Peter Tork
acordou cedo para ver o Sol nascer naquela manhã de verão. Enquanto observava o
belo espetáculo natural, pensou que aquele seria um lindo dia, perfeito para se
passar fora de casa. E, para sua sorte, era dia de folga dos Monkees, algo que acontecia
de século em século.
Seria um dia
tão lindo e perfeito que ele precisava passá-lo em boa companhia. Seus amigos estariam ocupados com suas
namoradas, e Peter já estava enjoado de olhar para a cara de Mike, Micky e
Davy. Então só restava uma opção a Peter, a melhor de todas: chamar para sair
com ele a garota mais perfeita do universo, que atendia pelo nome de Erin
Hudson.
Ele
ainda não havia tido coragem de dizer a Erin que a amava, porém, ele se
conhecia bem, e sabia que, quando estava apaixonado, todos percebiam...
Inclusive a garota. “E eu não estou simplesmente apaixonado... Estou
completamente doente de amor!”, ele pensou. Pegou o telefone e discou o número
de Erin. Segurou o fone com as duas mãos, de tão nervoso. Quanto mais Erin
demorava a atender, mais forte seu coração batia. Até que ele ouviu uma voz
suave:
- Alô?
- E-E-Erin?
- Peter, é você?
- S-S-Sim, sou eu. Euqueriasabersevocê... – as palavras
saíram todas atropeladas.
- Desculpe, Pete, mas não entendi o que você disse. – ela disse, com um tom gentil.
- P-Perdão. Eu queria saber se você não gostaria de dar uma
volta comigo no parque.
- Oh, Peter, eu adoraria! – ela respondeu, em um tom
animado. Peter quase podia ver os lindos olhos dela resplandecerem e seu
sorriso meigo se formar naquela boquinha rosada.
- Então eu já vou te buscar.
- Ok. Estou esperando. Até já.
- A-A-Até já.
Peter estava tão eufórico que logo que pôs o fone no gancho exclamou:
- Ela topou! Ela topou!
Correu para o espelho. Desamarrotou
sua camisa hippie e penteou o cabelo louro.
- Flores, flores, preciso de flores! Como vou ver minha
Flora sem flores?
Erin havia contado a Peter, em um
de seus primeiros encontros, o mito grego de Flora, a deusa da primavera, e de
Zéfiro, um dos deuses do vento, que, por amor a ela, deixara de ser impetuoso e
se tornara uma suave brisa.
Desde então Peter passara a chamar Erin secretamente de Flora, pelo amor
que ela tinha por flores, e ele mesmo de Zéfiro, pelo amor que tinha por ela.
Viu algumas margaridas cor-de-laranja num vaso. Pegou-as imediatamente e correu
para a casa de Erin. Quase afundou a campainha.
- Olá, Peter. – Erin
abriu seu sorriso, e Peter quase derreteu como um sorvete ao Sol.
- O-Olá, E-Erin. T-Trouxe essas flores para você. – ele estendeu o ramalhete de margaridas
cor-de-laranja.
- Que margaridas lindas! Obrigada, Peter! Eu adoro flores! –
ela beijou-o na boca, fazendo o coração do Monkee ir a mil.
- E-Eu s-sei. – ele disse, ainda mais derretido. – V-Vamos? – ele ofereceu o braço.
- Vamos. – disse ela, dando o braço a ele após colocar as
margaridas num vaso.
O
cheiro dos cabelos de Erin deixava Peter inebriado. Ele não conseguia lidar com
aquele turbilhão de sentimentos. Dianna não o havia deixado daquele jeito.
Passaram diante da banquinha de uma florista. Como de costume, Erin
parou para apreciar as flores.
- Escolha a que quiser. – disse Peter.
- Oh, Peter, todas são tão lindas, tão cheirosas! Não
consigo escolher!
- Nesse caso, eu escolho a flor ideal para ser ofertada à
Rainha das Flores!
Erin corou. Após uma intensa procura, Peter encontrou uma rosa muito
vermelha, cheia de pétalas e muito cheirosa. Pagou à florista e ofereceu a flor
a Erin. A garota, lisonjeada pelo gesto, abraçou Peter e beijou-o outra vez.
- Obrigada, Peter. Você é um amorzinho.
- D-Disponha. – disse ele, tentando conter sua alegria.
Por fim, chegaram ao parque. Compraram sorvetes. Peter foi lamber o seu,
mas foi tarde. Seu sorvete caiu.
- Essas coisas só acontecem comigo... – ele murmurou.
- Eu compro outro para você.
– disse Erin.
- Puxa, obrigado! Eu sou tão desastrado...
- O que só te deixa mais fofo. – ela piscou, indo em direção ao carrinho do
sorveteiro.
“Ela me acha fofo!”. A esta altura, Peter estava nas nuvens. Desceu quando ela lhe entregou a casquinha de
sorvete.
- Cuidado para não derrubar... Meu dinheiro acabou. – ela
riu.
- Pode deixar. – disse ele, lambendo o sorvete
cautelosamente.
Terminados os sorvetes, deitaram na grama e ficaram olhando as nuvens. A
todo momento encontravam as mais variadas e divertidas formas, e riam. Peter
amava ouvir Erin rir. Então, ele não aguentou mais.
- Erin?
- Sim?
- Sabe, eu não sei explicar isso direito, mas... Estar perto
de você me faz tão feliz! Você tem... Uma aura tão boa. Está sempre animada e
alegre, como um dia ensolarado. Nem parece que seu passado é tão sombrio, que
perdeu seu pai na guerra. Bom, talvez você seja assim porque nasceu e cresceu
sob o Sol da Califórnia. Você pode não ser loira nem ter olhos azuis, mas mesmo
assim lembra um dia de verão. Seus cabelos e olhos têm um castanho caloroso
como o Sol. E seu sorriso... Seu sorriso é tão luminoso quanto os raios
solares!
- Peter... – ela estava ruborizada, e sorria tímida. – Você
também me deixa feliz!
- Mas você é feliz por natureza!
- Você também é, Peter!
- Eu te amo, Erin! Eu te amo, Rainha das Flores... Eu te
amo, Sunshine Girl.
O
sorriso dela se abriu ainda mais.
- Eu... Eu também te amo, Peter! Você também me lembra a luz
do Sol. Meu Sunshine...
Ele a puxou para um abraço. E desta vez ele teve a iniciativa de
beijá-la. O casal estava mais unido do que nunca. Beijavam-se apaixonadamente
na relva macia. Ao longe, outro jovem casal, que chegava ao parque para um
piquenique, observava-os.
- Eu não disse, Cuddly Toy? Eles são perfeitos juntos!
- Você leva mesmo jeito para Cupido, Di!
- Eles nasceram um para o outro. As aparências e
personalidades combinam incrivelmente...
- E não é assim conosco? – Davy abraçou Dianna.
- É. É sim. – o casal trocou um selinho e continuou a
observar seus dois amigos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário