segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Stop! In The Name Of Love - Capítulo 1 (What If)

Olá, boa noite! Hoje eu vou postar o primeiro capítulo de uma nova fic do universo What If, a prometida fic em que vai haver troca-destroca de casal entre os OTPs, D&D e McGüller. Os capítulos com POV da Di serão escritos por mim e postados aqui, e os com POV da Lulu serão escritos pela Inara e postados no Invasão Britânica. Capa feita pela Inara.  Boa leitura! 













Capítulo 1 – This Love (Dianna’s POV)



   Acordei naquela manhã do outono de Londres me sentindo muito ansiosa. Fazia tempo que eu não vinha à minha terra natal, e naquela noite eu acompanharia meu namorado, Gerd Müller, jogador de futebol do time Bayern de Munique, num jantar em que eu sabia que haveria muita gente famosa.
   Eu não estava acostumada com aquilo. Eu era só uma poetisa em início de carreira, com um único livro recém-lançado. Abracei meu ursão, que me servia de travesseiro todas as noites. Ele despertou, e depositou um beijo carinhoso no topo da minha cabeça.



- Guten Morgen, meine kleine.  (Bom dia, minha pequena.)

- Guten Morgen, mein Bär. (Bom dia, meu urso.) – eu apertei o abraço.

- Nervosa com o jantar, não?

- Como você sabe disso, ursão?

- Eu te conheço, pequenina. Sei que quando não quer me soltar é porque está  ansiosa, ou nervosa, ou os dois.

- Ah, Gerd...  – suspirei. – Nunca gostei de festas, você sabe disso. Sou poetisa, mas não nasci para a boemia.

- Eu sei, meine  Rosa. – ele sorriu e acariciou meu rosto. – Vai dar tudo certo, Dianna. Ademais, você estará comigo. Farei o máximo para te deixar confortável.

- Obrigada, ursão. Ich liebe dich. – beijei-o com paixão.


           Tentei me acalmar. Naquela mesma semana, o Bayern tinha um jogo contra o Everton em Londres, e Gerd foi chamado para a concentração. Já que fiquei sozinha, aproveitei para chamar minhas três melhores amigas, que moravam na cidade, para vir até o hotel me fazer companhia.


- Di, certo dia estávamos vendo uma série de TV que tá fazendo um certo sucesso  e nos lembramos de  você. – comentou Emma Carlisle, a minha melhor amiga.

- Qual série? – quis saber, curiosa.

- Ligações Perigosas. – respondeu Alice Stone, outra das minhas amigas. – Adaptação da obra homônima do Choderlos de Laclos. A mesma do filme com o John Malkovich e a Michelle Pfeiffer.

- Eu sei. Já li o livro. – falei. – Gosto bastante. Mas por que se lembraram de mim vendo?

- Por causa do ator que interpreta o cavaleiro Danceny. – esclareceu Erin Hudson, que além de minha amiga é minha prima. – Ele se chama Davy Jones e parece bem o estilo de cara de que você gostaria.

- Ah é? – inquiri. – Ele tem jeito de urso gigante?

- Não. De ursinho. – Alice riu. – Vamos mostrar uma foto dele para você.

                Emma me mostrou no celular fotos do tal Davy Jones, vestido com roupas do século XVIII. Devo dizer que nunca imaginei o cavaleiro Danceny tão baixinho, porém tão lindo.


- Gente... – eu estava sem palavras. – Ele é tão...

- Bem que adivinhamos. – Emma riu.

- Limpa essa baba que caiu no chão, prima. – Erin gracejou.

- Vamos contar para o McDreamy que você tá louca por um galã de série da BBC. – Alice se referiu a Gerd usando o apelido que ela deu para ele quando eram namorados, há uns anos atrás.

- Credo, gente, é só uma crush inofensiva! Amo meu ursão mais do que tudo e vocês sabem muito bem disso!

- A gente sabe disso. – Emma respondeu. – Mas nada nos impede de shippar você com o cavaleiro Danceny!

- Vocês são loucas... Até parece que ele olharia para mim...

     Depois que as meninas foram embora, peguei meu notebook. Procurei a série no Netflix. Me peguei várias vezes olhando para Davy Jones e pensando em como ele era lindo. E não pude deixar de notar como ele era bom ator.
     Olhava para Louise McGold, a atriz que interpretava Cécile Volanges, como se realmente estivesse apaixonado por ela. Mas não deveria ser nem um pouco difícil fingir estar apaixonado por ela. Era loura, de olhos azuis meigos, magrinha e baixinha. Uma Cécile Volanges perfeita.
      Assisti à temporada inteira naquela tarde. Fiquei literalmente viciada. Perdi totalmente a noção da hora, e só quando Gerd chegou do treino e me olhou com cara de surpresa notei que deveria estar tomando banho para ir ao jantar.
      Para não perder tempo, Gerd e eu tomamos banho juntos. Demoramos um pouco porque a todo momento ele me colocava encostada na parede, me beijava avidamente e me tocava lá embaixo.


- Gerd... Ursão... Dio mio... – eu gemia incessantemente no ouvido dele.

- Como eu te amo, pequenina...

- Eu também te amo... Mas, aaah...

- O quê?

- Nós vamos nos atrasar para o jantar...

- Detesto dizer que você está com a razão, Dianna.

      Ele me beijou uma última vez, nos lavamos e desligamos o chuveiro. Ele foi se vestir, eu fui secar e arrumar o cabelo. Passei perfume, fiz uma maquiagem leve, coloquei meu melhor vestido e meus melhores sapatos de salto. Sou muito pequena perto do Gerd, então queria parecer um pouco maior.        


- Di? Tá pronta? – meu namorado indagou, inclinado no umbral da porta.

- Estou, Gerd. Podemos ir. – sorri e dei o braço a ele.


      Pegamos um táxi até o local onde se realizaria o jantar.  Estava abarrotado de gente, e Gerd recebeu muitas saudações. Portanto, eu também. Estava um pouco desconfortável, no entanto, ele não soltava minha mão um momento sequer. Fiquei feliz por esse gesto dele.


- Meine kleine... – Gerd sussurrou, num certo momento.

- O que foi, mein Bär?

- Tem alguns amigos meus ali. Vou conversar com eles.

- Pode ir. Eu vou andar pela festa. Com alguma sorte encontro outro escritor por aqui.

- Ok. – ele beijou o meu rosto.

              
       Caminhava pelo salão de festas, vendo as rodas de conversa, ouvindo os risos, cantando bem baixinho a música que tocava, Wuthering Heights da Kate Bush.

Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green
You had a temper, like my jealousy
Too hot, too greedy
How could you leave me
When I needed to possess you?
I hated you, I loved you too

Bad dreams in the night
They told me I was going to lose the fight
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights

Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window

Oh it gets dark, it gets lonely
On the other side from you
I pine alot, I find the lot
Falls through without you
I'm coming back love, cruel Heathcliff
My one dream, my only master

Too long I roam in the night
I'm coming back to his side to put it right
I'm coming home to wuthering, wuthering
Wuthering Heights

Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window

Ooh let me have it, let me grab your soul away
Ooh let me have it, let me grab your soul away
You know it's me, Cathy

Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold





- Essa música me lembra quando  trabalhamos naquele filme para TV de O Morro dos Ventos Uivantes, McCutie. – ouvi uma voz feminina que me parecia conhecida dizer.

- Também me lembra, McLovely. – respondeu uma voz masculina que também não me era estranha. – Você é a mais linda de todas as Cathys.

- Sempre lisonjeiro. - a moça riu.

       
        Afastei-me do casal de atores. Começou a tocar Take A Chance On Me, do Abba, e enquanto cantava absorta, não prestava muita atenção ao meu redor... Até um cara esbarrar em mim e virar toda a sua taça de champanhe em meu vestido.


- Ei! – protestei.

- Eu... Me desculpa, moça... – o rapaz ergueu seus olhos para mim. Era Davy Jones!

- Preste mais atenção da próxima vez! – estava ainda muito irritada, apesar de ter passado a tarde babando por ele.

- Tudo bem, tudo bem. Você parece até uma pequena leoa furiosa! Mas uma leoa muito fofa, se permite dizer.

- Leões não são fofos, rapaz. Eles te estraçalham com as garras antes que você diga “Oooown!”. – resmunguei.

- Sua rabugice só te deixa mais linda. Meu nome é Davy Jones.

- Eu sei. O ator. Eu sou Dianna Mackenzie. Poetisa.

- Poetisa? Você merece ser musa!

           Não acreditava que ele estava me cantando na cara dura...



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