quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Monkee Trek (Minissérie) - Episódio 1

    Oi pessoal! Vou postar o primeiro "episódio" da minha fanfic crossover entre as séries The Monkees e Star Trek, estrelando Davy Jones e Pavel Chekov! Esta seria uma "minissérie spin-off" das duas séries, e eu tomei a liberdade de acrescentar uma personagem de minha criação, a tenente Wendy Sutherland, garota-prodígio de 19 anos e bióloga da Enterprise. Boa leitura!


          

             Davy sentiu seu ombro ser chacoalhado. Só podia ser Mike, acordando-o para mais um dia de luta pela sobrevivência, ou seja, tentando encontrar um emprego onde pudessem conseguir dinheiro para pagar o aluguel, ou o sr. Babbitt iria despejá-los. E desta vez o senhorio muquirana parecia estar falando sério.
            Qual não foi a surpresa de Davy ao ver diante dele um rapaz de traços orientais! Então, notou que não estava com a cabeça deitada em seu travesseiro, mas em algo que parecia uma pequena tela de televisão, cheia de botões.  O rapaz oriental olhou para ele com uma expressão zangada, e disse:

- Chekov, dormindo em serviço! Eu esperava mais de alguém que saiu da Academia da Frota Estelar diretamente para a que é provavelmente a nave com a melhor de todas as tripulações!

- Acho que está me confundindo com alguém, senhor. Meu nome é Davy Jones. E o senhor, quem é?

- Davy Jones? O pirata? Não seja infantil, Chekov! E você sabe muito bem quem sou! Hikaru Sulu, seu amigo!

- Hikaru, o que está havendo com Pavel Andreievitch? – perguntou uma moça bastante jovem, que usava um vestido azul e um penteado esquisito. Ela era linda, muito mais bonita do que qualquer outra moça que Davy já tinha visto em sua vida.

- Eu acredito que ele esteja só fazendo gracinha, Wendy. – disse Sulu.

- Moça, eu não sou esse tal de Pavel Andreievitch, ou Chekov, ou seja lá qual for o nome dele! Eu já disse, eu sou Davy Jones! E não sei como vim parar aqui! Eu simplesmente estava dormindo na minha cama, e acordei aqui.

- Pavel Andreievitch, eu não sei o que está havendo com você, mas acho melhor parar com isso agora! – disse a garota. – O capitão Kirk e o grupo de descida já estão voltando, e sei que o capitão precisará dos seus serviços!

                 Uma porta se abriu, e por ela entraram três homens. Um deles era loiro e estava usando uma camisa amarela. Os outros dois usavam camisas azuis. Um deles, o mais baixo, tinha um ar rabugento. E o outro... Davy esfregou os olhos. Ele estava enxergando bem, ou o outro tinha mesmo orelhas pontudas, como as de um duende?  
                   O loiro de camisa amarela sentou-se numa cadeira e disse, olhando para Davy e para Sulu:

- Sr. Chekov, sr. Sulu, estabelecer rota para o planeta Pelias V.

- Sim, senhor. – disse Sulu, apertando vários botões em sua tela.

                       Davy olhou para a sua tela, sem saber o que fazer.  O loiro perguntou:

- Sr. Chekov, algum problema com seu painel?

                       Perdido, Davy respondeu, gaguejando:

- Hã, bem, não... Não exatamente... Senhor.

- Capitão, Pavel Andreievitch está agindo de modo muito estranho desde que o senhor e o grupo de descida deixaram a nave.  Adormeceu, e , quando Sulu o acordou, pareceu dar alguns sinais de amnésia ou de perturbação mental. – disse Wendy.

- Perturbação mental? – Davy olhou para ela. – Mocinha, posso estar meio perdido, mas não estou louco!

- Desculpe-me, Pavel Andreievitch, mas você não está se parecendo com o meu amigo.

- Não pareço, porque não sou o seu amigo!

                   O capitão chamou o homem de azul com jeito rabugento.

- Bones, leve o sr. Chekov para a enfermaria e faça um exame completo nele.

- Agora mesmo, Jim. – disse o rabugento, aproximando-se da cadeira onde Davy estava. – Venha comigo, Chekov.

                      Davy não teve escolha senão obedecer. Ele se virou para olhar para Wendy, que ainda o encarava com um brilho preocupado em seus olhos castanhos e inteligentes.

- Srta. Sutherland? – chamou o homem alto e orelhudo.

- Sim, sr. Spock? – respondeu Wendy.

- Prepare um relatório sobre as formas de vida existentes em Pelias V, e me entregue assim que estiver pronto.

- Pois não, senhor.  – a garota deu uma última olhada em Davy e se dirigiu ao outro lado da sala.

                        Davy acompanhou o homem rabugento, que o capitão havia chamado de Bones. Ele parecia ser um médico, já que o capitão havia pedido que o examinasse.  Perguntou:

- Hã, dr. Bones...

- Dr. Bones?  Onde está seu respeito, menino?

- Perdão... Doutor.  Aonde está me levando?

- Ora, sr. Chekov, à enfermaria, como o capitão Kirk ordenou.

                             O rapaz ficou quieto, pensando.  Até onde podia concluir, ele havia ido parar em uma nave espacial. Mas por que todos o tomavam por esse tal de Pavel Andreievitch Chekov? Talvez Davy fosse muito parecido com ele.
                           Chegaram à sala que deveria ser a enfermaria. O doutor foi até uma mesa e pegou alguns objetos. Ele pediu a uma mulher loira, que usava um vestido azul como de Wendy:

- Pode começar o check-up no sr. Chekov, enfermeira?

- Claro, dr. McCoy. – disse a mulher, ligando alguns aparelhos estranhos.

                             Então o nome do médico era Dr. McCoy... Bones deveria ser um apelido, não o sobrenome do médico, como Davy pensara. A enfermeira começou a examinar Davy, e ele não pôde resistir a fazer um galanteio:

- O que uma linda mulher como você está fazendo aqui, numa enfermaria, quando deveria estar atuando na televisão?

                             Tanto a enfermeira quanto o médico olharam muito surpresos para Davy.

- Sr. Chekov, novamente pergunto, onde está seu respeito? A srta. Chapel é uma mulher madura! – o médico estava indignado.

- Ademais, sr. Chekov, a televisão caiu em desuso no século XXII. – acrescentou a srta. Chapel.


- Século... Século XXII? – Davy ficou espantado.

- Claro. Estamos no século XXIII. – disse a enfermeira.

- Ainda bem que a tenente Sutherland não está aqui para ouvir isso! A pobre moça quase morreu de ciúmes quando o senhor estava envolvido com a ordenança Landon. – disse o dr. McCoy.

                                Por essa última fala do doutor, Davy concluiu que havia alguns assuntos mal-resolvidos entre o tal Chekov e aquela linda moça, Wendy. Decerto eram amigos, mas desejavam ser mais do que isso e não tinham coragem de admitir.
                                O dr. McCoy e a enfermeira Chapel deram continuidade ao exame, e Davy ficou impressionado com as máquinas que usaram. Não sabia que a NASA tinha uma tecnologia tão avançada.  E, que ele soubesse, os astronautas ficavam sem absolutamente nenhuma gravidade dentro das naves, então por que ninguém ali estava flutuando? Porém, a enfermeira Chapel havia dito que estavam no século XXIII... Ele havia entendido bem?
                              Quando terminaram, o dr. McCoy disse:

- Bem, Chekov, acho melhor você descansar um pouco em seus aposentos.

                                  Saíam da enfermaria e iam aos aposentos de Chekov, quando foram interpelados pelo capitão Kirk.

- E então, Bones?
                            
                          O médico reduziu a voz a um sussurro, mas Davy pôde ouvir tudo perfeitamente:

- Jim, fisicamente não há nada de errado com o Chekov, porém, ele parece ter sofrido um sério desvio de comportamento, possivelmente uma dupla personalidade. Ele aparenta não se lembrar de nada da conduta de oficial da Frota, tampouco de suas habilidades como oficial tático.

                          Enquanto McCoy dizia isso a Kirk, Davy observava as lindas mulheres que passavam pelo corredor, e não pôde evitar dizer:

- Meu Deus, quantos brotinhos! Eu morri? Porque parece o paraíso!

- Pelo amor de Deus, Jim, ele nem soa como alguém desta época! – disse o doutor, ainda sussurrando. – E desde quando ele é tão galanteador? Se os sentimentos dele pela tenente Sutherland não fossem tão evidentes, eu o julgaria um quase vulcano!

- Vamos ter que desviar da nossa rota para Pelias V por um tempo.  – disse o capitão. - Precisamos deixá-lo na clínica da Federação mais próxima. Há uma na base estelar 18, se não me engano. Vamos levar uma semana para alcançá-la. Até lá... Bones, converse com ele. Vamos tentar amenizar o problema.

- Droga, Jim, eu sou um médico, não um psicólogo!

- Mas terá que fazer um esforço, Bones.

                               Finalmente pararam diante de uma porta onde se lia: “Alferes Pavel A. Chekov”.


- Seus aposentos, sr. Chekov. Descanse por enquanto, e amanhã retornará ao seu posto. – disse o capitão Kirk.

- S-sim, capitão. – disse Davy. 


                              Ele entrou nos aposentos. Viu nas prateleiras um grande número de livros de autores russos. Pelo jeito, o tal Chekov valorizava muito a cultura de seu país.  Se Davy havia ido parar na nave em que esse cara vivia e trabalhava, seria possível que Chekov tivesse ido parar... No apartamento dos Monkees?




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