sábado, 28 de março de 2015

Oneshot: Sunshine Girl (Grindhouse Oficial)

Boa tarde! Temos uma nova oneshot sendo postada. As estrelas dessa oneshot são Peter Tork e Erin Hudson, que formam um dos casais mais meigos da Grindhouse. Boa leitura!











                   Peter Tork acordou cedo para ver o Sol nascer naquela manhã de verão. Enquanto observava o belo espetáculo natural, pensou que aquele seria um lindo dia, perfeito para se passar fora de casa. E, para sua sorte, era dia de folga dos Monkees, algo que acontecia de século em século.
                   Seria um dia tão lindo e perfeito que ele precisava passá-lo em boa companhia.  Seus amigos estariam ocupados com suas namoradas, e Peter já estava enjoado de olhar para a cara de Mike, Micky e Davy. Então só restava uma opção a Peter, a melhor de todas: chamar para sair com ele a garota mais perfeita do universo, que atendia pelo nome de Erin Hudson.
                  Ele ainda não havia tido coragem de dizer a Erin que a amava, porém, ele se conhecia bem, e sabia que, quando estava apaixonado, todos percebiam... Inclusive a garota. “E eu não estou simplesmente apaixonado... Estou completamente doente de amor!”, ele pensou. Pegou o telefone e discou o número de Erin. Segurou o fone com as duas mãos, de tão nervoso. Quanto mais Erin demorava a atender, mais forte seu coração batia. Até que ele ouviu uma voz suave:


- Alô?

- E-E-Erin?

- Peter, é você?

- S-S-Sim, sou eu. Euqueriasabersevocê... – as palavras saíram todas atropeladas.

- Desculpe, Pete, mas não entendi o que você disse.  – ela disse, com um tom gentil.

- P-Perdão. Eu queria saber se você não gostaria de dar uma volta comigo no parque.

- Oh, Peter, eu adoraria! – ela respondeu, em um tom animado. Peter quase podia ver os lindos olhos dela resplandecerem e seu sorriso meigo se formar naquela boquinha rosada.

- Então eu já vou te buscar.

- Ok. Estou esperando. Até já.

- A-A-Até já.

                      Peter estava tão eufórico que logo que pôs o fone no gancho exclamou:



- Ela topou! Ela topou!

                   

                       Correu para o espelho. Desamarrotou sua camisa hippie e penteou o cabelo louro.



- Flores, flores, preciso de flores! Como vou ver minha Flora sem flores?

                    

                      Erin havia contado a Peter,  em um de seus primeiros encontros, o mito grego de Flora, a deusa da primavera, e de Zéfiro, um dos deuses do vento, que, por amor a ela, deixara de ser impetuoso e se tornara uma suave brisa.
                      Desde então Peter passara a chamar Erin secretamente de Flora, pelo amor que ela tinha por flores, e ele mesmo de Zéfiro, pelo amor que tinha por ela. Viu algumas margaridas cor-de-laranja num vaso. Pegou-as imediatamente e correu para a casa de Erin. Quase afundou a campainha.



- Olá, Peter.  – Erin abriu seu sorriso, e Peter quase derreteu como um sorvete ao Sol.

- O-Olá, E-Erin. T-Trouxe essas flores para você.  – ele estendeu o ramalhete de margaridas cor-de-laranja.

- Que margaridas lindas! Obrigada, Peter! Eu adoro flores! – ela beijou-o na boca, fazendo o coração do Monkee ir a mil.

- E-Eu s-sei. – ele disse, ainda mais derretido.  – V-Vamos? – ele ofereceu o braço.

- Vamos. – disse ela, dando o braço a ele após colocar as margaridas num vaso.

                  

                         O cheiro dos cabelos de Erin deixava Peter inebriado. Ele não conseguia lidar com aquele turbilhão de sentimentos. Dianna não o havia deixado daquele jeito.
                         Passaram diante da banquinha de uma florista. Como de costume, Erin parou para apreciar as flores.


- Escolha a que quiser. – disse Peter.

- Oh, Peter, todas são tão lindas, tão cheirosas! Não consigo escolher!

- Nesse caso, eu escolho a flor ideal para ser ofertada à Rainha das Flores!

                      

                        Erin corou. Após uma intensa procura, Peter encontrou uma rosa muito vermelha, cheia de pétalas e muito cheirosa. Pagou à florista e ofereceu a flor a Erin. A garota, lisonjeada pelo gesto, abraçou Peter e beijou-o outra vez.


- Obrigada, Peter. Você é um amorzinho.

- D-Disponha. – disse ele, tentando conter sua alegria.

                      

                          Por fim, chegaram ao parque. Compraram sorvetes. Peter foi lamber o seu, mas foi tarde. Seu sorvete caiu.


- Essas coisas só acontecem comigo... – ele murmurou.

- Eu compro outro para você.  – disse Erin.

- Puxa, obrigado! Eu sou tão desastrado...

- O que só te deixa mais fofo.  – ela piscou, indo em direção ao carrinho do sorveteiro.

                       

                       “Ela me acha fofo!”. A esta altura, Peter estava nas nuvens.  Desceu quando ela lhe entregou a casquinha de sorvete.


- Cuidado para não derrubar... Meu dinheiro acabou. – ela riu.

- Pode deixar. – disse ele, lambendo o sorvete cautelosamente.

                           

                       Terminados os sorvetes, deitaram na grama e ficaram olhando as nuvens. A todo momento encontravam as mais variadas e divertidas formas, e riam. Peter amava ouvir Erin rir. Então, ele não aguentou mais.


- Erin?

- Sim?

- Sabe, eu não sei explicar isso direito, mas... Estar perto de você me faz tão feliz! Você tem... Uma aura tão boa. Está sempre animada e alegre, como um dia ensolarado. Nem parece que seu passado é tão sombrio, que perdeu seu pai na guerra. Bom, talvez você seja assim porque nasceu e cresceu sob o Sol da Califórnia. Você pode não ser loira nem ter olhos azuis, mas mesmo assim lembra um dia de verão. Seus cabelos e olhos têm um castanho caloroso como o Sol. E seu sorriso... Seu sorriso é tão luminoso quanto os raios solares!

- Peter... – ela estava ruborizada, e sorria tímida. – Você também me deixa feliz!

- Mas você é feliz por natureza!

- Você também é, Peter!

- Eu te amo, Erin! Eu te amo, Rainha das Flores... Eu te amo, Sunshine Girl.

                  

                     O sorriso dela se abriu ainda mais.



- Eu... Eu também te amo, Peter! Você também me lembra a luz do Sol. Meu Sunshine...

                      

                     Ele a puxou para um abraço. E desta vez ele teve a iniciativa de beijá-la. O casal estava mais unido do que nunca. Beijavam-se apaixonadamente na relva macia. Ao longe, outro jovem casal, que chegava ao parque para um piquenique, observava-os.



- Eu não disse, Cuddly Toy? Eles são perfeitos juntos!

- Você leva mesmo jeito para Cupido, Di!

- Eles nasceram um para o outro. As aparências e personalidades combinam incrivelmente...

- E não é assim conosco? – Davy abraçou Dianna.

- É. É sim. – o casal trocou um selinho e continuou a observar seus dois amigos. 







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