabidas, e não demitirei minha amada nem por decreto. Farei de tudo para protegê-la. Sabe, Lulu, acho que a única mulher nobre que eu poderia desposar e me faria feliz, guardadas as proporções, seria você.

- Chegamos muito perto disso...


(Flashback ON)


              O conde Harry Jones, pai de Davy, e sua esposa, Doris, eram muito amigos do barão Anthony McGold e sua esposa, Mary. Os filhos do conde e da condessa cresceram junto aos filhos do barão e da baronesa. Contudo, a amizade mais forte era, sem a menor dúvida, aquela que havia entre Davy e Louise. A dupla era inseparável. Um dia, quando tinham sete anos, Davy arrancou uma florzinha vermelha do jardim de sua mãe, e ofereceu-a à sua amiguinha, dizendo:


- Lulu, eu quero me casar com você quando formos adultos. – o menino sorria para a menina, e até mesmo beijou o rosto dela.

- Eu também quero me casar com você quando formos adultos, Davy. – Louise respondeu, colocando a florzinha em seu cabelo loiro.

               Os dois amigos cresceram dizendo a todos que estavam noivos. Os pais não se incomodavam nem um pouco com isso, e consideravam seriamente transformar a brincadeira infantil de Louise e Davy em um compromisso verdadeiro.
                 Porém, em um baile no palácio de Buckingham em honra da visita da família imperial japonesa à Inglaterra, o conde Jones e família estavam presentes. Davy e a filha mais nova do imperador, princesa Nami, se apaixonaram à primeira vista, e logo ficaram noivos. Louise não se incomodou. Conforme ela e Davy cresceram, perceberam que o amor que tinham um pelo outro era fraternal. Assim, ficou feliz pelo amigo firmar compromisso com a meiga princesa oriental.
                 Quem ficou furiosa com a notícia foi Amber Henderson, filha de um visconde com quem o conde Harry mantinha boas relações. Havia tempos que Amber ambicionava casar-se com Davy. Seu desejo de se tornar noiva dele se realizou quando a princesa Nami morreu, provavelmente de intoxicação, na sua viagem de navio de volta para o Japão após fazer sua última visita ao amado noivo na Inglaterra antes do casamento.
               Nesse meio tempo, Anthony havia conseguido para a filha um noivado com um alemão chamado Gerhard Müller. Louise não esperava que o noivo fosse qualquer coisa de bom. Imaginava que ele fosse velho, ou feio, ou gordo, ou inculto, ou cruel... Quando conheceu o tal nobre alemão, Louise se deu conta de que ele era totalmente o contrário do que esperava. O visconde Müller era jovem, bonito, atlético, muitíssimo culto e generoso. Foi amor à primeira vista. Nem mesmo Megan Johnson, a antiga amada de Gerd, foi capaz de evitar o enlace...

(Flashback OFF)



- É verdade. Mas quando chegamos ao fim da adolescência notei que amo você como amo Beryl e Lynda, Lulu. Como minha irmã.

- E eu amo você como amo Mickey, Davy. Como meu irmão.

           

                    Os dois se abraçaram. Não sabiam, contudo, que Dianna passava por ali naquele exato momento, levando o pequeno Henry para jogar bola. Não disse nada, pois não podia demonstrar seu sentimento pelo jovem conde em público, mas não gostou nada de ver Davy abraçando a viscondessa Müller.
                      À noite, Davy foi ao quarto de Henry para desejar uma boa noite ao irmão. Quando ele entrou, Dianna mal olhou para ele. Davy encontrou o irmãozinho já dormindo, então apenas depositou um beijinho na testa dele. Ao ajeitar o corpo, olhou para Dianna e sorriu para ela. Aproximou-se, colocou seus braços ao redor da cintura dela e disse:


- Agora... O seu beijo de boa noite.

              
       Dianna se soltou, fazendo cara feia.


- O que houve, meu amor? – Davy não entendeu.

- Você também dá beijos de boa noite na viscondessa Müller? – Dianna provocou.

- Do que está falando?

- Eu vi você a abraçando, hoje à tarde, no jardim. Eu sabia que um nobre como você não poderia querer nada mais do que diversão com uma criadinha como eu...

         Davy teve que rir.


- Louise é minha amiga de infância, Di. Eu a amo como amo minhas duas irmãs. Você não precisa se preocupar. É você quem eu quero.

    
      A preceptora continuou olhando para o conde com profunda desconfiança.


- Eu dou minha palavra de honra, Dianna. – Davy tomou o rosto da amada nas mãos. Passou a espalhar beijos pelo rosto dela.

          
     A jovem queria se soltar dele de novo e mandá-lo sair dali, entretanto, toda vez que ele a tocava se sentia desarmada.


- Eu acho bom que seja verdade. Detesto ser feita de boba...

- Confie em mim, meu amor, eu peço. Nunca amei ninguém da maneira como te amo, Di. Minha leoazinha furiosa...

                  

   Davy beijou aqueles lábios vermelhos, tão tentadores, que pareciam prontos para o beijo, apenas esperando pela boca dele. Dianna não ofereceu nenhuma resistência. A verdade era que ela ansiava pelos lábios de Davy a todo momento.


- Leãozinho. – ela murmurou no ouvido dele, seus lábios roçando o lóbulo da orelha dele. – É só que eu te amo tanto... A ideia de perder o seu amor é meu maior pesadelo.

- Nada tema. Levarei meu amor por você comigo para o túmulo, e ele vai continuar existindo mesmo no céu, Dianna.

- Oh, Davy... Eu digo o mesmo. – Dianna abraçou-o mais fortemente e pousou sua cabeça no ombro dele, que passou a acariciar os longos cabelos loiros dela.

                               

    Enquanto essa cena se desenrolava no quarto do pequeno Henry, Erin estava com Peter no quarto dele. O casal trocava beijos ardentes.


- Erin, diga-me uma coisa.

- Sim, Peter?

- Você seria capaz de cometer uma loucura? Uma loucura tão grande que provavelmente nós dois iríamos sofrer um pouco?

- Depende de que loucura é essa. Diga, meu amor.

- Quer casar comigo?

                                  

      Erin não conseguia acreditar nas palavras do amado.


- Eu?

- Sim, minha querida!

- Peter, você está mesmo disposto a atrair a ira de seus pais e a ficar mal-falado na corte apenas para me ter como esposa?

- Sim, Erin, sim! Sem a menor dúvida!

- Então eu aceito, Peter! – Erin abraçou-o fortemente e o beijou. – Vou superar todas as adversidades ao seu lado!

- Não sabe como me faz feliz com isso, Erin. – Peter sorriu.

   
      Os dois se beijaram mais uma vez, e logo se deitaram juntos para dormir.  Passaram-se alguns dias, e o casamento de Davy com Amber estava muito próximo. Ele estava deprimido, ela estava pulando de alegria.
     Somente Dianna podia dar ao noivo infeliz alguma alegria. Porém, isso se tornava cada vez mais difícil. Amber não queria deixá-lo em paz. Um dia, Davy conseguiu pedir a Dianna que fosse ao quarto dele naquela noite. Dianna estava temerosa de ser flagrada, no entanto, o desejo de estar ao lado do amado, ainda mais quando estava tão perto de perdê-lo, falou mais alto. A oportunidade não podia ser perdida.


- Ah, finalmente você chegou, Di! Pensei que alguém a tivesse pego vindo para cá...

- Não, graças a Deus.

- Me dê um beijo... Senti sua falta nesses últimos dias. Amber não me deixa em paz...

- Eu senti sua falta também.

                 
       Dianna beijou o amado intensamente. Lembrar-se de que em breve ele estaria casado a deixava terrivelmente triste. Enquanto ele ainda não tinha uma esposa a situação era menos grave... Começou a chorar.


- Di, o que foi? – ele limpava as lágrimas dela. – Não chore...

- Estou perdendo você, Davy. Leãozinho...

- Não, não! Nunca! Mesmo que eu me case com aquela insuportável da Amber, meu coração e minha fidelidade serão totalmente seus, Di! Para sempre!

- Eu sei, Davy, mas...

- Di... Você quer ser toda minha, leoazinha? Esta noite?

                 

        Seu primeiro ímpeto foi dizer sim. Entretanto, a racionalidade aquietou a passionalidade de Dianna.



- Oh, Davy... Não, não podemos! Você vai se casar em cinco dias... Não posso pertencer a um homem que vai pertencer a outra mulher!

- Não! Eu pertenço unicamente a você, Dianna! Por favor...  Aceite este presente. – Davy ofereceu-lhe uma rosa branca sem espinhos. – Uma rosa sem espinhos indica o amor... E as pétalas brancas, a pureza desse amor.

- Eu sei...  Meu amor. – Dianna cheirou a rosa e acariciou levemente as pétalas.

               
          Davy estava surpreso. Ela nunca o havia chamado de “meu amor” antes.


- Do que me chamou? – Davy deu um sorriso para ela.

- Meu amor... Davy, meu conde, meu amor! – Dianna colocou os braços ao redor do pescoço de Davy e beijou-o com paixão, com ardor. – Eu não aguento mais... Eu vou ser sua!

- Ah, minha amada, minha paixão, minha bela Dianna... – Davy beijou o pescoço de Dianna. – A cada minuto desejo mais que seja você minha condessa...

- Isso você sabe tão bem como eu que é impossível, Davy. – Dianna afagou o rosto do amado.

- Se não pode ser minha condessa pelo resto da minha vida... Seja por ao menos uma noite. – ele sussurrou.


             Davy pegou Dianna em seus braços, e carregou-a até sua cama. Deitou-se por cima dela, ainda completamente vestido. Ajudou-a a livrar-se das roupas, enquanto ela o despia lentamente. Dianna estava apreensiva, em instantes não seria mais uma donzela. Davy queria garantir que a primeira seria a mais prazerosa das noites de Dianna. Acariciava os cabelos dela, beijava o rosto. Desceu as mãos para as costas dela e os lábios para os seios.


- Ah, Davy... Não importa se teremos que nos separar mais cedo ou mais tarde, serei eternamente sua mulher... Mesmo depois da morte!

- Eu também serei seu homem, Dianna... Para sempre e sempre! Agora... Pode ser que doa. Se quiser que eu pare é só dizer.


                 O conde penetrou a preceptora. Dianna sentiu sim uma pequena dor no início, contudo, conforme se acostumava à nova sensação, mais ela se deliciava, e demonstrava esse deleite com gemidos, sendo acompanhada pelo amado.


- Oh, Davy... Davy amado... Que Deus permita que um dia fiquemos juntos!

- Dianna... Aaaah... Sim, estou certo que Ele nos dará essa felicidade em algum momento, minha amada. Está tudo bem? Não quer que eu pare?

- Oh, não, não, não quero que você pare!

                  Davy deu continuidade às estocadas até que Dianna e ele estavam prestes a atingir o auge do prazer.

- Oh, Dianna, eu quero gritar...

- Não seja louco! Vão pegar nós dois e aí estaremos arruinados! Mas, oh, diga, diga que me ama!

- Eu te amo, Dianna. – ele sussurrou no ouvido dela, já que não podia gritar. Seus lábios roçavam de leve a orelha dela. – Eu te amo tanto, não sei como vou aguentar passar o resto dos meus dias com uma mulher que não é você... Acho que vou morrer em pouco tempo...

- Davy, Davy, eu também te amo, tanto, tanto... Mas não morra, por favor... Se você morrer eu irei atrás de você...

                          
                          
                      A preceptora e seu amado conde terminaram o ato, no entanto, ela não se moveu dali. Dianna permaneceu nos braços dele, beijando-o vorazmente, acariciando cada centímetro do corpo dele, apreciando o calor do corpo dele junto ao seu. Havia se entregado, mas não somente pertencia a ele, como ele lhe pertencia, e naquele momento um estava à mercê do outro. Adormeceram juntos.
                     Naquela noite, Dianna e Davy consumaram o seu amor. Aquela união era de fato legítima, baseada no mais puro dos amores, completamente diferente do casamento que era imposto a Davy e que seria realizado em cinco dias... Um casamento em que não havia amor entre as partes... Somente o amor de Amber pela fortuna e pelo título de Davy.
                     A jovem despertou com os primeiros raios da aurora batendo em seu rosto. Admirou o amado adormecido ao seu lado. Tão perfeito em cada traço. Queria muito que as coisas fossem mais fáceis... Ela suspirou pesadamente. Levantou-se e vestiu-se. Antes de sair do quarto, porém, beijou a boca tão desejada. Uma lágrima de Dianna caiu no rosto de Davy.


- Adeus, meu amor. Se dói em mim, imagino em você... Mas eu não posso ficar aqui. Não vou suportar. Não esqueça que eu te amo... Porque nunca esquecerei que me ama.

             
                 E não se teriam notícias de Dianna no casarão por um bom tempo. Ela foi para uma pensãozinha, cuja diária podia pagar com suas economias. Procuraria outro emprego logo. Alice demorou para se esquecer de Mike, porém, graças ao criado de quarto de Davy, Michael Palin, ela pôde reaprender a amar. Erin foi embora para Londres com Peter para casar-se com ele, prometendo mandar cartas para as amigas sempre e deixando Amber furiosa por sua criada de quarto abandoná-la daquela maneira.
                  A esnobe e Davy casaram-se quatro dias depois de Dianna desaparecer sem deixar rastro, o que fez Amber agradecer de joelhos pelo milagre. Porém, Davy e Amber dormiram juntos apenas na noite de núpcias. Ele nunca mais adentraria o quarto da esposa que tanto odiava.
                  E Emma, desesperada, mandaria uma carta a Dianna um mês depois de esta ter ido embora.

Di,

Eu não tenho ideia do que fazer! Estou grávida do barão Dolenz! Amo muito o meu filho desde já, mas temo que terei que abandoná-lo assim que ele nascer... Não tenho condições de cuidar dele... Antes que argumente que seu amado conde aceitaria que eu cuidasse do meu pequeno, saiba que a víbora aproveitou, numa tarde em que o conde saiu para cavalgar, para me despedir, dizendo que eu havia carregado demais no tempero outra vez. Quando o conde chegou, eu já tinha feito minha mala e partido.

Me ajude, amiga, me dê uma luz!


                                                                                                                                             Emma


                       Dianna apiedou-se demais da situação de sua amiga. Não queria que ela fizesse uma coisa tão terrível quanto abandonar o bebê. “Se Davy estivesse na casa naquele momento, ele jamais permitiria que Emma fosse despedida por uma coisa tão sem importância, e ainda deixaria que ela cuidasse do filho!”.
                        Enquanto pensava em soluções praticáveis para o problema de Emma, Dianna começou a sentir náuseas. Pegou um baldinho que a faxineira havia esquecido ali no dia da última limpeza e vomitou. “Eu não comi nada de diferente... Ai meu Deus, que eu não esteja no mesmo barco que Emma, não, não! Isso não pode estar acontecendo, não pode...”. Ela tentou se acalmar. Talvez fosse um mal-estar passageiro. No entanto, nos dias seguintes, ela sofreu mais enjoos, e aqueles dias não vieram. Olhando-se no espelho, com as mãos no ventre, Dianna queria chorar.


- E essa agora! Grávida e sozinha neste mundo! O que é que eu vou fazer? O problema de Emma se tornou meu também... Me dói que Davy nunca poderá saber sobre este filho...

                

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Shades Of Grey: Episódio 2 - What If (Minissérie)

Boa noite! Antes de começar a escrever mais, já posto o novo episódio da minissérie com jeito de novela. Boa leitura! 





                      Dianna foi levada ao quarto do menino Henry, para conhecer seu novo aluno, pelo próprio irmão mais velho do menino. Ao chegarem, Davy abriu a porta e disse ao irmão pequeno:


- Henry, sua nova preceptora está aqui. Venha, não se acanhe!

                       Um menino de no máximo oito anos largou os soldadinhos de chumbo com que brincava e se levantou do chão. Ele automaticamente arrumou as roupas e o cabelo. Sua preceptora em Londres exigia que ele estivesse sempre com uma aparência impecável. Qual não foi a surpresa de Henry ao ver que a nova preceptora era uma moça bonita e sorridente, completamente diferente da mulher feia e emburrada que lhe dava aulas quando ainda morava na casa dos pais em Londres!

- Olá, Henry. – disse Dianna, afável. – Eu sou a srta. Mackenzie, sua nova preceptora. Mas, se você quiser, pode me chamar de Dianna, eu não me importo. Sempre tratei a minha preceptora pelo nome.

- Você teve uma preceptora quando criança? – Henry perguntou, surpreso.

- Tive. Tive sim. Eu gostava muito dela... Espero que goste de mim também. Vou te ensinar o que for necessário, e vou cobrar que sempre estude suas lições, mas nós vamos brincar bastante também! Combinado? – Dianna quis saber, sorrindo para o menino.

- Combinado, srta... Digo, Dianna. – disse Henry, sorrindo também.

          
                    Dianna não podia deixar de notar que Henry se parecia muito com seu irmão mais velho, principalmente quando sorria. Tirou os olhos do menino por um momento e deparou-se com o olhar de Davy, que também sorria para ela. Ficou ruborizada e baixou os olhos.

- Bem, vou deixá-los para que comecem com as aulas... Ou com as brincadeiras, o que a senhorita preferir, srta. Mackenzie. – Davy disse. – E você, Henry, seja um menino bonzinho e se comporte! Sabe que a mamãe e o papai me deram permissão para te deixar de castigo quando fizer alguma pirraça! – o jovem conde gracejou.

- Eu não vou fazer nenhuma pirraça, Davy! – respondeu o menino.

- Eu sei que não, Henry. Sempre foi um ótimo garoto. Bom... Até mais tarde.

                    Antes de fechar a porta do quarto atrás de si, Davy olhou uma última vez para Dianna, que não sabia bem o que fazer com aquele olhar terno. Porém, logo se distraiu dando aula para o menino.
                      Uma hora mais tarde, Dianna estava indo à cozinha para buscar um lanche para o pequeno Henry, quando cruzou com o jovem conde.

- Meu irmão deu algum trabalho, senhorita? – quis saber Davy.

- Oh, não, o senhor está certo, sr. conde, seu irmão é um menino muito bom. Bastante inteligente e comportado. Agora estou indo buscar um lanche para ele. Ele merece.

- Fico aliviado. Ele tinha alguns problemas com a antiga preceptora. Acho que a mulher não tinha muito jeito para lidar com crianças.

- Oh sim. Entendo.

- Oh, Davy! Aí está você, querido! Estava procurando você para irmos tomar chá!

                                Dianna viu uma jovem de longos cabelos pretos e encaracolados, muito bem-vestida, aproximar-se.

- Agora você se distrai conversando com criadinhas, meu querido? – disse ela, com um tom e olhar de desdém para Dianna.

- Esta é a srta. Mackenzie, a nova preceptora de Henry, Amber. – disse Davy, claramente desgostoso com o modo como ela se referiu a Dianna. – Estava perguntando a ela como meu irmão se saiu nesta primeira aula.

- Ah. Então está bem. Mas não se atrase! Quero você na sala de jantar dentro de cinco minutos! – Amber disse, autoritária, enquanto lançava um novo olhar cheio de veneno para Dianna.

- Eu estarei lá, Amber. – disse Davy, com um suspiro que ele não fez a menor questão de disfarçar.  Quando a impertinente se afastou, disse: - Quero que me desculpe pela conduta de minha noiva, srta. Mackenzie.

- Sua... Sua noiva? – Dianna sentiu seu coração se comprimir e esfriar.

- Sim. A srta. Henderson se esquece de que somos todos humanos e merecemos tratamento digno. Ainda mais a senhorita, uma moça tão culta quanto ela, talvez mais!

- É muita gentileza sua, sr. conde, mas, mesmo sendo tão culta como o senhor diz, eu ainda sou uma simples criada. Bem... Com sua licença, seu irmão está com fome. Vou buscar algo para ele comer.

                       Dianna saiu, sem que Davy tirasse os olhos dela e mais uma vez se lamentasse por estar noivo de uma criatura arrogante como Amber. Ao entrar na cozinha, Dianna estava um pouco encabulada.

- Hã... Com licença. – disse ela.

- Olá, senhorita. O que deseja? – perguntou gentilmente uma jovem loira, alta, de olhos azuis.

- Eu... Sou a nova preceptora do menino Henry... Depois que terminamos a lição ele disse estar com fome... Poderia preparar o lanche habitual dele, por gentileza?

- Claro que sim! Alice! – a cozinheira chamou outra jovem alta de olhos azuis, mas que tinha cabelos pretos. - O chá com leite e o sanduíche de queijo, como o patrãozinho gosta! Eu mesma prepararia, mas estou apurada com esses bolinhos de chocolate com canela!

- Num instante, Emma. – disse Alice.

- Obrigada. – Dianna sorriu para as duas.

- Começou hoje, senhorita? – Emma indagou.

- Sim. – Dianna respondeu. – Mas não gosto que me chamem de srta. Mackenzie... Pode me chamar de Dianna.

- Já conheceu os patrões?

- Sim. O sr. conde é muito gentil...

- E a noiva dele é insuportável! – uma voz conhecida de Dianna completou.

- Erin? – Dianna virou-se na direção da porta da cozinha ao ouvir a voz.

- Dianna! – Erin sorriu para a prima. – O que faz aqui?

- Eu é que te pergunto!

- Vocês se conhecem? – Emma e Alice inquiriram ao mesmo tempo.

- Somos primas! – Dianna e Erin responderam em coro.

- Que coincidência vocês duas virem trabalhar no mesmo lugar! – disse Emma.

- Pois é! – concordou Erin. – Mas que emprego conseguiu aqui, Di? Preceptora do irmãozinho do conde?

- Sim... Eu precisava de algum meio para me sustentar depois que o governo parou de me enviar a indenização devida pela morte do Giles.

- Era seu marido? – perguntou Alice.

- Não, meu irmão. – disse Dianna. – A última coisa que ele queria na vida era que eu tivesse marido! – sorriu ao lembrar-se das manias do irmão.  – E você, Erin? Qual seu emprego aqui?

- Criada de quarto da srta. Henderson, a noiva do conde. – disse Erin. – Vim aqui para a cozinha porque preciso de água quente para uma bolsa para a futura condessa. – essa última parte Erin falou com um verdadeiro tom de desprezo.

- O que a sua “amada” patroa tem?  - quis saber Felicity, a cozinheira-chefe, que entrava naquele momento.

- Está com enxaqueca. Aposto que deve ser de ciúmes da... Nova preceptora. – Erin deu um sorrisinho malicioso para a prima. – Não parava de reclamar pelo fato de que o conde se atrasou para o chá por estar falando com a moça.

- Meu Deus do céu, eu juro que não pretendia causar nenhum incômodo! – Dianna exclamou. – O conde apenas me perguntou sobre como o irmão se portou durante a primeira aula comigo...

- Nem se preocupe, Dianna. – falou Alice. – Aquela srta. Henderson é uma enjoada. Só sabe mandar e desmandar. Coitados de nós, criados, quando aquela megera se tornar de fato a senhora da casa... E tenho ainda mais pena do conde! Vai ter que aturar aquela mulher até que um dos dois morra! Mas bem, aqui está o lanche do menino, Dianna, e fiz um sanduíche e uma xícara de chá a mais, para você!

- Muito obrigada, Alice. – Dianna sorriu.

- Disponha.

- Vocês são pessoas muito agradáveis. Virei aqui sempre que possível para conversarmos! Até mais! – Dianna se despediu das novas amigas e saiu da cozinha.

    
              A jovem pegou a bandeja e levou-a para o quarto do menino. Dianna passaria a dormir num quarto contíguo. Após terem lanchado, Dianna e Henry brincaram muito, e ela banhou o garoto. Em seguida, jantaram, e logo era hora de pôr o menino na cama.

- Você pode ler uma história para mim, Dianna? – perguntou Henry.

- Claro! Basta me dizer que história quer que eu leia!

                  Henry levantou-se da cama e pegou um livro de contos de fadas de capa dura e vermelha na estante. Mostrou a ela a história que queria: A Bela e a Fera. Henry voltou para a cama, deitou-se e cobriu-se, enquanto Dianna se sentava na poltrona para ler. Quando terminou, Henry disse:

- Tenho certeza de que a Bela era parecida com você, Dianna! Você é muito bonita.

- Oh, obrigada, Henry. – Dianna sorriu.

- E com certeza, quando recuperou a forma humana, a Fera se tornou um homem bem parecido com o meu irmão!

- Com... Com o seu irmão?

- Sim! Sempre ouço todas as mulheres da corte dizendo à minha mãe o quanto Davy é bonito... Espero que um dia eu seja como ele!

- Vai sim, Henry, vai sim. – Dianna disse, um pouco vermelha. – Agora durma. – Dianna ajeitou os cobertores e afagou o cabelo do menino.

- Gostei de você, Dianna.

- Eu também gostei de você, Henry.
                     

                      Assim que ele adormeceu, a jovem atravessou o quarto e, por uma porta na parede oposta à qual a cama ficava encostada, entrou no seu quarto contíguo. Arrumou sua cama, vestiu sua camisola, penteou os cabelos e deitou na cama, mergulhando nos cobertores quentes. “Com tantos rapazes no mundo, eu tenho que me apaixonar justamente por um conde? Ele não é para o meu bico... E ainda por cima está noivo daquela... Daquela... Daquela presunçosa!”.
                       Passaram alguns dias. Dianna e seu aluno se davam cada vez melhor, e ela também estreitava mais a amizade com Emma e Alice, as ajudantes de cozinha amigas de sua prima Erin. Porém, nem tudo eram flores nas vidas das quatro jovens criadas.  Um dia, no almoço, Emma, Alice e sua chefe, Felicity, foram chamadas à sala de jantar.

- Qual de vocês preparou o assado? – perguntou Amber, com um olhar fulminante para cada uma das três.

- Eu, senhorita. – disse Emma.

- Você perdeu a mão na pimenta, menina! – esbravejou Amber.

- Eu... Mil perdões, srta. Henderson...

- Amber, a pobre garota não tinha como saber que seu paladar é... Sensível... – Davy falou, com uma certa mordacidade.

- Agora sabe! E se carregar demais na pimenta ou em qualquer tempero que seja... RUA! Isso vale para as três!

                             Emma, Alice e Felicity arregalaram os olhos, assustadas.


- Amber! – repreendeu-a Davy. – Eu não creio que isso seja motivo que justifique uma demissão...

- Do lado de quem você está, Davy? Da sua noiva... Ou de meras criadinhas?

- Acho desnecessário responder. Estão dispensadas, senhoritas. – Davy disse, com um aceno de cabeça. – E saibam que não permitirei que sejam despedidas por um capricho da srta. Henderson.

                                Amber olhava para o noivo com profundo despeito e espanto. O almoço terminou sem uma palavra ser trocada entre os noivos. Davy estava furioso com Amber, que precisava pensar em algo para garantir que fizessem as pazes antes do casamento, que deveria acontecer dentro de três semanas.
                               Mais tarde, Davy foi ao quarto de Henry para ver como estava indo a aula. Ao vê-lo entrar, Dianna ficou um pouco surpresa. Estavam terminando a aula de geografia. Depois de dez minutos, Dianna dispensou Henry. O menino perguntou ao irmão:


- Davy, posso ir à cozinha ver o que a Felicity está preparando para servir no chá?

- Claro, Henry, vá. – disse o jovem conde, afagando o cabelo do irmãozinho quando passou por ele.

                                Dianna e Davy ficaram em silêncio por alguns momentos, até que ele disse:



- Eu... Quero muito agradecer pelo que está fazendo com meu irmão, srta. Mackenzie. O seu ensino e a sua companhia fazem muito bem a ele.

- Me alegra muito saber que o senhor está satisfeito com meu trabalho, conde. – disse Dianna, timidamente.

- O meu irmão é um menino enfermiço, sabe... O médico disse aos meus pais que o ar impuro de Londres só iria piorar a saúde dele, então a única solução seria mandá-lo para viver no campo. Contudo... Papai e mamãe não podem sair de Londres, devido ao trabalho dele na corte. Coube a mim receber meu irmão aqui. Acreditei que ele não seria muito feliz aqui no campo... Mas, graças à senhorita, esse meu temor não se realizou. – Davy sorriu.

- Não faço mais do que minha obrigação, conde.

- Oh, faz sim. Sua obrigação seria apenas dar aulas para ele. Mas a senhorita se tornou amiga do meu irmão... E fico muito grato. – Davy sorriu. – A senhorita mostra mais afeto por ele do que a minha noiva.

- A srta. Henderson não trata bem seu irmão?

- Não. Srta. Mackenzie, eu estou... Arrependido da escolha que fiz.

- Mas... O senhor estava apaixonado por ela?

- Não. Só estou noivo de Amber porque assim meus pais querem. Eu amava a minha antiga noiva, princesa Nami do Japão... Mas ela morreu misteriosamente, numa viagem de navio.

- Oh! Eu sinto muito, conde!

- Obrigado. Eu... Superei. Agora eu amo outra mulher. E certamente não é Amber.

- Ela deve ser uma jovem de sorte.

- Por ser amada por um homem rico e de posição?

- Não. Por ser amada por um homem generoso. Ainda me lembro do dia em que me ajudou... E fiquei muito feliz pelo que fez por minhas amigas hoje, defendendo-as.

- Generosidade não arranca pedaço. Pelo contrário, só traz ganhos... E o que diria se soubesse que... A senhorita é amada por esse homem generoso que diz que sou?

          
                       O coração de Dianna parou.


- Eu? Eu, uma simples preceptora?

- Mais do que isso, minha amada. Você é mais nobre do que Amber, que é filha de um visconde. Você é linda. É culta. É doce e bondosa. É independente. É impossível não se apaixonar por você, Dianna.

                      O jovem conde aproximou-se da preceptora com certa cautela. Roubou um beijo dela... E Dianna não recusou. Entregou-se ao beijo. Separaram-se, enfim, depois de vários instantes.


- Conde, por favor... O senhor está noivo.

- De uma mulher que não amo.

- Mesmo assim...

- Dianna, é você que quero para ser minha condessa! Desmancharei tudo com Amber e...

- Não, não. Não faça isso.

- Por quê? Eu te amo...

- Eu não mereço um homem como você... Não tenho mais dinheiro nem posição. Sou só uma preceptorazinha...

- Não diga isso, Dianna!

- Além disso, você já tem um compromisso. Honre-o.

- Posso desfazer esse compromisso, já disse!

- E eu já te disse para não fazer isso! Me deixa em paz, conde...


               Dianna começou a se afastar, porém, Davy segurou-a pelo braço. Seu toque era firme, mas suave.


- Para você, sou Davy. – disse ele, beijando-a mais uma vez.

            Ela acariciava as maçãs do rosto de Davy docemente, mesmo que sua razão lhe dissesse que ela não devia fazer aquilo. Até que enfim o lado racional venceu o passional.


- Davy, eu amo você, mas não, não podemos...

- Dianna, eu já disse, termino o noivado e ficamos livres!

- Não! Não faça essa loucura! Se você terminar o noivado... Eu tenho medo do que pode acontecer.

- Não vai nos acontecer nada...

- Ah, não? E Amber? Ela parece ser o tipo de mulher que não tem escrúpulos... Não acho que ela deixaria barato se você a deixasse por mim...

- Não tema... Amber gosta de parecer ameaçadora, mas ela não fará nada, meu amor, eu prometo. Ela logo arranjará um noivo mais rico e poderoso do que eu.

- Não, Davy, nós não podemos. Não é possível. Por favor, me esqueça, e eu te esquecerei.

                Dianna deu um beijo no rosto de Davy e saiu do quarto. Contudo, Davy estava decidido a mostrar a Dianna que eles podiam sim ser felizes juntos, sem ser perturbados por Amber.
                  Três dias depois, chegaram de Londres os amigos de Davy: Duque Nesmith, Barão Dolenz e Visconde Tork, além da amiga de infância dele, Viscondessa Müller, acompanhada do marido. Além deles, chegou a melhor amiga de Amber, a srta. Meg Johnson, filha de um marquês.
                  Davy teve a ousadia de pedir, durante o chá servido para os visitantes no dia de sua chegada, que Dianna tocasse o piano. Ela havia entrado no salão de chá trazendo o menino Henry, para que ele cumprimentasse as visitas.
                   Dianna estava encabulada, mas atendeu ao pedido. Amber sentiu-se mais uma vez despeitada. Os elogios de Davy ao talento da preceptora para tocar piano eram muito mais sinceros e calorosos do que os que ele fazia ao talento da própria noiva.

- Meg, eu te digo uma coisa, Davy está caído de amores por aquela mera preceptorazinha! – Amber urrou de raiva em seu quarto, uma hora mais tarde.

                   Meg riu gostosamente.

- Ora, Amber, por que Davy olharia para uma simples criada, quando ele tem você como noiva?

- Eu não sei... Por que o Visconde Müller preferiu aquela ridícula da Louise McGold quando ele podia ter você? – Amber disse, mordaz.

                    A esnobe filha de marquês calou-se.


- Escreva o que estou dizendo, Meg... Eu vou me livrar daquela preceptorazinha, nem que para isso eu precise matá-la!

- Assim como matou a princesinha japonesa?

                                        
                   Amber deu um sorriso cruel.


- Exatamente.


                      Alguns dias depois, era terça-feira. Dia de Dianna dar aula de piano ao menino Henry. Davy decidiu que iria deixar no piano uma prova do seu amor a ela. Foi até o jardim e colheu uma rosa vermelha e uma branca.
                      Fora das vistas de Amber, entrou no salão de chá, onde ficava o piano. Levantou a tampa do teclado, e colocou as rosas sobre as teclas. Presentear a mulher amada com uma rosa vermelha e uma rosa branca equivale a pedi-la em casamento. Como Davy não podia pedir Dianna em casamento de fato, aquele seria um gesto simbólico, denotando o amor e a devoção dele a ela.
                       Dianna ficou muito surpresa ao abrir o piano pouco antes da aula, para verificar se estava afinado, e encontrar as duas rosas ali.  Às terças, o piano era de uso exclusivo dela e de seu aluno. Portanto, as flores só podiam ter sido deixadas ali para ela.


- Oh, Davy... – a preceptora sussurrou ao pegar as flores. Cheirou-as e acariciou as pétalas.

                      Saiu do salão de chá para ir buscar Henry, e deixar as flores em um vaso em seu quarto. Porém, no caminho, encontrou sua rival.


- Ora, ora, srta. Mackenzie! Vejo que ganhou flores! Quem é o seu namorado?

- É... Perdão, srta. Henderson, eu preciso ir buscar o menino Henry para a aula de piano. Com licença.

             
                      Dianna se afastou da noiva de Davy rapidamente, contudo, tentando manter a naturalidade. Amber se contorcia de raiva por dentro. Sabia perfeitamente bem que as rosas que a preceptora segurava eram um presente de Davy.
                       Ao entrar em seu quarto, Dianna colocou as flores no vaso que tinha ali. “Meu Deus, que Amber não desconfie de nada, ou Davy e eu estaremos perdidos...”. Em seguida, pegou Henry em seu quarto e os dois se dirigiram ao salão de chá.
                       Davy foi ao salão de chá no horário em que sabia que a aula de piano de seu irmãozinho costumava terminar. Ao abrir a porta, encontrou o menino muito empolgado.


- Davy, Dianna disse que estou cada vez melhor no piano! Tomara que um dia eu toque tão bem quanto você!

- Eu não duvido nem um pouco disso, Henry. – Davy sorriu para o garoto. – Agora, por que não vai brincar um pouco?

- Vou sim! – exclamou Henry, disparando pelo corredor.

                               
                           O jovem conde observou seu irmão, sorrindo, até que ele saiu de seu campo de visão. Entrou no salão de chá e fechou a porta atrás de si.

- Dianna? – chamou ele.

- Olá, Davy. – ela ergueu a cabeça e sorriu, tímida. Pensava nele até momentos antes, percorrendo distraidamente os dedos pelas teclas do piano.

                                    
                             Davy sentou-se ao lado dela no banco.


- Você gostou do seu presente? – quis saber ele.

- Sim... Na verdade, eu adorei. – ela abriu mais seu sorriso, no entanto, tornou a abaixar a cabeça.

                              
                              Ele ergueu o queixo dela.


]- Fico muito feliz em saber disso.

- Ah, Davy... Eu sinto um aperto tão grande no meu coração...

- Por quê, meu amor? – ele afagou o rosto dela.

- Amber me viu com as flores.

                           
                              O conde foi tomado pelo mesmo receio que a preceptora. Entretanto, tentou acalmar-se e acalmá-la também.


- Vamos ficar bem. Ela não vai desconfiar da nossa relação.

- Eu espero sinceramente que sim, Davy. – Dianna abraçou o amado.

                                      
                              Ficaram assim por longos minutos, até que Davy disse:


- Quero te mostrar algo, Dianna.

- O quê? – inquiriu ela, curiosa.

                  
                              Davy soltou-se de Dianna e começou a tocar o piano. A música era linda. Dianna estava extasiada por ouvi-lo. Quando terminou, ele fitou-a com um brilho esperançoso nos olhos.


- O que achou?

- Oh, Davy, é uma música maravilhosa! É tão tocante! Tem um certo tom de melancolia, remete a um apaixonado que está padecendo pelo seu sentimento... Quem é o autor dessa peça para piano?

- É um compositor novo... Chamado David Jones.

- Davy! Você compôs essa peça?

- Sim... Para você. – ele sorriu. – Queria um meio artístico de expressar o meu amor... E creio que deixei sim transparecer o sofrimento que toma conta de mim, por não poder assumir este sentimento, que é tão intenso, tão arrebatador...

- Oh... Eu mal tenho palavras para descrever o quanto estou contente e lisonjeada! Davy... – Dianna estreitou-o fortemente em seus braços. – O que sinto por você também é tão pungente...


                              
                             A jovem beijou seu amado conde fogosamente, enquanto ele envolvia a cintura dela em seus braços. O beijo se intensificava a cada instante. Mal sabiam os apaixonados que Amber, que passeava no jardim, viu-os pela janela...