Eu ainda me lembro da primeira vez em que ouvi falar de Bob Dylan e vi uma imagem sua. Devia ter meus treze anos. Na época, eu estava começando a me interessar pelos Beatles e estava acompanhando uma série de reportagens do canal Vh1 sobre os cem maiores artistas de todos os tempos.
Bob ficou em quinto, e, além dos comentários de gente importante a respeito dele, foi mostrado um vídeo em que ele cantava Mr. Tambourine Man. "Preciso ouvir esse cara", pensei.
Perguntei ao meu pai se ele tinha um CD, fita cassete, qualquer coisa de Bob. E qual foi a resposta que recebi? "As músicas dele são muito paradas, não curto muito, filha". E eu deixei pra lá. Mas meu caminho sempre cruzava com o de Bob Dylan em minhas pesquisas sobre o rock e os anos 60. Passaram-se assim três anos e meio. Até que, no começo deste ano, comecei a ouvir The Byrds. E de quem essa banda simplesmente amava fazer covers? Sim, de Bob Dylan!
E pareciam soprar no vento as palavras "Ouça Bob Dylan, ouça". E não se pode deixar de prestar atenção nas palavras que sopram no vento, não é, Bob? Eu segui o conselho do vento. E agora Bob é meu mais novo vício e paixonite.
E digo uma coisa: se tivesse o privilégio de um dia conhecê-lo, ouviria com extrema atenção cada uma de suas sábias palavras. Agora entendo o amor da Alice por ele!
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