segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Stop! In The Name Of Love - Capítulo 19

Boa noite! Depois de muito tempo sem postar nada, por causa de todas as atribulações com os trabalhos e provas na faculdade, finalmente vou postar o capítulo 19 de Stop. Espero que gostem. 








Capítulo 19 - Colours Of My Life (Dianna's POV)


    

      Assim que Gerd fez uma pausa nas gravações, eu fui falar com ele. Nervosa, eu disse:


- Gerd... Eu preciso te contar uma coisa.

- O que foi, Di? - ele me olhava intrigado.

         Eu me aproximei, reunindo coragem. Peguei a mão dele.


- Gerhard... Você vai ser papai. - e coloquei a mão dele sobre minha barriga.

- D-Dianna... - ele estava incrédulo. - Está falando sério?

- Eu não brincaria com uma coisa dessas!

- Bem... Eu fico feliz. - ele me beijou sem jeito e afagou minha barriga também sem jeito.

      Era óbvio que eu o peguei totalmente de surpresa. Gerd sempre me disse que sonhava em ser pai. E a reação dele foi bem diferente do que eu esperava. O que significa apenas uma coisa. Assim como eu não o amo, ele não me ama mais.
         Mas eu preciso me casar com ele. Meus pais nunca vão aceitar que eu crie uma criança sozinha. E, claro, me casar com o pai do meu bebê está fora de cogitação. Não vou separar Davy e Louise mais. Ela está na mesma situação do que eu.
          Claro que preciso pensar primeiro no meu filho, e é por ele que estou fazendo isso. Mas... Eu perdi o meu amor para sempre. Nunca mais vou sentir o calor dos braços dele em volta de mim. Nunca mais vou saborear aqueles lábios sensuais. Nunca mais vou ouvir aquela voz dizendo palavras ao mesmo tempo doces e indecentes.
     Mas o que vou fazer? Privar Louise do pai do filho dela, nesse momento tão importante? Nunca. Posso ser uma puta, mas não sou destruidora de lares.
      Vou sofrer, eu sei que vou. Mas vou superar. Agora, a única coisa que importa é meu bebê. Essa lembrança que vou guardar para sempre do amor que provavelmente foi o mais intenso que já vivi.


-Precisamos contar para nossas famílias. E casar. - Gerd falou.

- Sim... - murmurei.

      Ele me deu mais um beijo e disse que precisava voltar a gravar. Concordei. Ele foi embora. Chorei um pouco, tomando cuidado para ninguém ver. Mas... Alguém viu.


- Di? Por que você tá chorando? O que aconteceu?

- Não quero conversa com você. - eu nem olhei para Davy.

- Se não me disser vou ficar mais preocupado.

- Você... Você mentiu pra mim! - exclamei. - Prometeu que íamos ficar juntos... E olha aí! A Lulu vai ter um filho! Seu!

- Di, eu nunca vou me ausentar da vida do meu filho, mas eu ainda quero ficar com você!

- Só que eu não quero mais ficar com você! - gritei, me levantando e deixando Davy falando sozinho.

    Voltei para o novo apartamento do Gerd, já que ele tinha me dado uma chave extra. Uma vez lá, liguei para meus pais e meu irmão, e contei a novidade. Eles ficaram contentes, mas exigiram que eu não enrolasse em marcar a data do casamento e disseram que logo viriam para ajudar nos preparativos.
     Acho que a família do Gerd não vai ficar muito contente por saber que vamos nos casar, afinal. Mas quem sabe um netinho amoleça o coração da Frau Müller.
      Frau Müller. É isso que eu vou ser daqui a algumas semanas, no máximo meses. E pensar que sonhei com quando esse dia ia chegar... Agora... Agora eu quero que nunca chegue.
       Se Davy soubesse como meu coração dói. Mas não vou voltar atrás. Só posso desejar que ele e a Lulu sejam muito felizes, e tenham uma linda família. Quem sabe com o tempo eu também seja feliz...
       Dormi um pouco para afogar as mágoas. Depois, acordei e fui tomar banho. Cantava baixinho a música Colours Of My Life, dos Seekers.

I can't seem to get my sleep now any old night,
Mr Sandman passes by my door;
Life has changed since you've been there to say it's alright,
You taught me to understand what I thought couldn't be,
Don't mind missing sleep if I can see:
Colours of my life,
You've got love to fill my heart;
I don't need a rainbow
With colours of my life,
Colours of my life.
Colours blend with love to show I'm happy with you,
I can never be the same again;
Now my eyes are looking past the life that I knew,
I'll be shedding black and grey to take on red and blue,
Colours I can feel by touching you:
Colours of my life,
Bloom like flowers in my heart;
I don't need a rainbow
With colours of my life,
Colours of my life.
Colours of my life,
Bloom like flowers in my heart;
I don't need a rainbow
With colours of my life,
Colours of my life,
Colours of my life.


        Quando saí do chuveiro, encontrei Gerd.


- Oi.

- Oi. - tentei sorrir.

- Você tá bem, Di? Precisa de alguma coisa?

- Estou bem, Gerd. Gravidez não é doença. - sorri.

- Sim, mas mesmo assim, se cuida.

      Coitado do Gerd. Pelo menos ele está se esforçando. E o filho nem é dele... Preciso parar de pensar nisso.


- Ah, eu já contei para a minha mãe e o Thomas. Eles mandaram os parabéns...

- Agradeço. - respondi, um pouco desanimada.

- Di, sei que eles não são muito agradáveis com você. Mas as coisas vão melhorar. Você vai ver, meine Liebe. - ele beijou minha testa.

- Há quanto tempo você não me chamava de "meine Liebe". - dei um pequeno sorriso. - Era mais no começo do namoro.

- Pois é....

    Acho que ele me chamou assim numa tentativa de retomar os velhos tempos. Quando realmente estávamos apaixonados. Mas... O que passou, passou.
     No dia seguinte, Gerd saiu cedo para ir ao estúdio. Acordei me sentindo um pouco mal, então preferi ficar em casa. Tomei o remédio que o Dr. Schubert tinha me receitado para o caso de enjôos, e procurei repousar. O telefone tocou, e eu atendi. Ouvi a voz da Louise.


- Olá, Dianna.

- Estava com saudades de você. - falei, feliz por ela me ligar.

- E eu com ainda mais de você, amadinha. Vou ser breve. Eu quero que saiba que você e Davy podem ser felizes.

- Como é?

- Você entendeu. Davy acabou de sair daqui do meu apartamento, e se eu conheço meu amigo, ele está indo aí te ver. Ele vai te explicar tudinho... E eu quero que prometa que vai fazer meu amigo Davy o homem mais feliz do mundo.

- Eu... Prometo.
   
   De fato, pouco depois, a campainha tocou. Com certeza de quem poderia ser, abri a porta.


- Davy, o que é que você quer?

- Di, eu preciso falar sério com você.

- Não temos nada o que conversar.

- Di! Me escuta! Eu abri o jogo com a Lulu. Contei tudo pra ela!

    Fiquei catatônica. Como assim? Ele falou tudo? Tudo? Louise deve me odiar com todas as forças dela agora...


- Nós fomos sinceros um com o outro. Contei tudo sobre nós para ela. E ela... Ela me contou tudo sobre ela... E Gerd.

    Por que não me choquei por saber que Gerd e Louise têm um caso? Acho que eu suspeitava desde o princípio.


- Ela mandou dizer que te perdoa por tudo. E que ela não te odeia, de maneira nenhuma. Outra coisa... O filho que ela espera é do Gerd. Não meu.

- Não é seu... - eu murmurava, tentando processar a informação. - Davy, eu preciso te dizer uma coisa.

- O quê?

- Eu estou grávida.

- Di... - ele se aproximou e perguntou, parecendo lutar para não chorar: - Esse filho... Esse filho é meu?

     Ele pegou minhas mãos. Voltou a perguntar, ansioso.


- Di, por favor, me responde. Eu sou o pai dessa criança?

         Eu estava tão aturdida. Mal conseguia juntar as palavras. Por fim, depois de respirar fundo, consegui dizer:


- Sim.

          Davy deu aquele sorriso para mim. Aquele sorriso tão lindo. Ele me abraçou. E me beijou, me beijou de uma forma que nunca beijou antes. Tirou meu fôlego completamente. E quando me dei conta, ele tinha se ajoelhado no chão, e beijava minha barriga.


- Você não sabe como eu estou feliz, Di! Há quanto tempo você sabe?

- Duas semanas. Eu... Eu não ia te contar. - falei. - Porque acreditava que o filho da Lulu era seu. Não ia deixar uma criança ficar sem pai. E agora... Eu disse para o Gerd que era dele, porque meus pais jamais aceitariam uma filha que é mãe solteira, mesmo que seja pleno século XXI. Gerd e eu já anunciamos para nossas famílias, e vamos casar...

- Já dei uma ligada para ele e Lulu vai contar tudo. - Davy disse. - E quanto ao casamento de vocês... Não vai acontecer.

- Mas, Davy...

- Lulu e eu vamos interromper. No momento do "fale agora ou cale-se para sempre". E todo mundo vai saber de tudo. Mas até lá... Nós dois podemos nos encontrar escondidos. E Gerd e Louise também. Só nós quatro vamos saber.

- Isso é loucura...

- Loucura é o que mais temos feito ultimamente. Mas... Vamos aproveitar o tempo que temos.

       Ele acariciou meu cabelo.


- Achei que nunca mais íamos ter um momento como esse. - falei.

- Ainda vamos ter muitos. - ele sorriu. - Eu estou tão feliz, Dianna! Não vejo a hora de finalmente pegar nosso filhote nos meus braços. Acho que vou fazer igual à cena icônica do Rei Leão e erguê-lo no ar.

- Seu bobo. - eu ri, e o puxei para um beijo. - Te amo, Cuddly Toy.

- Eu também te amo... "Jane Birkin".

- "Jane Birkin"?

- Sim. Lulu era minha "Brigitte Bardot". Nada mais justo do que você ser a Jane Birkin.

- Se é assim que você diz, "Gainsbourg"... - sorri maliciosa e o beijei mais.

      Ele me abraçava bem forte.


- Finalmente eu posso ficar com você, sem medo de nada. - Davy disse, sorrindo.

- Sim... Sabe, a Lulu me ligou. Ela me fez prometer que vou fazer de você o homem mais feliz do mundo. E eu prometo para você que eu vou fazer isso, meu amor, enquanto eu viver!

     Falei isso com toda a sinceridade. É clichê mas, além de conseguir sucesso com os meus livros, se isso acontecer, quero ser feliz ao lado do homem que eu amo, criando nosso filho. E isso está tão perto... Acho que eu aguento até o dia do casamento com Gerd.
      

- Você já está me fazendo muito feliz, Di. Estamos juntos. Vamos ter um filho. Não preciso de mais nada.

- Seu lindo. - ri, e continuamos a nos beijar intensamente. Agora nada mais vai me separar dele.



(Davy's POV)

       Eu estava aliviado por recuperar a amizade da Louise. Eu não iria saber viver sem ela. Confesso que não esperava perdê-la para alguém como Gerd Müller, mas, se ela o ama de verdade, não posso impedir. Ela aceitou que amo Dianna, é minha obrigação aceitar o romance dela com a muralha humana.
         Agora, eu preciso encontrar Di. Mas antes... Tenho que dar uma palavrinha com Gerd. Peguei o número dele no celular da Louise, e liguei.


- Hallo? - ouvi a voz dele do outro lado da linha.

- Müller, sou eu, Davy Jones. Vou ser rápido. Você e a Louise estão livres. Podem ficar juntos. A McLovely vai te explicar tudo. Mas você tem o dever de fazer a minha amiga a mulher mais feliz desse planeta, senão eu te mato! Boa tarde. - e desliguei.

       Segui para o apartamento onde Gerd e Dianna vivem. Não me importei com a possibilidade de ele nos encontrar. Expliquei tudo para Di, e ela revelou que espera um filho meu. Nunca fiquei tão feliz na minha vida! Agora vou esperar ansioso até o dia em que vou poder gritar para o mundo que eu a amo. Por enquanto, me contento com nossos encontros secretos. Pelo menos não vou ter mais a consciência pesada, já que Lulu e Gerd estão cientes.


- Sabe... sussurrei no ouvido dela. Acho que precisamos comemorar.

- Comemorar do jeito que eu tô pensando? ela riu.

- É... Desse jeito mesmo. beijei-a ardentemente. Então me lembrei de um detalhe. Mas, Di...

- O que foi? quis saber ela.

- Nós podemos fazer amor? Não vai fazer mal para o bebê?

- Pelo contrário. Li numa revista que mulheres que fazem sexo durante a gravidez têm um parto mais fácil. disse ela.

- Então ótimo. voltei a beijá-la com ardor e comecei a acariciá-la.
        

(Nezs POV)


     Eu precisava dar um jeito na minha vida. Eu sabia que queria Alana. Mas havia Emma. Eu não podia ferir os sentimentos dela. Chamei-a para conversar.



- Emma, nós precisamos falar sobre algo muito sério.

- O quê, Nez? indagou ela.

- Bem... Emma, preciso que você me diga. Quem você realmente ama, o Micky ou eu?


          Ela ficou quieta, meditando a resposta. Não forcei nem nada. Apenas esperei que ela me respondesse.


- Acho que já sei, Nez.

- Quem? eu perguntei, embora tivesse quase certeza absoluta da resposta.

- Nez... Você é demais. Lindo, talentoso, sexy, gentil... Mas... Eu...

- Você prefere o Micky. sorri.

- Sim... ela confirmou, tímida. Não me leva a mal, Nez, por favor. Eu fui apaixonada por você, de verdade. Mas o Micky... Ele mexe comigo de um jeito...

- Eu sei. Eu compreendo.  Eu vejo o jeito como você olha para ele. Não esqueça que eu... Bem... Sou apaixonado por ele também. falei, um pouco vermelho. Desejo toda a felicidade do mundo para vocês. Sério.

- Mas e você?

- Eu vou ficar bem. Relaxa. Só quero que nós sejamos amigos, Emma.

- Por mim, nós seremos sim, Michael. Posso te dar um abraço de amiga?

- Claro.


        Abri os braços para ela e trocamos um abraço afetuoso. Saí para caminhar e, ao passar por uma livraria, vi uma figura conhecida. Alice. Decidi entrar e conversar com ela. Se eu queria colocar minha vida nos eixos, eu tinha que me acertar com ela também.
        Entrei, e toquei discretamente no braço dela, que estava parada diante de uma estante, lendo.


- Oi, Alice.

        
          Ela ergueu os olhos do livro, surpresa.



- Ah, oi, Nez! ao contrário do que eu imaginei, ela não gritou comigo, nem fez cara feia. Acho que hoje é meu dia de sorte.

- Eu estava passando aqui em frente e te vi. A gente precisa conversar... Resolver nossas pendências.

- Também acho. ela sorriu.

- O que você está lendo? perguntei, curioso.


               Ela ergueu o livro para mostrar a capa.



- Love Story, de Erich Sage. disse ela.

- Posso pagar o livro para você?

- Imagina, Nez, não se incomode!

- Não vai ser incômodo nenhum... E tomar um café comigo? Aceita? Só como amigos...

- Aceito sim. disse ela.


            Paguei o livro para ela, e ao sairmos da livraria, nos dirigimos ao café mais próximo. Lá chegando, nos sentamos numa mesa mais ou menos no meio do estabelecimento. Pedimos cappuccinos e, enquanto os tomávamos, conversávamos.


- Por que exatamente terminamos? indaguei. Até hoje os motivos não foram muito claros.

- Acho que eu não conseguia acompanhar o ritmo da sua vida de rock star... Eu sinto muito, Nez.

- A culpa é minha, Alice. Eu deveria ter te dado mais atenção.

- Eu deveria ter sido mais paciente. disse ela, afável.

- Não, não, se alguém estava errado era eu, Alice. Bem... Eu só queria que a gente se acertasse. Conseguíssemos ser amigos.

- Podemos ser amigos sim, se é o que você quer... Acho que não tem mais jeito de termos um relacionamento amoroso. Alice disse.

- Bom... Tenho que concordar. Alice, eu estou de olho numa garota...

- Quem? Eu conheço? ela parecia interessada.

- Acho que conhece sim. Alana Watson.

- Ah, a baixista da English Band? Eu gosto dela. Tomara que dê certo com ela.

- Eu também espero.

             
      Terminamos de beber os cappuccinos e conversamos mais um pouco. Na hora de ir embora, nos abraçamos para nos despedir, e acabou acontecendo um selinho despretensioso.


- Desculpe. nós dois murmuramos.

- Boa sorte, texano. Alice sorriu para mim. A gente se vê por aí.

- Obrigado. tenho certeza de que fiquei vermelho.



            E fui embora.  Agora acho que posso dar minha cara a tapa para conquistar Allie.    

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